Desconhecido até recentemente no Ocidente, hoje quase todo mundo já ouviu falar de kimchi, já experimentou ou até o consome regularmente.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/a/m/CYaw0nQACLbT5BdsKaCQ/download-4-.png)
Após séculos de existência, kimchi está finalmente triunfando fora da Coreia — Foto: Getty Images via BBC
Você já experimentou kimchi?
Se tivéssemos feito estas perguntas há dez anos, é possível que muitos respondessem com um sonoro “não”.
Mas, na última década, e especialmente desde a pandemia, a especialidade coreana ganhou destaque em supermercados, restaurantes e lares em todo o mundo.
Contamos o que está por trás da popularidade deste prato tradicional e como ele se tornou um negócio global multimilionário.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/9/i/vweBcRQZ63Ly5C90YAHQ/27593960-93d5-11ee-a56e-970d406c1d89.jpg)
Tigelas de kimchi nunca faltam nas mesas coreanas — Foto: Getty Images via BBC
O povo coreano, hoje dividido entre o norte comunista e o sul capitalista, compartilha uma antiga tradição gastronômica em que vegetais, juntamente com o arroz, o peixe e a carne, são ingredientes básicos.
O inverno rigoroso da Península Coreana, com temperaturas inferiores a -20 °C em algumas regiões, favoreceu a prática da fermentação para preservar o teor nutricional dos vegetais nos meses mais frios do ano.
Especialmente no outono, as mulheres coreanas costumam fermentar espinafre, rabanete, folhas de gergelim ou pepino em casa.
Mas há um vegetal que ocupa um lugar especial entre os demais: a acelga, ou couve chinesa, principal ingrediente do kimchi.
Durante séculos, este produto fermentado foi onipresente nos lares coreanos, que quase sempre o conservam em uma geladeira exclusiva para ele e o servem em quase todas as refeições do dia, seja como acompanhamento ou cozido em sopas, ensopados e salteados.
Para preparar o kimchi, a acelga é cortada, salgada e misturada com uma pasta de alho, gengibre, cebolinha, pasta de peixe (jeotgal) e pimenta em pó (gochugaru).
Depois de adicionar rabanetes e outros vegetais opcionais, a mistura é deixada para fermentar em temperatura ambiente e depois na geladeira.
As folhas da acelga são marinadas com o restante dos ingredientes e depois fermentadas. — Foto: Getty Images via BBC
Tanto a escolha dos ingredientes como o tempo de fermentação — que pode variar de alguns dias a vários meses — contribuem com diferentes nuances para o sabor ácido e picante característico do kimchi.
“O sabor muda ao longo da fermentação e tem um gosto diferente dependendo de quem o prepara. Dizem que existem tantos sabores de kimchi quanto mães”, diz Cherin Park, pesquisadora-chefe do World Kimchi Institute, na Coreia do Sul, em entrevista ao podcast BBC Business Daily.
O seu aspecto cru, o sabor picante intenso e a sensação de ardor que produz na língua fazem com que o kimchi, inicialmente, não seja a iguaria mais atrativa para os ocidentais que o experimentam pela primeira vez.
Desde o século 17, milhões de coreanos se estabeleceram em comunidades no exterior, desde a Rússia e a China até os Estados Unidos e a Argentina.
Embora quase todas essas famílias tenham preservado a tradição de fazer kimchi e consumi-lo diariamente, nos países de acolhimento esse produto fermentado era praticamente desconhecido fora dos círculos coreanos. E no restante do mundo nem existia.
Mas a situação mudou.
O mercado global de kimchi foi avaliado em US$ 3,49 bilhões (R$ 17 bi) em 2022 e deverá crescer nos anos seguintes a uma taxa média de 5,2%, ultrapassando US$ 5 bilhões de dólares (R$ 24,5 bi) em 2029.
Mais e mais pessoas fora da Coreia apreciam o kimchi. — Foto: Getty Images via BBC
Há cerca de uma década, o kimchi deixou de ser um alimento conhecido e consumido apenas pelos coreanos para se tornar um produto moderno, disponível em supermercados de todo o mundo e promovido por chefs, celebridades e especialistas em alimentação.
