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Um ônibus com 35 passageiros pegou fogo nesta quinta-feira (12), no km 555 da BR-324, perto do entroncamento de Santo Amaro, sentido Feira de Santana. O veículo parou no acostamento após uma pane elétrica, e as chamas se espalharam rapidamente.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), informou que nenhum passageiro ou o motorista se feriu. Os passageiros já seguiram viagem, e o motorista também. A equipe da PRF ainda atende a ocorrência e um guincho foi acionado para remover o veículo, que permanece no local.

O coletivo fazia o trajeto intermunicipal Bom Jesus dos Pobres x Feira de Santana. Câmeras de segurança registraram o ônibus parado no acostamento, já tomado pelo fogo, enquanto motoristas passavam pela rodovia.

A PRF orienta que os motoristas redobrem a atenção no trecho e segue monitorando a situação.

*Metro1


Salvador inicia esta quinta-feira (12) com sol entre nuvens e temperaturas variando entre 24 °C e 30 °C. O início oficial do Carnaval será marcado por calor típico do verão baiano, com sensação de abafamento ao longo do dia.

Segundo o Climatempo, a previsão indica pancadas de chuva rápidas entre a manhã e a tarde. O volume pode chegar a 15 milímetros, com chance elevada de precipitação, mas sem indicativo de temporais na capital.

A umidade permanece alta e os ventos sopram de forma moderada, mantendo o padrão instável de fevereiro. Mesmo com possibilidade de chuva, o tempo segue favorável para os foliões, já que as pancadas tendem a ser passageiras e podem aliviar o calor.

Nos próximos dias de Carnaval, a tendência é de temperaturas entre 28 °C e 30 °C, com mínima próxima de 24 °C e alternância entre sol e chuvas isoladas. O clima deve continuar úmido e típico do verão no litoral baiano.

*Metro1
Foto: Reprodução/ Shutterstock


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse a interlocutores que recebeu valores da empresa Maridt, que integrou o quadro de proprietários do Tayayá Resort, por ser sócio do negócio ao lado de familiares. A explicação surgiu após a Polícia Federal (PF) passar a investigar repasses financeiros ligadas ao caso.

Segundo Toffoli, a Maridt é uma empresa familiar da qual ele participa há anos. O nome dele não aparece em registros públicos porque a companhia é uma sociedade anônima em um modelo no qual a lista de acionistas não é divulgada. Apenas dois irmãos do ministro figuram formalmente como administradores.

A empresa possuía 33% do Tayayá Resort e vendeu sua participação em 2021 ao fundo Arleen, ligado à estrutura financeira associada ao Banco Master. De acordo com o magistrado, os valores recebidos decorrem dessa operação e foram lícitos, declarados à Receita Federal e com origem e destino rastreáveis.

Toffoli também afirmou que, posteriormente, o próprio fundo teria revendido as ações do resort a terceiros, obtendo lucro. O ministro ressaltou ainda que, no exercício de sua função no Supremo, deferiu pedidos da Polícia Federal em investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo medidas como buscas e apreensões.

SOBRE OS REPASSES
Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionam supostos pagamentos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, que consta em perícia concluída nesta quarta-feira (11), foi divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

De acordo com apuração da CNN Brasil, autoridades públicas aparecem citadas em conversas extraídas dos aparelhos do banqueiro. Em alguns trechos, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também é investigado, faz referência a transferências de valores que estariam relacionadas ao magistrado.

Investigadores relataram à CNN que o próprio Toffoli também teria feito menções a pagamentos, mas de forma cifrada. A linha de apuração da PF busca esclarecer se eventuais repasses teriam origem em uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá, empreendimento frequentado pelo ministro e que pertenceu a seus irmãos.

O gabinete de Dias Toffoli se manifestou e afirmou que o pedido de suspeição do ministro, formulado no contexto das investigações sobre o banco, se baseia em “ilações” e não possui respaldo jurídico. Segundo a nota, a Polícia Federal não teria legitimidade para requerer a medida por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

A defesa de Daniel Vorcaro também se pronunciou e demonstrou preocupação com o que classificou como vazamentos seletivos de informações. Em nota, os advogados afirmam que a divulgação de trechos das investigações gera “constrangimentos indevidos”, favorece “a construção de narrativas equivocadas” e prejudica o direito de defesa.

– A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, destacando que o esclarecimento completo das questões em análise depende de apuração técnica, equilibrada e conduzida com respeito às garantias fundamentais – dizem os advogados de Vorcaro.

