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Foto: Andrews Pedra Branca

Desde o retorno em março do ano passado das aulas presenciais na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), a Prefeitura de Feira tem reforçado a oferta do serviço de transporte público urbano. Diariamente 350 viagens são feitas para atender a comunidade acadêmica através de doze linhas e 20 ônibus. 

O atendimento tem início às 5h e vai até 23h. Em horários de pico, a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) ajusta os horários da operação intercalando os ônibus a cada 10 minutos. 

Além de pagarem meia-passagem – benefício assegurado pelo Governo Municipal – os estudantes também podem usufruir da integração de até 2 horas para pegar o próximo ônibus até o seu destino, sem pagar uma nova tarifa. A medida está válida desde agosto. 

“Quando pensamos em mudar a integração física que ocorria somente em terminais e ampliamos a todos os ônibus, em qualquer ponto da cidade, priorizamos a mobilidade dos estudantes”, pontua o secretário da pasta, Sérgio Carneiro.

Desde que foi ampliada a integração, a SMTT registrou crescimento de 60% do fluxo de pessoas que utilizaram o benefício com cartão Via Feira, gratuito. O número recorde, no balanço do órgão municipal, aponta em um mês 56 mil pessoas beneficiadas por utilizarem mais de um ônibus em Feira de Santana sem a segunda viagem ser tarifada ao passageiro.

CANDEAL E ALECRIM

Na comunidade do Alecrim Miúdo, o serviço tem sido ofertado normalmente através da linha 052 – Candeia Grossa, e Candeal I e II pelas linhas 051 – Candeal e 099 – Candeal via Matinha.

O prefeito Colbert Filho tem feito todo o esforço para manter o serviço essencial à população. O setor de transporte no país enfrenta sucessivos reajustes no preço dos combustíveis, impondo desafios ao Governo Municipal e às concessionárias na manutenção da oferta do atendimento.

DIÁLOGO

Na manhã de hoje, 2, uma comissão de manifestantes foi recebida pelo secretário Sérgio Carneiro e, na oportunidade, o clima de cordialidade serviu para abrir o debate e discutir vários pontos sobre a mobilidade urbana.

A maior parte das reivindicações vem sendo executada pela Prefeitura, como novos abrigos com QR Code, melhorias nos terminais de transbordo com substituição de lâmpadas convencionais por LED, limpeza de sanitários e segurança fixa, restauração de assentos, reativação de pontos estratégicos na região comercial da cidade e ampliação do tempo de integração. 

“Eu e nossa equipe técnica nos comprometemos a examinar toda a pauta que foi apresentada”, afirmou Sérgio Carneiro.


Equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), localizaram nesta segunda-feira (2), no município de Catu , um dos envolvidos na morte do policial federal Lucas Caribé, ocorrido no dia 15 de setembro, no bairro de Valéria, quando dois policias também ficaram feridos.

O homem de 33 anos, estava em um imóvel mantendo a companheira em cárcere privado, desde o ataque que resultou na morte do policial federal. Durante abordagem o criminoso entrou em confronto com as equipes. Ele foi ferido e socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu. Com ele, foram apreendidos um revólver, cerca de um quilo de cocaína fracionada em porções, além de uma balança de precisão.

De acordo com o diretor do Denarc, delegado José Bezerra Júnior, o homem tem condenação por homicídio. “Ele foi sentenciado pela morte de um homem, ocorrida no ano de 2016, no município de Ouriçangas. Também nas investigações, conclui-se que no dia do confronto que resultou na morte de Lucas Caribé, ele, além de participar do ataque contra os policiais, prestou socorro aos seus comparsas feridos”, informou.

O diretor do Denarc aponta os próximos passos para alcançar os demais envolvidos no ataque. “Estamos realizando ações coordenadas com outros departamentos operativos da Polícia Civil e em cooperação com a Polícia Federal no sentido de identificar e alcançar todos os responsáveis pela ação criminosa, bem como outros envolvidos com o narcotráfico”, pontuou.


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

A espera pelo início das obras do Centro de Convenções de Feira de Santana chegou ao fim, é o que afirma o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Trindade.

