
É comum que após saírem do coma, algumas pessoas experimentem confusão. Isso foi exatamente o que ocorreu com o esposo da americana Gloria. Segundo ela, seu marido recobrou a consciência afirmando sua orientação sexual como gay e, consequentemente, expressou o desejo de se divorciar. O incidente foi descrito durante o programa “Caso Cerrado”, transmitido pela Telemundo.
Jairo ficou em coma por 15 dias. Quando acordou, pediu o divórcio à esposa grávida porque “sempre foi gay”. “Minha memória está zerada, eu não sei quem ela é. Vêm uns flashes, mas logo eles desaparecem da minha mente. Não me lembro de absolutamente nada. Não me lembro quando assinei a certidão de casamento.”
A apresentadora do programa, Ana María Polo, questionou Jairo, mas o homem afirmou que não se lembra de ter uma relação com Gloria. “Eu tenho meu namorado, eu não quero ficar com mulheres, porque eu não gosto disso. Tenho alergia a mulher. Eu nasci gay. Eu só quero viver a minha vida, mas ela não deixa.”
Apesar das evidências visuais como fotos do casal e a certidão de casamento, Jairo permanece cético em relação ao relacionamento.
Isso levou a esposa a acusar o marido de estar mentindo, uma vez que os dois desfrutavam de um relacionamento estável e estavam em busca de ter filhos. Parece que tudo mudou abruptamente.
O incidente ocorreu quando Jairo, segundo o relato do casal, desmaiou devido a uma intensa constipação após esforçar-se para evacuar.
Ele foi hospitalizado e permaneceu em coma por duas semanas, perdendo a memória. O programa entrevistou o médico Moisés Irrizary, que esclareceu o caso.
“A pressão sanguínea aumenta quando alguém evacua. Se a pessoa tem alguma predisposição, pode acontecer um pequeno derrame. Podem acontecer algumas mudanças de comportamento, mas não como as que ele descreve”, afirmou o profissional.
Uma sexóloga também foi entrevistada para entender a situação. Ela acredita que Jairo tenha se relacionado com mulheres apenas para esconder sua sexualidade. “A memória ele pode recuperar, mas a orientação sexual veio de fábrica.”
Com informações de Metrópoles

Um Projeto de Lei do Poder Executivo, concedendo recomposição salarial de 4% nos vencimentos dos profissionais da Rede Municipal de Ensino e dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias, foi protocolado na Câmara Municipal de Feira de Santana na quarta-feira (20). O vereador José Carneiro (MDB) apresentou o texto na Gerência Legislativa.
A proposta, segundo ele, busca estender o reajuste às categorias não contempladas no reajuste aprovado no fim do ano passado para todas as demais categorias de servidores da Prefeitura.
De acordo com o líder da base governista, o projeto foi elaborado após reuniões com o presidente do Sindicato de Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana, Hamilton Ramos, e representantes dos agentes comunitários.
Com a proposta em mãos, José Carneiro destacou, em um breve pronunciamento no plenário, alguns de seus artigos, dentre eles, o que estabelece o efeito retroativo do reajuste a maio de 2023. A matéria segue para análise das comissões competentes, que deverão exarar parecer sobre sua constitucionalidade.
Informações O Protagonista

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Você provavelmente já ouviu, fez isso ou mesmo foi aconselhado a fazer: após sofrer uma lesão aguda (entorse, pancada forte, tendinite), deve aplicar gelo na área afetada. Novos protocolos de intervenção, no entanto, desaconselham essa prática como regra geral.
Parece contraintuitivo, pois o uso de gelo (crioterapia) causa uma diminuição na condução nervosa e vasoconstrição local (estreitamento dos vasos sanguíneos), o que alivia a dor no curto prazo e reduz a inflamação e o edema.
Então, por que é melhor não fazer isso? Para descobrir a resposta, vamos primeiro analisar o que é inflamação e se é do nosso interesse agir sobre ela.
A inflamação é um processo fisiológico normal do corpo que se recupera de uma lesão. Imediatamente após a lesão, os vasos sanguíneos se contraem para evitar a perda de sangue.
