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Foto: Reprodução/Instagram

O prefeito da cidade de Muritiba, Danilo Marques Dias Sampaio, conhecido como Danilo de Babão (PSD), foi baleado na noite dessa segunda-feira (7), em seu sítio, na zona rural da cidade.

Segundo informações, ele foi baleado no pescoço, quando estava dentro de casa durante uma videoconferência com a noiva. Foi ela quem chamou a polícia.

De acordo com o jornal Correio, o deputado estadual Vitor Azevedo (PL), informou inicialmente, que ele foi conduzido a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cruz das Almas, também no Recôncavo, e depois foi transferido para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus.

O crime ocorreu na mesma noite em que deu início as comemorações de aniversário do município.

*Acorda Cidade


Foto: Divulgação

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) estará participando de uma ação nacional do ‘Maratona de Vagas’. O evento tem o objetivo de cadastrar e atualizar os currículos dos candidatos a possíveis vagas de estágio e aprendizagem. Será nesta terça-feira (8), a partir das 10h da manhã até as 15h.

Os interessados deverão comparecer no CIEE, no endereço Av. Getúlio Vargas, nº 3337, no bairro Santa Mônica, ou na faculdade Pitágoras, Av. José Falcão da Silva, nº 1283, bairro Queimadinha.

Os perfis selecionados que se adequarem as vagas, poderão ser encaminhados para participar de seleção posteriormente.

O CIEE vai dar início, em breve, a uma nova fase. A atualização dos currículos ocorre em diversas unidades do país.


Ridley Scott não é um diretor que tira longas férias após terminar um projeto. Basta revisar a filmografia do diretor para encontrar filmes em quase todos os seus mais de 45 anos de carreira como cineasta. No entanto, nem sempre há tempo para tudo, e há alguns anos ele foi forçado a escolher entre as sequências de duas franquias que iniciou: Alien e Blade Runner.

Lançados em 1979 e 1982, respectivamente, ambos podem ser considerados filmes fundamentais para conhecer o desenvolvimento da ficção científica no cinema. O primeiro mostrou a capacidade de fazer boas histórias de terror no espaço, e o segundo alimentou a paixão de dezenas de criadores pelo gênero cyberpunk.A série de ficção científica que uniu dois dos maiores monstros do cinema que nunca veremos

Alien deu lugar a uma franquia com vários outros filmes, incluindo o crossover Alien vs. Predador, e Blade Runner foi elevado ao status de filme cult – ao ponto de, ao longo de uma década, alimentar debates sobre uma sequência que nos permitiria saber o que aconteceu com este universo. Inicialmente, o projeto seria dirigido por Scott, mas em 2014 ele decidiu passar a tocha para outro diretor. Hoje, o cineasta alega problemas de agenda.

“Não devia ter tomado essa decisão, mas não tive escolha. Devia ter escolhido Blade Runner”, disse o realizador à Empire. Aparentemente, a Warner Bros. estava ansiosa para lançar a sequência em 2017, e não esperaram até que a agenda de Scott ficasse livre depois de Alien: Covenant.

Ambos os filmes tropeçaram nas bilheterias

Não é novidade que os dois longas tropeçaram nas bilheterias. Porém, enquanto Alien: Covenant foi considerado um ponto baixo na filmografia de Scott, Blade Runner 2049 deixou claro o domínio de Denis Villeneuve em fazer um bom cinema de ficção científica – logo depois de impressionar com o fantástico A Chegada-, além de ser considerado um marco da ficção científica por Christopher Nolan.

Informações Adoro Cinema


Nome oficial da nova moeda foi anunciado pelo BC nesta segunda-feira (7). Recurso deve ser liberado ao público até o fim de 2024.

'Drex': o que é a nova moeda digital brasileira?

‘Drex’: o que é a nova moeda digital brasileira? 

O Drex — nome do novo Real Digital, que foi revelado pelo Banco Central nesta segunda-feira (7) — gerou uma série de dúvidas sobre suas diferenças em relação ao PIX. 

Logo após sua divulgação, por exemplo, internautas passaram a brincar nas redes sociais: “Faz um Drex?” — em referência ao envio de dinheiro via PIX. 

Apesar de ser considerado “primo” do PIX por sua relação tecnológica, o novo recurso, que deve ser liberado ao público até o fim de 2024, possui diferenças. Mas quais?