A ordem de serviço foi assinada na tarde desta segunda-feira (2) pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Centro de Convenções
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Em entrevista ao Acorda Cidade, José Trindade informou que as obras terão início nesta terça-feira (3), com prazo de 14 meses.

“Estamos hoje aqui em Feira de Santana para dar a ordem de serviço junto com o governador Jerônimo Rodrigues, deste novo Centro de Convenções, deste novo teatro que vai atender a toda a população, não só de Feira de Santana, mas toda a população em torno deste município. Nós temos um investimento de mais de 56 milhões de reais para tornar um sonho em realidade, aqui é uma obra que estava parada há 20 anos e hoje com este novo momento do governador dando esta ordem de serviço, nós teremos oportunidade daqui a 14 meses de estar aqui podendo aproveitar e muito mais do que uma obra de engenharia, este equipamento vai fortalecer a cultura, vai fortalecer o turismo de negócio, vai fortalecer a região toda, porque grandes eventos virão para Feira de Santana.As obras começam efetivamente amanhã, será um ano e dois meses, mas nós vamos trabalhar para antecipar essa entrega”, destacou.

De acordo com José Trindade, o complexo irá atender até 2.500 pessoas.

“Apenas o Centro de Convenções, nós teremos a capacidade para atender 1.600 pessoas e mais de 600 pessoas dentro do teatro para assistirem grandes espetáculos. O projeto vai ser adequado, pois era um projeto antigo, então vamos modificar, não só com especificações mais modernas, como também questão de acessibilidade. Além da parte interna, ainda temos a parte externa, onde serão 180 vagas para os veículos, cinco vagas para ônibus, 30 vagas para estacionamento de motocicletas, então toda estrutura será mantida aqui”, concluiu.

Centro de Convenções
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade


Após obter uma economia de aproximadamente R$ 150 mil para os cofres públicos, com a gestão do painel eletrônico do plenário pelo Interlegis, a Câmara de Feira de Santana avança, em tratativas com o Senado, para que este programa – referência nacional como instrumento de apoio no processo de modernização, transparência e integração do Poder Legislativo Brasileiro – disponibilize, sem custos, uma série de oficinas visando capacitação e treinamento para servidores da Casa da Cidadania. A presidente Eremita Mota (PSDB) protocolou recentemente ofício com essa finalidade no gabinete do senador baiano Jaques Wagner. O acesso à tecnologia e serviços do Interlegis deve ser encaminhado ao órgão através de um dos senadores.

As oficinas podem beneficiar também parlamentares e ocupantes de cargos de assessoria, inclusive de municípios próximos de Feira de Santana, que é sede de uma Região Metropolitana. “Confiamos que o atendimento a esta solicitação permitirá, além da qualificação técnica, uma economia significativa de recursos financeiros, nas áreas de Tecnologia da Informação e Capacitação de Recursos Humanos”, diz a dirigente da Câmara, no documento.

Eremita está confiante de que o pleito será atendido, na medida em que há iniciativa do próprio Jaques Wagner no sentido de autorizar as ações do Interlegis quanto à oferta de ferramentas tecnológicas para instituições legislativas e à capacitação e treinamento, sem ônus direto e por meio da colaboração de servidores especializados do Senado Federal, nas chamadas Oficinas Interlegis. Ela assinala, no ofício, também ter ciência de que a solicitação de treinamento e capacitação deve observar as instalações físicas, operacionais e de pessoal (infraestrutura das casas legislativas) direcionando esforços para cidades que possuam mais de 20 mil habitantes e que consigam receber parlamentares e servidores de municípios vizinhos.

Gerido pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), o Programa Interlegis colabora de maneira efetiva no cumprimento de leis como a de Acesso à Informação (LAI), a Lei Geral de Proteção de Dados-LGPD) e da Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF), além da Política de Governança na Administração Pública Federal, Autárquica e Fundacional. Auxilia, ainda, na revisão e aplicação dos marcos jurídicos municipais.

Algumas das oficinas atuais disponibilizadas: Portal Modelo, Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL); Articulação e Compilação de Normas Jurídicas no SAPL; Revisão de Marcos Jurídicos – LO/RI (Lei Orgânica/Regimento Interno); Planejamento Estratégico no Legislativo; Gestão Pública Sustentável; Comunicação Integrada; LGPD; Redação e Técnica Legislativa; Licitações e Contratos; Organização de Gabinete Parlamentar, e Processo Legislativo Digital.