Poucos minutos depois que a ferida é tapada, o calibre e a permeabilidade desses vasos aumentam para permitir a entrada de substâncias e células imunes com efeitos inflamatórios. Esse é o momento para os neutrófilos, que são responsáveis pelo “trabalho de limpeza” da lesão.
O aumento da permeabilidade vascular, por sua vez, gera um aumento no volume de fluidos —o meio de transporte de todas essas substâncias— que chega à área. Esse inchaço é conhecido como edema e responde às necessidades fisiológicas de cura.
Quando o processo inflamatório está em seu auge, o acúmulo de substâncias produz uma série de sinais bioquímicos que iniciam a fase de proliferação ou cicatrização do tecido.
Os mesmos processos que geraram a inflamação no estágio anterior agora liberam compostos como as lipoxinas, que têm grande poder anti-inflamatório.
Além disso, de acordo com estudos recentes, os neutrófilos que vieram “limpar” a área mudam seu modo de ação durante essa fase e também têm efeitos anti-inflamatórios e regenerativos.
Em outras palavras, para que todo o processo de cicatrização ocorra corretamente, a inflamação deve seguir seu curso fisiológico.
Como esses mecanismos biológicos passaram a ser mais bem compreendidos, as estratégias para lidar com lesões agudas mudaram.
Criado em 1978 pelo médico americano Gabe Mirkin, o protocolo RICE enfatizava a crioterapia. Seu acrônimo significa Rest (repouso), Ice (gelo), Compression (compressão) e Elevation(elevação). Desde a década de 1980, ele foi substituído pelo protocolo PRICE, que acrescentou a proteção (o P) da área.
Mais tarde, em 2012, surgiu o protocolo POLICE. Esse método ainda recomendava o uso ocasional de gelo em fases muito agudas, mas oferecia uma mudança substancial no tratamento desse tipo de lesão.
Ele mudou o R de repouso para o OL de Optimal Loading (carga ótima). Ou seja, o paciente deve começar a se movimentar o mais rápido possível, começando com movimentos que não envolvam a lesão e não causem dor.
Essa estratégia de carga ideal e progressiva de atividade demonstrou que a mobilização precocee a reabilitação funcional são mais eficazes do que a imobilização e o repouso total.
Apesar da aparente eficácia dos métodos acima na redução da dor, as recaídas (recorrência de lesões antigas) são comuns. De fato, as patologias de tendão mais prevalentes são frequentemente causadas por uma falha no processo de cura. É por isso que se costuma dizer que “as entorses nunca se curam totalmente”.
Isso nos leva a 2019, quando os especialistas canadenses Blaise Dubois e Jean-Francois Esculier propuseram seu protocolo PEACE and LOVE (paz e amor).
Como principal novidade, ele sugere evitar medicamentos anti-inflamatórios (O “A” no acrônimo significa Avoidance anti-inflammatory—evitar anti-inflamatórios), incluindo aí o uso de gelo.
Essas mudanças na abordagem são uma resposta às evidências científicas. Já explicamos que a vasodilatação é necessária para que todas as substâncias essenciais para a cura cheguem no local da lesão. Presumivelmente, o gelo retardará este processo e modificará as vias ideais de cura.
Por exemplo, uma revisão sistemática de 22 ensaios clínicos publicada em 2004 já alertava que havia poucas evidências de que o gelo e a compressão tivessem algum efeito significativo na recuperação de lesões.
No mesmo ano, o especialista americano Scott F. Nadler declarou:
Embora as modalidades de tratamento quente e frio diminuam a dor e o espasmo muscular, elas têm efeitos opostos sobre o metabolismo do tecido, o fluxo sanguíneo, a inflamação, o edema e a extensibilidade do tecido conjuntivo.”
Em resumo, tanto o gelo quanto alguns medicamentos anti-inflamatórios modificam o processo inflamatório e promovem processos de recuperação ruim e fibrose. Isso pode levar a um tecido que não se regenera adequadamente e é mais suscetível a novas lesões.Continua após a publicidade
O próprio Mirkin, criador do protocolo RICE, admitiu em 2015 que “o gelo retarda a cicatrização“.
A dor nociceptiva (nociception) é a dor que sentimos em resposta a danos nos tecidos. Esse sinal de alarme gera mudanças adaptativas (como limitação de movimento e carga) para permitir a cura adequada.
Portanto, anular a nocicepção com gelo ou medicamentos anti-inflamatórios pode retardar ou piorar a lesão, pois ela não cumpre mais sua função protetora se não tirarmos aquelas horas ou alguns dias de descanso adequado.
Como conselho geral, podemos recomendar que as pessoas afetadas sigam o protocolo PEACE and LOVE e, durante a fase de reparação dos tecidos, consumam alimentos ricos em ômega-3 (EPA e DHA) e suplementem a dieta com vitamina C.
No entanto, se você tiver uma lesão grave, é melhor consultar um médico ou fisioterapeuta, que lhe dará orientações e encaminhará no processo de cura mais adequado.
Beatriz Carpallo Porcar é fisioterapeuta, corpo docente e pesquisadora dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem da Universidade San Jorge. Membro do grupo de pesquisa iPhysio na Universidade San Jorge.
Paula Cordova Alegre é corpo docente e pesquisadora dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem da Universidade San Jorge.
Este artigo foi republicado do The Conversation sob a licença Creative Commons. Leia o artigo original.
Informações UOL
Por Matheus Leitão para Veja

A revelação de que 263 bens do Palácio da Alvorada “sumidos” no final da gestão Bolsonaro estavam, na verdade, guardados este tempo todo em depósitos – segundo os jornalistas Renato Machado e Marianna Holanda – é mais um importante erro do governo Lula. E que dá forte munição à extrema-direita brasileira.
Pensem bem, leitores: era o início da nova gestão petista após os conturbados anos Bolsonaro. Lula e Janja faziam a largada do governo acusando os antecessores das condições da residência oficial, chorando as pitangas de que estava em um hotel. Mais grave ainda: apontavam o desaparecimento de um número enorme de bens do estado brasileiro.
“Levaram tudo”, disse Lula logo no início de seu terceiro mandato. Depois, ainda anunciaram a compra de peças para substituir os “bens não encontrados”. O valor? Quase R$ 200 mil.
Após todos esses atos que hoje podem ser classificados como irresponsáveis e precipitados, iniciou-se a reviravolta na “guerra dos móveis” entre o lulismo e o bolsonarismo.
Primeiramente, nova conferência feita pelo Palácio do Planalto diminuiu o número de bens sumidos de 263 para 81. Já havia sido uma vergonha que passou despercebida, mas agora piorou. E muito!
A conclusão dos trabalhos informa que nenhum dos 263 bens havia desaparecido. Nenhum. Um apenas – que fosse – já seria o suficiente para evitar o estrago. Mas a verdade é que Bolsonaro e Michelle ganharam uma baita munição. E já começaram a usar.
Informações Veja

O presidente do PL Bahia, João Roma, destacou que o partido deve caminhar ao lado das atuais gestões municipais em Camaçari e em Salvador, apoiando, nesta ordem, a eleição de Flávio Matos, apoiado pelo prefeito Elinaldo Araújo, e a reeleição de Bruno Reis na capital baiana. “Em Camaçari, vamos marchar com o prefeito Elinaldo. Focamos em fortalecer nossa chapa de vereadores e vamos marchar juntos com o candidato de Elinaldo”, disse Roma, em entrevista ao programa Linha de Frente, da TV Aratu, que será exibido na manhã desta quinta-feira (21).
Em Salvador, o dirigente apontou que, embora não tenha havido um apoio automático, a sigla apoiará a reeleição de Bruno Reis. “Cada cidade tem sua especificidade. Em Salvador, a gente tem que juntar os esforços, seguir junto na caminhada da reeleição de Bruno Reis”, destacou Roma, que chegou a cogitar uma pré-candidatura própria do PL na capital baiana. O ex-ministro da Cidadania também destacou que o PL trabalha por uma candidatura própria em Vitória da Conquista e também em Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus e Teixeira de Freitas.
“Em Vitória da Conquista, temos trabalhado na tentativa de apresentar um candidato a prefeito. Sobre Feira de Santana, é uma cidade que precisa pensar grande, olhar para frente”, comentou Roma, que ressaltou a pré-candidatura do deputado federal Capitão Alden a prefeito da Princesa do Sertão. O parlamentar, como destacou o dirigente do PL, deve fomentar o debate sobre a segurança pública.
