
foto: REUTERS/Sergio Moraes/Arquivo
Recentemente, foi fechado um acordo entre o governo brasileiro e as grandes empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que determina uma redução considerável nas multas impostas anteriormente. Esse acordo, que inclui empresas de renome como Novonor (antes conhecida como Odebrecht) e Andrade Gutierrez, promete alterar significativamente o panorama financeiro nacional e o balanço da Petrobras.
De acordo com informações obtidas pela Lei de Acesso à Informação via portal Uol, as empreiteiras comprometeram-se inicialmente a pagar um montante de 11,5 bilhões de reais ao governo, dos quais a Petrobras deveria receber cerca de 5,2 bilhões de reais. No entanto, até agora, a estatal recebeu apenas parte desses valores.
Na última semana, a Controladoria-Geral da União (CGU) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que um novo entendimento foi alcançado, permitindo um abatimento de até 50% nas multas devidas pelas empreiteiras. Esse desconto não se limita apenas à parte que cabe à União, mas estende-se a tudo o que ainda está pendente nos acordos de leniência.
Este acordo resulta em um prejuízo considerável para a Petrobras. Originalmente destinada a receber uma considerável compensação financeira, a estatal agora enfrenta a redução do montante. Com o novo arranjo, o saldo devedor com a Petrobras é de aproximadamente 3,8 bilhões de reais, com correção, isso equivale a cerca de 5,5 bilhões de reais.
É fundamental observar como esses desenvolvimentos influenciarão tanto a estrutura econômica do Brasil quanto a operação de uma de suas maiores empresas. Resta agora acompanhar as próximas medidas do governo e da Petrobras para mitigar os impactos dessa decisão.
Informações Revista Oeste
Nas imagens, ex-presidente dos Estados Unidos faz duras críticas ao democrata e o chama de ‘monte de lixo quebrado’

Em um vídeo vazado obtido pelo portal Daily Beast, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump faz duras críticas a Joe Biden e sugere que o chefe de Estado vai desistir da corrida presidencial.
“Ele desistiu, sabe, está desistindo da corrida”, afirmou Trump. “Eu o tirei do jogo – e isso significa que agora temos Kamala [Harris]”.
Nas imagens, Trump aparece sentado em um carrinho de golfe ao lado de seu filho Barron e pergunta a um grupo sobre seu desempenho no último debate. As pessoas respondem com elogios ao ex-presidente.
“Nós demos uma surra naquele monte de lixo quebrado”, disse Trump sobre Biden. “Ele é um cara mau.”
Trump acrescentou que considera Harris uma opção ainda pior para os democratas. “Ela é tão ruim, tão patética”, disse. “Ela é péssima.”
Harris tem sido cogitada como uma possível substituta caso Biden desista da corrida presidencial.
Em seguida, Trump volta a criticar Biden, questionando sua habilidade para lidar com líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping.
“Eles anunciaram que ele provavelmente está desistindo”, afirmou. “Continue derrubando-o, hein?”
Questionada sobre o vídeo, a equipe de Trump afirmou que todo democrata que pede a Joe Biden para desistir “já foi um apoiador dele e de suas políticas fracassadas, que resultaram em inflação extrema, fronteiras abertas e caos dentro e fora do país”.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está avaliando uma possível desistência da disputa de reeleição nas eleições presidenciais de 2024 do país. Na terça-feira 3, o jornal The New York Times publicou a informação que ouviu de aliados do político.
De acordo com fontes próximas a Biden, ele tem dúvidas se vai conseguir se reerguer na opinião pública depois do desempenho considerado ruim no primeiro debate eleitoral.
Ainda conforme informação do New York Times, apesar de ser a primeira vez que aliados confirmam a dúvida sobre a candidatura, Biden dá indícios de que quer continuar na corrida pela Casa Branca.
Informações Revista Oeste

