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Nova regra exige exame genético e vale para competições femininas a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028

A Olimpíada de 2016 foi realizada no Brasil | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
COI determinou que apenas atletas biologicamente femininas poderão competir | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil 

O Comitê Olímpico Internacional (COI)determinou que apenas atletas biologicamente femininas poderão competir na categoria feminina dos Jogos Olímpicos. A elegibilidade dependerá de teste genético.

O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, 26. A medida integra a nova política voltada à proteção da categoria feminina no esporte de alto rendimento.

O COI apresentou a regra depois de 18 meses de consultas. A entidade afirmou que busca padronizar critérios para competições femininas. Pelas novas diretrizes, atletas trans não poderão disputar provas femininas nos Jogos Olímpicos. A decisão altera o modelo adotado nos últimos anos.

Antes, federações esportivas definiam regras próprias sobre participação. O COI não aplicava norma universal desde 2021. 

Boxeadora italiana e boxeadora trans
Comitê admite exceções para casos raros de desenvolvimento sexual | Foto: Reprodução/X

A partir dos Jogos de Los Angeles 2028, atletas que quiserem competir na categoria feminina precisarão realizar teste genético SRY. 

O exame identifica marcador associado ao desenvolvimento sexual masculino. Segundo o COI, o gene permanece estável ao longo da vida. A entidade afirmou que o teste oferece evidência precisa sobre o desenvolvimento biológico do atleta. O critério será aplicado de forma padronizada.

A mudança ocorre depois de anos de debates e controvérsias sobre elegibilidade em competições femininas no esporte internacional.

Olimpíada prevê exceções em casos específicos

O comitê admite exceções para casos raros de desenvolvimento sexual. A entidade citou atletas com síndrome de insensibilidade androgênica completa. Também entram nessa categoria diferenças e distúrbios que não geram vantagem de desempenho associada à testosterona.

Algumas federações já adotavam critérios semelhantes antes da decisão do comitê. Entidades de atletismo, natação e rugby criaram regras próprias. Essas organizações restringiam a participação de atletas que passaram pela puberdade masculina em categorias femininas.

Outras instituições esportivas também avançaram nessa direção. A World Athletics passou a exigir teste genético SRY em competições femininas. A federação implantou a medida antes do Campeonato Mundial realizado em Tóquio no ano passado.

Informações Revista Oeste

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