
Começa a valer nesta quarta-feira (16) para as distribuidoras o reajuste nos preços da gasolina e do diesel, anunciado pela Petrobras. Postos têm autonomia para repassar os valores para clientes.
Petrobras anunciou reajuste de 16,3% na gasolina e de 25,8% no diesel. O aumento vem na esteira da alta da cotação internacional do petróleo e reduz a defasagem que a empresa tinha em relação ao preço internacional, depois de a estatal ter chegado ao “limite da sua otimização operacional”, segundo comunicado da companhia.
Litro da gasolina fica R$ 0,41 mais caro nas refinarias. O preço subirá para R$ 2,93, no valor médio. Segundo a Petrobras, a parcela da estatal no preço ao consumidor é de R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba, em média. Os preços da gasolina não eram reajustados desde 1º de julho.
Litro do diesel sobe R$ 0,78. O valor médio nas refinarias passará para a R$ 3,80. A petroleira informou que sua parcela é de R$ 3,34 a cada litro vendido na bomba. Os preços do diesel não eram reajustados desde 17 de maio.
Postos têm autonomia para definir valores nas bombas. A Petrobras destaca que o custo para o consumidor final também inclui impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro das empresas na cadeia produtiva. Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro na composição comercializada nos postos, a parcela da estatal no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro de gasolina vendido na bomba, estimou a estatal.
Nos postos, litro da gasolina estava R$ 5,53 em média. A pesquisa é da ANP e considera os valores praticados na semana passada. Já o litro do diesel nas bombas estava R$ 5,08, em média.
Petrobras está no “limite de otimização operacional”. Em comunicado, estatal afirma que o reajuste considera o preço do petróleo e as importações complementares dos dois combustíveis.Continua após a publicidade
Petrobras operava com valor mais baixo que do mercado internacional. Com a alta da cotação do petróleo, as refinarias da petroleira passaram a comercializar combustíveis por custos menores no mercado interno, o que afeta importadores e refinarias privadas. Uma vez que o Brasil não é autossuficiente em derivados de petróleo, os preços precisam de estar em patamares que não inviabilizem importações de terceiros.
Defasagem da gasolina era de 24% e do diesel, de 27%. Com reajuste, a defasagem passa a ser de 11% e 7%, respectivamente, avalia Amance Boutin, especialista em combustíveis da Argus.
Desde maio, a estatal abandonou a paridade de importação, cumprindo a promessa de campanha do presidente Lula de abrasileirar os preços dos combustíveis. Segundo a Petrobras, a implementação da estratégia comercial, em substituição à política de preços anterior, incorporou parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística na sua precificação. Mesmo após reajuste, preços praticados pela Petrobras seguem abaixo do preço internacional.
A consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras.
Petrobras, em nota
Gasolina puxou a inflação em julho e deve impactar dados de agosto. Segundo a corretora Ativa, o impacto será de 0,29 ponto percentual, que somado ao avanço do diesel, chegará a 0,31 ponto percentual. Até então, mercado projetava uma inflação de 4,84% para 2023, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.Continua após a publicidade
Projeções para inflação devem ser revisadas para cima. A Ativa elevou sua projeção para o IPCA do ano de 4,8% para 5,1%, ao passo que o IPCA de agosto saltou de 0,08% para 0,23%, e o de setembro de 0,26% para +0,41%. Itaú também elevou sua expectativa para o IPCA de 2023 para 5,1%.
O silêncio da estatal sobre esta discrepância [entre os preços domésticos e externos] criava ruídos desnecessários nas perspectivas de médio e longo prazo para a a inflação e impedia uma melhor ancoragem das projeções dos economistas. Contudo, o comunicado não deixa claro os parâmetros utilizados pela estatal para recalibrar os preços, logo toda vez que a paridade for violada de maneira significativa o mercado irá esperar alguma elevação de preços. Aparentemente a linha vermelha é 25% de diferença entre os preços domésticos e externos.
André Perfeito, economista
Informações UOL

