
Conforme nota técnica do Ministério da Saúde, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), amplia a faixa etária para vacinação contra a dengue para pessoas com idades de 4 aos 59 anos 11 meses e 29 dias. A estratégia temporária segue até o fim do estoque das doses com validade até 30 de abril.
A vacinação ocorrerá no Auditório da própria SMS, das 9h às 17h. Para receber a vacina, as pessoas deverão apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.
A SMS recebeu inicialmente 17.688 doses da vacina e alerta que o estoque do imunizante está próximo do fim.
CONTRAINDICAÇÃO
De acordo com a nota técnica do Ministério da Saúde, a vacina contra a dengue não pode ser aplicada em pessoas que foram infectadas pela doença nos últimos seis meses, mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pessoas alérgicas aos componentes da vacina. Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles recebendo terapias imunossupressoras tais como quimioterapia ou altas doses de corticosteróides sistêmicos dentro de quatro semanas anteriores à vacinação.
Além de indivíduos com infecção por HIV sintomática ou infecção por HIV assintomática quando acompanhada por evidência de função imunológica comprometida.

Uma mulher identificada como Rafaela Ramos dos Santos, 31 anos, foi assassinada dentro da própria residência, no condomínio residencial Campo Belo, no bairro Campo do Gado Novo, em Feira de Santana.
Ela foi atingida com golpes de faca nas costas, tórax, pescoço e mão. Segundo informações obtidas pelo portal Acorda Cidade, uma criança que estava no local apresentava corte em uma das mãos.
De acordo com a polícia, o corpo foi encontrado no corredor da sala, na madrugada desta terça-feira (23). A vítima estava seminua, trajando apenas um short.
Relatos chegados até a Polícia Militar apontam como suspeito um homem com quem a vítima teve um relacionamento. Ele teria fugido após o crime pelo matagal em torno do residencial onde o assassinato ocorreu. A Polícia Civil já iniciou as investigações.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Depois de uma longa batalha judicial, foi aprovado o projeto de lei para deportação de migrantes da Ruanda, na África, em busca de asilo no Reino Unido. A oposição e os pares independentes cederam à proposta do premiê britânico Rishi Sunakna, na noite desta segunda-feira, 22. O projeto deve receber a sanção real nesta terça-feira.
O objetivo da lei é impedir migrantes em situação ilegal de entrarem no país e barrar as atividades de redes de tráfico de pessoas.
Fontes do Ministério do Interior afirmaram que já identificaram os solicitantes de asilo com “fracos fundamentos legais” para permanecer no Reino Unido. Estes farão parte do primeiro grupo a ser enviado para o leste da África em julho. O governo irá fretar voos comerciais para que essas pessoas possam retornar ao seu país de origem.
O projeto de lei permite recursos se o solicitante de asilo enfrentar um “risco real, iminente e previsível de sérios danos irreversíveis” caso volte para Ruanda”. Eles devem apresentar um recurso dentro de oito dias após receberem uma carta de deportação.
Se o recurso for rejeitado pelo Ministério do Interior, o cidadão africano terá sete dias para apresentar um recurso final a um tribunal superior, que decidirá sobre o caso dentro de 23 dias.
Funcionários do Ministério do Interior alertaram que há o risco de milhares de solicitantes de asilo “desaparecerem” assim que as remoções começarem. Eles podem buscar formas de evitar receber a notificação de que serão enviados de volta para Ruanda.
Em coletiva de imprensa, o primeiro-ministro informou que os primeiros voos para remover solicitantes de asilo para Ruanda estavam planejados para partir entre 10 e 12 semanas.

Denisa Delić, diretora de defesa do Comitê Internacional de Resgate no Reino Unido, declarou na segunda-feira: “Independentemente da aprovação do projeto de lei de segurança para Ruanda, enviar refugiados para o país, hoje, é uma abordagem ineficaz, desnecessariamente cruel e custosa.”
