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Com cargo em gerência na ANTT, servidor pediu vários empréstimos para investir em gado e acabou dando calote milionário em várias vitimas

Imagem colorida: vacas no pasto - Metrópoles

Um servidor com cargo de gerência na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é acusado de golpes milionários em Brasília. O homem acumula dívidas e processos judiciais em que vítimas narraram a mesma situação. Elas emprestaram dinheiro ao servidor público, que pedia grandes quantias sob a desculpa de que investiria em gados, mas, na data do pagamento, não honrava os compromissos. A reportagem teve acesso a nove ações contra ele, que mostram, ao todo, um valor devido de R$ 1,6 milhão.

Edinailton Silva Rodrigues é gerente de Modelagem Econômico-Financeira substituto na ANTT. Segundo as vítimas, ele dizia ter uma fazenda no Maranhão e pedia dinheiro para comprar gados, engordar os bovinos e pagar os empréstimos com o valor da venda do gado gordo. Somente com dois moradores da Asa Norte, ele conseguiu arrecadar R$ 557 mil.

Graduado em direito e economia pela Universidade de Brasília (UnB), Edinailton fez empréstimos com amigos, conhecidos da época da faculdade e colegas de trabalho. Para dar segurança às vítimas, ele chegava a assinar documentos de confissão de dívidas.

“O devedor reconhece e confessa que deve R$ 464.777,00 ao credor relativo às parcelas vencidas e inadimplidas, assim como as vincendas”, diz documento que ele assinou em março de 2023, autenticado no 4º Ofício de Notas, da Asa Norte.

A quinta cláusula do contrato prevê, ainda, multa e juros em caso de não pagamento. O valor teria que ser pago em 17 de março de 2023, mas, como consta na petição da defesa da vítima, “a dívida restou integralmente inadimplida”. Ou seja, nada foi recebido. O advogado atualizou o montante com a multa contratual, as custas processuais e os honorários, fazendo com que a quantia devida ficasse em R$ 601.849,87, somente de um dos processos, contra uma pessoa que foi lesada.

Penhora de salário

Em outro caso, o servidor da ANTT pediu empréstimo de R$ 29.246,46 e também assinou confissão de dívida. Em decisão de setembro do ano passado, a Justiça entendeu que Edinailton usufruiu “dos bens e serviços e não cumpriu com a obrigação, causando prejuízo à parte exequente”, e afirmou que os comprovantes de rendimentos dele “demonstram sua capacidade de pagamento do débito, embora não de uma só vez”.

“Assim, é razoável que haja desconto mensal em folha de pagamento, de percentual sobre o salário, para fim de quitação do débito, eis que não atingirão a dignidade do(s) executado(s), nem impedirá sua sobrevivência e de sua família. Ante o exposto, defiro em parte o pedido do exequente, determinando a penhora de 10% do salário líquido do(s) executado(s) Edinailton Silva Rodrigues, a se realizar mensalmente mediante desconto em folha de pagamento, até a satisfação integral do débito de R$ 42.171,17 (atualizado em 24/08/2023).”

Segundo o Portal da Transparência, o servidor recebe um salário bruto de R$ 21.300,65. Ele, no entanto, recorreu. Uma nova decisão avaliou que, em princípio, “salários são impenhoráveis para pagamento” de casos como esse, como forma de proteger a “dignidade e sobrevivência do devedor e de seus dependentes”. “Tem-se aberto exceção em casos excepcionais que deverão ser justificados mediante esgotamento de outros meios para satisfação da dívida e através de cotejo analítico da situação econômico-financeira do devedor, o que não se evidencia de plano, pelo menos em princípio”, traz a decisão.

A Justiça entendeu que o “risco de dano à digna sobrevivência do devedor é maior e mais relevante que o princípio da efetividade do processo”, e aceitou o pedido para suspender os descontos na folha de pagamento de Edinailton, até que o colegiado julgue o mérito do recurso.

Já em outro processo, uma decisão de janeiro de 2024, da 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília, determinou a penhora de um carro do servidor, localizado no Maranhão.