A primeira — e principal — está na essência de cada uma das tecnologias: enquanto o PIX é uma ferramenta de transações instantâneas, o Drex é a própria moeda em si — e a primeira moeda virtual oficial do Brasil. 

Assim, o PIX é um meio pelo qual é possível transferir dinheiro. Já o Drex é o próprio dinheiro a ser transferido. A nova moeda digital poderá ser utilizada tanto para “fazer um PIX” quanto para realização de pagamentos ou transferências por meio de outras modalidades já existentes. 

Funcionalidades do Drex

O projeto da nova moeda também prevê a compra e venda de títulos públicos, em parceria com o Tesouro Nacional. Será possível, portanto, comprar e vender esses títulos usando o Real Digital. 

Especialistas ainda reforçam que a chegada da nova moeda deverá trazer acesso a novos serviços financeiros digitais, como é o caso dos contratos inteligentes (também conhecidos como smart contracts). 

Além disso, o Drex será usado em outros serviços, como empréstimos, seguros e investimentos. 

“Estamos usando essa tecnologia para facilitar o acesso a serviços financeiros. Quando você tem o valor registrado e acessível de maneira simples e confiável (…), você baixa o custo e democratiza acesso ao serviço”, afirmou o coordenador do projeto no Banco Central, Fabio Araújo.

Outra diferença em relação ao PIX é que o Real Digital deve ter um custo de uso. Contudo, o coordenador da iniciativa diz que os custos das operações financeiras, como são feitas hoje, serão diminuídos com o Real Digital.

“Tem um custo, mas esse custo parece que será muito mais barato. Estamos trabalhando para construir essa tecnologia de forma que seja muito mais barata do que aquilo que temos disponível atualmente”, disse Araujo. 

Drex: entenda nova moeda digital do país

Drex: entenda nova moeda digital do país 

Como irá funcionar o novo recurso?

Na prática, o Real Digital servirá como uma nova expressão das cédulas físicas, já emitidas pelo BC, e será garantido pelos mesmos fundamentos e pelas mesmas políticas econômicas que determinam o valor e a estabilidade do real convencional. 

A autoridade monetária destaca que uma das diretrizes para o desenvolvimento da moeda digital é a interoperabilidade (capacidade de um sistema se comunicar com outro de forma transparente) com os meios de pagamento hoje disponíveis à população. 

Além das transferências via PIX, os usuários poderão fazer pagamentos em lojas, por meio do seu prestador de serviço de pagamentos — banco, instituição de pagamento ou outra instituição que venha a ser autorizada pelo BC para tal. 

Além disso, o usuário também poderá transferir reais digitais para outras pessoas, transformá-los em depósito bancário convencional e sacá-los em formato físico, além de pagar contas, boletos e impostos. 

“Ou seja, poderá movimentar seus Reais Digitais da mesma forma que você movimentaria seus recursos hoje depositados nos bancos”, afirmou o BC em nota.

O Real Digital ainda está em fase de testes e não tem um cronograma oficial de lançamento. A expectativa é que a nova moeda seja liberada para o público no fim de 2024, segundo o coordenador da iniciativa do real digital pelo BC, Fabio Araújo. 

O tema tem sido discutido pelo BC há anos. Em 2020, por exemplo, a autarquia organizou um grupo de trabalho para estudar a emissão de uma moeda digital brasileira, tendo divulgado as diretrizes gerais do projeto em maio de 2021. 

  • será emitida pelo próprio BC, como uma extensão da moeda física, com a distribuição ao público intermediada pelos bancos e instituições de pagamento;
  • sua custódia ficará no Banco Central;
  • poderá ser trocada pelo real tradicional (em notas), e vice-versa, mas o foco serão as transações financeiras;
  • a cotação frente a outras moedas também será a mesma;
  • não será permitido que os bancos emprestem esses recursos a terceiros — como acontece atualmente com o real físico — e depois os devolva aos clientes;
  • não haverá remuneração, ou seja, os recursos não terão uma correção automática;
  • haverá uma garantia da segurança jurídica, cibernética e de privacidade nas operações.

Segundo Fabio Araújo, coordenador da iniciativa, a expectativa é que a nova moeda permita que os produtos que já existem no sistema financeiro sejam oferecidos com uma “variedade maior”, atendendo de forma mais específica as necessidades dos usuários e a um custo mais baixo. 

