
O jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, que participou do lançamento do Jornal Nacional, em 1969, morreu nesta terça-feira (21), aos 91 anos, em Porto Alegre. Referência da imprensa política gaúcha, ele acumulou quase sete décadas de carreira. Segundo o Hospital Moinhos de Vento, a morte ocorreu por complicações cardíacas e renais. Bastos estava internado desde 11 de julho.
Nascido em Passo Fundo, em 1934, iniciou a trajetória profissional no jornal O Clarin, em 1955. Ao longo da carreira, atuou em veículos impressos, emissoras de rádio e televisão. Foi chefe de reportagem da Zero Hora e da Rádio e TV Gaúcha, onde também comandou os setores de jornalismo e esporte, incluindo o Jornal do Almoço.
Bastos acompanhou momentos decisivos da política brasileira, como a Campanha da Legalidade, em 1961, dentro do Palácio Piratini. Também cobriu eleições presidenciais, governos estaduais e crises institucionais, além de conviver com nomes como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.
Legado no jornalismo
Conhecido entre os colegas como “mestre dos mestres”, defendia a independência profissional e considerava a democracia indispensável para que jornalistas e cidadãos pudessem manifestar suas ideias. Também exerceu cargos públicos na área da comunicação, como secretário estadual e superintendente de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A morte provocou homenagens de colegas e entidades ligadas à comunicação. O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul destacou a credibilidade, o rigor na apuração e a contribuição de Bastos para diferentes gerações de profissionais. Ele deixa a esposa, Ana Maria Lopes de Almeida Bastos, quatro filhos e quatro netos.
*Metro1
Foto: Reprodução/RBS TV
