
Nos dias 18 e 19 deste mês, mais precisamente nesta quarta (18) e quinta (19), aconteceram no hotel Ibis o V Encontro da Jovem Advocacia do Sertão, organizado pela OAB Subseção Feira de Santana em parceria com o Conselho Consultivo da Jovem Advocacia (CCJA).
O evento é voltado para advogados, estudantes e bacharéis, e visa tratar sobre a especialização e a profissionalização da jovem advocacia, com temas variados que englobam desde as áreas mais tradicionais do direito, bem como o marketing jurídico, networking, prerrogativas, e gestão de escritório.
Dentre os palestrantes confirmados estão a presidente da OAB-Bahia, Daniela Borges; Vivian Padilha, Sarah Barros, o tesoureiro da OAB Bahia, Hermes Hilarião; a vice-presidente da OAB Feira, Lorena Peixoto; os advogados Laura Nogueira, Pedro Mascarenhas Neto, Nevton Rios, Gabriella Marinho, Isabella Leal, Ingrid Anjos, Marjorie Mendonça, Rod Macedo, Esmeralda Halana e Niwerton Tavares.
A palestra mais aguardada é a de Fabíola Amorim, advogada e professora de prática jurídica, mentora “dos primeiros passos para a segurança na prática criminal” e bastante atuante no Instagram, com mais de 100 mil seguidores. Mais informações sobre o evento e a compra de ingressos podem ser obtidas através do Instagram do CCJA: @ccjafsa.
O link do Sympla é: https://acesse.one/LkFgs. Vale ressaltar que o hotel Ibis, onde acontecerá o evento, está situado na avenida Cel. José Pinto, n° 700, bairro São João, em Feira de Santana (no mesmo quarteirão do Boulevard Shopping).

Antônio Marcos Santos Bulhões, popularmente conhecido como ‘Marquinhos Cabeleireiro’, de 47 anos, está desaparecido desde a última segunda-feira (16). Residente na Rua da Independência, no Centro de Santo Antônio de Jesus, Marquinhos saiu com destino a Feira de Santana e, desde então, não foi mais visto.
Em entrevista ao radialista Léo Valente, o irmão de Marquinhos, Fábio Bulhões, fez um apelo emocionado:
“Ô Léo, meu irmão Marcos Bulhões, conhecido por todos como Marquinhos Cabeleireiro, saiu daqui de Santo Antônio de Jesus, na Rua da Independência, onde ele trabalha como cabeleireiro. Ele foi para Feira de Santana na manhã do dia 16, por volta das 11h, com o objetivo de comprar materiais para o salão, como cadeiras e equipamentos. Desde essa ida, não tivemos mais notícias. O celular dele está desligado e não conseguimos contato. Peço encarecidamente sua ajuda, a ajuda da equipe do Blog do Valente e da Rádio Andaiá, para que possamos encontrá-lo. Estamos todos desesperados, minha família, meus irmãos Jorge e Luiz Bulhões, sem saber onde ele está.”
Fábio ainda relatou que o último contato de Marquinhos foi uma foto enviada para a mãe, indicando que ele estava a caminho de Feira de Santana, possivelmente dentro de um ônibus.
“Não sabemos se ele foi de carro ou de ônibus, mas ele havia vendido o carro, e até agora não temos nenhuma notícia concreta do seu paradeiro,” concluiu Fábio.
A família de Marquinhos, muito conhecida na cidade, está em busca de qualquer informação que possa ajudar a localizá-lo e pede o apoio da comunidade.

A Bahia é o estado que mais gerou empregos no Nordeste em 2024, segundo um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE). Ao todo, a taxa de desemprego caiu 2,9% no estado, saindo de 14% para 11,1%.
No primeiro semestre do ano, foram 54.435 vagas de emprego criadas, sendo 8.899 apenas em junho. Os números significam mais de um terço de todas as vagas criadas em toda a região em 2024. Em todo o país, 1,3 milhão de pessoas deixaram o desemprego no período.
Com esta redução, a Bahia deixou de ser o estado com a maior taxa de desemprego da região. Agora, Pernambuco ocupa a posição com 11,5. Já o estado com a menor taxa é o Maranhão, com 7,3%, seguido de Ceará (7,5%) e Piauí (7,6%).

