
A Frente Parlamentar do Agronegócio reclama que as perguntas da prova tinham “cunho ideológico”. “É inacreditável o governo federal se utilizar de desinformação em prova aplicada para quase 4 milhões de alunos brasileiros que disputam uma vaga nas universidades do Brasil”, disse a bancada.
A ineficiência do Estado Brasileiro está exposta. A vinculação de crimes a atividades legais no Brasil é um critério de retórica política para encobrir a ausência do Estado no desenvolvimento de políticas públicas eficientes e de combate a ilegalidades.” Trecho de nota da Frente Parlamentar do Agronegócio
Bancada pediu também a convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, à Câmara e ao Senado. O grupo ainda quer informações sobre a banca organizadora do Enem e as referências usadas para a construção do exame.
Em nota enviada ao UOL, o Inep disse as questões são feitas por professores independentes e que não interfere nesse trabalho. “O processo envolve as etapas de elaboração e revisão pedagógica dos itens, além de validação pelo trabalho de uma comissão assessora. Os itens selecionados para a edição de 2023 passaram pelo fluxo estabelecido nas normativas do BNI (Banco Nacional de Itens)”, disse o órgão.
A reportagem também entrou em contato com o Ministério da Educação. Em caso de manifestação, esse texto será atualizado.
Veja as questões que a bancada do agro pede a anulação



O Enem é a principal porta de entrada ao ensino superior no país. Com o resultado da prova, os candidatos podem se inscrever no Prouni, programa de bolsas em universidades particulares, no Fies, mecanismo de financiamento, ou no Sisu, que oferta vagas nas instituições federais.Continua após a publicidade
Mais de 3,9 milhões de pessoas se inscreveram para o exame. Os candidatos responderam no 1º dia 90 questões de linguagens e ciências humanas e produziram uma redação de até 30 linhas.
Depois de três anos de queda no número de inscritos, houve aumento de cerca de 15% em 2023. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Enem passou por tentativas de interferência, turbulências e registrou o menor número de inscritos em 17 anos — 3,4 milhões em 2022.
O segundo dia de exames acontece em 12 de novembro. Os candidatos terão de responder 90 questões de matemática e ciências da natureza. A prova tem início no mesmo horário, mas encerra às 18h30.
Informações UOL

Foto: Thaís Magalhães/CBF
O técnico Fernando Diniz, recém-campeão da Libertadores com o Fluminense, convocou na tarde de hoje (6) a seleção brasileira para os jogos contra Colômbia e Argentina, marcados para a data Fifa deste mês pelas Eliminatórias para a Copa de 2026.
Goleiros: Ederson (Manchester City), Alisson (Liverpool) e Lucas Perri (Botafogo)
Laterais: Emerson Royal (Tottenham), Renan Lodi (Olympique de Marselha) e Carlos Augusto (Inter de Milão)
Zagueiros: Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Nino (Fluminense) e Bremer (Juventus)
Volantes: Bruno Guimarães (Newcastle), André (Fluminense), Douglas Luiz (Aston Villa) e Joelinton (Newcastle)
Meias: Rodrygo (Real Madrid) e Raphael Veiga (Palmeiras)
Atacantes: Endrick (Palmeiras), João Pedro (Brighton), Gabriel Jesus (Arsenal), Paulinho (Atlético-MG), Pepê (Porto), Vini Jr (Real Madrid), Raphinha (Barcelona) e Gabriel Martinelli (Arsenal)
O técnico Fernando Diniz convocou quatro jogadores pela primeira vez: Pepê, João Pedro, Endrick e Paulinho. A lista teve as ausências principais de Casemiro, lesionado, e Neymar, que rompeu ligamento cruzado do joelho contra o Uruguai. Pepê vem jogando como lateral-direito no Porto e deve ocupar a função que só tem Emerson Royal de origem.
O Brasil enfrenta Colômbia e Argentina nesta data Fifa. O primeiro duelo é fora de casa contra os colombianos no dia 16. O clássico contra a Argentina está marcado para o dia 21, terça-feira, no Maracanã.
Informações UOL
A atriz, Larissa Manoela, renunciou a todos os valores a que tinha direito em relação ao patrimônio da empresa

