
Incêndios florestais atingem desde este sábado (14) as regiões oeste, norte e a Chapada Diamantina, na Bahia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, áreas de pelo menos 14 cidades baianas são afetadas.
Um dos focos de incêndio foi identificado no Morro do Candombá, onde o fogo chegou até o alto do morro. Em outros pontos do local foram vistos outros focos isolados de incêndio, de acordo com registros da TV Bahia. Ainda não se sabe se as chamas atingiram a parte mais baixa do morro, onde existem vilas habitadas.
O Corpor de Bombeiros informou que 53 pessoas atuam no Morro do Candombá e que um reforço de 30 bombeiros, um helicóptero e dois aviões foi solicitado para a região.
No total, cerca de 200 profissionais e 40 viaturas do Corpo de Bombeiros Militar atuam no combate às chamas em toda a região afetada. Drones e seis aeronaves, fornecidas pelo Programa Bahia Sem Fogo, da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), dão apoio à operação.
As chamas atingem as seguintes cidades de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Buritirama, Santa Rita de Cássia, Barra, Vanderley, Cotegipe, Riachão das Neves, Pilão Arcado, Juazeiro, Oliveira dos Brejinhos, Rio do Pires e Lençóis.
Metro1

Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil.
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, minimizou neste sábado (14) a inadimplência de países como a Venezuela. As principais dúvidas somam US$ 1,12 bilhão (R$ 5,69 bilhões na cotação atual), segundo dados divulgados pela instituição até 30 de junho deste ano.
Mercadante afirmou que não há motivos para “nhenhenhem” quando questionado sobre calotes dados na institução pública de fomento e no país. Ele participou do 1º Fórum Internacional da Esfera Brasil, em Paris.
Após o evento, Mercadante concedeu entrevista e disse que as dúvidas pendentes são “irrelevantes”. “O relevante é olhar para frente, de como é que nós vamos construir o crescimento das exportações e o desenvolvimento do Brasil. Vocês [jornalistas] ficam com esse ‘nhenhenhem’, que é uma coisa absolutamente irrelevante para o BNDES”, afirmou.
Três países devem juntos mais de R$ 5 bilhões ao Brasil. A Venezuela soma US$ 739 milhões (R$ 3,76 bilhões), enquanto Cuba, US$ 261 milhões (R$ 1,33 bilhão), e Moçambique, US$ 122 milhões (R$ 620,7 milhões). O BNDES financiou a chamada exportação de serviços aos países durante gestões petistas passadas.
Nessa modalidade, entram obras realizadas por empresas brasileiras, e o FGE (Fundo Garantidor de Exportações), com recursos do Tesouro, cobre eventuais inadimplências.
Segundo dados do BNDES, até junho deste ano, o FGE já ressarciu a instituição em US$ 1,09 bilhão na soma dos três países citados. O porto de Mariel, em Cuba, e parte do metrô de Caracas, por exemplo, foram financiados dessa forma.
“Exportação de serviços no BNDES nunca foi mais do que 1,3% do desembolso. Então é irrelevante. E é altamente rentável, historicamente, para o BNDES, inclusive para o Brasil. O Fundo Garantidor, o FGE da União, tem um superávit hoje de R$ 7,5 bilhões”, afirmou Mercadante.
Segundo o presidente do BNDES, “eventuais inadimplências” não quebram o Brasil.
“O país atrasa pagamento, sempre recupera, em algum momento volta a pagar. E o BNDES é um banco público, é um banco paciente, que vai continuar cobrando e esperar que tudo seja pago”, disse.
Questionado sobre se o Brasil vai estimular novos projetos no exterior, ele afirmou que não há previsão de iniciativas semelhantes.
Mercadante destacou o que considera pontos positivos do banco público neste primeiro ano da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Afirmou que BNDES aumentou em 40% as aprovações de financiamento e duplicou o apoio às exportações de produtos industrializados em relação a 2022.
“É isso que conta, gerar emprego e investimento, aprimorar e melhorar as práticas do banco, que é um banco extremamente rigoroso e competente. A inadimplência no BNDES é 0,01%. Me apresente algum banco no mundo que seja mais transparente que o BNDES, que seja mais rigoroso com os seus critérios”, disse.
ÔNIBUS ELÉTRICO
O presidente do BNDES falou ainda sobre a migração para veículos elétricos e híbridos. Segundo ele, o BNDES vai anunciar na quinta-feira (19) uma linha de financiamento de ônibus elétricos no país.
“O Brasil é o segundo país que mais anda de ônibus no planeta, perde para a Índia. E 52% dos ônibus que circulam na América Latina foram produzidos pela indústria brasileira”, afirmou.
“Os chineses entraram muito fortes com ônibus prontos no Chile e no México. São dois mercados históricos do Brasil. Então nós agora, nesta semana mesmo, já vamos fazer o primeiro financiamento para a produção de ônibus elétricos, para financiar ônibus elétricos produzidos no Brasil”, disse, sem dar mais detalhes.
Mercadante explicou que defende o conteúdo nacional e afirmou que quatro montadoras vão aderir à linha de financiamento. “Nós queremos agregar cada vez mais valor”, disse.
De acordo com ele, o país precisa substituir 170 mil ônibus. “Então é um mercado muito importante, com muita escala, muito poder de compra. E o BNDES tem um papel decisivo. Vamos avançar muito”, afirmou.
Créditos: Estado de Minas.

