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Omeprazol: entenda os riscos de tomar remédio contra gastrite e refluxo por muito tempo

Foto: GETTY IMAGES via BBC.

Disponível no mercado há mais de 30 anos, o omeprazol promete um alívio rápido e eficaz daquela queimação na barriga e no peito causada pelo excesso de acidez. 

Ao lado de pantoprazol, lansoprazol, dexlansoprazol, esomeprazol e rabeprazol, ele faz parte da classe farmacêutica dos inibidores da bomba de prótons (conhecidos também pela sigla IBP). As informações são do G1. 

Para ter ideia da popularidade dessas medicações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 64,9 milhões de unidades de omeprazol foram consumidas no país apenas em 2022. 

O que muita gente não sabe é que, em geral, esses remédios só devem ser usados por um prazo bem curto, de no máximo dois ou três meses. 

Há exceções: para pessoas com algumas condições de saúde, como pacientes oncológicos, profissionais de saúde recomendam o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe (entenda abaixo). 

Como você vai entender ao longo desta reportagem, o consumo dos IBPs por períodos prolongados — como muitas pessoas acabam fazendo no dia a dia sem orientação de um profissional da saúde — está relacionado a desequilíbrios no sistema digestivo e dificuldades na absorção de vitaminas e minerais. 

Alguns estudos sugerem que esse desbalanço causado pelo abuso desses fármacos pode causar até doenças mais graves, como osteoporose, câncer e demência. Mas essas repercussões à saúde ainda não são consenso na comunidade científica e precisam ser estudadas a fundo, como apontam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. 

Acidez além da conta

Nas aulas de química do colégio, aprendemos o que é o pH, uma escala numérica que determina se uma solução é ácida ou básica/alcalina. 

No nosso estômago, dependemos de um ambiente ácido para o processo de digestão. 

Os sucos gástricos (que são bem ácidos, diga-se) começam a “quebrar” os alimentos em pedacinhos cada vez menores, que depois serão absorvidos pelo intestino delgado. 

Só que, em algumas pessoas, essa acidez passa da conta: o líquido estomacal tem um pH tão baixo, ou está numa quantidade tão grande, que ele passa a ser corrosivo para o próprio sistema digestivo. 

Em alguns, essa queimação pode aparecer no próprio estômago na forma de gastrites e úlceras — feridas que se formam nas paredes internas desse órgão. 

Para outros, o problema é mais em cima. Um defeito na válvula que separa estômago e esôfago faz que o conteúdo ácido suba em direção ao peito e à garganta — o quadro é conhecido como refluxo gastroesofágico. 

Como o esôfago é bem menos preparado que o estômago para lidar com substâncias ácidas, ele fica machucado. Os indivíduos acometidos pelo refluxo sentem azia, queimação da boca do estômago à garganta, tosse e até dor no peito intensa, que chega a ser confundida com um infarto. 

“No caso do refluxo, o ideal seria ter um remédio que corrigisse o defeito na válvula. Mas, como não possuímos esse tipo de tratamento, o que fazemos é lidar com a acidez”, diz o médico Joaquim Prado Moraes Filho, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). 

É aí que entram os IBPs, como o omeprazol: eles diminuem a acidez do suco gástrico. Com isso, a agressão às paredes do estômago e, principalmente, do esôfago ficam menos intensas. 

“Esses remédios bloqueiam a produção de ácido, impedem as lesões e aliviam aqueles sintomas de queimação”, resume Moraes Filho, que também é professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 

O médico lembra que, em muitos casos, o uso de omeprazol e companhia precisa se prolongar por quatro a oito semanas. 

Essa informação, inclusive, aparece em algumas bulas deste fármaco. 

“Geralmente, a dose recomendada de omeprazol varia entre os 10 mg e os 20 mg, administrados antes do café da manhã e durante um período que pode ir da toma única até as 4 semanas de tratamento”, diz o texto da bula, que pode sofrer variações segundo cada fabricante. 