De acordo com o especialista do BC, a ideia é que o usuário abra o aplicativo bancário ou da sua instituição financeira de preferência e encontre várias opções de um mesmo serviço financeiro, que sejam “mais adequadas” em termos de perfil e custos do que as disponíveis atualmente.

Informações G1


Uma selfie ‘exibida’ ou um clique do seu embarque pode revelar a golpistas seu itinerário de viagem e dados pessoaisImagem: wutwhanfoto/Getty Images/iStockphoto

Apesar de típica e aparentemente inocente, aquela selfie comemorando a viagem com o bilhete de embarque à mostra é um perigo para viajantes. O motivo? Ela pode revelar mais da programação de férias a hackers e outros golpistas online do que se imagina.

O alerta foi do especialista em mídias sociais e digitais Robinson Jardin, diretor da empresa de software de cibersegurança NordVPN, à revista “Forbes” americana. “O risco de ser hackeado aumenta drasticamente quando você compartilha informação demais sobre sua viagem. Quando se trata de bilhetes de embarque, o problema real está nos códigos de barras. Eles podem ser lidos por qualquer pessoa com um software gratuito online”, frisou.

O risco também existe com QR codes — e praticamente todas as passagens aéreas hoje contam com um dos dois, que podem revelar a hackers a identidade completa do viajante, informações de contato (como endereço e telefone), número da reserva, identificação de acesso ao programa de milhas, número do passaporte e até carteira de motorista do passageiro.

Estes dados são valiosos na dark web, onde podem ser vendidos a criminosos interessados em roubar a identidade da vítima para criar cartões de créditos e fazer compras não autorizadas.

Algumas formas de ataques

“Se um hacker consegue acessar suas milhas, pode ser bastante lucrativo porque os pontos não necessariamente precisam ser usados em outro voo”, observou Jardin. A maioria dos programas permite a troca por serviços, cartões de presentes — transferíveis a terceiros — e até outros produtos, como celulares e eletrodomésticos. Por isso, há golpistas especializados exclusivamente no roubo de pontos, raramente recuperáveis.

Também há outra forma: de posse do número do viajante, o criminoso liga ou manda e-mail se passando por um funcionário da companhia, pedindo para confirmar informações de cartão de crédito para o voo de volta. “Ou o hacker pode fazer o caminho inverso e ligar para a aérea se passando pelo viajante, oferecendo informações que estavam no código de barras do bilhete de embarque para conseguir ainda mais informações do passageiro”.

O ex-primeiro-ministro da Austrália Tony Abbott também foi vítima de um hackerImagem: Lukas Coch/EFE

Até mesmo o ex-primeiro-ministro australiano Tony Abbott passou por um ataque similar, segundo a BBC. Uma hora após postar uma foto no Instagram que mostrava seu bilhete aéreo da Qantas, ele foi hackeado. No caso do político, o próprio hacker entrou em contato e o avisou do potencial risco de segurança. Há também aqueles que usam o código de barras ou o QR code para pegadinhas.

“Na hora em que você tem o código, pode conseguir o sobrenome e número da reserva da pessoa. Então você pode entrar no site da companhia e cancelar o voo de volta ou mudar o destino.”

Como se proteger? 

Além de não compartilhar fotos de seu bilhete, deve-se evitar suas versões digitais. “Para os hackers, os melhores alvos são aqueles que compartilham seus cartões de embarque digitais. É ainda mais fácil de ler se for um print do código de barra”, recomendou Jardin à Forbes.

Ao comprar passagens ou fazer reservas de hotéis também não se deve reaproveitar senhas de outros sites. Troque-as com regularidade, caso seu acesso a outro site — como uma plataforma de streaming, e-mail, e-commerce — já tenha vazado na web.

E esta vale para golpes “presenciais”: não compartilhe fotos da viagem enquanto ainda estiver longe de casa e não ative sua geolocalização; ladrões podem estar monitorando seu período ausente para invadir sua casa.

Informações UOL


Documento assinado por mais de 80 entidades pede uma “política articulada de eliminação imediata dos combustíveis fósseis” e defende que a Cúpula da Amazônia é a oportunidade ideal para isso.