Dona de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën e Jeep, a Stellantis é alvo de concorrentes por ter isenção de impostos num total de R$ 5 bilhões por ano. O benefício vai até 2025, mas houve uma tentativa de prorrogar o subsídio na tramitação da reforma tributária na Câmara, ainda em discussão.
Perto de votações, lobistas das montadoras visitaram a Câmara. Um panfleto apócrifo começou a circular elencando argumentos contra a prorrogação da isenção.
O Regime Automotivo do Nordeste livra a Stellantis de pagar os 11,6% referentes ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e permite que contribua com 2% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) —a alíquota normal é de 12%. A empresa tem uma fábrica na cidade de Goiana (PE).
Foi apresentada uma emenda à reforma tributária para a vigência do subsídio ir até 2032. A prorrogação não foi aprovada na Câmara porque faltou um voto. O fato teve implicação política, pois o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, foi um dos que votaram contra.
Ele é deputado pelo Paraná e as regiões Sul e Sudeste são contra a prorrogação da isenção.Ambas sediam a maioria das montadoras que têm fábricas no Brasil.

O grupo contrário à extensão do subsídio reúne 26 marcas, mas as mais atuantes são Toyota, GM e Volkswagen. A Stellantis está sozinha porque é a única a ter uma planta na região Nordeste.
O resultado na Câmara não significou o fim da disputa. Lula é favorável à isenção e existe possibilidade de que o benefício seja retomado no Senado, onde a reforma tramita no momento. Portanto, os lobistas continuam na ativa.

Existe ainda um novo componente na discussão. A BYD tem acordo para comprar a fábrica da Ford na Bahia e produzir carros eletrificados. Deputados que articularam a reforma tributária sugeriram que a empresa conte com o subsídio por estar se instalando no país e por ter tecnologia nova.
As negociações neste sentido não avançaram na Câmara e agora a questão está com o Senado. A possibilidade de a prorrogação ser aprovada é considerada maior porque cada estado contra com três senadores. Na Câmara, o número de deputados é proporcional à população, o que favorece os estados do Sudeste.
Mas o relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), disse em entrevista que deve seguir o caminho de contemplar somente a BYD. Nos bastidores, fala-se que o benefício usufruído pela Stellantis já compensou o investimento na planta de Pernambuco.
Depois de passar pelo Senado, o texto deve voltar à apreciação dos deputados e existe a possibilidade de que um terceiro round seja travado.

As montadoras reclamam ainda que a Stellantis transferiu para Pernambuco a produção da linha Jeep, veículos mais caros e mais lucrativos. O primeiro modelo a ser fabricado no local foi o Renegade, depois o Compass e agora a Commander —que seria R$ 60 mil mais barata por causa do subsídio.
As multinacionais que se opõem à Stellantis dizem que a empresa tem 31% do mercado nacional e abocanha as licitações e compras de locadoras porque tem maior margem para fornecer descontos.
Acrescentam que o subsídio bilionário não se reverte em benefícios para a população. Para isso, usam uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União).
Desde 2010, foram consumidos cerca de R$ 50 bilhões de recursos públicos com essas políticas, mas não houve alteração significativa na realidade socioeconômica da região.
Trecho do acórdão do TCU
A Stellantis responde com um estudo da Consultoria Ceplan que mostraria o sucesso do programa de incentivos.
Nossos estudos mostram que, para cada real de incentivo, retornam outros 5 reais de arrecadação para o estado e o governo federal – com impacto social notável.
Trecho da nota da Stellantis que cita o levantamento conduzido pela consultoria Ceplan
A empresa ainda ressalta que tem cumprido todas as condicionantes para a concessão do benefício.

A disputa entre montadoras ainda respingou na poderosa associação que reúne as montadoras, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
O presidente da entidade é ligado à Stellantis e havia promessa de ele não se envolver na disputa. Mas as demais montadoras o acusam de não cumprir o compromisso.
De acordo com elas, ele ligou para parlamentares e tratou da questão. A suposta atitude fez que muitas defendam que o cargo passe a ser exercido por um profissional de fora do setor.
A Anfavea negou intervenção em nota encaminhada ao UOL e alegou que não se envolve em questões desta natureza.
Nossa associação só trata de temas transversais, como políticas industriais. Temas regionais são tratados diretamente entre o poder público e as empresas interessadas.
Anfavea em nota
Informações UOL

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente Walter Braga Netto. Assim, o magistrado manteve multa de R$ 110 mil aplicada aos dois.
A penalidade foi aplicada por litigância de má-fé e descumprimento de decisão judicial, de acordo com a decisão de Gonçalves, que foi o relator da ação movida pelo PDT que resultou na suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro por oito anos.publicidade
Bolsonaro e Braga Netto foram multados em julho, quando o ministro considerou que a campanha do ex-presidente não cumpriu decisão judicial e manteve nas redes sociais imagens das comemorações do Dia da Independência, em 7 de setembro. Esse conteúdo tinha sido considerado propaganda eleitoral irregular nas eleições de 2022.
Conforme a decisão, ambos receberam multas individuais de R$ 50 mil pelo descumprimento e de R$ 5 mil por terem garantido que as imagens foram apagadas, o que se configurou como litigância de má-fé, segundo o ministro.
No recurso contra a multa, os advogados de Bolsonaro e Braga Netto sustentaram que não houve descumprimento da decisão e defenderam a reunião de diversas ações sobre a mesma acusação contra a campanha. “Não há razão legítima para que se acelere o julgamento de uma ou outra ação em detrimento das demais”, argumentou a defesa.
Entretanto, Gonçalves manteve a decisão. Além disso, o ministro do TSE também reiterou o pedido para que os dois comprovem os valores gastos nas comemorações do Bicentenário da Independência.

Informações Revista Oeste
Ministro Alexandre Silveira pediu ao Ministério da Justiça uma investigação sobre a interrupção de energia

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que solicitou à Polícia Federal (PF) e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) uma investigação sobre as causas do apagão nacional que atingiu 25 Estados e o Distrito Federal na terça-feira 15.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também devem fazer uma apuração sobre o incidente, iniciado às 8h31. O apagão só não afetou o Estado de Roraima, que não é interligado ao sistema nacional de distribuição de energia.publicidade
“Por se tratar de um setor altamente sensível, além de determinar as apurações devidas e internas pelo ONS, Aneel e nossas vinculadas, estou oficiando ao Ministério da Justiça, para que seja encaminhada à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito policial para que apure com detalhes o que poderia ter ocorrido, além de diagnosticar apenas onde ocorreu”, disse Silveira, em entrevista coletiva.
Além disso, a Abin deverá atuar na investigação. “Vamos encaminhar tanto à PF quanto para a Abin a instauração de procedimentos para apurar eventuais dolos [ações intencionais] nesse ocorrido de hoje”, acrescentou o ministro. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que Silveira “determinou a rigorosa apuração das causas do incidente”.
À tarde, tanto o ONS quanto o MME informaram que o sistema foi completamente restabelecido às 14h49. “A normalização das cargas da Região Sul foi concluída às 9h05min e nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, às 9h33min. O SIN foi 100% recomposto às 14h49min. As causas da ocorrência ainda estão sendo apuradas”, afirmou o ONS, em nota.

Silveira afirmou que a causa do apagão foi uma sobrecarga no Ceará e “outro evento” ainda não identificado pelas autoridades. “Um dos eventos já apontados pelo ONS aconteceu no norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não foi detectado pelo ONS”, disse.
O ONS disse que identificou uma ocorrência às 8h31 da terça-feira 15, que desconectou os sistemas do Norte e do Nordeste das regiões Sul e Sudeste. Em razão do incidente, o órgão decidiu fazer uma “ação controlada”, ou seja, desativar o sistema para evitar que o problema na rede se espalhasse.
“Houve pelo menos 16 mil megawatts de interrupção de energia”, afirmou o ONS. “A interrupção no Sul e no Sudeste foi uma ação controlada para evitar propagação da ocorrência.”
De acordo com relatos provenientes de várias cidades do país, o apagão de terça-feira causou problemas como:
O último apagão nacional registrado no Brasil ocorreu em 2014, quando um curto-circuito em uma linha de transmissão deixou ao menos 11 Estados do Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste sem energia. A causa foi uma “perturbação no Sistema Interligado Nacional” entre o município de Colinas (TO) e a região de Serra da Mesa (GO). Na ocasião, o Dilma Rousseff era a presidente da República.
O maior apagão, no entanto, ocorreu em 2009: 18 Estados e algumas cidades do Paraguai foram afetados. Quase 60 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica por seis horas. No caso, Lula estava em seu segundo mandato como presidente do Brasil.
Dessa vez, o motivo foi um curto-circuito, que, provocado possivelmente por um raio, desligou três linhas de distribuição da energia produzida na Usina de Itaipu para as principais regiões do país.
Informações Revista Oeste