Os riscos

Mas aí vem a questão: como mencionado pelo próprio médico, omeprazol e companhia lidam com um aspecto, mas não resolvem a raiz do problema. No caso do refluxo, o defeito na válvula continua. 

Ou seja, o ajuste momentâneo da acidez até melhora a queimação. Mas, passado o período de tratamento, pode ser que tudo volte ao estágio anterior, se outros aspectos da vida — sobre os quais falaremos adiante — não forem modificados. 

Com isso, muitas pessoas acabam prolongando o uso dos IBPs por conta própria, com o objetivo de aliviar os incômodos. 

Isso é facilitado pelo fato de esses remédios serem acessíveis ao consumidor final, mesmo sem receita — apesar de eles possuírem a tarja vermelha com a orientação de venda apenas sob prescrição médica. 

Só que esse consumo de omeprazol sem indicação de um profissional da saúde está relacionado a uma série de consequências. 

Já temos a comprovação de que eles aumentam o risco de osteoporose. 

— Danyelle Marini, diretora do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP). 

Vale lembrar que a osteoporose é um quadro marcado pela perda progressiva de massa óssea. Nela, os ossos ficam cada vez mais porosos e enfraquecidos, o que eleva a probabilidade de fraturas. 

“A mesma ação que os IBPs fazem no estômago também ocorre nos ossos. Com isso, eles podem degradar as células responsáveis pela regeneração do esqueleto”, complementa ela. 

Quando o omeprazol é utilizado por curtos períodos, de poucas semanas, esse processo de regeneração óssea não é tão prejudicado assim. Nesse caso, a preocupação dos especialistas está mais no consumo contínuo e sem supervisão desses fármacos. 

Alguns estudos recentes também observaram outras graves consequências do abuso nos IBPs mais populares. 

Um deles, publicado em 2022 por instituições canadenses, estimou um risco 45% maior de câncer de estômago entre usuários frequentes de omeprazol em comparação com aqueles que usavam medicações da classe dos bloqueadores de H2 (como cimetidina e nizatidina). 

Já outras investigações, realizadas a partir do final dos anos 1990 e começo dos 2000, descobriram que essas medicações interferem na absorção da vitamina B12, essencial para o funcionamento do cérebro. 

Com isso, alguns especialistas começaram a temer que anos seguidos de tratamento com essas drogas poderiam provocar quadros de demência, especialmente nos mais velhos. 

Para Moraes Filho, essas evidências precisam ser analisadas com atenção, mas ainda não são contundentes o suficiente. 

“Nos últimos anos, foram lançados muitos trabalhos sobre os IBPs, mas os consensos das sociedades médicas dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Brasil entendem que os efeitos sobre o uso prolongado desses remédios ainda precisam ser melhor estudados”, pontua o gastroenterologista. 

A BBC News Brasil procurou entidades da indústria farmacêutica para que elas pudessem se posicionar sobre as questões apresentadas. 

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) afirmou em nota que possui uma “diretriz histórica” sobre o uso de medicações por pacientes em geral. 

“Todo e qualquer medicamento só deve ser usado de forma racional e com base nas orientações transmitidas pelas autoridades sanitárias e médicas.” 

“Todo e qualquer medicamento que requer prescrição médica — o chamado medicamento tarjado, cuja embalagem possui uma tarja vermelha ou preta — só deve ser dispensado nas farmácias, postos de saúde, hospitais etc., e consumido pelos pacientes com base e mediante a apresentação de uma receita médica ministrada por um profissional de saúde habilitado”, completa o texto. 

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, ainda comentou que, “se a pessoa está com problema de saúde, deve ir ao médico e, se for o caso, receber dele a prescrição do medicamento necessário para o tratamento”. 

“Só compre medicamento tarjado com receita médica. Esse é um procedimento primordial para garantir a eficácia e a segurança do produto”, orientou ele. 