A Justiça de São Paulo determinou que a atriz Larissa Manoela, 22 anos, deixou a sociedade que mantinha com os pais na empresa Dalari Produções e Eventos. A decisão obriga que a Junta Comercial de São Paulo registre em contrato social o rompimento do vínculo.
De acordo com o processo, a atriz vinha tentando desde março de 2023 formalizar o seu direito de deixar a empresa da família, sem sucesso. Deverá constar o dia 2 de setembro como a data de saída da empresa.
A atriz, Larissa Manoela, renunciou a todos os valores a que tinha direito em relação ao patrimônio da empresa. Em entrevista ao programa Fantástico, em agosto, a atriz afirmou que ia abrir mão de um patrimônio estimado em R$ 18 milhões em razão de uma briga com os pais (Silvana Taques e Gilberto Elias). Afirmou que, a partir de então, iria cuidar do seu próprio dinheiro.
A atriz disse na entrevista que, mesmo após a maioridade, não sabia quanto ganhava, quantos bens tinha, e começou a questionar os pais. “Eu só queira entender o negócio. Como estava a questão financeira que nunca me era apresentada. Não sabia o que eu recebia, o que estava sendo pago.”
Larissa afirmou que recebia uma mesada e que para fazer qualquer tipo de pagamento, mesmo que de coisas supérfluas, tinha de pedir autorização. No programa, ela exibiu uma mensagem que teria enviado ao pai em certa ocasião: “Pai, você consegue fazer uma transferência para minha conta pra eu pagar um milho, um sorvete, um mate aqui na praia, por favor”.
A Dalari, segundo o Fantástico, foi aberta pelos pais quando ela tinha 13 anos, em outubro e 2014, com o objetivo de gerir a carreira da filha. A empresa, da qual ela disse ter descoberto possuir apenas 2%, também concentra a maior parte do patrimônio adquirido ao longo de sua carreira. Em março, a atriz se reuniu com os pais e advogados para tentar redistribuir a sociedade, mas não houve acordo.
Informações Bahia.ba

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, 6, que ainda não sabe qual será o encaminhamento dado por ele caso projetos que modifiquem o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam aprovados pelos senadores. O deputado, no entanto, defendeu uma proposta que possa limitar as chamadas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs).
“Não me cabe, eu nunca fiz, nem vou fazer agora julgamento do que o Senado está fazendo, se a Câmara vai fazer. Não sou o dono nem o chefe da Câmara. Eu apenas reúno o pensamento médio de todos os líderes de todos os partidos”, disse durante evento em São Paulo.
Atualmente os senadores discutem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões monocráticas e pedidos de vista dos ministros do STF. Sobre as ADIs, Lira disse que é preciso aumentar “o sarrafo” de quem pode acionar o Supremo.
“É preciso subir o sarrafo. Não me cabe, nunca fiz, nem vou fazer julgamentos do que o Senado está fazendo”, disse Lira.
Créditos: O Antagonista.