Foto: EFE / Juan Ignacio Roncoroni.
O presidenciável argentino de extrema direita Javier Milei declarou nesta terça-feira (15) que foi contatado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e que fará uma reunião com a instituição.
“Nos procuraram, vamos coordenar um encontro. Não temos problemas com o FMI”, disse à imprensa local.
O grande vencedor das primárias para as eleições presidenciais na Argentina, realizadas no último domingo (13), disse que não seria um problema para ele respeitar o cronograma de pagamentos firmado com o Fundo.
O crédito de US$ 45 bilhões foi concedido em 2018, ao governo do ex-presidente Mauricio Macri.
“Nosso programa fiscal é muito mais agressivo e prevê uma redução do déficit e cortes de despesas superiores aos solicitados pelo FMI.
O FMI aguarda um pagamento de US$ 7 bi até o fim de agosto, e outro de US$ 3 bi até novembro. (ANSA).
UOL

Foto: Reprodução/Twitter.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (União-BA), cobrou nesta terça-feira (15) o fornecimento de todas as imagens do Ministério da Justiça e Segurança Pública na data da invasão das sedes dos Três Poderes.
Na segunda-feira (14), a Presidência da CPMI encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um embargo de declaração, solicitando ao ministro Alexandre de Moraes que esclareça sua decisão quanto a entrega das imagens da sede do Ministério da Justiça ao colegiado.
“Não há dúvidas de que as fitas vieram para cá. (…) Mas nós sabemos que não existem apenas duas câmeras na entrada do Ministério da Justiça, quem já foi lá sabe que existem câmeras em todos os corredores, em todos os andares, etc. O pedido da CPMI foi muito além do que aquilo que foi enviado pelo Ministério da Justiça”, declarou Maia.
O presidente reiterou que tudo o que foi solicitado ao ministro Alexandre de Moraes até então foi encaminhado à CPMI, mas reconheceu que o ministro Flávio Dino “mandou [imagens] a menor”. As imagens chegaram ao colegiado na última semana.
CNN
Luiz Carlos Ciocchi explicou que, em 48h, relatório vai apontar as principais evidências. Certezas sobre o que levou ao apagão desta terça, no entanto, devem demorar dias para serem alcançadas.
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O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, em entrevista nesta terça (15) — Foto: Reprodução/TV Globo
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou nesta terça-feira (15) que, até o momento, evidências apuradas pelo órgão indicam que uma variação de frequência na rede elétrica do Ceará pode ter levado ao apagão em 25 estados e no Distrito Federal.
“Na região do Ceará, as evidências, as nossas avaliações, dados e telemetria mostram que, naquela região, por volta das 8h30, houve uma variação de frequência descontrolada e não esperada. Isso nos leva a acreditar que ali possa estar contida nessa região elétrica a causa principal ou a casa raiz de todos os fenômenos que vieram a ocorrer”, declarou à TV Globo.
Segundo ele, a variação de frequência se refere a uma espécie de perturbação ocorrida entre a geração de energia e a carga. Normalmente, o valor deve ficar próximo a 60 Hz. Mas o índice não foi verificado nesta terça.
A perturbação ocorrida no estado, de acordo com o diretor, pode ter afetado gradativamente uma série de componentes do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“Quando você tem uma perturbação dessa de frequência, você normalmente tem uma série de componentes que podem estar agindo no sentido de provocar essa variação brusca e inesperada de frequência”, afirmou Ciocchi.
“E, nesse sistema de transmissão, onde tem várias linhas de transmissão e subestações, que estão interligando consumidores e geradores, para que essa perturbação seja propagada, e vai afetando, gradativamente, outros componentes, ampliando essa região elétrica”, completou.

Apagão atinge 25 estados e o DF; algumas cidades ficam até 6 horas sem luz
O diretor-geral do ONS afirmou que, por ora, essa é a evidência encontrada pelo órgão para explicar a interrupção de fornecimento de energia elétrica no país. Ele não indicou qual teria sido a razão para a variação de frequência na área.
Mais cedo, o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) sinalizou que outro evento, além do identificado no Ceará, pode ter provocado o apagão.
“Um dos eventos já apontados pelo ONS aconteceu no norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não está detectado pelo ONS”, disse.
De acordo com Ciocchi, ainda não é possível afirmar qual outro distúrbio influenciou na queda de distribuição em todo país.
“Por enquanto, a evidência é essa. Outras causas serão avaliadas oportunamente. Estamos trabalhando para identificar possíveis áreas ou perturbações. Não temos essa indicação de que essa segunda causa esteja circunscrita à mesma região elétrica. Pode ser. Ou não, pode estar em outra região que estava promovendo essas perturbações”, explicou o diretor do ONS.
A perturbação “inesperada” na região elétrica do Ceará levou a um efeito-cascata no sistema interligado, o que afetou também as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
De forma automática, os agentes responsáveis pela transmissão nessas regiões acionaram o Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC). A medida já é planejada pelas operadoras do sistema e serve para impedir que as perturbações se propaguem.
Segundo o representante do órgão responsável pela coordenação e controle do sistema elétrico brasileiro, o ERAC entrou em operação somente nessa região do país.
Ciocchi explicou que, ao acionar o ERAC, a carga elétrica é minimizada gradativamente, de forma a aliviar o sistema, para a sua preservação.
“O sistema detecta, aciona o ERAC que tem vários estágios. Nesses estágios, você vai tirando carga, aliviando o sistema, para que ele possa ser preservado. E foi exatamente isso que aconteceu. O corte de carga no Sul e Sudeste foi controlado e recuperado rapidamente.”
O diretor avaliou que, graças à atuação do sistema, foi possível retomar, de forma mais rápida, o fornecimento de energia nessas áreas.
“Sul, Sudeste e Centro-Oeste foi a atuação de um Esquema Regional de Alívio de Carga. Ele percebe uma perturbação chegando muito grande, percebe que aquilo pode se propagar. Então, você faz um corte de carga preventivo, para que a situação não seja propagada para toda aquela região”, explicou.
“É você procurar, de uma forma técnica, controlar essa perturbação que estava vindo de fora. Ela é controlada, específica e planejada. Tanto é que, a partir da atuação do ERAC, a recomposição das cargas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste foi feita muito rapidamente. Porque esse é um procedimento absolutamente padrão e normal”, completou.
De acordo com o diretor do ONS, é preciso, porém, explicar por qual motivo o ERAC não foi acionado no Norte e Nordeste do país, localidades mais afetadas pelo apagão.
Em coletiva à imprensa, Alexandre Silveira afirmou que o ONS apresentará relatório, em até 48 horas, para apontar os motivos que levaram à interrupção no fornecimento de energia do país.
Ciocchi declarou que, embora o documento tenha importância, não será capaz de cravar quais foram as causas da perturbação no sistema elétrico nacional. Segundo ele, o parecer deve abordar somente as “evidências mais fortes”.
“Em 48 horas, é o nosso compromisso de trazer para a sociedade quais são as evidências mais fortes, no sentido de identificar, de forma mais próxima, a origem desse problema. Normalmente, essas falhas de grande monta, como a que foi hoje, são causadas por uma sequência de eventos técnicos, de mal funcionamentos de vários componentes, para que tenha essa situação significativamente forte e pesada”, disse.
O parecer, segundo Ciocchi, dará “bastante subsídio” para identificar a região do distúrbio no sistema elétrico. Ele também avaliou que o documento poderá ajudar a entender o que ocorreu e medidas que podem ser adotadas para prevenir novas ocorrências.
Para descobrir exatamente o que ocorreu nesta terça, o diretor do ONS afirmou que será preciso produzir o chamado Relatório de Análise de Perturbação (RAP). Ele não sinalizou quanto tempo levará para divulgar o documento.
Com coordenação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o RAP é desenvolvido em parceria com todos os agentes envolvidos na região elétrica em que a perturbação foi identificada, como as empresas de geração e distribuição e fabricantes de componentes, por exemplo.
“É complexo. Não é feito única e exclusivamente pelo ONS. Você envolve todas as empresas e os agentes que estão naquela área. O que aconteceu pode ser uma falha num dispositivo, num transformador…Enfim, em vários componentes de um sistema elétrico como o nosso”, explicou Carlos Ciocchi.
Alexandre Silveira, de Minas e Energia, deu entrevista coletiva para falar sobre o apagão elétrico que atingiu praticamente todo o país. Ele citou um ‘evento’ no Ceará e um outro possível, em local não identificado, como causas.
Informações G1
João Menna fala sobre a mudança drástica na imagem da cantora ao longo dos anos

