
Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido coletivo de habeas corpusdestinado a presos com mais de 70 anos ou portadores de doenças graves. O intuito é garantir a essas pessoas a possibilidade de prisão domiciliar, especialmente por causa do risco de agravamento de quadros de saúde causado pelas más condições em alguns presídios.
O protocolo da ação ocorreu na quarta-feira 25, logo depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. No documento, não há menção direta ao nome do ex-presidente, porém, os parlamentares fazem referência ao debate nacional sobre medidas humanitárias para pessoas acima dos 70 anos com relevância política.

Na justificativa apresentada, o grupo do PT argumenta que “a proteção fundada em vulnerabilidade etária e em limites humanitários da custódia não pode operar como privilégio casuístico de réus poderosos”.
“Se a ordem jurídica admite tutela especial para condenados maiores de 70 anos, essa proteção deve ser lida à luz da igualdade, alcançando de maneira impessoal e nacional todas as pessoas submetidas à mesma condição jurídica de supervulnerabilidade”, conforme trecho do pedido.
O deputado Rui Falcão (PT-SP) ressaltou a necessidade de garantir direitos humanos para todos. Segundo ele, “quando o preso é rico, influente e protegido por redes de poder, surgem com rapidez argumentos sobre dignidade, saúde e humanidade”. “Quando o preso é pobre, doente, idoso e anônimo, prevalecem o abandono, a indiferença e a lógica de que ele pode mofar na cadeia”, afirmou.
No processo, os parlamentares mencionam estudo do Conselho Nacional de Justiça que aponta as condições precárias dos presídios como fator para a propagação de doenças como tuberculose, sífilis e aids, além de mencionar expectativa média de vida de 548 dias para egressos que retornam à sociedade. O texto da ação afirma que a manutenção da custódia penal sem comprovação de tratamento adequado pode resultar em agravamento clínico, sofrimento desnecessário e morte precoce.
Informações Revista Oeste

A Gerp divulgou nesta sexta-feira (27) uma nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026.
Nos quatro cenários de primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais.
O instituto também apresentou aos entrevistados seis cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula.
Além disso, os entrevistados responderam em quem não votariam para o cargo em 2026.
Pesquisa para presidente da República em 2026
A Gerp fez um cenário espontâneo (quando não são apresentados os nomes) e quatro cenários estimulados (quando são mostrados os nomes).
Lula e Flávio Bolsonaro são os mais citados na pesquisa espontânea
Lula (PT): 33%
Flávio Bolsonaro (PL): 27%
Jair Bolsonaro (PL)*: 3%
Ciro Gomes (PSDB): 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 1%
Ratinho Junior (PSD): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Ronaldo Caiado (PSD): 1%
Eduardo Leite (PSD): 0%
Michelle Bolsonaro (PL): 0%
Outros: 2%
Não sabe/não respondeu: 30%
*O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Lula e Flávio empatam tecnicamente no primeiro cenário estimulado
Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 36%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ratinho Júnior (PSD): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 6%
No segundo cenário, o empate técnico persiste
Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 5%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC)5: 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%
Empate é numérico no terceiro cenário
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Lula (PT): 37%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ratinho Junior (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 4%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 4%
Não sabe/não respondeu: 4%
No último cenário, novo empate dentro da margem de erro
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Lula (PT): 38%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Romeu Zema (Novo): 5%
Eduardo Leite (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%
Pesquisa para segundo turno para presidente da República em 2026
A Gerp simulou seis cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula.
Flávio Bolsonaro x Lula
Flávio Bolsonaro (PL): 48%
Lula (PT): 45%
Nenhum deles: 5%
Não sabe/não respondeu: 3%
Lula x Ciro Gomes
Lula (PT): 39%
Ciro Gomes (PSDB): 38%
Nenhum deles: 19%
Não sabe/não respondeu: 4%
Lula x Ratinho Junior
Lula (PT): 42%
Ratinho Junior (PSD): 42%
Nenhum deles: 13%
Não sabe/não respondeu: 3%
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 44%
Ronaldo Caiado (PSD): 37%
Nenhum deles: 15%
Não sabe/não respondeu: 4%
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 41%
Nenhum deles: 11%
Não sabe/não respondeu: 3%
Lula x Eduardo Leite
Flávio Bolsonaro (PL): 41%
Eduardo Leite (PSD): 35%
Nenhum deles: 20%
Não sabe/não respondeu: 4%
Rejeição para presidente da República em 2026
A Gerp quis saber dos entrevistados em quais dos candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum para presidente da República.
Lula (PT): 51%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Romeu Zema (Novo): 16%
Eduardo Leite (PSD): 16%
Ratinho Junior (PSD): 15%
Ronaldo Caiado (PSD): 13%
Ciro Gomes (PSDB): 12%
Renan Santos (Missão): 12%
Aldo Rebelo (DC): 11%
Poderia votar em qualquer um deles: 1%
Não votaria em nenhum deles: 1%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Metodologia: A Gerp ouviu 2.000 pessoas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP). O nível de confiança é de 95,55%. Registro no TSE nº BR-02846/2026.
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.
*Gazeta do Povo
Foto: Infografia/Gazeta do Povo