No debate promovido pela Rede TV Uol, nesta terça-feira (17), a candidata Tábata Amaral (PSB) foi questionada por sua adversária Marina Helena (Novo) sobre supostas viagens em um jatinho particular para visitar o namorado, o prefeito do Recife, João Campos.
Marina Helena perguntou diretamente sobre a origem e o pagamento dessas viagens, mencionando que Tábata teria utilizado um avião privado, citando a cidade de Feira de Santana como uma das paradas do percurso.
Ela negou veementemente as afirmações de Marina e declarou que iria processá-la. Tábata tem parentes em Feira de Santana e destacou que a última vez que esteve na Princesa do Sertão foi quando ainda era criança e, que o meio de transporte usado foi ônibus, algo que ela não recomenda por ser uma viagem longa e, portanto, cansativa.
O Acorda Cidade transcreveu as falas das duas candidatas durante o debate. Segue o diálogo:
Maria Helena questionou:
“Eu te pergunto, quantas viagens você fez de jatinho particular o ano passado para visitar o seu namorado? Quem pagou e de quem era esse avião?”
Tábata respondeu negando as acusações:
“Primeiro, eu nunca fiz nenhuma viagem de jatinho para visitar o meu namorado. E se você está curiosa sobre o meu relacionamento pessoal, tem uma série no YouTube, Tabata Amaral SP, em que eu trago a minha história e trago também a minha relação com o João.”
Em réplica, Maria Helena reafirmou a acusação e mencionou novamente Feira de Santana.
“Eu estou cansada de quem se vende como alguém que veio da periferia, que tem valores na frente das câmeras, e por trás não é transparente. É muito importante saber os apoios que os candidatos têm, quem paga as suas contas. E a transparência é fundamental. A Tábata andou sim, andou de king air, bimotor, pegou o avião em Luziânia, parava em Feira de Santana para visitar o seu namorado em Recife. Aqui é muito importante dizer, eu não tenho nada contra isso. A questão é a falta de transparência e de onde vêm esses recursos.”
Tábata respondeu novamente, desmentindo as afirmações:
“Marina, me perdoe, mas isso é um delírio. Eu tenho família em Feira de Santana e não me lembro da última vez que tive alegria [de ir a Feira de Santana]. Na última vez que estive em Feira de Santana, eu fui de ônibus o que eu não recomendo porque Minas não acaba nunca, e fui quando eu era pequena. E esse delírio é grave, Marina. Com todo respeito, aguarde um processo. Você não pode trazer uma afirmação que simplesmente não corresponde à realidade, mas dado o delírio coletivo que infelizmente contaminou a outra mulher que nós tínhamos aqui, vou apresentar minha proposta aqui [na área de educação].”
*Acorda Cidade

O prefeito Colbert Martins Filho assinou nesta terça-feira (17) o decreto que regulamenta a gratificação das atividades dos agentes de trânsito. O ato ocorreu na sede da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) e contou com a presença de secretários municipais e outras autoridades.
O decreto entra em vigor imediatamente e será publicado no Diário Oficial Eletrônico. Esta é a primeira regulamentação do tipo e está baseada na Lei Complementar nº 01/94, estabelecendo regras para a gratificação conforme a produtividade dos agentes.
Durante o evento, o prefeito destacou a importância da medida para a valorização dos agentes de trânsito e o impacto no futuro dos profissionais.
“A categoria dos agentes de trânsito é uma força essencial na nossa equipe. Regulamentar as gratificações é um passo significativo para valorizar esses profissionais, que não apenas lidam com o trânsito, mas também garantem a segurança nas ruas e a boa mobilidade urbana. Incorporar essa gratificação ao salário é uma conquista importante, que assegura não só melhores condições de trabalho, mas também uma aposentadoria mais digna para os agentes e suas famílias. Agradeço a todos os que contribuíram para essa conquista”, ressaltou o prefeito.
O superintendente de Trânsito, Moacir Lima, também reforçou a importância do decreto para o reconhecimento e motivação dos agentes.
“Esse decreto valoriza o trabalho dos nossos agentes, que desempenham um papel essencial para o funcionamento da cidade. A gratificação baseada na produtividade incentiva o empenho e a busca pela excelência. Além disso, a regulamentação proporciona maior segurança financeira aos servidores, que agora têm seu esforço reconhecido de maneira mais justa”, afirmou.

Foto: Bloomberg
A icônica marca Tupperware se viu obrigada a tomar medidas drásticas após anos tentando reativar seu negócio em meio à queda na demanda. Segundo fontes internas, a empresa está se preparando para pedir falência, o que resultou em uma queda de mais de 50% nas ações.
A Tupperware, conhecida por seus potes e vasilhas de armazenamento de alimentos, tem enfrentado dificuldades para manter-se em operação. A empresa já contratou consultores jurídicos e financeiros para lidar com a situação, após violar os termos de sua dívida.
Os preparativos para a falência envolvem negociações contínuas entre a Tupperware e seus credores, com uma dívida de mais de US$ 700 milhões. Apesar de os credores terem concedido certa flexibilidade nos termos do empréstimo, a situação da empresa continua a se deteriorar.
As ações da Tupperware caíram drasticamente com as notícias da possível falência, refletindo a gravidade da situação. A empresa já alertava há anos sobre sua incapacidade de se manter no mercado.
Em um esforço para reverter o cenário desastroso, a Tupperware fez várias mudanças em sua gestão. No ano passado, o CEO Miguel Fernandez foi substituído, juntamente com vários membros do conselho. Laurie Ann Goldman foi nomeada a nova CEO, mas as dificuldades persistem.
Além disso, a empresa anunciou o fechamento de sua única fábrica nos EUA e a demissão de quase 150 funcionários, evidenciando a gravidade da crise. Essas medidas foram tentativas de diminuir custos e ajustar a operação à nova realidade do mercado.
A Tupperware foi introduzida ao mercado em 1946, com um selo hermético flexível criado por Earl Tupper. A marca se popularizou rapidamente nos lares americanos, principalmente através de festas de vendas conduzidas por mulheres suburbanas. Até 2022, a empresa ainda contava com mais de 300 mil vendedores independentes, o que evidencia sua grande dependência de vendas diretas.
No entanto, mesmo com uma história sólida e uma presença marcante no mercado, a queda na demanda e os desafios financeiros se mostraram insuperáveis. O futuro da Tupperware permanece incerto, e o próximo passo pode ser realmente a declaração de falência.
A situação da Tupperware levanta questões sobre a sobrevivência das marcas tradicionais em um mercado que se transforma rapidamente. Será um grande desafio para a empresa se adaptar às novas demandas dos consumidores e ao cenário econômico global. Aguardemos as decisões finais para entender o impacto total dessa possível falência no mercado e nos consumidores.
Informações TBN

A Justiça Eleitoral determinou, nesta terça-feira (17/9), que o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, excluísse um vídeo de seu perfil no Instagram. No vídeo, Marçal acusava o atual prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), de agressão contra sua esposa, Regina Nunes.
Na gravação, feita na manhã de segunda-feira (16/9) em frente ao Hospital Sírio Libanês, Marçal questionava se Nunes teria batido na esposa “de mão aberta ou fechada”. O prazo para a remoção da postagem era de 24 horas. Às 17h, o vídeo já não estava mais na página do candidato do PRTB.
O juiz Murillo Cotrim, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou a exclusão do vídeo. Segundo o magistrado, Marçal propagou “conteúdo injurioso” que imputou a Nunes uma conduta de agressão física sem qualquer comprovação. Ele enfatizou que “a conduta de agressão física” citada por Marçal no vídeo “não consta nos documentos oficiais que tratam do caso”.
As afirmações de Marçal nas redes sociais geraram grande repercussão, e a Justiça considerou que o conteúdo configurava um ataque pessoal. Isso violou a legislação que regula a propaganda eleitoral, segundo o juiz Murillo Cotrim. A decisão ressaltou a falta de provas, mesmo as indiciárias, para as alegações feitas pelo candidato do PRTB.
Em 2011, Regina Nunes, esposa do prefeito, registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica, ameaça e injúria contra o marido. No entanto, ela não relatou episódios de agressão física. O caso não teve andamento porque Regina preferiu não seguir com a acusação. Nunes sempre negou a violência e afirmou que o registro foi forjado.
Durante o debate da RedeTV/UOL nesta terça-feira (17/9), Marçal relembrou o caso em um embate com o prefeito, marcado por gritaria fora do microfone. A situação ilustra como os debates eleitorais e as redes sociais têm sido palco para divulgações e acusações que muitas vezes ultrapassam os limites éticos e legais.
Com a determinação judicial, é provável que essa situação influencie a maneira como os candidatos utilizam suas plataformas digitais durante a campanha. A Justiça Eleitoral atua para garantir que a propaganda eleitoral ocorra de forma justa e baseada em fatos, evitando assim a disseminação de fake news e ataques pessoais sem fundamento.
Este caso serve como um alerta para todos os candidatos sobre as possíveis consequências de espalharem informações não verificadas e injuriosas, destacando a importância de uma campanha limpa e baseada na verdade.
Informações TBN

