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Senadores Carlos Viana e Magno Malta, e deputado federal Filipe Martins Fotos: Pedro França| Edilson Rodrigues /Agência Senado e GIlmar Félix / Câmara dos Deputados

Parlamentares evangélicos se pronunciaram sobre o ato assinado pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que suspendeu uma decisão do governo Bolsonaro que garantia isenção tributária sobre salários de ministros de confissão religiosa, como pastores.

A decisão, que foi tomada por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), foi considerada pelo grupo político como uma vingança do governo Lula para com o grupo que apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018 e de 2022.

O deputado federal Filipe Martins (PL-TO) conversou com o Pleno.News e fez críticas diretas ao presidente Lula (PT), dizendo que ele está agindo com vingança contra os cristãos evangélicos.

– Isso só vai revelando o sentimento de vingança que ainda arde no coração do presidente da República, sentimento de vingança contra os cristãos. Este é mais um sinal que ele está dando, revelando quem ele realmente é, e qual é o interesse dele com relação aos líderes religiosos do Brasil.

O senador Magno Malta (PL-ES) também acredita que é uma vingança contra os evangélicos, mais precisamente contra os pastores.

– Parece que ele saiu da cadeia com muito ódio, como se os evangélicos fossem culpados pelos crimes que ele cometeu contra o Brasil e foi parar na cadeia. E a portaria mostra que Lula está cumprindo a promessa que ele fez – declarou Malta em um vídeo gravado em suas redes sociais.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Senado, também comentou o assunto criticando o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores.

– A história se repete: o PT usa as instituições para atacar quem não apoia as propostas do partido. A esquerda pratica o ditado de “aos amigos tudo. Aos inimigos a Lei”.

Martins adiantou também que, assim que se iniciarem os trabalhos do primeiro semestre, os deputados e senadores devem pensar em uma pauta sobre o assunto.

– Nossa luta é diária e o Congresso, agora no retorno, vai estar trabalhando nisso e teremos uma pauta em conjunto com o Senado para acharmos uma solução.

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso deve emitir uma nota a qualquer momento para comentar a situação e se posicionar sobre o fim da isenção tributária sobre salários de ministros religiosos.

Informações Pleno News


Lula e Chávez durante visita às obras da refinaria Abreu e Lima no Complexo de Suape, em Ipojuca (PE), em 2008
Lula e Chávez durante visita às obras da refinaria Abreu e Lima no Complexo de Suape, em Ipojuca (PE), em 2008  Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O presidente Lula volta hoje à refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE), para lançar a segunda etapa das obras cuja finalidade é mais do que dobrar a atual capacidade de refino.

A história do empreendimento é marcada não só por escândalos de corrupção e mau uso do erário, mas também pela mudança de curso. Inicialmente seria uma sociedade da Petrobras com a PDVSA, a petroleira venezuelana, em acordo assinado por Lula, em seu primeiro mandato, e Hugo Chávez.

O projeto da refinaria foi inteiramente concluído, mas as operações tiveram início em 2014 de forma parcial, com o funcionamento de um conjunto de unidades, o chamado trem 1, capaz de refinar cerca de 100 mil barris por dia. O projeto previa o trem 2, que não foi finalizado.

“Não temos dinheiro”, disse Chávez

A história começa em abril de 2003, quando Hugo Chávez foi ao município de Abreu e Lima com Lula e assinou a ata do Recife, que firmava as intenções do acordo binacional na área de petróleo.

Em dezembro de 2005, no Complexo de Suape, em Ipojuca, Hugo Chávez lançou a pedra fundamental da obra e fez um discurso pedindo voto para a reeleição de Lula — que ocorreu no ano seguinte.

Em março de 2008, Chávez voltou a Pernambuco e visitou as obras já em andamento da refinaria —feita só com recursos do lado brasileiro.

Sem acordo fechado com o Brasil, deu uma curiosa declaração no Palácio do Campo das Princesas (sede do governo pernambucano): “Não temos dinheiro, mas temos vontade política”. Na visita, ainda recebeu medalha com a mais alta comenda da Assembleia Legislativa.

Em 2011, a Petrobras anunciou que não tinha chegado a um acordo com os venezuelanos, e a PDVSA saiu do projeto sem colocar um centavo.

As duas empresas não deram explicações oficiais detalhadas, mas sabe-se que um dos pontos cruciais foi que a Venezuela oferecia, como parte do pagamento, óleo cru para custear o negócio.