Protesto da organização engajamundo antes da Cúpula da Amazônia — Foto: Paloma Rodrigues/g1

Protesto da organização engajamundo antes da Cúpula da Amazônia — Foto: Paloma Rodrigues/g1 

A Cúpula da Amazônia começa nesta terça-feira (8) em Belém, no Pará, tendo a discussão sobre a possibilidade de ampliação da exploração de petróleo na região como uma das principais preocupações da sociedade civil, ao lado de temas como desmatamento, garimpo e a questão indígena. 

Antes da abertura oficial do evento, a segunda-feira (7) foi marcada pelo encerramento de uma das atividades preparatórias para a Cúpula: os Debates Amazônicos, evento com a participação da sociedade civil que tinha como objetivo fazer propostas para os representantes de cada país. O petróleo ganhou destaque entre as sugestões. 

Um protesto da organização engajamundo buscou materializar essa preocupação: manifestantes usaram máscaras e roupas de proteção individual. Nos cartazes, a cobrança: “A COP vai passar e quantas manchas vão ficar?”. 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, engrossou o coro. Sua comitiva falou da necessidade da redução da exploração do petróleo, que é um dos compromissos do presidente colombiano, que tem feito falas duras contra os combustíveis fósseis desde sua eleição. 

Um documento assinado por mais de 80 entidades intitulado “Amazônia Livre de Petróleo e Gás” pede para que seja formalizada uma “política articulada de eliminação imediata dos combustíveis fósseis” e defende que a Cúpula da Amazônia é a oportunidade ideal para isso. 

O documento cobra uma data para o fim da produção de combustíveis fósseis, não apenas no território da floresta, mas de maneira geral. 

A cobrança ocorre em meio à pressão, encampada por setores do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para que o Ibama autorize a Petrobras a pesquisar a viabilidade de explorar petróleo na região da foz do Rio Amazonas. 

Em maio, o Ibama negou licença para a Petrobras perfurar poço de petróleo na região, no Amapá. O instituto apontou falhas sobre segurança ambiental na solicitação da estatal. Dias depois, a Petrobras apresentou um novo pedido, que está sob análise. Ambientalistas criticam a exploração diante da possibilidade de impactos ambientais. 

Países devem se comprometer a combater o garimpo ilegal durante Cúpula da Amazônia

Países devem se comprometer a combater o garimpo ilegal durante Cúpula da Amazônia 

Carolina Marçal, analista do Instituto ClimaInfo, disse que não basta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diga que a pauta ambiental é prioritária. 

“Estamos pedindo mais ambição do governo brasileiro. O governo prometeu prioridade para a pauta ambiental, questões importantes relacionadas a desmatamento e uso da terra, mas não em relação à exploração de petróleo e gás na Amazônia”, disse Carolina Marçal. 

“A mensagem principal é que, para proteger a Amazônia, zerar o desmatamento é sim um passo importante, mas não é suficiente”, disse. 

Experiências internacionais também foram colocadas na mesa de debates. O Equador ganhou destaque por ser um caso emblemático de um país com larga escala de exploração de petróleo em uma reserva ambiental. 

O Parque Nacional Yasuní, na Amazônia equatoriana, é a maior reserva florestal do país com mais de 10 mil quilômetros quadrados – e também representa seu maior campo de petróleo. 

Eduardo Pichilingue Ramos, coordenador da Aliança Cuencas Sagradas Amazónicas, trabalha na região do parque e afirma que uma atividade tão crítica precisa ser muito bem pensada antes de ser iniciada em um território sensível. 

“Se autorizou a exploração dentro do parque, com uma negociação entre as empresas nacionais petroleiras e indígenas Guarani de recente contato. Isso trouxe uma serie de problemas ambientais e sociais graves”, disse. 

A infraestrutura envolvida nesse tipo de construção demandou a abertura de estradas, o que acarretou desmatamento e também em instalação de colonos nas margens destas novas ferrovias. 

“O governo sempre disse que os efeitos são poucos, em somente 80 hectares, mas não levam em conta a contaminação da água, poluição sonora por helicópteros e automóveis”, disse. “Por isso é preocupante a posição do Brasil. Acredito que com a atividade industrial petroleira sempre há uma margem grande de possibilidades de que as coisas saiam mal.” 

