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Foto: Thiago Paixão

Em comemoração ao Dia Nacional do Agente de Endemias, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou um Seminário com o tema “Vigilância das Arboviroses: Desafios e Perspectivas”, nesta quarta-feira (04). O evento reuniu os profissionais no Auditório do Centro de Cultura Amélio Amorim, proporcionando um espaço de aprendizado e discussão sobre a prevenção e controle das arboviroses.

A secretária de Saúde, Cristiane Campos, parabenizou o trabalho dos agentes de endemias e destacou a importância de seus serviços.

“São eles que fazem parte da  linha de frente da Secretaria de Saúde. São os responsáveis por identificar e combater riscos, orientando as famílias e visitando as casas sempre oferecendo os melhores cuidados de prevenção”, relatou. 

Durante o seminário, foram debatidos temas relacionados às ações de prevenção realizadas no país, no estado da Bahia e no município de Feira de Santana. Os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e estratégias bem-sucedidas no combate às arboviroses, promovendo a troca de conhecimento entre os profissionais da área.

Além disso, o seminário abordou as inovações tecnológicas no controle do vetor, destacando o papel das novas tecnologias no aprimoramento das práticas de vigilância e combate às arboviroses. Essas inovações têm o potencial de tornar o trabalho dos agentes de endemias mais eficaz e preciso.

Na avaliação de Síntia Sacramento, coordenadora dos agentes de endemias, o evento tem a importância de atualizar os profissionais da área em relação à qualificação do trabalho realizado no combate às arboviroses. 

“O seminário contribui para que os agentes de endemias estejam capacitados e preparados para exercer o trabalho de combate da maneira correta e ofertando o melhor atendimento à população”, destacou.


Foto: Sara Silva

Na manhã desta quinta-feira (5), o estudante Alan Davi Borges despertou mais cedo do que o habitual, ansioso para que o relógio marcasse rapidamente oito horas. O motivo: a inauguração do novo prédio do Centro Municipal de Educação Infantil Prof. José Raimundo Pereira de Azevedo (antigo CAIC). A unidade foi entregue pelo prefeito Colbert Martins Filho à comunidade do conjunto Feira VII, no bairro Tomba, e atenderá a 400 estudantes, com idades entre 4 e 5 anos.

“Ele estava animado para ver a nova escola. A estrutura está excelente. Tenho certeza de que nesse novo espaço as crianças terão condições de aprendizagem ainda melhores”, conta Milena Borges, mãe do pequeno Alan.

A unidade de ensino oferece nove salas de aula com banheiro, sala de recursos, brinquedoteca, pátio coberto, parque infantil com caixa de areia e área externa para atividades ao ar livre. Além disso, conta com espaço administrativo (coordenação, secretaria e diretoria), refeitório, cozinha totalmente equipada e outras áreas de suporte à escola.

As salas de aula, climatizadas com ar-condicionado, seguem o novo padrão adotado pela Secretaria de Educação para este segmento escolar, que é a sala de aula invertida. Dessa forma, as crianças têm acesso a tudo o que precisam no mesmo espaço, como cantinho da leitura, brinquedos, smart-tv, mesas e cadeiras adaptadas para a idade, caminhas para a hora do sono e um ambiente bastante colorido.

O prefeito Colbert Martins Filho enfatizou que a Administração Municipal tem assegurado uma ampla cobertura educacional na localidade. O chefe do Executivo destacou ainda que em breve será entregue a nova quadra esportiva que integra o complexo de educação. “Para que as crianças possam também desempenhar atividades esportivas, que são fundamentais para o desenvolvimento delas”.

Para a diretora do CMEI, Mariza Freitas, “quando um recurso como este é entregue à comunidade, os trabalhos pedagógicos melhoram, e as crianças começam a frequentar o ambiente com mais entusiasmo, mais alegria, se envolvendo mais nas propostas pedagógicas oferecidas pela escola”.

