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Moraes autoriza acesso de defesa de Michelle Bolsonaro a inquérito

Foto: Beto Barata/PL

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),autorizou nesta terça-feira (15) adefesa de Michelle Bolsonaro (foto)a ter acesso aos autos das investigações do inquérito que apura as milícias digitais. O despacho foi publicado no final da tarde. 

O advogado Daniel Bialski, que atua na como advogado da ex-primeira-dama, afirmou na noite de sábado (12) que a ex-primeira dama está“absolutamente tranquila”em relação aopedido da Polícia Federalpara quebrar seus sigilos fiscal e bancário

O pedido foi feito após aOperação Lucas 12:2, que fez buscas e apreensões em endereço do tenente-coronelMauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. 

Michelle é citada na investigação como uma das pessoas que esteve emposse das joias negociadas por Mauro Cide seu pai, o general Mauro Lourena Cid. 

Segundo a PF, o áudio de um diálogo entre o tenente-coronelMauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, e Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro, indica que um dos presentes teria“sumido” com Michelle. 

Informações TBN


Wassef diz que comprou Rolex nos EUA para “devolver à União” e isenta Bolsonaro

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O advogado Frederick Wassef admitiu nesta terça-feira (15/8) que comprou, nos Estados Unidos, o relógio Rolex que foi dado de presente pelo governo árabe a Jair Bolsonaro (PL) e vendido ilegalmente pelo seu então ajudante de ordens, Mauro Cesar Cid, e isentou o ex-presidente da República. 

Investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento no esquema de venda de joias presenteadas ao Brasil, Wassef disse que comprou o relógio por 49 mil dólares com seu próprio dinheiro durante as “férias” para “devolver à União” por causa da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que solicitou a devolução dos presentes recebidos na gestão Bolsonaro. 

Wassef negou que tenha havido uma “missão de resgaste” para a recompra do relógio, como suspeita a PF, e disse que só revelerá, “no momento oportuno”, quem solicitou que ele fizesse a aquisição do Rolex que havia sido vendido pelo Coronel Cid. “Não foi Jair Messias Bolsonaro quem me pediu ou solicitou que comprasse o Rolex”, disse. 

“Sim, eu fui aos Estados Unidos e comprei o Rolex”, afirmou Wassef, em coletiva de imprensa convocada para esta terça-feira (15/8), em um hotel na capital paulista. “Eu comprei o relógio. A decisão foi minha. Usei meus recursos. Tenho a origem lícita e legal dos meus recursos”, disse. “O meu objetivo quando comprei esse relógio era para devolver à União, ao governo federal do Brasil, à Presidência da Republica”, completou. 

Wassef, segundo a PF, teria ido aos EUA para ajudar o então ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cesar Cid a resgatar o Rolex Day-Date 18946 vendido ilegalmente por ele. A PF já identificou que Cid apagou a maior parte de suas conversas telefônicas com Wassef, segundo adiantou a coluna do Guilherme Amado, do Metrópoles. 

A Polícia Federal já havia encontrada um recibo de compra do relógio Rolex que estaria em nome de Wassef. Nesta terça-feira, o próprio advogado exibiu a nota da compra do relógio, da loja Precision Watches. Por mais de uma vez, o advogado de Bolsonaro afirmou que não houve uma operação de resgate do Rolex por causa da decisão do TCU. 

“Se alguém vai com a missão de fazer o resgate, fica três dias, compra o relógio e volta”, disse Wassef, que afirmou ter passado semanas de férias em diferentes cidades dos Estados Unidos, como Miami, Filadélfia e Nova York, antes de voltar ao Brasil, no fim de março. 

“Eu não fui fazer o resgate. Eu já estava de viagem marcada, e eu já ia para os Estados Unidos, por questões pessoais minhas, inclusive passeio e turismo”, disse Wassef. “Portanto, dizer que eu fui selecionado por assessores do presidente para fazer uma operação de resgate é mentira”, completou o advogado de Bolsonaro. 


Informações TBN


O mês de agosto é dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Neste intuito, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres intensifica as ações de combate com a campanha Agosto Lilás.

