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Homem usou o talco fabricado pela marca quando criança

johnson & johnson - câncer
Por causa do talco, Johnson & Johnson é condenada a pagar indenização milionária | Foto: Divulgação/Johnson & Johnson

A farmacêutica Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 18,8 milhões (aproximadamente R$ 90 mi) a um morador da Califórnia, nos Estados Unidos, que alega que o talco produzido pela marca foi o causador de um câncer raro que ele enfrenta. A decisão do júri do tribunal estadual de Oakland saiu na terça-feira 18, segundo o portal britânico Daily Mail.

Emory Hernandez Valadez, de 24 anos, sofre de um tipo raro de mesotelioma, um tumor do tecido que reveste os pulmões, o estômago, o coração e outros órgãos. Ele afirma que a forte exposição ao talco da Johnson & Johnson a longo prazo, desde a infância, foi o que ocasionou o desenvolvimento da doença, causada pela inalação de amianto tóxico.

júri então decidiu que Valadez tinha direito a US$ 18,8 milhões em danos devido as contas médicas pagas para o tratamento da doença, além dos danos pela dor e sofrimento causado. Um pedido de falência da empresa, que congelou litígios, pode fazer com que leve anos até o pagamento ser efetivamente pago, mas o juiz autorizou que o julgamento prosseguisse dada a doença terminal de Valadez, que faz com que ele tenha uma expectativa baixa de vida, conforme o Daily Mail.

O talco da Johnson & Johnson que homem alega que provocou câncer

O talco é um mineral extraído da terra. A forma natural pode conter quantidades pequenas de amianto, uma fibra mineral natural que pode causar câncer se uma pessoa for exposta a ele de forma constante.

amianto - cancer
Foto: Reprodução/Brasil Escola

A Johnson & Johnson nega que seus produtos de talco sejam prejudiciais e sustenta que eles não contêm amianto cancerígeno. Em abril deste ano, a empresa disse que concordava em pagar US$ 8,9 bilhões para resolver todos os processos vinculados aos seus produtos em base de talco, na expectativa de resolver as demandas de mais de 60 mil pessoas. Este foi o primeiro julgamento sobre os produtos que a empresa enfrenta em quase dois anos.

Revista Oestecom informações da Agência Estado


Comportamento de tubarões foi analisado por pesquisadores desconfiados com o impacto de drogas na corrente marítima
Comportamento de tubarões foi analisado por pesquisadores desconfiados com o impacto de drogas na corrente marítima Imagem: Creative Commons 

Pesquisadores dos Estados Unidos desconfiam que pacotes de droga jogados no mar estejam afetando a vida marinha, em específico, a do tubarão, um dos maiores predadores do mar.

Correntes marítimas já carregaram mais de 6.000 toneladas de cocaína do oceano para a costa da Flórida, segundo dados da Guarda Costeira dos Estados Unidos.

A maior parte da droga é descartada no mar por traficantes que tentam fugir das autoridades durante o transporte dos ilícitos.

O biólogo marinho Tom Hird e a cientista ambiental Tracy Fanara decidiram analisar o impacto dessas drogas no documentário “Cocaine Sharks” (tubarões da cocaína, em tradução livre).

Para a produção, os dois pesquisadores acompanharam a vida marinha e tentaram identificar como a cocaína e outras drogas descartadas no mar afetam os animais.

Durante mergulhos, os pesquisadores notaram o “comportamento estranho” de espécies de tubarão.

Um deles, um tubarão-cabeça-de-martelo, espécie que geralmente tem medo de pessoas, se aproximou do grupo nadando de forma “desequilibrada”.

Outro, um tubarão-cinzento, foi visto nadando em círculos e com o olhar fixado para um ponto no qual não havia nada.Continua após a publicidade

Fora do mar, os cientistas também jogaram pacotes semelhantes aos da droga para ver qual seria o comportamento dos animais em relação a eles.

Na ocasião, os animais se aproximaram e atacaram o pacote imediatamente com mordidas. Um dos tubarões chegou a levar uma embalagem com ele.

Apesar dos experimentos e da desconfiança, os pesquisadores não conseguiram detectar o que a droga poderia causar aos animais nem comprovar por amostras biológicas tal consumo.