A secretária de Educação, Anaci Paim, destaca que agora os moradores da região podem contar com três unidades escolares municipais que atendem a públicos de diferentes idades.

“Na mesma área, a criança pode iniciar a vida escolar no CMEI Antonio Carlos Machado, que atende estudantes de dois e três anos em tempo integral. Em seguida, para o CMEI José Raimundo, para crianças de 4 a 5 anos, e segue para a escola municipal ao lado, que tem o mesmo nome, oferecendo o Ensino Fundamental. Tudo isso proporciona mais conforto e segurança às famílias”.

Ex-prefeito e professor da rede municipal que dá nome à escola, José Raimundo Pereira de Azevedo também participou da solenidade. 


Foto: Hitesh Mulani / Netflix


Ocidentais fazemos uma ideia bastante reducionista da Índia. A terra de costumes inusitados, banhada pela luz do místico, em que eventos impensáveis se dão de hora em hora — e ninguém sequer toma conhecimento, dada a população de quase 1,4 bilhão de habitantes —, é contaminada por um lastimável preconceito já na origem, difícil de ser contornado. Em “Círculo de Espiões”, Vishal Bhardwaj fala dos mistérios um tanto mais ordinários a rondar seu país, cada vez mais cobiçado por grandes potências e alvo da inveja arrasadora de vizinhos menores, em paralelo com sua dimensão continental, mas com os quais não se pode facilitar.

O diretor detalha um episódio que define bem o campo minado que são as relações entre o estado indiano e nações soberanas próximas. De maio a julho de 1999, a Índia se viu implicada num conflito que mereceu a apreensão da comunidade internacional. Em Cargil, noroeste da Índia, na região da Caxemira, uma infiltração de soldados do Paquistão motivou a Operação Vijay, para a retomada do território. Em pouco mais de três meses, foram registrados 1.600 mortos nas fileiras indianas, contra 700 baixas do lado paquistanês, o que fez referver o caldo de ódio e intolerância étnica na fronteira, onde habitam 1.157.394 almas, sendo 94% de muçulmanos. Bhardwaj usa o conflito como trampolim para uma guerra fria imaginária entre agências de espionagem da Índia e do Paquistão, para influenciar — um eufemismo para “fraude” — as eleições num país vizinho, cujo nome não revela. 

Não se consegue saber nunca aonde Bhardwaj, autor do roteiro com Rohan Narula, deseja chegar, e um pouco mais de honestidade intelectual far-lhe-ia muito bem, a ele e a seu filme. No entanto, a despeito de inferências políticas equivocadas, “Círculo de Espiões” é um bom pretexto para que a audiência leiga se inteire da disputa de nervos que acontece na surdina na Ásia Meridional, uma vez que Índia e Paquistão dispõem de armamentos nucleares.

Krishna Mehra, a agente que protagoniza “Escape to Nowhere” (2012), o romance de Amar Bhushan em que “Círculo de Espiões” se baseia, é uma mulher estranha — e não vai aqui nenhuma insinuação misógina do escritor ou muito menos do crítico, pelo contrário. Bhushan, um ex-oficial da Research & Analysis Wing (R&AW) que chegou ao posto máximo da unidade de contra-espionagem da agência, sabe do que está falando. O serviço de inteligência externo da Índia foi criado justamente quando do fim de outro enfrentamento bélico indo-paquistanês, o de 1965, e embora Krishna, numa narração em off que se materializa aos poucos, se referisse a uma outra espiã, o comportamento que adota também inspira a desconfiança de seus superiores.

Bhardwaj volta a trabalhar com Tabu, sua musa, com quem já havia dividido o cartaz em “Maqbool” (2003) e “Haider” (2014), e aqui, a atriz, um dos rostos mais conhecidos e disputados de Bollywood, incorpora com entusiasmo a figura de uma intrusa sensual no submundo de Bangladesh, para onde é enviada com a missão de dar fim a um gângster poderoso. Quem acaba tendo um encontro um tanto íntimo com o homem é a personagem de Azmeri Haque Badhon, que o tenta envenenar com um perfume, mas é vítima do próprio feitiço.