Dois fatores tiveram influência crucial na rápida globalização do kimchi: a ascensão da Coreia do Sul como referência econômica e cultural no mundo, e a tendência crescente dos consumidores em dar prioridade à alimentação saudável, especialmente desde a pandemia de covid.
Consolidada como potência mundial nos setores eletrônico e automotivo, a quarta maior economia da Ásia virou também referência cultural pela música, com grupos como o BTS, cinema, como o aclamado Parasita, ou séries, como Round 6, entre muitos outros exemplos.
“A popularidade do kimchi está inevitavelmente ligada à popularidade da Coreia do Sul”, diz o jornalista de origem coreana da BBC David Cann.
Assim, o consumidor de conteúdo coreano se interessa pela dieta de seus ídolos do K-Pop, pelas receitas mostradas nas novas séries de moda ou pelos pratos que o protagonista de seu filme favorito degusta.
E, entre os ingredientes que aparecem na tela, raramente falta kimchi.
Kimchi é conhecido por suas propriedades probióticas. — Foto: Getty Images via BBC
Há outra coisa que este prato proporciona em abundância graças ao seu processo de fermentação: lactobacilos.
Estes “são um dos maiores argumentos de venda do kimchi no mercado mundial como alimento probiótico com bactérias benéficas para a saúde intestinal”, afirma Park.
“Hoje em dia, a comida não é consumida apenas pelo seu sabor, mas pelos seus benefícios para a saúde e, pessoalmente, vejo o salto na popularidade do kimchi nos últimos anos”, acrescenta a pesquisadora.
É consenso entre os especialistas que o maior impulso veio depois da pandemia de covid-19, que multiplicou o interesse das pessoas por alimentos que ajudam a proteger e melhorar o sistema imunológico.
Desde 2020, as exportações sul-coreanas de Kimchi cresceram a uma taxa anual superior a 10%, muito mais do que nos anos anteriores, segundo dados do Serviço Aduaneiro de Seul.
O número crescente de empresários que fazem negócios com kimchi também reflete o boom incomum dos últimos três anos.
“Durante a pandemia, as pessoas não podiam sair para comer. Muitos em casa começaram a se interessar pela comida coreana, buscando informações online e assistindo vídeos no YouTube. E, claro, não se pode falar de comida coreana sem nos referirmos ao kimchi”, afirma Dan Zhu, diretor-geral da Korea Food, o maior importador de comida coreana na Europa.
Zhu afirma ter notado um forte impulso nas suas vendas e uma diversificação dos seus clientes no Reino Unido: “anteriormente 90% ou 95% dos consumidores eram coreanos, mas agora entre 50% e 60% são britânicos ou de outras nacionalidades”.
Jornalista da BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC
Descobri o kimchi em março de 2009, quando me mudei para Seul, onde trabalhei como locutor e correspondente pelos 7 anos e meio seguintes.
Chamou-me a atenção que os restaurantes coreanos sempre tinham, junto com o prato principal, uma variedade de acompanhamentos ou banchan, entre os quais quase nunca faltava kimchi, servido frio em uma tigela pequena.
Nas primeiras vezes que experimentei não gostei: o seu sabor acre e picante não combinava com o meu paladar espanhol.
Nos anos seguintes, com suor e lágrimas, minha tolerância ao picante aumentou e comecei a apreciar este produto fermentado, não só como acompanhamento, mas também cozido em kimchi jiggae, o guisado coreano mais popular, ou kimchi bokkeumbab, mexido com arroz e ovo frito.
Kimchi jjigae, que incorpora carne de porco, é um dos pratos mais consumidos diariamente pelos coreanos, tanto em casa como em restaurantes — Foto: Getty Images via BBC
Percebi que os coreanos estavam certos quando disseram que o kimchi vicia.
Quase sem perceber, passei de saborear em restaurantes, na casa de outras pessoas e a comprar no supermercado.
E, como não sabia preparar receitas coreanas, inventei uma nova especialidade com toque mediterrâneo: o macarrão kimchi.
Durante muito tempo, o fusilli com molho de alho, cebola, kimchi, bacon, mussarela derretida e folhas de gergelim ou kennip foi a estrela das reuniões sociais no meu apartamento em Seul.
Após deixar a Coreia do Sul em 2016, não me afastei completamente do kimchi, mas demos um tempo.