Foto: Reprodução/Invest News.
Com a redução de 0,5 ponto porcentual anunciada na última quarta-feira (1º), que levou a Selic para 12,25% ao ano, o mercado se dividiu sobre a expectativa em relação à quantidade e à magnitude de novos cortes na taxa básica de juros que vão acontecer nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
O mercado passou a precificar uma taxa terminal mais alta, próxima dos 10,70%, com o ciclo de cortes terminando no final do primeiro semestre. Muitos agentes, por outro lado, acreditam que o BC poderá reduzir mais e com o ciclo de baixa seguindo pelo segundo semestre de 2024. “Cenário que depende dos dados de atividade, inflação e dos juros nos Estados Unidos“, argumenta Chirstopher Galvão, analista da Nord Research.
Parte do mercado projeta três novos cortes (em dezembro, janeiro e março), com a mesma magnitude desta reunião de novembro, de 50 pontos-base (0,50%), e mais uma de 25 pontos-base (0,25%), encerrando o ciclo de baixa em 10,50%. Outra parte acredita em quatro cortes de 50 pontos-base – o equivalente a 0,5% – e um de 25 pontos-base, com o ciclo se encerrando em 10%. Há ainda quem aposte em 9,75% até o final do ano que vem.
Luciano Costa, economista chefe da Monte Bravo Corretora, é um dos profissionais do mercado que ficou mais cauteloso depois das últimas notícias. “A gente trabalha com Selic terminal de 10% após a discussão de mudança de meta ter entrado na pauta”, diz Costa.
O economista refere-se às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no último dia 27 de outubro afirmou não ter intenções de cumprir a própria meta de déficit zero para 2024 negociada pelo seu governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também não ajudou na leitura ao se recusar a dar uma resposta mais enfática sobre o compromisso do governo com o déficit zero.
Visão mais conservadora
“Alterou-se o plano de voo do Banco Central e a visão mais conservadora vem se mostrando a mais acertada”, diz o economista chefe da Ágora, Dalton Gardiman. Para ele o Copom ainda deverá vir com mais quatro cortes de 50 pontos até chegar ao final do ciclo de corte de juros, numa base de 10,25% ao ano
Independente do peso atribuído às falas do presidente no resultado final dos juros, os agentes do mercado trabalham com a manutenção dos cortes, dada a dinâmica inflacionária do País, que continua apresentando sinais de melhora.
“Mesmo com um cenário de atividade forte, emprego forte, os indicadores de inflação têm dado o espaço para que o Banco Central possa continuar com a política de afrouxamento”, diz Ricardo Jorge, sócio da casa de análise Quantzed. Para ele, a volatilidade das últimas semanas não deverá ser suficiente para mudar a postura do Banco Central, pelo menos até o final deste ano. “Os dados permanecem dando suporte para o BC seguir com a mesma política sem alterações”, avalia.
Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research, explica que o ambiente benigno para o corte de juros vem de alguns meses. “Quando olhamos a composição, temos núcleos desacelerando, como nos preços de serviços, e temos alguns indicativos de desaceleração de atividade econômica, além do arrefecimento do mercado de crédito”, diz.
Veja agora a análise de alguns profissionais de casas de research e corretoras ouvidos pelo E-investidor:
Luan Alves, analista chefe da VG Research
Esperamos um corte de igual magnitude (0,5 ponto porcentual) na próxima reunião (de dezembro), fechando o ano em 11,75%. Os passos futuros vão depender da evolução do balanço de riscos doméstico e internacional.
Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos
Esperamos manutenção de 0,5 ponto porcentual nas próximas três reuniões do Copom do Banco Central, com corte adicional de 0,25 ponto porcentual na primeira reunião do segundo trimestre de 2024. Com isso, o ciclo se encerra com a Selic em 10,50% ao ano.
Luciano Costa, economista chefe da Monte Bravo Corretora
Há espaço para até quatro cortes de 50 pontos-base nas reuniões até maio (2024). Em junho, imaginamos que o Copom diminua o ritmo a 25 pontos-base, de tal forma a terminar o ciclo com a Selic em torno de 10%.
Corretora BGC Liquidez
A corretora trabalha com uma projeção de meta final para Selic em 11,75% para o final de 2023, um porcentual de consenso no mercado. Para o ano que vem, seus analistas projetam que os cortes cheguem a 9,75%, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando em 3,9% ao final de 2024.
Nicolas Borsoi, economista chefe da Nova Futura Investimentos
Para dezembro deste ano, projetamos uma queda de 0,50%, ou 5o pontos-base. Para janeiro projetamos mais uma queda de 0,50%, assim como em março, e mais uma de 0,25% em junho. A Nova Futura projeta que o ciclo de queda da Selic termine em 10,50%.
Ricardo Jorge, sócio da casa de análise Quantzed
Eu acho que é muito mais provável que a Selic termine no meio desse caminho todo, algo em torno de 9,5%. Esse é o cenário mais factível se a gente continuar com essa mesma dinâmica inflacionária positiva. Óbvio que se esse cenário pode mudar no ano que vem.
Banco BTG Pactual
Diante da fotografia atual, os analistas do BTG trabalham com a projeção de meta final da Selic em 2023 em 11,75% e de 9,50% ao final de 2024. Um porcentual no meio do caminho de projeções de mercado anteriores que chegaram a precificar uma Selic terminal de 8%.
Dalton Gardiman, economista chefe da corretora Ágora
Alterou-se o plano de voo do Banco Central e a visão mais conservadora vem se mostrando a mais acertada. O Copom ainda deverá vir com mais quatro cortes de 50 pontos-base, até chegar ao final do ciclo de corte de juros, em junho, a 10,25% ao ano.
Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research
O Banco Central deve manter a redução de mesma magnitude para dezembro. Nossa expectativa é cortes até junho do ano que vem, porque o cenário de inflação no Brasil está muito mais benigno do que vimos há alguns meses.
Créditos: Estadão.