Ao longo do mês, a secretaria oferecerá uma ampla variedade de atividades abrangendo desde eventos educativos até ações de conscientização. Entre as principais atividades programadas estão:

PROGRAMAÇÃO

19/08 – Caminhada pelo fim da violência contra meninas e mulheres Concetração: Sede da OAB (rua Cel. Álvaro Simões, 74, Centro) Horário: 9h

23/08 – Palestra com o tema: Direitos das Mulheres Lésbicas Local: UNEX Horário: 14h às 17h e 18h30 às 20h30 

28/08 – Panfletagem de sensibilização nos principais pontos da cidade para falar sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha

29/08 – Ação de Cidadania com diversos serviços no distrito de Humildes Horário: 9h

30/08 – Lançamento do Núcleo de Ressocialização do Homem Agressor Local: Secretaria da Mulher Horário: 14h30

01/09 – Ação de cidadania no distrito da Matinha Horário: 9h

01/09 – Blitz de conscientização sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha nos bares (Avenida Fraga Maia) Horário: 19h


Foto: Patrícia Laís

Nos dias atuais, a busca por qualificação profissional assume um papel crucial para a preparação dos indivíduos em relação ao competitivo mercado de trabalho. Nesse contexto, alunos como Fabrício Oliveira, da Escola Municipal Monsenhor Mário Pessoa, percebem a importância dessa formação. O enfoque na capacitação profissional é o que norteia os estudantes de 25 escolas municipais no segundo segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), equivalente ao Ensino Fundamental Anos Finais, que têm à disposição cursos de aprendizado comercial integrados ao currículo.

“Considero extremamente benéfico realizar esse curso para que possamos nos destacar. É uma oportunidade não apenas para estudar, mas também para aprimorar nossas habilidades visando conquistar oportunidades no mercado de trabalho”, declarou entusiasticamente Fabrício, que está matriculado no curso de repositor de mercadorias.

Uma vez por semana, as salas de aula ganham vida com conteúdos voltados à esfera comercial, abrangendo áreas como reposição de mercadorias, atendimento técnico em farmácias, operação de caixa, recepção, apoio administrativo e segurança patrimonial. Cada turma é designada a uma área específica, aprimorando a especialização dos estudantes.

A Secretária de Educação, Anaci Paim, ressalta que essa iniciativa visa não apenas engajar os alunos ao longo do ano letivo, mas também prepará-los para o mercado de trabalho em constante evolução.

Com o intuito de otimizar o processo de aprendizado, teoria e prática são abordadas simultaneamente. “Adoto abordagens dinâmicas, trazendo materiais de fontes de pesquisa, seguidos de apresentações dos estudantes, consolidando o aprendizado por meio de atividades que refletem todo o conteúdo abordado em sala”, explicou Patrícia Paixão, monitora do curso.

Os cursos são ministrados por uma equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), uma instituição reconhecida e certificada nacionalmente. Ao término das formações, todos os alunos receberão uma certificação que comprovará sua competência e habilidades adquiridas ao longo do programa.


Foto: Jorge Magalhães

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (15), quando ocorreu o apagão que afetou vários estados brasileiros, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, determinou algumas medidas providenciais para amenizar os impactos da queda do fornecimento de energia elétrica no município.

Com o objetivo de ordenar o trânsito no centro da cidade, os agentes e monitores foram designados para os principais cruzamentos. Através de mensagem em carro de som, os condutores e pedestres também foram orientados quanto a necessidade de redobrar os cuidados durante o período. A Guarda Municipal e a Defesa Civil também ficaram em estado de alerta para eventuais ocorrências. 

O atendimento nas UPAs e policlínicas foi mantido e não houve nenhum impacto para os pacientes que já se encontravam nas respectivas unidades. Já nas Unidades de Saúde da Família que não possuem câmara fria, a Secretaria Municipal de Saúde montou uma logística para recolher os imunizantes visando evitar perda.

O Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, manteve o atendimento normalmente tanto no ambulatório, como na emergência. O apagão só afetou a parte administrativa, que é o único setor que não possui gerador. 

Devido a pane no sistema de telefonia de um modo geral, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ficou impossibilitado de receber chamadas durante a manhã. No entanto as equipes permaneceram de plantão e atuaram em ocorrências. O atendimento telefônico foi restabelecido a tarde através do número 192. 

Nas escolas municipais as aulas foram mantidas normalmente, mesmo durante o apagão, conforme a Secretaria Municipal de Educação. 

O transporte público funcionou normalmente, conforme a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito. Ainda de acordo com a SMTT a integração não foi afetada em decorrência do apagão. Os terminais de transbordo e de BRT mantiveram o atendimento normal à população. 


O deputado estadual Binho Galinha (foto), que reivindicou quase uma dezena de poços artesianos para a zona rural de Milagres junto a Cerb, foi de perto acompanhar a perfuração do poço na localidade de Caldeirão da Onça, no distrito de Tartaruga. “É o povo tendo acesso a agua e nós queremos agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues e a equipe da Cerb pelo atendimento”, declarou Binho Galinha, emocionado pelo serviço realizado.

