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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

A Polícia Civil de Alagoas, por meio das equipes do 100º e 101º DP, Pindoba/Maribondo, em ação integrada com a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar da Bahia, logrou êxito no cumprimento de mandado de prisão expedido pela comarca de Maribondo em Alagoas, em desfavor de um homem de 27 anos na noite da última sexta-feira (19), pelo crime de estupro de vulnerável.

O homem é acusado de estuprar a enteada de 11 anos de idade. Consta na investigação que o padrasto se aproveitava de oportunidades as quais a menor estava dormindo para praticar atos libidinosos. O crime foi descoberto, pois ele gravava as cenas e negociou o aparelho celular com um familiar da menor de idade. Embora tenha apagado os vídeos e fotos, o tio da vítima os encontrou na lixeira do aparelho, o que possibilitou denúncia ao Conselho Tutelar de Maribondo em Alagoas e apresentação do caso à equipe policial.

 De imediato foi instaurado o inquérido policial, gerido pelo Delegado Rômulo Monteiro e apoio direito dos Chefes de Delegacia Francisco Júnior (cartório), José Maurício e Gilson Mário (serviço) e envolvimento de toda equipe investigativa, dada a gravidade do caso.

De posse dos depoimentos confirmatórios e as referidas provas, foi requerida a prisão preventiva do padrasto, sobretudo pela informação prestada pela genitora da menor (companheira do acusado) de que ele teria vendido a casa e se preparava para fugir da cidade. O pedido foi ratificado pelo representante do Ministério Público atuante em Maribondo, e concedido juíza de Direito competente.


Fotos: Zain Zamec|Secom|Ativa

A banda Adão Negro atraiu um grande público ao palco Reggae Vibes Jota Morbeck na noite deste sábado (20), dentro da programação da Micareta 2024. Com um repertório repleto de sucessos e mensagens de positividade, a banda mostrou mais uma vez por que é uma das mais queridas do cenário reggae nacional. Com um som envolvente e letras que tocam o coração, Adão Negro conquistou não só os fãs de reggae, mas também aqueles que buscavam uma experiência musical autêntica e vibrante.

No palco, a energia contagiante dos músicos se misturava com a vibração do público, que cantava em coro cada refrão e dançava ao ritmo contagiante das músicas. Entre clássicos como “Anjo Bom” e “Fim de Tarde”, e as novas composições que refletem a maturidade artística da banda, o show foi uma verdadeira celebração da cultura reggae.

Além da qualidade musical impecável, a performance de Adão Negro também se destacou pela interação com o público, mostrando o carisma e a conexão genuína que a banda tem com seus admiradores. Entre sorrisos, aplausos e momentos de pura comunhão, o show se tornou um daqueles que ficam na memória de quem teve a oportunidade de participar.

A programação da noite ainda contou com shows de Som de Feira, Jhon Robert, Papel de Seda, Rosana Dias, Nelma Marques, Marcelo Porradão e Dionorina. Além disso, para encerrar a noite, houve as apresentações de Abordagem e Ed Vox. Várias outras atrações vão passar pelo palco Reggae Vibes neste domingo (21), último dia da Micareta 2024. 


Fotos: Ativa/SECOM

Diversidade de gêneros e idades é uma característica marcante do público de Durval Lélys. Durvalino tem seguidores fieis e segue conquistando fãs. Sua passagem pelo Circuito Maneca Ferreira, na Micareta de Feira, neste sábado (20), mostrou que a energia, carisma e irreverência do rei do axé music continua encantando diferentes gerações.

Durval, que fez sua estreia na Micareta em 1985, trouxe para avenida sucessos como “Eternamente Asa” e “Hoje é Dia do Asa”. Os foliões pularam, dançaram e se divertiram muito no embalo dessas músicas. 

Durval também fez uma homenagem a Dodô e Osmar, cantando a música “Chame Gente”, que, segundo ele, é o hino do Carnaval da Bahia. Os foliões amaram esse momento. 

No trio, Durval disse que estava feliz em rever o prefeito Colbert Martins Filho, que estava prestigiando a sua apresentação no camarote. Durval agradeceu pelo convite para cantar na Micareta e fez um pedido. 

“Prefeito, que honra ter você aqui conosco. No próximo ano, o nosso trio tem que ir e voltar na avenida. É muito bom cantar aqui. E mais uma vez, aquele abraço carinhoso de admiração e respeito a você, por esse grande prefeito que é. Obrigado pelo convite. É sempre bom revê-lo”, disse. 


Esquadrão enfrentará o rival pela terceira rodada da Série A


Fonte: Divulgação / EC Bahia

O elenco do Bahia concluiu a preparação para o clássico contra o Vitória, marcado para este domingo (21), no Barradão, pela terceira rodada da Série A.