O Comitê Olímpico Internacional (COI)determinou que apenas atletas biologicamente femininas poderão competir na categoria feminina dos Jogos Olímpicos. A elegibilidade dependerá de teste genético.
O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, 26. A medida integra a nova política voltada à proteção da categoria feminina no esporte de alto rendimento.
O COI apresentou a regra depois de 18 meses de consultas. A entidade afirmou que busca padronizar critérios para competições femininas. Pelas novas diretrizes, atletas trans não poderão disputar provas femininas nos Jogos Olímpicos. A decisão altera o modelo adotado nos últimos anos.
Antes, federações esportivas definiam regras próprias sobre participação. O COI não aplicava norma universal desde 2021.

A partir dos Jogos de Los Angeles 2028, atletas que quiserem competir na categoria feminina precisarão realizar teste genético SRY.
O exame identifica marcador associado ao desenvolvimento sexual masculino. Segundo o COI, o gene permanece estável ao longo da vida. A entidade afirmou que o teste oferece evidência precisa sobre o desenvolvimento biológico do atleta. O critério será aplicado de forma padronizada.
A mudança ocorre depois de anos de debates e controvérsias sobre elegibilidade em competições femininas no esporte internacional.
O comitê admite exceções para casos raros de desenvolvimento sexual. A entidade citou atletas com síndrome de insensibilidade androgênica completa. Também entram nessa categoria diferenças e distúrbios que não geram vantagem de desempenho associada à testosterona.
Algumas federações já adotavam critérios semelhantes antes da decisão do comitê. Entidades de atletismo, natação e rugby criaram regras próprias. Essas organizações restringiam a participação de atletas que passaram pela puberdade masculina em categorias femininas.
Outras instituições esportivas também avançaram nessa direção. A World Athletics passou a exigir teste genético SRY em competições femininas. A federação implantou a medida antes do Campeonato Mundial realizado em Tóquio no ano passado.
Informações Revista Oeste

Depois de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por não prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS), o colegiado tem uma agenda apertada para terminar os trabalhos. Isso porque o prazo final dos trabalhos do está prevista para o próximo sábado, 28.
A previsão inicial do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é de que o parecer final do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), seja lido nesta sexta-feira, 27. “E vamos tentar votar amanhã também”, disse o parlamentar.
Contudo, integrantes da comissão ouvidos por Oeste mostram que a votação pode ficar para sábado. Viana também não descartou a possibilidade.