Foto: Reprodução/Poder 360.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou nesta segunda-feira, 6, que irá apresentar o requerimento de convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, para prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Câmara dos Deputados e no Senado.
A bancada cobra um posicionamento sobre “questões de cunho ideológico e sem critério científico ou acadêmico” encontradas na prova de domingo, 5.
“É inacreditável o governo federal se utilizar de desinformação em prova aplicada para quase 4 milhões de alunos brasileiros que disputam uma vaga nas universidades do Brasil”, disse a FPA em nota.
“Negacionismo científico contra um setor que, além de trazer a segurança alimentar ao Brasil e ao mundo, é massificação de mentiras. O setor agropecuário representa toda a diversidade da agriculta: pequenos, médios e grandes. Somos um só e não aceitaremos a divisão para estimular conflitos agrários”, acrescentou.
Além do requerimento de convocação de Camilo Santana, a Frente também quer informações sobre a banca organizadora do exame e as referências bibliográficas utilizadas. Os parlamentares ainda defendem a anulação das questões 70, 71 e 89 do Enem, que tratam de temas referentes a desmatamento, populações indígenas e agronegócio.

Créditos: O Antagonista.

Foto: Brasília em Foco.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) está enfrentando dificuldades na retirada de cerca de 30 brasileiros que se encontram na Faixa de Gaza, no Oriente Médio. A região está sob bloqueio israelense e egípcio, tornando o acesso humanitário complicado. Esse episódio expõe a falta de preparo da diplomacia brasileira para questões verdadeiramente importantes, contrastando com a agilidade demonstrada quando o interesse era minar o próprio presidente Jair Bolsonaro.
Segundo uma matéria da revista Veja, uma rede operava nos “porões” da instituição, agindo de maneira covarde e vil para desacreditar o presidente e privá-lo de informações importantes em suas relações com outros líderes mundiais. A instituição teria sido infiltrada por aliados políticos da esquerda progressista, resultando em uma clara ação de traição ao Brasil.
Este escândalo revela também uma crescente politização da diplomacia brasileira, que já não é mais vista como uma instituição respeitada. A fragilização e desmoralização do Itamaraty são preocupantes, pois essa instituição é crucial para a defesa dos interesses do Brasil no exterior.
O desafio presente na retirada dos brasileiros em Gaza, em meio a um contexto complexo e delicado, evidencia a necessidade de um planejamento adequado e de uma atuação diplomática eficaz. É fundamental que o Itamaraty se reestruture, reafirme sua credibilidade e dedique-se a questões prioritárias, como a proteção de cidadãos brasileiros em situações de emergência no exterior.
Para além disso, é essencial que os órgãos responsáveis investiguem as denúncias de manipulação política e traição institucional, visando a punição dos envolvidos e a restauração da confiança nos quadros diplomáticos do país. A sociedade brasileira, assim como os brasileiros em Gaza, merecem uma diplomacia transparente, comprometida com os interesses nacionais e capaz de atuar de forma responsável e eficiente em situações de crise.
Júnior Melo
Advogado e Jornalista
Informações TBN

