Laboratório EMS ganha autorização para vender o medicamento Ozivy no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para o laboratório EMS fabricar o primeiro remédio à base de semaglutida feito no Brasil. O medicamento nacional vai se chamar Ozivy. A decisão abre caminho para o comércio de um concorrente direto dos importados Ozempic e Wegovy, campeões de vendas no combate à obesidade e ao diabetes.
A agência reguladora publicou a permissão logo que terminou o prazo de exclusividade da patente da multinacional Novo Nordisk no território brasileiro, em março deste ano. A quebra do monopólio gerou uma corrida entre as indústrias do setor para morder uma fatia desse mercado bilionário. O aval oficial tem validade garantida até o mês de junho de 2036.
Remédio usou rota rápida de aprovação
O laboratório paulista conseguiu a liberação por meio de um processo chamado desenvolvimento abreviado. Essa modalidade acelera a papelada para produtos que utilizam componentes químicos que a ciência já conhece. A fabricante precisou apenas comprovar os testes de qualidade e segurança do líquido nas auditorias do governo. Em abril, a Anvisa barrou projetos de marcas rivais por erros técnicos na documentação.
A EMS vai vender o produto no formato de solução injetável para aplicação embaixo da pele. A aprovação engloba cartuchos de ampolas com volumes de 1,5 ml e 3 ml. Os pacotes comerciais vão sair de fábrica equipados com as canetas de aplicação e as agulhas descartáveis necessárias para o tratamento dos pacientes.
Preço e prazos de chegada nas farmácias
A empresa ainda não marcou o dia exato para abastecer o comércio varejista. A diretoria da EMS precisa vencer as negociações burocráticas para fixar a tabela de preços nos órgãos federais de controle. A indústria também monta a estrutura para iniciar a fabricação das primeiras remessas em larga escala e organizar o transporte do estoque para as redes de drogarias do país.
Os analistas de mercado preveem que a chegada do Ozivy vai baratear o custo das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil a médio prazo. A semaglutida não aceita a produção de genéricos comuns por causa da alta complexidade da sua molécula. Por isso, a queda nos preços finais vai depender da entrada de mais marcas concorrentes para disputar a preferência dos compradores.
Informações Revista Oeste
