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Montante representa 25,6% do total investido pelo governo em campanhas do Palácio do Planalto desde 2023

governo lula e grupo globo
O então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece sorridente ao conceder entrevista ao Jornal Nacional — Rio de Janeiro, agosto de 2022 | Foto: Reprodução/X/@LulaOficial

Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal, representando 25,6% do total de R$ 954,5 milhões investidos pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal durante esse período. O levantamento, que considera apenas contratos diretos da Secom, mostra que o Grupo Globo é o maior beneficiário, recebendo 118% a mais que o segundo colocado, o Grupo Record, com R$ 122 milhões. Em 2026, até a data mencionada, foram alocados R$ 178 milhões em mídia.

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Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu quase R$ 270 milhões do governo Lula via Secretaria de Comunicação (Secom).

Conforme levantamento do site Poder360, divulgado neste domingo, 28, o montante representa pouco mais de 25% do total investido pelo Executivo em campanhas publicitárias do Planalto nesse período.

Elas ocorreram em diferentes mídias, como TV, internet, streaming, revistas e jornais.

O levantamento considera apenas os contratos firmados diretamente pela Secom do palácio.

Ele não inclui despesas de empresas estatais, sociedades de economia mista ou de outros ministérios, cujos valores não são divulgados integralmente desde 2017.

Para efeito de comparação, de 2000 a 2016, a divulgação completa dos gastos indicava que o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal, sem atualização pela inflação.

Distribuição dos recursos e liderança do Grupo Globo

Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário da desoneração
Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário | Foto: Divulgação/Globo

No total, a Secom alocou R$ 954,5 milhões em publicidade desde o início do terceiro mandato do petista.

Somente em 2026, até 15 de junho, foram R$ 178 milhões em mídia.

Os gastos anuais ficaram assim distribuídos: R$ 175,9 milhões em 2023, R$ 234,9 milhões em 2024, R$ 365,7 milhões em 2025 e R$ 178 milhões em 2026, até a data mencionada.

O Grupo Globo recebeu ao menos o dobro do que foi encaminhado a outros grupos de comunicação para campanhas do Planalto.

O valor destinado ao conglomerado da família Marinho é 118% superior ao repassado à Record, que recebeu R$ 122 milhões e ocupa o segundo lugar entre os maiores beneficiários.

Na sequência, a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, aparece com R$ 86 milhões.

Entre os veículos mapeados, há desde emissoras de TV até jornais, revistas e portais. O UOL, que pertence ao Grupo Folha, aparece na sexta colocação, com R$ 7,3 milhões.

Os dados mostram que as emissoras de televisão dominam as primeiras posições no volume de recursos destinados.

Informações Revista Oeste


A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.

De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.

A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.

O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.

Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.

O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.

Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.

Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.

A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.

O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.

A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.

*Pleno.News
Foto: Divulgação/TV Record


Os festejos de São Pedro seguem levando animação, cultura e oportunidades de renda para os distritos de Feira de Santana. Durante os primeiros dias de programação, milhares de pessoas passaram pelos circuitos montados em Humildes e Bonfim de Feira, acompanhando apresentações musicais e manifestações típicas do período junino.

Em Humildes, a festa começou com uma programação diversificada, reunindo artistas locais e nomes consagrados da música nordestina. O público compareceu em peso para prestigiar os shows e celebrar uma das tradições mais importantes do calendário cultural da região.

No distrito de Bonfim de Feira, a movimentação também foi intensa. Moradores e visitantes lotaram o espaço da festa para acompanhar apresentações que misturaram forró, arrocha e outros ritmos populares, mantendo o clima de confraternização característico dos festejos juninos.

Além da programação cultural, o evento tem gerado impactos positivos para a economia local. Ambulantes, barraqueiros e comerciantes registram aumento nas vendas durante o período, aproveitando o fluxo de visitantes para reforçar a renda familiar.

A programação continua neste domingo com novas atrações em Humildes e Bonfim de Feira. Nos próximos dias, o São Pedro chega aos distritos de Jaíba e Morrinhos, ampliando a celebração e mantendo viva a tradição junina em diversas comunidades da zona rural do município.

Atrações deste domingo (29)

Humildes

  • João Almeida
  • Xamego da Thay
  • Raça Negra
  • Buscapé e Arreio de Ouro

Bonfim de Feira

  • Beth Morena
  • Forrozão do Capitão
  • Tayrone
  • Colher de Pau

Os festejos integram a programação do Arraiá de Feira 2026, que neste ano reúne artistas locais, regionais e nacionais em vários distritos do município.


Relatório enviado ao STF sustenta que senador atribuiu falsamente crimes ao presidente em publicação nas redes sociais

Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais

Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), que dará continuidade à tramitação do caso.

De acordo com a investigação, uma publicação feita por Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro de 2026, atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro: audiência nos EUA | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

No documento encaminhado ao Supremo, a PF conclui que a conduta do senador se enquadra no crime de calúnia previsto no Código Penal e encerra a fase de investigação.

Caso teve início por decisão de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito em abril deste ano. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na avaliação da PGR, a publicação apresenta indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.

Na postagem, Flávio Bolsonaro compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada da frase “será delatado”. Para a Polícia Federal, o conteúdo leva o leitor a relacionar Lula aos crimes listados na sequência da publicação. Entre eles tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.

Com o encerramento do inquérito, Alexandre de Moraes deverá encaminhar o relatório à Procuradoria-Geral da República. O órgão decidirá se pede novas diligências, arquiva o caso ou apresenta denúncia ao STF.

Informações Revista Oeste


País foi assolado por outros dois terremotos registrados na quarta

Terremotos do dia 24 de junho causaram grande destruição Foto: EFE/ Ronald Peña R

Um novo terremoto atingiu a Venezuela nesta sexta-feira (26), dois dias após os fortes tremores que devastaram diversas regiões do país. O novo abalo foi de menor intensidade, mas voltou a ser sentido por moradores de várias cidades.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o terremoto teve magnitude 4,9. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 4,7 e informou que o tremor ocorreu às 18h16, com epicentro a 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, e profundidade de 10 quilômetros.

Moradores de Caracas e Maracay relataram ter sentido o abalo. Nas redes sociais, também houve relatos de tremores nos estados de Carabobo, Aragua, Miranda, La Guaira e no Distrito Capital.

O novo terremoto ocorreu dois dias depois dos sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24), que provocaram destruição em várias cidades venezuelanas.

De acordo com o balanço mais recente divulgado nesta sexta-feira pela administração federal e transmitido pela emissora estatal VTV, o número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para 920. Equipes de resgate continuam trabalhando em áreas onde ainda há edifícios desabados e pessoas desaparecidas.

Informações Pleno News


Desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, a relação se mantém forte

Judeus Estados Unidos Israel
População de judeus nos Estados Unidos é quase igual à de Israel | Foto: Nancy Siesel/ZUMA Press Wire/Reuters

A relação entre Israel e Estados Unidos, embora marcada por momentos de divergências, como a crítica de Donald Trump à política israelense em relação ao Hezbollah e ao Irã, é historicamente forte e se perpetua desde a chegada dos primeiros judeus à América em 1654. Organizações como a AIPAC desempenham um papel crucial na defesa dos interesses israelenses no Congresso dos EUA, apoiando candidatos alinhados à manutenção dessa aliança, presente na própria sociedade norte-americana como um todo.

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A aliança entre Israel e Estados Unidos vai muito além dos governos. A relação do governo de Donald Trump com o do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu passa por um momento de turbulência. Esta situação pode parecer surpreendente, em função da comoção com que Trump foi recebido no Knesset, em Jerusalém, depois do acordo que libertou todos os reféns em 2025. Naqueles dias, os elogios mútuos prevaleceram. Isso perdurou por alguns meses, até que Trump passasse a criticar Israel em relação à política contra o Hezbollah e às negociações envolvendo o Irã.

Distanciamentos deste tipo não são novidade. Até nos tempos do judeu Henry Kissinger, que foi secretário de Estado no governo de Richard Nixon (1969–1974), a primeira-ministra Golda Meir teve dificuldades em obter de Washington o apoio que desejava durante a Guerra do Yom Kipur (1973).

Depois, na invasão do Líbano, em 1982, foi a vez de o governo de Ronald Reagan se indispor com o de Menachem Begin (1977-1983), cujo ministro da Defesa era o linha-dura Ariel Sharon. Na década de 1990, o presidente George H. W. Bush pressionou o governo de Yitzhak Shamir (1986–1992) em razão da expansão de assentamentos. Em 2015, Benjamin Netanyahu discursou no Congresso dos EUA contra o acordo nuclear negociado pelo presidente Barack Obama com o Irã, num episódio que evidenciou as diferenças entre os dois governos.

Mas enquanto políticos debatem nos gabinetes, o dia a dia nos dois países realçam uma relação forte que se perpetua. Isso desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, vindos de Recife, depois que Portugal tomou o controle da Holanda naquela região do país. Um dos que chegaram antes foi Asser Levy já em agosto de 1654, antes ou junto do grupo mais conhecido de 23 judeus vindos de Recife.

Levy foi o precursor da inserção judaica na sociedade norte-americana, ao lutar por direitos civis numa colônia que inicialmente impunha restrições aos judeus. O governador Peter Stuyvesant tentou impedir a permanência deles, mas a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais obrigou a aceitação, ainda que sob limitações e impostos adicionais.

A atuação de Levy se destacou pela defesa legal do grupo. Ele entrou com petições contra medidas discriminatórias, como a obrigação de pagar taxa militar sem direito de servir na milícia. Em 1655, ele contestou essa regra e conseguiu, depois de recurso às autoridades superiores da Companhia na Holanda, o direito de ser tratado como os demais cidadãos em serviço de guarda.

A partir de então, a comunidade judaica foi se integrando, a ponto de, em 1906, ser criado o American Jewish Committee (AJC). Esta se tornou uma das mais tradicionais organizações de direitos civis e de defesa dos interesses da comunidade judaica nos EUA. Já faz parte, inclusive, da rotina norte-americana, atuando em pautas mais amplas de direitos civis, liberdade religiosa, combate ao discurso de ódio e cooperação internacional.

Do ponto de vista político, o principal representante de Israel nos EUA passou a ser o American Zionist Committee for Public Affairs (AIPAC), fundada em 1963. Trata-se de um comitê para defender os interesses de Israel junto ao Congresso e ao governo dos EUA.

Nas eleições norte-americanas de 2024, por exemplo, a AIPAC apoiou formalmente 361 candidatos à Câmara dos Representantes e ao Senado. Destes, 326 foram eleitos. Na prática, mais de nove em cada dez candidatos endossados pela organização conquistaram mandato.

O alcance desse apoio chega a democratas e republicanos. Em cada ciclo eleitoral, entre 320 e 360 parlamentares recebem contribuições da entidade ou de estruturas ligadas a ela. Considerando que a Câmara dos Representantes possui 435 integrantes e o Senado possui 100, trata-se de uma presença que alcança uma parcela significativa do Congresso dos Estados Unidos.

Para as eleições de meio de mandato de 2026, grupos pró-Israel iniciaram a disputa com mais de US$ 100 milhões destinados a campanhas políticas, por meio do United Democracy Project, braço independente voltado à disputa eleitoral. O objetivo é apoiar candidatos alinhados à manutenção da relação entre Washington e Jerusalém e financiar campanhas contra adversários políticos considerados críticos a essa parceria.

A atuação também inclui o relacionamento direto com congressistas. Desde o final de 2023, o braço educacional da organização financiou viagens a Israel para pelo menos 26 deputados democratas e 52 republicanos. As delegações participam de encontros com autoridades, visitas a instalações militares e apresentações sobre segurança, política regional e cooperação estratégica.

A influência da relação entre os dois países também aparece em decisões concretas do Congresso. Em 2016, durante o governo Obama, EUA e Israel assinaram um memorando de entendimento que prevê US$ 38 bilhões em assistência militar ao longo de dez anos. Trata-se do maior compromisso de ajuda militar já firmado pelos EUA com outro país.

Parte desses recursos ajuda a financiar programas conjuntos de defesa. Um dos casos mais conhecidos é o Iron Dome, sistema de interceptação de foguetes utilizado por Israel. Ao longo dos anos, democratas e republicanos aprovaram sucessivos pacotes de financiamento para o programa, inclusive em momentos de forte polarização política interna nos EUA.

A cooperação também envolve inteligência, defesa antimísseis, tecnologia militar, segurança cibernética e desenvolvimento de equipamentos utilizados pelos dois países. Enquanto presidentes norte-americanos e primeiros-ministros israelenses discutem estratégias para guerras, negociações diplomáticas ou questões regionais, essas áreas continuam operando por meio de acordos, programas e estruturas já estabelecidas.

O trabalho do AIPAC aumentou desde o início da guerra contra o Hamas em outubro de 2023. Foi quando a AIPAC criou um super Political Action Committee (PAC), o United Democracy Project (UDP), que investiu somas recordes para apoiar seus adversários nas eleições primárias democratas de 2024.

Um super PAC arrecada e gasta valores ilimitados em campanhas independentes — como anúncios de TV, rádio, internet e mala direta — desde que não coordene essas ações com a campanha oficial do candidato. Ao contrário do PAC, só não pode doar dinheiro diretamente aos candidatos.

“As redes sociais e campanhas de propaganda bem financiadas espalharam falsidades em grande quantidade”, diz a Oeste o ex-oficial da Marinha dos EUA, Alan Slabodkin, 72 anos. “Dá a impressão, muitas vezes, que estamos vivendo em um país diferente daquele de poucos anos atrás, especialmente depois de 7 de outubro.”

Em função desta atuação, candidaturas verdadeiramente hostis a Israel, beirando o antissemitismo, foram derrotadas. Uma delas foi a de Jamaal Bowman, que buscava a reeleição para a Câmara dos Representantes dos EUA. Ele representava um distrito de Nova York e tornou-se um dos principais críticos da política israelense em Gaza. Nas primárias democratas de 2024, enfrentou o então executivo do condado de Westchester, George Latimer.

A disputa entrou para a história como a eleição primária para a Câmara dos Representantes mais cara já realizada nos EUA. Grupos ligados à AIPAC gastaram aproximadamente US$ 15 milhões em apoio a Latimer, que derrotou Bowman por algo em torno de 59% a 41%.

Poucas semanas depois, Cori Bush enfrentou situação semelhante no Missouri. Também integrante do grupo conhecido como The Squad, Bush defendia um cessar-fogo em Gaza e criticava a condução da guerra por Israel. O UDP investiu aproximadamente US$ 8,5 milhões em apoio ao promotor Wesley Bell, que derrotou Bush nas primárias democratas. Foi a segunda grande vitória eleitoral da AIPAC contra integrantes da ala hostil a Israel naquele ciclo eleitoral.

“Em alguns círculos, o apoio à guerra contra Israel passou a ser apresentado como apoio aos direitos de povos oprimidos”, acrescenta Slabodkin. “Tornou-se uma espécie de efeito manada tanto em partes da esquerda quanto da direita radical, e o nível de ignorância e incompreensão pode ser surpreendente. Muitas pessoas mal conseguem localizar Israel no mapa, quanto mais entender os múltiplos atores envolvidos no conflito.”

A AIPAC é financiada principalmente por doações privadas de cidadãos norte-americanos, incluindo empresários, investidores, profissionais liberais e outros apoiadores da relação entre EUA e Israel. Como organização de lobby, ela não recebe recursos do governo de Israel.

Judeus de Israel e dos Estados Unidos

Vale lembrar que, nos EUA, o conceito de lobby é diferente em relação ao Brasil. O lobby norte-americano é considerado uma forma legítima de participação política e está protegido, em grande medida, pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante aos cidadãos o direito de solicitar ações do governo e defender seus interesses.

Desta maneira, cidadãos norte-americanos, a maioria bilionária, se sentiram livres para realizar doações para a AIPAC. Entre eles, estão:

Bernie Marcus (1929–2024) – norte-americano. Cofundador da Home Depot. Foi um dos grandes financiadores de causas pró-Israel e de grupos políticos nos Estados Unidos, incluindo doações ao United Democracy Project.

Paul Singer – 81 anos, norte-americano. Gestor de fundos de investimento e fundador da Elliott Investment Management. Entre os principais doadores de organizações pró-Israel e de campanhas políticas nos EUA.

Jan Koum – 50 anos, norte-americano naturalizado (nascido na Ucrânia, então União Soviética). Cofundador do WhatsApp e um dos grandes financiadores individuais do United Democracy Project no ciclo eleitoral de 2024.