Com César Oliveira

Tema: Ambulatório de lúpus do HGCA

Ouça o Podcast completo:


Cristiano Ronaldo empata a partida para o Al-Nassr pela Liga dos Campeões da Ásia
Imagem: Reprodução/Twitter/Al-Nassr

Na tarde desta segunda-feira, o Al-Nassr recebeu o Istiqlol Dushanbe, do Tajiquistão, pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League da Ásia. Com gols de Cristiano Ronaldo e Anderson Talisca (2), o time saudita ganhou por 3 a 1. 

Com o resultado, a equipe de Cristiano Ronaldo chega aos seis pontos e mantém a liderança do Grupo E, enquanto o Istiqlol Dushanbe fica na lanterna da chave, com um ponto. 

O Al-Nassr volta a campo nesta sexta-feira para enfrentar o Abha, pelo Campeonato Saudita. Já o Istiqlol Dushanbe joga novamente apenas no dia 16 de outubro, quando enfrenta o Ravshan, pela liga nacional do Tajiquistão.

Apesar de um começo de jogo melhor do Al-Nassr, quem abriu o placar foi o IstiqlolDushanbe. Aos 43 minutos, Senin Sebai recebeu passe e chutou fraco, mas o goleiro Nawaf Alaqidi deixou a bola passar.

Cristiano Ronaldo empatou o jogo para o Al-Nassr aos 20 minutos do segundo tempo. O português recebeu a bola, chutou cruzado e foi travado pelo zagueiro adversário, mas aproveitou a sobra para marcar.

Aos 25, o brasileiro Anderson Talisca aproveitou cruzamento de Ayman Yahya e cabeceou sem chance de defesa para o goleiro Ytimov. Seis minutos depois, Ghareeb rolou de calcanhar e o brasileiro fechou o marcador.

Informações UOL


Déficit esperado pelo governo federal passa dos R$ 140 bilhões até o final do ano. Contas no vermelho causam freio nos investimentos e possibilidade de estagnação da atividade econômica.

Cédulas de real dispostas em ordem, da nota de R$ 2 até a nova nota de R$ 200 — Foto: MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Cédulas de real dispostas em ordem, da nota de R$ 2 até a nova nota de R$ 200 — Foto: MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO 

O governo federal acumula um déficit primário que ultrapassa os R$ 105 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, o pior resultado para as contas públicas no período desde a pandemia, em 2020. 

Nesse ritmo de gastos mais acelerados que receitas, a estimativa do mercado financeiro é de que as contas públicas terminem o ano com R$ 106,5 bilhões negativos, enquanto o próprio governo espera um rombo de R$ 141,4 bilhões. 

Além disso, segundo economistas ouvidas pelo g1 é bastante improvável que o déficit seja zerado em 2024, como pretende o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

Se essas estimativas se concretizarem, será o retorno dos resultados negativos após uma interrupção apenas em 2022, quando houve superávit. Antes, o país havia passado por uma sequência de oito anos de déficit. 

Os resultados ruins nas contas públicas podem gerar impactos importantes sobre a economia do país e, consequentemente, para a população. 

Entre os destaques, estão: 

  • 🏃 a insegurança para os investidores com o rombo nas contas do governo, o que pode levar a uma saída de recursos do Brasil para outros países vistos como mais seguros;
  • 📉 a redução de investimentos no país, já que os empresários ficam mais avessos ao risco, produzem menos, geram menos emprego e menos renda para a população;
  • 🛑 a possibilidade de estagnação da atividade econômica, dado o cenário mais incerto;
  • 📈 o aumento das projeções de inflação, pois os gastos elevados precisam ser cobertos pela emissão de moeda;
  • 💰 o aumento de juros, pois o governo precisaria oferecer retornos mais expressivos para os investidores para atrair dinheiro estrangeiro;

Veja mais detalhes a seguir.

O que significa um rombo nas contas públicas?

Em poucas palavras, um rombo nas contas públicas significa que o país está gastando mais do que arrecadando, antes do pagamento de juros da dívida. Na literatura econômica, a situação é chamada de déficit primário. 