Foto ilustração: Deputado Binho Galinha


O preço médio passará a ser de R$ 2,93 por litro para a gasolina e de R$ 3,80 para o diesel nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (15).

Preço da gasolina e do diesel vai subir a partir desta quarta-feira (16) — Foto: Reuters

Preço da gasolina e do diesel vai subir a partir desta quarta-feira (16) — Foto: Reuters 

A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,41por litro no preço médio da gasolina tipo A para as distribuidoras a partir desta quarta-feira (16). Com a alta, o preço médio passará a ser de R$ 2,93 por litro.

A empresa também afirmou que vai aumentar o preço médio do diesel tipo A em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro para as distribuidoras.

Em nota, a Petrobras destaca que o “o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”. 

Apesar das altas, a companhia diz que até aqui, em 2023, a variação acumulada nos preços dos combustíveis apresenta uma redução de R$ 0,15 por litro para a gasolina e de R$ 0,69 por litro para o diesel. 

Nova política de preços e reajustes

Em maio deste ano, a Petrobras anunciou uma nova política de preços que determinava o fim da política de paridade de importação (PPI) – prática que ajustava o preço dos combustíveis com base na cotação do dólar e do petróleo no exterior. 

A nova estratégia comercial, que foi vista por muitos especialistas como pouco transparente, busca incorporar “parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”, segundo a companhia. 

“Em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”, diz a Petrobras. 

No entanto, o forte avanço dos preços do petróleo no exterior, além de uma disparada do dólar nas última semanas, levaram a empresa a atingir o “limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares”. 

Esses fatores, de acordo com a companhia, tornaram necessários os reajustes tanto na gasolina quanto no diesel, mirando no reequilíbrio dos preços da Petrobras em relação aos praticados pelo mercado e na melhora dos valores de margens da empresa.

Informações G1


A queda de energia afetou o funcionamento do metrô em São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.

Semáforos ficam sem funcionar após falta de energia e deixam trânsito complicado em Teresina

Semáforos ficam sem funcionar após falta de energia e deixam trânsito complicado em Teresina 

Um apagão nacional deixou várias cidades sem energia a partir das 8h20 desta terça-feira (15). Há relatos de falta de energia no Distrito Federal e em pelo menos 15 estados, como Amazonas, Piauí, Bahia, Acre, Amapá, Maranhão, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Pará e Paraíba. (leia abaixo

No Piauí, a Equatorial Distribuição Piauí informou que o motivo ainda está sendo apurado, mas que há registro de suspensão do fornecimento em cidades de todo o país. 

O funcionamento do metrô foi afetado em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo. 

Segundo o coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo, a causa do apagão deve ser operacional, pois não há um alerta pela seca, por exemplo, que pudesse impactar a produção e distribuição de energia. “Apesar do baixo nível de chuva, não estamos em uma situação de seca extrema, principalmente na região nordeste, que foi onde começou o apagão”, explica. 

Esta reportagem está em atualização.

Veja estados que registraram queda de energia:

  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Maranhão
  • Pará
  • Rio Grande do Norte
  • Santa Catarina
Apagão nacional deixa cidades sem energia  — Foto: Diogo França/Divulgação

Apagão nacional deixa cidades sem energia — Foto: Diogo França/Divulgação

Informações G1


Bicicletas e adaptações são utilizadas por todos moradores de Afuá, no Marajó, inclusive crianças. — Foto: Aislan de Paula

Bicicletas e adaptações são utilizadas por todos moradores de Afuá, no Marajó, inclusive crianças. — Foto: Aislan de Paula 

“Hoje tem muita história para contar sobre meu invento”, afirma Sarito, morador de Afuá e criador da primeira bicitáxi .

Conhecida como Veneza Marajoara, município paraense fica em área de várzea e cresceu em palafitas. Bicicletas e adaptações delas são veículos no local.

Afuá, cidade no arquipélago do Marajó, prova que é possível viver sem motos e carros. No local, chamado de “Veneza Marajoara”, bicicletas e adaptações dela são usadas no transporte de pessoas, a passeio ou em serviços. 

Algumas bicitáxis ganham nomes próprios, como “Bat Ferrari”, a união de duas bicicletas com aros e bancos que lembram traços do super-herói Batman, fazendo ainda alusão ao carro italiano de luxo. 