A história mais profunda aqui é a forma como os químicos, fármacos e a drogas ilícitas estão entrando nas nossas vias marítimas, nos nossos oceanos, e quais efeitos eles podem causar nesses ecossistemas tão delicados.
Tom Hird, ao jornal Science Today

Informações UOL


Polícia baiana matou mais de 1.400 pessoas em 2022
Polícia baiana matou mais de 1.400 pessoas em 2022 Imagem: SSP-BA/Divulgação 

A gestão de Rui Costa (PT) como governador ficou marcada pela explosão de mortes praticadas por policiais na Bahia. Chefe do Executivo entre 2015 e 2022, ele viu as mortes por membros das forças de segurança saltarem 313% e baterem recorde no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Isso contrasta com promessa de campanha do presidente Lula.

Rui Costa é hoje ministro da Casa Civil e um dos mais próximos interlocutores de Lula.

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Durante sua gestão na Bahia, fez declarações defendendo as polícias em episódios de morte, o que vai na contramão de promessa de campanha do presidente, que propôs o combate à violência policial e à perseguição a jovens negros.

Procurados, o ministro e o Planalto não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Há na Bahia uma articulação político-jurídica de não deixar responsabilizar a Polícia Militar. Eles têm um acordo de letalidade, que vem apresentando um resultado que, para nós, é de um genocídio.
Wagner Moreira, coordenador do grupo Ideas e articulador do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste

Segundo ele, os movimentos sociais que lutam contra a violência policial denunciaram em várias ocasiões Rui e sua gestão pela falta de ações para reduzir a letalidade e pela falta de transparência dos dados.

O governo Rui Costa implementou um controle social da população preta por meio da força. Não existe política pública de segurança na Bahia. A polícia está solta, matando para dar uma falsa proteção à elite, mas ela não encontra respostas positivas nos resultados.”

As polícias da Bahia mataram 1.464 pessoas em intervenções oficiais em 2022, o que representa 22,7% do total das 6.430 mortes das polícias no ano passado no país. O estado não informa número de policiais mortos em confronto.Continua após a publicidade

Pela primeira vez no histórico de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta (20), a polícia da Bahia aparece como a que mais matou pessoas em intervenções, tomando o lugar que nos anos anteriores sempre foi do Rio de Janeiro.

Em 2015, quando Rui assumiu, o número de mortes por intervenções policiais na Bahia havia sido bem menor: 354.

A Bahia também tem 11 das 20 cidades com maiores taxas de homicídios.

Em seu plano de governo, Lula prometeu “amplo conjunto de políticas públicas” para combater, entre outros problemas, “a política atual de genocídio e perseguição à juventude negra, com superencarceramento, e que combatam a violência policial”.Continua após a publicidade

É imprescindível a implementação de um amplo conjunto de políticas públicas de promoção da igualdade racial e de combate ao racismo estrutural, indissociáveis do enfrentamento da pobreza, da fome e das desigualdades, que garantam ações afirmativas para a população negra e o seu desenvolvimento integral nas mais diversas áreas. Construiremos políticas que combatam e revertam a política atual de genocídio e a perseguição à juventude negra.
Proposta de governo apresentada em 2022 pela chapa de Lula e Alckmin

10.abr.23 - O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião no Palácio do Planalto
10.abr.23 – O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião no Palácio do Planalto Imagem: REUTERS/Adriano Machado 

A Bahia é um reduto eleitoral importante do PT e, principalmente, do presidente Lula. Na última eleição, Lula só perdeu para Jair Bolsonaro (PL) em dois dos 417 municípios do estado.

Jerônimo Rodrigues (PT) é o atual governador e parece que vai seguir a linha do seu antecessor.

Em nota divulgada anteontem, a Secretaria de Segurança Pública alegou que não contabiliza os dados de mortes violentas quando a polícia mata “criminosos”.

A SSP destaca ainda que não coloca o homicídio, latrocínio ou lesão dolosa seguida de morte praticado contra um inocente na mesma contagem dos homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros criminosos, mortos em confrontos durante ações policiais.
Nota da Secretaria de Segurança Pública da BahiaContinua após a publicidade

Disse ainda que “aqueles criminosos que atacam as forças de segurança receberão resposta proporcional e dentro da legalidade”.