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) divulgou, no Diário oficial deste sábado (14), o edital nº 12/2023, de abertura de inscrições para curso de gestão escolar com certificação em unidades escolares da rede estadual de ensino, voltado para professores e coordenadores pedagógicos do quadro efetivo do magistério público do Estado da Bahia.
O curso tem por objetivo contribuir no desenvolvimento das competências básicas para o exercício efetivo das funções de diretor e de vice-diretor, para atuação nas unidades escolares da rede estadual de ensino.
Serão oferecidas 13 mil vagas e as inscrições poderão ser feitas, de 1º de novembro de 2023 a 26 de janeiro de 2024, no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

A Bahia é o principal produtor de sisal do mundo, detém 90% da produção do Brasil, o país que mais cultiva a agave no planeta, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No estado, são produzidas, em média, 140 mil toneladas de fibras de sisal por ano, e cerca de 50% desse total é vendido para Ásia, Europa e, principalmente, para a América Central.
O “ouro verde do sertão” teve seu apogeu entre as décadas de 60 e 70, quando havia grande demanda internacional pela fibra, utilizada na confecção de cordas, fios, estofados, carpetes e tapetes, entre outros produtos. O mercado declinou nos anos 80, com a concorrência das fibras sintéticas, e nunca mais teve o mesmo sucesso do passado.
Até mesmo a área plantada encolheu, não somente porque a fibra perdeu valor de mercado, mas também porque a seca na região dizimou boa parte das plantas, conhecida mundialmente pela resistência à estiagem.
A fibra tem voltado à moda com a valorização dos produtos ecologicamente corretos e também com a pressão mundial para preservação do meio ambiente. Além de natural, quando descartada, a fibra de sisal se decompõe sem poluir a natureza – e ainda serve como adubo para o solo – ao contrário da sintética. Depois que a palha é cortada, a planta rebrota em seis meses, o que ajuda a manter o semiárido em equilíbrio.
Nos últimos anos, decoradores e arquitetos passaram a utilizar o sisal em projetos com maior frequência, e a demanda pela fibra tem sido crescente, não somente no Brasil, mas também no exterior.
Atendendo a essa tendência, a principal entidade representativa da cultura do sisal no país, a Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Apaeb), manufatura a fibra e dá origem a mercadorias como carpetes, tapetes e cordas.
A sede da Apaeb fica em Valente, município a cerca de 250 km de Salvador que pertence ao “território do sisal”. São 20 cidades e cerca de 700 mil pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, com a produção, comércio ou industrialização do sisal.
A Apaeb compra boa parte da produção regional (800 toneladas mensais, em média) e transforma em itens cujas vendas, atualmente, estão concentradas no Brasil – sobretudo no estado de São Paulo, que reúne as maiores redes de distribuição dos manufaturados. Outra parte é repassada para o mercado internacional.
Um dos países que compra tapetes feitos com sisal da Bahia é a Alemanha. A pequena cidade de Dorsten, que tem forte tradição na área têxtil, valoriza o fabrico artesanal e defende marcas preocupadas com a questão ambiental.