Os "ideadores" de bicitáxi, em Afuá, utilizam artifícios para chamar atenção dos clientes, como luzes e música — Foto: Aislan de Paula

Os “ideadores” de bicitáxi, em Afuá, utilizam artifícios para chamar atenção dos clientes, como luzes e música — Foto: Aislan de Paula 

Alguns moradores investem nas bicitáxis, incluindo lataria, que escondem os pedais, e assessórios como som e luz a partir do uso de bateria, aproximando a estética de seus veículos aos carros de verdade. 

Entrada de veículos automotivos é proibida por lei na cidade e assim surgiram as bicitáxis, bicilâncias e outras adaptações usando bicicletas. Para deixar a cidade, só de barco ou táxi aéreo. — Foto: Aislan de Paula

Entrada de veículos automotivos é proibida por lei na cidade e assim surgiram as bicitáxis, bicilâncias e outras adaptações usando bicicletas. Para deixar a cidade, só de barco ou táxi aéreo. — Foto: Aislan de Paula 

A peculiaridade local foi foco de estudo. A pesquisadora Vanessa Simões procurou entender em sua dissertação os processos de criação e uso vividos com o bicitáxi a partir da experiência social em Afuá. 

“O que mais me encanta nos bicitáxis é como eles constroem a identidade e a vida social da cidade, sendo constantemente reinventados para fins diversos. É o puro suco da inventividade e criatividade brasileira, que é infinita e muitas vezes nasce da carência de recursos, mas vai além dela”, afirma.

O município fica em área de várzea, próximo à foz do Rio Amazonas. Grande parte da cidade é suspensa em palafitas e as ciclovias estão sobre elas, em avenidas de madeira ou pavimentadas. 

Bombeiros fazem resgate em “bicilância” em Afuá, no Marajó 

Em Afuá há bicitáxis que ganharam nomes de acordo com uso e serviço: a bicilância, por exemplo, é quase uma ambulância, mas os socorristas pedalam para transportar pacientes ao hospital da cidade – veja no vídeo acima

"Bicilância" é utilizada para resgate de pacientes em Afuá, no Marajó. Bombeiro diz que, como na bicilância só há lugar para dois socorristas, quando necessário, os demais acompanham as ocorrências de bicicleta. — Foto: Arquivo Pessoal/Max Oliveira

“Bicilância” é utilizada para resgate de pacientes em Afuá, no Marajó. Bombeiro diz que, como na bicilância só há lugar para dois socorristas, quando necessário, os demais acompanham as ocorrências de bicicleta. — Foto: Arquivo Pessoal/Max Oliveira 

Max Serrão de Oliveira, coordenador do Corpo de Bombeiros no município, é de outra região do Pará e está há 18 anos em Afuá. Ele se identificou com o modo de viver sob duas rodas. 

“Uma cidade única, uma cidade de ar puro e alimentação saudável, além de ser um lugar muito bom pra se morar, por isso estou aqui até hoje”, diz o bombeiro. 

O serviço de coleta de lixo também precisou ser adaptado à realidade da região e é feito com carregadores produzidos com madeiras, sob duas rodas. 

Carregadores são instrumento de coleta de lixo em Afuá, no Marajó. — Foto: Arquivo Pessoal

Carregadores são instrumento de coleta de lixo em Afuá, no Marajó. — Foto: Arquivo Pessoal 

Histórias com bicitáxi 

Criador do primeiro “bicitáxi”, Raimundo Souza, 55 anos, conhecido como Sarito, idealizou o veículo em 1995 pensando na junção da bicicleta com táxi, para levar mais crianças para passear. 

“As crianças gostaram e as pessoas começaram a se adaptar a andar. O nome foi a junção de bicicleta com táxi, e a partir daí comecei a cobrar para transportar”, lembra o morador de Afuá. 

A produção do novo transporte caiu no gosto da população e as pessoas ganharam autonomia nas adaptações: “Hoje a gente depende do bicitáxi porque ele serve para muitas coisas”, explica Sarito. 

Desde então, ele coleciona histórias: “Hoje tem muita história para contar sobre meu invento”, conta.