Certamente a disposição do governador anterior [Rui Costa] de incentivar essa ótica ostensiva da tropa influencia no comportamento. Vemos que 35% da violência armada em Salvador e região metropolitana é provocada em ações policiais. 
Dudu Ribeiro, da Iniciativa Negra por uma nova Política sobre Drogas

O principal ponto para entender essa explosão de mortes é o apoio ou inação do governo com as polícias, explicam especialistas em segurança pública.

Em 2015, uma chacina tirou a vida de 12 jovens numa pobre região de Salvador chamada Cabula. Todos mortos por policiais. Na época governador da Bahia, o hoje ministro Rui Costa definiu o episódio como uma partida de futebol: “É como um artilheiro em frente ao gol”, disse.Continua após a publicidade

A grande contradição é ele estar num partido que defende direitos humanos, que colocou a redução da letalidade e controle da força como objetivo deste mandato. É completamente contraditório. Como governador, não só pregava, mas fez, ao longo de oito anos, com que as polícias baianas se tornassem a primeira [que mais mata] em número absolutos.
Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

6.fev.2015 - 12 pessoas morreram em um tiroteio entre a polícia e supostos criminosos na Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador
6.fev.2015 – 12 pessoas morreram em um tiroteio entre a polícia e supostos criminosos na Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador Imagem: Edilson Lima/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo 

No ano passado, outra chacina deixou marcas e matou Alexandre dos Reis, 20, filho de Silvana dos Santos, 42. 

A chacina da Gamboa, como ficou conhecida, ocorreu em 1º de março. Ela conta que o filho foi levado para uma casa abandonada antes de ser morto.Continua após a publicidade

A polícia já tinha matado outros dois, e levou meu filho ainda vivo. Eu cheguei lá e me apresentei como mãe dele. Eles me destrataram e apontaram a arma para a minha cabeça. Quando virei, eles dispararam três tiros contra meu filho.
Silvana dos Santos, mãe de jovem morto pela polícia da Bahia

Ela e outras mães e moradores da comunidade lutam até hoje por Justiça. O caso está ainda na fase judicial, à espera do julgamento dos PMs envolvidos.

Eu me sinto até hoje desprotegida. O policial é uma pessoa que deveria me proteger, não me matar. Se a polícia matou meu filho, ela me matou também.”

Informações UOL

Morte na fila de regulação
22 de Julho de 2023

Entre janeiro e junho deste ano, 131 pessoas morreram aguardando a regulação em Feira de Santana. Nesta quinta-feira (20), 22 pessoas esperaram a transferência para uma unidade hospitalar, através das vagas disponibilizadas pelo Sistema do Governo do Estado.

Conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde, o mês com mais mortes registradas foi junho (33). A maioria dos pacientes que evoluíram para óbito na fila da regulação possuía histórico de acidente vascular cerebral, pneumonia ou algum tipo de doença cardiovascular.

Na cidade, a demora para transferência tem contribuído com a sobrecarga de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas Municipais. Na última sexta-feira (14), a UPA da Queimadinha, que possui a capacidade de 14 leitos, encontrava-se com uma demanda mais que a esperada, contando com 18 pacientes, que tinham quadros clínicos como infarto e acidente vascular cerebral, aguardando transferência para um hospital do Estado. 

No momento, entre os casos que chamam a atenção está o de um idoso com erisipela- infecção nas pernas- que completou duas semanas na fila e uma mulher que sofreu acidente vascular cerebral (AVC) e está há nove dias esperando remoção para uma unidade de alta complexidade.

Além disso, a delonga expõe os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado. Em maio, uma paciente que sofreu infarto chegou a ficar 25 dias na Policlínica da Rua Nova. Já no mês de junho, um adolescente de 16 anos com derrame pleural aguardou 14 dias na UPA Queimadinha.

*O Protagonista FSA


Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornalista Joilton Freitas do programa Rotativo News da Rádio Sociedade News FM, o prefeito Colbert Martins Filho (MDB), falou sobre a situação do estado de emergência que a cidade vive com os grandes registros dos casos de dengue. Colbert também falou sobre as vacinas contra dengue.

Confira o podcast completo:


É possível identificar uma simulação durante a própria consulta, através de informações incoerentes
É possível identificar uma simulação durante a própria consulta, através de informações incoerentes Imagem: iStock 

Em geral, toda doença pode ser identificada por um CID (Classificação Internacional de Doenças) — a composição dele é feita por uma letra e números – que são os responsáveis por classificar, internacionalmente, os problemas relacionados com a saúde.

