
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta sexta-feira pelo retorno gradual de alíquotas do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos a partir de janeiro do próximo ano, atendendo ao pleito de montadoras tradicionais estabelecidas no país.
A Reuters havia antecipado em setembro que a isenção do Imposto de Importação para veículos elétricos seria extinta.
A medida foi criada com cotas de importação isentas de imposto, afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em comunicado à imprensa.
No caso dos carros híbridos, a alíquota do imposto começa com 12% em janeiro de 2024; sobe a 25% em julho de 2024; avança a 30% em julho de 2025; e atinge o topo, de 35%, em julho de 2026. Os importadores podem trazer veículos do exterior isentos do imposto até o montante de 130 milhões de dólares até julho de 2024. O valor cai para 97 milhões até julho de 2025 e recua a 43 milhões até julho de 2026.
Para híbridos plug-in, a alíquota será de 12% em janeiro, 20% em julho, 28% em 2025 e 35% em 2026. A cota neste segmento é de 226 milhões de dólares até julho de 2024, 169 milhões até julho de 2025 e de 75 milhões até julho de 2026.
No caso dos veículos 100% elétricos, atualmente isentos do imposto, a taxação será de 10% em janeiro, avançando a 18% em julho, 25% em julho de 2025 e 35% um ano depois. Os valores máximos sem incidência do imposto são de 283 milhões de dólares, 226 milhões e 141 milhões de dólares, respectivamente, de acordo com as mesmas datas.
O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, afirmou à Reuters que as principais demandas da entidade junto ao governo não foram atendidas.
A associação representa marcas de veículos elétricos que estão atuando no país principalmente via importações, enquanto seus projetos de fábricas locais não ficam prontos, como BYD e GWM. Nomes tradicionais como GM e Nissan também são associadas.
A ABVE queria que o novo programa de incentivo ao setor automotivo, nomeado de Mobilidade Verde — a segunda fase do antigo Rota 2030 — fosse lançado antes do retorno da tributação.
“Temos medidas de fechamento de mercado de um lado, e faltam medidas para incentivar a produção do outro”, afirmou Bastos.
Além disso, ele disse que a entidade pleiteou uma transição de cerca de quatro a cinco anos, maior do que a efetivamente anunciada, e cotas baseadas em volume de produção, não em vendas em dólares.
A estimativa inicial da ABVE é de que a cota dê conta de 15 mil veículos em sua primeira fase, contra expectativa de que englobasse 50 mil veículos. A associação também sinalizou que as vendas podem perder ritmo já em 2024.
“Não acredito que alguém vá cancelar investimentos”, disse Bastos, em referência tanto às empresas que já anunciaram aportes quanto àquelas que planejam desembolsos no país.
“Este ano estava sendo bom, todo mundo estava preparando para acelerar investimentos, e veio um balde de água fria. O ritmo vai ser um pouco diferente, e os valores e volume de investimentos vão se ajustar a isso.”
Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou, em nota, que a medida foi um grande avanço.
“O longo período de isenção foi importante e suficiente para a introdução dessas tecnologias no Brasil, e o aumento gradual do imposto permitirá ainda a importação desses veículos sem grandes impactos nos próximos anos”, disse a entidade.
A Anfavea ainda afirmou que “o mais importante dessa medida é a sinalização de que a produção local de veículos eletrificados será uma grande realidade do ponto de vista da concorrência internacional”.
SETOR NO BRASIL
As vendas de carros e utilitários híbridos e elétricos no país, a maior parte importada, acumulou alta de 36% de janeiro a outubro deste ano sobre o mesmo período de 2022, para 67,1 mil unidades, segundo dados Anfavea. Apenas em outubro, os licenciamentos de veículos eletrificados saltaram de 4,4 mil para 9,6 mil, em base anual.
Apesar do crescimento nas vendas do segmento, os volumes licenciados ainda são uma fração do total de veículos vendidos no país.
Em outubro, os licenciamentos totais de veículos no Brasil foram de 218 mil. No acumulado do ano até o mês passado, foram de 1,85 milhão, segundo os dados da Anfavea. O presidente da entidade, Márcio Leite, afirmou em setembro que estava havendo uma “invasão de produtos asiáticos” no Brasil.