Roma também comentou sobre a força do ex-presidente Jair Bolsonaro no cenário político nacional. “Mesmo com essa insegurança jurídica de um país onde o judiciário tem atuado com dois pesos e duas medidas, continuamos vendo um presidente Bolsonaro que contagia a multidão e é motivo de esperança para grande parte do povo brasileiro”, comentou. O ex-ministro da Cidadania entende que, com o atual governo, o país tem marchado na contramão, sem seguir as linhas de redução de impostos e de redução do estado como na gestão Bolsonaro.
“As políticas públicas apresentadas são realmente muito destrutivas. Por exemplo, furar o teto de gastos é uma mensagem muito negativa no cenário nacional”, diz Roma. Ele entende que esses desacertos de Lula encarecem o investimento no Brasil, pois enrijecem a nossa economia. Na Bahia, João Roma pontua que o governador Jerônimo Rodrigues ainda não mostrou a que veio.
“A melhora que se enxerga é o contraste dele perante a figura de Rui Costa, que era uma figura que exalava antipatia. Jerônimo busca ser uma figura mais leve, então isso talvez seja um ponto positivo; mas ambos aumentaram os impostos”, comentou Roma. Ao ser questionado sobre o incentivo ao agronegócio na Bahia, Roma destacou o péssimo estado das estradas na Bahia, além da ação do crime organizado e do aumento da invasão de terras que desestimula quem produz.
“O enfoque do governo tem sido alimentar uma insegurança jurídica, não deixando as coisas claras. Terra invadida não se torna disponível para reforma agrária”, ressaltou Roma, ao lembrar que foi o governo de Jair Bolsonaro o que mais titulou terras no Brasil, tirando do controle de movimentos de sem-terra produtores que trabalhavam, mas nunca recebiam a posse das terras habitadas.

A juíza da 12ª Vara da Fazenda de São Paulo, Paula Micheletto Cometti, negou pedido liminar para barrar utilização do Teatro Municipal de São Paulo para a entrega de título de cidadã paulistana para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O evento está confirmado para a próxima segunda-feira (25), das 18h às 22h. A magistrada determinou intimação da Prefeitura de São Paulo e da Câmara de São Paulo na decisão. O pedido para proibir a sessão solene foi feito pela deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) e a assessora parlamentar e ativista em direitos humanos Amanda Marques Paschoal.
De acordo com a decisão da juíza, não há provas de que o evento no Teatro Municipal causará custo extra ao Município.
– Não há elementos suficientemente seguros para, já nesse momento processual, afirmar que a conduta de realizar a cerimônia para entrega de título de cidadão paulistano no Teatro Municipal de São Paulo implicará em gastos extras ao Poder Público, sobretudo, considerando que não há prova concreta nesse sentido. Ademais, a alegação de que há dano moral pelo desvio de finalidade do patrimônio protegido merece, como ressaltou o ilustre representante do Ministério Público, maior dilação probatória – citou na decisão da última segunda (18).
A deputada federal Érika Hilton e a assessora Amanda Paschoal alegaram na inicial da ação que o evento deveria ser realizado na Câmara de São Paulo e não no Teatro Municipal. Elas afirmaram ainda que o custo com a mudança de local pode chegar a R$ 100 mil (valor de aluguel da Sala de Espetáculos) e a sessão pode ser relacionada a questões eleitorais. A Prefeitura de São Paulo disse anteriormente que o evento ocorrerá sem custos ao erário público.
No site da Câmara de São Paulo, já está previsto na agenda o evento no Teatro Municipal. A sessão não ocorrerá na sede do Poder Legislativo porque outras três homenagens ocorrerão no dia, uma delas no mesmo horário da sessão solene para conceder o título de cidadã paulistana a Michelle Bolsonaro. Os vereadores paulistanos vão realizar sessões pelo dia do gerontólogo e homenagem aos “motoristas cinco estrelas”. Haverá ainda encontro de gabinete de vereador com trabalhadores de serviços viários. O dia da água também não passará sem homenagem no dia 25, no entanto, não há local definido na agenda.
A promotora de Justiça Claudia Cecilia Fedeli se manifestou contra a liminar por falta de conteúdo probatório. Ela, no entanto, sustentou na manifestação que eventuais danos materiais ao patrimônio público podem ser reembolsados no futuro.
– No que tange à alegada propaganda eleitoral antecipada, entendo tratar-se de matéria que foge à esfera da Justiça Comum, devendo ser objeto de questionamento junto à Justiça Eleitoral – disse a promotora.
A honraria a Michelle Bolsonaro foi aprovada pela Câmara paulistana em novembro de 2023. O autor do pedido, vereador Rinaldi Digilio (União Brasil), argumentou que Michelle é “engajada em políticas sociais, com atenção especial para as doenças raras”.
*AE
Foto.: Zack Stencil / PL

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) encaminhou uma manifestação à Justiça com o pedido de retirada da estátua que homenageia Daniel Alves, em Juazeiro.
Em nota, o MP-BA informou que o Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) do órgão recebeu a manifestação feita por uma militantes na defesa dos direitos humanos e residente do município, e encaminhou para a Promotoria de Justiça da comarca de Juazeiro para análise e adoção das medidas cabíveis.
Nesta quarta-feira (20), a Justiça de Barcelona aceitou o pedido de liberdade provisória de Daniel Alves. A estátua fica onde o ex-jogador, condenado por estupro em fevereiro, nasceu.
*Metro1
Foto: Portal Preto no Branco

A dengue tornou-se um tópico de discussão na imprensa americana e europeia devido à crise no Brasil. Uma reportagem do site americano Vox ensina como pronunciar uma palavra que pode ser nova para os leitores: “pronuncia-se DEN-gay”, diz o texto, originalmente em inglês.
O número de casos de dengue em 2024 no país é recorde na série histórica oficial, com o total registrado (casos prováveis e confirmados) se aproximando dos 2 milhões em meados de março, segundo o Ministério da Saúde.
As reportagens estrangeiras discutem principalmente o que o avanço recorde de casos de dengue no Brasil e em outros lugares significa para a saúde global nos próximos anos. O New York Times fala em “prenúncio de uma crise de saúde para as Américas” e o Washington Post, que chama a crise de dengue no Brasil de “impressionante”, diz que é “um alerta para o mundo”.
A reportagem do site Vox sobre o tema destaca que a velocidade “sem precedentes” do avanço da dengue no mundo é um “exemplo preocupante de como as mudanças climáticas e as tendências demográficas do século 21 podem rapidamente transformar um problema de saúde pública numa assustadora crise de saúde global”. A reportagem menciona a ocorrência da dengue em outros países, como Bangladesh, e menciona que o Brasil viu no início de 2024 “a propagação mais rápida do vírus já registrada no país”.
A reportagem destaca ainda que as mudanças climáticas e a rápida urbanização em regiões em desenvolvimento são fatores que, segundo os especialistas, colaboram para o avanço da dengue. “Essas duas tendências devem se intensificar nos próximos anos – o que significa que os atuais surtos de dengue, que bateram recordes, podem ser apenas uma amostra do futuro.” As temperaturas mais altas e as mudanças nos padrões climáticos facilitam a proliferação dos mosquitos transmissores da dengue, diz a reportagem, após referência à Organização Mundial da Saúde (OMS).
*Metro1
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A mansão onde Glória Maria morou no Rio de Janeiro foi colocada à venda pela quantia de R$ 13 milhões.
O imóvel, localizado em uma área nobre da capital fluminense, também está disponível para locação. De acordo com o corretor, o aluguel da mansão é de R$ 50 mil. O valor do condomínio é R$ 800 e o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) R$ 3.500 ao mês.
A casa que pertenceu a jornalista possui 1.100 m² e conta com cinco quartos com quatro suítes e nove banheiros. Divida em três andares, a mansão conta ainda com uma biblioteca, salão de jogos, academia, bar, piscina, sauna, e garagem para cinco carros.

Adriano Machado-12.12.2022/Reuters
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (20) que o presidente Lula (PT) fez “falsa comunicação de furto” ao apontar que alguns móveis do Palácio da Alvorada estavam faltando após mudança da família Bolsonaro no final de 2022.
“Todos os móveis estavam no Alvorada. Lula incorreu em falsa comunicação de furto”, disse Bolsonaro no X, antigo Twitter.
Como revelou a Folha nesta quarta-feira (20), a Presidência da República encontrou todos os 261 bens do patrimônio do Alvorada que estavam desaparecidos e que foram motivo de troca de farpas entre os casais presidenciais Lula da Silva e Bolsonaro.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), após publicação da reportagem, disse que a busca pelos móveis revelou descaso com a manutenção do patrimônio, sem citar diretamente a família Bolsonaro.
“Os trabalhos foram finalizados somente em setembro do ano passado, quando todos os bens foram encontrados em dependências diversas da residência oficial. Ou seja, houve um descaso com onde estavam esses móveis sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente”, diz a nota.
O levantamento do patrimônio do Palácio da Alvorada pela Comissão de Inventário Anual da Presidência da República havia apontado preliminarmente, ainda em 2022, que 261 bens citados não haviam sido localizados durante os trabalhos.
Já início do governo Lula, em 2023, a Presidência da República afirma que uma nova conferência havia sido realizada e o número de bens desaparecidos diminuiu para 83.
O relatório final da comissão foi concluído só em setembro do ano passado, quando se contatou que nenhum móvel ou bem do patrimônio do Palácio da Alvorada estava extraviado.
A Folha questionou a Secom em qual local específico do Alvorada os móveis foram encontrados. A secretaria disse que eles estavam “nas diversas dependências” do palácio, sem fornecer mais detalhes. De acordo com pessoas com conhecimento do tema, boa parte estava em um depósito.
A disputa teve início durante a transição de governo, no início do ano passado, quando Lula e a primeira-dama Janja reclamaram das condições da residência oficial e apontaram que alguns móveis do patrimônio estavam faltando quando Bolsonaro e sua mulher Michelle Bolsonarose mudaram do local.
Durante um café da manhã com jornalistas, afirmou que Jair Bolsonaro e sua mulher Michelle “levaram tudo”.
“Não sei se eram coisas particulares do casal, mas levaram tudo. Então a gente está fazendo a reparação, porque aquilo é um patrimônio público”, afirmou o presidente, que ainda retomou o tema instantes depois.
“Pelo menos a parte de cima [do palácio], está uma coisa como se não tivesse sido habitada, porque está todo desmontado, não tem cama, não tem sofá. Possivelmente, se fosse dele, ele tinha razão de levar mesmo. Mas, ali é uma coisa pública”, completou.
A ausência dos móveis também havia sido um dos motivos alegados pelo novo governo para o gasto de R$ 196,7 mil em móveis de luxo, como revelado pela Folha.
Sem licitação, foram adquiridos de uma loja de um shopping de design e decoração em Brasília uma cama, dois sofás e duas poltronas. Em outra loja, o governo comprou um colchão king size.
Os gastos mais altos foram com o sofá com mecanismo elétrico (reclinável para a cabeça e os pés), que custou R$ 65,1 mil e com uma cama de R$ 42,3 mil.
Na época, questionadas sobre essas compras, a Presidência soltou uma nota para justificar o gasto.
“Em janeiro deste ano [2023], a curadoria das residências oficiais identificou que 261 móveis do Alvorada estavam desaparecidos. Após três meses de procura, 83 móveis ainda não foram encontrados. A ausência de móveis e o péssimo estado de manutenção encontrado na mobília do Alvorada exigiram a aquisição de alguns itens.”
Ao ser questionada agora, se aquela compra foi precipitada, considerando que os móveis não foram extraviados, o governo afirma que todos os motivos e justificativas para a aquisição dos bens foram expressos nos canais oficiais, com suas respectivas fundamentações legais.
“Cabe ressaltar ainda que os bens adquiridos passaram a integrar o patrimônio da União e serão utilizados pelos futuros chefes de Estado que lá residirem”, informou a Presidência.
Procurada agora pela reportagem, a ex-primeira-dama Michelle afirmou à Folhaque o caso do sumiço dos móveis era uma “cortina de fumaça”.
“Durante muito tempo esse governo quis atribuir a nós o desaparecimento de móveis do Alvorada, inclusive insinuando que eles teriam sido furtados na nossa gestão. Na verdade, eles sempre souberam que isso era uma mentira, mas queriam uma cortina de fumaça para tirar o foco da notícia de que eles gastariam o dinheiro do povo para comprar móveis novos por puro capricho”, afirma, por meio de nota.
Folha