Existe um código, porém, que tem outra função: desmascarar quem quer “matar o dia” de trabalho ou qualquer outra atividade. É o CID Z76.5 – Pessoa fingindo ser doente (simulação consciente).

No caso de quem trabalha em regime CLT, com a carteira assinada, é preciso apresentar um atestado médico ao RH para justificar uma falta por doença e, assim, não ter o dia descontado na folha de pagamento.

E, no atestado, o médico responsável pelo atendimento costuma identificar qual doença ou sintoma gerou a incapacidade e justificou o afastamento do trabalho por determinado período.

“É importante que seja inserida a informação, pois o setor de saúde do trabalho da empresa precisa desses dados para entender os motivos que mais afastam os trabalhadores e propor ações de melhoria da saúde”, explica Filipe Pacheco, médico do trabalho e diretor da Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho).

O médico insere o CID que ele acha correto. Caso ele queira informar ao colega médico do trabalho que identificou essa situação de simulação, ele pode usar tal ferramenta.””

Pacheco explica que o CID Z76.5 informa que a pessoa buscou atendimento médico somente com a intenção de se ausentar das atividades. Porém, para um médico fechar um “não diagnóstico” neste CID, cada caso é analisado de forma individual.

Segundo Pacheco, é possível identificar uma simulação durante a própria consulta, por meio de informações incoerentes, ou após o resultado de exames complementares que não justificam as queixas, por exemplo.

Quando um médico do trabalho se depara com o CID Z76.5, o funcionário em questão deve ser encaminhado para explicar o acontecido – a empresa não pode recusar o atestado sem essa avaliação.Continua após a publicidade

“Mas o médico do trabalho tem a prerrogativa de reduzir dias, ou mesmo desconsiderar o atestado, caso declare a aptidão ao trabalho após examinar o paciente”, complementa Filipe Pacheco.

Segundo o médico do trabalho, é importante a empresa ter alguém atuando nesta área de forma ativa não apenas para questionar atestado, mas para entender o que causou esse afastamento.

Pessoas que simulam doenças para se ausentar ao trabalho podem transparecer um problema grave de gestão da empresa, com clima organizacional deteriorado.

“A resolução desse tipo de problema envolve atuação grande de diversos setores e figuras da empresa.”

Divulgação de CID precisa de consentimento

Para ser aceito pelas empresas, o atestado médico deve conter a identificação do paciente e do médico, além do período em que o trabalhador deve ficar afastado. Porém, a empresa não pode exigir que o atestado apresentado por um funcionário tenha um CID.Continua após a publicidade

“De acordo com o código de ética, o médico só pode divulgar informações obtidas durante o exercício profissional com consentimento expresso do paciente ou quando houver um dever legal de fazê-lo”, explica Juliana Hasse, presidente da Comissão de Direito Médico e Saúde da OAB SP.

Mas o uso de um atestado com este CID pode render advertência, suspensão e até mesmo uma dispensa por justa causa.

“A conduta de simular uma doença é considerada desonesta e de má-fé, e isso quebra a confiança necessária na relação de trabalho”, afirma Juliana Hasse, da OAB SP.

Informações UOL


Para conter o prejuízo de R$ 500 milhões registrado em 2022, emissora busca alternativas

Record TV Esporte
Outras áreas já são administradas em um modelo de terceirização | Foto: Reprodução/Record TV 

Como uma forma de diminuir os custos operacionais, depois de apresentar um prejuízo de R$ 500 milhões em 2022, a Record TV decidiu acabar com o núcleo fixo de esporte. Com isso, houve demissão em massa no setor.

Para a transmissão do Campeonato Paulistados próximos anos, a emissora deve adotar um modelo parecido com o utilizado pela Globo em diversas áreas. Os acordos serão feitos por “obras”, apenas durante a realização do torneio.

Outras áreas já são administradas em um modelo de terceirização. Os exemplos são a dramaturgia e os reality shows. No caso das novelas, a realização é promovida pela produtora Casablanca.

Ao mesmo tempo, os programas A Fazenda e A Grande Conquista são feitos tecnicamente pela empresa TeleImage.