Durante anos, só o consumi ocasionalmente em restaurantes coreanos de um país ou de outro.
Agora que moro em Miami, tive uma recaída total à substância fermentada, talvez pela tendência à alimentação saudável imposta pelos cânones daquela que se diz ser uma das cidades mais superficiais e exigentes dos Estados Unidos. Ou talvez por nostalgia. Ou uma mistura dos dois.
Embora não existam tantas variedades como na Coreia, o kimchi é fácil de encontrar nos supermercados daqui e nunca falta no meu carrinho de compras.
Claro que, em linha com os meus hábitos mais saudáveis, troquei a massa de kimchi pela salada de kimchi, e grande parte das saladas que preparo e devoro diariamente incorporam a sua generosa porção de lactobacilos coreanos vermelhos e picantes.
Informações G1/BBC

O ano de 2023, perto do fim, terminará com um saldo positivo na economia. Especialistas destacam que o crescimento do país deve superar os 3%, número consideravelmente maior do que os 0,6% projetados pelo mercado no início do ano. A inflação acumulada dos últimos 12 meses está em 4,68%, dentro da meta estipulada pelo governo. Ainda que continue alta, a Selic termina 2023 em 11,75%, com mais sinalizações de cortes no próximo ano. Mas, para 2024, o cenário não deve se repetir e espera-se uma economia mais estagnada. Veja abaixo o que dizem os economistas.
O governo federal estima que o crescimento de 2023 seja de 3%, mas deve ser menor ano que vem. No início do mês, quando os dados do PIB do terceiro trimestre foram divulgados e mostraram uma alta de apenas 0,1%, o ministro da Fazenda Fernando Haddad reafirmou a projeção de crescimento de 3% e disse esperar 2,5% para 2024 — número acima da atual projeção da pasta, que é de 2,2%.
O crescimento de 2023 “surpreendeu”, avaliam economistas, principalmente por causa do agronegócio. No início de dezembro, quando foi divulgado o PIB do terceiro trimestre, o IBGE frisou que o grande destaque do ano foi o crescimento no setor, com alta de 8,8% em relação a 2022. Produtos como o milho (alta de 19,5%), cana-de-açúcar (13,1%), algodão herbáceo (12,5%) e café (6,9%) também foram destaque.
O Brasil também voltou em 2023 para a lista das dez maiores economias do mundo. No último dia 19, o FMI (Fundo Monetário Internacional) do ranking do ano. O país aparece em 9º lugar, com um PIB estimado em US$ 2,13 trilhões em 2023. Os dados são do relatórios mais recentes do World Economic Outlook(Perspectiva Econômica Mundial, na tradução).
Além disso, a agência de risco S&P (Standard & Poor’s) melhorou a nota de crédito do Brasil. O país saiu da nota BB-, três níveis abaixo do grau de investimento, para a nota BB.
Mas 2024 não deve apresentar um PIB tão robusto. Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) da FGV Ibre, diz que o próximo ano será mais complicado por questões como equilíbrio fiscal e investimentos.
O governo vai continuar buscando equilíbrio fiscal e vai aumentar gastos. Não pode cortar gastos correntes, de forma que deve cortar onde é possível. Analistas estão prevendo crescimento entre 0,6% e 1,2%. Eu não faço previsões, a gente calcula no Ibre o monitor do PIB. O que a gente apurou é que o quarto trimestre [de 2023] deve ter economia estagnada.
Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) da FGV Ibre
Para os juros, que impactam diretamente o crescimento do país, o mercado projeta uma Selic em 9,5% para o fim de 2024. Genilson Junior, head de investimentos da Conta Black, acredita que o Brasil fez um bom trabalho no aumento da taxa em um momento que a alta era necessária para conter a inflação. “Fizemos a lição de casa cedo aumentando a taxa de juros. Quando os EUA aumentaram, no começo de 2022, houve uma preocupação. A gente entrou primeiro e está saindo antes do que outros, reflexo de 2023 menos conturbado”, explica.
A reforma tributária, uma das principais pautas do governo federal, foi aprovada no último dia 15. Trata-se da primeira reforma tributária do país em mais de 30 anos. Apesar de todo o trabalho político feito para a aprovação da reforma, a vitória foi esmagadora, já que o tema era quase que consensual.