Não muito tempo depois, começa-se a especular sobre a possibilidade de um histórico acordo de cooperação nuclear entre Índia e Estados Unidos, o que, por óbvio, é outro saborosa alucinação do diretor. Em meio à conturbada vida profissional de Krishna, Bhardwaj imprensa as dificuldades da personagem-título na versão original em equalizar as desavenças com o filho adolescente, que lhe cobra toda a verdade — como se isso fosse possível. Bem, até seria, a exemplo do que se tem na cena final, mas aí os  indefectíveis números musicais das produções bollywoodianas teriam ocupado 90% da trama


Filme: Círculo de Espiões
Direção: Vishal Bhardwaj
Ano: 2023
Gêneros: Ação/Policial
Nota: 8/10

Informações Revista Bula


Estrategistas do PT tentam evitar vitória da direita no primeiro turno na Argentina

Foto: Ministério da Economia da Argentina

A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva especialistas em comunicação do PT estão há quase dois meses trabalhando na campanha do peronista Sergio Massa

Seguindo à risca o pedido do presidente Luiz InácioLulada Silva, cada dia mais preocupado com o resultado da eleição presidencialargentina, estrategistas vinculados do PT que desembarcaram em Buenos Aires após as Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso), realizadas em 13 de agosto, para reforçar a equipe do candidato peronista Sergio Massa, ministro da Economia do governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, estão correndo contra o tempo para impedir a vitória da direita no país. 

O GLOBO conversou com alguns desses estrategistas, que pediram anonimato, mas confirmaram que dois de seus principais focos são dar mais emoção à campanha de Massa, e ajudar os argentinos a entenderem como funciona o universo digital da direita, em base ao que aprenderam nas campanhas contra Jair Bolsonaro, aliado do candidato argentinoJavier Milei, em 2018 e 2022. 

Além de vários brasileiros, também está em Buenos Aires Esther Solano, doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri, professora do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo, coautora de The Bolsonaro Paradox (O paradoxo de Bolsonaro) e organizadora de vários livros sobre política contemporânea, entre os quais “O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil”. O contato entre Solano, profunda conhecedora da História recente brasileira, e os enviados do PT é frequente. 

Um eventual segundo turno entre Massa e Milei, cenário apontado como o mais provável pela maioria das pesquisas que circularam nos últimos dias no país, é visto como uma chance real de impedir que a direita chegue ao poder na Argentina. A possibilidade de vitória de Milei no primeiro turno — o que implica conseguir mais de 45% dos votos, ou mais de 40% com pelo menos dez pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado —, porém, não é descartada sequer pelos estrategistas brasileiros, e, também, espanhóis, que trabalham em ritmo frenético com o candidato do governo argentino. 

O grande temor dos enviados do PT é de que, num eventual segundo turno, os votos da candidata opositora Patricia Bullrich, da aliança Juntos pela Mudança, liderada, entre outros, pelo ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), migrem em massa para Milei. Isso poderia, inclusive, acontecer já no primeiro turno, se houver o que estrategistas em comunicação chamam de migração do voto útil. Com o forte favoritismo de Milei, muitos eleitores de Bullrich poderiam decidir votar no candidato da direita para definir a eleição no primeiro turno. 

Já um eventual segundo turno abre uma real possibilidade de triunfo de Massa, difícil, mas não impossível. Nas últimas semanas, os estrategistas brasileiros contribuíram, especialmente, em ajudar os argentinos a compreenderem o universo digital da direita, e, também, a dar mais “emoção” à campanha do candidato peronista. 