Em nota enviada ao portal F5, a emissora paulista afirma o seguinte: “Todos estavam lotados no departamento de jornalismo da Record TV. Toda equipe técnica e de produção da transmissão do Paulistão é feita pelos organizadores do campeonato há dois anos”.

Demissões vão além do esporte da Record TV

A Record TV demitiu, na quarta-feira 19, a jornalista Janine Borba, de 55 anos. A apresentadora estava de férias e foi comunicada do desligamento ao retornar ao trabalho. 

Janine Borba apresentou o Domingo Espetacularpor 12 anos. Ela se junta à também apresentadora Patrícia Costa e aos repórteres Sylvestre Serrano e Roberto Thomé, dispensados na segunda-feira 17. Apenas nesta semana, o canal deve rescindir os contratos de outros 200 profissionais.

A profissional teve passagem pelo programa Fala Brasil e, em 2007, juntou-se ao elenco do Domingo Espetacular, também apresentado por Amorim. Em 2019, Janine Borba foi remanejada para os boletins do Jornal da Record e para a edição de sábado do telejornal.


Com a nova regra, os clubes de tiro não podem mais funcionar 24 horas

armas - decreto do lula - CACs
Com Lula, Brasil tem nova regra sobre armas | Foto: Freepik

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta sexta-feira, 21, decretos que tornam mais rígido o controle de armas no país. Em um evento no Palácio do Planalto, o presidente lançou uma série de atos sobre o tema, reduzindo o limite de armas a que podem ter acesso os caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CACs), além de implementar níveis de controle. O decreto assinado pelo presidente prevê uma migração progressiva do controle de armas dos CACs do comando do Exército para a Polícia Federal.

A flexibilização do acesso a armas foi uma das principais medidas tomadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O número de armas registradas por CACs de 2018 até julho deste ano teve aumento exponencial. Desde a transição já era sabido que o novo governo editaria medidas para dificultar o acesso a armas. Liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Flávio Dino, o tema também foi debatido com a Casa Civil e no Ministério da Defesa.

Regras para clubes de tiro no decreto de armas de Lula

Lula armas
Lula, durante evento sobre segurança pública nesta sexta-feira, 21 de julho | Foto: Reprodução/YouTube/Agência Brasil

Com a nova regra, os clubes de tiro não podem mais funcionar 24 horas. Agora a regra prevê que esses estabelecimentos funcionem apenas entre 6 e 22 horas.

Esses locais devem estar a uma distância de pelo menos um quilômetro de escolas públicas ou privadas. Os clubes de tiro terão que cumprir condições para armazenar munição e armas. Aqueles estabelecimentos que não atendam aos novos parâmetros terão até 18 meses para se adequar.

Controle de CACs deve migrar progressivamente para a PF

jovem pan - polícia federal - fantasmas - sertão de Pernambuco
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Antes, era responsabilidade do Exército a normatização e fiscalização de CACs e clubes de tiro. Agora, o registro, fiscalização e definição de normas passam a ser da Polícia Federal.

Esse foi um dos principais impasses na reformulação das regras. Até a última quinta-feira, 20, o governo não havia batido o martelo sobre a medida. A decisão foi tomada pelo presidente Lula após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A migração de responsabilidades ocorrerá a partir de um termo de cooperação entre a Defesa e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Revista Oestecom informações da Agência Estado


INOVAÇÃO: medicamentos de hipertensão podem ser substituído por nova via de administração

Foto: Reprodução/The New England Journal of Medicine

Pesquisa mostrou que medicamento consegue manter os níveis de pressão controlados por 24 semanas e pode revolucionar vida de hipertensos

Para facilitar o tratamento depacientes com hipertensão, um novo medicamento que seria usado apenas uma vez por semestre está sendo testado. Cerca de 25% dos adultos brasileiros têm pressão alta, presente em 60% dos maiores de 65 anos. Todos eles devem tomar um remédio diariamente para manter a pressão controlada.

O Zilebesiran é um medicamento injetável experimental que pode manter, segundo os estudos iniciais,a pressão altacontrolada por até 24 semanas. A pesquisa, porém, ainda está na primeira fase, ou seja, faltam outras duas para que os responsáveis possam pedir autorização de comercialização. Por isso, o remédio pode demorar a chegar às prateleiras.