Confira, na íntegra, a nota emitida pelo ministro sobre o caso na manhã desta quinta-feira (12):

A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.

O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.

A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.

*Pleno.News
Fotos: Nelson Jr./SCO/STF // Divulgação/Tayayá (site)


Carnaval de Salvador vai ser oficialmente inaugurado no Campo Grande, circuito Osmar

Foto: Bruno Concha

O Carnaval de Salvador será oficialmente inaugurado nesta quinta-feira (12), com uma programação especial nos principais circuitos da folia. Assim como em 2025, a festa momesca de 2026 terá um tema especial dedicado aos 110 anos do samba, gênero musical que nasceu com a música “Pelo Telefone”, de autoria dos músicos Donga e Mauro de Almeida.

A abertura oficial do Carnaval será feita por volta das 18h desta quinta-feira, com a chave da cidade sendo entregue ao Rei Momo, durante cerimônia que ocorre no Campo Grande, no tradicional circuito Osmar. Na sequência, Xanddy Harmonia inaugura a festa com seus convidados para as apresentações.

Entre os convidados do cantor estão Mariene de Castro, Márcio Victor, Ganhadeiras de Itapoan, entre outros. O primeiro dia de Carnaval ainda terá a Pipoca Mudei de Nome, além de apresentações de La Fúria, Daniela Mercury, Jau e diversos blocos.

Confira toda a programação:

Circuito Osmar 

17h30 – Abertura oficial do Carnaval (Pranchão com Xanddy Harmonia e sambistas convidados)

Mudei de Nome

Gilmelândia

La Fúria

Luiz Caldas

Alexandre Peixe

A Mulherada

Daniela Mercury

Jau

Uel Cantor

Alerta Geral (Fred Gramacho, Swing de Fora, Anderson Bombom, Davi e Arlindinho)

É o Tchan (Bloco Pagode Total)

Nelson Rufino, Batifun e Eduardinho Fora da Mídia (Bloco Amor e Paixão)

Tonho Matéria (Bloco Afro Mangangá/Bloco da Capoeira)

Banda Bankoma

Alobened

Samba Trator, Eduardo Duller e Fuzukda (Bloco Proibido Proibir)

Jorge Fogueirão e Dan Mocidade (Bloco Fogueirão)

DDN e Samba e Suor (Bloco Samba & Folia)

Escandurras

Bjú de Milho (Trio do Comcar)

Adão Negro (Reggae o Bloco)

Sambaiana

Chicana

Circuito Dodô 

15h30 – Banda Papa (Baby Léguas)

16h00 – Bell Marques (Bloco da Quinta)

16h40 – Theuzinho (Bloco Siri com Todi)

17h – Tô Ligado

17h20 – Babado Novo (Bloco Uau! / Chá da Alice)

18h00 – Araketu / Fissura

18h20 – Solange Almeida

18h40 – Léo Santana

19h00 – Parangolé

19h20 – Psirico

19h40 – Tony Salles

20h00 – Margareth Menezes (Bloco Os Mascarados)

20h20 – Banda Cheiro

20h40 – Timbalada

21h00 – Pedro Sampaio

21h20 – Ludmilla (Projeto Frevo da Lud)

21h40 – Carlinhos Brown

22h00 – O Kannalha

22h20 – Marinho (Bloco Universitário)

22h40 – Guig Ghetto

23h00 – Vina Calmon

23h20 – Tatau

23h40 – Fantasmão

00h00 – Thiago Aquino

00h20 – Makonnen Tafari (Nova Saga)

00h40 – Papazzoni / Thomé Viana / Banda Ragga (Banana Reggae)

01h00 – Banda Chica Fé

01h20 – Hiago Danadinho

Informações Bahia.ba


Essa é a terceira vez que o cantor vem a Bahia

Foto: Reprodução / Redes sociais

Shawn Mendes está de volta a Salvador e pronto para curtir o Carnaval. O cantor canadense desembarcou na capital baiana na noite desta quarta-feira (11) no aeroporto da cidade e saiu por uma porta lateral. Ainda na aeronave, uma fã gravou o vídeo do momento do desembarque, onde o cantor aparece se preparando para descer.

Ainda na quarta, o músico foi visto embarcando em um voo no aeroporto do Galeão, acompanhado da namorada, a atriz Bruna Marquezine. O casal, que já tinha passado o ano novo juntos e sido flagrados em clima de romance diversas vezes, não confirmou oficialmente o relacionamento. 