Em agosto, o Equador realizará um referendo sobre a manutenção ou não da exploração de petróleo na região. Em 2013, o então presidente Rafael Correa chegou a considerar interromper as atividades, mas o governo voltou atrás. Desde a década de 1970 a área é explorada com estes fins. 

“É uma consulta popular que nasceu de uma iniciativa cidadã e de povos indígenas”, afirmou Belén Paez, presidente da Fundação Pachamama. “É a primeira vez que os povos que habitam o território vão poder dizer legalmente sobre isso.” 

Carolina Marçal afirma que o pedido de participação social feito pelo governo brasileiro ao convocar os Diálogos Amazônicos foi cumprido pela população, que agora quer sua contraparte. “Acho que a sociedade civil tem que ser contemplada”, disse. 

“Nós enquanto sociedade civil viemos aqui em grande número, com grande representatividade. Não foi fácil para muita gente estar aqui, e o mínimo que a gente espera é que sejamos ouvidos.”

Na véspera da Cúpula da Amazônia, duas mulheres e um homem do povo Tembé são baleados no Pará

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Informações G1


Nelson Jr./SCO/STF

Nelson Jr./SCO/STF 

Em mais um de seus editoriais críticos a autoridades de Brasília, o Estadão concentrou-se, desta vez, em apontar que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal invade a competência do Congresso. Para o jornal, ao propor uma nova regulação, o ministro Alexandre de Moraes age como parlamentar e extrapola os limites de seu cargo.

No texto intitulado O Dever de Respeitar o Congresso, o jornal relembra que o Parlamento já retirou, em 2006, a pena de prisão para consumidores de entorpecentes. A legislação atual determina que uma pessoa em tal situação deve receber uma advertência sobre o efeito das drogas, prestar serviços à comunidade e participar de curso educativo sobre o tema.

Entretanto, o periódico afirma que juízes de todo o país têm burlado a decisão e passaram a “condenar como crime de tráfico de entorpecentes o que antes era mero porte de drogas para consumo pessoal”, ampliando o “conceito de tráfico” para punir os usuários.

O Estadão aponta que, a fim de conter tais juízes, o STF tenta instituir uma nova legislação, em vez de “proteger a vontade do Legislativo, assegurando a aplicação efetiva da Lei 11.343/2006 por todos os juízes e tribunais do país”.

Na sequência, o jornal concentra suas críticas especificamente no ministro Alexandre de Moraes, sugerindo que ele não compreende o papel da Suprema Corte.

– O ministro Alexandre de Moraes utilizou o seu voto para redigir uma nova legislação antidrogas. (…) Ao inventar uma nova regulação das drogas, a partir de como acha que ela deveria ser, o ministro do STF atua como se fosse parlamentar. Com razão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, qualificou como “invasão de competência do Poder Legislativo” eventual decisão do STF que crie um novo regime jurídico, diferente do que foi aprovado pelo Congresso, para as drogas – acrescentou.

O jornal finaliza seu editorial ratificando que “o dever do Supremo é assegurar respeito à vontade do Legislativo” e advertindo que tentar substituir o Congresso seria “inconstitucional e politicamente desastroso”.

Fonte: Pleno.News


 O presidente Lula e o ministro Rui Costa em evento no Palácio do Planalto
O presidente Lula e o ministro Rui Costa em evento no Palácio do Planalto Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress 

O atraso na votação do arcabouço fiscal na Câmara deve abalar o lançamento do principal programa de infraestrutura do governo Lula (PT), o novo PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), previsto para sexta (11).

Os líderes na Câmara se reúnem nesta manhã para discutir o que será votado nesta semana na Casa. Não há consenso se o arcabouço entraria na pauta nem se seria aprovado. A base governista também não fala em data garantida para a análise.

O governo trabalha com a data de sexta para anunciar o novo PAC, em cerimônia no Rio.Até lá, Lula vai estar no Pará, para a Cúpula da Amazônia. 

O arcabouço fiscal guia o novo “teto de gastos” do governo. Sem ter sido aprovado pelos deputados, não há como prever o investimento de R$ 60 bilhões por ano no PAC. 

O governo pode anunciar o programa, e diz que o evento de sexta está mantido, mas sem especificar orçamento nem data para os projetos saírem do papel, já isso também depende da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024, também ainda em discussão no Congresso.