Michael Leffell – 75 anos, norte-americano. Investidor e filantropo, com atuação em organizações judaicas e iniciativas pró-Israel.

Joshua Harris – 61 anos, norte-americano. Investidor bilionário, cofundador da Apollo Global Management, com doações registradas a comitês políticos e causas ligadas ao UDP.

Já os críticos argumentam que o volume de recursos arrecadado pelo UDP e por outros comitês ligados à AIPAC lhes confere influência desproporcional sobre eleições, especialmente nas primárias para a Câmara dos Representantes. No entanto, a AIPAC não é única nesse aspecto. Nos EUA, diversos setores mantêm organizações de lobby e super PACs altamente financiados — como sindicatos, associações empresariais, grupos ambientais e entidades ligadas a diferentes causas políticas.

Iniciativas como esta, e a de entidades como o AJC, fortalecem a relação entre os dois países. A população judaica nos EUA é de 7,5 milhões, quase igual à de Israel. Esta relação institucional faz da população judaica, e dos representantes de Israel, uma parte da sociedade norte-americana. Imune, o máximo possível, a qualquer rusga entre governos. O objetivo, pelo menos, é esse: unir o God Bless America (Deus Salve a América) com o Am Israel Chai (O Povo de Israel Vive).

Informações Revista Oeste


Estudo acompanhará 250 pacientes por dois anos para avaliar eficácia, segurança e viabilidade da semaglutida na rede pública

SUS passa a oferecer canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto para oferecer gratuitamente medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, a pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.

Batizada de Real-Bari, a pesquisa vai acompanhar 250 pacientes durante dois anos. O objetivo é avaliar a eficácia clínica do tratamento, os custos da terapia e a possibilidade de incorporar o medicamento à rede pública de saúde.

Os participantes precisam ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano, comprovar que não obtiveram resultados com tratamentos convencionais, como dieta e atividade física, e estar aptos a realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de um cuidador.

Durante o estudo, serão analisados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, evolução clínica, condições após procedimentos cirúrgicos e o impacto financeiro da utilização da semaglutida no SUS.

A iniciativa é voltada, principalmente, para pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica e precisam reduzir o peso antes do procedimento. Segundo o GHC, 91% dos pacientes obesos atendidos pela unidade apresentam obesidade mórbida, mas menos da metade reúne condições para realizar a cirurgia.

O protocolo foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o Grupo Hospitalar Conceição. O financiamento da pesquisa será feito por meio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da fabricante do medicamento.

Informações Metro1


Documento assinado por Samir Xaud foi encaminhado à Fifa antes do duelo do Brasil contra o Japão pelas fases eliminatórias

CBF protesta na Fifa após gol anulado do Brasil contra a Escócia

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou à Fifa, nesta quinta-feira (25), uma reclamação formal contra a atuação da arbitragem na vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, pela Copa do Mundo de 2026. A entidade questiona a anulação de um gol de Vinicius Júnior no primeiro tempo e pede que o árbitro mexicano César Ramos não seja mais escalado para partidas do Brasil.

O lance ocorreu aos 21 minutos da etapa inicial, quando a equipe brasileira já vencia por 1 a 0. Após recuperar a bola na entrada da área, Vinicius Júnior driblou a marcação e marcou o segundo gol. No entanto, depois de recomendação do árbitro de vídeo (VAR), César Ramos revisou a jogada no monitor e assinalou falta do atacante brasileiro antes da finalização, invalidando o gol.

A decisão provocou protestos imediatos do técnico Carlo Ancelotti, dos jogadores e da comissão técnica. A diretoria da CBF também discordou da marcação e decidiu oficializar a contestação junto à entidade máxima do futebol.

O documento foi assinado pelo presidente da CBF, Samir Xaud, e enviado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. No texto, a confederação argumenta que o VAR deve ser acionado apenas em situações de erro claro e evidente da arbitragem de campo, entendimento que, segundo a entidade, não teria sido respeitado na jogada.

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), quando enfrenta o Japão, em Houston, pelas fases eliminatórias da Copa do Mundo.

Informações Metro1


ONU alerta que total de mortos deve aumentar à medida que equipes avançam nas buscas por sobreviventes

Número de desaparecidos após terremotos na Venezuela passa de 50 mil

Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), segundo informou nesta sexta-feira (26) o chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, à agência AFP.

“Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal”, afirmou Fletcher. Ele acrescentou que considera provável que o número de mortos “aumente consideravelmente”.

O balanço oficial mais recente divulgado pelo governo venezuelano aponta 589 mortos e 2.980 feridos. As autoridades ressaltam, no entanto, que os números ainda são provisórios, enquanto a ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimam que o total de vítimas pode ser significativamente maior devido à intensidade dos tremores e à extensão dos danos.

Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram a região norte do país e foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. As equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes entre os escombros, enquanto a ajuda internacional começou a chegar ao país nesta sexta-feira.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma das áreas mais afetadas, e informou que a região integra a zona de desastre decretada pelo governo. Segundo o Parlamento venezuelano, ao menos 250 edifícios desabaram ou sofreram danos estruturais.

Informações Metro1


E O tribunal referendou liminar do ministro, determinando que a liberdade de expressão não protege conteúdos produzidos por inteligência artificial apresentados como fatos reais

Flávio Bolsonaro pré-campanha PL
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/Senado Federal 

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça e manteve a determinação para retirada de uma publicação com imagem produzida por inteligência artificial que simulava um encontro político envolvendo o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). 

A Corte Eleitoral acompanhou integralmente o entendimento do relator, consolidando aquele que passa a ser o primeiro precedente do tribunal sobre o uso de “deepfakes” na disputa eleitoral de 2026.

A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que sustentou que a postagem utilizava uma imagem artificial divulgada como se fosse uma “foto vazada” de um encontro reservado organizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

Para embasar o pedido, o partido anexou um laudo técnico de perícia digital apontando alta probabilidade de que a imagem tivesse sido gerada por inteligência artificial.

Ao conceder a liminar, agora referendada pelo plenário da Corte, André Mendonça estabeleceu uma distinção entre a crítica política — protegida pela Constituição — e a fabricação de fatos inexistentes por meio de recursos tecnológicos.

“A liberdade de expressão não protege, em princípio, a divulgação de conteúdo manipulado ou fabricado digitalmente quando apresentado ao público como se fosse registro autêntico de fato real, sobretudo quando tal expediente é utilizado para associar negativamente pré-candidato a narrativa eleitoralmente desabonadora”, decidiu o ministro.

Preservação do debate público

Na decisão, o ministro ressaltou que a Justiça Eleitoral deve preservar o debate público e evitar interferências desnecessárias na livre manifestação de opiniões. Contudo, para Mendonça, essa proteção não alcança conteúdos artificiais apresentados como verdade.

O ministro observou que a publicação não fazia apenas críticas políticas ao senador, mas criava uma narrativa baseada em um evento cuja existência não possuía qualquer comprovação.

“A mensagem veiculada não se limita a formular juízo crítico ou avaliação política desfavorável”, avaliou. “A postagem apresenta ao público a suposta existência de fato determinado: uma fotografia vazada de evento privado. A imagem teria sido fabricada por inteligência artificial, sem identificação ostensiva dessa condição, e divulgada como se fosse registro fotográfico real.”

“Foto vazada” e uso de inteligência artificial

Ainda na sua decisão, Mendonça afirmou que a publicação buscava conferir aparência de autenticidade: “Ao contrário, foi divulgada sob a expressão ‘foto vazada’, expressão que, em princípio, comunica ao eleitorado a ideia de registro autêntico, obtido de forma não oficial, de acontecimento real que se pretendia ocultar”.

O ministro também destacou que o laudo técnico apresentado pelo PL apontou 78% de probabilidade de a imagem ter sido gerada por inteligência artificial, classificando o documento como “indício suficiente de artificialidade do conteúdo” nesta fase do processo.

Além de confirmar a remoção da postagem, o TSE manteve a proibição de novas publicações com conteúdo semelhante. Para Mendonça, a decisão não impede críticas políticas, mas apenas a divulgação de imagens artificiais apresentadas como fatos reais.

“Não se determina a supressão de críticas a qualquer pré-candidato ou agente político”, destacou. “Veda-se, neste momento, apenas a manutenção e a reiteração da publicação específica que apresenta imagem aparentemente sintética como se fosse ‘foto vazada’ de evento real.”

Informações Revista Oeste