Servidor se defende

Em resposta à reportagem, o servidor da ANTT acusado de calote afirmou que “os processos de execução em andamento, decorrentes de confissões de dívidas que foram declaradas junto à Receita Federal, são públicos e estão todos disponíveis no Processo Judicial Eletrônico”.

Edinailton ressalta que os processos de execução estão em andamento, e não há trânsito em julgado. Nos processos, ele discute o que aponta como excessos de execução e abusos de direito, por exemplo. Em um dos casos, em que uma parte cobra dois pagamentos não realizados, o servidor público diz que a vítima que o processa “se aproveitou da situação para incluir no contrato cláusulas draconianas”.

Na petição, ele contesta o montante cobrado e diz que o valor é excessivo, e que “cláusulas abusivas” foram inseridas no contrato de confissão de dívida. “O embargado tenta tão somente tirar proveito de uma situação de dificuldade pela qual passa o embargante para se locupletar, para isso cria uma narrativa fantasiosa”, se defende o servidor, no processo.

Na mesma peça, Edinailton reconhece que ainda possui um débito a ser quitado, mas alega que o valor devido, descontando o que já foi pago, “fica em torno de 1/3 do que o embargado executou”.

Informações Metrópoles


Alessandro Moretti deixa cargo de diretor-adjunto da agência; Luiz Fernando Corrêa continua à frente do órgão

Alessandro Moretti
Lula exonerou Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Abin | Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu exonerar Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No entanto, Luiz Fernando Corrêa continua na chefia do órgão.

A exoneração de Moretti será publicada no Diário Oficial da União na terça-feira 30. Na avaliação de Lula, até o momento, a suspeita que paira sobre servidores da Abin ainda não respingou em Corrêa, que é delegado da Polícia Federal (PF) e comanda a agência desde maio de 2023.

Lula exonera diretor-adjunto da Abin

Moretti, que também é delegado, foi diretor de Informação e Inovação da PF no governo Bolsonaro e, por isso, era visto com desconfiança por integrantes do governo Lula.

A permanência de Moretti ficou insustentável das suspeitas de que a cúpula do órgão atuou para dificultar as investigações da PF sobre uma suposta “Abin paralela” no governo Bolsonaro.

Luiz Fernando Correa
Luiz Fernando Corrêa continua na chefia da Abin. Para Lula, a suspeita que paira sobre servidores da agência ainda não respingou nele | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal avalia que a agência dificultou o acesso a dados sobre o software First Mile, que teria sido usado para espionar ilegalmente adversários do ex-presidente.

Outro aspecto que causa desconfiança é o fato de nenhum integrante da atual cúpula da Abin ter alertado Lula sobre as irregularidades detectadas na agência pela PF.

Informações Revista Oeste


mulher consultório médico
mulher consultório médico Imagem: demaerre/Getty Images/iStockphoto

Os planos de saúde ficaram bem mais caros no ano passado e, em alguns casos, os reajustes dos valores pagos ultrapassam os 20%, de acordo com uma análise publicada pelo BTG Pactual. Essa correção feita pelos convênios, porém, ficou muito acima do apontado pelo IPCA para o setor, de 11,52% no período. A justificativa das empresas é de que o reajuste é reflexo do aumento dos custos médico-hospitalares e apontam prejuízo bilionário no setor nos últimos anos.

O que aconteceu

O IPCA, índice que mede a inflação nos preços de bens e serviços no país, fechou 2023 em 4,72% ao ano. No setor da Saúde e cuidados pessoais, a maior contribuição veio do reajuste dos convênios médicos.

Os convênios ficaram 11,52% mais caros no ano passado, em média. Uma análise mais detalhada publicada pelo BTG Pactual no relatório “ANS Pricing X-Ray”, porém, mostrou que os reajustes foram ainda maiores. Isso vale para os planos coletivos por adesão ou corporativos, em que o reajuste é negociado entre as seguradoras e os contratantes.