Em uma ação de combate ao tráfico de drogas, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma quantidade significativa de entorpecentes na tarde de sexta-feira (13), na BR 116, em Vitória da Conquista (BA). Um veículo que seguia de São Paulo para o interior do Ceará transportava clandestinamente 17,4kg de cocaína e 15,3kg de maconha.
A operação, que teve como foco a repressão à criminalidade, resultou na abordagem de um automóvel com três ocupantes, sendo dois homens e uma mulher. Durante a fiscalização, os policiais descobriram os ilícitos no porta-malas do veículo, levando à apreensão das substâncias ilícitas.
Segundo informações da PRF, o passageiro do veículo afirmou que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte das drogas até o interior do Ceará. Por outro lado, o condutor do veículo alegou que foi contratado apenas para fazer a viagem e não tinha conhecimento da presença dos entorpecentes no veículo. A mulher também afirmou desconhecer a existência das substâncias proibidas em seu automóvel.
Todos os envolvidos, juntamente com as drogas apreendidas, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Vitória da Conquista, onde o flagrante foi registrado.
Acorda Cidade

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), uma carreta transportando um carregamento de combustível etanol tombou na tarde deste sábado (14) na Rodovia BA-020, no trecho entre os municípios de Maracás e Planaltino, no Vale do Jiquiriçá.
O condutor ficou ferido e foi socorrido ao Hospital Álvaro Bezerra, em Maracás, por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A PRE orientou que motoristas redobrassem a atenção, pois há risco de explosão no local.
Fonte: BlogMarcosFraHM.com