Mas a aprovação fácil de reformas não necessariamente se repetirá em 2024. Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências, pondera que o debate sobre fontes de arrecadação, sobretudo por meio de impostos, enfrentará dificuldades no Legislativo.
Um exemplo recente é a derrubada do veto da desoneração da folha de pagamento no último dia 14. No dia 23 de novembro, o presidente Lula (PT) vetou o PL do deputado Efraim Filho (União Brasil-PB), que previa a prorrogação do benefício para 17 diferentes setores da economia. A desoneração, que tem caráter temporário, terminaria em 31 de dezembro deste ano, mas foi prorrogada até 2027. Tanto Lula como Haddad argumentaram na ocasião que a medida não havia impactado criação de empregos. Além disso, a medida custa R$ 9 bilhões à União, aponta o Ipea.
Na nossa avaliação, o governo está correto, é uma medida pouquíssimo eficiente que custa muito. O governo estava certo, mas a gente viu o posicionamento do Congresso. Isso dá um pouco a tônica de 2024, essas batalhas vão ser mais difíceis para o governo. Isso vai impactar, principalmente, as contas públicas. É um cenário difícil para o governo do ponto de vista fiscal, porque vai ter dificuldade de andar com essa agenda de aumento de arrecadação. Ao mesmo tempo, com permissão de aumento de gastos pelo novo regime fiscal, não vai conseguir fechar a conta.
Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências
O ministro Fernando Haddad não abriu mão da meta do déficit zero no Orçamento de 2024. O tema, no entanto, não é consensual — o próprio presidente Lula chegou a dizer que o governo dificilmente alcançaria a meta. O déficit zero está previsto no arcabouço fiscal e significa, basicamente, um equilíbrio nas contas públicas.
Haddad reiterou o compromisso, mesmo após a fala de Lula. Mas há descrença sobre a possibilidade real da meta ser atingida. Alessandra explica que, ainda assim, é importante que a Fazenda se mantenha firme porque isso direciona esforços para que o déficit zero seja atingido de alguma forma.
Se você não cumpre a meta, há mecanismos de ajuste já previstos no arcabouço fiscal que precisam ser acionados. Se você muda a meta, não aciona os gatilhos e nunca gera a correção, esse é o problema. Muito ruim mudar a meta mesmo ela não sendo factível, porque você começa a tirar credibilidade do que foi construído do regime fiscal. Se mudar para 2024 vai ter que mudar 2025 e 2026. Por isso é tão ruim, vai ser desafiador, uma batalha dura especialmente para o Haddad.
Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências
A economista também avalia que a economia deva desacelerar em 2024. Tanto pela questão fiscal, como pelo ambiente político mais difícil e mesmo por um menor impacto do agro, que deve crescer menos.
O ano também deve ser de muita incerteza.Genilson, da Conta Black, explica que será mais possível ver como as coisas vão caminhar mais no início do ano. Muitas metas podem acabar flexibilizadas, a depender inclusive de fatores externos.
O mercado, segundo o Boletim Focus, acredita que a Selic deva chegar em 9,25%. Isso vai depender da economia, inflação, geração de emprego. Se tudo correr conforme esperado, com inflação dentro da meta, acho que o Brasil pode atingir a meta. Mas pode acontecer alguma coisa que ninguém está esperando durante o ano, um fato externo, como foi a guerra entre Rússia e Ucrânia, ou mesmo o conflito na Palestina, — que gerou muita preocupação mas acabou que não teve grande impacto para o Brasil.
Genilson Junior, head de investimentos da Conta Black
Apesar das ponderações dos especialistas, os brasileiros estão mais otimistas para 2024. A mais recente pesquisa Radar Febraban, realizada pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) com duas mil pessoas, entre os dias 29 e 2 de novembro, nas cinco regiões do país, apontou que quase seis em cada dez entrevistados (59%) acreditam que o Brasil vai melhorar em 2024, quatro pontos a mais que no mesmo período de 2022 (55%), pouco antes do novo governo assumir.
Entre os pessimistas, houve recuo. Eram 26% e na edição mais recente do levantamento, totalizaram 17% dos entrevistados, uma queda de nove pontos. Para 49% dos brasileiros o país está melhor do que no ano passado. É o maior percentual da série histórica no intervalo de 12 meses e representa um salto de dez pontos em relação a dezembro de 2022.