Na véspera do Ba-Vi, os trabalhos no CT Evaristo de Macedo tiveram início com uma rápida ativação na academia. Em seguida, o grupo foi dividido em dois, ocupando os campos 1 e 2.

No campo 1, o técnico Rogério Ceni coordenou um treino, no qual o técnico Rogério Ceni interrompeu algumas vezes para ajustar o posicionamento e corrigir detalhes da equipe.

Enquanto isso, no campo 2, os demais jogadores trabalharam especificamente em bolas paradas, tanto ofensivas quanto defensivas, sob a orientação do auxiliar Charles Hembert. Ambos os grupos participaram das duas sessões de treino.

Para finalizar, ainda houve um treino em espaço reduzido no campo 2, enquanto alguns atletas focaram em aprimorar suas finalizações no campo 1.

Provável escalação

Segundo afirmação do próprio treinador tricolor, a tendência é de “uma ou duas mudanças” em relação ao último jogo.

As principais dúvidas estão na zaga e no ataque. Gabriel Xavier tenta manter a titularidade e tem Kanu como concorrente. No ataque, Ademir disputa sua permanência na equipe com Biel e Estupiñán.

Um provável Bahia tem: Marcos Felipe; Arias, Gabriel Xavier (Kanu), Cuesta e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Cauly; Thaciano e Ademir (Biel ou Estupiñán).

A escalação oficial será publicada uma hora antes de a bola rolar. O Ba-Vi está marcado para 16h deste domingo (21).


Fazer amizade na fase adulta é mais difícil; pandemia e trabalho dificultam
Fazer amizade na fase adulta é mais difícil; pandemia e trabalho dificultam Imagem: iStock

Os amigos têm papel importante na nossa vida: trazem suporte emocional em momentos bons e ruins, na “alegria e na tristeza”. Aliás, é na amizade que muitas pessoas podem encontrar o conforto que não tiveram na família.

O problema é que, para algumas pessoas, nem sempre é fácil criar novos laços (ou manter os antigos), principalmente na fase adulta, quando tudo parece ficar mais complexo —filhos, agenda lotada, trabalho e por aí vai.

‘Mais difícil fazer novos vínculos’

A pandemia e as novas relações de trabalho dificultam esse processo.

“As relações interpessoais sempre me causam certo cansaço, de pensar todo o planejamento de sair com aquela pessoa. Sinto que é mais difícil que esses novos vínculos apareçam naturalmente”, diz a escritora e roteirista Vanessa Airallis, 21.

Na pandemia, ela passou (e ainda passa) grande parte do dia em casa: Vanessa faz um curso a distância e, além disso, um dos trabalhos dela é home office.

Me formei em 2019 na escola e, com a pandemia, passei muito tempo em casa. Depois que acabou, sinto uma dificuldade muito grande de fazer amizade.”

A escritora tenta frequentar locais para fazer amigos, o que nem sempre trouxe resultados. Depois que voltou ao trabalho presencial, conseguiu novas amizades, mas não são profundas.

Consigo encará-los como amigos, mas nem tanto. É uma amizade dentro da empresa, fora da empresa, não.”

Pandemia, trabalho e cansaço

Todos nós fomos “vítimas” de uma reclusão necessária na pandemia —e isso agravou os relacionamentos, explica Vinicius Barbati, psicólogo do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, gerido pelo IRSSL (Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês).

Este processo prejudicou os vínculos sociais e agravou quadros psicopatológicos anteriores.

O psicólogo também explica que os adultos da geração Y e os primeiros da geração Z entraram em um mercado de trabalho marcado por mudanças.

Há aumento da fragilização dos vínculos trabalhistas e aguda exaustão em função da sobrecarga física e mental da vida profissional. Nesse cenário, um tema comum, que vai existir em qualquer encontro social de pessoas entre 25 a 45 anos, é estar cansado.”

A construção de novos vínculos ou a manutenção de muitas amizades podem ser vividos como mais uma “tarefa árdua” na já sobrecarregada vida do adulto do nosso tempo, diz o psicólogo.

‘Minha melhor amiga morreu’

Situações mais graves, como lutos, podem criar barreiras adicionais.

A psicóloga Natalia Cirigussi, 26, perdeu a melhor amiga em 2019, de forma abrupta. As duas eram tão próximas que até uma tatuagem fizeram juntas, além de dividirem o mesmo apartamento no último ano da faculdade.

“Minha história com a Joyce foi muito breve, mas intensa”, conta. Elas se conheceram durante o curso de psicologia e criaram uma rápida conexão em três anos.

Joyce morreu aos 23 após sofrer um acidente de moto, em Fernandópolis (SP), onde as duas estudavam. A morte da amiga fez com que Natalia se sentisse desamparada. Logo depois, ela mudou de cidade e se viu sozinha, com dificuldade de fazer novos vínculos.