Desde o início de 2024, o Brasil vem enfrentando uma das mais graves crises de saúde pública de sua história recente devido ao aumento alarmante da dengue. Os números são assustadores, com um recorde de 4.367 mortes registradas apenas nos primeiros meses do ano, ultrapassando a soma de fatalidades ocorridas de 2017 a 2023.
A situação requer uma atenção especial das autoridades e da população, pois além dos óbitos, o número de casos prováveis da doença continua crescendo. Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, já são mais de 6 milhões de casos prováveis apenas este ano, marcando 2024 como o ano com os números mais altos na série histórica.
Fazendo um comparativo com os anos anteriores, observamos um salto preocupante nos indicadores. Para se ter uma ideia, em 2023, foram registrados 1.179 óbitos, significativamente menos que os números da atualidade. Essas estatísticas calamitosas já ultrapassaram os limites de todos os alertas anteriores e evidenciam a gravidade do quadro enfrentado.
De acordo com as últimas informações, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal e Goiás são os estados com maior número de óbitos, correspondendo a 77% dos casos. Esses dados refletem não apenas as dificuldades regionais de combate à doença mas também a vasta distribuição geográfica da epidemia.
A despeito das estratégias implementadas até agora, os esforços parecem insuficientes face ao avanço da doença. A circulação intensa do mosquito transmissor, combinada com períodos de chuvas e a necessidade de uma conscientização maior da população sobre prevenção, são desafios que ainda precisam ser superados.
Diante deste panorama, é fundamental que cada cidadão contribua, eliminando os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Além disso, é crucial que as autoridades intensifiquem as campanhas de conscientização e prevenção para que possamos reverter este quadro devastador.
Informações TBN

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
No cenário político atual, uma nova proposta relacionada à reforma tributária foi colocada em pauta pela Câmara dos Deputados, criando uma atmosfera de especulação e decisões importantes sobre o futuro tributário do Brasil, em especial sobre itens essenciais como a carne bovina e de frango. Este assunto, que afeta diretamente o bolso do consumidor e as operações do setor agropecuário, precisa ser analisado com atenção.
Atualmente, as carnes de boi e frango são isentas de alguns tributos federais significativos, como IPI, PIS e Cofins, porém, a maioria dos estados aplica o ICMS sobre esses produtos. Com a proposta trazida pelo grupo de trabalho da Câmara, há um movimento para que este cenário sofra alterações nos próximos anos através da implementação de dois novos impostos: o IBS e a CBS. Esses seriam impostos sobre o valor agregado distribuídos entre União, estados e municípios.
A proposta recém-apresentada sugere uma taxação parcial para a carne bovina e de frango. Se aprovada, essa medida visa estabelecer um modelo de tributação não cumulativa. Isso quer dizer que cada empresa do setor agropecuário pagará impostos apenas sobre o valor que agregar, podendo, além disso, adquirir créditos pelos insumos utilizados em sua produção. Este método tem potencial para incentivar a produção interna e possibilitar um preço mais justo ao consumidor.
A discussão sobre a isenção completa das carnes, que são consideradas produtos básicos na dieta da população, esbarra na questão da alíquota de referência. Atualmente prevista em 26,5%, esta alíquota poderia saltar para 27,1% caso todas as carnes fossem desoneradas. Isso colocaria o Brasil em uma posição delicada no ranking global de tributação sobre o consumo, ultrapassando países com alto índice de tributação como a Hungria. Essa é uma das razões pelas quais a proposta busca a taxação parcial, e não completa, desses produtos.
Ao aplicar uma taxação não cumulativa sobre a carne bovina e de frango, espera-se que haja um equilíbrio entre manter uma carga tributária razoável para os produtores e, ao mesmo tempo, evitar um aumento exorbitante nos preços para os consumidores. Isso também está ligado ao controle da inflação e à estabilidade econômica, elementos cruciais para a manutenção da qualidade de vida da população. Além disso, a mudança proposta poderia incentivar a transparência fiscal e uma maior competitividade no setor agropecuário brasileiro.
A decisão final sobre esta proposta será tomada após votação no plenário da Câmara dos Deputados, marcada para a próxima semana. Com a esperança de encontrar um meio-termo que favoreça tanto a economia quanto o consumidor final, todos os olhos estão voltados para o desenrolar dessa questão tributária.
Informações TBN
Referência no setor de açaí e gelados na região, a rede expôs todo seu potencial na maior feira de franquias do mundo.