30% avaliam que o país está igual (antes eram 25%). E, por fim, 20% acreditam que o Brasil está pior (antes eram 34%). Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, diz que o otimismo reflete o balanço positivo de 2023.
Os resultados desta edição de dezembro refletem o balanço positivo de 2023 e o otimismo com a chegada do novo ano. Isso está em linha com a melhora da percepção sobre sua vida pessoal, o que se pôde ver, por exemplo, com menor expectativa de inflação e a queda na perspectiva de endividamento, para o que deve ter contribuído o Programa Desenrola, apoiado pelos bancos. O sentimento das pessoas oscilou ao longo do ano, o que é natural, mas terminar o ano olhando para a frente com melhores expectativas pode ajudar a influenciar de forma benigna 2024.
Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe
Informações UOL
O movimento é uma ameaça ao decreto assinado pelo presidente Javier Milei que prevê a dispensa de 7 mil funcionários públicos do país

A Associação dos Trabalhadores do Estado da Argentina (ATE) convocou uma greve geral para esta quarta-feira, 27. O movimento é uma ameaça ao decreto assinado pelo presidente Javier Milei que prevê a dispensa de 7 mil funcionários públicos do país.
A maioria dos servidores foi contratada no início do ano pelo antecessor de Milei na Casa Rosada, o esquerdista Alberto Fernández. Os contratos, com prazo até 31 de dezembro, não serão prorrogados.
“Ninguém espera que aceitemos uma única demissão”, disse Rodolfo Aguiar, secretário-geral da ATE. “É na rua que vamos travar os ajustes do governo.”
O número exato de desligamentos ainda é incerto, já que a medida pode atingir servidores da Casa Rosada e da administração direta do governo argentino. Além disso, autarquias, empresas públicas e sociedades anônimas com participação majoritária do Estado da Argentina também irão promover demissões.

Depois desses cortes, o governo Milei pretende fazer uma auditoria para saber o tamanho real do funcionalismo público argentino.
De acordo com a imprensa argentina, o governo federal tem cerca de 390 mil funcionários, dos quais 190 mil são civis. Cerca de cem mil são contratados pela Lei do Quadro Nacional do Emprego Público, sendo o restante é contratado pela Lei do Trabalho.
Na Argentina, a estabilidade atinge apenas um terço daquele primeiro grupo, ou seja, cerca de 33 mil servidores públicos que foram contratados por concurso público oficial.
Além dos cortes, Milei já anunciou a intenção de reduzir salários no funcionalismo, especialmente dos cargos de alta hierarquia. O jornal argentino Clarín menciona congelamento de remuneração e até mesmo a redução de 15% dos vencimentos de alguns cargos.
Informações Revista Oeste

Foto: Washington Costa/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (26) que, a partir do próximo ano, haverá reoneração dos impostos federais sobre no óleo diesel. O ministro disse, porém, que a expectativa é de que o corte feita pela Petrobras compense a volta dos impostos que serão cobrados a partir de 1º de janeiro.
— A partir do dia 1º de janeiro tem a reoneração do diesel, e essa reoneração que vai ser feita conta com um impacto de pouco mais de 30 centavos. O impacto da redução do preço anunciado pela Petrobras será de mais de 50%. Se você comparar o preço do diesel, vai ter uma queda no preço, mesmo com a remuneração é bom ficar atento. A Petrobras anunciou hoje um segundo corte que mais do que compensa a remuneração do mês de janeiro. É para ficar atento. Quando vier algum argumento de aumento de preço, não tem nada a ver. — disse o ministro.
O aumento do imposto ocorre primeiro no momento da venda do combustível pelas refinarias às distribuidoras, que, por sua vez, fazem o repasse aos postos de combustíveis.
A Petrobras anunciou nesta terça-feira, uma redução de R$ 0,30 por litro no preço do diesel tipo A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,48 por litro, válido a partir desta quarta-feira.
