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Flávio Dino toma medidas semelhantes as de Hugo Chávez antes de implantação da ditadura na Venezuela: “desarmar população e controle da mídia”

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Fotomontagem: O Globo

O ministro Alexandre de Moraes desponta, hoje, como o principal interlocutor do comandante do Exército, o general Tomás Paiva, no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações da coluna de Bela Megale/O Globo, na maior parte dos casos, os contatos partem do próprio general, que busca o magistrado para saber dados sobre integrantes da caserna investigados e tirar dúvidas em relação a cumprimentos de ordens judiciais.

A coluna também informa que o contato mais recente envolveu informações preliminares sobre a promoção de um militar dentro da Força. Foi o caso da nomeação do general Richard Nunes para o segundo posto mais alto do Exército, o de chefe do Estado-Maior. Antes de bater o martelo, Tomás Paiva contatou Moraes, porque o nome do general surgiu durante o caso Marielle.

Richard Nunes era secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro em 2018, quando a vereadora foi assassinada. O relatório da Polícia Federal aponta que foi ele o responsável por bancar o delegado Rivaldo Barbosa na chefia da Polícia Civil, apesar de o setor de inteligência da corporação não indicá-lo para o posto. Rivaldo está preso, sob a acusação de ter planejado o assassinato de Marielle, que, segundo a PF, tem os irmãos Brazão como mandantes.

Quando o nome do general Richard Nunes apareceu no documento, o chefe do Exército contatou o ministro Alexandre de Moraes e adiantou sua intenção de promovê-lo. Na conversa, deixou claro que, se houvesse informações que comprometesse Richard Nunes, mudaria a escolha. Moraes sinalizou que poderia seguir com a nomeação.

Segundo a coluna, essa não foi a única consulta feita pelo chefe do Exército ao magistrado. Sempre que tem dúvidas sobre como cumprir as ordens do STF em relação a militares investigados, Tomás Paiva se orienta com o magistrado.

O general estabeleceu uma regra, por exemplo, para os membros da caserna que já foram presos. Esses são, obrigatoriamente, retirados de suas funções e mandados para casa. Já os investigados que não chegaram a ser detidos, mas passaram por medidas como buscas, mudam de posto, mas continuam trabalhando na Força.

Com informações de O Globo/Bela Megale


No primeiro jogo da final do Campeonato Baiano, o Vitória saiu na frente do Bahia. O Leão começou perdendo a partida por 2 a 0 com gols de Thaciano e Cauly, entretanto, o Vitória lançou a carta Mateus Gonçalves no jogo e o volante empatou a partida. Nos acréscimos, Iury Castilho recebeu lançamento na direita e fuzilou para os fundos da rede de Marcos Felipe. Vitória 3 a 2 Bahia e vantagem do Rubro-Negro na final!

No próximo domingo, as equipes irão se enfrentar na segunda e decisiva partida que irá decidir o Campeão Baiano de 2024.

*Bahia Notícias
Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias


Justiça mantém prisão preventiva de Suel, envolvido na morte de Marielle

A decisão partiu do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro
Justiça mantém prisão preventiva de Suel, envolvido na morte de Marielle
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 31 de março de 2024 às 17:05

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva de Maxwell Simões Corrêa, ex-bombeiro conhecido como Suel, suspeito de participação na morte da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. A decisão partiu do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal. As informações são do Poder 360.

Suel foi preso em 24 de julho de 2023 durante uma operação da Polícia Federal que investigava o crime. Em 2021, ele foi condenado a quatro anos de prisão por atrapalhar as investigações sobre o crime. Apesar da condenação, ele cumpria a pena em regime aberto. Ele já havia sido preso em 2020 por ser dono do carro usado para esconder as armas usadas no crime.

Em 14 de março de 2018, Marielle e Anderson foram mortos com 13 tiros no bairro Estácio, no Rio de Janeiro. A vereadora foi seguida desde a Lapa, região central da capital fluminense, onde participava de um evento político.

Em março deste ano, a PF anunciou o encerramento das investigações do caso, com os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão sendo indiciados como os mandantes do crime. No mesmo dia, foi realizada a prisão do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, sob suspeita de obstruir as investigações na cidade.