Além dos laços políticos entre Lula e Chávez, morto em 2013, havia um interesse estratégico do Brasil na parceria com a Venezuela em 2003: a perspectiva de exploração de petróleo no país vizinho. Naquela época, sem a exploração do pré-sal, havia preocupação diante do declínio das reservas próprias.

Petróleo pior iria encarecer obra

Diante da repercussão do acordo desfeito, o TCU (Tribunal de Contas da União) apurou o fim da “parceria” e eventual prejuízo causado.

Em 2006, um documento enviado à diretoria executiva da Petrobras alertou que o petróleo venezuelano continha “alto teor de enxofre e instáveis”. O tratamento exigiria “elevado investimento em uma refinaria para o seu processamento”.

Havia expressa indicação dos custos adicionais do projeto em face da participação da PDVSA (acréscimo de 21%) e da redução da lucratividade da Petrobras com a parceria. E note-se que, àquela altura, a Petrobras ainda nem sequer conhecia a composição química do petróleo venezuelano, baseando-se unicamente em indicativos apresentados por técnicos da PDVSA.
Relatório do TCU

A sugestão do setor de Estratégia e Desempenho Empresarial da Petrobras foi buscar contrapartidas para compensar a redução na rentabilidade, além de negociar um desconto em cima do petróleo que viria da Venezuela.

Refinaria Abreu e Lima instalada em Ipojuca (PE)
Refinaria Abreu e Lima instalada em Ipojuca (PE) Imagem: Petrobras

Chávez culpou o BNDES

Em 2009, Petrobras e PDVSA assinaram um acordo de associação, que dizia que a empresa venezuelana iria realizar um aporte inicial de R$ 854 milhões (1,9 bilhão em valores atuais).

O valor seria correspondente ao percentual do capital social da nova empresa, a Rnest (Refinaria Abreu e Lima). O documento, porém, era apenas uma intenção, sem compromissos.

Em 2011, Chávez culpou o Brasil. “Temos o dinheiro à mão, só falta um requisito: que o BNDES aceite as garantias que a Venezuela está oferecendo”, disse, sem detalhar quais seriam essas garantias.

Entretanto, segundo o TCU, o Brasil já tinha investido “mais de R$ 18 bilhões em contratações”, somente entre 2007 e 2009, sem ainda a parceria firmada.

Este valor era muito superior ao que havia sido aprovado para todo o Projeto Rnest na precedente fase de projeto conceitual.”

O TCU ainda citou que esses investimentos eram “irreversíveis” e foram autorizados em uma obra ainda com “desenho incipiente”.

E, mais importante, umbilicalmente associada a um plano de negócios bem maior – a possibilidade de exploração de petróleo na Venezuela – cujas balizas não estavam assentadas e sem nenhuma salvaguarda jurídica a comprometer a empresa parceira.”

Ou seja, o interesse do Brasil em explorar petróleo no país vizinho não passava de um desejo, sem qualquer formalização. “Isso era particularmente temerário”, completa o TCU.

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco Imagem: Divulgação / Complexo Industrial Portuário de Suape

Refinaria mais cara do mundo

Ao final, apenas o trem 1 da refinaria ficou pronto, e o custo da obra explodiu. Inicialmente, estava orçada em US$ 2,3 bilhões (R$ 13,5 bilhões). Somente o trem 1 teve investimento de US$ 18,27 bilhões (R$ 92,6 bilhões) — o que gerou a pecha de refinaria mais cara do mundo.

Os altos custos —arcados somente pela Petrobras— geraram protestos da oposição, que cobrava do governo Dilma (PT) o pagamento de algum valor pela desistência.

A Petrobras respondeu ao UOL que, “em todos os documentos (…) havia a premissa de que quaisquer direitos e obrigações somente seriam devidos, de parte a parte, na hipótese de efetivo ingresso da PDVSA na sociedade”.

A PDVSA jamais ingressou na sociedade e, por tal motivo, jamais teve qualquer direito de deliberação no âmbito da Rnest. Da mesma forma, eventuais cobranças somente seriam devidas por sócios da Petrobras na Rnest e não por potenciais sócios.
Petrobras, em nota

Para o TCU, porém, a indefinição de uma década gerou prejuízos ao lado nacional —apesar de a Petrobras nunca admitir.