Já a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) disse que “não se posiciona especificamente sobre moléculas”. 

O que fazer na prática?

Que fique claro: existem algumas condições de saúde que exigem, sim, o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe. 

“Nesses casos, os profissionais de saúde fazem a ponderação entre o risco e o benefício”, explica Marini. 

“É o caso de pacientes oncológicos, por exemplo. Eles tomam medicações para tratar o câncer que afetam as barreiras do sistema digestivo. Os IBPs oferecem a proteção necessária para eles”, diz a farmacêutica. 

G1


Medida entra em vigor no dia 30 de setembro

Foto: Reprodução

A partir do dia 30 de setembro, turistas brasileiros poderão visitar o Japão sem a necessidade de apresentar visto. A medida foi oficializada a partir de uma comunicação diplomática publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.

A isenção é válida para quem ficar no país por até 90 dias. Os brasileiros que viajarem ao Japão em busca de emprego, profissão ou outra ocupação ainda são obrigados a apresentar o visto.

O acordo é recíproco. Desta forma, turistas japoneses também estão desobrigados de emissão do visto para visitar o Brasil.

A dispensa do documento tem validade até setembro de 2026, podendo ser prorrogado.

O acordo, anunciado em agosto, é resultado de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, durante a Cúpula do G7, realizada na cidade japonesa de Hiroshima.

A medida, segundo o governo federal, contribui para ampliar a entrada de turistas japoneses e o comércio bilateral.

Informações Bahia.ba


Artista ainda contou detalhes de quando tudo começou

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O cantor Wesley Safadão falou durante participação no programa “Fantástico” que foi ao na noite deste domingo (10), sobre o motivo de ter dado pausa em sua carreira. O sertanejo foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, o motivo de parar uma temporada para se cuidar. 

“A palavra é essa, assim, esgotado mentalmente. Eu não soube a hora certa de dosar, de diminuir o ritmo. É como se eu não conseguisse dizer não”, contou. 

O artista ainda falou sobre ocasião que se sentiu mal quando estava indo se apresentar em em um show. de uma apresentação. “Estava a caminho de um show em Minas e eu comecei a passar mal dentro do carro. Comecei a faltar ar, eu queria respirar e não conseguia. ‘Eu quero ir para o hospital, acho que eu estou morrendo’. Eu não sentia meus dedos.” 

Safadão anunciou oficialmente pausa em sua carreira no começo deste mês, através de uma publicação em seu perfil do Instagram, 

“Informamos que o cantor Wesley Safadão fará uma pausa na agenda de shows por tempo indeterminado. O artista apresentou problemas de saúde e terá que se afastar dos palcos por orientação médica. Pedimos a compreensão de todos e agradecemos o carinho que tiveram com Wesley. Em breve, mais informações sobre agenda de compromissos”, disse nota publicada por sua equipe na ocasião. 


Foto: Reprodução

Com a tranquilidade de quem vive rodeado por dezenas de seguranças, o governador Jerônimo Rodrigues descartou, mais uma vez, intervenção federal na segurança pública da Bahia.

“Falar em intervenção da Força Nacional de Segurança é colocar a população baiana em xeque”, disse Jerônimo. Ainda segundo o governador, “as polícias Civil e Militar têm agido com eficiência”.

Jerônimo também defendeu as ações da Polícia que resultaram em várias mortes em confrontos com suspeitos. “A PM não saiu do tom nesses confrontos”, avalia “Nossa orientação é buscar todos em vida”.

Especificamente em relação a Feira de Santana, cidade onde residiu por vários anos quando trabalhava como professor da UEFS, o governador parece que esqueceu que o município está entre os mais violentos do Brasil e do mundo, segundo dados de õrgãos especializados.

Após os primeiros oito meses do ano, o número de assassinatos em Feira de Santana já ultrapassa os 250 crimes. Insegurança geral no município. Mortes comandadas, em boa parte, de dentro do Conjunto Penal de Feira de Santana, como revelaram delegados que atuam na Princesa do Sertão.