Foto: Divulgação/ Copacabana Filmes
Getúlio Vargas (1882-1954) tem uma das biografias mais cercadas de polêmica entre os personagens da História do Brasil. O político ambicioso que deixa o Rio Grande do Sul pela primeira vez aos 41 anos, em maio de 1923, determinado a se tornar presidente da República, o 14º chefe do Executivo Federal do Brasil — o gaúcho de São Borja, sudoeste do estado, voltou à Presidência uma segunda vez —, reúne em torno de si lendas que se foram desvanecendo na bruma corrosiva dos anos, mas que retornam com vigor a toda prova quando confrontadas com a condição do regime democrático do país no início deste século 21. “Getúlio”, cinebiografia das menos ideologicamente comprometidas sobre o líder de um Brasil que de quando em quando renasce das cinzas do autoritarismo, da opressão do fascismo, do populismo, do ordinário manejo das massas — se é que chegou a ser outra coisa algum dia —, tem um compromisso com a boa reportagem. O tom destacadamente jornalístico adotado pelo diretor João Jardim, documentarista experimentado, dono de narrativas em que a técnica escorreita alia-se a dramas apresentados com muita sutileza, é por certo um ativo poderoso num enredo que poderia descambar para a hagiografia mais constrangedoramente abominável.
É bom que fique claro desde logo que “Getúlio” não é exatamente uma biografia: é um recorte dos dezenove últimos dias da vida do presidente, em seu segundo mandato — este conquistado à custa de votos, ou seja, Vargas continuava perigosamente popular mesmo depois de investir contra a democracia em duas ocasiões — e sobre grande parte das pessoas e dos lugares que integram a história dentro da História. O roteiro de George Moura e Teresa Frota explora a imagem marcante de Vargas perseguido, encastelado no Palácio do Catete, sede do governo e residência oficial do chefe do Executivo, entabulando soluções cada vez mais improváveis para a crise em que fora lançado em 5 de agosto de 1954, infortúnio que desde sempre puxava para a solução definitiva, irremediável e pusilânime que acabou por tomar. Esse conveniente lugar-comum presta-se à introdução sintética em que Jardim deslinda num flashback que se estende pelos cem minutos de projeção a escalada inicial do déspota, com a Revolução de 1930, responsável por depor Washington Luís (1869-1957), em 24 de outubro daquele ano, e vedou a Júlio Prestes (1882-1946) sentar-se à cadeira mais importante da República Velha. A trajetória de homem público do Pai dos Pobres talvez tenha sido das mais fiéis ao espírito de um país que tentava se constituir nação, mas esbarrava num obstáculo tão rasteiro quanto perigoso: o fisiologismo. Depois de alijado do poder, sucedido pela junta provisória encabeçada pelo cearense José Linhares (1886-1957), Vargas conseguiu apoio para candidatar-se a senador por seu estado natal, mero passatempo até voltar ao Catete, em 31 de janeiro de 1951. Tudo como sempre em seu quartel.
A derrocada de Vargas, o tiro no pé, com a licença do trocadilho, de tão esdrúxulo só pode mesmo ter passado muito longe de seu apetite por influência e mando, ainda que em seus delírios mais patológicos. Essa trama perniciosa teria o condão de findar de imediato a jornada assimétrica do caudilho, num regresso triunfal pelas urnas, mas um ditador empedernido apenas tira férias periódicas de sua natureza de tirano, como bem afirmou a seu respeito o deputado Afonso Arinos de Melo Franco Sobrinho (1905-1990) numa esgrima intelectual extratribuna com o colega Gustavo Capanema (1900-1985), ex-ministro da Educação de Vargas entre 1934 e 1945, até hoje o mais longevo no posto. Ainda que muito lacônica, as participações de Daniel Dantas e Cláudio Tovar conferem uma noção da unidade entre os atores. Nesse departamento, Tony Ramos deixa a desejar com um personagem que mistura sotaques sem a menor cerimônia e nunca alcança em plenitude os tons mais graves da agonia de Vargas; Drica Moraes, por seu turno, ilumina a tela com uma performance ora cortante, ora suave, evidenciando a devoção e a obediência cega de Alzira (1914-1992) ao pai, em cujo governo atuou como chefe do Gabinete Civil em caráter oficial, mas foi muito além disso, guiando o presidente em muitas de suas decisões. Revezando-se no papel de primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, governado por Ernâni do Amaral Peixoto (1904-1989) sob a ascendência de Getúlio, a terceira dos cinco filhos de Vargas e dona Darcy foi das mais combativas na empreitada de instigar Gê, como o chamava na intimidade, a não apear da Presidência, malgrado o cerco não desse sinais de que afrouxaria.
O fatídico episódio da rua Tonelero, hoje um mar soturno de castanheiras cuja ramagem se alastra sem controle, é circunstanciado de forma didática, mas nada tediosa. A participação de Vargas no atentado ao jornalista Carlos Lacerda (1914-1977), futuro deputado federal pela União Democrática Nacional, a UDN, e governador da Guanabara, era, como se disse, tão absurda que só poderia mesmo ter sido resultado da azáfama liberticida de seus sequazes. O udenista sobreviveu, mas Rubens Vaz (1922-1954), o major da Aeronáutica de 32 anos que escoltava Lacerda, foi morto, o que desencadeou a crise, que por conseguinte levou ao desfecho infeliz de Getúlio. O inquérito da polícia concluiu que o mandante do homicídio fora Gregório Fortunato (1900-1962), o Anjo Negro de Vargas — sob a orientação, segundo ele, de Benjamin (1897-1973), o Bejo, irmão de Vargas — e o executor, Alcino João do Nascimento (1922-2014), matador de aluguel. Bejo Vargas e todos os outros peixes grandes mencionados por Fortunato foram absolvidos. O ex-chefe da guarda do presidente foi condenado a 25 anos de reclusão. Dez anos depois, em 31 de março de 1964, o Brasil mergulhava na balbúrdia institucional adiada por uma década com a ditadura militar que se sobreporia pelos 21 anos seguintes.
Filme: Getúlio
Direção: João Jardim
Ano: 2014
Gêneros: Drama/Biografia
Nota: 9/10
Informações Revista Bula

Para 31,3% dos eleitores brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo pior que o de Jair Bolsonaro (PL), que comandou o país de 2019 a 2022. Outros 38,2% dizem que a administração petista está sendo igual à anterior, enquanto 28,4% acham que está sendo melhor.
Os dados acima são de estudo do Paraná Pesquisas realizado de forma presencial de 29 de setembro a 3 de outubro de 2023. O levantamento entrevistou 2.020 eleitores em 162 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%. Por não ser ano eleitoral, não é necessário registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Eis o que perguntou a empresa e as respostas: “A administração do presidente Lula está sendo melhor, pior ou igual ao que o(a) sr(a) esperava?”.
Créditos: Poder 360.