A franquia Açaí NoKilo, única franqueadora de Feira de Santana e pioneira como a primeira loja do modelo self service da Bahia, participou da 31ª edição da ABF Franchising Expo. A feira reúne as maiores marcas da América Latina e é considerada a maior feira de franquias do mundo, realizada entre os dias 25 e 28 de junho de 2024, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), é um dos mais renomados do país e voltado para a venda de franquias.
A ABF Franchising Expo 2024 reuniu conhecimento, networking e negócios, contando com a participação de mais de 440 marcas expositoras, incluindo 113 estreantes, e atraiu mais de 65 mil visitantes. A participação da Açaí NoKilo neste evento coloca a marca ao lado das maiores redes do setor, reforçando seu posicionamento como uma grande rede de franquias.
A feira se tornou um ponto de encontro para empreendedores que buscam oportunidades de negócios, informações sobre faturamento e vendas, além de grandes aprendizados sobre o mercado. A presença da Açaí NoKilo na exposição é um sinal de fortalecimento e crescimento, destacando a marca como uma opção atrativa para quem deseja investir no ramo de franquias. O mercado de açaí, em particular, cresce 15% ao ano, oferecendo grandes oportunidades para investidores.
“A nossa participação na ABF Franchising Expo 2024 é uma oportunidade única de representar Feira de Santana e o estado da Bahia no cenário nacional de franquias. Estamos radiantes em mostrar a força da nossa marca e contribuir para o incentivo ao empreendedorismo do nosso País, oferecendo uma oportunidade de negócio promissora e sustentável,” destaca Elizangela Siqueira, CEO da Açaí NoKilo.
A presença da Açaí NoKilo na ABF Franchising Expo 2024 reafirma o compromisso da marca com o desenvolvimento econômico local e sustentável, e também o incentivo ao empreendedorismo. Quem visitou a feira pôde conhecer de perto as vantagens de se tornar um franqueado e fazer parte de uma rede que preza pela qualidade, inovação e resultados de seus franqueados no competitivo mercado de açaí.
Além disso, é fundamental para quem sonha em empreender com gelados pesquisar os diferenciais competitivos de cada negócio, bem como o público-alvo e o suporte na gestão do negócio oferecido pelas redes franqueadoras. A Açaí NoKilo se destaca por ser a única franquia do segmento com fábrica própria de embalagens de papel biodegradável, oferecendo preços e condições de fornecimento competitivos para a rede.
Vale lembrar que a marca também possui sabores exclusivos e de fabricação própria com preços diferenciados para os franqueados, logística própria para abastecimento da rede sem custos adicionais de frete, e uma equipe completa de suporte para implantação, gestão, operação e marketing do negócio. Além disso, conta com uma agência própria de marketing.
O objetivo da Açaí NoKilo é multiplicar prosperidade e propósito através do seu modelo de negócios, sendo uma opção para quem deseja fazer parte de uma rede de negócios que trabalha com parceria e pertencimento e se preocupa com os resultados de seus franqueados.

Um estudo realizado pelo Instituto Paraná foi divulgado nesta quarta-feira (4/7), revelando dados interessantes sobre a preferência dos eleitores do Distrito Federal nas próximas eleições presidenciais. Segundo o levantamento, o ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, demonstram uma liderança notável frente ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a pesquisa, em diferentes cenários propostos aos entrevistados, Bolsonaro aparece à frente dos demais candidatos no que diz respeito à escolha dos eleitores. Esta pesquisa fornece não apenas uma visão do possível futuro político do Brasil, mas também destaca a persistente divisão de opiniões entre os cidadãos brasileiros.
No primeiro cenário apresentado pelo Instituto Paraná, Jair Bolsonaro lidera com quase 40% das intenções de voto, seguido por Lula com 27,1%. Esta margem sugere uma forte preferência pelo ex-presidente entre os eleitores do DF. Os outros candidatos, como Ciro Gomes e Ronaldo Caiado, acompanham com percentuais significativamente menores.
No segundo cenário, uma novidade é apresentada: Michelle Bolsonaro concorrendo à presidência. Ela consegue 30,1% das intenções de voto, estando também à frente de Lula, que mantém um índice de 27,8%. Isso indica uma possibilidade de competitividade igualmente elevada caso Michelle decidisse entrar na corrida eleitoral.
Estes resultados são reflexos de um panorama político diversificado e indicam que, além dos favoritos evidentes, há espaço para variações significativas dependendo do cenário eleitoral apresentado. Além disso, eles revelam que uma considerável parcela do eleitorado ainda se encontra indecisa, com uma média de cerca de 5% não sabendo ou não respondendo sobre sua intenção de voto.
As pesquisas foram realizadas entre os dias 29 de junho e 2 de julho, com a participação de 1.360 eleitores do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, e o nível de confiança do estudo é de 95%, garantindo uma certeza estatística relevante para os dados apresentados.
Informações TBN