Informações Revista Oeste
Após convocação do primeiro lote de aprovados, em 25 de janeiro de 2024, novas nomeações foram interrompidas devido à interposição por um grupo de candidatos, junto ao CNJ

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), em observância à Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição, instituída pela Resolução n. 194 do Conselho Nacional de Justiça, nomeou, nesta terça-feira (23), mais 203 candidatos aprovados no concurso público do Edital n. 01/2023.
A prova do certame foi realizada em 23 de julho de 2023, para provimento de 277 vagas, sendo 61 para a Comarca de Salvador, distribuídas em 20 cargos, e mais 216 para 130 comarcas do interior, abrangendo, por exemplo, os cargos de Analista Judiciário (Área Judiciária – Subescrivão); Analista Judiciário (Área Judiciária – Oficial de Justiça Avaliador); e Técnico Judiciário (Escrevente de Cartório).
Após a realização do primeiro lote, em 25 de janeiro de 2024, novas nomeações foram interrompidas devido à interposição por um grupo de candidatos junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob a alegação da não observância dos percentuais mínimos para preenchimento das vagas destinadas aos candidatos autodeclarados negros e portadores de deficiência.
Em 12 de abril de 2024, foi homologado, no Plenário Virtual do CNJ, o acordo celebrado por esta Corte Estadual com os candidatos do concurso público para o provimento de cargos vagos de Analista e Técnico Judiciário.
Em retomada, os 203 novos atos de nomeação, assinados pela Presidente do TJBA, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, foram divulgados no Diário da Justiça Eletrônico de hoje, 23 de abril de 2024.
Neste segundo lote de nomeações, foram contemplados:
– 34 (trinta e quatro) candidatos aprovados para o cargo de Técnico Judiciário – Escrevente de Cartório, suprindo todas as Comarcas com previsão de vagas no Edital n. 01/2023;
– 106 (cento e seis) para o cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária – Subescrivão;
– 63 (sessenta e três) para o cargo Analista Judiciário – Área Judiciária – Oficial de Justiça Avaliador, restando somente 8 (oito) para alcançar o total de vagas ofertadas pelo Edital n. 01/2023.
Importante sinalizar que, para a operacionalização do segundo lote de novas nomeações, o Tribunal de Justiça levou em consideração os seguintes critérios:
– as Comarcas que apresentaram maior déficit de servidores, tendo por base a Tabela de Lotação de Pessoal (TLP) e os termos da Resolução 219/2016, do Conselho Nacional de Justiça;
– a reposição das vagas surgidas em razão das remoções de servidores aprovadas pelo Edital de Remoção n. 1/2023, disponibilizado do Diário de Justiça Eletrônico n. 3.445, de 01/11/2023;
– as Unidades Judiciárias monitoradas pelo Conselho Nacional de Justiça, em decorrência das recomendações e determinações oriundas do Processo Insp n. 0002298-23.2022.2.00.0000, instaurado a partir da inspeção realizada pela Corregedoria Nacional de Justiça, neste Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, no período de 16 a 20 de maio de 2022, para a verificação do funcionamento dos setores administrativos e judiciais do Tribunal de Justiça e das serventias extrajudiciais do estado da Bahia, em cumprimento à Portaria n. 32, de 11 de abril de 2022; e
– as Comarcas com servidores exercendo substituição, como Cachoeira e Pindobaçu.
Excepcionalmente, em razão do Procedimento de Controle Administrativo n. 0006821-44.2023.2.00.0000, algumas comarcas que não possuíam o maior déficit conforme a TLP foram contempladas em detrimento da regra principal, visando a atender à porcentagem de reserva dos candidatos cotistas.
As Comarcas do Extremo Oeste baiano também foram observadas, como exemplos de São Desidério, Correntina, Coribe, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. Para Formosa do Rio Preto, nada obstante não terem sido previstas vagas no Edital n. 01/2023, a respectiva Comarca está prevista nas macrorregiões dispostas no Anexo VI do referido Edital e poderá ser alcançada, em momento oportuno, pelo cadastro de reservas da Região correspondente ou, ainda, pelo cadastro de reservas geral do Concurso.