Essa é a terceira vez que Shawn vem a Salvador, onde tem aproveitado umas “férias”. Entre suas visitas, o cantor esteve hospedado na casa da cantora Ivete Sangalo. Ainda não se sabe qual vai ser a programação da folia de Shawn e Bruna, mas a expectativa é que curtam a festa no trio de Ivete.

A cantora vai se apresentar no Circuito Dodô (Barra/Ondina) no sábado (14) e na segunda (16), já na terça-feira (17), ela vai puxar a Pipoca da Veveta no circuito Osmar (Campo Grande). Ela ficou de fora da abertura do Carnaval deste ano.

Informações Bahia.ba


Alfredo Gaspar disse que ‘o Brasil não aguenta mais esse tráfico de influência’

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros com relação direta com o Master | Foto: Reprodução/X

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, comentou as recentes revelações sobre troca de mensagens entre o ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, dono da instituição bancária. 

Além disso, o celular do banqueiro, periciado pela Polícia Federal, mostra pagamentos do Master a Toffoli — admitidos pelo ministro. Ele disse que se referem à venda do Tayayá Resort, de sua família, a fundo ligado a Master. 

Para Alfredo Gaspar, “essa relação não institucional está devidamente explicada no pedido de suspeição” feito pelo PF ao presidente do STF, Edson Fachin. O pedido foi formulado depois que os agentes encontraram as mensagens que comprometem Toffoli. 

Até agora, Dias Toffoli tem se recusado a deixar a relatoria do caso. Ele tem sido criticado por medidas adotadas no caso, como a decretação de sigilo absoluto. Gaspar lembrou que o ministro impediu a CPMI do INSS de acessar as provas do caso. “É um absurdo que o ministro Dias Toffoli não tenha permitido o acesso da CPI aos dados telemáticos do senhor Vorcaro, o presidente do Banco Master”, declarou. 

Toffoli até mesmo impediu que as provas recolhidas na segunda fase da operação sobre o Master — quando o celular de Vorcaro foi apreendido — fossem levadas para a PF. Mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, ficar com o material e escolheu os peritos da PF que participariam da análise do material. 

Gonet, mesmo com os fortes indícios, revelados pela imprensa, de que Toffoli tinha relação com Vorcaro por meio do Tayayá, não pediu a suspeição do ministro. Ele arquivou pedidos com esse teor. 

“Mais ministro envolvido”, diz Gaspar

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

No vídeo no qual comentou a relação de Toffoli com o Master, Alfredo Gaspar também disse que “tem mais ministro envolvido”. “O Brasil não aguenta mais esse tráfico de influência e tem mais ministro envolvido”, declarou, sem citar nomes. “Nós precisamos esclarecer os fatos e passar os poderes constituídos a limpo.”

Outro nome de ministro relacionado ao Master é o de Alexandre de Moraes, cuja mulher, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o banco de Vorcaro no valor de R$ 129 milhões, valor considerado inexistente na advocacia brasileira. Além disso, há apenas duas ações judiciais nas quais Viviane atuou para o Master.

Paralelamente a isso, Moraes teria se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar sobre a liquidação do banco cliente de sua mulher. O portal Metrópoles afirmou que o ministro visitou a mansão de Vorcaro em Brasília ao menos duas vezes. A suspeita é de que Moraes atuou como lobista, e os pagamentos foram feitos ao escritório de advocacia da família.

Informações Revista Oeste


Gabinete do magistrado afirmou que pedido de suspeição do ministro se baseia em “ilações”

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal Foto: Gustavo Moreno/STF 

Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionam supostos pagamentos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, que consta em perícia concluída nesta quarta-feira (11), foi divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

De acordo com apuração da CNN Brasil, autoridades públicas aparecem citadas em conversas extraídas dos aparelhos do banqueiro. Em alguns trechos, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também é investigado, faz referência a transferências de valores que estariam relacionadas ao magistrado.

Investigadores relataram à CNN que o próprio Toffoli também teria feito menções a pagamentos, mas de forma cifrada. A linha de apuração da PF busca esclarecer se eventuais repasses teriam origem em uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá, empreendimento frequentado pelo ministro e que pertenceu a seus irmãos.

O gabinete de Dias Toffoli se manifestou e afirmou que o pedido de suspeição do ministro, formulado no contexto das investigações sobre o banco, se baseia em “ilações” e não possui respaldo jurídico. Segundo a nota, a Polícia Federal não teria legitimidade para requerer a medida por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

A defesa de Daniel Vorcaro também se pronunciou e demonstrou preocupação com o que classificou como vazamentos seletivos de informações. Em nota, os advogados afirmam que a divulgação de trechos das investigações gera “constrangimentos indevidos”, favorece “a construção de narrativas equivocadas” e prejudica o direito de defesa.

– A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, destacando que o esclarecimento completo das questões em análise depende de apuração técnica, equilibrada e conduzida com respeito às garantias fundamentais – dizem os advogados de Vorcaro.

Informações Pleno News


Corte afirmou que o prazo dado pelo ministro do STF sobre o tema não é “razoável”

Flávio Dino, ministro do STF Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta quarta-feira (11), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento dos “penduricalhos”, benefícios concedidos a servidores públicos e que ultrapassam o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil. No agravo apresentado à Corte, o presidente do Tribunal, Francisco Loureiro, e a advogada do TJ-SP, Solange Sugano, apontam que o prazo dado por Dino para a revisão e suspensão do pagamento dessas verbas indenizatórias não é “razoável”.

A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino na semana passada e vale para os Três Poderes, que terão um prazo de 60 dias para revisar os pagamentos. Na ocasião, o magistrado apontou um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição e citou entre os exemplos o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”.

Ao questionar a decisão, o TJ-SP a chamou de “imprópria” e “inadequada”, além de afirmar que “não é possível, à Suprema Corte, mediante decisão aditiva, fixar o regramento aplicável, expedindo, com pronta eficácia, provimento normativo temporário”. Para a Corte, Dino “ultrapassou em muito os limites objetivos da causa de pedir e do pedido, que, na reclamação, são delimitados e taxativos”.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo também pediu que, caso Dino não reveja sua decisão, aumente para 18 meses o prazo para que o Congresso Nacional edite leis que tratem dessas verbas.

Informações Pleno News


Investigação aponta vendas fictícias, uso indevido de dados e prejuízo milionário aos cofres públicos

Segundo apuração, investigados simulavam a venda de medicamentos que nunca chegavam aos pacientes | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Segundo apuração, investigados simulavam a venda de medicamentos que nunca chegavam aos pacientes | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal revelou um esquema de fraudes milionárias no programa Farmácia Popular, uma das principais políticas públicas de acesso a medicamentos no país. A ação mobilizou equipes em diversos Estados e mirou empresas e pessoas suspeitas de integrar uma rede estruturada para desviar recursos federais.

Batizada de “Over the Counter/Sem prescrição”, a ofensiva cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de bens de investigados. A suspeita é de que o grupo tenha provocado prejuízo que pode chegar a R$ 30 milhões aos cofres públicos, por meio de mecanismos considerados sofisticados de fraude.

PF: vendas fictícias e uso indevido de dados

Segundo as investigações, o esquema funcionava com a simulação de vendas de medicamentos que nunca chegaram aos pacientes. Farmácias credenciadas ao programa registrariam transações fictícias para obter reembolsos do governo federal. Para dar aparência de legalidade às operações, os suspeitos teriam usado nomes e CPFs de terceiros sem autorização.

Em alguns casos, o grupo comprava CNPJs de estabelecimentos já habilitados no sistema e transferia a titularidade para pessoas exploradas como “laranjas”. A partir daí, eram lançadas vendas inexistentes no sistema do programa, o que garantia o recebimento indevido de valores públicos.

A investigação começou após denúncias de cidadãos que identificaram o uso irregular de seus dados pessoais em compras de medicamentos que nunca fizeram. Esse tipo de prática levantou suspeitas sobre a dimensão do esquema e acelerou a atuação das autoridades.

As diligências ocorreram simultaneamente em diferentes regiões do país, com cumprimento de ordens judiciais em cidades de pelo menos quatro Estados. Além das buscas, houve bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados, medida considerada essencial para evitar a dissipação do patrimônio.

O programa Farmácia Popular opera com base no ressarcimento a farmácias credenciadas, depois da confirmação da venda de medicamentos. É justamente esse modelo que teria sido explorado pelo grupo, que registrava operações falsas para receber pagamentos do governo.

A atuação integrada entre PF, CGU e Receita Federal busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também reforçar o controle sobre o sistema. O objetivo é evitar novas fraudes e proteger recursos destinados ao atendimento da população que depende de medicamentos subsidiados ou gratuitos.

Informações Revista Oeste


O pré-candidato à presidência pelo PL disse, em conferência, que não acredita na possibilidade de o PSD chegar ao segundo turno

Flávio Bolsonaro conferência BTG
Flávio Bolsonaro participou de evento do BTG | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou, nesta quarta-feira, 11, que a próxima eleição presidencial vai representar a escolha entre o “caminho da prosperidade” e o “caminho das trevas”, referindo-se ao governo do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Segundo ele, sua eventual vitória poderia encerrar a polarização política por falta de novas lideranças no campo petista. Flávio comparou Lula a um “Opala velhão”, afirmando que o presidente representaria um modelo “atrasado e ultrapassado”.