Os impostos PIS e Cofins do diesel e da gasolina estavam zerados desde 2022, quando a retirada dos tributos federais foi adotada pelo governo de Jair Bolsonaro para tentar aliviar o impacto da disparada do preço do petróleo na inflação em meio à campanha eleitoral. Quando assumiu o comando do país, em janeiro, o presidente Lula prorrogou a isenção dos combustíveis. A gasolina já foi reonerada e o diesel segue um calendário gradual até o fim deste ano.
O Globo

Foto: Reprodução/ YouTube
A transmissão semanal ao vivo nas redes sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denominada de “Conversa com o Presidente”, teve média de menos de 75 mil espectadores por live neste primeiro ano de mandato. Apesar de as transmissões terem menor audiência se comparadas às realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, avalia que o objetivo principal do programa é alcançado.
A primeira transmissão ao vivo do governo Lula se deu no dia 13 de junho e serviu para fazer um apanhado dos primeiros meses de trabalho da gestão. Até o dia 19 de dezembro, foram feitas 22 edições do programa.
Levantamento feito pelo BroadcastEstadão contabilizando as transmissões divulgadas pelo canal Lula no Youtube mostrou que a primeira live foi a de maior audiência, atingindo 191.342. Já a de menor número de telespectadores ocorreu em 12 de dezembro, com 39.067 visualizações. A média de audiência pelo canal Lula no Youtube das 22 lives é de 75.171.
As lives no governo do petista são esquematizadas como um tipo de entrevista em que o jornalista Marcos Uchôa faz perguntas a Lula. Com o tempo, contudo, o presidente passou a convidar ministros para anunciar ou detalhar programas das respectivas áreas do governo. A última convidada para participar da transmissão, por exemplo, foi a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Até o momento, esse vídeo teve 44 mil visualizações.
O investimento maior por parte dos chefes do Executivo em transmissões ao vivo nas redes sociais começou com Bolsonaro, que assumiu a presidência em 2019. Conforme levantamento feito pelo Estadão, em seu primeiro ano de mandato, o ex-presidente fez 50 lives. A audiência máxima chegou a 919 mil visualizações e a mínima de 333 mil visualizações no canal Jair Bolsonaro no Youtube.
A maioria das lives de Lula, assim como eram as de Bolsonaro, é realizada no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência. As exceções são em algumas viagens.
As comparações com as lives de Bolsonaro são recorrentes. Pimenta avaliou que não é possível fazer tal relação. Segundo ele, a “entrega” é outra pois houve uma mudança dos algoritmos. Agora, a produção de conteúdo – feita a partir de cortes dos vídeos – é o que mais dá resultado.
“Não tem como comparar duas coisas absolutamente distintas, não tem a mesma entrega na plataforma”, disse o ministro. “Nossa ferramenta mais importante é pelos cortes”, comentou, dizendo que a entrega que o governo consegue com as lives é “orgânica”.
Pimenta afirmou que, apesar da baixa audiência, o “Conversa com o Presidente” cumpre seus objetivos. A principal meta estabelecida pelo governo é a geração de cortes, que alimentarão os outros canais do governo nas redes sociais.
O ministro reconhece que o Youtube não é a plataforma que mais entrega em audiência, mas destaca o alcance que os cortes dos vídeos chegam no Instagram. Além disso, eles também são utilizados no Twitter, TikTok e Kwai.
Outro objetivo do governo com a transmissão – e que segundo Pimenta, também é alcançado – é o de pautar a imprensa. Uma das principais diferenças das lives feitas por Lula e as que eram realizadas com Bolsonaro é que as de Lula ocorrem no período da manhã; já as de Bolsonaro eram à noite.
O ministro da Secom pontua, contudo, que ter a transmissão por volta das 8h30 faz com que a live ecoe no noticiário durante todo o dia. Além disso, Lula tem preferência por falar de manhã por estar mais descansado.
Em meio às especulações, Pimenta disse que não foi cogitado, até o momento, acabar com a live. Segundo o ministro, Lula gosta do espaço que é dado pela transmissão, assim como a troca de ideia com outros chefes de pastas.
No início de dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) viu indícios de promoção pessoal no programa “Conversa com o Presidente”. A Corte de contas enviou ao Planalto recomendações, alertando que a estrutura oficial não pode ser usada para promover a imagem do presidente, de ministros e de demais ocupantes de cargos públicos.
“O escorço legal e jurisprudencial detalhado na instrução assevera que a realização de publicidade governamental resultando na projeção da imagem do administrador e não da administração pública é irregularidade que se consubstancia pela ofensa ao princípio da impessoalidade; no presente caso, havendo situações tanto de caráter informativo quanto de promoção pessoal no Programa ‘Conversa com o Presidente”, destaca a decisão.
No programa de terça-feira, 19, o presidente reclamou que suas vitórias eleitorais são atribuídas à “sorte” e afirmou que, se isso fosse verdade, ele deveria ser reeleito indefinidamente. “Se é verdade que eu tenho sorte, o povo deveria me eleger para sempre. Esse País está precisando de tanta sorte que a gente não deveria sair mais”, disse em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Estadão

O projeto de lei que obriga bares, restaurantes, casas noturnas e de eventos a adotarem medidas de auxílio às mulheres que se sintam em situação de risco foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
A aprovação aconteceu na última sessão do ano, na quarta-feira (20), e segue para apreciação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A medida determina que caso seja presenciada alguma situação de assédio, o estabelecimento precisa oferecer um acompanhante para a mulher até algum meio de transporte. Além disso, devem ser utilizados cartazes fixados nos banheiros femininos ou em qualquer ambiente do local informando a disponibilidade do estabelecimento para o auxílio.
A iniciativa diz ainda que, em caso de descumprimento, os estabelecimentos podem sofrer penalidades.
Metro1

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) segue intensificando a vacinação contra a raiva nos bairros de Feira de Santana. Esta semana, a imunização estará disponível com equipes fixas e volantes nas localidades do Jomafa, Morada das Árvores e Novo Horizonte, das 09h às 12h. (Confira o cronograma no final da matéria)
A ação visa vacinar animais saudáveis a partir dos três meses de idade. É recomendado que os donos transportem os pets de maneira segura – os gatos em caixas apropriadas, enquanto os cães devem estar em coleiras ou correntes.
Confira o cronograma para esta semana:
26/12 – Jomafa (Ponto fixo e vacinação a domicílio)
27/12 – Morada das Arvores (Associação de Moradores e vacinação a domicílio)
28/12 – Novo Horizonte (Ponto fixo no Banco de Areia)
29/12 – Vacinação a Domicílio
*SECOM/PMFS

Dois jovens foram assassinados a tiros na noite de segunda-feira (25), feriado de Natal, na Rua Império, no bairro Aviário em Feira de Santana. Segundo a polícia, uma das vítimas foi atingida na cabeça e na nuca e a outra na cabeça e no pescoço.
Os dois jovens não portavam documentos pessoais e até o momento não foram identificados. Os corpos aguardam reconhecimento de familiares no Departamento de Polícia Técnica (DPT). O levantamento cadavérico foi realizado por volta de 1h58 da madrugada de hoje (26). A autoria e o motivo do duplo homicídio ainda são desconhecidos.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

José Fornos Rodrigues, o Pepito, amigo de Pelé desde a juventude, foi nomeado pela viúva, Márcia Aoki Nascimento, como testamenteiro do Rei do Futebol. Ele receberá um prêmio de 5% sobre o valor total a ser recebido por ela, agora que a Justiça de São Paulo determinou que o testamento deixado por Pelé seja respeitado e cumprido.
A remuneração do testamenteiro denomina-se vintena, porque alcança, no máximo, 5% (cinco por cento), correspondendo a um vigésimo da herança líquida, estabelecido no Código Civil, nos artigos 1976 a 1990, que tratam das sucessões hereditárias. A herança líquida compreende o saldo, depois de pagas as dívidas do falecido, as despesas com funeral, cerimônias religiosas e custeio do inventário. Especula-se que Pepito poderá receber por volta de R$ 1 milhão como testamenteiro.
Isso porque o valor total da herança deixada por Pelé está sendo levantado pelos advogados, mas estima-se uma fortuna de aproximadamente R$ 78 milhões. A viúva herdará, conforme o testamento homologado judicialmente, 30% dos bens (R$ 23,4 milhões). 0 acordo feito com Pepito abrange a cobrança da vintena sobre a parte a que Márcia Aoki terá direito. Outros 60% serão divididos entre os filhos; e os 10% restantes, compartilhados entre os filhos de Sandra Regina, a filha que o Rei não reconheceu, já falecida.
O ex-jogador era casado pelo regime da separação obrigatória de bens, por firmar união estável quando tinha mais de 70 anos. Neste regime, a viúva não seria considerada herdeira. Por isso, Pelé deixou o documento beneficiando a companheira, segundo explica o IBDF (Instituto Brasileiro de Direito à Família).
Pepito é considerado como fiel escudeiro de Pelé. Ele trabalha há mais de 40 anos no comando das Empresas Pelé, segundo informa em seu perfil no LinkedIn. E desde os anos 70, é responsável pela assessoria pessoal do Rei, atuando especialmente como interface com a empresa multinacional Sports 10/Legends 10, que é a agente global do Pelé. Essa é a empresa responsável pelas negociações dos contratos publicitários e comerciais do ex-jogador.
Entre as obrigações de um testamenteiro estão apresentar o testamento em juízo para ser registrado e cumprido; cumprir as disposições testamentárias no prazo marcado pelo testador; prestar contas do que recebeu e gastou, enquanto estiver com a responsabilidade de executar o testamento; defender a validade do testamento; desempenhar possíveis atribuições que delegue o testador; promover a posse dos bens da herança; requerer o inventário e dar cumprimento à cédula testamentária, se houver herança.
Segundo a advogada Antília Reis, especialista em direito da família e sucessões, o testamento pode ser alterado e modificado a qualquer tempo, sendo que sempre o último é o que terá valor legal. Extingue-se em cinco anos o direito de impugnar a validade do documento.
Um testamento, de qualquer tipo, somente poderá ser anulado em situações específicas, que devem ser comprovadas por provas. A advogada cita três exemplos: a incapacidade do testador para os atos da vida civil, pela idade ou alguma doença incapacitante. A possibilidade do testamento ter sido feito sob coação, fraude ou influência indevida. E, por último, se o testamento contiver erros substanciais ou tiver sido falsificado.Continua após a publicidade
“Somente poderá exigir a anulação do testamento o herdeiro que comprovar estar sendo prejudicado”, avisa Antília. “O testamento deverá ser cumprido pelo testamenteiro, pessoa escolhida pelo falecido, e se ele não cumprir, o Juiz determinará a sua substituição”.
No próprio texto do documento, Pelé registrou a possibilidade de ter uma filha, fruto de um relacionamento não formalizado. Os demais filhos do ex-jogador concordaram em fazer exames de DNA para comprovar se Maria do Socorro Azevedo, que entrou com um pedido na Defensoria Pública do Estado de São Paulo, é mesmo irmã deles. O resultado do teste foi negativo – mas ainda pode ser solicitada uma contraprova.
A suposta filha que briga na justiça pelo reconhecimento da paternidade terá sua parte reservada, até que se obtenha decisão judicial sem possibilidade de recurso. Portanto, sua parte não será afetada com a divisão dos bens ou perda de prazo para validar sua herança.
Antília Reis, advogada
Informações UOL
Medida do governo argentino deve ser anunciada nesta terça-feira

O governo do presidente argentino Javier Milei deve anunciar nesta terça-feira (26) que não vai renovar o contrato de funcionários públicos com menos de um ano de trabalho. A informação foi divulgada pelos principais jornais da Argentina. A medida deve afetar cerca de 7 mil pessoas.
De acordo com a imprensa argentina, a medida valerá tanto para a administração central do Executivo quanto para organizações descentralizadas do Estado, além de empresas públicas e corporações de maioria estatal. O governo, porém, teria excluído da medida os trabalhadores contratados no último ano que preencham cotas para pessoas trans e deficientes previstas por lei.
Ainda segundo os jornais argentinos, exceções poderão ser acrescentadas caso os responsáveis pelas áreas exijam que os contratados após o dia 1° de janeiro deste ano sigam em seus cargos. No entanto, para que isso aconteça, uma justificativa deverá ser apresentada ao Chefe de Gabinete.
Segundo o jornal Clarín, de Buenos Aires, o governo ainda estuda a possibilidade de realizar um congelamento salarial e até redução salarial de 15% para altos funcionários públicos.
Informações Pleno News