
A uma semana da eleição, o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) reuniu cerca de 40 mil pessoas em um grande ato de campanha realizado neste domingo (27), em Irecê. Imagens aéreas mostram a dimensão da mobilização, que tomou as ruas da cidade e ganhou clima de Carnaval.
O evento começou com uma caminhada pelas principais vias de Irecê. Ao longo do percurso, apoiadores acompanharam ACM Neto, que recebeu manifestações de apoio da população. A mobilização terminou em um comício, com discursos de lideranças políticas e do candidato.

O ato contou com a presença do senador e candidato à reeleição Angelo Coronel, do deputado federal Elmar Nascimento, do deputado estadual Angelo Coronel Filho, do coordenador da campanha Reinaldo Braga Filho e do deputado Cafu Barreto.
Também participaram lideranças da região, como Figueredo Amorim, que foi candidato a prefeito de Irecê em 2024; o ex-prefeito Luizinho Sobral; Tacinho, prefeito de Jussara; Juliana Araújo, prefeita de Morro do Chapéu; Renanzinho, prefeito de Xique-Xique; e Afonso Mendonça, prefeito de Ibititá.
Além dos prefeitos, deputados estaduais e federais e outras lideranças políticas de Irecê e de municípios da região acompanharam a caminhada e o comício, reforçando a mobilização em torno da candidatura de ACM Neto na reta final da campanha.
Com informações da assessoria de Comunicação

A oito dias das eleições de 4 de outubro, o candidado a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou na noite deste sábado em Porto Seguro que, se eleito, vai transformar a realidade do hospital regional situado no município e posiciona-lo como uma referência a nível nacional. Neto discursou durante um mega comício ao lado do candidato ao Senado Angelo Coronel (Republicanos), do prefeito Jânio Natal e do seu filho Jânio Natal Júnior, que é candidato a deputado estadual, além de deputados, prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas de toda a região da Costa do Descobrimento.
“Se Deus me der oportunidade como governador, eu vou fazer do Hospital Regional de Porto Seguro um exemplo para o Brasil, que vai atender a todo o extremo sul, que vai atender a essa região. Mas não vai ter greve, não vai ter prestador de serviço sem receber por três, quatro meses, não vai ter médico com salário atrasado, vai ser um hospital de referência. A gente vai enfrentar e vai resolver o problema da regulação da Bahia”, afirmou ACM Neto.
Ele lembrou que o governador Jerônimo Rodrigues não cumpriu a promessa feita em 2022 de zerar a fila da regulação. “O que a gente vê hoje é o povo baiano sofrendo para fazer uma consulta, um exame ou conseguir um internamento hospitalar”, disse Neto, ao reiterar sua proposta do Pix Saúde para desafogar a fila e garantir atendimento em hospital particular nos casos de urgência e emergência, quando não houver leito na rede pública.
O comício deste sábado foi precedido por uma grande carreata que percorreu ruas e avenidas da cidade, reunindo pessoas de todas as idades, ciclistas, motociclistas, vaqueiros e apoiadores, em uma verdadeira Onda Azul a oito dias das eleições do próximo domingo. O percurso teve início na Estrada do Aeroporto, passando pela BR-307 e pela Praça das Pitangueiras, até chegar à Avenida do Trabalho, onde os candidatos desceram dos veículos e foram recebidos por uma multidão, dando início a uma caminhada até o local do comício.
Pé-de-Meia e Bolsa Presença garantidos
Diante do público jovem presente no ato, Neto também rebateu informações falsas espalhadas por adversários políticos sobre a interrupção dos programas de permanência estudantil. “Eu vejo muitos jovens aqui, não acreditem na mentira que eles estão contando. Eles dizem por aí que a gente ganhando as eleições vai acabar com o Pé-de-Meia e com o Bolsa Presença. Não é verdade. Nós vamos ganhar as eleições, vamos manter Pé-de-Meia, vamos ampliar o Bolsa Presença. Agora, não vai ser a escola do faz de conta de Jerônimo, vai ser a escola que vai preparar o jovem para os desafios do mercado de trabalho e para a vida”, disse.