Massa começou a jogar mais com o medo a Milei, usando elementos como o risco de uma ruptura de relações com a China e até mesmo o Brasil. O candidato e também ministro da Economia teve, ainda, dois gestos nos quais se vê claramente o trabalho da equipe do PT: um pedido de desculpas aos argentinos pela crise e seu impacto no dia a dia das pessoas; e a afirmação de que assumiu o comando do Ministério da Economia quando ninguém queria pegar um barco que estava afundando, em meados do ano passado. Aí está a emoção que o PT queria na campanha argentina, e que outros estrategistas também vinham defendendo, sobretudo as desculpas aos argentinos e, com elas, uma clara decisão de se descolar do desastroso governo de Fernández e Cristina. 

Segundo os enviados do PT, o candidato peronista os ouve com muita atenção e os recebeu muito bem em Buenos Aires. Um dos primeiros em ser contactado pelo PT para encarar o desafio de trabalhar numa das eleições presidenciais mais difíceis que o peronismo enfrentou desde a redemocratização do país, em 1983, foi SidônioPalmeira, que atuou em várias campanhas de Lula. Procurado pelo GLOBO, Palmeira afirmou que considerou que os prazos eram muito curtos, e acabou desistindo de ir para a Argentina. Mas outros colegas que trabalharam com ele em campanhas do presidente brasileiro e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começaram a conversar com a equipe de Massa dias depois das Paso, eleição obrigatória na Argentina, na qual são escolhidos os candidatos que, finalmente disputam as presidenciais e legislativas de outubro. 

Segundo contou um desses estrategistas, o candidato peronista levou um baita susto nas primárias e quando os enviados do PT chegaram a Buenos Aires o clima era de forte pessimismo. Massa soube que teria um reforço do PT em sua campanha quando conversou com Lula em Brasília, no final de junho, e em Foz de Iguaçu, na cúpula de presidentes do Mercosul. O presidente brasileiro ofereceu ajuda ao candidato da Casa Rosada, e assegurou que o socorro brasileiro chegaria rapidamente ao país vizinho. 

O recado aos estrategistas do PT foi claro e contundente: a Argentina precisa de ajuda e rápido. Depois de quase dois meses de trabalho, os brasileiros, que, em alguns casos, voltam todos os fins de semana para casa, sentem que Massa está melhor posicionado, mas reconhecem o marcado favoritismo de Milei. Superado o susto das Paso, nas quais o candidato da extrema direita ficou em primeiro lugar, com 29,86%, sendo o único que disputou a candidatura presidencial de seu partido, A Liberdade Avança, o peronismo busca alcançar e superar seu tradicional piso de 30%. Nas primárias, a aliança eleitoral peronista União pela Pátria, obteve 27,28%, mas Massa, individualmente, conseguiu 21,43%. 

O grande problema de Massa e seus assessores argentinos e estrangeiros é a economia. Esta semana, o dólar paralelo superou a barreira dos 800 pesos, e a inflação está cada dia mais sufocante. Apesar de estar anunciado todas as semanas medidas de ajuda social, o candidato peronista, que promete fazer um governo muito melhor do que atualmente forma parte, não consegue decolar nas pesquisas. Um dos mantras dos estrategistas de campanha latino-americanos é que se a a economia vai mal, o piso é baixo. O caso argentino representa um gigantesco desafio, já que o candidato que o PT apoia é visto por milhões de argentinos como o responsável pelo colapso econômico, depois de 80 anos de sucessivas crises. 

O Globo


Defesa de acusado pediu ao STF inclusão de material em inquérito

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Ministro Alexandre de Moraes | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Depois de ser hostilizado no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou um dos acusados de tê-lo ofendido de “bandido”.

A fala consta em um vídeo anexado a um pedido do advogado Ralph Tórtima, que atua na defesa de Roberto Mantovani Filho, Andréia Munarão e Alex Zanatta Bignotto, para que o STF inclua o conteúdo no inquérito que apura o desentendimento com Moraes. Oeste teve acesso ao material, após o ministro Dias Toffoli suspender sigilos ontem.