Neste período de luto, conheci inúmeras pessoas, mas estava fechada emocionalmente. Tinha consciência disso, com ajuda da minha própria análise. Fiz alguns vínculos, mas que não se aprofundaram.”

O luto me marcou com medo inconsciente da perda, de me apegar a outra pessoa e perdê-la de novo.”

Amizade entre as duas durou 3 anos, mas foi intensa
Amizade entre as duas durou 3 anos, mas foi intensa Imagem: iStock

As “escolhas da vida”, como mudar de cidade, também são pontos que justificam a dificuldade para criar vínculos mais fortes. A terapia foi essencial para lidar com a fase.

Quando as pessoas não conseguem atravessar esse período, seja do luto, da decepção ou do rompimento, ela pode se fechar para novas experiências se for muito rígida emocionalmente. Felizmente, não aconteceu comigo, mas também foi necessário muito trabalho psíquico.”

Atualmente morando em São Vicente (SP), a psicóloga já se programou para fazer atividades, como ioga e natação, que favoreçam novos contatos. “Só agora me sinto emocionalmente disponível para me colocar nesses ambientes.”

Fica realmente mais difícil fazer amigos?

Sim. Quando somos mais novos, costumamos ter mais tempo e ambientes (escola, hora do recreio) para socializar e conhecer pessoas. Já adultos, o cenário muda: mais responsabilidades, trabalho, filhos, cuidados com a casa e, de fato, o tempo fica mais escasso, explica a psicóloga Cecilia Dassi.

Chegamos em um momento em que precisamos decidir como vamos investir nosso tempo, em quais vínculos investir a energia: de saber como a pessoa está, escutar, acolher, dar suporte no momento em que precisa, de realmente nutrir essa relação.
Cecilia Dassi, psicóloga

A psicóloga, que é ex-atriz da Globo, criou “sem querer” uma grande rede entre seguidores que sentiam falta de uma amizade na pandemia —e que dura até hoje.

“Recebi muitas mensagens de gente falando que se sentia sozinha e pensei em como juntar essas pessoas.”

A psicóloga resolveu, então, pedir ajuda para criar grupos no WhatsApp. Os grupos lotaram em pouco tempo e, depois, subgrupos também saíram de lá.

A coisa foi crescendo lindamente. Muitos se juntaram para ver filmes do Oscar, outros criaram um grupo de leitura e até paquera já teve. Fez bem para as pessoas, especialmente no período da pandemia.”

‘Puxo assunto com todo mundo’

Cássia começou a puxar assunto com pessoas presentes na rotina dela
Cássia começou a puxar assunto com pessoas presentes na rotina dela Imagem: Arquivo pessoal

A advogada Cássia de Menezes, 29, concorda que a “correria” da vida traz mudanças nas relações com os amigos. Muitas vezes, é necessário fazer malabarismos para conseguir marcar algo.

É difícil manter as amizades no padrão que a gente mantinha quando era mais novo, como na época da escola, faculdade, quando éramos muito próximos dos amigos. Além disso, tem a evolução de cada um, que vai para lados diferentes. Nossos amigos se casam, têm filhos e podem mudar de cidade.”

Morando sozinha, Cássia diz que passava boa parte dos finais de semana sem falar com ninguém —no máximo, mandava áudio no WhatsApp. Depois de assistir a uma série sobre a importância da amizade no envelhecimento, ficou reflexiva.

Lembro de ter visto que o que pode ajudar no envelhecimento é a vida em comunidade. As pessoas são amigas, são próximas e cuidam umas das outras. Com isso, pensei: ‘Acho que eu preciso ser mais legal e mais próxima das pessoas’.”

A advogada começou a demonstrar mais interesse pelas pessoas que conhecia em atividades cotidianas e, até agora, a “estratégia” de puxar assunto trouxe resultados positivos —por enquanto, ainda de forma superficial.

Faço ioga e, depois da atividade, sento no sofá, pego uma água e fico conversando com o professor — claro, respeitando o tempo dele. Fiz o mesmo com os professores da musculação e com a recepcionista do meu trabalho. Claro que são amizades ainda superficiais, que se aprofundam pouco (…) É um processo ainda recente, mas que já gerou resultados positivos.”

Qual a importância da amizade?

Ter amigos faz bem para a saúde, mostram estudos
Ter amigos faz bem para a saúde, mostram estudos Imagem: Valeriy_G/Getty Images/iStockphoto

Estudos mostram que ter relações de amizade é fundamental para viver de forma mais saudável e até mais longa.