No entanto, as blitze de IPVA seguem sendo feitas com assiduidade. Deixa transparecer que, para o governo do estado, aplicar uma multa por IPVA atrasado é mais importante que salvar vidas.

O protagonista FSA


Foto: Sara Silva

A alfabetização envolve mais do que apenas decodificar, ou seja, ler o que está escrito. Este processo tão importante abrange o letramento e possibilita a compreensão e interpretação do que está sendo lido. Assim, o Indivíduo também consegue expressar-se de forma eficaz por meio da oralidade e escrita.

“O processo de alfabetização é, de forma simples, a apropriação da leitura e da escrita, mas que não pode acontecer dissociado de práticas de letramento. Pois, só com o conjunto será possível que a criança faça o uso social desse aprendizado, logo, o texto ganha sentido”, explica a professora Jamille Souza de Oliveira, especialista em Alfabetização e Letramento da Secretaria de Educação.

A pedagoga ainda pontuou que “alfabetizar também é um esforço coletivo que passa por todas as áreas do conhecimento e vivências quando falamos dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental”. Para que a criança adquira, na idade certa, as competências necessárias para ser considerada letrada e alfabetizada, é fundamental colocar em prática um conjunto de ações entre instituição, escola e família. 

Feira de Santana tem mais de 16 mil estudantes matriculados do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental da Educação Municipal, etapa recomendada pelo Plano Nacional de Educação para que o ciclo de alfabetização seja concluído. O ideal é que os alunos tenham de 6 a 8 anos nessa fase. Este período é indispensável para a progressão escolar e construção de outros saberes que só são possíveis após esta etapa. 

Para entender o nível de aprendizagem destes alunos e, consequentemente, realizar intervenções efetivas para que não haja a distorção da idade-ano escolar, o Governo Municipal está investindo no diagnóstico dos Anos Iniciais da rede através do projeto “Caminhos da Educação”. Para a secretária de Educação, Anaci Paim, é uma forma de ter cada vez mais estudantes e uma rede preparados. A Seduc também participa de outros programas e projetos propostos pelo Governo Federal. 

“É importante que essa ordenação do ano escolar com a faixa etária seja priorizada para atendermos as metas que estão definidas no Plano Municipal e Nacional de Educação. Com o diagnóstico vamos traçar estratégias de acordo com as necessidades reais dos alunos. Assim poderemos melhorar o processo de alfabetização com foco no letramento e desenvolvimento de habilidades” destacou. 

A secretária ainda ressalta que se a distorção for ampliada “teremos cada vez mais o crescimento do número de alunos que vão para correção de escolaridade através da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e programas de aceleração, o que não é o ideal”. Outro fator relevante é que quando um estudante fica retido em um ano escolar será realizado um investimento duas vezes para alcançar o mesmo resultado.  

O direito de acesso e permanência do estudante na escola é essencial nesse processo, para isso o município oferece uma série de incentivos. Como a estrutura física adequada das unidades, alimentação escolar de qualidade, quadro docente qualificado com formação continuada na área, recursos pedagógicos diversos e a integração com a comunidade escolar e família. 

“Estamos trabalhando para que o nosso aluno seja alfabetizado até os 7 anos, no 2º ano do Fundamental, período anterior ao que é proposto. É um investimento contínuo e um compromisso muito importante que vai refletir no desenvolvimento da sociedade como todo”, finaliza Anaci Paim. 

Dia Mundial da Alfabetização

O Dia Mundial da Alfabetização é celebrado em 8 de setembro para destacar a necessidade de ampliação da qualidade dos primeiros anos de estudos das crianças e o combate ao analfabetismo adulto. 

Esta é uma data que foi criada em 1967 em parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Segundo as organizações, é uma questão de dignidade e direitos humanos.