De acordo com a defesa, a imagem “comprova a integridade da aludida gravação, assim como realiza a transcrição das falas inteligíveis e responde aos quesitos apresentados”. Conforme o advogado, o conteúdo mostra que não houve ofensas contra Moraes.

Toffoli manteve segredo sobre o vídeo que poderia esclarecer o ocorrido. Portanto, não é possível atestar se a versão dos acusados procede. Isso porque Moraes sustenta que seu filho foi agredido por uma das pessoas. Até o momento, têm-se apenas recortes do original em formato de fotos, ou seja, imagens estáticas da gravação.

Inquérito que apura caso de Moraes em Roma

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O ministro Dias Toffoli, do STF, durante sessão na Corte – 09/08/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Na noite de ontem, o relator do inquérito que apura o caso de Moraes em Roma, Dias Toffoli, prorrogou as investigações, por mais 60 dias. Toffoli atendeu a uma solicitação da PF.

Conforme a PF, é necessário “mais tempo” para concluir a análise do material enviado pelas autoridades italianas.

De acordo com Toffoli, a divulgação de fotos ou mesmo dados de pessoas suspeitas é fundamental na persecução penal apenas quando o autor do delito ainda não tenha sido identificado ou esteja foragido, o que não ocorreu no caso.

O juiz do STF argumentou ainda que as gravações mostram inúmeras pessoas, incluindo menores de idade, sem relação com o fato investigado, devendo-se, por isso, ser preservados seus direitos à imagem e à privacidade.

Informações Revista Oeste


Montagem colorida mostra médico Perseu Almeida, médico assassinado no Rio - Metrópoles no lado direito de fotografia e miliciano no lado esquerdo

Rio de Janeiro – O assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro,registrado na madrugada desta quinta-feira (5/10), teria sido uma execução por engano, segundo fontes ligadas ao caso ouvidas pelo Metrópoles.

Apesar de não descartar outras hipóteses, a Polícia Civil do Rio tem uma linha de investigação principal: o médico Perseu Almeida teria sido confundido por traficantes que pretendiam matar o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho do Dalmir, apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras. O miliciano mora próximo ao quiosque e foi solto da cadeia neste ano.

Desde o fim do ano passado, facções de traficantes de drogas e milicianos travam uma guerra sangrenta por território, exatamente na zona oeste, onde fica a Barra da Tijuca. O ataque desta madrugada pode ter sido mais um desdobramento dessa violência que traz, há meses, inúmeros problemas para os moradores da área.

Como mostram fotos comparativas, o médico e o miliciano têm grande semelhança física (veja foto em destaque).

Policiais estão circulando pelas ruas da região buscando câmeras de segurança para saber o destino do carro usado pelos assassinos. Também estão cruzando imagens já obtidas para levantar a placa do veículo e o proprietário – apesar de que, em casos como esse, é comum o uso de carros roubados.

Fora do padrão

A impressão das fontes ouvidas é a que, após terem sido avisados de que o alvo real estaria no quiosque, os mandantes acionaram um grupo de executores que foi, apressado, até o local. Teriam matado as pessoas erradas, usando como referência as similaridades de aparência entre o miliciano e o médico.

Isso explicaria alguns indícios de que o crime foi praticado fugindo do padrão de ações previamente planejadas, dentro do histórico do Rio de Janeiro.

Informações Metrópoles

Um dos criminosos usava uma bermuda, por exemplo, contrastando com as roupas usadas por grupos de extermínio, que são de estilo militar e protegem todo o corpo, além de evitar qualquer identificação, como a feita pela cor da pele.

ReproduçãoImagem colorida mostra localização do quiosque onde médicos foram assassinados no Rio - Metrópoles


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, anunciou hoje um pacote de R$ 134 milhões para a Segurança Pública na Bahia.