Estudos apontam que ter pessoas com quem você pode contar ajuda a diminuir o estresse, risco de depressão e aumenta a expectativa de vida. De forma geral, ter bons relacionamentos é um fator essencial para a manutenção da saúde mental.
Alana Anijar, psicóloga pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

Ao longo do nosso amadurecimento, é normal valorizar mais os poucos amigos —mas verdadeiros— do que muitos relacionamentos rasos e superficiais, segundo a psicóloga.

Existe uma diferença entre ser introvertido ou apreciar seu tempo de solitude e de se isolar. Embora algumas pessoas se sintam confortáveis com poucas amizades, é importante reconhecer quando a solidão se torna um problema. 
Alana Anijar, psicóloga

Como fazer novos amigos?

Os psicólogos consultados por VivaBem deram as seguintes dicas:

Esteja aberto para o novo: se receber um convite para sair, veja se vale a pena, se os interesses em comum fazem sentido.

Procure grupos de assuntos de que você gosta, como de leitura, esportes, filmes, entre outros. Busque nas redes sociais, como o Facebook e Telegram.

Dica para fazer amizades: busque grupos com interesses em comum
Dica para fazer amizades: busque grupos com interesses em comum  Imagem: iStock

Fora do online, também é possível fazer aulas de assuntos de interesse, como ioga, crossfit, aula de dança, de fotografia, clubes de leitura em bibliotecas, etc.

Não tenha medo de dar o primeiro passo: se existe abertura do outro lado, chame a pessoa para sair.

Tenha em mente que fazer novas amizades dá trabalho, então é preciso ter um pouco de paciência mesmo.

Procure ajuda de um especialista se a socialização ficar difícil demais.

Informações UOL


Foto: Reprodução/Bill Clark/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images.

Na quarta-feira (17.abr.2024), a Comissão de Assuntos Judiciários da Câmara dos Deputados dos EUA solicitou ao Departamento de Estado, vinculado à Casa Branca, que fornecesse todos os documentos e correspondências entre o departamento e o governo brasileiro relacionados a ordens, solicitações ou mandados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o bloqueio ou proibição de perfis no X (ex-Twitter) ou em outras plataformas. As informações são do Poder 360.

A comissão também solicitou os documentos e comunicações entre os funcionários do Departamento de Estado e o corpo diplomático americano no Brasil que possam estar relacionados a ordens, solicitações ou determinações do TSE e do STF sobre o bloqueio ou proibição de perfis no X ou em outras redes sociais. O prazo para a entrega dos documentos é 30 de abril de 2024.

O pedido é direcionado a duas funcionárias do Departamento de Estado: a Subsecretária de Segurança Civil, Democracia e Direitos Humanos, Uzra Zeya, e a Enviada Especial e Coordenadora para a Liberdade Digital, Eileen C. Donahoe. O pedido é assinado pelo republicano Jim Jordan, aliado político do ex-presidente dos EUA Donald Trump.

No documento, Jordan afirmou que a comissão está “supervisionando como e até que ponto o Poder Executivo coagiu ou conspirou com empresas e outros intermediários para censurar discursos legais”. Nesse contexto, “examinou como os governos de outros países, incluindo o Brasil, tentaram censurar o discurso online”.

O deputado republicano afirmou que “relatórios recentes” indicam que “o governo brasileiro está tentando coagir” a X Corp., a empresa responsável pelo X, a bloquear “certos perfis” na rede social que “considera estarem disseminando desinformação”.

Jordan declarou que, “depois que o X apoiou a liberdade de expressão, um juiz brasileiro iniciou uma ação contra o X e seu proprietário, Elon Musk, por se recusarem a ceder às demandas de censura do Brasil”.

O republicano se refere a Alexandre de Moraes, ministro do STF. O magistrado determinou em 7 de abril a inclusão de Musk como investigado no inquérito das milícias digitais, protocolado em julho de 2021 e que investiga grupos por condutas contra a democracia. O documento levanta a hipótese de “dolosa instrumentalização criminosa”. A plataforma está proibida de desobedecer qualquer ordem judicial emitida.

“O X indicou que está sendo ‘forçado por decisões judiciais a bloquear certas contas populares no Brasil’ ou enfrentará sérias consequências, incluindo multas pesadas, a prisão de funcionários do X e o fechamento no Brasil”, afirmou Jordan.

O republicano declarou que “as exigências de censura” foram dirigidas a “críticos do governo brasileiro”. Entre eles, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), “integrantes conservadores do legislativo federal”, jornalistas, integrantes do judiciário e “até mesmo um cantor gospel e uma estação de rádio pop”.

Em seguida, Jordan citou as responsabilidades dos dois setores do Departamento de Estado aos quais o pedido é dirigido.