  • SulAmerica: reajuste de 25,8%
  • Bradesco Saúde: 22,6%
  • Amil: 21,2%
  • Hapvida: 15%
  • Unimed: 13,5%

Reajuste do plano tem teto? Quem define até quanto pode subir?

Há uma diferença nas regras de correção dos valores dos planos de saúde dependendo da modalidade.

Planos individuais e familiares, contratados diretamente pelo beneficiário, têm o teto de reajuste definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em 2023, esse aumento foi limitado a 9,63%.

Planos coletivos por adesão ou corporativos, contratados por intermédio de sindicatos ou empresas, têm negociações diferentes. Neste caso, as negociações são feitas diretamente entre as operadoras e as empresas contratantes.

Há mais pessoas em convênios coletivos ou corporativos. Dados mais recentes do relatório Cenário Saúde, da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) mostram que, em junho de 2023, existiam 8,9 milhões de beneficiários para planos individuais e familiares, ao passo que, no mesmo período, o número de pessoas com planos coletivos corporativo ou por adesão somavam 41,8 milhões de beneficiários.

Desta forma, cerca de 82% dos convênios médicos não têm reajuste regulamentado pela ANS.

Por que o preço subiu tanto?

Analistas do setor explicam que os reajustes dos convênios médicos levam em consideração três fatores:

  • Faixa etária: parte do princípio de que o aumento da idade acompanha mais utilização dos serviços de saúde.
  • Inflação: para acompanhar o aumento dos preços no país e pode utilizar, além do IGP-M, o IPC Saúde ou o Índice de Variação de Custo Médico-Hospitalar, próprios da área da saúde.
  • Sinistralidade: é o quanto o plano é utilizado. Busca manter o equilíbrio entre o preço pago ante a utilização efetiva dos serviços de saúde do plano. Este último fator, a sinistralidade, define a relação entre o custo por acionar o plano de saúde, o sinistro, e o valor que a operadora do plano recebe pelo contrato, o prêmio. Ou seja, parte do lucro das seguradoras está justamente no quanto o plano é pago e não utilizado.

No pós-pandemia, as empresas estão vendo muito mais beneficiários fazendo exames, consultas e terapias. Em 2019, levando em consideração todos os planos de saúde (individuais e coletivos), esse índice de sinistralidade era de 83,1%. Caiu bastante em 2020, o primeiro ano da pandemia, até 76,4%. Porém, recobrou o fôlego e voltou a subir nos anos seguintes, atingindo 85,6% em 2021, 87,4% em 2022 e 86,6% até setembro de 2023. “Esses valores são altos, visto que as operadoras ainda precisarão cobrir suas despesas administrativas, comerciais e obter resultados positivos da operação”, diz Ulisses Rezende, diretor de negócios da XVI Finance, consultoria especializada no setor da Saúde.

Isso prejudica os resultados financeiros das empresas. Como reflexo deste aumento de sinistralidade, 50,5% das operadoras de saúde não apresentaram resultados operacionais positivos até setembro de 2023, diz Rezende. Isso demonstra que parte do negócio pode ser insustentável e que as operadoras têm certa dependência de outras receitas como as financeiras, analisa.

Prejuízo acumulado é bilionário. Conforme o relatório da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), o setor acumula um resultado operacional negativo de R$ 4,3 bilhão em 2023. Nos últimos três anos (2021, 2022 e 2023), o prejuízo soma R$ 20 bilhões e que, hoje, as mensalidades não são suficientes para o pagamento das despesas assistenciais.

O que dizem as seguradoras

O UOL procurou as cinco seguradoras citadas com questionamentos sobre as razões dos reajustes acima da inflação medida pelo IPCA.

A Unimed, que teve o menor reajuste percentual ante as demais (13,5%) disse, por nota, que o índice de reajuste dos planos de saúde tendem a ser superiores ao da inflação, “porque além do aumento dos preços de insumos e serviços, a maior frequência de utilização também impacta no cálculo do índice”.