O que aconteceu

Dino também disse que autorizou agentes da PRF nas fronteiras da Bahia. “A PRF vai começar a Operação Divisa, desenhada em conjunto com o estado, em que nós vamos fortalecer as fronteiras da Bahia com os estados vizinhos”, afirmou o ministro.

Dino falou ao lado do governador da Bahia, Jeronimo Rodrigues (PT), e criticou o aumento da violência no país, atribuindo a alta ao “armamentismo irresponsável” dos últimos anos.

Eu sei que há pessoas que não gostam de ouvir a verdade, mas a verdade é essa. Essas armas foram para o feminicídio, para a violência no trânsito, no bar, nas famílias, e essas armas foram também desviadas para fortalecer quadrilhas. Porque barateou o acesso às armas no Brasil. Aí vai comprar a pessoa, digamos assim, bem intencionada, mas vai o quadrilheiro também, que falsifica documentação.” Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública

Informações UOL


Senado vai discutir fim da reeleição no Brasil

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Senado deve começar a discutir, ainda neste ano, o fim da reeleição no Brasil. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira, 5, pelo presidente do Congresso Nacional, senadorRodrigo Pacheco(PSD-MG). 

“Daqui há pouco vamos discutir a instituição da reeleição no Brasil, a coincidência de eleições e, eventualmente, passar mandatos de quatro para cinco anos sem reeleição”, disse Pacheco a jornalistas. 

A fala do senador mineiro aconteceu depois de uma reunião com os líderes da Casa Revisora. Conforme apurouOeste, um dos projetos que podem entrar em discussão é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022 de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO). 

Entre outras coisas, a proposta define um mandato de cinco anos para presidentes da República, governadores e prefeitos. Atualmente, o mandato dura quatro anos. Além disso, proíbe a reeleição, no período subsequente, nesses cargos do Executivo. 

Desse modo, quando, por exemplo, antes de o presidente terminar o mandato em 1° de janeiro de 2027, ele não poderá se candidatar para disputar o pleito de 2026. Apenas poderá concorrer em 2030. 

O mesmo entendimento seguirá para os demais integrantes do Executivo. Vereadores e deputados federais e estaduais devem continuar com o mandato de quatro anos. 

Em março deste ano, a PEC foi para a Comissão de Constituição e Justiça e aguarda o presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), designar um relator. 

Contudo, outras propostas podem entrar na discussão para unificar as eleições municipais às eleições federais. Mais cedo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que os líderes estudam criar um calendário “único nacional de eleições gerais e sincronizadas”. 

“O Senado vai discutir a coincidência no calendário de eleições”, explicou o parlamentar cearense. “Fazer eleição uma só vez para gerar estabilidade no país.” 

Uma PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do Congresso. Para ser aprovada, são necessários três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). 


Informações TBN


Urgente: Líderes do Senado fixam em 50 anos idade mínima para entrar no STF e 8 anos de mandato, "vamos avançar"

O Senado decidiu avançar com as pautas que tratam de frear o STF (Supremo Tribunal Federal) na reunião de líderes partidários na manhã desta 5ª feira (5.out.2023). Entre os temas que devem avançar estão o que limita as decisões monocráticas, o que aumenta a idade mínima para ser ministro do Supremo e o que cria um mandato fixo para magistrados da Corte. 

A proposta quelimita os poderes do STF foi aprovada na 4ª feira (4.out.2023) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em menos de 1 minuto e deve ir ao plenário nas próximas semanas. Mesmo governistas dizem que a medida é necessária. O texto limita decisões monocráticas e pedidos de vista (prazo extra) no STF.

A PEC 8/2021 teve voto favorável do relator, senador Esperidião Amin(PP-SC), e segue para o plenário do Senado. A proposta veda decisão monocrática que suspenda a eficácia de lei ou ato normativo com efeito geral ou que suspenda ato dos presidentes da República, do Senado ou da Câmara.