Um dos aspectos que causou atrasos e custos desnecessários ainda na fase de projeto conceitual (Fase II) foi a indefinição da parceria societária entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA.”

Sede da PDVSA em Maracaibo, na Venezuela
Sede da PDVSA em Maracaibo, na Venezuela Imagem: Arquivo/PDVSA

Sobre a nova obra do governo Lula

O início das obras do trem 2, segundo a Petrobras, está previsto para o segundo semestre; e a conclusão, para 2028.

Isso deve duplicar a capacidade de processamento da Rnest, agregando mais 130 mil barris por dia. A previsão do investimento é de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) até 2027.

Segundo página da refinaria no site da Petrobras, a Rnest é a “mais moderna” já construída pela estatal.

Dentre todas as refinarias brasileiras, A Rnest apresenta a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel (70%), combustível essencial para a circulação de produtos e riquezas do país.
Petrobras

Informações UOL


ANNA MONEYMAKER/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

A Justiça do Maine, nos Estados Unidos, disse que o estado vai esperar uma decisão da Suprema Corte do país sobre a participação de Donald Trump nas eleições antes de levar adiante o processo que impede o ex-presidente de participar das eleições para o mesmo cargo neste ano no Maine.

Trump foi proibido de participar das eleições presidenciais em dois estados dos EUA:

  • Estado do Colorado, onde houve uma decisão judicial sobre o caso, e
  • Maine, onde a secretária de Estado decidiu impedir Trump de participar das eleições.

No Maine, o caso foi para a Justiça depois da decisão da secretária de Estado, Shanna Bellows, que é do Partido Democrata, o rival do Partido Republicano, ao qual Trump pertence.

De acordo com o jornal “The New York Times”, a Justiça do Maine deu ordem para que Bellows suspenda sua decisão (ou seja, não colocá-la em prática, o que significa permitir a participação de Trump) até que a Suprema Corte diga o que se fazer.

Suprema Corte vai tomar decisão sobre insurreição

Além desses dois casos, há outros processos semelhantes em outros estados dos EUA. O processo das eleições nos EUA tem suas particularidades, e uma delas é que os estados têm muita autonomia para tomar decisões sobre as regras eleitorais de cada local.

Nos processos, pede-se que Trump seja impedido de concorrer pelo mesmo motivo: as tentativas de reverter os resultados das eleições de 2020, que ele perdeu para Joe Biden. O último ato da tentativa de Trump de fraudar as eleições foi a invasão do Capitólio (prédio do Congresso dos EUA). Um artigo na Constituição afirma que os ex-dirigentes que se envolveram em uma tentativa de insurreição devem ser impedidos de concorrer a cargos.

A Suprema Corte do país vai analisar o caso. As partes começarão a ser ouvidas no dia 8 de fevereiro (as primárias no Maine estão marcadas para o dia 5 de março). A defesa de Trump afirma que essa cláusula não é válida para para ex-presidentes, como ele.

A juíza Michaela Murphy, do Maine, determinou que a secretária de Estado terá 30 dias depois da decisão da Suprema Corte para reavaliar sua decisão. A magistrada afirmou que o fato de um processo semelhante ter sido admitido na Suprema Corte muda como a questão deve ser decidida e em qual instância da Justiça.

G1


AFP

No primeiro dia de guerra a 22 grupos do narcotráfico no Equador, o presidente Daniel Noboa avisou: “Vamos considerar juízes e promotores que apoiarem os líderes identificados desses grupos terroristas também como parte do grupo terrorista”. Em entrevista à Rádio Canela, ele admitiu que o país vive um “momento muito duro”, prometeu “proteger os cidadãos” e anunciou a deportação de 1.500 presos estrangeiros, entre eles, peruanos, colombianos e venezuelanos. Um decreto de Conflito Armado Interno, firmado na véspera, concede às Forças Armadas a licença para “neutralizar” o narcotráfico.

Entre terça-feira (9/1) e quarta-feira (10), os militares executaram cinco “terroristas” e efetuaram 329 prisões. Do outro lado, marginais continuam a semear o terror: 14 pessoas morreram em ataques armados. Em cinco penitenciárias, 130 funcionários e agentes carcerários são mantidos reféns.

A explosão de violência em Guayaquil — onde três corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro, na madrugada de quarta-feira, e um estúdio de tevê foi invadido por encapuzados na véspera — e em outras cidades levou a Colômbia a militarizar a fronteira com o Equador. Controles foram intensificados no departamento de Nariño. O Peru mobilizou mais de 500 soldados, helicópteros e drones para fortalecer a divisa de 1,4 mil quilômetros, além de declarar estado de emergência na região.