Parceria com Porto Seguro
Neto também exaltou o potencial turístico de Porto Seguro e afirmou que pretende atuar em parceria com o prefeito Jânio Natal para acelerar obras e investimentos no município. “Essa cidade que é desejada pelo Brasil e pelo mundo, essa cidade que é um dos maiores destinos turísticos do planeta. Ela tem um potencial enorme para crescer, para prosperar, para ter mais empregos, para ter melhores condições. E a parceria do governador com o prefeito vai fazer toda a diferença”, afirmou.
“Eu quero assumir um compromisso hoje com Porto Seguro, nos próximos dois anos de mandato do prefeito Jânio Natal nós vamos fazer mais por Porto Seguro do que os nossos adversários fizeram em 20 anos governando a Bahia. Infraestrutura, saneamento, pavimentação, habitação, melhorar as estradas, são muitos desafios que nós temos pela frente”, emendou.
Encontro com indígenas
A caminho do comício, Neto também encontrou integrantes da tribo indígena Aldeia Mirapé, que apresentaram demandas das comunidades locais e pediram compromisso do candidato com questões relacionadas aos conflitos no campo. Durante os discursos, o cacique Fred solicitou apoio de Neto na mediação dos impasses e entregou um documento com reivindicações da comunidade. O ato político foi encerrado com uma oração na língua pataxó, conduzida pelos indígenas.

Neste domingo (27), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou uma ordem de André Mendonça sobre publicações envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. Em vídeo, Nikolas afirmou que a decisão mostra o que, segundo ele, poderia ocorrer caso Lula volte à Presidência e indique novos ministros para a Corte.
– Isso daqui é só um gostinho do que vai acontecer se o Lula ganhar e indicar mais quatro ministros do STF. Você sabia que o André Mendonça derrubou todas as postagens que estavam de forma caluniosa e falsa divulgando uma fake news sobre Flávio Bolsonaro tirar Nossa Senhora como padroeira do Brasil? – disse Nikolas.
O deputado afirmou ainda que a informação falsa teria começado nas redes sociais e citou a atuação da GloboNews no episódio. A emissora reconheceu um erro relacionado ao caso e se retratou. Nikolas também criticou a decisão tomada posteriormente por Dino.
– E agora o Flávio Dino derruba a decisão do André Mendonça. Ou seja, ele tá validando uma fake news. Posso falar uma coisa? Se você votar no Lula pra ele poder indicar mais quatro Flávios Dinos, mais quatro Alexandre Moraes, não vai ter Brasil, meu amigo, pra poder lutar não – afirmou.
Dino cassou neste domingo a decisão de Mendonça, que havia determinado a retirada de publicações associando Flávio Bolsonaro a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A medida de Mendonça também alcançava conteúdos com a mesma narrativa em textos, imagens, vídeos e memes.
O caso chegou a Dino após um pedido do humorista Antonio Tabet, que teve uma publicação removida por determinação do TSE. O ministro do STF considerou que não era possível concluir, sem análise mais aprofundada, que a expressão usada por Tabet se referia diretamente a Flávio. Por isso, determinou o restabelecimento do conteúdo.
Dino também apontou que a retirada poderia atingir as liberdades de expressão e religiosa. Segundo o ministro, críticas sobre propostas políticas relacionadas à religião fazem parte do debate público e não deveriam ser impedidas por uma decisão judicial nas circunstâncias analisadas.
Nikolas, porém, interpretou a decisão como parte de uma disputa sobre a composição do STF e pediu votos para o candidato que apoia. Ao comentar a eleição, ele também afirmou que pretende ver uma mudança na composição da Corte.
– Ou a gente afunda o 22, ou senão não vai ter mais Brasil pra lutar. E posso falar uma coisa? Isso que o Flávio Dino fez chama-se desespero. Porque o Flávio vai ganhar essas eleições, eles vão perder esse poder que tem no STF. Nós vamos equilibrar o jogo, beleza? – declarou.
No fim do vídeo, Nikolas voltou a falar sobre a composição do Supremo e afirmou que o poder da Corte deve estar ligado à população. Ele também convocou seus apoiadores para o dia da votação.
– Eu te espero, se Deus quiser, dia 4 de outubro, a vitória, pra botar esses petistas pra chorar. E nós vamos ganhar o STF, porque o STF não é de Flávio Dino nem do Moraes, não. O poder emana do povo – completou.
*Pleno.News
Fotos: Bruno Spada| Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A tradição e a religiosidade marcaram a realização da 39ª Missa do Vaqueiro, no distrito de Jaguara, neste domingo (27). A celebração reuniu vaqueiros da região em uma programação que valoriza uma das manifestações culturais ligadas à identidade do homem do campo em Feira de Santana.
O prefeito José Ronaldo participou da celebração e acompanhou o momento de homenagem aos vaqueiros. Vestidos com os trajes tradicionais, como calça de couro, chapéu e gibão, os participantes deram ao encontro um cenário marcado pela cultura sertaneja.
A celebração teve início ao som do berrante, elemento tradicional das atividades dos vaqueiros, dando o tom para um momento de fé e valorização das raízes do distrito. Ao longo da programação, os vaqueiros que participaram da missa também receberam medalhas entregues pelo prefeito José Ronaldo.
Para o prefeito, a realização da missa representa a continuidade de uma tradição importante para Jaguara e para Feira de Santana.
“É histórico isso aqui. Isso acontece há alguns anos, teve um período de seca em que não aconteceu, mas nós estamos aqui, mais uma vez, participando. Eu agradeço a todos aqueles que trabalharam, organizaram e fizeram essa belíssima festa acontecer”, afirmou.
José Ronaldo também destacou que a programação do distrito vai além da celebração religiosa, envolvendo diferentes atividades culturais durante o fim de semana.
“Não só a missa, não só a festa para aqueles, mas também a festa com as bandas que se apresentam aqui, tanto no sábado quanto no domingo. A Prefeitura de Feira está presente nesses eventos culturais e participa ativamente de todos esses projetos culturais do município de Feira de Santana”, acrescentou.
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, ressaltou a importância de preservar a Missa do Vaqueiro e as tradições que fazem parte da história de Jaguara.
“É uma festa muito bonita e tradicional aqui em Jaguara. Essa é a 39ª edição. O importante é que nós temos, além de dois dias de festa com artistas locais e regionais, inclusive nomes de destaque, a preservação da nossa cultura, da nossa tradição e das nossas raízes com essa Missa do Vaqueiro”, destacou.
Segundo o secretário, o desfile dos vaqueiros é um dos momentos que melhor representa essa relação entre a celebração e a identidade cultural da comunidade.
“É esse desfile bonito que é o mais importante: preservar e valorizar a cultura local e regional”, afirmou Cristiano Lôbo.
A 39ª Missa do Vaqueiro reforçou, assim, a presença das tradições sertanejas na programação de Jaguara, reunindo fé, vestimentas típicas, música e homenagem aos vaqueiros que mantêm viva essa manifestação cultural.
*Secom

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), avalia liberar o julgamento sobre o relatório com as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes apenas após o segundo turno. O magistrado manifestou a interlocutores e colegas de corte que não faria sentido retomar a discussão nas vésperas das eleições, sob risco de a crise da corte interferir na definição do pleito.
Dino tem até dezembro para devolver o caso ao plenário, considerando o prazo de 90 dias contados desde a sessão histórica de 15 de setembro. Ele pediu vista —mais tempo para análise— da proposta de Gilmar Mendes para reunir a análise do caso de Moraes e a acusação feita por este contra André Mendonça de condução irregular dos processos do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Há, ainda, uma avaliação política sobre o tema que envolve, além dos ministros do STF, aliados do presidente Lula (PT) e a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A leitura convergente é a de que o foco da crise do Supremo prejudica o petista e beneficia o senador pela associação feita por parte do eleitorado entre o governo e Moraes.
Além de prejudicar a imagem de Lula, aliados de Flávio Bolsonaro entendem que as revelações de contatos, voos e do contrato milionário de Vorcaro com a mulher de Moraes, Viviane Barci, evitam que o escândalo do Master tire mais pontos do presidenciável do PL.
Ainda no cenário de definir a situação em novembro, aliados tentarão convencer Edson Fachin, presidente do STF, a pautar para os mesmos dias as sessões sobre Moraes e Mendonça. Seria uma forma de equilibrar o desgaste. O presidente da corte tem resistido. Ele marcou sessões separadas sobre Moraes e Mendonça, tendo cancelado a segunda após o pedido de vista de Dino.
Fachin agendou o caso poucos dias após as primeiras decisões dadas para conter a crise sem precedentes enfrentada pela corte. Nos bastidores, o ministro dizia que o tribunal precisava dar uma resposta sobre a crise. Desde então, ele sofreu pressão para rever a data ou o formato da sessão, aberta e transmitida pela TV Justiça.
A sensação entre os ministros, sobretudo aqueles mais ligados a Moraes, grupo do qual Dino, Gilmar além de Cristiano Zanin fazem parte, foi a de que o prazo para análise de tema de alta sensibilidade foi curto. Para eles, o material da investigação é amplo e é necessário tempo adequado para a análise cuidadosa dos elementos reunidos no processo.
Apesar do objetivo de dar uma resposta à sociedade sobre a disputa entre os ministros, Fachin também vinha dizendo não querer lidar com a questão de forma apressada. Com base nesse entendimento, o presidente afirmou a interlocutores que vai aguardar a devolução do processo por Dino.
O ministro que pede vista pode usar o período regimental que tem à disposição, mas, como Dino chegou a votar na sessão, foi ventilada a expectativa de que ele pudesse liberar o caso antes ou de que o presidente tentasse conversar com o colega para adiantar a retomada do julgamento num prazo mais curto.
A ala de Moraes aponta que Mendonça age politicamente, direcionando a investigação e os vazamentos contra adversários enquanto poupa aliados. Para o grupo, a ofensiva às vésperas da eleição ocorreu para ajudar Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência da República.
Nesse sentido, para evitar o recrudescimento de uma disputa que consideram ser pró-Flávio Bolsonaro, o grupo próximo a Dino deseja que a sessão ocorra a partir de novembro, com a eleição presidencial decidida.
Mendonça rechaçou a acusação de que atua politicamente. A aliados ele avaliou que gostaria de ver definida a situação de Moraes o quanto antes, sob o argumento de que não é salutar estender a crise do STF. Ainda, que diante de elementos passíveis de suspeita, o calendário eleitoral não deveria ser determinante para o andamento da análise, para encaminhamento à apuração —ou ao arquivamento.
O relator tem, ao lado dele, de forma mais firme, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Até aqui, os dois referendaram as decisões de Mendonça ao longo do processo. Mas Kassio se declarou impedido para participar da sessão do dia 15 e não votou na questão de ordem de Gilmar.
Como mostrou a Folha, o magistrado tem considerado rever seu afastamento do caso. Isso porque a decisão decorreria apenas pela função de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Kassio e aliados têm avaliado que a motivação foi pontual e, portanto, reversível, especialmente com o fim da disputa eleitoral.
Na sessão, Cármen Lúcia se posicionou contra a proposta do grupo de Moraes pela junção dos processos. Edson Fachin tem tentado se manter neutro, mas sua condução na corte é vista como mais favorável ao grupo de Mendonça.
Segundo interlocutores, nos dias que antecederam a decisão, Dino conversou com Fachin e aconselhou o presidente do STF a não marcar a sessão sobre Moraes para o último dia 15, apontando o risco de contaminação e direcionamento eleitoral. A realização de uma audiência fechada, sem transmissão, também foi sugerida, sem sucesso.
Na avaliação da ala de Dino, Fachin acertou em boa parte das medidas tomadas para conter a crise, como na suspensão de decisões sobre o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e das decisões de ministros contra colegas.
O grupo também entendeu a necessidade do afastamento de Moraes da condução do inquérito das fake news como parte do pacote do momento —ainda que Moraes tenha ficado insatisfeito com essa derrota, afirmando ter sido pego de surpresa, mas aceitado a opção de Fachin.
A crítica é que faltou tempo para maturar o debate sobre a atuação de Moraes, com a devida análise do celular de Vorcaro. Para esse grupo, o ideal seria que a presidência do tribunal tivesse instruído melhor o processo, aberto espaço para o diálogo reservado entre os ministros e dilatado os prazos antes de levá-lo a plenário.
Fonte: Bahia Notícias

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A deputada federal e candidata à reeleição Roberta Roma (PL) está estável e permanece internada na UTI Cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador. Ela passou por um cateterismo neste sábado (26), que não identificou lesões importantes nas artérias coronárias. A equipe médica investiga a possibilidade de síndrome de Takotsubo, conhecida como “síndrome do coração partido”.
Roberta sentiu dor no peito, com irradiação para o braço direito, durante uma agenda de campanha em Cruz das Almas. Após receber os primeiros cuidados no interior do estado, ela foi transferida para Salvador para dar continuidade à avaliação médica. Durante a análise, foi identificado que a deputada sofreu um infarto.
Além do cateterismo, Roberta está sendo submetida a outros exames para esclarecer o quadro.
Segundo as informações divulgadas, a deputada está medicada, monitorizada e bem-humorada. Ela segue sob os cuidados do clínico geral Silvestre Sobrinho e do cardiologista Adriano Martins, chefe da UTI, enquanto a investigação da dor torácica é concluída.
A família agradece as mensagens de carinho e as orações e informou que divulgará novas informações conforme a evolução da avaliação médica.
Fonte: Bahia Notícias

O candidato a governador da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, reforçou, durante passagem por Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, neste sábado (26), a confiança na reta final da campanha eleitoral. Mesmo com a agenda intensa, ele afirmou ter feito questão de estar no município para “trazer um abraço e, é claro, pedir o apoio nessa reta final”.
“Se Deus quiser, nós vamos consolidar a vitória para mudar a Bahia no dia 4 de outubro”, declarou Neto.
O candidato também destacou o otimismo com a disputa, mas afirmou respeitar os adversários. “Com confiança total, muito otimismo. Claro que a gente respeita o adversário, a gente sabe que a disputa vai se dar até o fim, mas temos muita confiança”, afirmou.
Neto ainda ressaltou a importância do apoio do prefeito Ednaldo Ribeiro. “O apoio desse grupo político, que faz toda a diferença em Cruz das Almas e no Recôncavo”, disse.
Ao falar sobre sua relação com a região, o candidato destacou uma trajetória construída ao longo de décadas. “Eu tenho uma vida de trabalho, de luta, no Recôncavo da Bahia, e hoje a gente colhe os frutos de uma construção que é de quase 30 anos”, afirmou.
Com informações da assessoria de Comunicação.

A oito dias das eleições de 4 de outubro, Itabuna foi tomada neste sábado (26) por uma grande mobilização em apoio à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. Ao lado dos candidatos ao Senado João Roma (PL -222) e Angelo Coronel (Republicanos – 100), do prefeito de Salvador Bruno Reis (União Brasil), além de candidatos, deputados e diversas lideranças políticas do sul da Bahia, Neto participou da Carreata da Mudança pelas ruas e avenidas do município.
A mobilização começou na Avenida Manoel Souza Chaves e seguiu pela Avenida Fernando Cordier, reunindo uma multidão ao longo do percurso. Carros e apoiadores acompanharam a passagem da chapa, enquanto moradores saíram às ruas para manifestar apoio aos candidatos.
“Ganhamos em Itabuna em 2022 e não tenho dúvidas de que vamos ganhar novamente. O itabunense conhece o nosso trabalho e sabe da nossa capacidade de transformar essa cidade que eu amo de paixão, levando mais desenvolvimento, oportunidades e realizações para a população”, declarou ACM Neto.
Um dos momentos de maior concentração foi durante a passagem pelo Comitê Central, na Avenida Cinquentenário, onde uma multidão se juntou aos veículos da carreata numa grande celebração pela mudança na Bahia.

Antes de Itabuna, ACM Neto passou por Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, e, ainda neste sábado participa de um ato em Uruçuca e de um grande comício à noite em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Com informações da assessoria de Comunicação.
Por Eduardo Brandão
As bets deixaram de ser apenas jogo. Para milhões de brasileiros, transformaram-se numa espécie de loteria cotidiana da sobrevivência.

Não se aposta necessariamente para ficar milionário. Apostam-se R$ 2, R$ 5, R$ 10, sonhando com o dinheiro capaz de pagar a conta atrasada, completar o supermercado ou colocar um almoço melhor na mesa no domingo. É aí que a explosão das apostas revela algo muito mais profundo do que o gosto nacional pelo jogo: revela a pobreza das expectativas.
O Banco Central estimou que cerca de 24 milhões de brasileiros participaram das apostas online entre janeiro e agosto de 2024. Entre beneficiários do Bolsa Família analisados pelo BC, aproximadamente 17% apostaram. É um retrato inquietante de como esperança e vulnerabilidade econômica podem caminhar perigosamente juntas.
A bet ocupa hoje, em escala industrial e digital, parte do espaço simbólico que durante décadas pertenceu ao jogo do bicho: a promessa de que amanhã, quem sabe, alguns reais poderão virar algumas centenas.
E aqui surge uma questão política inevitável: quando trabalhar parece suficiente apenas para sobreviver e ascender socialmente é percebido como algo cada vez mais distante, a sorte começa a ocupar o espaço que deveria pertencer à oportunidade.
A crítica que cabe ao governo Lula — e, em perspectiva histórica, ao próprio Estado brasileiro — é justamente esta: não basta regulamentar, tributar ou condenar as apostas. É preciso perguntar por que tanta gente encontra numa tela de celular uma perspectiva de melhora que não enxerga no horizonte econômico.
A matemática da bet favorece a casa. Mas, para quem perdeu a confiança nos caminhos tradicionais de ascensão, ela vende algo ainda mais poderoso que dinheiro: possibilidade.
A aposta, então, deixa de ser apenas jogo.
Torna-se um ato de fé. Um porto seguro de esperança — ainda que construído sobre areia.

A ausência dos principais nomes do PT da Bahia nos debates promovidos pela TV Bahia entrou no centro das discussões políticas nas redes sociais nesta reta final da campanha. Depois de Rui Costa e Jaques Wagner não comparecerem ao encontro entre os candidatos ao Senado, na noite desta sexta-feira (25), e diante da confirmação de que o governador Jerônimo Rodrigues também não participará do debate ao Governo do Estado, marcado para terça-feira (29), adversários e internautas passaram a ironizar o slogan “Time de Lula”, utilizado pela chapa governista, chamando o grupo de “Time dos Fujões”.
Rui e Wagner foram convidados para o debate ao Senado realizado pela TV Bahia, mas não compareceram. A ausência ganhou ainda mais repercussão porque o debate teve entre os principais assuntos justamente as recentes controvérsias envolvendo o Banco Master. O tema apareceu já no primeiro bloco, quando João Roma questionou a ausência de Rui e Wagner.
A situação dos petistas ganhou novo capítulo com a informação de que Jerônimo também não estará no debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, previsto para terça-feira (29). O governador deverá acompanhar a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Feira de Santana no mesmo dia.
A coincidência entre as três ausências alimentou as provocações nas redes sociais. Publicações de adversários passaram a substituir a expressão “Time de Lula” por “Time dos Fujões”, numa referência a Jerônimo, Rui e Wagner e à decisão dos três de não participar dos últimos debates promovidos pela emissora antes do primeiro turno.
As críticas também resgataram as recentes reportagens envolvendo o Banco Master. Reportagem do UOL publicada nesta sexta-feira revelou o conteúdo de uma proposta de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na qual ele atribui supostos pagamentos de R$ 3 milhões mensais a um grupo político ligado a Jaques Wagner. Rui Costa também é citado cinco vezes no capítulo divulgado pela reportagem, embora nenhum pagamento seja atribuído diretamente a ele.
O caso Master já vinha provocando desgaste e troca de acusações entre governistas e oposicionistas na Bahia. Com as novas revelações e a ausência dos petistas nos debates, adversários passaram a relacionar os dois episódios e a sustentar, nas redes sociais, que o grupo estaria evitando confrontos públicos em um momento de maior pressão política.
Com informações da assessoria de Comunicação.