Redes sociais podem causar distorção de imagem e rejeição da própria aparência

Você já ouviu falar em dismorfia digital? Trata-se de um fenômeno novo que tem afetado muitos jovens sem que eles sequer percebam. Ele ocorre quando há distorção da autoimagem causada pelo uso constante de filtros e edições em redes sociais como Instagram e TikTok.
Essa distorção está ligada ao Transtorno Dismórfico Corporal, quando uma pessoa enxerga defeitos exagerados ou até mesmo inexistentes na própria aparência. A principal diferença, porém, é que no caso da dismorfia digital, como o próprio nome já indica, o gatilho vem das redes sociais e padrões irreais do ambiente virtual.
Na prática, isso acontece porque há diversos filtros que afinam o nariz, aumentam os lábios, levantam os olhos e limpam a pele. Ao se ver frequentemente com tais edições, uma pessoa pode começar a rejeitar sua própria imagem quando está sem filtro, desenvolvendo baixa autoestima, comparação constante e a busca compulsiva por procedimentos estéticos.
Os impactos gerados são crises de ansiedade, insegurança, dependência da validação virtual como likes e comentários, e em casos graves pode incluir depressão e isolamento social.
Profissionais que realizam procedimentos como preenchimento labial, botox e rinomodelação relatam que pacientes os buscam pedindo para ficar com o rosto igual ao filtro.
Segundo estudo do Brazilian Journal Of Implantology and Health Sciences, a pandemia foi um período em que se observou o aumento da dismorfia digital em razão do aumento do tempo de exposição à tela, e o uso excessivo das redes em razão das regras de distanciamento social.
Caso você note sinais de que pode estar sendo afetado por essa distorção, busque ajuda psicológica.
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