Cerca de 24 horas depois de ter uma arma apontada para a cabeça e uma dinamite colocada no bolso, durante invasão de criminosos à emissora TC Televisión, o jornalista Jose Luis Calderon ainda tentava assimilar o pesadelo enfrentado na tarde de terça-feira. “O que estamos vivendo não tem precedentes. O governo não possui um plano claro para lidar com essa situação. Vivemos em estado de guerra, as Forças Armadas estão nas ruas e os cidadãos, retidos em suas casas”, desabafou ao Correio o apresentador, que ficou mais de 40 minutos em poder dos marginais. A insegurança conseguiu unir inimigos políticos. O ex-presidente Rafael Correa apoiou as medidas tomadas por Noboa. “Tenha o nosso apoio total e irrestrito. Por favor, não ceda”, pediu.

Também em Guayaquil, o engenheiro químico colombiano Pedro Enrique Yela, 51 anos, aguardava no hotel o momento de retornar a Cáli. “A cidade está com atividades mínimas. Ficamos o dia inteiro no hotel. A recomendação é não sair, a não ser que seja algo imprescindível”, disse à reportagem. “A terça-feira foi mais complicada, com drástica redução do transporte público. Nem os táxis rodaram. A sensação por aqui é de perplexidade e de incerteza. As ruas estão vazias.”

A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada da violência do narcotráfico no Equador. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se disse “alarmado” e condenou “energicamente” os atos criminosos dos últimos dias. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, declarou que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com o governo Noboa para “lidar com a violência”. “Estamos dispostos a tomar medidas concretas para melhorar nossa cooperação com o governo do Equador, à medida que começa a lidar com a violência”, afirmou. A União Europeia denunciou um “ataque direto” à democracia e afirmou estar “com o povo do Equador e suas instituições democráticas”.

Diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE), Arturo Moscoso admitiu ao Correio que o narcotráfico penetrou todos os níveis do Estado. “Por aqui, se tem falado de ‘narcogenerais’ e de juízes que favorecem os traficantes. A declaração de Noboa é uma ameaça a esses indivíduos corruptos. O presidente aproveitou o decreto de Conflito Armado Interno para sublinhar que essas pessoas também poderão ser alvos das Forças Armadas”, disse. Moscoso vê a deportação de presos como uma medida mais complicada. “Ela exige ver quais presos se encaixam nesse processo, os delitos que cometeram, como será o traslado até a Colômbia, se serão detidos no país vizinho. Não é algo fácil.”

Para o general Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa do Equador entre 2021 e 2022, a decisão de punir como terroristas promotores e juízes envolvidos com o narcotráfico precisa passar por filtros legais. “Para punir essas pessoas, será preciso acionar o Código Penal para estabelecer as sanções face às diferentes acusações a serem imputadas pelo gabinete do procurador”, explicou ao Correio, por telefone. Ele entende que as medidas anunciadas por Noboa até o momento são corretas. “No momento em que houve a invasão à emissora TC Televisión, imediatamente o governo emitiu um decreto no qual identificava os grupos delinquentes como terroristas.”

Intervenção direta

Segundo Henández, o decreto firmado na terça-feira pelo chefe de Estado permitirá ao governo utilizar as Forças Armadas em intervenções diretas contra a delinquência. “Isso deixa o governo e as Forças Armadas com um instrumento legal, que lhes possibilita tomar ações e acompanhar o trabalho da polícia de maneira mais direta”, observou. O ex-ministro defende uma “profunda reforma” no sistema político equatoriano e a necessidade de fortalecimento das instituições equatorianas. Ele sublinha que o Judiciário e a polícia foram infiltrados pelo narcotráfico, com casos menores nas Forças Armadas. “Temos infiltrações em governos locais e em estratos políticos. O sistema precisa blindar, em sua estrutura, a influência do narcotráfico”, comentou. Em nível tático, o general cita a falta de equipamentos da polícia e das Forças Armadas como obstáculos.

Apesar de ressaltar que o estado de emergência não pode exceder dois meses, Hernández admitiu que a Constituição pode sofrer mudanças, no sentido de fazer com que as Forças Armadas atuem, de forma complementar, com a polícia. Ele prevê que a situação no país tende a melhorar. “Os níveis de insegurança são vistos em alguns setores de algumas cidades.”