A Subsecretária de Segurança Civil, Democracia e Direitos Humanos deve “promover a segurança do povo americano, ajudando países ao redor do mundo a construir sociedades mais democráticas, seguras, estáveis e justas”. Já a Enviada Especial e Coordenadora para a Liberdade Digital é responsável por “promover as prioridades dos EUA em torno da liberdade online, inclusão digital e integridade da informação”.

Por isso, além dos pedidos de documentos e comunicações, Jordan solicitou que seja organizada uma audiência com especialistas para dizer como o Departamento de Estado “pretende responder a esses ataques à liberdade de expressão no Brasil”.

RELATÓRIO 

A Comissão de Assuntos Judiciários da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou na quarta-feira (17.abr) um relatório em que acusa Alexandre de Moraes de “censurar” qualquer oposição brasileira com “uma plataforma de crítica” ao atual “governo de esquerda”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O documento, intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior e o silêncio da administração Biden: o caso do Brasil”, também é assinado por Jim Jordan.

O texto foi publicado após o X enviar à comissão um compilado de pedidos feitos pela Suprema Corte e pelo TSE para que a rede social derrubasse perfis e conteúdos na plataforma. Leia mais sobre o relatório aqui.

MUSK X MORAES 

Alexandre de Moraes determinou em 7 de abril a inclusão do proprietário do X como investigado no inquérito das milícias digitais. O ministro do STF também iniciou um novo inquérito para investigar a conduta de Elon Musk. O magistrado quer que se investigue o crime de obstrução à Justiça, “inclusive em organização criminosa e em incitação ao crime”.

Em 6 de abril, Elon Musk questionou por que Alexandre de Moraes “exige tanta censura no Brasil”. O empresário respondeu a uma publicação do ministro no X de 11 de janeiro.

O comentário de Musk veio na sequência de acusações feitas pelo jornalista americano Michael Shellenberger em 3 de abril. Segundo Shellenberger, o ministro tem “liderado um caso de ampla repressão da liberdade de expressão no Brasil”.

Os comentários críticos escalaram o tom e Musk disse que pensa em fechar o X no Brasil e que divulgará as exigências de Moraes que violam leis. Ele também chamou o ministro de “tirano”, “totalitário” e “draconiano”, dizendo que ele deveria “renunciar ou sofrer um impeachment”.

TWITTER FILES BRAZIL 

Em 3 de abril, o jornalista americano Michael Shellenberger publicou uma suposta troca de e-mails entre funcionários do departamento jurídico do X no Brasil de 2020 a 2022 falando sobre solicitações e ordens judiciais recebidas a respeito de conteúdos de seus usuários.

As mensagens mostrariam pedidos de diversas instâncias do Judiciário brasileiro solicitando dados pessoais de usuários que usavam hashtags sobre o processo eleitoral e moderação de conteúdo.

Shellenberger criticou especificamente o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, por “liderar um caso de ampla repressão da liberdade de expressão no Brasil”.

Segundo ele, Moraes emitiu decisões pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que “ameaçam a democracia no Brasil” ao pedir intervenções em publicações de integrantes do Congresso Nacional e dados pessoais de contas –o que violaria as diretrizes da plataforma. Os autos dos processos mencionados no caso estão sob sigilo.

O caso foi batizado de Twitter Files Brazil em referência ao Twitter Files originalmente publicado em 2022, depois que Musk comprou o X, em outubro daquele ano.

À época, Musk entregou um material a jornalistas que indicavam como a rede social, nas eleições americanas de 2020, colaborou com autoridades dos Estados Unidos para bloquear usuários e suprimir histórias envolvendo o filho do candidato à presidência do país Joe Biden.

Os arquivos publicados por jornalistas incluem trocas de e-mails que revelam, em certa medida, como o Twitter reagia a pedidos de governos para intervir na política de publicação e remoção de conteúdo. Em alguns casos, a rede social acabava cedendo.

No caso brasileiro, Musk não foi indicado como a fonte que forneceu o material, no entanto, o empresário escalou críticas a Moraes durante alguns dias.

Informações TBN


Foto: Reprodução/ Wilton Junior/Estadão.

Em mais uma tentativa de aproximação do Palácio do Planalto com o Exército, Lula participou, nesta sexta-feira (19), da cerimônia do Dia do Exército, realizada no Quartel-General da Força, em Brasília. Recentemente, o presidente optou por ignorar os 60 anos do golpe militar de 1964 e instruiu seus ministros a evitarem manifestações para evitar atritos com o Exército. As informações são do site CBN, do grupo Globo.

Quando foi anunciada a chegada de Lula ao QG do Exército, algumas vaias foram ouvidas. Logo em seguida, manifestações favoráveis ao presidente também surgiram. O evento foi aberto ao público, mas teve baixa adesão da população. Veja o vídeo clicando aqui.