“O déficit primário ocorre quando a arrecadação federal é inferior às despesas, ou seja, o dinheiro que o governo possui é insuficiente para pagar todas as contas públicas”, explica Ariane Benedito, economista e RI da Esh Capital.

As maiores dessas contas são os pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS, os salários de funcionários públicos, gastos com auxílios sociais, subsídios e as despesas essenciais de um governo. 

A chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, faz uma analogia: pensando a lógica das contas do governo dentro de um orçamento familiar, o déficit primário aconteceria quando o salário não fosse o suficiente para pagar as contas. 

Assim, a família pegaria um empréstimo para pagar as contas e o seu financiador (que é quem vai receber os juros pagos pela família) seria o banco. Para conseguir pagar o empréstimo e não ter mais problemas com suas contas básicas, a família teria duas opções: diminuir os gastos ou aumentar os ganhos. 

Para o governo, a lógica é a mesma. O déficit só pode ser reduzido caso haja uma forte queda nos gastos, ou que a arrecadação federal aumente o suficiente para fechar no azul.

A solução proposta pelo governo federal tem sido a de aumentar os ganhos, como foi proposto pelo Ministério da Fazenda no projeto do novo arcabouço fiscal. 

Contas públicas têm déficit de R$ 79 bilhões até agosto

Contas públicas têm déficit de R$ 79 bilhões até agosto 

Ariane explica, no entanto, que, diferente de uma família, o governo não é um gerador de capital, mas sim um utilizador. Em outras palavras, nenhum governo tem a capacidade de gerar dinheiro para a economia, mas é ele quem utiliza parte do dinheiro que empresas e população geram, distribuindo a sua parte desse capital entre todos os setores do país, como educação, saúde e segurança, além de pagar auxílios e servidores. 

A forma como o governo pega sua parte de toda a receita que é gerada dentro do país é com o pagamento de impostos, tanto os pagos pelas pessoas físicas quanto pelas pessoas jurídicas. 

Dessa forma, para que o Brasil tenha uma maior arrecadação, diminuindo o rombo nas contas públicas, o governo precisa arrecadar mais com os impostos. E, para isso, depende de um crescimento expressivo da economia, que aumente a produção de setores como a indústria e os serviços. 

Como o Brasil chegou ao déficit bilionário?

De 2014 a 2021, o Brasil registrou oito resultados negativos consecutivos nas contas públicas. A situação ficou ainda pior em 2020, durante a pandemia, que trouxe fortes impactos para a economia tanto por uma menor arrecadação quanto pelo aumento dos gastos com os auxílios emergenciais. Naquele ano, o rombo foi de quase R$ 900 bilhões. 

No ano seguinte, em 2021, o país diminui seu déficit, que foi de pouco mais de R$ 40 bilhões, mas foi só em 2022, depois de oito anos, que o governo conseguiu registrar um superávit, de quase R$ 58 bilhões, segundo o Tesouro Nacional. 

Ariane, da Esh, destaca que, entre 2021 e 2022, o governo conseguiu arrecadar mais dinheiro por conta da valorização das commodities. O maior destaque foi o petróleo, que valorizou 53,74% entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022, mas chegou a disparar cerca de 120% em maio do ano passado. Parte dessa valorização se transformou em pagamento de dividendos recordes por parte da Petrobras. 

Também é importante destacar, de acordo com a economista, que o superávit tem relação direta com a inflação elevada do último ano. Com preços maiores, o pedaço que o governo consegue “abocanhar” com os impostos também é maior. 

Porém, para que a arrecadação seja contínua e saudável (em vez de depender do sobe e desce das commodities e da inflação), o país precisa crescer. “Quanto mais produto é produzido e empregos são gerados, mais impostos serão cobrados e maior é a arrecadação”, aponta a economista. 

Mas o crescimento que foi observado no primeiro semestre de 2023 não foi o suficiente para gerar essa receita mais expressiva. Isso porque, segundo Ariane, o setor que realmente teve uma grande expansão foi a agropecuária, que conta com uma série de isenções e não gera tantos impostos para a União. 