Como parte das medidas anunciadas nesta sexta-feira, o governo ainda lançou um escalonamento para incluir na taxação caminhões elétricos. A alíquota começará em 20% em janeiro e chegará aos 35% já em julho de 2024. Nesta categoria, a cota livre de imposto varia de 20 milhões a 6 milhões de dólares ao longo dos prazos.
No comunicado, o governo afirmou que a volta escalonada do tributo serve para “acelerar o processo de descarbonização da frota brasileira”, mas não menciona como essa aceleração se dará com veículos a preços mais caros por conta do aumento da tributação.
A proteção comercial atende ao pleito de um setor que nos últimos anos centrou seus investimentos no país em lançamentos de modelos a combustão, enquanto países desenvolvidos estabeleceram marcos para o fim da venda de veículos com essa tecnologia.
O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, disse, no comunicado, que a taxação serve para “estimular a indústria nacional em direção a todas as rotas tecnológicas”.
Reuters

Foto: Reprodução/YouTube/CámaraNacionalElectoral
No último debate entre os dois candidatos a presidente da Argentina, ocorrido na noite deste domingo (12) em Buenos Aires, Javier Milei e Sergio Massa falaram sobre a relação do país com o Brasil e com a China.
Massa, que é o atual ministro da Economia da Argentina, perguntou ao rival de direita se, caso eleito, ele pretende manter relações com o Brasil e com a China e lembrou que Milei já chamou os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Xi Jinping de “comunistas”.
“Brasil e China: Você vai manter relações ou não? Porque você chamou de comunistas os dois presidentes”, questionou. Milei disse que as relações devem ser mantidas pelo setor privado e citou falta de diálogo entre o atual presidente argentino, Alberto Fernández, e o ex-chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro (PL).
“Você pertence a um governo em que o Alberto Fernández não falava com o Bolsonaro. Que problema tem em eu falar ou não com o Lula?”, rebateu Milei.
Massa acusou Milei de ter “má memória” e lembrou que visitou Bolsonaro durante a pandemia, quando ainda era deputado. “Acho que o que você não está querendo dizer para as pessoas é que por preconceito ideológico, você vai deixar 2 milhões de argentinos [do setor agropecuário, portuário e automotor] sem trabalho. A ruptura do Mercosul, das relações com o Brasil e com a China, representam 2 milhões de empregos a menos e um impacto nas exportações argentinas de 28 bilhões de dólares. A política exterior não pode ser regida por caprichos, por ideologia, devem ser regidas pelo interesse nacional”, expressou.
Milei, por sua vez, disse que “acredita profundamente” na abertura do comércio internacional, mas que o Estado não tem porque interferir nas relações internacionais.
“O melhor exemplo do estorvo que o Estado causa é o que está acontecendo com o Mercosul, que não tem rua de saída, que está empacado, e não progride para nenhum lado. Diante dessas mentiras que dizem que eu sinalizo que não tem que comercializar com a China, com o Brasil, eu digo que é falso. Mas é uma questão dos privados, o Estado não tem que ficar se metendo, porque cada vez que o Estado se mete, gera corrupção e isso gera queda do bem-estar dos argentinos”, disse o candidato oposicionista.
Milei acrescentou que o comércio do setor privado com o Brasil e com a China continuará existindo, mas caso deixasse de existir “poderia comercializar com outro lugar”, ou triangular com outros países. “Deixe de assustar as pessoas com a perda de postos de trabalho”, reclamou.
Informações TBN

Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Um punhado de militantes de esquerda promoveu neste domingo, 12, uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio ao grupo terrorista Hamas.
O ato teve participação de militantes do PCO e do PSTU, além de centrais sindicais como a CUT e Conlutas.
Na rede social X, o antigo Twitter, o Diário da Causa Operária, ligado ao PCO, publicou vídeos da manifestação, que teve direito a batucadas e bandeiras do Hamas.
Desde o massacre de civis israelenses, em 7 de outubro, o partido extremista de esquerda PCO tem manifestado apoio ao Hamas.