Em 2023, Lula já havia participado da cerimônia, seguindo uma tradição dos presidentes em exercício. Jair Bolsonaro também costumava comparecer ao evento, ainda antes de se tornar presidente da República.

O comandante da Força, general Tomás Paiva, afirmou que a tropa continuará cumprindo suas funções de acordo com a Constituição.

“Soldados de Caxias, a capacidade de superação das adversidades herdada dos valerosos heróis de Guararapes é uma das características mais marcantes de nossa tropa. Com o trabalho incansável de homens e mulheres de toda a sociedade, a Força Terrestre sempre foi e será a síntese da dedicação integral ao serviço da pátria. Unidos e coesos, continuaremos sempre prontos para cumprir nossa missão constitucional. Tropa do Exército Brasileiro, em defesa da pátria.”

Informações TBN


Artigo por Rodrigo Daniel Silva para o Correio

Prefeito por quatro vezes da Princesinha do Sertão, ele vai tentar o quinto mandato no pleito deste ano

Ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho

Ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho Crédito: Evandro Veiga/Correio

Era uma terça-feira como outra qualquer quando o adolescente José Ronaldo de Carvalho, com apenas 17 anos, desembarcou sozinho em Feira de Santana e encontrou abrigo em uma pensão na Praça Monsenhor Renato Galvão. Mais de meio século se passou, e na mesma localidade e dia da semana, o agora homem maduro e experiente anunciou sua pré-candidatura para o quinto mandato como prefeito da cidade.

De 2001 para cá, Zé Ronaldo, como é conhecido, tem sido o principal ocupante da cadeira do Executivo municipal. Quando não estava no cargo, alguém indicado por ele assumiu a posição. Ele tornou-se um verdadeiro fenômeno eleitoral no segundo maior município do estado. É só a sua foto aparecer nas urnas que boa parte do eleitorado feirense vota nele, seja quando disputou para vereador, prefeito, deputado, senador e até mesmo para governador.

Nascido em Paripiranga, ele chegou em terras feirenses para estudar e de lá nunca mais saiu. No dia 8 de junho, ele vai completar 50 anos morando na mesma casa na Rua Barão do Rio Branco, onde, inclusive, construiu um escritório em cima da garagem para receber as pessoas. “Madrugeiro”, acorda às 5h da manhã já fazendo exercícios físicos e fica de pé até 23 horas. Fazendo o quê? Conversando, conversando e conversando. Para os aliados e os adversários políticos, a capacidade “inesgotável” de dialogar é um diferencial de José Ronaldo.

“Ele procura convencer. Ele tem uma capacidade de fazer isso que é impressionante. Não conheço político que dialogue tanto. Ele gosta de conversar com as pessoas. O relacionamento com os políticos do interior, vereadores, é impressionante. Ele faz isso com satisfação, alegria. É uma característica dele”, disse o ex-governador Paulo Souto.

No período em que Souto esteve no governo, José Ronaldo foi o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). “Ele foi muito bom como líder no momento em que a oposição era aguerrida. As pessoas ficam dizendo que na época de ACM fazia tudo o que queria. Naquela época (governar), era muito mais difícil do que hoje”, ressaltou.

“Não conheço político que dialogue tanto. Ele gosta de conversar com as pessoas”

Paulo Souto

Ex-governador da Bahia sobre o amigo pessoal e aliado político José Ronaldo

“A força eleitoral de José Ronaldo é um dado objetivo. Não dá para negar a realidade. Ele tem um estilo de política do boca a boca, do aperto de mão. Um estilo um pouco diferente. Não é um político ‘bocó’. Para quem é adversário, que me incluo, é perigoso no sentido de ser forte”, declarou o historiador Clóvis Ramaiana.

Souto disse ainda que, além do potencial para dialogar, Zé Ronaldo também é habilidoso como gestor. Para ele, o aliado é seguidor da cartilha do grupo oposicionista no estado que concilia investimentos com responsabilidade fiscal. Para os críticos, Zé Ronaldo faz muitas obras, mas tem pouco olhar social. O que ele rechaça e diz que, quando prefeito, ampliou postos de saúde, Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e criou políticas públicas para atender a grupos com vulnerabilidade social.

Trajetória

Foi pelas mãos do amigo paripiranguense Faustino Dias Lima, que foi secretário em Feira de Santana e deputado estadual, que José Ronaldo entrou para o mundo da política. Por indicação, ocupou cargos na administração de João Durval, mas sem grandes projeções.

Na década de 1980, elegeu-se para vereador da Princesinha do Sertão, mas foi derrotado na primeira vez que disputou o cargo em 1976. Naquela época, ele era secretário do PDS e o correligionário Vavá Machado pediu para inscrevê-lo como candidato à Câmara Municipal apenas para fortalecer a chapa proporcional da sigla. Zé Ronaldo, que não tinha pretensões de ser eleito, disse que passou a buscar votos para não ficar conhecido como “o candidato 0 voto”.