Interlocutores do governo ainda não trabalham pela votação do marco fiscal nesta semana, segundo relatos de líderes ouvidos pelo UOL. Eles dizem que até agora os aliados de Lula “estão em silêncio”.

O relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), disse que nem foi convidado para participar da reunião de líderes. São nesses encontros que geralmente são fechados os acordos sobre as propostas a irem à votação. 

Se ele for convidado, pode mostrar o relatório às lideranças e argumentar para manter ou não as alterações feitas pelos senadores.Continua após a publicidade

Até o momento, ele defende o texto aprovado pela Câmara — ou seja, que sejam rejeitadas as mudanças feitas no Senado. Já o governo quer a manutenção desses pontos.

Novo PAC já foi adiado 3 vezes

O PAC é um dos carros-chefes do governo Lula e o principal projeto coordenado pela Casa Civil. Inicialmente previsto para abril, já foi adiado pelo menos três vezes —em parte por culpa do arcabouço, já que regula o crescimento das despesas do governo. Se não se sabe quanto é possível gastar, tampouco o quanto poderá se investir no PAC.

O texto recebeu mudanças no Senado, o que faz com que ele tenha de passar por nova avaliação na Câmara. Uma das alterações estabelecidas foi na base de cálculo dos gastos previstos. 

Desde o final de junho, quando o texto retornou à Câmara, o governo tem tentado articular sua aprovação, com manobras que incluem intervenção direta de Lula e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Ainda assim, não houve avanço. Entre os deputados, há quem aposte na análise do texto na semana que vem, mas muitos nem arriscam uma previsão. Um líder do centrão recomendou prudência para que o governo não perca pontos cruciais no projeto.Continua após a publicidade

As mudanças e o tempo apertado

Em segunda votação na Câmara, foi mudado o período de inflação usado como base do limite de despesas: em vez de 12 meses terminados em dezembro, como previa a proposta do ministro Fernando Haddad (Fazenda), o período terminaria em junho —o que, na prática, reduz o montante.

No Senado, uma emenda de Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso, inseriu um dispositivo que permite que o Orçamento de 2024 seja enviado com a previsão de despesas condicionadas. Sem essa autorização, o novo PAC, por exemplo, pode não caminhar como o Executivo tem planejado.

O texto que saiu do Senado ainda excluiu das novas regras fiscais o Fundeb (fundo para educação) e o FCDF (de repasse de recursos federais ao Distrito Federal). Além disso, ampliou a retirada do limite de despesas com ciência, tecnologia e inovação.

Governistas trabalham com o prazo até 31 de agosto para analisá-lo, pois é a data máxima para o envio do PLOA (projeto de lei orçamentária anual) pelo Executivo ao Congresso.

Lira negou que o motivo para o atraso na votação do arcabouço tenha relação com as negociações de parlamentares do centrão para ministérios de Lula. No entanto, nos bastidores, a avaliação dos líderes é que, enquanto as conversas não avançarem, as novas regras fiscais também não serão votadas.Continua após a publicidade

Governo mantém anúncio do PAC

Independentemente ou não da aprovação, o PAC será lançado no dia 11. É o que diz a Casa Civil. O presidente Lula deve ir ao Rio na quinta (10), para outro evento com o prefeito Eduardo Paes (PSD). No dia seguinte, seria a cerimônia do PAC no Theatro Municipal, com a presença de ministros e governadores.

A Casa Civil tem apostado na aprovação do arcabouço na Câmara a tempo. Mas, no Planalto, já se trabalha com outra fórmula: anuncia primeiro, ajusta-se depois.

Rui Costa, que tem coordenado o projeto junto à secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, tem se reunido com os 27 governadores para bater prioridades e alinhar projetos.

Este será o programa de maior investimento do governo Lula, com previsão de R$ 240 bilhões em quatro anos, se o limite orçamentário permitir. Segundo o ministro, o novo programa deve ter foco em PPPs (parcerias público-privadas) e construir não só novos projetos como retomar as milhares de obras de infraestrutura paradas pelo país.

Informações UOL


O Beatle desembarca no Brasil em novembro

Paul McCartney anuncia show no Brasil (Kevin Winter/Getty Images)
Paul McCartney anuncia show no Brasil (Kevin Winter/Getty Images)

Paul McCartney confirmou em suas redes sociais a vinda ao Brasil. “Ok, ok, ok, eu ouvi vocês! Eu estou indo ao Brasil. Vejo vocês lá”, disse o músico em vídeo que mostra comentários de brasileiros pedindo que ele viesse ao país.

A turnêGot Back chega no final de novembro para shows em cinco cidades brasileiras. Confira as datas e os preços em cada uma delas:

Brasília: Arena BRB Mané Garrincha – 30 de novembro (a partir de R$ 250)

Belo Horizonte: Arena MRV – 3 de dezembro (a partir de R$ 240)

São Paulo: Allianz Parque – 9 de dezembro (a partir de R$ 210)

Curitiba: Estádio Couto Pereira  – 13 de dezembro (a partir de R$ 220)

Rio de Janeiro: Maracanã – 16 de dezembro (a partir de R$ 150)

A pré-venda tem início nesta terça-feira, 8, às 10h, para clientes do Banco BRB, e será exclusivamente online. Já a venda geral começa na quinta-feira, 10, a partir do meio-dia, no site da Eventim, e às 13h nos pontos de venda credenciados. A compra online permitirá parcelamento em até 10x e contará com taxa de conveniência.

Tenho boas notícias. Estamos voltando ao Brasil em novembro para tocar para vocês. Temos ótimas lembranças de todas as nossas visitas ao país. Eu amo ir ao Brasil porque vocês gostam de rock, de cantar e festejar ao mesmo tempo. Estamos muito animados. Vamos nos divertir. Vamos arrasar. Vamos passear. E Brasil, vamos nos divertir muito! – Paul McCartney em nota à imprensa

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Foto: Reprodução


O presidente Lula (PT) sancionou a lei que autoriza a terapia com ozônio como tratamento complementar. Em texto publicado na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União), a lei de nº 14.648 determina que a terapia deve ser realizada por profissional de saúde com nível superior e inscrito no conselho de fiscalização.

Além disso, a ozonioterapia só deve ser aplicada por equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O paciente também deve ser informado pelo profissional responsável pelo tratamento que ele possui caráter complementar.

Afinal, o que é a ozonioterapia?

Ozônio e oxigênio. Consiste na aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio medicinal, com o objetivo de proporcionar ação anti-inflamatória e analgésica, além de supostamente aumentar a quantidade de oxigênio no corpo.

Terapia vem sendo proposta como tratamento para as mais diversas condições, entre elas osteoporose, hérnia de disco, feridas crônicas, hepatite B e C, herpes-zóster, HIV-Aids, esclerose múltipla, câncer, problemas cardíacos, Alzheimer, doença de Lyme, entre outras.

As promessas falam em aplicações do gás ozônio através do ânus, da vagina e por via intravenosa, e que ajudariam na cura dessas doenças.

Não há comprovação científica para nenhum desses usos. 

“Efeito placebo”. Em entrevista a VivaBem em julho, Leonardo Tessler, físico, professor da Unicamp e divulgador científico, explicou que, segundo estudos feitos pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), os efeitos causados pela terapia não são maiores do que os provocados por qualquer placebo.

Apesar disso, a prática está na lista das Práticas Integrativas e Complementares do SUS, que oferece outros tratamentos alternativos e sem eficácia comprovada, como “imposição de mãos” e “constelação familiar”.

Ela também chegou até a ser cogitada para o tratamento da covid-19. Em agosto de 2020, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), anunciou que a cidade faria parte de um estudo para utilizar a procedimento por via retal no tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus.

O que dizem as entidades de saúde?

Procedimento experimental. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), “trata-se de procedimento ainda experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas em ambiente de estudos científicos”.

Terapia auxiliar. Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizava o uso da terapia só como auxiliar para alguns procedimentos odontológicos e estéticos. Segundo o órgão, “não há, até o momento, nenhuma evidência científica significativa de que haja outras aplicações médicas”.

Gás tóxico. A FDA, equivalente nos EUA à Anvisa, reiterou em 2006 que, quando inalado, o ozônio é um gás tóxico não indicado para uso médico.

Reconhecido? Enquanto isso, a Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), afirma que o procedimento médico é reconhecido em mais de 50 países, sendo oferecido, inclusive, no sistema público de saúde de Portugal, Espanha, Itália, Turquia, China e Rússia.

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