“Nos últimos anos, a variação dos cursos assistenciais (sinistralidade) e da utilização foi influenciada por fatores como novos tratamentos que estão sendo incorporados ao rol de coberturas de forma mais acelerada, sendo muitos deles de alto custo; envelhecimento da população; e mudanças regulatórias no rol de coberturas que trouxeram instabilidade ao setor”, disse.

A Bradesco Seguros e a Amil informaram que se posicionaram pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). A federação, por sua vez, defendeu que o reajuste reflete a variação das despesas assistenciais e “é indispensável para garantir a manutenção e o aperfeiçoamento da oferta da assistência médica a seus beneficiários”.

Apontou, ainda, que entre os fatores que mais influenciam o reajuste estão a inflação da saúde, representada pela evolução do custo da assistência; a obrigatoriedade da oferta de tratamentos “cada vez mais caros, com doses, em alguns casos, a cifras milionárias”; a ocorrência de fraudes e a judicialização.

A HapVida e a SulAmérica não retornaram até a publicação desta matéria.

Preços devem continuar subindo, dizem analistas

Para este ano, é esperado que a correção do preço dos planos siga crescente. O aumento médio dos preços para o setor foi de 14,9% em 2023, apontou a ANS. Em 2022, foi de 12,7% e, em 2021, de 7,4%. “Espera-se que os reajustes permaneçam altos, porém a níveis menores”, aponta Ulisses, da XVI Finance.

Com população cada vez mais velha, preço deve continuar a subir. Leonardo Giusti, do setor de Infraestrutura, Governo e Saúde da consultoria KPMG no Brasil, aponta que além do fator pós-pandemia, o envelhecimento da população brasileira também pressiona a sinistralidade para cima e que, uma vez que isso não deve mudar, é provável que os preços continuem a subir pelos próximos anos.

Os cuidados com a saúde mental também aumentam a procura por serviços nessa área. Além disso, há a judicialização de casos que garantem cobertura para procedimentos e medicamentos antes não cobertos pelo convênio médico, o que eleva os gastos da seguradora. “É difícil termos uma freada. Se queremos resultados diferentes, precisamos agir diferente. Não vejo uma grande mudança nesses componentes [que empurram os preços para cima] para este ano”, diz.

Informações UOL


Segundo a imprensa norte-americana, o acusado teria divulgado as informações sobre ex-presidente para o jornal The New York Times

Donald Trump
A Justiça dos EUA condenou Charles Littlejohn a 5 anos de prisão por vazer declarações de imposto de renda do ex-presidente Donald Trump | Foto: Reprodução/ Wikipedia

A Justiça dos Estados Unidos condenou, nesta segunda-feira, 29, Charles Littlejohn, de 38 anos, a cinco anos de prisão por ter vazado declarações de impostos do ex-presidente Donald Trump.

Littlejohn trabalhou para o Serviço de Impostos Internos (IRS, na sigla em inglês). Em outubro, ele se declarou culpado da acusação. A juíza de distrito Ana Reyes lhe impôs a pena máxima de cinco anos de prisão.

O condenado foi acusado pela promotoria federal de vazar as declarações fiscais de um “alto funcionário do governo” para um meio de comunicação.

Informações fiscais de Trump para grande jornal

O funcionário e o veículo não foram identificados oficialmente, mas a imprensa norte-americana informou que as declarações eram de Trump e quem as recebeu foi o jornal The New York Times.

Em setembro de 2020, o diário noticiou que Trump pagou US$ 750 (R$ 3,7 mil) de imposto de renda federal em 2016 e 2017 e não pagou o tributo em 10 dos 15 anos anteriores.

Donald Trump
Segundo a imprensa norte-americana, Charles Littlejohn teria vazado as informações fiscais de Trump ao jornal The New York Times | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Gage Skidmore

Littlejohn também foi acusado de divulgar informações fiscais de milhares de pessoas que estão entre as mais ricas nos EUA a outro meio de comunicação não revelado.