O Produto Interno Bruto (PIB) do agro cresceu cerca de 17% no segundo trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022. Já os serviços e a indústria, que pagam mais impostos, mostram um desempenho mais tímido. Os serviços crescerem 2,3% no mesmo período, enquanto a indústria teve alta de só 1,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em comparação trimestral, a agropecuária avançou 21% no primeiro trimestre deste ano e manteve o bom resultado no segundo, com uma leve correção para baixo de 0,9%. 

“A gente cresceu, mas não de uma forma qualitativa para que o governo arrecadasse mais. E para crescer, precisa haver produção, mas o empresário só vai produzir se ele entender que vai ter demanda para aquilo, se o consumo doméstico der sinais de melhora”, pontua Ariane.

Menos confiança, menos dinheiro

Outra forma do governo arrecadar dinheiro é com o investimento estrangeiro, que também não vive os melhores dias. 

No ano passado, com os juros bastante elevados no Brasil e as commodities em alta, de janeiro a agosto, o investimento direto somou US$ 59,2 bilhões. No mesmo período de 2023, entrou um montante de US$ 37,9 bilhões no país, queda de 36%, segundo o Banco Central. 

Ainda que o Brasil permaneça com taxas de juros atrativas (aos 12,75% ao ano), há dois aspectos que afastaram o investidor internacional do país. O primeiro é o próprio ciclo de quedas da taxa básica de juros brasileira. A perspectiva é que a Selic chegue a 9% no final de 2024, segundo o boletim Focus desta semana, o que reduz o diferencial de juros do país. 

O segundo é o aumento das taxas nos Estados Unidos. Com os títulos considerados os mais seguros do mundo, nos maiores patamares em quase duas décadas, há uma migração dos investidores mais conservadores para as Treasuries americanas. 

Além disso, as especialistas ouvidas pelo g1afirmam que o mais importante é que o investidor sinta confiança no país. O rombo nas contas públicas acaba alimentando o desânimo com o Brasil, e tende a afastar os investidores que temem o risco fiscal. 

A situação se transforma em um círculo vicioso: ao mesmo tempo em que a baixa perspectiva de consumo doméstico mantém os investimentos de empresários em produção interna mais tímidos, há menos arrecadação e a situação se agrava. A única alternativa, então, seria rever os gastos. 

Inflação, juros e outros velhos conhecidos dos brasileiros

Olhando para os efeitos que o endividamento do país tem sobre a população, o maior deles é a inflação. Mas, antes de chegar esse impacto, alguns outros processos acontecem. 

No primeiro momento, o déficit nas contas públicas torna o país um destino menos seguro para os investimentos, explica Rachel, da Rico. Então, para atrair dinheiro, o Brasil precisa emitir mais títulos de dívidas (que são os títulos do Tesouro), com um retorno que tenha juros convidativos, para que a rentabilidade compense parte do risco em investir no país.

“Mas existe um limite de quanto o país pode emitir em dívida pública para financiar suas despesas. Quando atinge esse limite e o país fica sem dinheiro, a última saída é imprimir dinheiro. E, como já sabemos, mais dinheiro em circulação faz subir a inflação”, pontua a especialista.

Rachel destaca que o Brasil ainda está longe de chegar a essa situação extrema, mas que, por saber exatamente como essa dinâmica funciona, conforme o país eleva suas dívidas, todo o mercado começa a projetar essa aceleração da inflação. 

As expectativas de uma inflação maior por si só já são o suficiente para fazer com que produtores comecem a elevar seus preços. E isso vai se espalhando pela economia, mesmo nos setores mais da ponta, até chegar nas famílias de mais baixa renda, que são as que mais sofrem com a escalada dos preços. 

Além da inflação, um cenário assim também favorece juros mais altos. Primeiro porque a única forma de conter a inflação é com a elevação dos juros, que tornam os processos de financiamento e tomada de crédito mais caros. 

Mas, além disso, retomando a ideia de que para atrair dinheiro o governo precisa emitir títulos com bons rendimentos, o Tesouro Nacional precisaria oferecer taxas maiores aos investidores. 

“Se os juros do governo são maiores isso afeta toda a população, porque são eles que servem como base. Se os juros do governo sobem, impactam financiamento imobiliário, de automóveis, tudo”, comenta a chefe de economia da Rico.