Secretário de Segurança Pública do Equador em 2023, durante o governo de Guillermo Lasso, Wagner Bravo concorda com a urgência no reforço das instituições. Ele acusou a gestão de Rafael Correa de “desinstitucionalizar” o Estado. “O crime organizado se enraizou em todas as esferas da sociedade, como a política, a militar, a judicial e o Ministério Público.”

“A contrapartida de Noboa foi identificar políticos, policiais, promotores e juízes envolvidos com facções e colocá-los à vista do público. Se ficar provado que têm nexo com o crime organizado, eles têm que ir para a cadeia”, ressaltou Bravo.

EU ACHO…

“A situação chegou a esse ponto por vários motivos: a permissividade com que as autoridades trataram esses grupos e cartéis durante o governo de Rafael Correa; a expulsão da base norte-americana de Manta e a ruptura na ajuda que os EUA concediam no combate ao narcotráfico; a inoperância dos governos posteriores para enfrentar o problema; a crise econômica e a falta de emprego, que empurram jovens aos grupos delinquentes; e a tolerância com a corrupção, que permitiu que o narcotráfico penetre na institucionalidade do país, entre outras causas.” – Arturo Moscoso, diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE).

“O presidente Daniel Noboa está há apenas seis semanas no poder. Ele prometeu, durante a campanha eleitoral, aorimorar o sistema de inteligência equatoriano, no sentido de trabalhar em coordenação com as diferentes agências do governo, as Forças Armadas e o sistema carcerário. Ele também anunciou a construção de novas prisões. Creio ser necessário um maior controle do Estado sobre as penitenciárias. Os presídios têm que deixar de ser um quartel-general da delinquência, de onde partem as ordens.” – General Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa entre 2021 e 2022.

Fonte: Correio Braziliense.


Reprodução/TV Globo

A Globo foi condenada a pagar R$ 100 mil à professora de ensino infantil Alda Bezerra, pelo uso não autorizado de uma música no Big Brother Brasil. O caso aconteceu em 2019, quando a emissora usou a música “Despedida” composta pela professora, mas não deu os créditos.

Alda Bezerra possui canal de sucesso no YouTube. Na plataforma, a educadora acumula cerca de 281 mil inscritos, e compartilha conteúdos educacionais voltados para o ensino infantil e algumas composições.

O trecho de uma de suas músicas foi usado no episódio de eliminação da participante Hana Khalil. Porém, segundo o que a professora disse à Justiça, a Globo não mencionou seu nome nos créditos e não fez qualquer pagamento pelo uso de sua voz e composição.

No processo, a emissora afirmou ter agido de boa-fé, que a música não estava registrada em nenhum órgão oficial e que tentou identificar a autoria por meio de um convênio com a União Brasileira de Editoras de Música, mas não teve sucesso.

“A autora poderia ter entrado em contato com a Globo para regularizar a utilização da obra, contudo não o fez”, afirmou a defesa da emissora no processo, divulgado pelo UOL.

A Globo foi condenada em primeira e em segunda instância. Inicialmente, a emissora recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, mas, antes da realização do novo julgamento, desistiu e firmou um acordo com o pagamento de R$ 100 mil à professora, além de mais R$ 15 mil em honorários ao advogado dela.

O acordo foi homologado pela Justiça em 9 de janeiro, de acordo com o colunista Rogério Gentile.

O Terra entrou em contato com a assessoria da Globo e com a professora Alda Bezerra para que pudessem comentar sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte: Terra.


Reprodução/Veja

Em campanha pela atualização da tabela de isenção do Imposto de Renda, a Unafisco, que representa auditores fiscais da Receita Federal, alerta que os brasileiros que ganham mais de dois salários passarão a ser tributados com o reajuste do mínimo.

Segundo Mauro Silva, presidente da Unafisco, com a correção de 10,16% no salário mínimo os rendimentos de quem ganha dois salários passou de R$ 2.640, em 2023, para R$ 2.824, neste ano.

“Enquanto a tabela de isenção permanece sem correção, a faixa de isenção continua em R$ 2.112, permitindo que, por artifício, quem ganhava até R$ 2.640 ficasse isento. Agora, com os ganhos de R$ 2.824, essa parcela da população volta a ser tributada, recolhendo R$ 13,80 de imposto todo mês”, disse Silva.