Parte da imprensa acredita que esse veículo seja o ProPublica, uma organização jornalística sem fins lucrativos que publicou vários relatórios em junho de 2021 que chamou de “Os arquivos secretos do IRS”.

De acordo com a procuradora-geral adjunta Nicole M. Argentieri, Littlejohn “descumpriu sua responsabilidade de proteger informação sensível que lhe foi confiada, e agora é um criminoso convicto”.

Informações revista Oeste


Mbappé celebra gol do PSG sobre o Newcastle em jogo da Champions League

A garagem do francês de 25 anos também tem algumas adições mais “simples”: um Volkswagen Multi Van e um Volkswagen Tiguan, avaliados respectivamente em R$ 427 mil e R$ 304 mil.

Mesmo com a extensa coleção, Mbappé por várias vezes confirmou que não sabe dirigir, e que conta com motoristas para fazer seus transportes.

É uma das desvantagens de ter sucesso cedo, perdi coisas simples como ter carteira de motorista. Acho que todo mundo tem. Para muita gente a habilitação é uma obrigação, mas não era para mim. Embora seja sinônimo de autonomia, tive a minha autonomia desde cedo porque tinha motoristas à minha disposição. Nunca foi uma prioridade.”

Informações TBN


Foto: Gabriel Andrés Trujillo Escobedo/Reprodução

O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (29) que “está pronto para iniciar um diálogo” com o presidente e conterrâneo argentino, Javier Milei.

“Sei que ele pediu um encontro para conversar comigo. Eu aceitei e é por isso que nos veremos. E estou pronto para iniciar um diálogo, conversar e ouvir com ele”, declarou Francisco em entrevista ao jornal italiano La Stampa.

Segundo o jornal, o encontro dos dois deve ocorrer em fevereiro.

Ainda na entrevista de hoje, o líder religioso também afirmou que não ficou chateado com as críticas de Javier Milei durante a campanha presidencial do país vizinho.

“As palavras na campanha eleitoral vão e vêm”, afirmou.

Durante a campanha eleitoral que culminou na vitória de Milei, o então candidato à Presidência chamou o papa, de “imbecil que defende a justiça social” e “representante maligno”. Sobre o caso, Javier afirmou ter se desculpado com o pontífice.

Com informações Diário do Poder


A depressão é a segunda causa mais comum de incapacidade permanente em todo o planeta, atrás somente de dores nas costas, informa Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da USP.

Segundo o médico, há estudos que comparam esse transtorno mental com mais de 200 doenças e lesões apontadas como causas de invalidez. Entretanto, o peso da doença, de acordo com Scocca, é diferente entre os países e costuma ser maior onde a renda é média ou baixa, e menor em países de alta renda.

No Brasil, a prevalência de depressão ao longo da vida está em torno de 15,5%, segundo o Ministério da Saúde. “Ela interfere no desempenho e resultado do trabalho, além de reduzir a expectativa de vida. Mas é preciso compreender que existem vários tipos dessa doença, que é classificada em grau leve, moderado e grave. Existe ainda a depressão refratária, ou também chamada de resistente, episódios depressivos e as depressões recorrentes”, continua Scocca.

O psiquiatra esclarece que as depressões que costumam levar alguém a entrar com pedido de afastamento temporário ou aposentadoria costumam ser as recorrentes e as resistentes. Elas são caracterizadas por sintomas de longo prazo, crônicos, e que não respondem adequadamente a tratamentos convencionais, como psicoterapia e uso controlado de medicamentos. “A pessoa pode melhorar um pouco, mas fica realmente sem condições de trabalhar”, afirma o especialista.

Trabalhar depressivo é um fardo

Quem sofre de depressão grave não consegue exercer nenhuma atividade, pois, como compara Wimer Bottura, psiquiatra pelo Instituto de Psiquiatria da USP, leva sobre si o peso de um piano, de que não consegue se livrar. “O indivíduo não tem força, disposição para sair da cama, até porque dorme muito mal e é muito pessimista. Ele não só sofre como faz sofrer quem está à sua volta, produzindo estresse, insatisfação, frustração, raiva, conflitos”, diz.