João Menna, retratista e especialista em imagem, analisou mais uma figura da cultura pop e sua influência mediante símbolos que, segundo o profissional, têm sido subvertidos. A analisada da vez é a cantora Luísa Sonza e seu novo álbum Escândalo Íntimo, que já tem gerado controvérsias antes mesmo de seu lançamento, marcado para 29 de agosto.
Em uma sequência de stories, publicados nesta segunda-feira (14), Menna discorre sobre como a construção de uma imagem pessoal é tão importante e como artistas estão indo a extremos em suas estratégias.
– Não é de hoje que os artistas têm utilizado de estratégias de imagem para chocar e trazer audiência, afinal, o que atrai a massa será sempre algo de frequência mais baixa – disse.
– Uma imagem chega muito antes do que qualquer palavra. E as imagens podem influenciar a sociedade e suas inclinações – continuou.
O ponto de partida para a análise foram as imagens divulgadas por Luísa Sonza de um videoclipe do single Campo de Morango. A cantora aparece sobre uma cama, em um ambiente de mata, com seu corpo e o de colegas de elenco encharcados de pintura vermelha. A partir do título do single, a cor vermelha a princípio indica que seja morangos, no entanto, as imagens passam a nítida sensação de se tratar de sangue.
– As imagens do novo clipe parecem mais um ritual do que um simples banho de morango – dispara Menna.
– Começo a mostrar partes de sonhos que já tive. Nada é real, só é, infelizmente, pra minha cabeça. Todas as pessoas, coisas e animais são projeções de mim mesma – escreveu a cantora na legenda das fotos, em seu perfil no Instagram.
Na publicação no perfil da cantora, as reações foram as mais adversas, sendo muitas delas em aversão às imagens chocantes. Confira alguns comentários:



Em sua análise, Menna compara a imagem atual de Sonza com a do início de sua carreira, quando ela era uma adolescente, de aparência quase angelical, com um violão, gravando vídeos em seu quarto. Ele inclusive citou a cantora Anitta, que também já foi objeto de sua análise.
– Luisa Sonza foi para um lado obscuro, copiando a estética de artistas do exterior e justamente tem obtido sucesso com esses artifícios. A própria Anitta é um bom exemplo disso. Mas a que custo isso terá na vida dessa moça? Qual será o limite da comunicação dela?- questionou.
Menna diz que “a fama sempre pedirá por mais entrega e mais extremo”. Ele também chama a atenção para o fato de que esses apelos ultrapassam o simples “marketing”.
– O aspecto sexual e o grotesco misturado, sempre chamará a atenção. Mas a grande questão é que por mais que alguém fale que é só “marketing” não percebe o quão isso influencia a personalidade dos envolvidos e do público.
– Agora imagine todas as jovens que ela está influenciando a normalizar tudo que é ruim – assinalou.
Informações Pleno News

Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO-26/10/2022
OIbovespa fechou em queda nesta terça-feira (15), cravando o 11º pregão seguido no vermelho, com o declínio da Eletrobras após a renúncia-surpresa do presidente-executivo, que contrabalançou com o avanço da Petrobras PN, com aumento dos preços de combustíveis, em mais uma sessão recheada de resultados corporativos.
A aversão a risco externa também pesou na bolsa paulista, depois que dados mais fracos que o esperado na China reforçaram as preocupações sobre o ritmo da segunda maior economia do mundo e que as vendas no varejo acima do previsto nos Estados Unidos alimentaram temores de taxas de juros altas por mais tempo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,47%, indo a 116.265,62 pontos, de acordo com dados preliminares. Na primeira etapa da sessão, o índice chegou a flertar com o sinal positivo, avançando a 117.697,25 pontos no melhor momento do dia. Na mínima, chegou a 116.033,15 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$ 24,5 bilhões.
O Ibovespa não recuava 11 pregões consecutivos desde a série de 11 perdas entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro de 1984. Apesar de a sequência chamar atenção, ainda representa um declínio de menos de 5% e ocorre após uma alta de quase 20% nos quatro meses até o fim de julho.
A divulgação de mais uma série de dados fracos da economia chinesa, somada ao aumento dos receios de que o Federal Reserve suba novamente os juros nos EUA, pôs o dólar à vista novamente em trajetória de alta ante o real nesta terça-feira, na oitava elevação em um total de 11 sessões de agosto.
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9878 na venda, com alta de 0,43%. Em agosto, a moeda americana acumula ganho de 5,47%.
O contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,46%, a R$ 5,0040.
A China informou que as vendas no varejo em julho subiram 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam uma elevação de 4,5%. Já a produção industrial chinesa teve alta de 3,7%, ante a projeção de 4,4% dos economistas. Os números da China, um importante importador de commodities, penalizaram moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real.
Em reação aos dados fracos, o banco central chinês cortou um conjunto de taxas de juros para sustentar a atividade econômica. Alguns analistas afirmam, no entanto, que um suporte maior será necessário.
Na Europa, alguns números divulgados mais cedo também desagradaram, lançando dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia. Entre eles, o índice ZEW de confiança do consumidor da Alemanha subiu para -12,3 pontos em agosto, ante -14,7 em julho, ainda assim se mantendo no território negativo.
Já as vendas no varejo dos EUA em julho subiram 0,7%, ante uma projeção de alta de 0,4%, o que sugere que a economia continua forte. O resultado alimentou a expectativa de que o Federal Reserve possa promover mais um aumento de sua taxa básica de juros, em setembro, o que também sustentou o dólar ante outras divisas de exportadores de commodities ou emergentes.
Nesse cenário, o dólar à vista oscilou em alta durante praticamente todo o dia. Às 10h12, ele marcou a cotação mínima de R$ 4,9596 (-0,13%), para depois acelerar até a máxima de R$ 4,9985 (+0,65%), às 10h45.
O avanço da moeda americana em agosto, conforme o diretor da assessoria de câmbio FB Capital Fernando Bergallo, tem surpreendido muitos participantes do mercado.
“O movimento global é de alta para o dólar, o que está bem caracterizado. Embora seja global, o real está despontando como uma das piores moedas nas últimas semanas, e muitos clientes não sabem o que fazer: comprar dólar agora ou esperar cair de novo?”, comentou o especialista.
Para ele, a performance do real tem sido pior que a de outros pares justamente porque, até julho, a moeda brasileira teve um desempenho superior.
No ano, até o fim de julho, a moeda americana acumulava baixa de 9,23% frente ao real.
“Esse revés no cenário externo não era algo que estava no radar de muita gente. Muito importador foi pego no contrapé”, acrescentou Bergallo.
Além das turbulências externas, o mercado brasileiro já lida com o fato de que a taxa Selic, atualmente em 13,25% ao ano, tende a continuar a cair, enquanto os juros nos EUA continuarão por mais tempo em um patamar elevado.
Isso torna o diferencial de juros menos favorável aos investimentos estrangeiros no Brasil, o que também impacta o câmbio.
No exterior, no fim da tarde o dólar sustentava ganhos ante divisas fortes e ante boa parte das moedas de países exportadores de commodities.
Reuters
Assunto veio à tona depois de o executivo Trent Innes atestar a eficiência dessa prática

As entrevistas de emprego podem ser estressantes. Muitos candidatos, por receio de perderem a vaga, ficam tensos e se enrolam no momento de responder às perguntas do empregador.
Para tornar as avaliações mais tranquilas, o executivo Trent Innes, ex-diretor administrativo da Xero Australia, decidiu usar uma simples xícara de café para testar os candidatos.
“Sempre vou levar você para passear em uma de nossas cozinhas”, disse o executivo, em uma entrevista de 2019 para o podcast The Ventures, que voltou a repercutir na semana passada. “E, de alguma forma, você sempre acaba saindo com uma bebida.”

Innes disse que se recusa a contratar alguém incapaz de devolver o copo vazio à cozinha. “Uma das coisas que sempre procuro no fim da entrevista é: a pessoa quer levar aquele copo vazio de volta para a copa?”, perguntou.
A intenção por trás do teste da xícara de café é avaliar a capacidade do funcionário de agir por si mesmo. “Você pode desenvolver habilidades, ganhar conhecimento e experiência, mas tudo se resume à atitude”, ressaltou. “E a atitude de que falamos muito é o conceito de lavar sua própria xícara de café.”
O executivo conta que o “teste da xícara de café” ajuda o recrutador a descobrir quem é a pessoa como funcionária — antes de sua contratação.
“O que estava tentando descobrir era qual a tarefa de nível mais baixo que poderia encontrar, que, independentemente do que você fizesse dentro da organização, ainda fosse importante que realmente impulsionasse uma cultura de propriedade”, disse o executivo.
Innes explicou que o teste da xícara de café em entrevistas de emprego também serve para avaliar a força de vontade do trabalhador.
“É realmente para garantir que os candidatos realmente se encaixem na cultura da Xero e assumam tudo o que deveriam estar fazendo”, disse.
Informações Revista Oeste