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palácios, justificou neste domingo (5.nov.2023) a presença de temas como racismo, ditadura militar, violência de gênero e conflitos na Palestina na prova da 1ª etapa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Ele negou “qualquer intervenção da administração” na elaboração das questões e disse que elas “são feitas com inteira liberdade”. “Com relação à confecção das provas, elas são elaboradas por professores das nossas universidades, das nossas escolas de educação básica. Professores especialistas de cada área”, declarou em entrevista a jornalistas.
Poder 360

O PT, que informalmente já apoiava a candidatura de Sergio Massa à Presidência da Argentina, formalizou no domingo 5 o apoio à campanha do ministro da Economia do governo esquerdista de Alberto Fernández, amigo e aliado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota oficial, o partido de Lula fala em combater a “extrema direita” ao se referir à candidatura de Javier Milei, candidato liberal que ficou em segundo lugar no primeiro turno com cerca de 30% dos votos, ante 36% de Massa. De acordo com a imprensa argentina, as pesquisas para a votação no segundo turno, em 19 de novembro, mostram uma disputa acirrada.
“Não temos dúvida em apoiar a candidatura de Sergio Massa, da coalizão União pela Pátria, no nosso país irmão”, diz a nota do PT, assinada pela presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e pelo Secretário de Relações Internacionais do partido, Romênio Pereira.
O partido prossegue, na nota: “Justamente nesse contexto dois projetos de sociedade se enfrentam: um, representado pela candidatura presidencial de Sergio Massa, de perfil democrático e popular, com um programa de governo de desenvolvimento e justiça social; e outro, do candidato Javier Milei, representando a extrema direita e o ultraneoliberalismo econômico do salve-se quem puder.”

O perfil “democrático e popular” do atual governo da Argentina, do qual Massa faz parte, levou mais de 40% da população para a pobreza, de acordo com pesquisa divulgada em setembro pelo governo argentino. A inflação anual é de 138%, o que representa uma taxa mensal superior a 11%. A título de comparação, no Brasil, a taxa mensal da inflação em setembro foi de 0,26% e a taxa anual é de 5,19%.
Em oposição ao projeto esquerdista do atual governo argentino, Milei defende propostas liberais para sair da crise na qual o peronismo mergulhou a Argentina, como a dolarização da economia, a redução dos gastos públicos e de impostos. O candidato oposicionista também é a favor da desregulamentação do porte de armas e a militarização das prisões.
“Nós, brasileiros e brasileiras, conhecemos bem essa segunda alternativa de extrema direita, que também governou nosso país no período anterior. Conhecemos toda a dor e o sofrimento que o descaso com a vida do povo significou para nosso país”, segue o texto do PT, fazendo referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até agora, o PT não tinha manifestado apoio formal a Massa e Lula também evitou qualquer pronunciamento público sobre as eleições no país vizinho. Porém, o governo brasileiro vem ajudando a esquerda argentina. No fim de agosto, Lula se reuniu em Brasília com Massa, que também foi recebido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nessa última reunião, os dois países anunciaram um acordo de US$ 600 milhões para garantir o financiamento das exportações brasileiras ao país vizinho, que sofre com a falta de dólares.
Lula atuou na operação para liberar um empréstimo de US$ 1 bilhão do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) à Argentina, de modo que a Casa Rosada pudesse pagar uma dívida anterior com o Fundo Monetário Internacional (FMI), conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo em setembro.
Além disso, marqueteiros ligados ao PT também estão na Argentina atuando na campanha de Massa. Eles exploram temas que os petistas costumam usar no Brasil, como o resgate da autoestima e o sentimento de unidade nacional e se referem a propostas de Milei como um governo do “salve-se quem puder”, sem regras nem leis.
Informações Revista Oeste
Anúncio de militares americanos no domingo (5) sobre operações da frota de submarinos é considerado raro; administração Biden tenta evitar conflito mais amplo em meio à guerra entre Israel e Hamas