Líderes do Senado também debateramvotar um projeto que quer fixar um mandato para ministros do STFno plenário ainda neste ano. No entanto, essa votação ficaria para depois da indicação do presidente Luiz InácioLulada Silva (PT)para a vaga no STF deixada por Rosa Weber, que se aposentou. Também não seria votado antes da aprovação da reforma tributária.

O presidente da Câmara,Arthur Lira(PP-AL), afirmou nesta semana ser contra a proposta.

Além disso, senadores discutemaumentar a idade mínima para pessoas poderem ser indicadas ao STF. Atualmente, o indicado deve ter no mínimo 35 anos. Uma proposta do senadorFlávio Arns(PSB-PR) sugere a idade de 50 anos. 

Os congressistas tambémdiscutem uma quarentena para indicados aos Tribunais Superiores. Arns também tem um projeto a respeito, que propõe uma quarentena de 3 anos para quem tenha ocupado cargo de ministro de Estado, Advogado Geral da União, Procurador Geral da República e presidência de estatal. 

Na avaliação de senadores, as declarações recentes do presidente do STF não ajudam a arrefecer o clima na Casa com a Corte. O ministrodisseem evento da UNE em julho:“Nós derrotamos o bolsonarismo”.

O líder do governo no Senado,Jaques Wagner(PT-BA), disse aoPoder360que o ambiente é ruim para os projetos andarem. Declarou ser contra um mandato para ministros do STF.

A crise do Legislativo com o Judiciário aumentou depois do STFrejeitara tese do marco temporal, tema que estava em discussão no Congresso. Também tencionaram ainda mais o clima as votações sobre o aborto e a descriminalização das drogas. 

O que antes era um discurso só da oposição contra o que chamam de“avanço do STF sobre discussões do Legislativo”, passa a se materializar em pautas em discussão no Senado.

Na política nada é feito sem um objetivo. Ao pautar demandas da oposição, o presidente do Seando,Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tenta manter seu grupo político fortalecido, mirando a eleição da presidência do Senado em 2025 e as eleições de 2026 em Minas Gerais.

Poder 360


Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Estudantes do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) permanecem em frente à entrada da instituição, como forma de protesto contra a falta de professores e problemas na estrutura.

Houve uma rodada de negociação na terça-feira (3), no mesmo dia em que os estudantes iniciaram o protesto.

Um ofício foi entregue ao gabinete da reitoria pelo Diretório Acadêmico de Medicina de Feira de Santana (Damefs), onde os gestores, após ouvir e acolher o pleito dos discentes, apresentaram detalhadamente aos representantes estudantis, todas as ações que já estão em andamento para a resolução de problemas específicos, entre eles a ausência de professores para determinadas disciplinas. Ao Acorda Cidade, nesta quinta-feira (5), o estudante Caio Fraga, declarou que o protesto continua, o pórtico está fechado e os estudantes seguem em rodízio, permanecendo no local das 5h às 22h30.

De acordo com ele, tanto o curso de Medicina, como outros cursos do Departamento de Saúde como Psicologia, Farmácia e Enfermagem sofrem com a falta de professores e problemas estruturais que causam a defasagem no ensino. Somente no curso de Medicina, faltam 18 professores.

Ele afirmou que embora a reitoria tenha emitido uma carta para negociação, os estudantes não interpretaram o documento como oficial devido a um erro na data e a falta de assinatura e amanhã (6) haverá uma assembleia com a participação de todos os cursos que discutirá sobre a continuidade da paralisação.

“Só vamos retornar quando for publicado no Diário Oficial a respeito das novas contratações. É a garantia que a gente tem de atendimento as nossas demandas”, acrescentou.

O estudante informou que entre os problemas estruturais destacam-se o curso de Medicina que funciona em um galpão e também falta de ares- condicionados nos laboratórios.

Com informação do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.