
com Frei Jorge Rocha
tema: “Em dia ou em dias?”
Candidatos participam de sabatinas e visitas em diversas cidades

© Arte EBC
A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (27) inclui sabatinas e entrevistas à imprensa, além de visitas a hospitais, abrigos, feiras e locais de trabalho. Também estão previstas atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha.

Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de caminhadas, bandeiraço e plenárias com apoiadores e filiados.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Participa de Sabatina na TV Globo.
Renan Santos (Missão)
Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro.
Romeu Zema (Novo)
Em São Francisco-MG, irá acompanhar as obras da ponte que liga o município a Pintópolis, iniciadas durante sua gestão como governador de Minas Gerais.
Ronaldo Caiado (PSD)
Concede entrevista ao vivo para a rádio TMC, em São Paulo (SP) e visita o hospital Santa Marcelina. À noite, participa do lançamento da candidatura de Otoni de Paula(PSD) a deputado federal, no Rio de Janeiro (RJ).
Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa do programa Análise Internacional, no canal no YouTube do Diário Causa Operária.
Samara Martins (UP)
Em Recife (PE), participa de bandeiraço na Avenida Guararapes, de caminhada na Avenida Conde da Boa Vista e de plenária com filiados e apoiadores.
Wilson Grassi (Democrata)
Visita o Gatil Lovecats e participa da campanha de castração de pets no Centro de Convenções de Ferraz de Vasconcelos.
Clariana Barão (DC)
Em Cuiabá (MT), faz visitas à Feira do Porto, ao abrigo Bom Jesus e ao Hospital do Câncer.
Edmilson Costa (PCB)
Concede entrevista na TV Globo. À noite, visita a Ocupação Escola Popular Para Reforma Urbana Miguel Baldez em Niterói e faz caminhada pela cantareira em Niterói
Hertz Dias (PSTU)
Em São José dos Campos (SP), visita os operários da Modirum Gespi e da da Akaer e o acampamento dos trabalhadores da Parker Hannifin.
Os candidatos Augusto Cury (Avante) e Flávio Bolsonaro (PL) não têm agenda pública de campanha nesta quinta-feira.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
Fonte: Agência Brasil

Em 13 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes retirou do plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) dois casos de condenados pelos atos de 8 de janeiro. Os processos tratam do desconto, nas penas, do período em que os réus cumpriram medidas cautelares antes da condenação.
A informação é do jornal O Globo. A retirada ocorreu uma semana após Moraes ser derrotado por 6 votos a 4 em um julgamento que tratava da mesma questão.
Na decisão anterior, o STF permitiu que Simone Macedo tivesse descontada da pena o período em que ficou em recolhimento domiciliar noturno com tornozeleira eletrônica. Moraes havia votado contra o pedido da defesa.
Os dois processos retirados da pauta envolvem Rosa Maria Pinto Vanderley e Carlos Daniel Aragão de Araújo. Ambos estavam entre as pessoas que acamparam diante do quartel do Exército, em Brasília, antes dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Assim como Simone, Rosa e Carlos foram condenados a um ano de prisão por associação criminosa. A pena foi substituída por 225 horas de serviços comunitários e um curso de 12 horas sobre democracia.
As defesas pediram que o período de recolhimento domiciliar noturno também fosse considerado no cálculo da pena. A medida poderia reduzir as horas de prestação de serviços à comunidade.
A Defensoria Pública da União (DPU) defende que as medidas cautelares devem ser consideradas no cálculo.
– As medidas cautelares impostas (recolhimento domiciliar noturno com monitoramento eletrônico) são substancialmente análogas às penas aplicadas (prestação de serviços à comunidade e participação em curso educativo). Isso porque ambas consistem em restrição de direitos sem privação total da liberdade de locomoção – afirma a DPU.
Para a Defensoria, a diferença feita por Moraes entre prisão preventiva e outras medidas cautelares não teria justificativa jurídica, pois “carece de fundamentação lógica e jurídica quando se considera que ambas as modalidades restringem efetivamente a liberdade do indivíduo”.
Os julgamentos de Rosa e Carlos começaram em abril, mas foram interrompidos após um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin. No caso de Simone, já encerrado, Zanin apresentou o voto divergente que levou à decisão favorável à defesa.
*Pleno.News
Foto: Gustavo Moreno / STF

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), iniciou, na última segunda-feira (17), as obras de reforma do prédio que abrigará o novo Centro de Velório do distrito de Jaíba. O imóvel, localizado na praça principal da comunidade, funcionava anteriormente como unidade escolar e agora passará por adequações para atender às necessidades da população.
A iniciativa tem como objetivo oferecer um espaço mais adequado e estruturado para a realização de velórios, proporcionando maior conforto e acolhimento às famílias em momentos de despedida.
De acordo com a Seinfra, a obra já está em andamento e a previsão é de que o equipamento seja entregue à comunidade no mês de setembro. Entre os serviços previstos estão intervenções na estrutura física do prédio, além das adaptações necessárias para o funcionamento do novo equipamento público.
A implantação do Centro de Velório atende a uma demanda antiga dos moradores de Jaíba, que passarão a contar com um espaço específico para a realização das cerimônias fúnebres, sem a necessidade de deslocamento para outras localidades.
A obra integra as ações da Prefeitura de Feira de Santana voltadas à ampliação e melhoria dos equipamentos públicos, garantindo mais dignidade e assistência às comunidades dos distritos do município.
*Secom

A Polícia Militar da Bahia iniciou, nesta quinta-feira (27), em Feira de Santana, mais uma edição da Operação Força Total. A ação reforça o policiamento ostensivo e preventivo no município.
Cerca de 150 policiais foram acrescentados ao efetivo que já atua na cidade durante a operação.
De acordo com o comandante-geral da PMBA, coronel Magalhães, Feira de Santana foi escolhida para a abertura desta edição em razão da redução dos índices criminais registrados no município.
A operação tem como principais objetivos retirar armas de fogo de circulação, apreender veículos com restrições e realizar prisões em flagrante de pessoas envolvidas em crimes.
Segundo a Polícia Militar, mais de 160 armas já foram apreendidas nas edições da Operação Força Total realizadas neste ano.
Foto: Ed. Santos
3º Colóquio LADRel & Observatório da Argumentação no Discurso Religioso reúne pesquisadores em Feira de Santana nos dias 3 e 4 de setembro

A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), por meio do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL), realiza, com o apoio do DIALÓGICOS e da ABA, o 3º Colóquio LADRel & Observatório da Argumentação no Discurso Religioso, nos dias 3 e 4 de setembro. O encontro terá como tema “Religião e Espaço Público: Discursos, Argumentação e Democracia na Contemporaneidade”.
A iniciativa destaca a importância da universidade pública como espaço de produção científica, reflexão crítica e diálogo sobre questões que atravessam a sociedade contemporânea. Ao reunir diferentes grupos e instituições vinculados aos estudos da linguagem, da argumentação e dos discursos religiosos, o colóquio amplia o debate acadêmico sobre a presença da religião no espaço público e suas relações com a democracia.
A programação será realizada em formato híbrido, com atividades presenciais na UEFS, em Feira de Santana, e participação on-line por meio do Google Meet. A proposta permite ampliar o alcance das discussões e aproximar pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados no tema.
A realização do colóquio pela UEFS e pelo PPGEL evidencia o papel da universidade na promoção de espaços de pesquisa e intercâmbio científico. O Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos integra a estrutura acadêmica responsável pela formação e produção de conhecimento na área dos Estudos Linguísticos, contribuindo para a circulação de pesquisas e para o diálogo entre diferentes perspectivas teóricas.
Nesse contexto, o colóquio cria um ambiente para discutir como os discursos religiosos são construídos, argumentados e disputados socialmente, especialmente quando ocupam espaços públicos e se relacionam com temas como democracia, direitos humanos, laicidade, poder e alteridade.
O apoio do DIALÓGICOS e da ABA reforça o caráter colaborativo da iniciativa. A articulação entre universidade, programa de pós-graduação e grupos ligados à pesquisa contribui para aproximar diferentes experiências e perspectivas acadêmicas.
A programação contará com conferências, mesas-redondas e sessões de comunicações, reunindo pesquisadores para discutir temas relacionados à análise dos discursos e à argumentação religiosa.
Entre os assuntos previstos estão religião e democracia; religião, laicidade e direitos humanos; discurso, argumentação, poder e alteridade; e a construção da demonização na Teologia do Domínio.
Um dos principais momentos do encontro será o lançamento oficial do Observatório da Argumentação no Discurso Religioso, marcado para as 16h30 do dia 4 de setembro.
A iniciativa amplia a proposta do colóquio ao criar um espaço permanente de observação, reflexão e produção de conhecimento sobre os discursos religiosos e suas estratégias argumentativas na sociedade contemporânea.
Para a organização, a realização do evento representa uma oportunidade de fortalecer a pesquisa acadêmica e estimular o diálogo entre universidade e sociedade em torno de temas que estão presentes no cotidiano e nos debates públicos.
3º Colóquio LADRel & Observatório da Argumentação no Discurso Religioso
Tema: Religião e Espaço Público: Discursos, Argumentação e Democracia na Contemporaneidade
Data: 3 e 4 de setembro
Local: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Formato: Híbrido
Realização e apoio:
UEFS | PPGEL – Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos | DIALÓGICOS | ABA
Link de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/15KMrmvLKor4ZPeBmy3Gtz0oKpsgVTFOKxOigxhaWm5Y/edit

Santo Estêvão recebe, nos dias 27 e 28 de agosto, o Agosto das Culturas Tradicionais e Populares, uma programação especial dedicada à valorização da cultura, da memória e dos saberes que fazem parte da identidade do município. As atividades acontecem no Centro Cultural Temístocles Pires e reúnem mestres e mestras da cultura popular, agentes culturais, artesãos, artistas e toda a comunidade.
Com o tema “Identidade, Conexões e Saberes: a cultura que compartilhamos, aprendemos e transmitimos”, a iniciativa promove momentos de troca de experiências, formação, apresentações culturais, oficinas, cinema, feira de artesanato e valorização das manifestações tradicionais.
Na sexta-feira (28), a programação começa pela manhã, com Roda Cultural, Feira Sabores & Fazeres, Exposição Cultural, Pedágio SECULTE, exibição de curtas e documentários produzidos por realizadores locais, além de atividades formativas realizadas em parceria com o SEBRAE.
Entre os destaques estão a palestra “Marketing Digital para Produtores Culturais”, a oficina de Artesanato Sustentável e Reciclagem, além de outras ações voltadas ao fortalecimento e à qualificação dos fazedores de cultura do município.
Durante a tarde, a programação segue com importantes momentos de diálogo e valorização das tradições. Das 14h às 15h30, acontece o Encontro com Mestres e Mestras da Cultura Popular, com uma roda de conversa sobre memória, transmissão de saberes e continuidade das tradições.
No mesmo horário, o Auditório recebe a palestra “Encantamento do Público: Atendimento e Valorização da Experiência Cultural”, realizada pelo SEBRAE. Na sequência, será realizada a Oficina de Saboaria Artesanal, com a oficineira Meire de Paula, da UNIARTE.
Outro momento de destaque será a palestra “Liberdade religiosa e a importância da regularização das Comunidades Tradicionais de Terreiros”, ministrada por Marcelo Santos, Supervisor Nacional da FENACAB – Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro.
Encerrando a programação, o público poderá prestigiar, das 17h às 18h, a apresentação cultural do Grupo Samba de Roda na Luz do Candeeiro, celebrando a força das manifestações populares e da cultura tradicional. O encerramento oficial acontece às 18h.
O Agosto das Culturas Tradicionais e Populares reforça o compromisso do município com a preservação da memória, o reconhecimento dos fazedores de cultura e a criação de espaços para que diferentes saberes continuem sendo compartilhados entre gerações.
Com informações da assessoria de comunicação.

O candidato a governador da Bahia ACM Neto destacou, nesta quarta-feira (26), em Itabuna, a importância da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e reforçou a proposta de ampliar o acesso de estudantes da rede pública às universidades estaduais por meio do Provão Bahia.
Durante passagem pelo município, onde participou da inauguração do comitê de campanha, Neto afirmou que o projeto permitirá que estudantes do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio sejam avaliados ao longo da formação e possam disputar vagas reservadas nas instituições estaduais.
“Nós temos aqui a Uesc, que é modelo para a Bahia e o Brasil de universidade pública. Nós vamos assegurar uma quantidade de vagas para o aluno que não tem dinheiro para pagar a faculdade particular, para que ele ingresse e possa se formar na universidade pública”, afirmou.
O evento contou com grande participação popular e teve a presença do candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), dos candidatos ao Senado Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), além de prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e lideranças de diversos municípios da região.
Neto também rebateu informações de que, caso seja eleito governador, programas de transferência de renda e auxílio aos estudantes seriam encerrados. Segundo ele, a intenção é manter e fortalecer iniciativas como o Bolsa Presença e o Pé-de-Meia, ao mesmo tempo em que busca melhorar a qualidade do ensino público.
“Parem de mentir! Ao contrário, vamos reforçar o Pé-de-Meia, o Bolsa Presença, mas vamos melhorar a qualidade de ensino. Vamos implantar o Provão Bahia para que o jovem, o estudante do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio da rede pública possa estudar na universidade pública”, disse.
Durante o discurso, ACM Neto também ressaltou sua ligação familiar e política com Itabuna. Ele lembrou que sua avó nasceu e cresceu no município e afirmou que a cidade teve papel importante em sua trajetória nas três eleições em que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Aonde eu vou no Brasil, eu faço questão de dizer que, no meu sangue, dentro das minhas veias, corre a força, a energia e, é claro, o sangue do povo de Itabuna”, declarou.
Neto acrescentou que, mesmo antes de ingressar na vida pública, já mantinha vínculos com a cidade. “Essa terra abriu seus braços para me acolher. Nas minhas três eleições como candidato a deputado federal, sempre me deu uma expressiva votação. Itabuna sempre esteve entre os principais colégios eleitorais que contribuíram para que eu estivesse em Brasília representando o povo baiano”, completou.
Com informações da assessoria de comunicação.
Levantamento do Paraná Pesquisas mostra disputa apertada pelo governo baiano e vantagem do ex-prefeito de Salvador nos dois cenários

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil); e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) (União Brasil/Governo da Bahia/Divulgação)
A disputa pelo governo da Bahia em 2026 segue concentrada entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). É o que aponta a nova pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgada nesta quinta-feira (27).
No cenário estimulado de primeiro turno, ACM Neto aparece com 48,6% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 40,1%. A diferença entre os dois é de 8,5 pontos percentuais.
Apesar da vantagem do ex-prefeito, o levantamento indica uma disputa que ainda está sujeita a alterações, especialmente porque a margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os demais nomes testados somam percentuais bem menores. José Estêvão (DC) aparece com 0,5%, enquanto Maria Bona (PCO) também registra 0,5%. Outros candidatos somam 0,6%.
Na pesquisa, 5,6% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4% disseram não saber ou preferiram não responder.
A vantagem de ACM Neto também aparece em uma eventual disputa de segundo turno contra Jerônimo Rodrigues.
Nesse cenário, o ex-prefeito de Salvador alcança 50,9% das intenções de voto, contra 40% do governador.
A diferença é de 10,9 pontos percentuais no resultado nominal. Considerando a margem de erro, entretanto, a distância entre os dois candidatos pode variar.
O levantamento mostra ainda que 6,1% dos entrevistados não escolheriam nenhum dos dois, votariam em branco ou nulo, enquanto 2,9% não souberam ou não quiseram responder.
Os números reforçam a polarização entre os dois principais grupos políticos que disputam o comando do estado.
ACM Neto, que atualmente ocupa a vice-presidência nacional do União Brasil, tenta retornar ao centro da disputa pelo governo baiano depois de ter perdido a eleição estadual de 2022 para Jerônimo Rodrigues.
Já o governador busca a reeleição pelo PT e tenta manter a hegemonia do partido no estado, que governa a Bahia desde 2007.
A pesquisa, contudo, mostra que a eleição ainda apresenta espaço significativo para mudanças, especialmente considerando que o pleito está marcado para outubro de 2026 e que a campanha eleitoral ainda está em fase inicial.
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.400 eleitores em 60 municípios da Bahia, entre os dias 24 e 26 de agosto de 2026.
A margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado junto à Justiça Eleitoral e apresenta os resultados de intenção de voto para o governo estadual em diferentes cenários.
Os números devem ser interpretados como um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas e não como previsão do resultado das eleições.
Fonte: VEJA, reportagem da Redação, publicada em 27 de agosto de 2026, com base em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.
Texto reescrito e adaptado para publicação jornalística, preservando os créditos à fonte original e ao instituto responsável pela pesquisa.
Fonte: VEJA
Dívida pública em alta, recorde de inadimplência e crescimento das recuperações judiciais formam cenário de preocupação para a economia do país