*Metro1
Foto: Reprodução/ Redes Sociais


Um homem de 37 anos se jogou do segundo andar do Shopping Miramar, em Santos, na manhã do sábado (30), e atingiu um outro homem de 45 anos na queda. Eles foram levados conscientes para o Hospital Ana Costa e a Santa Casa de Santos, respectivamente.

O Estadão entrou em contato com os dois hospitais, que confirmaram a ocorrência, mas não informaram os estados de saúde deles.

Segundo a polícia, o homem que estava no térreo do shopping estava próximo a um quiosque de venda de óculos. Ele foi atingido quando pelo corpo do rapaz que, segundo os policiais, havia se atirado do segundo andar.

A vítima atingida pela queda foi diagnosticada com um Traumatismo Cranioencefálico leve, de acordo com as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, que foram acionados para prestar os primeiros socorros. O homem que pulou do segundo andar teve fratura exposta e sofreu um trauma na face.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos como lesão corporal e suicídio tentado.

BUSQUE AJUDA
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida é uma das instituições que dão apoio emocional e trabalham para prevenir o suicídio. Para pedir ajuda, ligue para o número 188 ou acesse o site.

*AE
Foto: Reprodução / Google Street View


Reprodução/CVC

Segundo informações da Coluna Financeira, o Brasil ganhará um novo feriado em 2024. A Lei 14.759, sancionada no final de 2023, estabelece o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, uma celebração que já ocorria em alguns estados brasileiros. A lei foi assinada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro.

O Projeto de Lei (PL) foi proposto inicialmente no Senado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e aprovado pela Comissão de Educação em agosto de 2021, durante o mandato do então presidente Jair Bolsonaro. Posteriormente, o projeto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, onde foi relatado pela deputada Reginete Bispo (PT-RS).

Antes da sanção da lei nacional por Lula, a data já era considerada feriado em seis estados, abrangendo cerca de 1.200 cidades. O dia 20 de novembro, escolhido para a celebração, marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares. Com a inclusão deste novo feriado, o mês de novembro passa a contar com três datas comemorativas: o Dia de Finados (2), a Proclamação da República (15) e, agora, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Informações TBN


Salão Branco do Palácio do STF. Foto: Hédio Júnior/O TEMPO Brasília

De acordo com informações do jornal O Tempo, vamos mergulhar na rotina do Supremo Tribunal Federal (STF). Quando o relógio do plenário se aproxima das 16h, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, interroga o ministro prestes a emitir um parecer: “O voto de Vossa Excelência é breve ou vai se prolongar?”. Essa pergunta sinaliza o início do intervalo, pausando a votação de um processo por pelo menos uma hora.

Durante esse intervalo, os ministros do STF aproveitam para fazer uma refeição, discutir um caso e, principalmente, realizar audiências. Com horários previamente marcados, eles recebem advogados, representantes de entidades de classe e autoridades que desejam defender suas perspectivas sobre um tema específico sob análise dos juízes.

As audiências das 16h ocorrem no Salão Branco, localizado atrás do plenário no Palácio do STF, na Praça dos Três Poderes. Dentro do salão, poltronas dispostas em nichos formam um cenário de rodízio de pequenas reuniões separadas apenas pela disposição das poltronas, com a maioria dos ministros presentes. Do lado de fora, aqueles com horário marcado aguardam ser chamados para substituir quem está saindo, enquanto o juiz permanece em seu espaço.

Alguns preferem não despachar ali. Desde que assumiu a liderança da Corte, Luís Roberto Barroso sobe para o 3º andar do palácio e recebe os convidados na sala de audiências do gabinete da presidência. Sua antecessora, Rosa Weber, tinha um estilo diferente e atendia as demandas de reuniões no próprio Salão Branco, junto aos colegas. Havia ocasiões em que o Salão Branco ficava lotado, como o dia em que ela recebeu um grupo de indígenas para discutir o marco temporal.

O decano Gilmar Mendes também prefere a privacidade. Durante os intervalos, ele deixa o prédio e vai de carro até o anexo II, a poucos metros de distância, onde sobe para o seu gabinete. Após suas audiências, ele retorna para a retomada da sessão.

Existem situações em que uma pessoa agenda horários com vários ministros no mesmo intervalo e vai de nicho em nicho de poltronas para ser ouvida pelos juízes. As solicitações são feitas por e-mail, conforme indicado no site do STF.

Informações TBN


Robinho foi preso após ter sido condenado na Itália por estupro  |   Bnews - Divulgação Montagem/BNews

A primeira-dama, Janja, tem se mostrando atuante na base do governo Lula (PT), inclusive opinando sobre os ministros e indicações do Executivo. No entanto, segundo o colunista Lauro Jardim, Janja também teria influenciado na prisão do ex-jogador Robinho. 

Às vésperas do julgamento, a socióloga teria ligado para o relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, para pressioná-lo a botar pela prisão para que o ex-jogador cumprisse no Brasil a pena de nove anos a que foi condenado na Itália por estupro.

Além disso, de acordo com o colunista, Janja também tem trabalhado nas cortes superiores para algumas indicações de juízes na Justiça Federal.

Informações BNews


Foto: Reprodução.

agricultor Arnaldo Zunizakae, de 51 anos, já recebeu comitivas de mais de 40 etnias indígenas de todo o país em sua reserva no município mato-grossense de Campo Novo do Parecis.

Todos vêm conhecer de perto a agricultura moderna praticada na aldeia, que transformou a qualidade de vida e saúde dos indígenas, praticamente extirpando os índices de desnutrição e mortalidade infantil. Ao mesmo tempo, o agronegócio ajudou a valorizar a língua e a cultura Paresí (ou Parecis), assegurando sua autonomia econômica e a manutenção do povo em suas terras. Tudo isso cultivando apenas 1,7% da área de 1,3 milhão de hectares.

Em duas décadas, a população da tribo Paresí saltou de 1.250 para mais de três mil índios, sendo 70% deles falantes da própria língua. “Hoje nós produzimos, preservamos e resgatamos nossa cultura. Por meio da agricultura, geramos renda e implementamos o etnoturismo. É algo inédito no Brasil. Não temos índios Paresi perambulando pelas ruas da cidade”, orgulha-se Zunizakae.

Arnaldo Zunizakae foi pioneiro ao enxergar na agricultura tecnológica uma forma de assegurar autonomia econômica para seu povo. Como tantos jovens da aldeia, nos anos 1990, ele se viu obrigado a buscar emprego nas fazendas vizinhas.

Os índios Paresí já tinham tradição no cultivo manual. “Coloquei uma coisa na minha cabeça. Vou fazer diferente, vou aprender isso aqui. Não vou apenas trabalhar para os outros”, recorda. E deu certo. Zunizakae aprendeu tudo o que pôde sobre lavouras, voltou para a aldeia e convenceu sua etnia a cultivar parte das terras férteis de forma mecanizada – os Paresí já tinham tradição do cultivo manual.

“Tínhamos quase 300 homens trabalhando fora de nossas terras. Precisávamos trazer esse povo de volta. O que eles sabiam fazer? Trabalhar com agricultura. Foi aí que desenhamos o projeto agrícola Paresí. No ano passado, os preços estavam mais favoráveis e distribuímos pouco mais de R$10 milhões em nossa cooperativa. Nesse ano foram R$ 6 milhões, o equivalente a 50 mil cestas básicas que o governo oferece para nós”, destaca Arnaldo, que é presidente da Cooperativa Agropecuária dos Povos Indígenas Haliti, Nambikwara e Manoki (Coopihanama).

Para se manterem na atividade, não basta aos Paresí serem bons agricultores. Eles precisam obter um desempenho acima da média, porque sofrem restrições e limitações só pelo fato de serem indígenas.

As proibições dificultam o acesso a mercados. Por imposição da Lei 11.460/2007, os Paresí são proibidos de cultivar transgênicos. Ironicamente, suas colheitas convencionais não podem ser vendidas para a Europa, maior mercado de grãos não transgênicos, nem para grandes tradings, devido a um boicote à produção em terras indígenas. “É um absurdo, é uma coisa que esse governo que hoje está de volta criou lá atrás para inviabilizar a agricultura em terra indígena. É tudo estratégia. Esse povo que está viajando pela Europa agora (pedindo para boicotar produtos do Cerrado brasileiro), eles estão lá a mando de alguém. É assim que foi imposta a proibição do plantio do transgênico, a proibição da compra de produtos de grãos de terras indígenas. Foram feitas por essas missões que viajam Europa afora”, diz Zunizakae.

“Índio tem direito de buscar o que é melhor para si” Em que condição estariam os Paresí hoje se não fosse a atividade agrícola? “Com toda certeza, a gente estaria como muitas outras etnias, envolvidos em coisas ilícitas e com esvaziamento da aldeia. Quando criamos essa atividade aqui dentro, foi para reverter a situação de desocupação da terra indígena. Outra coisa gravíssima que tínhamos era o alto número de mortalidade infantil por desnutrição. Então, teríamos todos os problemas que as outras etnias têm hoje no Brasil, principalmente aquelas que moram no Cerrado.”

Com informações da Gazeta do Povo.


A crucificação e a morte de Jesus na cruz estão entre os eventos centrais do cristianismo. Diversas igrejas ao redor do mundo afirmam ter um fragmento da chamada ‘verdadeira cruz’. Mas como elas conseguiram essas relíquias?

Na tradição cristã, Jesus morreu crucificado — Foto: Getty Images via BBC

Na tradição cristã, Jesus morreu crucificado — Foto: Getty Images via BBC 

Segundo a história em que os cristãos se baseiam, Jesus de Nazaré morreu crucificado por ordem do então prefeito romano da Judeia, Pôncio Pilatos. 

A jornada dele até aquela morte — uma série de episódios conhecida como Paixão de Cristo — é um dos elementos centrais das comemorações da Semana Santa

A crucificação é tão simbólica para o Cristianismo que a cruz acabou se tornando o símbolo das religiões que professam devoção à figura de Jesus Cristo. 

Mas o que aconteceu com a cruz original? 

Dezenas de mosteiros e igrejas em todo o mundo afirmam ter pelo menos um pedaço da chamada “verdadeira cruz” nos altares, para louvor dos seus fiéis. 

E muitos deles baseiam a veracidade da origem dessas relíquias em textos dos séculos 3 e 4, que narram a descoberta em Jerusalém do pedaço de madeira onde Jesus Cristo foi executado pelos romanos. 

“Essa história, que inclui o imperador romano Constantino e a mãe dele, Helena, foi o ponto inicial dessa trajetória da cruz de Cristo, que sobrevive até hoje”, explica Candida Moss, professora de História dos Evangelhos e Cristianismo Primitivo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. 

Ela baseia-se nos escritos de historiadores antigos como Gelásio de Cesareia e Tiago de Vorágine. Mas, para muitos historiadores de hoje, eles não determinam a autenticidade dos pedaços de madeira que vemos em vários templos ao redor do mundo — nem podem servir como confirmação da origem dessas relíquias. 

“É muito provável que aquele pedaço de madeira não seja a cruz onde Jesus foi crucificado, porque muitas coisas poderiam ter acontecido com esse objeto. Por exemplo, os romanos podem tê-lo reutilizado para outra crucificação, em outro lugar e com outras pessoas”, raciocina Moss. 

A cruz também simboliza o sofrimento de Jesus antes da morte, segundo o relato das homilias — Foto: Getty Images via BBC

A cruz também simboliza o sofrimento de Jesus antes da morte, segundo o relato das homilias — Foto: Getty Images via BBC 

Mas, então, como surgiu a história da “verdadeira cruz” e por que existem tantas peças que supostamente fazem parte da madeira “original”? 

“(Isso se deve ao) desejo de ter uma proximidade física com algo que acreditamos”, responde o historiador Mark Goodacre, especialista em Novo Testamento da Universidade Duke, nos Estados Unidos

“As relíquias cristãs são mais um desejo do que algo verdadeiro”, diz ele. 

Procissão do Fogaréu: entenda túnica usada por farricocos 

Na narrativa do Evangelho, após a morte de Jesus na cruz, o corpo dele foi levado para um túmulo onde hoje é a Cidade Velha de Jerusalém

E, durante quase 300 anos, não houve menção alguma ao pedaço de madeira usado na crucificação. 

Foi por volta do século 4 que o bispo e historiador Gelásio de Cesaréia publicou um relato em seu livro A História da Igreja sobre a descoberta em Jerusalém da “verdadeira cruz” por Helena, uma santa da Igreja Católica. 