Daniel Alves em apresentação no Barcelona em 2021
Imagem: Marc Graupera Aloma / AFP7 Getty Images
A defesa de Daniel Alves está elaborando um acordo com a justiça espanhola para reduzir ao máximo a pena do jogador. Ele pode ser condenado de seis a 12 anos de prisão por estupro.
Há poucos dias, Alves fez uma mudança em sua estratégia de defesa. O brasileiro trocou o advogado Cristóbal Martell por Inés Guardiola, advogada catalã também especializada em agressões sexuais e direito penal.
Segundo o jornal ‘El Español’, para que o acordo aconteça, o brasileiro terá de pagar à vítima uma quantia em dinheiro ainda não definida pelos danos causados.
Ele também vai precisar se declarar culpado do crime. Isso contrariaria as suas cinco declarações anteriores, nas quais sempre garantiu que se tratavam de relações consensuais.
O acordo já está em negociação, segundo fontes ouvidas pelo jornal. No entanto, não há garantias de que o juiz irá aceitá-lo.
O julgamento de Daniel Alves deve ser realizado entre outubro e novembro deste ano.
Daniel Alves está preso desde 20 de janeiro acusado de ter estuprado uma mulher de 23 anos na boate Sutton, em Barcelona, em dezembro do ano passado.Continua após a publicidade
O jogador já prestou dois depoimentos à Justiça espanhola, aos quais o UOL teve acesso. O antigo advogado do brasileiro, Cristóbal Martell, entrou com três recursos à prisão, todos negados pela Justiça.
A advogada da mulher que acusa Daniel Alves, Ester García López, falou com exclusividade aoUOL em janeiro. Ela disse que a vítima, cujo nome não será divulgado, não quer a indenização à qual terá direito em caso de condenação. “Quero prisão”, teria dito a jovem.
Informações UOL

O presidente do , Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a defender neste sábado, 14, mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em um debate com Gilmar Mendes, ministro do STF, realizado em Paris, Pacheco defendeu projetos que limitam ações da Suprema Corte para evitar que o Supremo tenha “contato constante com a sociedade”.
“Deve ser implementada a limitação de acesso ao STF para evitar que tenha ponto de contato constante com a sociedade em função das decisões que seja instado a fazer, e reservar o STF às decisões mais relevantes de índole mais constitucional”, comentou.
O senador declarou que nenhum poder tem o monopólio da razão e que é “preciso ousar mudar” a “crise de credibilidade das instituições públicas e políticas”. Ele também negou haver uma “retaliação” ao Judiciário.
“Nenhuma instituição e nenhum Poder tem o monopólio dos acertos nem a responsabilidade dos desacertos de forma exclusiva”, declarou.
“A defesa da democracia teve papel preponderante e muito importante do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também teve uma participação muito importante do TCU, da imprensa, de partidos políticos e do Congresso Nacional.”

De acordo com Pacheco, a proposta poderá ser colocada em debate, assim como projetos para estabelecer mandato para ministros do STF e para disciplinar decisões monocráticas, concedidas individualmente pelos magistrados.
Para o ele, o limite do acesso à Corte é importante para a apreciação de matérias de fato pertinentes. Segundo ele, “esse é um caminho que pode ser trilhado pelo Congresso”.
Pacheco também ressaltou que atualmente há muitos questionamentos a ordens judiciais e “todo mundo se arvora em ser jurista de botequim, para poder criticar”.
Com divergências em relação aos posicionamentos do STF, senadores de diferentes partidos têm intensificado a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece mandatos temporários para os ministros da Suprema Corte. Pacheco já defendeu o aumento da idade mínima para assumir uma vaga no STF. Atualmente, essa idade é de 35 anos.
O ministro Gilmar Mendes destacou que a Corte atua somente quando é demandada e que, durante a pandemia de covid-19, atuou de “maneira quase isolada”.
“A gente não vem contar uma história de fracasso. Contamos a história de uma instituição que soube defender a democracia, até contra impulsos de parte significativa da elite”, disse.
“O tribunal tem legitimidade política para concorrer com o Congresso? Claro que não! A legitimidade do tribunal advém da Constituição.”
Informações Revista Oeste