Além disso, a depender da função que a pessoa com depressão exerce, ela pode causar erros, atrasos, acidentes, comprometimento da rotina e do trabalho alheio e prejuízos financeiros. “Não é proposital, mas sim devido à sua cognição não estar boa e afetar memória, atenção, criatividade, raciocínio, capacidade de tomar decisões, cooperar e se comunicar com os colegas. E não adianta colocarem-na para trabalhar à distância, de casa. Costumo dizer que é mais fácil produzir com as pernas quebradas do que deprimido grave”, informa Luiz Scocca.

No que compete a trabalhadores informais, pode ser ainda pior. Por precisarem do tempo que o afastamento ou a aposentadoria conferem para tentarem se tratar, mas não terem direitos trabalhistas e previdenciários e estabilidade financeira, podem acabar necessitando da ajuda de familiares ou de outras pessoas, por não conseguirem se sustentar. Situação que aumenta o sofrimento psíquico, por gerar baixa autoestima e intensificar ansiedade, estresse e incertezas.

Como se aposentar por depressão

A concessão de aposentadoria por incapacidade permanente começa no consultório, à medida que o paciente passa por diversos tratamentos, mas não responde adequadamente a nenhum deles. “A partir daí, ele pode entrar com pedido de invalidez, se comprovar que a depressão lhe causa incapacidade total e permanente para o trabalho, ou seja, que ele não consegue exercer nenhuma atividade, mesmo que já tenha sido realocado de função ou tentado outras áreas”, informa Júlio Pereira, médico pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e neurocirurgião.

Para solicitar esses benefícios, do ponto de vista médico, é necessário apresentar laudos, receitas com todos os medicamentos que se está tomando, exames e outros documentos que comprovem o diagnóstico e as tentativas de tratamento da depressão, para depois passar por uma perícia com uma equipe de especialistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Eles avaliam o paciente, a gravidade da doença e o impacto na atividade profissional diária.

“É preciso compreender que o paciente que entra com um pedido desse apresenta uma doença muito grave e incapacitante, sem possibilidade de recuperação, e a aposentadoria vai mitigar seu problema junto com um tratamento adequado. O sujeito deixa de evoluir na carreira e de ganhar dinheiro”, informa Scocca. Às vezes, entretanto, há casos reversíveis e que podem ser revistos, se houver alguma evolução.

E se o INSS negar o pedido?

Em uníssono, os médicos entrevistados concordam que é comum peritos do INSS indeferirem pedidos de afastamento temporário ou permanente do trabalho por depressão. “É que provar, fazer uma diferenciação entre quadros verdadeiros e falsos, é complicado. Existem pessoas que simulam, causando danos aos verdadeiros depressivos, ou que mimetizam a depressão, vivem como depressivas, têm dó de si, mas não apresentam um transtorno genuíno”, diz Bottura.

Em situações como essas, é possível recorrer da decisão juntamente com advogados e pedir reavaliação e exames mais aprofundados e com menor risco de adulteração, como testes neuropsicológicos, acrescenta Pereira.

“Com dúvidas ou divergências, os peritos podem fazer entrevistas com familiares, colegas do paciente, checar se ele possui tendência suicida, outros transtornos associados, se já colocou pessoas em risco, e pedir uma avaliação colegiada, com outros médicos”, diz o neurocirurgião.

Agora, se a decisão final for desfavorável, o jeito então é buscar, de alguma forma, conciliar o estado de saúde do paciente com o exercício de suas atividades, visando sua sobrevivência, integração à sociedade, melhora relativa da qualidade de vida. “Não é simples, ou fácil, mas pode ser tentado, com outros tipos de tratamento, revisão de hábitos, acompanhamento médico constante, suporte de entes queridos. É um desafio”, conclui o psiquiatra Luiz Scocca.