A maior dose, porém, após seis meses da aplicação, conseguiu diminuir em cerca de 10 pontos a pressão sistólica e em 5 pontos a diastólica dos voluntários. Isso quer dizer que uma pessoa compressão altadescontrolada de 22 por 14, por exemplo, chegaria a até 12 por 9 com o uso do medicamento.

A inovação criada por médicos de universidades do Reino Unido e dos Estados Unidos foi anunciada em um artigo publicado nessa quinta-feira (20/7) no The New England Journal of Medicine. A primeira fase do estudo foi dividida em três etapas.

Somando todos os pacientes que completaram as três partes do estudo, foram analisados os resultados de 107 indivíduos. Entre eles, 72% dos usuários do Zilebesiran tiveram algum efeito adverso, enquanto 88% daqueles que tomaram placebo relataram ter tido algum problema. Cinco pacientes relataram dores leves e inflamação no local da injeção do remédio.

Na fase 1, se mostraram eficientes apenas as doses acima dos 200 mg. Na fase 2, os médicos descobriram que dietas com muito sal são capazes de atenuar ou até anular os efeitos do remédio. Por fim, ao ser combinado com outro remédio de controle de pressão alta, o Zilebesiran melhorou o desempenho do medicamento tradicional.

O estudo ainda teve algumas fases descartadas: uma etapa que dava doses múltiplas do remédio, por exemplo, foi cancelada pelos efeitos adversos observados, que apareceram muito rapidamente. Já o uso do remédio em pacientes obesos seguia sendo realizado até a publicação preliminar do estudo.

Entre as limitações anunciadas pelos investigadores, está que a quantidade de pessoas pesquisadas é pequena. O número de participantes é condizente com a fase 1 de estudos, mas é incapaz de garantir a segurança do tratamento.

Informações TBN


Dino chama Alckmin de 'quase Fidel Castro'

O ministro da Justiça fez a declaração em uma cerimônia no Palácio do Planalto, em que o governo assinava novos atos para a Segurança Pública

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), fez uma brincadeira com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), nesta sexta-feira (21). Dino comparou o vice com oex-presidente de Cuba, Fidel Castro, devido ao tempo que ele ficou à frente do governo do Estado de São Paulo. A fala aconteceu noPalácio do Planalto, em Brasília, durante a cerimônia de assinatura de um conjunto de atos voltados para a pasta.

“Às vezes, tradicionalmente, se diz que segurança pública é um tema dos estados. Eu fui governador, o Renan [Filho] foi governador, o Rui [Costa] foi governador, o Waldez [Góes]… o Alckmin, claro. Esse quase o Fidel Castro, quatro mandatos lá. Camarada Alckmin”, disse o ministro.

Alckmin ficou à frente do governo paulista em quatro diferentes períodos. Em 2001 foi vice de Mario Covas, assumindo após a morte do governador. Se elegeu em 2002, ficando até 2006. Depois, comandou o governo entre 2011 e 2018.

O discurso de Dino foi voltado para a promoção de uma necessidade de alinhamento dos trabalhos estaduais dos governos e da esfera federal, quanto a segurança pública.

Uma das medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento,está a ampla restrição na circulação e do acesso a armas no país, e o repasse do Exército para a Polícia Federala fiscalização de armamento e munição.

Para o ministro, a restrição trazida pelo decreto “põe fim definitivamente ao armamentismo irresponsável que o extremismo político semeou nos lares brasileiros”.

“[O decreto] faz com que as armas de uso permitido sejam exclusivas das forças de segurança, limita a expansão irresponsável de clubes de tiro e fortalece a fiscalização. Para quem eventualmente seja atirador esportivo, colecionador, seja de verdade. E não haja portas abertas para fraudadores e para entrega e desvio de armas para as quadrilhas e organizações criminosas”, diz o Flávio Dino.

Ele completa dizendo que “oarmamentismo irresponsável fortaleceu as facções criminosas no Brasil porque essas armas foram parar exatamente em parte com essas quadrilhas”.

O ministro da Justiça reitera a confiança na Polícia: “Quem diz que tem que entregar uma arma para cada cidadão e cidadã é inimigo da polícia. Por isso, queremos que a polícia tenha capacidade de atuar adequadamente na sociedade.”

Informações TBN