A legenda de Rui Costa Pimenta afirmou que a data, marcada pelo maior ataque terrorista sofrido por Israel, foi “histórica”.
Segundo o governo de Israel, 1.200 pessoas foram mortas pelo grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, no massacre do dia 7 de outubro. O número de sequestrados pelos terroristas é de 240.
Fonte: O Antagonista.

Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Um crime registrado em Paraíso do Tocantins impressionou pela crueldade. Wriel Hélio Rodrigues Oliveira, de 26 anos, foi torturado dentro de uma boca de fumo, local usado para venda de drogas. Em seguida, foi levado para as margens de um córrego e obrigado a entrar na própria cova. A vítima levou pelo menos 20 facadas e acabou morrendo.
As informações são da Polícia Civil, que desvendou o crime neste sábado (11), dia em que o corpo foi encontrado às margens de um córrego, perto do setor Vila Regina. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e contou os detalhes de como o assassinato aconteceu. Um homem suspeito de envolvimento no homicídio está foragido.
As investigações apontaram que a motivação para o crime seria uma desconfiança dos suspeitos em relação à vítima. “Os autores suspeitavam que a vítima estaria delatando traficantes para a polícia, o que para eles é algo inaceitável. O próprio adolescente declarou ser simpatizante de uma facção criminosa e que já teria cometido pelo menos outros dois homicídios”, destacou o delegado Antonio Onofre de Oliveira Filho.
Conforme o delegado, inicialmente o caso era tratado como desaparecimento, no entanto, durante as investigações surgiu a suspeita de que Wriel pudesse ter sido vítima de homicídio cometido por integrantes de uma facção criminosa.
“Conseguimos elementos que apontaram que o adolescente e um comparsa adulto foram os autores. Ao verificarmos que esse adolescente tinha um mandado de busca e apreensão em aberto, demos cumprimento ao mandado e, consequentemente, ele confessou o crime e disse onde teria enterrado o cadáver da vítima que era apenas usuária de drogas”, informou Antonio Onofre.
O menor relatou que Wriel foi capturado na boca de fumo e severamente torturado.
“Em seguida, eles levaram a vítima toda machucada até as proximidades de um córrego no mesmo setor. Lá cavaram uma cova rasa, mandaram a vítima entrar dentro da cova, e depois desferiram diversos golpes de faca, abrindo o corpo da vítima, cortando a vítima toda. Foram para mais de 20 perfurações com golpes de faca, segundo relatos do autor”, informou o delegado.
O adolescente foi encaminhado para a sede da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) e autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de ocultação de cadáver, e ainda responderá pelos homicídios praticados. Após os procedimentos legais, será encaminhado para uma unidade do sistema socioeducativo.
O corpo da vítima foi recolhido pelo Núcleo de Medicina Legal de Paraíso, onde passará por exames de necropsia e antropologia forense. Devido ao avançado estado de putrefação, o cadáver ainda passará por exame de DNA para confirmação de identificação genética, para então ser liberado aos familiares.
Fonte: G1.

Foto: Reprodução/Twitter/X.
Preso em Goiânia (GO), pela Polícia Federal (PF), por tentar matar judeus, um homem recrutado pelo Hezbollah revelou aos agentes como o grupo terrorista recruta brasileiros.
Em fevereiro, ele chegou a Beirute, onde terroristas o levaram a um hotel, com a finalidade de se encontrar com uma liderança do ajuntamento radical.
De acordo com o homem, cuja identidade não foi revelada pela PF, o chefe do grupo o interpelou sobre sua capacidade para matar pessoas. Isso porque o trabalho envolveria assassinar “desafetos do grupo”.
Após responder, ouviu que tinha o perfil adequado. Pelo trabalho, receberia US$ 200 mil (quase de R$ 1 milhão) de sinal, além de um prêmio futuro de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões).
Conforme documentos obtidos pela TV Globo, a PF mostrou o símbolo do Hezbollah ao homem, que confirmou a presença da insígnia em trajes dos terroristas.
Depois do depoimento, na sexta-feira 10, a PF liberou o interrogado. Preso três vezes no Brasil, ele responde a dois processos, por receptação e sequestro.
O roteiro da viagem descrito no depoimento chamou a atenção da PF, por ser semelhante ao relato de outro interrogado, na quarta-feira 8.
Os depoimentos fazem parte de uma investigação que apura a cooptação de brasileiros para atos terroristas contra judeus no país. Desde a quarta-feira 8, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Fote: Revista Oeste.

Foto: Danilo Verpa/Folhapress.
As notícias vindas do Morro do Índio, em Cubatão (SP), deixaram Reinaldo Bock Coutinho, o Chuck, enfurecido. Um traficante apelidado de Pivete reivindicava a posse de um ponto de drogas pertencente ao território de Chuck, a Adega. Além disso, Ratinho, outro criminoso conhecido, insistia em abrir uma “boca” no beco da Farinha —iniciativa já vetada anteriormente por Príncipe, “disciplina” da região (como é chamado quem impõe ordens do crime organizado).
Não podendo resolver a questão pessoalmente, já que à época estava preso em uma penitenciária de Mirandópolis (SP), Chuck mandou avisar os parentes e os outros envolvidos na história que os chefes do PCC tinham sido acionados para solucionar o impasse, e seriam eles quem arbitrariam sobre o tamanho exato da “loja” de cada um e, ainda, sobre o que fazer com Ratinho.
Mais do que uma disputa de um morro do litoral paulista, os diálogos e documentos interceptados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo são uma demostração do papel da facção criminosa PCC no controle dos territórios de venda de drogas no estado, incluindo o poder de decisão de quem pode ou não pode vender drogas nas ruas.
Essa situação, segundo a polícia e promotores ouvidos pela reportagem, ocorre em praticamente todo o território paulista e se estende a cidades de outros estados, como parte do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.
“A pessoa não escolhe se vai abrir ou não, onde vai abrir, qual é a área dela. Isso é o PCC que determina”, diz o promotor Silvio de Cillo Leite Loubeh, do Gaeco (grupo da Promotoria especializado no combate ao crime organizado) de Santos (SP), responsável pela investigação de Chuck.
“Você não pode dizer: ‘vou começar a vender maconha e cocaína aqui nesta esquina’. Não existe isso. Você só vai vender ali se for autorizado pelo partido [PCC] a vender. Ou vai ter que comprar o ponto de outro traficante, e mesmo isso passa por uma autorização. Em todo o lugar do estado é assim, a não ser um local aí perdido, mas acho difícil”, explica.
Os documentos apreendidos pelas polícias e Promotoria mostram que esse domínio foi se consolidando ao longo dos anos. Atualmente, no estado de São Paulo, ainda que o traficante não pertença ao grupo, só pode comercializar drogas fornecidas por integrantes do PCC.
Na prática, isso significa que todos os territórios de venda de entorpecentes, as chamadas lojas, são do PCC. Esses pontos, por serem considerados da “Família”, são vendidos ou arrendados para criminosos parceiros como uma espécie de franquia, a exemplo do que ocorre em redes de restaurantes fast food —comparação usada por delegados e promotores.
Esse domínio limita a concorrência entre os traficantes ligados à facção e afasta “autônomos”.
Para o procurador Marcio Sergio Christino, especialista em crime organizado, essa estrutura empresarial do PCC extinguiu a figura do pequeno traficante. Para ele, quem vende drogas nas “biqueiras” é como um funcionário de uma loja de departamentos.
“Dá para afirmar, com toda certeza, que hoje em dia não existem traficantes independentes, não existem pequenos traficantes. São todos empregados de uma empresa chamada PCC”, diz o autor do livro “Laços de Sangue”, sobre o PCC, publicado pela editora Matrix.
Ainda conforme o procurador, esse monopólio no estado de São Paulo, em especial para a cocaína, começa já na Bolívia, onde o PCC tornou-se o único comprador oficial, após acordo com os produtores locais.
“Não é que vão falar: ‘você não pode vender [em SP o que comprou na Bolívia]’. Vão dar duas escolhas: ou você vende nos termos deles ou vai para o ‘saco'”, conta.