Flávio deu as declarações durante o encerramento da CEO Conference 2026, organizada pelo banco BTG Pactual, da qual participou por teleconferência. Ele também apresentou diretrizes de seu plano de governo. Em sua explanação, para a jornalista Amanda Klein, o senador conciliou os conceitos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, com a promessa de um diálogo entre as instituições.

O parlamentar analisou as articulações partidárias para as próximas eleições. Ele não vê a terceira via, no caso o PSD, com força para se tornar uma opção à polarização entre o campo de aliados do ex-presidente Bolsonaro e o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Todo mundo está vendo que há uma clara opção, por parte da grande maioria do eleitorado, que coloca Flávio Bolsonaro e o candidato ‘das trevas’ com pisos muito altos”, declarou Flávio. “Mas, tenho certeza de que essa possível terceira via, não estando, não passando para o segundo turno, não vai caminhar com o Lula também.”

O senador considera que partidos do Centrão com os quais mantém interlocução não deverão se alinhar ao PT. Ele citou conversas com dirigentes como Ciro Nogueira (PP), Antônio Rueda (União Brasil), Gilberto Kassab (PSD), Renata Abreu (Podemos) e Marco Pereira (Republicanos). Segundo ele, as legendas ainda avaliam os impactos de eventuais alianças nacionais sobre suas estratégias regionais.

O pré-candidato destacou que o processo de definição de apoios segue o calendário político, lembrando do prazo de 5 de abril. Trata-se da data-limite para a desincompatibilização de chefes do Executivo, como momento decisivo para maior clareza sobre o quadro eleitoral. 

Flávio disse que vai respeitar partidos que optarem por candidaturas próprias e trabalhar para ampliar sua base de apoio, descrevendo o movimento como uma “caminhada da vitória”. Ele considerou “acertada” a escolha de seu nome como candidato a presidente, defendida por seu pai, em lugar de Tarcísio. Baseou-se, para tanto, nos resultados das últimas pesquisas, que, segundo ele, indicaram um crescimento “consistente e irreversível” de sua candidatura.

Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, por exemplo, ele é o candidato com menor diferença em relação a Lula no segundo turno, com 43% para o presidente e 38% para Flávio. A diferença, que era de sete pontos em janeiro e de dez pontos em dezembro, caiu para cinco. Flávio disse que espera pelo apoio de Tarcísio, a quem chamou de “genial.”

“Todo mundo estava apostando que o Tarcísio seria o candidato indicado pelo presidente Bolsonaro”, ressaltou. “Ele aparecia nas pesquisas com números melhores do que os do Flávio Bolsonaro. Só que se passaram esses dois meses e várias pesquisas já mostram isso com relação a mim.”

Sobre a possibilidade de Romeu Zema (Novo) ser candidato a vice-presidente em sua chapa, Flávio disse não ter conversado sobre isso com o atual governador de Minas Gerais. Ele admitiu que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terá participação na definição do nome de um aliado de Bolsonaro ao governo daquele Estado, apesar de não ter confirmado que Nikolas será o candidato.

Flávio Bolsonaro e o plano de governo

Em relação ao seu plano de governo, Flávio combinou a defesa de uma agenda liberal com um discurso rigoroso na segurança pública. Ele falou em corte de gastos. “Nossa proposta é um tesouraço”, afirmou Flávio. “O Brasil precisa de previsibilidade. O atual arcabouço fiscal é baseado em mentiras que visam apenas aumentar a arrecadação para sustentar gastos populistas.”

Outra meta de Flávio é ampliar sua projeção para além do eleitorado tradicional dos aliados do ex-presidente Bolsonaro. Em sua apresentação, Flávio realçou ainda a importância do investimento em Educação básica, como solução para que jovens não sejam recrutados pelo crime e encontrem uma “rampa de saída” social.

O senador acrescentou que pretende introduzir uma diplomacia pragmática. Ele não se referiu a expectativas de apoio do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA). No entanto, destacou que busca dialogar com todas as potências (EUA, China, Israel e mundo árabe). Definiu, nesta estratégia, o Brasil como o “celeiro do mundo”, em função também do potencial de receber investimentos árabes em infraestrutura caso, segundo ele, a segurança jurídica seja restaurada.

Informações Revista Oeste