O líder do governo na CPMI do INSS, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que a única possibilidade do parecer de Gaspar (PL-AL) ser aprovado é “se os parlamentares aprovarem um relatório conjunto”.
O petista afirmou que a base governista vai apresentar um relatório paralelo que “demonstrará, de forma absolutamente categórica, como ocorreu o escândalo do INSS”. Pimenta disse que seu parecer pede o indiciamento de 170 pessoas.
Segundo Pimenta, o seu relatório “identificará cada um dos nove núcleos operacionais que atuaram para roubar aposentados e aposentadas”.
“Também vamos identificar o núcleo de servidores que se corromperam dentro da estrutura do INSS”, acrescentou o deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul. “Em cada um desses núcleos, vamos individualizar a responsabilidade de todas as pessoas que participaram dessas organizações criminosas.”
Informações Revista Oeste

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para derrubar a liminar do ministro André Mendonça para a prorrogação da CPMI do INSS. Com a decisão, a comissão deve ser encerrada até o próximo sábado (28).
Votaram contra a decisão Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Luiz Fux acompanhou o relator, totalizando o placar de 8 a 2.
A determinação de Mendonça ocorreu em resposta a um mandado de segurança protocolado por deputados e senadores, que afirmam que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não fez a leitura do requerimento de prorrogação, mesmo com o documento contando com a assinatura de mais de um terço dos parlamentares.
A sessão estava prevista para ocorrer virtualmente no dia 3 de abril, mas foi pautada por Fachin no plenário físico já nesta quinta-feira (26). Com a anulação do adiamento, o colegiado pode correr o risco de não conseguir votar o relatório final, já que a votação do texto estava prevista para esta quinta se não houvesse prorrogação.
*Pleno.News

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a direita chegará unida ao segundo turno das eleições presidenciais e que apoiará qualquer candidato do campo político que enfrente o Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema deixou o governo de Minas para a disputa presidencial nas eleições deste ano.
– Quem fala que a direita não está junta está equivocado. Nós vamos estar juntos no segundo turno – disse durante entrevista ao programa Pleno Time, nesta quinta-feira (26).
Ao ser questionado sobre diferenças em relação a Flávio Bolsonaro, seu futuro concorrente nas urnas, Zema relembrou conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, antes de lançar sua pré-candidatura.
– Ele [Jair Bolsonaro] me falou: “Zema, vá! Quantos mais candidatos à direita tiver, mais forte ela vai ficar”. E isso faz todo sentido – disse, indicando que o líder conservador compactua com seu pensamento de multiplicidade de candidaturas no primeiro turno.
O ex-governador mineiro destacou ainda que pretende ter bom desempenho eleitoral em seu estado e que outros governadores bem avaliados também devem contribuir para fortalecer a direita nacionalmente. Ele também reiterou que apoiará qualquer nome da direita que enfrente o PT em um eventual segundo turno.
– Estarei apoiando aquele que estiver contra o PT. Estarei lá como fiz em 2022 – afirmou, lembrando seu engajamento na campanha de Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.
Por fim, Zema afirmou estar disposto a contribuir com o país independentemente do cargo.
– Quero participar para melhorar o Brasil. Não tenho projeto pessoal de poder – declarou, ao ser questionado se assumiria algum ministério em um governo de direita.
*Pleno.News
Foto: Reprodução/Pleno.News

Conhecida pela forte ligação com diferentes manifestações religiosas, Salvador aparece em um cenário que contraria o imaginário popular. Dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que 18,5% da população da capital baiana se declara sem religião, o maior índice entre todas as capitais do país.
Em números absolutos, são 398.068 soteropolitanos que afirmam não ter uma crença definida. O dado chama atenção diante da fama da cidade, marcada pela diversidade de templos e tradições religiosas.
De acordo com a Arquidiocese de São Salvador, a capital possui 589 igrejas católicas. Já a Federação Nacional de Culto Afro-brasileiro (Fenacab) estima a existência de cerca de 2.800 terreiros de candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana, o que reforça o título simbólico de “Roma Negra”, expressão criada na década de 1930 por Mãe Aninha.
Mesmo com essa forte presença histórica, o percentual de adeptos das religiões afro-brasileiras na cidade também não é dos mais elevados. Segundo o IBGE, apenas 2,8% da população de Salvador se declara seguidora de candomblé ou umbanda, o que coloca o município na 70ª posição no ranking nacional.
Entre as capitais, Salvador ocupa o terceiro lugar nesse recorte, atrás de Porto Alegre (6,4%) e Rio de Janeiro (3,6%). Já em números absolutos, a cidade aparece melhor posicionada, com 59.925 adeptos, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Informações Bahia.ba