Christino afirma ainda que o crime mapeia vendedores autônomos por meio do comportamento dos usuários. “Quem acaba mostrando isso são os viciados. Eles mesmos falam: ‘olha, você está me vendendo aqui, mas estou comprando do outro mais barato’.”
Também para o diretor do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), Ronaldo Sayeg, um traficante autônomo se tornou algo raro em São Paulo.
“Não é impossível [vender sem ligação com o crime organizado], você até pode. Mas vai comprar de quem a mercadoria? Você vai fazer tudo sozinho? É um molde empresarial, do qual o crime acaba se aproveitando. Ele é o facilitador para quem quer ter uma boca de fumo”, afirma o delegado.
Documentos apreendidos pela Polícia Civil mostram que, em 2016, a cidade de São Paulo era dividida em cinco grandes regiões e subdividida pela facção em 55 áreas, cada uma com várias “biqueiras”. Planilhas revelam que, no caso de “lojas” pertencentes ao PCC, os “gerentes” ficam com 5% do dinheiro desses pontos. Os demais “funcionários” dividem outros 15%, e o restante (80%) fica para a cúpula.
Já nos pontos de venda de “franqueados”, segundo policiais e promotores, os salários de “funcionários” variam conforme a região. O dono precisa, porém, seguir regras e, se eventualmente descumpri-las, o PCC pode tomar o ponto e vendê-lo a outro.
Investigações do Ministério Público indicam que os pontos são vendidos por valores que vão de R$ 50 mil a até R$ 3 milhões, dependendo da localização.
Delegados do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) ouvidos pela Folha afirmam que, nas investigações dos chamados mega-assaltos, descobriu-se que parte dos criminosos compra “biqueiras” com os recursos obtidos nessas ações, uma forma considerada segura de lavar o dinheiro.
O PCC foi fundado em 1993 e tinha, inicialmente, o propósito de ser uma espécie de associação de assistência aos presos e seus familiares contra a “opressão do Estado”.
De acordo com a polícia e Promotoria, após Marco Willians Herbas Camacho assumir o comando da facção, entre o final de 2002 e o início de 2003, ela começou a se transformar em uma espécie de empresa de tráfico de drogas. O registro das primeiras negociações dos criminosos com produtores estrangeiros está em uma carta apreendida pela Rota (tropa de elite da PM) em 2008.
De acordo com integrantes da Polícia Federal, os principais chefes da facção, que integram a chamada “sintonia final”, não estão diretamente ligados ao tráfico das “lojas”, mas, sim, ao internacional, que é muito mais rentável —um quilo da pasta-base da cocaína chega valer 40 mil euros na Europa.
Independentemente do grau de hierarquia que ocupem na estrutura, porém, todos respondem pelo crime de tráfico de drogas, destaca Sayeg. “Transportar, guardar, ocultar, trazer consigo, vender… Tem 18 verbos no artigo 33 [da Lei 11.343/2006, sobre o tráfico de drogas]”, diz.
“Pela lei, todos são [traficantes], porque só tem um crime de tráfico. O que poderia ter, por meio de uma alteração legislativa, seria uma gradação. Ou seja: diferenciar o cara que está vendendo do cara que está produzindo ou transportando. Eu acho que é muito mais nocivo e perigoso aquele cara que transporta uma tonelada do que aquele que está vendendo”, opina.
Local de preparação da droga quando chega do exterior.
Local de armazenamento das drogas a serem enviadas para as “lojas”.
Ponto de venda, também chamado de “biqueira”.
Podem ser próprias da facção ou de parceiros (como franquias). Nas próprias, 80% do dinheiro fica com o PCC, 15% com os “funcionários” e 5% com o “gerente”. Nas de parceiros, os valores pagos a “funcionários” e “gerentes” variam conforme a região, com regras impostas pelo PCC.
Quando custa uma ‘loja’?
De R$ 50 mil a R$ 3 milhões.
Qualquer pessoa pode comprar uma ‘loja’?
Não, o crime organizado precisa autorizar a compra.
Fonte: Folha de São Paulo.

Em depoimento à Polícia Federal, um dos investigados na operação para evitar atentados terroristas contra judeus no Brasil detalhou como funciona o recrutamento de brasileiros.
Ele foi encontrado em Goiás e interrogado pela PF por videoconferência. Sua identidade não foi revelada. No documento obtido pelo Jornal Nacional, o investigado contou sobre uma viagem que fez ao Líbano, em fevereiro deste ano.
Segundo disse, ele foi levado por homens fortemente armados a um prédio para se encontrar com líderes do Hezbollah. Também afirmou poderia receber inicialmente US$ 200 mil e mais um prêmio de US$ 500 mil para organizar um atentado. Outras pessoas matariam os alvos judeus no Brasil.
O interrogado foi liberado na sexta-feira, 10. Ele já havia sido preso três vezes no Brasil e responde a dois processos por receptação.
Na quarta, 8, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que o Mossad ajudou a Polícia Federal brasileira na operação Trapiche.
A investigação aponta que os terroristas planejavam atacar prédios da comunidade judaica no Brasil. Essa não foi a primeira vez que o Hezbollah usou o território brasileiro para preparar atentados.
Créditos: O Antagonista.

Foto: Reprodução.
Um vídeo que está circulando na internet mostra o marido de Ana Hickmann brigando com ela na frente dos funcionários. As imagens ressurgiram após a acusação de que ele teria agredido a esposa. Veja:
Com informações do Metrópoles.

Jogadores de Bahia e Athletico-PR em ação no jogo do Brasileirão
Imagem: Jhony Pinho/Agif
O Bahia empatou com o Athletico-PR por 1 a 1, na Arena Fonte Nova, e seque em situação delicada na tabela após a 34ª rodada do Brasileirão.
Everaldo, de pênalti, deixou o time da casa à frente, aos 28 minutos do segundo tempo.
Canobbio empatou para o Furacão na reta final, aos 42.
O Bahia foi a 38 pontos, mas foi ultrapassado pelo Vasco e só abriu um ponto de vantagem para o Z4. Agora em 16º, o time poderia ter ficado a três de distância do Cruzeiro, que perdeu para o Coritiba na rodada, e ainda viu o Cruzmaltino subir na tabela com a vitória sobre o América-MG.
Já o Athletico chegou aos 51 e segue na sétima posição, brigando por uma vaga na Libertadores de 2024.
As equipes voltam a campo daqui a duas semanas, após a parada da Data Fifa. O Bahia visita o Corinthians, enquanto o Furacão recebe o Vasco no mesmo dia — os dois jogos serão disputados no dia 25 (sábado), às 19h30 (de Brasília).
Informações UOL

Enfim, a espera acabou! O líder Vitória venceu o Novorizontino no Estádio Jorge de Biasi (SP) e está de volta à Série A depois de cinco anos. Na noite deste domingo (12), Rômulo abriu o placar para o time paulista , mas Léo Gamalho e Welder, de pênalti, viraram. O resultado de 2 x 1 foi suficiente para garantir o acesso do Rubro-Negro matematicamente. Com o fim da 36ª rodada, o time baiano foi a 69 pontos e – faltando seis a serem disputados – não poderá ser mais alcançado pelo quinto colocado.
O Novorizontino dominou o primeiro tempo e fez seu gol aos 19 minutos, mas, no último lance da primeira etapa, Léo Gamalho aproveitou cruzamento de Zeca e empatou a partida em São Paulo. Na volta do intervalo, o time paulista seguiu pressionando e o Vitória tentava sair no contra-ataque. A partida seguiu aberta para os dois lados e, no fim, o Vitória carimbou a vaga para a Série A com de pênalti de Welder.
Agora, o Leão vai em busca do seu primeiro título nacional, que poderá vir já na terça-feira (14), caso o Criciúma não vença o Guarani.
O próximo desafio do Vitória é contra o Sport. No sábado (18), o time baiano faz sua despedida no Barradão do campeonato, às 17h, pela 37ª rodada da Segundona.
Metro1