Imagem divulgada pelo Comando Central dos EUA parece mostrar um submarino com mísseis guiados no Canal de Suez passando sob a ponte Al Salam, a nordeste do Cairo Comando Central dos EUA
Num raro anúncio, os militares dos EUA disseram que um submarino de mísseis guiados chegou ao Oriente Médio, uma mensagem de dissuasão claramente dirigida aos adversários regionais, enquanto a administração de Joe Biden tenta evitar um conflito mais amplo em meio à guerra entre Israel e Hamas.
O Comando Central dos EUA disse no domingo (5) que um submarino da classe Ohio estava entrando em sua área de responsabilidade. A imagem postada no anúncio parecia mostrar o submarino no Canal de Suez, a nordeste do Cairo.
A postagem não mencionou o nome do submarino, mas a Marinha dos EUA tem quatro submarinos de mísseis guiados da classe Ohio, ou SSGNs, que são antigos submarinos de mísseis balísticos convertidos para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk em vez de mísseis balísticos com ponta nuclear.
Cada SSGN pode transportar 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk, 50% mais do que o pacote dos destroieres de mísseis guiados dos EUA e quase quatro vezes o que os mais novos submarinos de ataque da Marinha dos EUA estão armados.
Cada Tomahawk pode transportar mais de 450 kg de ogivas altamente explosivas.
“Os SSGNs podem fornecer muito poder de fogo muito rapidamente”, disse Carl Schuster, ex-diretor de operações do Centro Conjunto de Inteligência do Comando do Pacífico dos EUA, à CNN, em 2021.
“Cento e cinquenta e quatro Tomahawks entregam com precisão muito poder. Nenhum oponente dos EUA pode ignorar a ameaça.”
A magnitude desse poder de fogo foi demonstrada em março de 2011, quando o submarino de mísseis guiados USS Florida disparou quase 100 Tomahawks contra alvos na Líbia durante a Operação Odyssey Dawn. O ataque marcou a primeira vez que os SSGNs foram usados em combate.
Os militares raramente anunciam os movimentos ou operações da sua frota de submarinos de mísseis balísticos e guiados. Em vez disso, as embarcações movidas a energia nuclear operam em sigilo quase total.
O anúncio é uma mensagem clara de dissuasão dirigida ao Irã e aos seus representantes na região. O submarino se junta a uma série de outros meios da Marinha dos EUA já na área, incluindo dois grupos de ataque de porta-aviões e um grupo anfíbio pronto.
Em abril, a Marinha anunciou que o USS Florida, um dos dois SSGNs situados na Costa Leste, estava operando no Oriente Médio.
Em junho, a Marinha divulgou a visita à Coreia do Sul de um dos seus dois SSGN na Costa Oeste, o USS Michigan, como uma demonstração do compromisso dos EUA com os seus aliados do Indo-Pacífico.
O anúncio de um submarino com mísseis guiados na região ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, realiza uma série de reuniões com parceiros dos EUA no Oriente Médio. Numa viagem rápida, Blinken visitou a Turquia, o Iraque, Israel, a Cisjordânia, a Jordânia e Chipre.
No domingo, o secretário da Defesa, Lloyd Austin, conversou com o seu homólogo israelense, o ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Além de enfatizar a necessidade de proteger os civis e fornecer assistência humanitária a Gaza, Austin disse que os EUA estavam empenhados em dissuadir “qualquer ator estatal ou não-estatal que procure escalar este conflito”, uma referência clara ao Irã e ao Hezbollah, o grupo grupo armado apoiado pelos iranianos.
Frequentes ataques de baixa intensidade têm sido lançados contra as forças dos EUA no Iraque e na Síria por parte de grupos apoiados pelo Irã, mas os EUA têm deixado claro que ataques mais amplos provocariam uma resposta importante.
Austin disse este mês que as forças adicionais na área tinham como objetivo “reforçar os esforços de dissuasão regional, aumentar a proteção das forças dos EUA na região e ajudar na defesa de Israel”.
“Faremos tudo e tomaremos todas as medidas necessárias para proteger as forças dos EUA e os nossos interesses no exterior”, disse o brigadeiro- general Pat Ryder, secretário de imprensa do Pentágono, em 23 de outubro. “Mais uma vez, ninguém quer ver um conflito cada vez maior, e esse é o nosso objetivo principal, mas também nunca hesitaremos em proteger as nossas forças.”
Informações CNN