“Eu não tinha sequer santinho. Eu pegava um pedaço de papel e escrevia de caneta o meu número. Eu tive 986. O último vereador teve 1008 votos. Faltaram pouquíssimos votos para eu me eleger. Foi uma experiência incrível, eu vi que dava para a política. Eu vi que era bom de voto. Na eleição seguinte, eu tive em torno de 5 mil votos e me elegi, o segundo colocado teve aproximadamente 1,5 mil”, afirmou.

Mas, após aquela derrota que nunca se apagou da sua memória, só foi galgando novos cargos. Depois de ser vereador, chegou à Alba e ficou até ser eleito deputado federal. Em Brasília, ficou pouco tempo porque renunciou depois de ser eleito prefeito de Feira em 2000. José Ronaldo ainda venceu a disputa para ser gestor da Princesinha do Sertão nas eleições de 2004, 2012 e 2016. Nos anos em que foi proibido pela legislação de concorrer ao posto, apoiou os aliados políticos,Tarcízio Pimenta e Colbert Martins. Ambos venceram.

Em 2010, Zé Ronaldo foi candidato a senador. Perdeu, mas quem disse que em Feira foi derrotado? Lá foi o mais bem votado com 214 mil votos, muito à frente dos eleitos Walter Pinheiro e Lídice da Mata. Em 2018, a história se repetiria. O ex-prefeito perdeu, quando foi postulante a governador, para Rui Costa (PT), mas venceu em Feira com 51% contra 46%.

“Foi a eleição mais difícil da minha vida. Fui um candidato que entrei aos 54 minutos da prorrogação do 2º tempo”, relembrou. Zé foi candidato naquele ano após o então prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), decidir permanecer no cargo.

Quem conhece Zé Sertão, como é chamado pelos amigos, diz que ele é viciado em política. Casado com Ivanete Rios, com quem tem três filhos, muitas vezes sacrificou a vida pessoal por causa da vida política.

Em 2022, quando foi um dos coordenadores da campanha de ACM Neto, viajou por todos os cantos do estado. Um dia caiu no choro, dentro do carro, ao recordar que naquela data era aniversário de sua filha. “Aniversário da minha filha hoje e não estou com ela. É duro, irmão”, disse Zé Ronaldo, sem conseguir conter as lágrimas que insistiam em cair dos olhos.

Informações Correio


O ex-presidente Jair Bolsonaro em ato na avenida Paulista, no dia 25 de fevereiro
O ex-presidente Jair Bolsonaro em ato na avenida Paulista, no dia 25 de fevereiro Imagem: André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo

O ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) no Rio de Janeiro neste domingo (21) terá a presença dos governadores Claudio Castro (PL-RJ), Jorginho Mello (PL-SC) e Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP) e de ao menos nove senadores, segundo os organizadores do evento.

O que aconteceu

Entre os senadores confirmados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES). Além deles, Carlos Portinho (PL-RJ), Dr. Hiran (PP-RR), Izalci Lucas (PL-DF), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO), Rogério Marinho (PL-RN) e Wilder Moraes (PL-GO) estarão presentes.

Uma vaquinha foi organizada para financiar os gastos com o ato. Articulada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a iniciativa levantou R$ 125 mil. Ao todo, 25 parlamentares doaram R$ 5.000 cada um para custear o aluguel dos trios elétricos e outras despesas.

O ato está marcado para começar às 10h, na praia de Copacabana. Dois trios elétricos serão usados — assim como ocorreu em São Paulo (SP), em 25 de fevereiro. Um deles, com capacidade para 70 pessoas, será reservado a governadores, senadores e deputados federais. Outro, para cem pessoas, deve abrigar os demais participantes do evento.

Além da vaquinha, Sóstenes é responsável por fazer o contato com os políticos para o evento. Ele é do Rio e um dos integrantes da bancada evangélica no Congresso. Já o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, cuida do roteiro, ordem dos discursos e outros preparativos gerais — assim como ocorreu em fevereiro, na cidade de São Paulo.

A Prefeitura do Rio e o governo estadual estão cientes do evento. Ao UOL, o centro de operações municipal disse que divulgará em breve na internet as informações sobre esquema especial relacionado ao ato. Na quinta-feira (19), os organizadores se reuniram com as autoridades locais para falar da segurança e do esquema de trânsito para o domingo.

Só em abril, Bolsonaro visitou 13 cidades nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. As viagens ocorreram por causa de eventos ligados ao PL (Partido Liberal) — legenda da qual ele é presidente de honra e que paga um salário ao ex-presidente por isso.