com Frei Jorge Rocha
tema: significado da palavra “ponto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um novo equívoco geográfico nesta quarta-feira, 25, ao detalhar as potencialidades comerciais da aviação brasileira. Durante visita técnica ao polo de manutenção da Latam, em São Carlos (SP), o mandatário asseverou que o Brasil compartilha limites territoriais com todos os países da América do Sul. A declaração desconsidera a realidade cartográfica da região, uma vez que Chile e Equador não possuem fronteiras secas ou molhadas com o domínio brasileiro.
O deslize ocorreu logo que o petista exaltava a capacidade de produção da Embraer. O governo estima um aporte de aproximadamente R$ 11 bilhões na aquisição de até 74 jatos do modelo E195-E2 pela Latam, em negociação iniciada no segundo semestre do ano passado. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros da Fazenda e do Trabalho, Lula utilizou o argumento da proximidade regional para justificar a expansão da frota, ignorando o isolamento geográfico de dois vizinhos continentais.
A falha em São Carlos soma-se a uma outro tropeço retórico registrado nesta semana. Na terça-feira, 24, o ocupante do Palácio do Planalto gerou perplexidade ao celebrar a aprovação do Projeto de Lei Antifacção. Na ocasião, o presidente agradeceu aos parlamentares por transformarem o Brasil em um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. A Secretaria de Comunicação precisou intervir para retificar a fala, alegando que o governante pretendia mencionar o “combate” às facções e não a liderança nelas.
A tendência de construções frasais problemáticas marcou também agendas externas recentes. Durante passagem pela Indonésia em outubro de 2025, o chefe de Estado inverteu a lógica do narcotráfico ao classificar os traficantes como vítimas dos dependentes químicos. Naquela oportunidade, o mandatário sugeriu que o enfrentamento aos usuários seria uma tarefa mais simples do que o combate aos fornecedores de entorpecentes.
Informações Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, 27, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília.
Divulgado na tarde desta quinta-feira, 26, o comunicado aponta boa evolução clínica e ausência de sinais de infecção aguda. Bolsonaro permanecerá em observação pelas próximas 24 horas. O ex-presidente encerrou hoje o ciclo de antibióticos.
Bolsonaro deu entrada no hospital em 13 de março. Ele estava com febre alta, baixa saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Os médicos diagnosticaram pneumonia bacteriana por broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido estomacal.
Bolsonaro permaneceu na unidade de terapia intensiva. Ele passou para cuidados semi-intensivos na semana passada.
O cardiologista Brasil Caiado estima recuperação total entre 90 dias e seis meses. A equipe médica realizará visitas recorrentes para monitorar a evolução do quadro clínico.
A notícia da alta ocorre depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira 24, o magistrado concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro pelo prazo de 90 dias.
A decisão atende parcialmente a pedido da defesa do ex-presidente. Segundo Caiado, a prisão domiciliar pode beneficiar a recuperação do paciente. “O ambiente domiciliar está em preparação pela família”, afirmou. “Já foi providenciada uma cama mais adequada para o problema quase central dele hoje, que é o refluxo gastroesofágico.”
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ferido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. O primeiro procedimento ocorreu em caráter emergencial em 6 de setembro daquele ano, em Juiz de Fora (MG). Na ocasião, os médicos retiraram parte do intestino.
Ainda em 2018, Bolsonaro passou por nova cirurgia em São Paulo para tratar um quadro de obstrução intestinal.
Em 2019, voltou ao centro cirúrgico para retirar a bolsa de colostomia colocada depois do atentado. Na mesma cirurgia, os médicos corrigiram uma hérnia formada na região da cicatriz.
Em 2020, Bolsonaro foi submetido a dois procedimentos. Um deles retirou um cálculo na bexiga. O outro foi uma vasectomia.
Em 2023, o ex-presidente passou por nova cirurgia para correção de outra hérnia e remoção de aderências.
Em abril de 2025, Bolsonaro foi novamente operado. O procedimento incluiu laparotomia exploradora, liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Em dezembro do mesmo ano, os médicos também realizaram um segundo procedimento para amenizar crises de soluço.
Informações Revista Oeste