Foto: Ascom-PC/SSP-BA

Equipes da Polícia Civil da Bahia estão nas ruas de Juazeiro, Feira de Santana e Camaçari, na manhã desta segunda-feira (11), para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Trata-se do ‘Dia D’ do primeiro ciclo da Operação Paz, iniciada no dia 1º de setembro em 12 estados brasileiros. Já foram realizadas nove prisões em cumprimentos de mandados e outras três em flagrante.

Foto: Ascom-PC/SSP-BA

A ação é liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e conta com as forças policiais das unidades da federação envolvidas. O objetivo da operação é combater as Mortes Violentas Intencionais, agindo sobre os fatores que mais fomentam tais crimes, como o tráfico de drogas e a formação de organizações criminosas. Na Bahia, o trabalho da Polícia Civil é orientado pela Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ).

Os mandados a serem cumpridos nesta segunda é resultado de investigações em curso e de informações de inteligência coletadas ao longo dos primeiros dias desta fase inicial. Além da Bahia, a Operação Paz conta com ações no Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.


Foto: Reprodução / TV Bahia

O adolescente, de 12 anos, que havia sobrevivido à chacina que matou nove pessoas em Mata de São João, no Litoral Norte, veio a óbito na tarde deste domingo (10). O garoto estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE) em Salvador em estado grave desde o dia 28 de agosto, dia da chacina.

Segundo a TV Bahia, o corpo de Railan foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Não há informações sobre o velório nem sepultamento da vítima. No dia dos crimes, o garoto se escondeu debaixo de uma cama e não foi visto pelos criminosos.

Com vários ferimentos pelo corpo, ele ainda conseguiu fugir de casa e se abrigar no imóvel de duas mulheres vizinhas, que também foram mortas pelos atiradores. Conforme a Polícia Civil, as mortes teriam como motivo crime passional. Um dos atiradores desconfiava que a namorada ainda mantinha relação com o ex dela, que foi o principal alvo dos acusados. 

Um dia depois do crime, o principal suspeito pelas mortes e um comparsa acabaram mortos em uma ação policial. Um terceiro envolvido nos crimes também foi preso. Já no dia 5 de setembro, outro acusado, identificado como Thiago de Jesus Santos, o “Bebeu”, também morreu após confronto com equipes da 53ª CIPM (Mata de São João) e da Rondesp RMS após uma tentativa de fuga para Dias D’Ávila,  também na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 


Operação prende 12 acusados de homicídios e de integrar facções na Bahia e em outros estados

Pelo menos 12 pessoas foram presas durante operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (11) em municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior do estado, como Feira de Santana. Não há mais informações onde as prisões ocorreram. Segundo a Polícia Civil, a ação faz parte do “Dia D” do primeiro ciclo da Operação Paz, iniciada no dia 1º de setembro em 12 estados brasileiros.

Já foram realizadas nove prisões em cumprimentos de mandados e outras três em flagrante. Liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a operação, que conta com as forças policiais dos estados envolvidos, tem por objetivo combater homicídios, agindo sobre os fatores que mais fomentam tais crimes, como o tráfico de drogas e a formação de organizações criminosas.

Na Bahia, o trabalho da Polícia Civil é orientado pela Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ). Os mandados a serem cumpridos nesta segunda são resultado de investigações em curso e de informações de inteligência coletadas ao longo dos primeiros dias deste fase inicial.

Além da Bahia, a Operação Paz tem ações no Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.

Informações Bahia Notícias


Sem sinais específicos, diabetes pode ser confundida com outros problemas; veja quais os sintomas

Foto: Freepik/wirestock.

O diabetes é um problema extremamente comum entre a população. Dados do IDF (International Diabetes Federation) apontam que uma a cada 10 pessoas vive com a condição, causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. 