Recentemente, o desempenho de Vini Jr. pela seleção brasileira na Copa América gerou comentários críticos por parte do ex-apresentador Tiago Leifert. Após a partida em que o Brasil superou o Paraguai por 4 a 1, Leifert apontou que Vini Jr. jogava de maneira mais individualista, uma característica menos vista quando atua pelo Real Madrid.
O atacante não tardou a responder. Em uma publicação feita no X, antigo Twitter, Vini expressou descontentamento com os comentários, acusando Leifert de tentar colocar a nação contra ele e contra a equipe nacional. “Ele apenas quer colocar o Brasil contra mim e nossa seleção. Menos mal que poucas pessoas assistem ele”, afirmou o jogador, refutando as afirmações do ex-apresentador da Globo.
Na análise feita por Tiago Leifert, o apresentador comparou as atuações de Vini Jr. pelo clube espanhol e pela seleção, criticando o estilo de jogo do atleta quando veste a camisa brasileira. “Esse não é o Vini do Real Madrid, de jeito nenhum. Esse é o Vini recém-saído do Flamengo. É um Vini que jogava para ele, que dribla para trás, quer dar carretilha o tempo inteiro”, comentou Leifert.
Não obstante as críticas, é inegável que Vini Jr. teve uma performance destacável no jogo contra o Paraguai. Marcando dois dos quatro gols da partida, o jogador mostrou seu valor em campo, embora tenha sido questionado quanto ao seu compromisso com o jogo coletivo. “Por várias vezes teve oportunidade lá na esquerda, em vez de ele botar a bola dentro da área, ou cruzar rasteiro, ou tocar para trás, ele voltou e tentou driblar de novo o cara do Paraguai”, detalhou Leifert sobre uma das jogadas.
Apesar de suas contribuições, Vini Jr. enfrentará um obstáculo nas próximas partidas: o atacante está suspenso para o confronto contra o Uruguai após receber um cartão amarelo no empate por 1 a 1 com a Colômbia. A partida, que será disputada em Las Vegas, é crucial para a continuação do Brasil na competição.
O debate sobre o estilo de jogo de Vini Jr. continua a ser um tópico quente entre fãs e críticos. Enquanto alguns defendem suas capacidades individuais excepcionais, outros clamam por um maior alinhamento com a tática da equipe.
Informações TBN
Israel recebeu dos países mediadores uma nova proposta para trégua com o grupo extremista Hamas, que será analisada por Benjamin Netanyahu

Israel confirmou ter recebido do grupo extremista Hamas o último esboço do acordo de trégua com reféns, e o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, vai se reunir com o gabinete nesta quinta-feira (4/7) para avaliar o documento.
O Mossad, agência de inteligência israelense, afirmou que os mediadores, Egito, Turquia e Catar, enviaram “as observações do Hamas sobre as linhas gerais do acordo de reféns”. “Israel está avaliando os comentários e transmitirá sua resposta aos mediadores”, acrescentou o comunicado.
O Hamas afirmou, na quarta-feira, ter apresentado novas ideias aos mediadores sobre como chegar a um cessar-fogo e a um acordo de troca de reféns.
Com o desenvolvimento da guerra e a morte de civis na Faixa de Gaza, a pressão internacional por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas vem crescendo. Apesar disso, todas as tentativas até agora foram inócuas.
A última esperança havia sido um acordo mediado pelos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Joe Biden, inclusive, veio a público para falar que faltava pouco para uma trégua.
Entretanto, problemas de interpretação, que dividem a cessação das hostilidades e a troca de cativos em três fases, fizeram com que as negociações fossem paralisadas. E o próprio Netanyahu afirmou que as declarações de Biden não condiziam com as definições israelenses e que havia “lacunas”.
Enquanto isso, o primeiro-ministro insiste que a guerra, iniciada em 7 de outubro do ano passado, só vai acabar com o fim do grupo extremista.
O ataque do Hamas a Israel deixou pelo menos 1.139 pessoas, a maioria civis, e fez 251 prisioneiros. Mais de 100 ainda se encontram em poder dos terroristas. Já o governo de Gaza afirma que israelenses mataram 37.952 civis, a maioria crianças, e feriram mais 87.266 pessoas.
Informações TBN