“É, no mínimo, um absurdo. O governo vendeu a ideia de isenção para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso não é verdade.”

A defasagem também impacta aposentados e pensionistas do INSS, com reajuste de 10,16% em 2024. Silva destaca: “O governo está penalizando quem ganha menos. É crucial corrigir a tabela do IRPF para refletir a realidade da inflação.”

O governo federal perderá R$ 204 bilhões em arrecadação caso o Ministério da Fazenda autorize a correção integral pela inflação do período.

Pelos cálculos da Unafisco, o reajuste integral permitiria recompor o IPCA acumulado desde 1996, descontando os ajustes ocorridos ao longo desse período. A faixa de isenção seria corrigida em 133,65% e as demais faixas em 159,17%.

Fonte: Folha de S. Paulo.


O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mario Sarrubbo, aceitou o convite para compor a gestão do futuro ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, no governo Lula.

O que aconteceu

Lewandowski havia sondado Sarrubbo para assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública na semana passada. O convite foi feito durante uma reunião entre os dois em São Paulo. A decisão do procurador foi confirmada pelo UOL com fontes que acompanham o trâmite.

Membro do Ministério Público de São Paulo desde 1989, Sarrubbo é o atual procurador-geral de Justiça. Ele está na chefia do MP paulista desde 2020, quando foi indicado por João Doria, então governador de São Paulo. Em 2022, foi reconduzido por Rodrigo Garcia para um novo mandato de dois anos, que se encerra em abril.

Para assumir a secretaria de Segurança Pública, Sarrubbo deverá deixar o MP. Antes do convite para integrar o Ministério da Justiça, Sarrubbo era cotado para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), na vaga aberta com a aposentadoria da ministra Laurita Vaz.

Sarrubbo será o rosto do principal desafio de Lewandowski na pasta. O ex-ministro do Supremo é contra a recriação do Ministério da Segurança Pública, uma das áreas em que o governo petista tem sido criticado por pouco avanço.

Além de Sarrubbo, Lewandowski escolheu o advogado Manoel Carlos de Almeida Neto para ser o seu número dois na Justiça. Ex-secretário-geral do STF e do TSE durante a presidência de Lewandowski, ele substituirá Ricardo Cappelli, cujo futuro ainda é incerto no governo Lula.

Do quadro atual do Ministério da Justiça, Lewandowski cogita manter ao menos um secretário. Segundo apurou a colunista Carolina Brígido, o futuro chefe da pasta afirmou a interlocutores que o deputado petista Wadih Damous, atual titular da Secretaria Nacional do Consumidor, deve ser mantido no cargo.

Informações UOL


GETTY IMAGES

Em meio a escavações na aldeia de et-Taiyiba, localizada no Vale de Megido (também conhecido como Vale de Jezreel), em Israel, arqueólogos encontraram uma rara inscrição em pedra com uma referência a Jesus Cristo. Vale mencionar que, na escatologia cristã, a região é considerada o local da batalha final entre o bem e o mal, o Armagedom — termo derivado do hebraico “Har Megiddo”, que significa “Monte Megido”.

Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel/Tzachi Lang e Einat Ambar-Armon.

Segundo descrito pelo Heritage Daily, a inscrição na pedra está gravada em grego, e ela foi encontrada na entrada de um edifício datado do fim do século 5, quando a região vivia seu conhecido período bizantino ou islâmico primitivo.

Segundo a pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a Dra. Leah Di-Segni, a inscrição recém-descoberta é uma dedicatória ao Jesus bíblico. Nela, está escrito: “Cristo nasceu de Maria. Esta obra do mais temente a Deus e piedoso bispo [Teodósio] e do miserável Th[omas] foi construída desde a fundação. Quem entrar deve orar por eles..”

Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel.

Além da gravura, no local também foram encontradas duas salas com piso em mosaico, decorados com desenhos geométricos.

Descoberta importante

Importante mencionar que Teodósio, a pessoa referida no fragmento de texto como sendo o fundador do edifício, foi um dos primeiros bispos cristãos da região, detendo até mesmo de autoridade religiosa na cidade de Bet She’an — que serviu como capital da província bizantina de Palaestina Secunda. Os pesquisadores afirmam que a inscrição possui objetivo de proteger contra o mau-olhado, e já foi encontrada anteriormente em outros locais do mundo bizantino.

“Esta é a primeira evidência da existência da igreja bizantina na aldeia de et-Taiyiba, e se soma a outras descobertas que atestam as atividades dos cristãos que viviam na região”, afirma por fim Walid Atrash, da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Fonte: Aventuras na História/UOL.


Reprodução/Youtube @wef

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que o capitalismo de livre comércio como sistema econômico é a “única ferramenta” que o mundo tem “para acabar com a fome, a pobreza e a miséria”. As declarações foram feitas nesta 4ª feira (17.jan.2024) durante discurso no 54º Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Em sua fala, o líder argentino defendeu a liberdade econômica e criticou o conceito de justiça social. Disse que a esquerda “ataca o capitalismo” ao falar em “questões de moralidade” e definir o sistema econômico global como injusto.

“Dizem que o capitalismo é ruim porque é individualista e o coletivismo é bom porque é altruísta –mas, claro, com o dinheiro dos outros”, criticou.

Sobre o conceito de justiça social, Milei disse que o princípio se tornou “uma tendência” no mundo e fez parte dos discursos políticos da Argentina por 8 anos, nos governos de Cristina Kirchner e Alberto Fernández. Segundo Milei, o problema está no fato de que a justiça social “não é justa” e não contribui para o bem-estar geral, em sua avaliação.

“Muito pelo contrário, é uma ideia intrinsecamente injusta porque é violenta. É uma injustiça porque o Estado é financiado por meio de impostos e os impostos são coletados coercitivamente. Ou alguém aqui pode dizer que paga voluntariamente? [Isso] significa que o Estado é financiado por meio da coerção. Quanto maior a carga fiscal, maior é a coerção e menor a liberdade”, afirmou.

Milei também disse que o Ocidente “está em perigo” com a existência de uma visão de mundo que “conduz ao socialismo e, consequentemente, à pobreza”.

Segundo o presidente argentino, os principais líderes abdicaram do “modelo de liberdade” em prol do coletivismo. “Estamos aqui para dizer que as experiências coletivistas nunca são soluções para os problemas que afetam as cidades do mundo”, afirmou.

Leia outros destaques do discurso de Milei em Davos:

  • empresário como herói: o presidente argentino afirmou que “o empresário de sucesso é um benfeitor social que, longe de se apropriar da riqueza alheia, contribui para o bem-estar geral. Em suma, um empresário de sucesso é um herói”;
  • nega “falha” no mercado: disse que a situação não existe porque o mercado é um “mecanismo de cooperação social”. Afirmou que, “se as transações são voluntárias, o único contexto de falha de mercado é quando há coerção. O único que pode [aplicar a coerção] é o Estado, que tem o monopólio da violência”.
  • crítica ao feminismo: segundo o presidente argentino, os “socialistas” substituíram a luta de classes por outros “supostos conflitos”, como “a ridícula luta antinatural entre homens e mulheres”. Milei afirmou que “a agenda do feminismo radical” tornou-se “uma grande intervenção do Estado, dando trabalho a burocratas que nada contribuíram na sociedade, seja na forma de Ministérios da Mulher ou organizações internacionais para promover essa agenda”.
  • nega mudanças climáticas: Milei afirmou que outro “suposto conflito” levantado pela esquerda é a batalha do “homem contra a natureza”. Segundo Milei, os socialistas, ao afirmarem que “os seres humanos prejudicam o planeta” defendem mecanismos de controle populacional ou a “sangrenta agenda de aborto”.

Assista ao discurso completo, em espanhol (24min39s):

Informações Poder 360


Aconteceu na tarde desta quarta-feira (17), o sorteio da Campanha Sorte na Garagem, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Foram sorteados oito prêmios, sendo três carros VolksWagen Nivus e cinco motos Yamaha.

Confira os nomes dos vencedores:

1ª moto: Eliene de Almeida Trindade / avenida Jorge Leal – Feira de Santana

2º moto: Luriel Carneiro Cedraz – Feira de Santana

3ª moto: Manuel Ramos Santos Neto – bairro Muchila

4ª moto: Monize de Jesus do Carmo – Parque Lagoa Subaé

5ª moto: Cláudio Oliveira dos Santos – bairro George Américo

1º carro: Babiane Souza de Oliveira/ bairro Papagaio

2º carro: Adalto de Souza Pereira Martins / bairro SIM

3º carro: Estela Aparecida Ribeiro Lopes/ bairro Parque Ipê

*De Olho na Cidade