Por fim, taxas elevadas e inflação acelerada tornam o ambiente mais desafiador para a economia, que tem mais dificuldade para crescer. 

Ariane, da Esh, explica que a única forma de solucionar a questão é reduzindo gastos e aumentando a receita. Ela defende o avanço das chamadas “reformas estruturantes”, como a tributária, que está em andamento e deve reformular o pagamento de impostos no país, e a administrativa, que, quando acontecer, deve rever o funcionalismo público no Brasil. 

As economistas também concordam que, no longo prazo, outros gastos públicos também precisam ser revistos para que as contas fechem de forma sustentável. 

Os auxílios sociais, segundo elas, são um exemplo: o ideal é que o governo crie uma estrutura em que esses auxílios sejam necessários apenas no curto prazo, possibilitando depois que os beneficiários possam ter uma melhor condição de vida por conta própria.

Informações G1


Candidato de direita da Argentina nega que mulheres ganhem menos que homens no país: "se fosse assim as empresas só contratariam mulheres para economizar", VEJA VÍDEO

Javier Milei, em debate nas eleições presidenciais da Argentina, nega que mulheres ganhem menos que os homens no país. 

Para justificar ele disse que: 

“Se fosse verdade, entraríamos nas empresas e só veríamos mulheres”, alegou o candidato libertário no debate presidencial. 

Informações TBN


Suprema Corte rejeita ação para impedir Trump de concorrer

Foto: EFE/EPA/ERIK S. LESSER

Nesta segunda-feira (2), a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou estudar um caso que pedia que o ex-presidente Donald Trump não pudesse voltar a ser candidato à Presidência. 

O caso foi apresentado por John Anthony Castro, um desconhecido aspirante a candidato republicano à Presidência, que processou Trump no início deste ano com base em uma disposição da 14ª Emenda da Constituição, que afirma que qualquer funcionário americano que faça um juramento de defender a Constituição dos EUA está desqualificado para ocupar futuros cargos se ele ou ela “participar de uma insurreição ou rebelião ou tiver fornecido ajuda aos rebeldes”.

A Suprema Corte decidiu não aceitar a contestação e encerrou o caso sem qualquer comentário ou votação registrada, conforme informou a CNN. 

Este caso é diferente de outros contra Trump nos estados de Minnesota e Colorado, cujos julgamentos estão agendados para o final deste ano. 

*EFE 


MJSP anunciou o envio de R$ 20 milhões ao Estado

A jornalistas, nesta segunda-feira, 2, o ministro explicou que não se preocupa com o ‘partido das pessoas” | Foto: Tom Costa / MJSP 

O ministro da Justiça, Flávio Dino, negou que o Poder Executivo esteja blindando o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), de críticas sobre a atuação das forças de segurança estaduais na repressão à escalada de violência no Estado.

A jornalistas, nesta segunda-feira, 2, o ministro explicou que não se preocupa com o “partido das pessoas” e que cabe aos governos estaduais julgarem se há uso desproporcional da força em operações policiais.

“Não somos nós que investigamos, existem as estruturas estaduais, nós não faremos intervenção federal”, declarou Dino. “E essas estruturas estaduais é que fazem essa análise sobre proporcionalidade.”

Jerônimo é apadrinhado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que é ex-governador do Estado. O governo federal tem sido criticado por, em tese, relativizar a responsabilidade do governo baiano nos crescentes números de mortes em confrontos com a polícia.

Em setembro, cerca de 68 pessoas morreram nos confrontos. Conforme Dino, o Ministério da Justiça não possui competência para julgar ações decorrentes de planejamentos estaduais.

Dino anuncia reforços para a Bahia

Como mostrou Oeste, mais cedo o ministro anunciou o envio de R$ 20 milhões ao governo da Bahia, a fim de auxiliar no combate ao crime organizado. O valor será destinado ao Fundo de Segurança Pública.

Até o momento, R$ 168 milhões já foram repassados ao governo baiano para auxiliar nas ações de segurança pública.

O ministério ainda destinou mais de cem policiais federais e rodoviários federais ao Estado, cinco veículos blindados e um helicóptero. De acordo com Dino, “não há limite” para os repasses à Bahia, pois tudo deve depender da pactuação com o governo estadual.

Informações Revista Oeste