De acordo com a endocrinologista Tassiane Alvarenga, no diabetes tipo 1, há a falta de insulina, e corresponde de 5% a 10% dos casos, ocorrendo, principalmente, entre crianças e adultos jovens. Já no tipo 2, ocorre a resistência ao hormônio geralmente a maioria dos pacientes é assintomática, sendo pacientes com sobrepeso, obesidade e um estilo de vida ruim, incluindo uma dieta rica em calorias e gordura, além da falta de atividade física. 

A endocrinologista Thais Mussi, da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), afirma que embora a diabetes tipo 1 e tipo 2 compartilhem muitos sintomas em comum, elas têm origens diferentes e podem apresentar algumas particularidades nos sintomas. “O diabetes tipo 1 se manifesta rapidamente, em algumas semanas; gera rápida perda de peso devido à falta de insulina; e pode causar cetoacidose diabética, com sintomas como respiração rápida e hálito com odor de frutas. Já o tipo 2 acontece gradualmente, geralmente em anos, com sintomas leves ou imperceptíveis”. 

Entre os sinais que a doença pode apresentar, a endocrinologista Isis Toledo cita urinar com frequência; sentir mais sede que o normal; perda de peso sem a intenção; sensação de fraqueza e cansaço; irritação ou alterações de humor; visão embaçada; feridas com cura lenta; infecções frequentes, como nas gengivas, pele e vaginais. 

Thais explica que os sintomas podem ser confundidos com os de outros problemas por não serem específicos. “A sede excessiva, fome e micção frequente podem ser associadas a problemas renais, infecções do trato urinário ou ao uso de certos medicamentos diuréticos. A fadiga pode ser atribuída a condições como hipotireoidismo, anemia ou síndrome da fadiga crônica. Perda de peso inexplicada pode ser erroneamente vinculada a distúrbios metabólicos, problemas digestivos ou até a certos tipos de câncer. Visão embaçada pode ser confundida com problemas oculares naturais do envelhecimento ou outras doenças oculares”. 

O diabetes pode causar sintomas como urina, sede e fome excessivas devido ao açúcar elevado no sangue. O corpo tenta eliminar o excesso de açúcar na urina, o que leva ao aumento do volume urinário, resultando em desidratação e, consequentemente, na sensação de sede intensa por parte do paciente, esclarece Tassiane. “No entanto, ainda não há insulina para carregar o açúcar para dentro da célula, mas ela continua precisando de combustível. O corpo, então, sente mais fome para que o indivíduo se alimente e supra suas necessidades”, completa Isis. 

“A tontura e as mudanças de humor associadas ao diabetes decorrem de variações nos níveis de glicose no sangue. Quando a glicose está baixa (hipoglicemia), o cérebro não recebe energia suficiente para funcionar adequadamente, causando sintomas como tontura, confusão mental e irritabilidade. Em contrapartida, quando a glicose está alta (hiperglicemia), pode ocorrer um excesso de fluidos sendo excretados pelos rins, levando à desidratação e, consequentemente, tontura. Além disso, níveis cronicamente elevados de glicose podem afetar a função cerebral e o equilíbrio de neurotransmissores, contribuindo para alterações de humor, como irritabilidade e depressão”, afirma Thais. 

Thais alega que “o diabetes influencia o peso devido à maneira como afeta o metabolismo da glicose e a ação da insulina. Quando o corpo não consegue usar adequadamente a glicose por falta ou resistência à insulina, ele recorre a reservas de gordura e músculo para energia, levando à perda de peso. No diabetes tipo 2, a glicose não usada pode ser convertida e armazenada como gordura, contribuindo para o ganho de peso. Além disso, tratamentos que envolvem insulina ou medicamentos que aumentam sua quantidade podem promover o armazenamento de glicose, resultando em ganho de peso. Portanto, a relação entre diabetes e peso é complexa, com potencial para causar tanto perda quanto ganho, dependendo da situação e do controle glicêmico”. 