Algumas medidas que podem ajudar quem tem depressão a continuar na ativa são:

Organizar a rotina, para não fazer tudo de última hora e piorar emoções negativas e sintomas como ansiedade e estresse;

Estabelecer prioridades e metas realistas, respeitando seu ritmo, evitando o excesso de horas extras e mantendo o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal;

Buscar passatempos, além de reservar tempo livre para descansar, se divertir, cuidar da espiritualidade;

Praticar atividades físicas regulares, alimentar-se de forma saudável, dormir bem, beber bastante água e evitar o consumo de álcool, cigarro, cafeína em excesso e outras drogas;

Buscar apoio emocional, ou seja, conversar com alguém de confiança sobre seus sentimentos, procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica, participar de grupos de apoio.

Informações UOL


Também é a falsa a informação de que a família fugiu de barco

Vereador Carlos Bolsonaro, do Rio de Janeiro Foto: Renan Olaz/CMRJ

A Polícia Federal nega que tenha apreendido um computador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O parlamentar foi alvo de uma operação da PF nesta segunda-feira (29), tendo sua residência oficial, seu gabinete e também a casa em Angra dos Reis, onde estava com sua família, como alvos de busca e apreensão.

A informação de que um computador da Abin estava na posse do vereador foi divulgada pela jornalista Daniela Lima, da Globo News, como se fosse uma informação oficial. Em seu blog no G1, a jornalista precisou declarar que a PF nega tudo o que ela informou na televisão.

O advogado de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também desmentiu a jornalista Daniela Lima. Ele aproveitou ainda para desmentir outra fake news lançada pela grande imprensa, de que o ex-presidente e seus filhos teriam fugido de barco antes de a PF chegar na casa de Angra dos Reis.

– Vamos arrumar a bagunça de fake news: 1- O presidente Jair Bolsonaro saiu para pescar as 5h com filhos e amigos bem antes de qualquer notícia. 2- Não foi encontrado nenhum computador de quem quer que seja na residência ou gabinete do vereador Carlos Bolsonaro. A responsabilidade com a apuração e com a notícia faz parte do jornalismo dito profissional – escreveu Wajngarten no X, antigo Twitter.

Informações Pleno News


Reprodução / Mundo Conservador

Globo confirma que a informação anteriormente divulgada de que um computador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria sido encontrado entre os pertences de Carlos Bolsonaro está incorreta. Na realidade, o computador da Abin foi encontrado na casa do militar Giancarlo Gomes Rodrigues, também alvo da operação, e ex-assessor do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou a Abin.

A Polícia Federal apreendeu o computador para realizar uma perícia e verificar quem fazia uso do equipamento. De acordo com os autos do processo, há suspeitas de que Giancarlo Gomes Rodrigues, por ordens de Alexandre Ramagem, teria realizado monitoramento injustificado do advogado Roberto Bertholdo, que possuía proximidade com os ex-deputados Joice Hasselmann e Rodrigo Maia, considerados adversários políticos do governo na época.

Giancarlo Gomes Rodrigues, militar cedido à ABIN na época dos fatos e lotado no Centro de Inteligência Nacional (CIN), operava a ferramenta First Mile, que está sob investigação. A busca e apreensão realizada em sua residência visa obter elementos relevantes para o progresso das apurações em curso.

Com informações G1


“O Hospital Estadual da Criança (HEC) informa que lamenta o ocorrido e que se solidariza aos familiares. A unidade hospitalar está disponível para prestar os esclarecimentos necessários aos familiares.
Cumprindo determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM), o HEC não comenta ou fornece informações sobre pacientes da rede de assistência estadual. Essa medida, que resguarda o paciente e equipe profissional, tem amparo no Código de Ética Médica, Capítulo IX, Artigo 75, em que é vedado “fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente”. Ainda no Artigo 73, parágrafo único, a divulgação permanece proibida “mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido”. O respaldo dessa medida de não divulgação também está na Lei de Acesso à Informação (art. 31, & 1º, I da Lei nº 12.527), norma que garante 100 anos de sigilo para informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem”.

*Ascom