Com o dólar em alta, que pressiona a inflação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo vai cumprir o arcabouço fiscal e anunciou o possível corte de despesas obrigatórias de R$ 25,9 bilhões no Orçamento de 2025.
A declaração foi feita na noite de quarta-feira 3, depois de dias de alta da moeda norte-americana, causada especialmente pelos ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central e pela intenção de indicar um nome mais “alinhado” com o governo depois da saída de Roberto Campos Neto.
O detalhamento dessa eventual redução de gastos só será feito depois de os ministérios envolvidos serem comunicados, e há expectativa de que esse movimento seja refletido na execução orçamentária deste ano, a depender da necessidade de ajuste apontada pelo próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que será divulgado em 22 de julho.
“Nós já identificamos, e o presidente autorizou levar à frente, R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias que vão ser cortadas depois que os ministérios afetados sejam comunicados do limite que vai ser dado para a elaboração do Orçamento de 2025. Isso não é um número arbitrário. É um número que foi levantado linha a linha do Orçamento daquilo que não se coaduna com o espírito dos programas sociais que foram criados”, afirmou Haddad depois de deixar uma reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro reiterou que esse montante é fruto do pente-fino em programas sociais e outras despesas que vem sendo feito nos últimos meses, com ênfase nos últimos 90 dias, capitaneado pelo Ministério do Planejamento.
“Nós vamos agora reunir os ministros envolvidos, que estão conscientes que o trabalho técnico foi feito pelas próprias equipes, para que não haja também nenhuma falha de comunicação”, disse o ministro.
Segundo Haddad, o governo Lula vai cumprir o arcabouço fiscal. “O presidente determinou que se cumpra o arcabouço fiscal. Não há discussão a esse respeito”, disse. “A lei complementar foi aprovada, inclusive ela se conjuga com a Lei de Responsabilidade Fiscal. São leis que regulam as finanças públicas do Brasil e elas serão cumpridas em 2024, 2025, 2026. O compromisso nosso é de cumprimento”, reiterou.
Haddad teve três reuniões com Lula na quarta-feira. Segundo o ministro, as medidas discutidas pela junta combinam elementos para cumprir tanto o arcabouço de 2024 como para garantir o orçamento equilibrado de 2025.
O ministro disse que o arcabouço fiscal será preservado “a todo custo”. As declarações vêm na esteira da nova estratégia de comunicação do governo, que precisa conter a escalada do dólar e estancar o mau humor do mercado, que desconfia da potência das medidas de ajuste fiscal.
Segundo o ministro, a ordem de grandeza de contingenciamento, por eventual frustração de receitas, e de bloqueio, por causa do avanço das despesas, ainda não foi definida.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado
Devastação atingiu 6,5 mil km² entre agosto de 2023 e junho de 2024; na Amazônia, 3,6 mil km² foram devastados no período

Os alertas de desmatamento no cerrado cresceram 14,6% entre agosto de 2023 e junho de 2024, perfazendo 6,5 mil quilômetros quadrados de devastação. Os números, coletados pelo Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram divulgados na quarta-feira 3 pelos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.
Já a devastação na Amazônia destruiu 3,6 mil km² no mesmo período. Porém, o número representa uma queda de 51,1% em relação à destruição da floresta registrada entre agosto de 2023 e junho deste ano. Segundo o Inpe, foi a maior queda desde 2016.
Os resultados positivos da Amazônia contrastam com os dados do cerrado, segundo maior bioma do país, que chegou a registrar queda de 24,3% no desmatamento em junho, mas voltou a ter alta nos últimos quatro meses do ano passado em relação a 2022.
A Bahia, Estado que tem parte do seu território no cerrado, registrou queda de 52% do desmatamento. Porém, Tocantins, Maranhão e Piauí tiveram altas de 69,5%, 36,8% e 13,5%, respectivamente. “Estamos trabalhando em um pacto pelo cerrado”, afirmou Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
A queda do desmatamento na Amazônia foi puxada pelos resultados de quatro Estados: Pará (47,3%), Mato Grosso (53,3%), Amazonas (55,7%) e Rondônia (66,7%). O bioma ainda registrou queda de 59,3% nos 70 municípios prioritários definidos pelo Ministério do Meio Ambiente.
O secretário-executivo da Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que houve queda do desmatamento em todos os Estados localizados no bioma. “É uma realidade que se espalha pela Amazônia”, disse.
“Se continuarmos nessa trajetória, alcançaremos desmatamento zero” na Amazônia até 2026, disse Marina Silva.
A pasta também divulgou os dados da Mata Atlântica. O bioma possui um sistema diferente de aferição da área de desmatamento, o satélite Prodes. A ferramenta registrou queda de 25,2% do desmatamento em 2023 em relação ao ano de 2022
Os dados de 2024 ainda não estão disponíveis. A queda registrada no ano passado foi o maior da série história, iniciada em 2019.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado