Economista Mariana Mazzucato destaca ainda benefícios sociais da festa

© Tânia Rêgo/Agência Brasil
O retorno para a economia de cada real investido em cultura e artes – o que inclui o Carnaval – é maior que o de investimentos em algumas áreas tradicionais da indústria, como a automobilística. Em entrevista à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para estudar a economia criativa em torno da folia, a economista ítalo-americana Mariana Mazzucato destacou a potência da maior festa brasileira.

“O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato.
“No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”.
No Brasil, enquanto um real investido em cultura pode render R$ 7,59 em retorno para sociedade por meio de empregos e renda, um real investido no setor de automóveis e caminhões tem um impacto multiplicador de R$ 3,76, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Uma das mais influentes economistas do mundo, a autora do livro O Estado Empreendedor acrescentou que o Carnaval traz benefícios sociais, de bem-estar e saúde mental para diversas comunidades, muitas delas vulneráveis.
“Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor da coesão social, do senso de identidade e patrimônio”.
Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para conhecer a economia por trás das festas, e promete ir para Recife na próxima visita.
A economista lidera pesquisa da University College London (UCL), com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que investiga o papel das artes e da cultura para o desenvolvimento econômico de um país.
Ao passar por Brasília para reuniões com gestores públicos federais, Mazzucato defendeu que o Carnaval seja o centro de uma plataforma para expandir no Brasil a economia criativa, que é um modelo de negócios baseado no capital intelectual, cultural e na criatividade para gerar emprego e renda.
A economista ainda questionou a tese de que “não há dinheiro” para investimentos em cultura; lembrou que o setor contribui para redução da criminalidade; e alertou para os riscos de o Carnaval gerar mais concentração de renda.
“Devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso [ao Carnaval]? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro? Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestidos nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade?”, questionou.
A visita ao Brasil é parte de parceria com Ministério da Cultura para elaborar indicadores econômicos que auxiliem o governo brasileiro a construir políticas públicas que impulsionem a economia em torno do Carnaval, da cultura e das artes.
Agência Brasil: Sua pesquisa afirma que as artes e a cultura são essenciais, e não periféricas, para o desenvolvimento econômico. Em um país como o Brasil, como a cultura, a arte e o Carnaval podem impulsionar a prosperidade econômica?
Mazzucato: O que venho defendendo é que não devemos pensar em crescimento ou desenvolvimento em nível setorial, na indústria ou outro setor. Devemos pensar em missões, por exemplo, saúde para todos, uma economia mais sustentável e inclusiva, e questionar o que isso significa para todos os diferentes setores da economia.
O Carnaval é um microcosmo. Acontece em uma época específica do ano, mas, na verdade, durante o ano todo existe uma incrível cadeia de atividades nas áreas artísticas e culturais, seja música e percussão, canto, fantasias, trajes, seja o incrível desfile.
A própria escola de samba é uma oportunidade incrível para o desenvolvimento de habilidades, para a formação de redes de contatos, para o aumento da autoconfiança e para que as pessoas se sintam mais valorizadas.
É verdade que o setor cultural tem um alto poder multiplicador, pois envolve muitas pessoas, mas seu impacto é muito mais amplo.
Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor, da coesão social, do senso de identidade e de patrimônio.
Agência Brasil: Você tem defendido que o papel das artes e da cultura na economia é subestimado por governos e especialistas. Por quê?
Mazzucato: Para cada real investido, o retorno para a economia como um todo é maior do que na indústria automobilística. Isso é verdade globalmente: o investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional.
No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências.
Mas acho que, no fim das contas, devemos admitir que talvez não nos importemos o suficiente com as artes e a cultura e é, por isso, que não investimos nelas. Não é porque não haja nenhum relatório econômico dizendo que deveríamos.
Agência Brasil: Alguns especialistas defendem limites fiscais rigorosos para gastos públicos. Isso obstrui a capacidade de impulsionar a economia criativa em torno do Carnaval?
Mazzucato: É interessante ver que para guerras e Defesa, o dinheiro surge do nada. Ninguém diz: “Ah, primeiro precisamos da arrecadação de impostos e depois investimos”. Eles usam acordos de compra antecipada porque há um objetivo.
Eles não criam essas narrativas falsas de que “ah, não há dinheiro”. Mas, em outras áreas, como educação, saúde e cultura, de repente dizemos: “Ah, não há dinheiro”. Ou dizemos que se você investir mais em saúde, deve investir menos em educação, ou mais em educação, menos em cultura.
Essas são maneiras falsas de entender a economia. Ao ter metas estratégicas, ousadas e inspiradoras que exigem investimento em diferentes áreas, você pode catalisar e expandir a capacidade produtiva de uma economia. Mesmo que custe dinheiro, o PIB acaba aumentando.
A questão é: em que estamos investindo? E eu acho que a cultura é muito importante como um setor ─ teatro e artes visuais, Carnaval e toda essa cadeia de atividades. Devemos investir nisso para nos ajudar a reimaginar o propósito da economia.
Agência Brasil: Qual o papel das artes e da cultura para a segurança pública?
Mazzucato: Há altos índices de criminalidade entre jovens, geralmente, em lugares onde esses jovens se sentem muito marginalizados. Se o corpo de alguém não tem valor, então o corpo de outra pessoa também não tem.
Portanto, investir em artes, cultura e na economia criativa é uma forma de diminuir a criminalidade. Esse não deve ser o único motivo para investirmos nisso, mas há evidências muito interessantes em nível comunitário de que os benefícios sociais e de bem-estar do investimento em artes e cultura são muito amplos.
Eles podem ajudar na sensação de bem-estar, na coesão social, na resiliência e, em última análise, na redução da criminalidade.
Agência Brasil: No Brasil, há setores sociais e políticos que questionam o investimento público em artes e cultura. Qual é o papel do Estado no desenvolvimento dessa economia?
Mazzucato: Essas mesmas pessoas, que reclamam do desperdício, não reclamam dos enormes subsídios concedidos ao agronegócio ou a outros setores. Voltamos à questão: o que valorizamos?
É verdade, porém, que, às vezes, a forma como o subsídio é estruturado pode ser problemática. Precisamos de melhores medidas e métricas. Acho que não deveríamos perguntar se o Estado deve investir em cultura, mas, sim, como o Estado deve investir.
Os investimentos públicos, em muitos países diferentes, têm sido cruciais para atrair investimentos privados.
Agência Brasil: Qual o papel do setor privado na economia criativa em torno do Carnaval?
Mazzucato: É preciso trabalhar com o setor privado de forma orientada a objetivos públicos, catalisando experimentação, inovação e investimento da iniciativa privada em diferentes áreas. Esse é um desafio de planejamento.
Não queremos simplesmente dar dinheiro ao setor privado para patrocinar um projeto aleatório, escolhido por um indivíduo que, em vez de pagar impostos, financia um projeto que considera valioso. Não acho que isso seja necessariamente o ideal.
Agência Brasil: O que você observou no Carnaval brasileiro que te chamou atenção?
Mazzucato: O Carnaval no Brasil é famoso no mundo todo. É por isso que ele tem um grande efeito multiplicador e gera mais de US$ 2 bilhões em receita. Mas é muito mais do que isso.
É um momento em que muitas atividades diferentes ligadas às artes e à cultura se unem com o que chamamos de bem viver, também cheio de alegria. Muitas vezes acontece em comunidades carentes, como as escolas de samba nas favelas, algumas das comunidades mais vulneráveis.
Gostaria que o Carnaval pudesse se tornar uma plataforma, um sistema como elemento central de uma economia criativa. Os brasileiros devem se orgulhar muito disso, mas também devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro?
Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestido nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade? Acho que essas são as perguntas mais importantes para o futuro.
Eu venho da região da Itália perto de Veneza, em Pádua, e temos o nosso próprio Carnaval, mas não está enraizado no território, não é algo para o qual os jovens são preparados para participar. É uma espécie de carnaval morto, se posso dizer.
Aqui, vocês têm um carnaval vivo. Acho que vocês devem pensar nisso como um investimento a longo prazo, no centro de uma economia criativa.
Com informações da Agência Brasil.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a descriminalização do porte de cocaína para consumo próprio. Ele manifestou sua posição durante voto em um recurso no qual a ré, acusada de tráfico de drogas em Encantado, no Rio Grande do Sul, foi processada pelo porte 0,8 grama de cocaína e 2,3 gramas de maconha.
Ao votar no Recurso Extraordinário 1.549.241, Gilmar disse que o porte dessa quantidade de droga não tem ofensividade suficiente para justificar a atuação penal. “A ofensividade da conduta do recorrente é tão irrisória que fica descartada a possibilidade de um risco de dano ao bem jurídico tutelado pela norma jurídico-penal”, declarou, durante o julgamento.
Como a denúncia contra a mulher avançou, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul levou o caso ao STF, argumentando que os volumes apreendidos caracterizam uso próprio, não tráfico.
Gilmar citou o recente julgamento do STF que descriminalizou o porte de até 40 gramas de maconha ou de até seis pés da planta. Para ele, embora o Tema 506, votado em junho de 2024, tenha se concentrado na maconha, os fundamentos estabelecidos pela Corte podem ser estendidos a outras drogas, desde que as circunstâncias sejam equivalentes.
“Os fundamentos constantes do acórdão, proferido no Tema 506 desta Corte por si só justificam a rejeição da denúncia, tal como procedeu o juízo de primeiro grau, e ainda que se reputem insuficientes, o deslinde deve ser o mesmo, considerada a pequena monta da
massa apreendida”, declarou. “Embora tenhamos restringido ao exame do Tema 506 de repercussão geral a um entorpecente específico”, prosseguiu, “o STF, ao decidir já o faz
com a perspectiva de estabelecer uma regra para os casos iguais”.
Gilmar Mendes avaliou que a criminalização em situações como essa contraria princípios de ofensividade, proporcionalidade e insignificância, já que não há dano concreto ou perigo real à ordem pública. Ele também enfatizou a importância de manter coerência nas decisões do STF, lembrando que o uso do princípio da insignificância já é aceito em casos de tráfico com valores reduzidos e, por isso, seria incoerente não aplicar o mesmo entendimento ao porte para uso pessoal.
No voto, o ministro defendeu a tese de que o uso de drogas deve ser analisado sob a ótica da saúde e não da criminalidade. “Julgamos necessário conjugar a aplicação das sanções administrativas com o acolhimento do dependente. O estado deve oferecer-lhe atenção especializada e trabalhar para sua reintegração social e não afastar o usuário da convivência com seus familiares, ou pior, estigmatizá-lo a partir da rotulagem criminal”, declarou.
O julgamento do recurso extraordinário foi suspenso depois de o ministro André Mendonça pedir vista. Ele reconhece que a quantidade encontrada indica consumo individual, mas argumenta que é preciso aprofundar a análise sobre a aplicação dos fundamentos do Tema 506 especificamente à cocaína, já que essa substância não foi objeto principal no julgamento com repercussão geral.
Informações Revista Oeste

Foto: Polo Petroquimico/Divulgação
Em dezembro de 2025, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou queda de 10,1% em comparação ao mês imediatamente anterior, após crescer 0,9% no mês de novembro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana declinou 9,2%. No acumulado do ano de 2025, registrou crescimento de 0,3%, em relação ao ano de 2024. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de janeiro a dezembro, em comparação com igual período do ano anterior, a indústria baiana acumulou acréscimo de apenas 0,3%, com quatro das 11 atividades pesquisadas assinalando crescimento da produção. O segmento Derivados de petróleo (5,1%) registrou a maior contribuição positiva, graças ao aumento na produção de gasolina e óleos combustíveis. Outros segmentos que registraram crescimento foram: Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,5%), Produtos de minerais não metálicos (5,5%) e Celulose, papel e produtos de papel (1,0%). Por sua vez, o segmento de Produtos químicos (-8,2%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor fabricação de álcoois graxos e outros produtos químicos. Outros resultados negativos no indicador foram observados em Couro, artigos para viagem e calçados (-12,3%), Produtos alimentícios (-0,9%), Produtos de borracha e de material plástico (-1,7%), Bebidas (-3,9%), Metalurgia (-1,4%) e Indústrias extrativas (-0,5%).
No quarto trimestre de 2025, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana assinalou redução com taxa de -2,0%, após crescer 1,8% no terceiro trimestre. Entre o terceiro e quarto trimestres de 2025, os principais recuos ocorreram na produção de Refino de petróleo (de 6,9% para -1,6%), Produtos químicos (-4,1% para -13,5%) e em Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de 16,2% para -17,7%). Destacam-se os avanços em Produtos alimentícios (de 1,6% para 3,1%) e em Produtos de borracha e de material plástico (de -5,8% para 5,2%).

tema: Crianças não consentem
Há notícias que não informam; elas ferem. O caso envolvendo um piloto da Latam Linhas Aéreas — um homem de 60 anos acusado de liderar uma rede de pedofilia e crimes sexuais contra crianças e adolescentes — é uma delas. Os crimes são tão bárbaros que dispensam descrições detalhadas para que se compreenda a gravidade do que está em jogo
Dados da SaferNet, organização não governamental (ONG) brasileira que promove os direitos humanos na internet, revelam que, entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil no ambiente digital — um aumento de 18,9% em relação a 2024. Hoje, esse tipo de crime representa 64% das denúncias de crimes cibernéticos, com o agravante do uso crescente de inteligência artificial para produzir conteúdos abusivos.
Esse caso expõe uma realidade ainda mais dolorosa: além do principal acusado, havia uma rede de conivência familiar. Uma avó que comercializava as próprias netas; uma mãe que sabia, permitia e participava. Crianças abusadas desde cedo, marcadas por traumas que carregarão por toda a vida.
O que diz a lei diante de tamanha barbárie?
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro ao afirmar que é dever da família, da sociedade e do Estado garantir, com absoluta prioridade, a proteção integral de crianças e adolescentes. Crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual e produção ou compartilhamento de material pornográfico infantil são considerados gravíssimos. As penas podem ultrapassar 15 anos de prisão, com agravantes severos quando há participação de familiares ou organização criminosa.
Ainda assim, especialistas apontam falhas no sistema jurídico brasileiro, seja na lentidão dos processos, seja na dificuldade de aplicar punições proporcionais ao dano causado. A lei existe, mas muitas vezes chega tarde demais para quem já teve a infância destruída.
Não há um culpado “maior” que o outro. O que vemos é uma sociedade adoecida, que perdeu valores e banalizou a responsabilidade de gerar e cuidar de uma vida. Criar um filho exige presença, renúncia e compromisso. Filho não é moeda de troca; é base.
Na semana passada, lembrei-me do versículo bíblico que diz que o amor de muitos esfriaria. Poucos dias depois, a realidade confirma essa dura verdade. Quando o amor esfria, os mais indefesos são os primeiros a sofrer.
Que Deus tenha misericórdia dessas crianças. E que esse caso não seja apenas mais uma notícia a causar indignação passageira, mas um chamado urgente à responsabilidade, à aplicação rigorosa da lei e à proteção efetiva da infância.

A mobilidade urbana do bairro Fraternidade ganha um importante reforço com a pavimentação asfáltica da Rua São Lucas. Nesta terça-feira (10), o prefeito José Ronaldo de Carvalho autorizou o início das obras em uma das vias mais extensas e estratégicas da região, marcando mais um avanço na melhoria da infraestrutura urbana do município.
O início das obras contou com a presença de autoridades e moradores da comunidade. Com cerca de 1.200 metros de extensão, a Rua São Lucas é considerada umas das principais do bairro, e desempenha papel estratégico na ligação com diversas outras ruas e bairros vizinhos, como Panorama, Feira 7, ao Parque da Cidade e localidades do entorno. A obra melhora o tráfego, facilita o deslocamento de veículos e garante mais segurança para motoristas e pedestres.
Durante o evento, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a importância da intervenção para a mobilidade urbana. “A Rua São Lucas é uma via imensa e tem um valor gigantesco para toda a região. Ela funciona como uma coluna dorsal do bairro, permitindo acesso e ligação com várias outras ruas importantes. Quando você investe aqui, cria oportunidades de circulação em diversas direções, fortalecendo todo o sistema viário do entorno”, afirmou o gestor, ao ressaltar que a obra integra um conjunto de ações realizadas em diferentes bairros da cidade.
Morador da região, o pedreiro Sérgio Brito comemorou o início dos trabalhos e falou sobre a expectativa da comunidade. “Essa rua é praticamente a principal daqui, muito movimentada, e o calçamento estava em situação difícil. Vai ficar top demais, vai servir muito, porque liga a vários lugares importantes. Só tenho a agradecer”, disse emocionado.
Com a pavimentação da Rua São Lucas, a Prefeitura reforça o compromisso com a melhoria da infraestrutura urbana, promovendo mais qualidade de vida, mobilidade e desenvolvimento para os moradores do bairro Fraternidade e regiões adjacentes.
*Secom

O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, falou sobre especulações que circulam nos bastidores da política nacional envolvendo o nome de ACM Neto para as eleições de 2026.
Questionado sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Salvador integrar uma chapa presidencial, Roma afirmou que essa hipótese já foi tratada publicamente e descartada pelo próprio ACM Neto.
“Ele mesmo já respondeu que a chance disso era zero”, disse.
Segundo João Roma, o foco de ACM Neto está em outro projeto político, considerado por ele mais estratégico neste momento.
“Ele acredita que consegue ajudar muito mais sendo candidato a governador, fazendo com que vários votos possam ser revertidos em benefício da Bahia e do Brasil”, concluiu.

Os donos de veículos emplacados na Bahia devem ficar atentos. Termina nesta terça (10), o prazo para aproveitar o desconto de 15% no pagamento antecipado do IPVA 2026. O benefício, um dos maiores concedidos no país, é válido exclusivamente para pagamento à vista.
De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba), o pagamento pode ser feito de forma simples e rápida pela plataforma ba.gov.br, ou ainda nos caixas eletrônicos e aplicativos do Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob, bastando informar o número do Renavam. O desconto é aplicado automaticamente e incide apenas sobre o valor do IPVA.
A Sefaz-Ba e o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba) reforçam que, para que o veículo fique totalmente regularizado, é necessário quitar o licenciamento integrado, que inclui, além do IPVA, a taxa de licenciamento anual e eventuais multas de trânsito.
Outro ponto importante é que o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo Eletrônico (CRLV-e) não é mais enviado ao endereço do proprietário. Após o pagamento do licenciamento, o documento deve ser gerado digitalmente no ba.gov.br, podendo ser impresso ou salvo no celular.
Pagamento facilitado
O Governo do Estado ampliou as opções de pagamento, permitindo a quitação à vista via Pix, em qualquer instituição bancária. Todo o processo do licenciamento integrado pode ser feito de forma 100% digital pelo ba.gov.br. Basta acessar a plataforma, entrar com usuário e senha, selecionar a opção “Pagar Licenciamento Cota Única”, informar o Renavam e gerar o Documento de Arrecadação Estadual (DAE), que já inclui código de barras e QR Code para pagamento via Pix.
Esta modalidade já está em vigor pelo terceiro ano consecutivo, numa parceria entre a Sefaz-Ba, o Detran-Ba e a Secretaria da Administração (Saeb). O acesso ao ba.gov.br também pode ser feito com os dados do gov.br, plataforma unificada do Governo Federal.
Desconto de 8% ou parcelamento
Quem não conseguir pagar até esta terça (10) ainda terá a alternativa de obter 8% de desconto, desde que quite o imposto em parcela única até a data de vencimento da primeira cota do parcelamento, conforme o calendário do IPVA 2026 disponível no site da Sefaz-Ba.
Também permanece a opção de parcelamento em até cinco vezes, sem desconto, de acordo com o número final da placa do veículo. Neste caso, a taxa de licenciamento e eventuais multas devem ser pagas até o prazo final da cota única ou da quinta parcela do IPVA.
A Sefaz-Ba lembra que o parcelamento só é permitido para valores iguais ou superiores a R$ 120 e que débitos de anos anteriores só podem ser parcelados se forem pagos juntamente com o imposto de 2026.
Foto: Antônio Queiroz/GOVBA

O distrito da Matinha, em Feira de Santana, será palco da 12ª edição da Festa da Matinha, que acontece nos dias 7 e 8 de março, no campo de futebol do distrito. O local foi definido pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), após diálogo com representantes da localidade, considerando critérios técnicos de segurança, estrutura e capacidade para receber atrações de grande expressão.Play Video
No sábado (7), a programação contará com a presença de Silvano Salles, um dos principais nomes da música romântica no Brasil. Já no domingo (8), quem sobe ao palco é Edson Gomes, reconhecido nacionalmente como o rei do reggae brasileiro, levando ao público um repertório marcado por sucessos consagrados.
Além das atrações principais, a programação inclui artistas locais e do município de Feira de Santana, que irão compor os dois dias de festa. Outros nomes que integram a grade artística serão divulgados nos próximos dias.
A tradicional Festa da Matinha representa um novo momento do evento, que segue se consolidando no calendário cultural do município, com organização, planejamento e foco na valorização da cultura local.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social de Feira de Santana
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O O’Higgins, adversário do Bahia na segunda fase preliminar da Conmebol Libertadores, divulgou na noite desta segunda-feira (9) os detalhes da venda de ingressos para o confronto, marcado para a Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, às 19h, no estádio El Teniente, em Rancagua, no Chile.
A torcida do Esquadrão de Aço ficará concentrada na Galería Rengo Visita, setor destinado à Nação Tricolor. Os bilhetes devem ser adquiridos online pelo site ohipass.cl.
O ingresso inteiro custa 20 mil pesos chilenos(aproximadamente R$ 122), enquanto a meia-entrada sai por 10 mil pesos chilenos (cerca de R$ 61).
Esta será a estreia do Bahia na Libertadores de 2026, que busca novamente uma vaga na fase de grupos do torneio continental. Para os torcedores que não puderem viajar ao Chile, a partida terá transmissão ao vivo pelo Paramount+.
Informações Bahia.ba

O Brasil registrou em 2025 a segunda pior nota de sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), com 35 pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira, 10, pela ONG Transparência Internacional. O resultado mantém o país na 107ª posição entre os 182 avaliados. O caso do Banco Master, que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi citado pela ONG. O caso é chamado de “maior fraude bancária já registrada no país”.
A pontuação, que varia de 0 a 100 — sendo 0 a pior percepção de corrupção e 100 a melhor —, mostra o Brasil ainda abaixo da média mundial e do recorte das Américas, ambos com 42 pontos. Em 2024, o país havia registrado 34 pontos, mas a entidade considerou a oscilação de 1 ponto como estatisticamente irrelevante.
Países como Argentina, Belize e Ucrânia ficaram levemente à frente do Brasil, com 36 pontos. Sri Lanka teve desempenho idêntico ao brasileiro. Já Dinamarca (89), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram o ranking com as melhores avaliações, enquanto Somália e Sudão do Sul dividem a lanterna, com apenas 9 pontos.
Junto da publicação do IPC, a Transparência Internacional lançou o relatório Retrospectiva 2025. O documento denuncia o aprofundamento da influência do crime organizado nas estruturas do Estado, em especial por meio de esquemas de corrupção no sistema financeiro e em escritórios de advocacia.
A entidade afirma que parte do poder público brasileiro apresenta sinais de captura por interesses ilícitos. Nesse sentido, elenca medidas urgentes para conter o avanço dessa infiltração.
A organização também defende a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master.
O diretor-executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, disse que o Brasil chamou atenção internacional em 2025, pela “resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia”, mas, ao mesmo tempo, “chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF”. “A corrupção também corrói profundamente a democracia e o Brasil precisa, urgentemente, resgatar e priorizar o enfrentamento deste problema”, declarou.
A ONG também menciona a “rede poderosa de influência” revelada até agora na investigação do caso Master, que perpassa os Três Poderes, mas com audácia maior no Judiciário. “Foi no Judiciário — em especial no STF — que seus tentáculos se mostraram mais audaciosos”, diz o texto da Transparência.
“Tornou-se público um contrato ainda inexplicado de R$ 129 milhões entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o banco fraudador de Daniel Vorcaro — cifra muito acima de padrões nacionais e internacionais de honorários, incluindo bancas globais envolvidas em litígios transnacionais”, afirma a ONG.

Em seguida, cita condutas “anômalas” do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. “As investigações do caso foram avocadas pelo ministro Dias Toffoli, que imediatamente decretou sigilo máximo e passou a exercer ingerência anômala sobre diligências”, afirma a ONG. “Pouco depois, veio à tona que o ministro havia viajado em um jato particular com o advogado do diretor de compliance do Master, alvo da Compliance Zero. Na virada do ano, surgiram revelações ainda mais graves que envolvem negócios imobiliários sem lastro aparente da família Toffoli, com aportes de indivíduos ligados ao Master e à JBS — empresa que já se beneficiou de decisões do próprio ministro”, relembra.
A Transparência solicita ainda que o Legislativo cobre formalmente informações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Banco Central sobre o inquérito do caso Master, incluindo dados sobre sigilo, cronogramas, atos já praticados e registros de contatos institucionais.
Outra medida sugerida é o envio à Comissão de Constituição e Justiça de um parecer técnico sobre prevenção de conflitos de interesse nos tribunais superiores, com base em boas práticas internacionais.
A entidade recomenda que a Procuradoria-Geral da República abra investigações preliminares sobre possíveis irregularidades que envolvem contratos do Master e operações financeiras do Tayayá Resort.
Também pede que o Ministério Público atue pela manutenção dos acordos de leniência e colaboração premiada já firmados. Além disso, exige respeito ao teto constitucional de remuneração para seus membros.
No caso do Judiciário, as propostas incluem a criação de um Código de Conduta para o STF. O texto deve estabelecer regras claras sobre impedimentos, divulgação de agendas e limites para participação em eventos patrocinados.
A Transparência também sugere o sorteio de novo relator para o inquérito do Master, sob a justificativa de evitar conflitos de interesse.
Por fim, a organização cobra o cumprimento das decisões que declararam inconstitucional o chamado “orçamento secreto”. A medida busca conter práticas opacas na destinação de recursos públicos, inclusive em instâncias subnacionais.
Informações Revista Oeste