O diagnóstico de diabetes requer que sejam feitos alguns exames. Os mais comuns são a glicemia de jejum, que mede os níveis de glicose após 8 a 12 horas de jejum. Um valor igual ou superior a 126 mg/dL em duas ocasiões indica diabetes; O TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose) em que, após o jejum, o paciente consome uma solução com glicose e suas concentrações sanguíneas são medidas em intervalos. Um valor de 2 horas igual ou superior a 200 mg/dL indica diabetes. 

Podem ser solicitados, também, os exames de hemoglobina glicada (A1c), que reflete a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses, onde um valor igual ou superior a 6.5% sugere diabetes; e a glicemia aleatória, medindo a glicose em qualquer momento do dia, independentemente da última refeição. Um valor igual ou superior a 200 mg/dL pode indicar diabetes, especialmente se acompanhado de sintomas. 

R7


Recuou: Lula diz que não sabia da existência do Tribunal Penal Internacional; VEJA VÍDEO

Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou sobre não prender o presidente russo Vladimir Putin, no caso de o líder viajar ao Brasil para participar da próxima reunião do G20. Durante uma entrevista no fim de semana, o petista disse que Putin não seria preso, mas em coletiva nesta segunda-feira (11/9), afirmou que isso depende da Justiça. 

Momento em que Lula fala sobre o tribunal

“Eu nem sabia da existência desse tribunal”, diz Lula sobre o Tribunal Penal Internacional. 

A polêmica ocorre por conta do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão para Putin sob acusação de deportação forçada de crianças ucranianas, país contra o qual a Rússia mantém uma guerra. 

Na teoria, a ordem do tribunal obriga as autoridades de todos os países signatários do Tribunal Penal Internacional, como é o caso do Brasil, a entregarem o presidente caso ele compareça ao país deles. 

Apesar disso, o mandatário brasileiro afirmou que prefere optar por ver o desenrolar da situação, já que “quem decide é a Justiça”, mas destacou que não pretende tomar nenhuma atitude que visa a retirada da participação do Brasil no TPI. 

“Eu não sei se o tribunal, não sei se a Justiça brasileira vai prender. Isso quem decide é a Justiça, não é o governo [brasileiro], nem o Parlamento. É importante. Eu inclusive quero muito estudar essa questão desse Tribunal Penal [Internacional] porque os Estados Unidos não são signatário dele, a Rússia não é signatária dele também. Então, eu quero saber por que o Brasil é signatário de um tribunal que os EUA não aceitam”, compartilhou Lula. 

Lula continuou a critica no Tribunal Internacional. Caracterizou os signatários, inclusive, com o “bagrinhos”, ou seja, países que não têm grande força na geopolítica mundial. 

“Eu não estou dizendo que vou sair de um tribunal. […] Eu quero saber qual é a grandeza que fez o Brasil tomar essa decisão de ser signatário. […] Porque me parece que os países do Conselho de Segurança da ONU não são signatários, só os ‘bagrinhos’”, completou o mandatário. 

Lula disse que Putin não seria preso no Brasil

No fim de semana, Lula havia dito que o russo não seria preso no Brasil, caso viesse a comparecer a reunião do G20, que ocorre no Rio de Janeiro, no próximo ano. As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa na Índia.

“A gente gosta de tratar bem as pessoas. Então, acredito que o Putin pode ir facilmente ao Brasil. Eu posso te dizer que, se eu sou o presidente do Brasil e se ele vem para o Brasil, não tem porque ele ser preso”, afirmou Lula. 

Segundo Lula, ele mesmo iria à Rússia antes da reunião do G20 no Brasil. 

“Ele será convidado porque no ano que vem teremos os Brics na Rússia. Antes do G20 no Brasil, teremos os Brics na Rússia e eu vou nos Brics na Rússia no próximo ano. (…) Todo mundo vai para a reunião dos Brics e espero que também venham para o G20 no Brasil”, pontuou Lula ao canal Firstpost, da Índia, no fim de semana. 

Metrópoles