Na última terça-feira (17), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir um inquérito para apurar as acusações de assédio contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. O caso tramita sob sigilo na Corte, e os detalhes específicos das acusações ainda não foram divulgados ao público.
A Polícia Federal (PF) já havia enviado ao STF, na última quinta-feira (12), a apuração preliminar que realizou sobre o caso. A corporação pediu que a Corte avaliasse a competência para a investigação, visando evitar nulidades no processo judicial. A notícia-crime foi aberta pela PF no dia 5 de setembro, logo após a divulgação das acusações contra Almeida.
As acusações de assédio contra Silvio Almeida surgiram ainda quando ele ocupava o cargo de ministro dos Direitos Humanos. As denúncias vieram à tona durante uma noite polêmica e agitada no cenário político. No dia seguinte às acusações, Almeida foi demitido do cargo, intensificando as especulações e debates sobre o caso.
Silvio Almeida nega veementemente as denúncias de assédio feitas contra ele. Em suas declarações, ele afirmou que pretende provar sua inocência durante as investigações. A postura de Almeida tem sido de cooperação com as autoridades, mostrando-se disposto a colaborar de todas as formas possíveis para elucidar os fatos.
O impacto político das acusações de assédio contra Almeida é significativo. Ele é o sexto ministro a deixar o governo Lula em menos de dois anos, um fato que levanta questões sobre a estabilidade e a coesão do atual governo. As mudanças frequentes nos ministérios podem afetar a continuidade das políticas públicas e geram incertezas tanto para a administração quanto para a população.
A saída de Almeida não é um caso isolado. Outros ministros também deixaram seus cargos recentemente, o que reflete um momento de instabilidade no governo. Essa rotatividade pode ser causada por diversos fatores, desde divergências políticas internas até questões pessoais ou relacionadas a investigações judiciais.
A Polícia Federal tem atuado de forma diligente na condução das investigações. Depois de abrir a notícia-crime ainda no início de setembro, a PF tomou várias medidas para colher evidências e testemunhos. A decisão de encaminhar a apuração preliminar ao STF foi uma forma de garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos à risca, evitando futuras nulidades processuais.
Os próximos passos incluem a continuidade das investigações sob o comando do STF. Ainda há muitos detalhes a serem esclarecidos, e a expectativa é que o processo seja conduzido com rigor e transparência, garantindo o direito à defesa de Silvio Almeida e buscando a verdade dos fatos. A decisão final sobre a competência investigativa também será crucial para determinar o andamento e as próximas etapas do inquérito.
Esse caso certamente atrairá a atenção da sociedade e da imprensa, que acompanharão de perto os desdobramentos das investigações e as repercussões no cenário político brasileiro.
Informações TBN

Depois de um início tenso, dominado por ataques pessoais, o debate Rede TV!/UOL, primeiro após a cadeirada de José Luiz Datena (PSDB) em Pablo Marçal (PRTB),conseguiu dar mais espaço a propostas dos candidatos. Sobretudo nos blocos finais, com planos especialmente sobre saúde.
Ataques pessoais dominaram o início do debate. No primeiro bloco, quando fizeram perguntas entre si, os candidatos relembraram temas sensíveis para os adversários e tentaram criar saias justas. Marçal foi quem mais estimulou confrontos, mas todos os participantes tiveram pelo menos um embate áspero.
Havia expectativa sobre o clima entre Datena e Marçal. A agressão ao candidato do PRTB, que dominou o debate anterior, foi lembrada logo no começo. Em uma pergunta ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), Marçal afirmou que Datena “não é homem”, e que a Rede TV! decidiu parafusar as cadeiras no chão porque o tucano “teve o comportamento de um orangotango”.
Datena afirmou que não agrediria Marçal porque “covarde apanha uma vez só”. O apresentador entrou com ação contra Marçal por calúnia, injúria e difamação por ele ter citado uma denúncia de assédio sexual, que Datena nega. “O jeito de falar com bandido condenado, ladrão de velhinho virtual, é a Justiça. Não tem outro caminho. Essa é a realidade. Você vai responder na Justiça pelas injúrias que você dirigiu a mim”, disse.
Marçal atacou Nunes, o que levou a uma discussão aos gritos entre os dois. Os dois trocaram insultos e só pararam após levarem advertência da mediadora do debate, a jornalista Amanda Klein. Em suas considerações finais, Marçal parabenizou a atuação de Klein, e ainda ligou para a apresentadora após o debate para elogiá-la pela postura no debate.
O ex-coach acusou o prefeito de roubar dinheiro da merenda escolar e disse que, se ganhar a eleição, ele “prenderá” o prefeito, o que iniciou a discussão. “Você vai preso, Ricardo Nunes, por tocar na merenda das crianças”, disse o candidato do PRTB em referência à investigação da Polícia Federal contra Nunes por suposta participação na máfia das creches. O prefeito gritou que nunca foi preso e afirmou que Marçal “saiu da cadeia, mas a cadeia não saiu de dentro dele”.
Nunes também teve atritos com Boulos. Em um dos embates, o prefeito questionou o adversáriosobre um projeto de lei proposto pelo PSOL, em 2004, que pretendia “liberar 42 mil traficantes”, segundo o prefeito. Boulos reagiu afirmando que Nunes é “do mesmo nível” de Marçal, e repetiu que tem um posicionamento “muito claro” sobre drogas, que é de separar usuários de traficantes.
Também houve trocas de ataques entre Marina Helena (Novo) e Tabata Amaral (PSB). A candidata do Novo acusou a adversária de ter usado um avião particular para visitar o namorado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Tabata negou e chamou a afirmação de “delírio”. As duas voltaram a trocar farpas em outro bloco do debate, quando discutiam sobre saúde.

A segurança do debate foi reforçada. Além de parafusar as cadeiras, a organização do evento disponibilizou um segurança para cada candidato. Nos intervalos, eles se posicionam em frente aos púlpitos. Além disso, cada campanha também foi autorizada a levar um agente particular.
Marçal já chegou ao debate em clima de confronto. Ao entrar nos estúdios, ele interrompeu a transmissão ao vivo do UOL para discutir com o jornalista Diego Sarza. Segundo apurou o UOL, a equipe do empresário não aceitou a água fornecida pela emissora a todos os candidatos e exigiu que ele bebesse uma água trazida por eles. Marçal nega ter recusado a água da emissora e afirma que apenas pediu uma garrafa lacrada.
Após um início tenso, as propostas apareceram a partir do segundo bloco. O clima agressivo não foi eliminado, mas diminuiu quando os candidatos responderam a perguntas dos jornalistas sobre temas específicos. A saúde foi o tema mais recorrente entre as propostas, mas segurança, trânsito e transporte público também foram lembrados mais de uma vez (veja detalhes abaixo).
Ao todo, o debate teve 17 pedidos de resposta, dos quais 8 foram aceitos. Nunes, sozinho, pediu direito de resposta sete vezes para rebater falas de Marçal, e três destes pedidos foram concedidos. Marçal, por sua vez, fez um total de cinco pedidos de resposta, dois dos quais foram acatados.

Nunes e Boulos tentaram se aproximar de seus padrinhos políticos. O prefeito mencionou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem dado apoio mais contundente à candidatura. Boulos, por sua vez, reforçou os laços com o presidente Lula (PT).
O prefeito não citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas Boulos citou o vínculo entre os dois. Ao rebater uma acusação de uso de drogas, o candidato do PSOL afirmou que Nunes aposta em fake news e que “não é por acaso que ele recebeu o apoio do Jair Bolsonaro, que tem o mesmo mérito”.
Tabata reforçou que terá diálogo com Lula e também com Tarcísio. A candidata afirmou que montou, para a campanha, “um baita time com nomes da centro-esquerda à centro-direita” e que sabe dialogar com todos os lados.

Marçal apostou na agressividade, mas chegou a pedir desculpas. Além dos ataques diretos a Nunes, Datena e Boulos, ele chamou todos os adversários de “consórcio comunista”. Como tem feito em outros debates, poupou Marina Helena. Mas desta vez se retratou, ainda que timidamente, por um ataque feito a Tabata, em julho, quando culpou a candidata pelo suicídio do pai dela. Ele afirmou que “foi injusto” ao fazer essa menção.
O candidato do PRTB começou atacando Nunes e se referiu ao prefeito como “bananinha”. Foi este o momento em que Marçal foi advertido pela mediadora Amanda Klein, para que não usasse apelidos pejorativos. Marçal, no entanto, manteve a carga e, em seguida, associou o prefeito a investigações sobre transporte público e desvio de verba de creches. O empresário chamou o prefeito de “tchutchuca do PCC” e disse que ele “vai preso por causa das merendas”.
Nunes rebateu chamando Marçal de “condenado”. Ele relembrou que o empresário foi condenado em uma ação que envolveu golpes bancários digitais e afirmou que o ex-coach trata as pessoas “na forma da malandragem de cadeia”, ganhando a confiança delas para em seguida aplicar um golpe nelas.

A saúde foi o tema municipal mais abordado no debate. Além de criticarem a gestão de Nunes, que precisou se defender mais de uma vez, todos os candidatos apresentaram propostas específicas para a área.Continua após a publicidade
Boulos defendeu ‘poupatempo da saúde’ e prometeu centro oncológico. Como tem feito em outros debates e em seu plano de governo, o psolista defendeu o poupatempo para zerar a espera por exames e outros procedimentos. Ele afirmou ainda que um hospital ocológico no Jardim Ângela, na zona sul, só não saiu do papel porque a prefeitura não teria liberado o terreno.
Nunes citou medidas de sua gestão. Sobre o hospital oncológico, ele afirmou que a prefeitura já liberou um terreno em Cidade Tiradentes, na zona leste, para a construção. Nunes também citou ter inaugurado, em 2022, um centro de alta tecnologia para diagnóstico de câncer. O hospital recebeu o nome do ex-prefeito Bruno Covas, que morreu em razão da doença em 2021.
Marçal falou em convênios com o governo estadual para reduzir filas. Também defendeu a necessidade de expandir serviços de telemedicina, que teriam deixado de ser utilizados após a pandemia de covid-19. Na mesma resposta, o empresário aproveitou para atacar: disse que vai criar “centros especializados para tratar das mulheres” e disse que “tem dois agressores aqui”, em referência a Nunes e Datena.
Helena propôs reduzir a máquina estatal. Segundo a candidata do Novo, é possível resolver os problemas da saúde “com o tanto de imposto que a gente tira do trabalhador dessa cidade”. Para ela, é necessário reduzir indicações políticas na prefeitura. “Eu quero acabar com os parasitas, com os cabides de emprego”, disse.
Tabata enfatizou a saúde mental. A deputada citou dados sobre ansiedade, depressão e suicídio em São Paulo, propôs que todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) tenham uma equipe especializada em saúde e que haja um atendimento específico para mães atípicas, ou seja, que tenham filhos com alguma deficiência física ou intelectual.
Três candidatos apresentaram medidas sobre o preço do transporte coletivo. Marina Helena propôs a “tarifa variável”, que ofereça passagens mais baratas fora dos horários de pico, mas disse que sua principal medida para mobilidade é desenvolver a economia das periferias, para que menos pessoas tenham que se deslocar todos os dias ao centro da cidade.
Outros dois candidatos disseram querer ampliar a oferta de tarifa zero, que atualmente vale apenas aos domingos. Datena propõe que beneficiários do Bolsa Família tenham passe livre todos os dias da semana. Já Nunes defendeu que a gratuidade em todos os dias valha para mães que tenham filhos nas creches.
Na segurança, os candidatos fizeram propostas mais vagas. Marçal, por exemplo, reafirmou que vai criar 2 milhões de empregos como medida para reduzir a criminalidade, sem citar como essas vagas serão abertas. Outros candidatos, como Datena, falaram em combater o crime organizado, mas não citaram medidas concretas.
Informações UOL

Foto: Benoit Peyrucq/AFP
No último dia 2, teve início o julgamento de Dominique Pélicot, acusado de cometer e organizar uma série de abusos sexuais contra sua esposa, Gisèle, ao longo de dez anos. Em sua primeira fala no tribunal, Pélicot expressou arrependimento, dizendo: “Eu era muito feliz com a Gisèle. Ela não merecia isso, reconheço”. Este depoimento inicial foi adiado várias vezes devido a complicações de saúde do réu.
Pelicot é apontado como o principal responsável numa ação judicial que envolve outros 50 homens, acusados de abusarem da esposa dele enquanto ela estava inconsciente. Durante a audiência, foi decidido pelo juiz Roger Arata que o julgamento prosseguiria mesmo na ausência de Pélicot, devido à sua condição médica.
Os relatórios psicológicos descrevem Dominique Pélicot como um homem com características manipuladoras e uma personalidade perversa. Ele teria utilizado sua esposa como isca, caindo em uma dinâmica de dependência sexual. A psicóloga Anabelle Montagne relatou que Pélicot se apresentava como um pai de família estável e respeitado, mas que na realidade escondia uma propensão à transgressão sexual.
Montagne ressaltou que Pélicot demonstrava sinais de perversão polimorfa e uma necessidade extrema de controle, especialmente em relação à sua esposa. Esses comportamentos são sinais de um indivíduo dissimulado e com tendências transgressoras em sua sexualidade.
A maioria dos coacusados esteve na casa de Pélicot em Mazan, no sul da França, apenas uma vez, enquanto dez destes homens visitaram a residência até seis vezes. Nenhum dinheiro foi trocado pelos crimes cometidos. Segundo especialistas, os acusados não apresentam patologias psicológicas significativas, mas possuem um sentimento de onipotência em relação ao corpo feminino.
Esses homens foram recrutados por via de um site de encontros da França, que já foi retirado do ar. A acusação alega que todos sabiam que a esposa estava sob efeito de drogas sem consentimento durante os abusos, e que Pélicot incentivava os crimes, inclusive filmando-os. Alguns dos acusados alegaram acreditar que participavam de fantasias consensuais do casal, o que foi refutado na investigação.
Gisèle descobriu a extensão dos abusos por acidente, quando Pélicot foi preso em 2020 ao tentar filmar mulheres em um shopping center. A investigação revelou que, ao longo de quase cinquenta anos de casamento, Gisèle havia sido drogada e abusada inúmeras vezes sem o seu conhecimento.
Ela sofreu diversas traumas físicos e psicológicos, contraindo quatro doenças sexualmente transmissíveis e necessitando de tratamento intensivo. Gisèle tomou a decisão corajosa de expor o caso ao público para impedir que outras mulheres passem pelo mesmo horror e passou a lutar por justiça.
Os atos de Pélicot causaram profundos impactos psicológicos em toda a família. Além dos traumas que Gisèle teve que enfrentar, seus filhos também sofreram com as repercussões dos crimes cometidos pelo pai. Gisèle se preocupa especialmente com a relação e o bem-estar psicológico de sua filha.
Ao renunciar ao anonimato, Gisèle, agora com 72 anos, pretende não apenas buscar justiça para si mesma, mas também conscientizar a sociedade sobre a importância de denunciar abusos. Sua história serve de alerta e de esperança para que outras vítimas encontrem a coragem necessária para romper o silêncio e lutar por seus direitos.
Informações TBN