Malafaia: ‘Vamos detonar fake news de minuta de golpe’

O ato ocorre em um momento com clima oposto ao de fevereiro. O evento na Avenida Paulista aconteceu logo após Bolsonaro dar seu depoimento à PF na investigação de uma suposta tentativa de golpe de Estado. Agora, o apoio de Elon Musk ao ex-presidente na cruzada contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e as decisões do ministro Alexandre de Moraes dão força aos bolsonaristas.

“Nós vamos detonar essa fake news de minuta de golpe”, disse Malafaia. O pastor explicou que “cada um do seu jeito vai dar uma palavra sobre o assunto”. Além do documento, a defesa do Estado democrático de direito será um dos temas do ato, segundo ele. O líder evangélico disse que não conversou com Bolsonaro sobre os discursos — eles vão se encontrar hoje à tarde.

Além de Bolsonaro e Malafaia, os governadores terão espaço para discursar, caso queiram. Como de costume, a ex-primeira-dama Michelle também deve falar.

Em fevereiro, na Paulista, o ex-presidente negou tentativa de golpe e evitou fazer críticas ao STF. Já Malafaia insinuou que Lula (PT) sabia da invasão aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro e disse que existe uma “engenharia do mal” para prender Bolsonaro.

Vamos lá fazer essa manifestação que novamente servirá para uma fotografia para o mundo e [para] nós discutirmos aí o nosso Estado democrático de direito.
Jair Bolsonaro (PL), em vídeo de convocação para o ato de domingo

Nesse dia, nós vamos desmontar essa farsa de minuta de golpe, que é a maior fake news da história política do Brasil.
Silas Malafaia, em vídeo de convocação para o ato de domingo

60 deputados federais são esperados

Nomes que estiveram em São Paulo devem marcar presença no Rio. É o caso dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Marco Feliciano (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado nas eleições de 2022, com quase 1,5 milhão de votos. A votação só foi menor do que a obtida por Eduardo Bolsonaro em 2018: 1,8 milhão.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, não deve participar. O motivo é a data: 21 de abril é feriado de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira. Tradicionalmente, a data é marcada por atos oficiais no estado. Outra ausência será a de Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro.

Ausência de Salles se dá após Bolsonaro formalizar apoio a Ricardo Nunes (MDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. O ex-ministro do Meio Ambiente tentou obter a benção do ex-presidente para sua pré-candidatura, mas teve o nome vetado por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e desistiu.

Pré-candidatos devem marcar presença. Lucas Pavanato e Zoe Martínez, ambos do PL, são apostas do partido na disputa por vagas na Câmara Municipal de São Paulo e estão com passagens compradas para o Rio.

Informações UOL


Caso do homem viralizou nas redes sociais depois de ele ter sido levado morto a uma agência bancária para sacar empréstimo

Érika, em depoimento, afirmou que Paulo, mesmo debilitado, teria solicitado ir ao banco para pedir um empréstimo de R$ 17 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais
Érika, em depoimento, afirmou que Paulo, mesmo debilitado, teria solicitado ir ao banco para pedir um empréstimo de R$ 17 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais

Paredes sem reboco, um madeirite como cama e mobília precária. Essas características descrevem a casa de Paulo Braga, de 68 anos, conhecido nas últimas semanas como “tio Paulo”. O imóvel fica em uma garagem, na Estrada do Engenho, em Bangu, no Rio de Janeiro.

Registrada pelo jornal O Globo, a foto revela detalhes da residência, que se resume a um cômodo de quatro metros quadrados. Moradores da região relataram que Braga era solitário, com problemas de saúde e dificuldades até para se alimentar, dependendo da ajuda da vizinhança.

Braga viralizou nas redes sociais, depois de sua sobrinha, a dona de casa Érika de Souza Vieira, levar o corpo do homem a uma agência bancária, no mesmo bairro, para sacar um empréstimo de R$ 17 mil.

Informações preliminares dão conta de que o idoso chegou morto ao local, versão essa contestada pela defesa de Érika. Dias antes, ele recebeu alta, depois de sofrer uma pneumonia.

Vídeo mostra “tio Paulo” com vida

Imagens de uma câmera de segurança mostram “tio Paulo” vivo na noite anterior àquela na qual Érika o levou já morto à agência bancária. No vídeo, é possível ver a mulher empurrando a cadeira de rodas durante a entrada em uma lotérica.

De acordo com o laudo do exame de necropsia, o idoso apresentava sinais de bronco aspiração, congestão pulmonar e falência cardíaca por doença isquêmica prévia.

No entanto, o laudo não determinou se a morte ocorreu antes ou durante a ida ao banco. Ele havia sido internado na unidade de pronto atendimento de Bangu. A internação ocorreu de 8 a 15 de abril, por pneumonia e dependência de oxigênio, conforme registros médicos.

Informações Revista Oeste