PERIGO À FRENTE Lula: no terceiro mandato, a dívida pública saltou de 72% para 82% do PIB (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
A economia brasileira apresenta sinais que exigem atenção e podem indicar a aproximação de um novo período de estresse econômico. A avaliação é da economista Jucelia Lisboa, da consultoria Siegen, especializada em reestruturação de empresas.
A análise foi divulgada nesta quarta-feira (26) pela revista VEJA, em reportagem assinada pelo jornalista Márcio Juliboni, que destaca três indicadores considerados particularmente preocupantes: o avanço da dívida pública, o aumento da inadimplência de consumidores e empresas e a expansão dos pedidos de recuperação judicial.
Segundo Jucelia Lisboa, embora a economia brasileira ainda demonstre capacidade de resistência, os fatores que sustentam o crescimento apresentam fragilidades cada vez maiores.
Um dos principais pontos de atenção é o crescimento da dívida pública. De acordo com dados do Banco Central citados pela VEJA, a dívida bruta do governo passou de aproximadamente 72% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2023, para 82% do PIB no mês passado.
O percentual representa um dos maiores níveis registrados fora de períodos excepcionais, ficando abaixo apenas do patamar observado durante a pandemia de Covid-19.
A preocupação aumenta diante da ausência de uma sinalização mais firme em relação a um ajuste fiscal capaz de estabilizar a trajetória da dívida. A própria equipe econômica admite a possibilidade de que a relação entre dívida e PIB continue aumentando nos próximos anos.
O impacto já começa a aparecer no funcionamento da máquina pública, com contingenciamentos e bloqueios de despesas discricionárias. A redução de recursos pode afetar órgãos responsáveis por fiscalização e pela concessão de autorizações e licenças, criando obstáculos para investimentos e para a atividade econômica.
Outro sinal de alerta é o elevado nível de inadimplência.
Dados da Serasa Experian citados na análise apontam que quase 84 milhões de consumidores estavam inadimplentes em julho, o maior número registrado desde o início da série histórica.
O problema também alcança as empresas. Cerca de 9,1 milhões de companhias apresentavam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros, igualmente um recorde.
Para Jucelia Lisboa, o cenário chama atenção porque ocorre mesmo em um ambiente de geração de empregos e crescimento da renda. Ou seja, a melhora de alguns indicadores da economia não tem sido suficiente para eliminar a pressão financeira sobre famílias e empresas.
O terceiro indicador destacado pela economista é o crescimento das recuperações judiciais.
Segundo dados da consultoria RGF mencionados pela VEJA, o Brasil contabilizava 6.341 empresas em recuperação judicial em junho, número 21% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O aumento demonstra que um número crescente de empresas enfrenta dificuldades para manter suas operações e cumprir compromissos financeiros.
A combinação de endividamento elevado, juros altos e maior dificuldade de acesso ao capital pode aumentar a pressão sobre empresas que já operam com margens reduzidas.
Apesar dos sinais negativos, a análise não significa que uma nova crise econômica seja inevitável. O alerta está relacionado à necessidade de acompanhar a evolução dos indicadores e adotar medidas capazes de reduzir os fatores de vulnerabilidade.
Entre os pontos considerados fundamentais estão o equilíbrio das contas públicas, a evolução do crédito, o comportamento das taxas de juros e a capacidade das empresas de se adaptarem a um cenário de capital mais caro.
A avaliação de Jucelia Lisboa é que o crescimento atual da economia brasileira não deve ser confundido com uma expansão estruturalmente sustentável.
A situação, portanto, exige cautela. Caso os indicadores continuem se deteriorando sem uma resposta capaz de fortalecer as bases da economia, o país poderá enfrentar dificuldades maiores nos próximos anos.
Fonte: informações baseadas em reportagem de Márcio Juliboni, publicada pela revista VEJA em 26 de agosto de 2026, a partir de análise da economista Jucelia Lisboa, da Siegen.
Texto reescrito e adaptado para publicação jornalística, sem reprodução literal da matéria original.