Ciente da relevante carência de servidores e necessidade de reforço de pessoal nas Unidades Judiciárias, a presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, reforça o compromisso e empenho em realizar novas nomeações.
Informações Bahia.ba

Casos de depressão, burnout e suicídio entre padres e pastores na última década têm preocupado a comunidade religiosa. O tema também levanta questionamentos sobre a necessidade de um trabalho de prevenção e acolhimento para esses líderes, apesar da dificuldade de abordagem sobre saúde mental no meio.
Em 2021, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que a cada 100 mortes no mundo, uma era por suicídio. A OMS não traz um recorte específico para líderes religiosos. Estudiosos do tema, no entanto, têm notado o aumento dos casos dentro dessa esfera.
A Sepal, organização missionária internacional, estabelecida no Brasil a partir de 1963 com o objetivo de servir pastores e líderes, desde 2016 alerta para o que chamou de “onda de suicídios”.
De acordo com a Sepal, “nos últimos anos, vários pastores americanos tiraram suas vidas e, assim como no Brasil, o fato passa a ter certa frequência”.
O psicólogo Daniel Guanaes, que também é pastor na Igreja Presbiteriana do Recreio, no Rio, aponta que no Brasil há uma carência de pesquisas voltadas para essa realidade, mas que “mesmo com essa dificuldade de notificação, o aumento do número é, de fato, real”.
Daniel que lidera o trabalho “Pastores Pela Vida” da Visão Mundial, em que busca estabelecer ações de cuidado com a saúde emocional de lideranças religiosas, acredita que a causa desse cenário “se deve a um somatório de fatores como pressão [do trabalho], sobrecarga, negligência de autocuidado e solidão”.
Em artigo publicado pelo Vatican News no ano passado, o padre Lício de Araújo Vale, que tem pesquisado sobre a temática, pontua que, de forma semelhante aos pastores, os principais fatores de risco para os padres são “o estresse, a solidão e a cobrança excessiva”.
Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo sacerdote, de agosto de 2016 a junho de 2023, 40 padres morreram por suicídio no Brasil.
Em muitos casos, a imagem teológica do sacerdote se contrapõe à imagem sociológica que lhe é atribuída na sociedade dita pós-moderna. A imagem teológica é aquela que o sacerdote projeta quando celebra os sacramentos e quando se relaciona com seus colaboradores mais próximos. Por outro lado, a imagem sociológica é aquela que o presbítero recebe da sociedade, muitas vezes diferente daquela que ele tem de si próprio, o que pode causar estresse, solidão e abatimento.
Padre Lício de Araújo Vale, em artigo no Vatican News
A VivaBem, o padre Lício afirma que o estresse ocupacional, gerado pelo trabalho do sacerdote, muitas vezes tem evoluído para a síndrome de burnout. Ele aponta como causas “a solidão e a cobrança excessiva tanto a nível pessoal, quanto da sociedade e da própria igreja”.
No caso dos líderes religiosos, há uma série de desafios específicos que podem contribuir para o aumento do risco de suicídio. Estes incluem o estresse do papel de liderança, expectativas elevadas da comunidade, conflitos interpessoais na igreja, solidão pastoral e o fardo emocional de lidar com as lutas e problemas das pessoas que lideram.
Além disso, o estigma em torno da saúde mental em algumas comunidades religiosas pode dificultar que os pastores busquem ajuda quando estão enfrentando dificuldades emocionais.
Desmistificar a busca por ajuda psicológica pode contribuir para que líderes religiosos encontrem tratamento para suas doenças emocionais a tempo de serem acompanhados e não terem seus quadros agravados. É importante oferecer apoio emocional e recursos de saúde mental tanto para os fiéis das igrejas quanto para os líderes religiosos
Criar ambientes de escuta e discussões de temas que falam de cuidado da saúde integral das pessoas, humanizando a figura pastoral, naturalizando o enfrentamento das doenças de ordem psíquica, em vez de demonizá-las, e acolhendo os líderes nas suas vulnerabilidades.
Daniel Guanaes
Padre Lício enxerga que “as igrejas podem ajudar elaborando programas de cuidado da saúde mental de seus líderes” e explica que a temática está sendo discutida com frequência na Assembleia dos Bispos.
Uma estratégia importante é a conscientização, por meio de cursos e palestras, para encorajar as lideranças religiosas a buscar ajuda profissional em casos de sofrimento mental ou psíquico.
Padre Lício de Araújo Vale
Se você ou alguém que você conhece precisa de apoio emocional, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188. A ligação é gratuita. Além disso, o site Mapa da Saúde Mental pode ser utilizado para encontrar um serviço mais próximo, trazendo informações sobre acolhimentos gratuitos ou de baixo custo.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece também a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que fazem o acolhimento para quem precisar.
Informações UOL

Uma xícara logo pela manhã, um cafezinho com os colegas ou amigas: ele relaxa, anima, é um elo de conexão social. Enfim: a infusão marrom-escuro é parte inalienável da vida de muita gente. Mas o café “pode definitivamente criar dependência”, alerta o toxicologista Carsten Schleh, autor do livro Die Wahrheit über unsere Drogen (A verdade sobre as nossas drogas).
Diversos estudos chegam à mesma conclusão, ao ponto de o distúrbio de consumo de cafeína (caffeine use disorder) ser atualmente um diagnóstico médico reconhecido. Segundo a revista Psychopharmacology, o café é a droga psicoativa mais consumida do mundo.
O país onde se consome mais café é Luxemburgo, com 8,5 quilos per capita anuais. Na Alemanha, essa cifra é de 4,8 quilos, acima dos 4,5 quilos por ano do Brasil. É possível que nos próximos anos o consumo vá cair, já que as mudanças climáticas ameaçam sua produção e colheita, fazendo subirem os preços. No momento, contudo, a tendência vai na direção de alta.
O café é uma mistura complexa de mais de mil substâncias, entre as quais polifenóis, corantes e flavorizantes naturais, vitamina B e magnésio. No entanto, o que torna seus grãos tão cobiçados é o alcaloide cafeína, também presente nas favas de cacau e em grande quantidade nos energy drinks. Certas folhas de chá contêm teína, uma substância quase idêntica.
Entre 15 a 30 minutos após o primeiro gole, a cafeína chega ao cérebro, onde se conecta aos receptores de adenosina.
A adenosina tem como função bloquear a liberação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, ela “põe o cérebro para dormir, deixa a gente cansada e preguiçosa”, explica Schleh.
Ao se conectar a esses receptores e bloqueá-los, a cafeína impede a ação tranquilizante e adormecedora da adenosina, deixando o organismo desperto. O efeito positivo, então, é que “o café estimula a tensão arterial, deixando mais disposto, ágil e produtivo”.
Assim como muitas outras substâncias psicoativas, a cafeína também eleva a liberação de dopamina, apelidada “hormônio da felicidade” por seu efeito físico estimulante. E essa ação é ainda potencializada pelo fato de os receptores da adenosina já estarem bloqueados pela cafeína.
Isso também desencadeia efeitos fisiológicos: “Quando se bebe muito café, formam-se novos receptores de adenosina”, e com isso a demanda dessa substância calmante aumenta, diz Schleh. A falta da bebida pode resultar em cansaço e irritabilidade, e outros sintomas de abstenção são: dores de cabeça, falta de concentração, prostração e insatisfação.
O toxicologista desfaz a ilusão: “A sensação deliciosa, relaxante da primeira xícara de café matinal também se deve ao abrandamento desses sintomas de privação.”
Apesar de seu potencial de criar dependência, um consumo moderado de café não é prejudicial para adultos saudáveis: “A dose é que faz o veneno”, resume Schleh. A Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (EFSA) recomenda um máximo de 400 miligramas de cafeína ao longo do dia, ou seja, de duas a cinco xícaras, dependendo do tamanho. Gestantes não devem exceder os 200 miligramas diários.
Dentro desses limites, a infusão tem francas vantagens para a saúde, sendo associada a uma menor probabilidade de diabetes 2, moléstias cardíacas, câncer hepático e uterino, de doença de Parkinson e depressão.
Quem reage à retirada do café com sintomas como tremores, suor frio ou ansiedadedepressiva, pode estar sofrendo de dependência de cafeína. Como durante muito tempo ela não foi reconhecida como vício, é comum os afetados não serem devidamente levados a sério.
Carsten Schleh aconselha que quem ingere cafeína acima dos limites recomendados vá reduzindo o consumo gradativamente. Como “a cafeína é uma das drogas mais inofensivas”, raramente é preciso uma privação radical, a qual, além de potencialmente envolver sintomas bem desagradáveis, aumenta o risco de uma recaída.
Informações UOL
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Imagem de São Jorge na Matriz de Quintino — Foto: Reprodução/TV Globo
Devido ao sincretismo religioso, orixá é celebrado neste 23 de abril, Dia de São Jorge: ‘Ogum encontrou São Jorge numa encruzilhada do Rio de Janeiro’, brinca historiador. Na Guerra do Paraguai, negros levados à batalha fizeram de Ogum seu guardião.
Ogum é São Jorge? Ialorixá e historiador explicam a relação
São Jorge é celebrado neste 23 de abril. Ogum, o orixá do ferro e da guerra, também.
No Rio de Janeiro, fiéis de várias regiões madrugam para homenagear o santo e o orixá. Nas alvoradas, os devotos lançam fogos, e igrejas católicas celebram missas logo cedo. À tarde, muitos se reúnem para comemorar a data com feijoada e cerveja gelada (veja o guia das feijoadas desta terça-feira).
Mas Ogum é São Jorge? Veja abaixo o que dizem estudiosos e religiosos.
“São divindades diferentes. Ogum é um orixá africano, um homem preto. Porém, no Brasil, a associação entre orixás e santos católicos foi necessária”, diz Preta Lagbara, mãe de santo dirigente do terreiro Ilê Axé Exu eti Ogum, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Para a sacerdotisa, ainda que Ogum e Jorge sejam personagens históricos diferentes, o sincretismo religioso entre divindades africanas e santos católicos permitiu que a religião permanecesse viva, uma vez que o culto às divindades africanas era proibido no Brasil.
“Nossas mais velhas eram muito sábias. Elas cultuavam essas imagens e deixavam o assentamento dos orixás por baixo do altar.Quando se chegava aos terreiros, viam as imagens dos santos católicos e entendiam que ali se cultuava o catolicismo, e não o candomblé”, explica a sacerdotisa.
Segundo a tradição católica, Jorge, o santo, nasceu na Capadócia, na Turquia. Já Ogum, originalmente, era cultuado no território que atualmente corresponde à Nigéria – a mais de 7 mil quilômetros da Península da Anatólia.
Na África, Ogum é o ferreiro dos orixás, ligado à guerra e à agricultura. Em algumas lendas, aparece como uma das primeiras divindades a chegar à Terra, o “Ayiê”, vindo do “Orum”, o Céu, para a criação. Noutras, Ogum foi humano, assim como São Jorge.
“Ele é cultuado na cidade de Irê-Ifé. E sim: Ogum teve vida terrena. Até hoje, em terras iorubás, existe ainda o lugar onde disseram que Ogum sumiu”, diz Preta. “Também era um grande guerreiro, um grande provedor, porque as ferramentas dele serviam para o plantio, para alimentar toda a sua comunidade.”
Já o pesquisador e historiador Luiz Antônio Simas, que é iniciado no culto a Ifá, uma religião tradicional africana, explica que história e mitologia se misturam quando se trata de biografias de orixás.
“Você tem mitos que o colocam como um orixá anterior à criação do mundo. Por outro lado, há mitos em que ele é esse personagem histórico. Teria sido rei de Irê, que, em certo momento, se divinizou. Um ancestral que se divinizou”, diz Simas.