Helena também era mãe do imperador romano Constantino, que impôs o Cristianismo como religião oficial do império. 

A história, referenciada por outros historiadores e por escritores como Tiago de Voragine no livro Lenda Dourada, do século 13, indica que Helena, enviada pelo filho para encontrar a cruz de Cristo, foi levada para um local próximo do Monte Gólgota, onde Jesus foi supostamente crucificado. Havia ali três cruzes. 

Algumas versões indicam que Helena, ao duvidar de qual seria a cruz verdadeira, colocou uma mulher doente próxima de cada uma das cruzes — e aquela que curou a mulher foi considerada a autêntica. 

Outros historiadores afirmam que a “cruz verdadeira” foi reconhecida porque era a única das três que apresentava sinais de ter sido usado para uma crucificação com pregos — segundo o Evangelho de João, Jesus foi o único que foi crucificado com esse método naquele dia. 

“Toda essa história faz parte do desejo por relíquias que começou a ocorrer no cristianismo durante os séculos 3 e 4”, contextualiza Goodacre. 

O acadêmico destaca que os primeiros cristãos não tinham como foco a busca ou a preservação desse tipo de objeto como fonte de devoção. 

“Nenhum cristão durante o primeiro século colecionava relíquias de Jesus”, destaca ele. 

“À medida que o tempo passou e o cristianismo se expandiu pelo mundo naquela época, os seguidores da religião começaram a criar formas de ter alguma conexão física com a pessoa que consideram o salvador”, acrescenta o acadêmico. 

A origem da busca por essas relíquias tem muito a ver com os mártires. 

Segundo historiadores, o culto aos santos começou a ser uma tendência dentro da Igreja Católica. Desde cedo, por exemplo, se estabeleceu que os ossos dos mártires eram evidências do “poder de Deus operando no mundo”, pois eles supostamente produziam milagres que “provavam” a eficácia da fé. 

E, como Jesus ressuscitou, não foi possível procurar os ossos dele: segundo a Bíblia, depois de três dias no túmulo, o regresso de Cristo à vida e a posterior “ascensão ao céu” foram corporais. 

Com isso, só restaram os objetos, como a cruz e a coroa de espinhos, entre outros. 

“Esse período de tempo, quase três séculos após a morte de Jesus, é o que torna improvável que os objetos encontrados em Jerusalém, como a cruz onde ele morreu ou a coroa de espinhos, sejam autênticos”, observa Goodacre. . 

“Se isso tivesse sido feito pelos primeiros cristãos, que tiveram um contato mais próximo com os acontecimentos, poderíamos falar na possibilidade de que fossem reais, mas não foi assim que aconteceu.” 

Relíquias para encher um navio

Parte da cruz entregue à missão capitaneada por Helena foi levada para Roma (o outro pedaço permaneceu em Jerusalém). Segundo a tradição, grande parte dos restos de madeira está preservada na Basílica de Santa Cruz, na capital italiana. 

Com o “descobrimento” e a expansão do cristianismo pela Europa durante a Idade Média, a cruz se tornou o símbolo universal da religião. Nesse período, iniciou-se também a multiplicação de fragmentos da cruz, que foram parar em outros templos. 

Esses pedaços são conhecidos como lignum crucis (“madeira da cruz”, em latim). 

Além da Basílica da Santa Cruz, as catedrais de Cosenza, Nápoles e Gênova, na Itália, o mosteiro de Santo Turíbio de Liébana (que tem a peça maior), Santa Maria dels Turers e a Basílica de Vera Cruz, na Espanha, afirmam ter um fragmento do tronco onde Jesus Cristo foi executado. 

A Abadia de Heiligenkreuz, na Áustria, também guarda uma peça. Outro segmento muito importante está na Igreja da Santa Cruz, em Jerusalém

Junto com as evidências físicas, os concílios de Niceia, no século 4, e de Trento, no século 16, deram validade espiritual à devoção destas relíquias. 

Devido à perseguição, os primeiros cristãos não guardaram muitos objetos relacionados à presença física de Jesus, afirmam historiadores — Foto: Getty Images via BBC 

Um tratado católico de 1674 afirma: “O sentido religioso do povo cristão encontrou, em todos os tempos, uma expressão em formas variadas de piedade em torno da vida sacramental da Igreja com a veneração das relíquias.” 

Esses registros também indicam que as próprias relíquias não são “objetos de salvação”, mas meios para alcançar intercessão e “benefícios por meio de Jesus Cristo, seu Filho, nosso Senhor, que é nosso redentor e salvador”. 

Da mesma forma, a multiplicidade de fragmentos foi questionada na época por diversos pensadores. 

O teólogo francês João Calvino destacou no século 16, em meio a um boom no tráfico de relíquias onde pedaços da chamada “verdadeira cruz” foram espalhados por igrejas e mosteiros, que, “se quiséssemos recolher tudo o que foi encontrado (da cruz), haveria o suficiente para encher um grande navio”. 

No entanto, esta afirmação foi posteriormente refutada por vários teólogos e cientistas ao longo da História. 

Recentemente, Baima Bollone, professor da Universidade de Turim, na Itália, destacou num estudo que, se todos os fragmentos que afirmam fazer parte da cruz de Cristo fossem reunidos, “só conseguiríamos restaurar 50% do tronco principal”. 

“É muito provável que Helena tenha encontrado um pedaço de madeira, mas o que também é muito provável é que alguém o tenha colocado naquele local para dar ideia de que aquela era a cruz onde Jesus morreu”, pondera Moss. 

O acadêmico indica que há outra dificuldade em comprovar se estas peças realmente pertenceram, pelo menos, a uma crucificação ocorrida no tempo de Cristo. 

“Por exemplo, a datação por carbono, que seria uma das primeiras coisas a se fazer num caso desses, é cara. Uma igreja de porte médio não tem fundos para realizar este tipo de trabalho”, diz ele. 

Mesmo que fosse possível financiar tal estudo, a investigação pode afetar a integridade da relíquia. 

“A datação por carbono é considerada intrusiva e um tanto destrutiva. Mesmo que seja necessária apenas cerca de 10 miligramas de madeira, esse processo ainda envolve o corte de um objeto sagrado”, observa Moss. 

Em 2010, o pesquisador americano Joe Kickell, membro do Comitê de Investigação Cética, conduziu um estudo para determinar a origem das lascas que eram consideradas parte da “verdadeira cruz”. 

“Não há uma única evidência que apoie que a cruz encontrada por Helena em Jerusalém, ou por qualquer outra pessoa, venha da verdadeira cruz onde Jesus morreu”, escreveu Kickell num artigo. 

Tanto para Moss quanto para Goodacre, a possibilidade de encontrar a verdadeira cruz de Cristo é muito remota. 

“Teríamos que fazer um trabalho arqueológico, não teológico. E, mesmo assim, seria muito improvável encontrar uma madeira de mais de dois milênios atrás”, especula Goodacre. 

Nesse sentido, para Moss as dificuldades vêm até do objeto a ser procurado. 

“Tanto em grego como em latim, a palavra cruz se refere a uma árvore ou a uma vara vertical onde se praticava tortura”, explica o historiador. 

“Ou seja, possivelmente estamos falando de um único pedaço de madeira ou estaca, — e não do símbolo que conhecemos atualmente”, conclui ele.

Informações G1


Neste domingo (31), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para publicar uma mensagem de Páscoa. Ele destacou a data como um dia importante para os cristãos.

O político destacou ainda que a Palavra de Deus sempre deixou mensagens positivas e reflexivas a todos. Ele afirmou que Cristo é inspiração para qualquer pessoa de coração bom.

– Hoje é um dia importante para todos os Cristãos, e para toda a humanidade. Acreditar é uma escolha pessoal, contudo é válido lembrar que a Palavra sempre deixou mensagens positivas e reflexivas a todos. Cristo é inspiração para qualquer pessoa de coração bom. Os valores transmitidos por Ele formaram nossa civilização e ainda hoje ajudam a manter os pilares de nossa sociedade. Que este dia sirva para também restaurarmos nossa fé, seja espiritual, seja no futuro do nosso país, seja no mundo… Feliz Páscoa a todos – escreveu.

Ele concluiu o post com um versículo bíblico.

– Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; João 11:25.

*Pleno.News
Foto: EFE/ Andre Borges