Sarito Souza, criador do “Bicitáxi” conta histórias vividas com o veículo em Afuá

Sarito Souza, criador do “Bicitáxi” conta histórias vividas com o veículo em Afuá 

  • “Uma vez uma mulher quase que teve o filho no meu bicitáxi , fui levar para o hospital e quase não chego a tempo. Eu cheguei ‘aperreado’ lá, fui varando para dentro do hospital”.
  • “Outra vez meu próprio invento me deu medo, na frente de um cemitério: fui deixar uma senhora. Na volta, caiu um dos assessórios e veio batendo. Eu olhava pra trás e não via nada. De repente aquilo prendeu e me puxou. Um cidadão passou e me viu tremendo. Ele que viu o elástico que tinha caído e que tava batendo. Aquilo me meteu medo, foi um momento de terror”, relembra o criador sobre momento vividos pedalando sua bicitáxi. 
Vista da cidade de Afuá, no arquipélago do Marajó — Foto: Aislan de Paula

Vista da cidade de Afuá, no arquipélago do Marajó — Foto: Aislan de Paula 

O acesso até o município de Afuá é por barco ou táxi aéreo. A cidade paraense fica distante 320 km de Belém. Com isso, a capital mais próxima é Macapá, no Amapá, distante 84 quilômetros, cerca de 4 horas de barco. 

O contexto do nascimento da cidade de Afuá é explicado pelo professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Pará (PPHIST/UFPA), Agenor Sarraf: 

“Como o Marajó é um grande arquipélago, é comum ter cidades que têm lugares feitos sobre madeiras, depois chão batido, depois asfalto. Mas Afuá se formou de maneira singular nessa cartografia física, inclusive com o conceito europeu de cidade, não por acaso intitulam como Veneza do Marajó”, detalha.

Tudo em Afuá, cidade no Marajó, é feito à pé ou de bicicleta. — Foto: Aislan de Paula

Tudo em Afuá, cidade no Marajó, é feito à pé ou de bicicleta. — Foto: Aislan de Paula 

Nascido no Marajó e estudioso da região, Sarraf diz que a realidade de Afuá é consequência da necessidade do povo. 

“Os moradores criam suas formas de vida a partir de suas necessidades e criatividade”.

Afuá fica no Marajó, no Pará — Foto: Prefeitura de Afuá/Reprodução

Afuá fica no Marajó, no Pará — Foto: Prefeitura de Afuá/Reprodução 

Para Sarraf, Afuá reforça as possibilidades de mudanças do século XXI buscadas por grandes cidades para melhor qualidade de vida. “Me parece que as pessoas querem ter acesso aos bens e serviços da vida urbana, mas querem o sossego da vida rural”, diz 

“É possível viver sem carros? Sim. Se não tivessem inventado o carro? Se tivessem só charretes? Só as bicicletas? Viveríamos só com isso. Tudo tem a ver com formação cultural e muitas cidades, grandes centros estão replanejando e recolocando bicicletas para controlar fluxo de carro, para dar acesso a espaços com mais segurança e porque é mais barato”, afirma. 

Moradores de Afuá, A "Veneza Marajoara", aproveitam a maré cheia — Foto: Aislan de Paula

Moradores de Afuá, A “Veneza Marajoara”, aproveitam a maré cheia — Foto: Aislan de Paula

Informações G1


Messi e Neymar — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

Messi e Neymar — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

Contratação de Neymar pelo clube saudita Al-Hilal representa ‘apequenamento’ na carreira do jogador, e os efeitos da inflação no mercado da bola devem ser sentidos também no Brasil, avalia Rodrigo Capelo.

Neymar Jr oficializou nesta segunda-feira (14) sua transferência para o clube saudita Al-Hilal.Com um contrato avaliação em 320 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão), o jogador entra para a lista de aquisições do mercado da bola saudita. 

O investimento no esporte – tanto na compra de jogadores, como no financiamento do governo em clubes sauditas – faz parte de um projeto para mudar a imagem do país a longo prazo. É o que explica o jornalista Rodrigo Capelo em entrevista a Natuza Nery. 

“O Campeonato Brasileiro, que era o sexto do mundo, talvez passe pra sétimo. A liga da Arábia Saudita parece estar fazendo tudo direitinho e com muito dinheiro. A gente vai perder o nosso lugar. A gente não vai nem mais conseguir chegar numa final de Mundial de Clubes porque vai perder sempre na semifinal para o clube da Arábia, que vai vir com muito dinheiro.” 

“Como negócio de futebol, a conta não fecha. Mas para um fim político do país, de diplomacia, aí a gente começa a entender do que se trata esse jogo.” 

O futebol brasileiro, no entanto, deve sentir os efeitos de uma possível inflação no esporte. 

Capelo avalia ainda que, embora vantajosa em níveis financeiros, a contratação de Neymar representa também o “apequenamento” do jogador. 

“Quando você vai jogar em um mercado emergente, o nível de desafio é menor”, explica Capelo. “Ele deixa de jogar com os principais jogadores do mundo, deixa de ser treinado pelos principais técnicos do mundo.” 

Informações G1