O historiador explica ainda que o orixá é cultuado em outras religiões de matriz africana, como na umbanda, e ainda em outros países, como no Haiti e em Cuba.
A relação entre Ogum e a agricultura, no entanto, se perdeu por conta da escravidão.
“No Brasil ele vai perdendo essas características. E é normal que perca! Porque a agricultura, na história da escravidão, está ligada ao horror do cativeiro”, complementa Simas.
Nem todos os fiéis do ferreiro dos orixás o associam ao Santo Guerreiro. Nos cultos da Bahia, por exemplo, São Jorge foi sincretizado com outra divindade, Oxóssi. Mas, para Simas, em nenhum outro lugar a relação entre Ogum e São Jorge se estreitou tanto como entre os cariocas.
“Ogum encontrou São Jorge numa encruzilhada no Rio de Janeiro.”
Ainda que São Jorge e Ogum sejam celebrados com feijoadas (veja um roteiro das feijoadas desta terça), originalmente esta não era uma comida oferecida ao orixá.
“Aqui no Brasil, as pessoas as pessoas têm esse costume de fazer feijoada para Ogum. Porém, no continente africano, a comida que a gente oferece é o inhame-cará. Também se oferece o feijão torrado”, explica Preta Lagbara.
Não se sabe o porquê da associação entre um dos pratos mais tradicionais da gastronomia brasileira e o orixá da guerra.
Mas Simas arrisca: “Existem hipóteses para isso, desde a comida que te dá força, até o fato de o feijão ser um alimento rico em ferro, e Ogum é o orixá do ferro. É a diáspora que faz com que a feijoada seja uma alimentação votiva de Ogum”.
Outra religião que cultua Ogum é a umbanda. Diferente do candomblé, e de outras religiões de matriz africana, a maioria dos “pontos” (cânticos para louvar as entidades) é entoada em português. Alguns deles associam Ogum a um lugar chamado Humaitá.
“Ogum já jurou bandeira nos campos do Humaitá. Ogum já venceu demanda, vamos todos saravar”
“Caboclo mora na mata, Ogum lá no Humaitá. Xangô mora na pedreira, e a sereia lá no mar”
Humaitá é uma palavra de origem indígena. O IBGE, ao explicar o significado do nome – que se refere também a uma cidade no Amazonas –, o traduz como: “a pedra agora é negra”.
Mas o Humaitá citado nos “pontos” pode, na verdade, se referir à Fortaleza do Humaitá, local estratégico na Guerra do Paraguai. Depois que as tropas brasileiras tomaram o forte, o exército pôde avançar sobre os então inimigos paraguaios.
“A guerra do Paraguai é uma guerra em que a infantaria brasileira, a linha de frente, é muito marcada pela presença do negro. Existe uma fortaleza do Humaitá, que é vista como concretude, em que os negros brasileiros lutaram sob a Guarda de Ogum. Mas ela acaba ganhando uma dimensão também mística de um território do invisível onde essas espiritualidades estão também atuando”, explica Simas.
O g1 conversou com o doutor em história André Toral, autor de uma pesquisa sobre a participação negra na Guerra do Paraguai. Ele explica que, ainda que pessoas escravizadas correspondam a cerca de 4% a 7% da infantaria brasileira no conflito, a maioria dos soldados era de negros, mesmo que libertos.
“Os escravizados podiam participar da guerra como ‘substitutos’. Eram aquelas pessoas que os brancos ricos mandavam para a guerra para lutar em seu lugar. Se o cara era branco e rico, ele poderia mandar os escravos dele”, revelou Toral, que concorda com Simas quando se trata da memória acerca do episódio da tomada do Humaitá.
“O Humaitá foi, sem dúvida, a mais sangrenta posição que o Brasil conquistou. O Humaitá tem uma memória nesse sentido. Não é patriótico. É de sofrimento. É uma memória de dor”.
Informações G1

A CBF divulgou, na noite desta segunda-feira (22), as datas e os horários dos jogos da 3ª fase da Copa do Brasil. Há 32 clubes na disputa pelo título.
As partidas serão disputadas às terças, quartas e quintas. Os duelos de ida ocorrem já na próxima semana — inclusive no feriado de 1° de maio. Já a volta está programada para acontecer entre os dias 21 e 23 de maio.
O formato é o tradicional: em caso de empate no placar agregado, a vaga ficará com quem vencer a disputa por pênaltis. Não há desempate por gols fora de casa.
Jogos de ida (horários de Brasília)
30/04, 19h: Bahia x Criciúma
30/04, 20h: Operário-PR x Grêmio
30/04, 21h30: Atlético-MG x Sport
Copa do Brasil
01/05, 16h: Sampaio Corrêa x Fluminense
01/05, 16h: Brusque x Atlético-GO
01/05, 18h: Sousa-PB x Bragantino
01/05, 18h: Ypiranga x Athletico
01/05, 19h: Fortaleza x Vasco
01/05, 20h: América-RN x Corinthians
01/05, 21h30: Flamengo x Amazonas
01/05, 21h30: Inter x Juventude
02/05, 19h: Botafogo x Vitória
02/05, 19h30: Águia-PA x São Paulo
02/05, 20h30: CRB x Ceará
02/05, 21h30: Goiás x Cuiabá
02/05, 21h30: Palmeiras x Botafogo-SP
Jogos de volta (horários de Brasília)
21/05, 19h: Vitória x Botafogo
21/05, 20h: Corinthians x América-RN
21/05, 21h30: Vasco x Fortaleza
22/05, 18h30: Bragantino x Sousa-PB
22/05, 19h: Fluminense x Sampaio Corrêa
22/05, 19h: Atlético-GO x Brusque
22/05, 19h: Sport x Atlético-MG
22/05, 19h30: Grêmio x Operário-PR
22/05, 20h: Athletico x Ypiranga
22/05, 21h: São Paulo x Águia-PA
22/05, 21h30: Amazonas x Flamengo
22/05, 21h30: Juventude x Inter
23/05, 19h: Criciúma x Bahia
23/05, 19h: Botafogo-SP x Palmeiras
23/05, 21h30: Ceará x CRB
23/05, 21h30: Cuiabá x Goiás
Informações UOL

Pesquisa Ipec divulgada neste domingo, 21, mostra que o otimismo dos brasileiros em relação à economia do país piorou. Segundo o levantamento, 40% das pessoas acham que a situação econômica estará melhor daqui a seis meses, enquanto 31% são pessimistas quanto a isso. Em setembro do ano passado, 51% diziam acreditar na melhora, contra 27% que projetavam piora.
O levantamento indica ainda que, dentre oito áreas do governo Lula (foto), apenas educação tem mais avaliações positivas do que negativas.
As áreas de segurança pública e da saúde são avaliadas como ruins ou péssimas por 42% dos brasileiros.
Na área de segurança pública, 27% avaliam a gestão petista como boa ou ótima e 28% regular. 2% não souberam responder.
A avaliação de 42% entre ruim ou péssima se repete para a atuação do governo na saúde, área comandada pela ministra Nísia Trindade. 29% avaliam como boa ou ótima; 30%, como regular. 1% não soube responder.
Já a abordagem do governo frente ao aumento dos preços é ruim ou péssima para 46% dos entrevistados, o dobro do percentual dos que a consideram boa ou ótima: 23%. Outros 28% disseram avaliar o desempenho da gestão petista como regular.
A educação, pasta comandada pelo ministro Camilo Santana, tem resultado considerado bom ou ótimo por 38% da população, contra 31% que avaliam como ruins ou péssimos. 28% avaliam como regular.
O Ipec entrevistou 2 mil eleitores de 129 municípios entre 4 e 8 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%.
Informações O Antagonista

No programa Rotativo News, da Rádio Sociedade News FM 102.1, desta segunda-feira, o jornalista Joilton Freitas, analisou as últimas pesquisas eleitorais realizadas em Feira de Santana.
Confira o podcast completo: