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Famílias de Marielle e Anderson se emocionam após anúncio da condenação dos assassinos

Autor dos disparos, Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão; Élcio, que dirigiu o carro, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Condenação provocou muita emoção de parentes e amigos da vereadora e do motorista. Acusados de serem mandantes ainda serão julgados, no STF.

Exatos 6 anos, 7 meses e 17 dias após o crime, o 4º Tribunal do Júri do Rio condenou nesta quarta-feira (30) os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime chocou o país e – até hoje – gera repercussão em todo o mundo. 

O ex-policial militar Ronnie Lessa, o autor dos disparos naquela noite de 14 de março de 2018, recebeu a pena de 78 anos e 9 meses de prisão. 

O também ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o Cobalt usado no atentado, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. 

Como firmaram acordos de delação premiada, no entanto, os tempos de execução de pena serão reduzidos.

“A Justiça por vezes é lenta, é cega, é burra, é injusta, é errada, é torta, mas ela chega. A Justiça chega para aqueles que como os acusados acham que jamais serão atingidos pela Justiça”, disse a juíza Lúcia Glioche na leitura da setença.

Lágrimas e abraços de parentes

Famílias de Marielle e Anderson se emocionam após anúncio da condenação dos assassinos 

Diante do anúncio das sentenças, familiares das vítimas caíram em lágrimas no tribunal

Os pai (Marinete e Antônio), a irmã (Anielle Franco) e a filha de Marielle (Luyara), e as viúvas dela (Mônica Benício) e de Anderson (Ágatha Reis) se abraçaram e aplaudiram, muito emocionados.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz — Foto: Brunno Dantas/TJRJ

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz — Foto: Brunno Dantas/TJRJ 

Ronnie e Élcio foram enquadrados nos seguintes crimes

  • duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima)
  • tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao atentado e prestou depoimento nesta quarta-feira.
  • receptação do Cobalt prata, clonado, que foi usado no crime

Apesar das penas, Lessa e Élcio devem sair bem antes da cadeia. Os dois assinaram um acordo de delação premiada, que levou ao avanço das investigações – principalmente em relação aos mandantes. 

No acordo, está previsto, entre outras coisas, que: 

  • Élcio Queiroz ficará preso, no máximo, por 12 anos em regime fechado;
  • Ronnie Lessa ficará preso por, no máximo, 18 anos em regime fechado – e mais 2 anos em regime semiaberto.

Esses prazos começam a contar na data em que foram presos, em 12 de março de 2019 – um ano após o crime. Ou seja, 5 anos e 7 meses serão descontados das penas máximas. 

Assim, Élcio pode deixar a cadeia em 2031, e Lessa iria para o semiaberto em 2037, e fica livre em 2039

O acordo de cada réu, no entanto, pode ser anulado caso uma das obrigações dos delatoresnão seja cumprida. Por exemplo, caso fique comprovada alguma mentira na delação premiada. 

Caso Marielle Franco: saiba quem são os envolvidos no crime

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Ambos ganharam também o benefício de deixar os presídios federais de segurança máxima – já foram transferidos para penitenciárias estaduais. 

Lessa conseguiu ainda ter de volta a casa da família na Zona Oeste do Rio que estavam entre os bens bloqueados pela Justiça. 

O acordo de cada réu, no entanto, pode ser anulado caso fique comprovada alguma mentira na delação premiada e que não leve à elucidação de casos. 

Em 14 de maio de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30. 

Além da vereadora, que levou quatro tiros na cabeça, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Fernanda Chaves estava no banco de trás e foi atingida por estilhaços. 

Os bandidos – Lessa e Queiroz – estavam em um Cobalt prata e seguiram Marielle desde a Casa das Pretas, na Lapa, onde ela participara de um evento em uma distância de cerca de 4 quilômetros. A dupla emparelhou ao lado do veículo onde estava a vereadora e disparou, fugindo sem levar nada. 

Trajeto dos assassinos de Marielle Franco — Foto: Editoria de arte/g1 

Marielle foi atingida por quatro tiros, sendo três na cabeça e um no pescoço, enquanto, Anderson levou três tiros nas costas. Fernanda Chaves sobreviveu, sendo atingida apenas por estilhaços. 

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos dois dias antes de o crime completar 1 ano, em 12 de março de 2019. Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público participaram da força-tarefa que levou à Operação Lume. 

Os dois estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais. 

Julgamento dos mandantes no STF

O processo contra Lessa e Queiroz corre no TJ do Rio, estado onde ocorreram os crimes. O inquérito que gerou a ação foi aberto logo após o crime. 

Quando a Polícia Federal abriu o inquérito para investigar a morte de Marielle, o processo, inicialmente, foi aberto no Tribunal de Justiça, mas quando Lessa cita, em delação, os nomes dos supostos mandantes – os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão –, a investigação passou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas logo depois, o ministro Raul Araújo questionou o Supremo Tribunal Federal (STF) quem teria competência para atuar no caso. O STF informou que a competência seria dele porque Chiquinho é deputado federal e tem foro na corte superior. 

Em junho desse ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia para tornar réus os acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. 

Com a decisão, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, e outros dois investigados se tornaram réus e vão responder a uma ação penal pelos crimes. O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes. 

O primeiro dia do julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, teve início às 10h30 de quarta-feira (30). 

A irmã de Marielle, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, assistiu à sessão na primeira fileira do plenário entre a filha de Marielle, Luiara, e o pai, Antônio. Durante quase toda a manhã, manteve a cabeça no ombro da sobrinha. Os réus assistiram por videoconferência da cadeia onde estão presos.

  1. Fernanda Chaves, assessora de Marielle e sobrevivente do atentado;
  2. Marinete Silva, mãe de Marielle;
  3. Mônica Benício, viúva de Marielle e vereadora reeleita no Rio;
  4. Ágatha Arnaus, viúva de Anderson;
  5. Carlos Alberto Paúra Júnior, policial civil que fazia parte do núcleo que investigou o carro usado no crime;
  6. Luismar Cortelettili, agente da Polícia Civil do Rio.
  7. Carolina Rodrigues Linhares, perita criminal
  8. Guilhermo Catramby, delegado da Polícia Federal e primeira testemunha de defesa
  9. Marcelo Pasqualetti, policial federal
  10. Ronnie Lessa, réu e assassino confesso
  11. Élcio Queiroz, réu que dirigiu o Cobalt usado no atentado.

Entre todos os relatos sobre o crime, o depoimento de Ronnie Lessa, o assassino confesso de Marielle e Anderson, abalou parentes das vítimas por conta da frieza ao narrar os fatos. 

Luyara Franco, filha de Marielle, deixou a audiência assim que Ronnie começou seu depoimento. Ela chegou a passar mal e voltou posteriormente, após 1h. Ágatha Arnaus, viúva de Anderson, começou a chorar quando Ronnie afirmou que não pretendia matar o motorista. 

Muitos parentes e amigos preferiram ficar no corredor do 9º andar do Tribunal de Justiça, no Centro do Rio. A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, passou boa parte do tempo caminhando pelo corredor. 

Famíliares de Marielle Franco chegam para segundo dia de julgamento de Ronnie Lessa en Élcio de Queiroz

Famíliares de Marielle Franco chegam para segundo dia de julgamento de Ronnie Lessa en Élcio de Queiroz 

Em seu depoimento, Lessa deu detalhes sobre como cometeu os crimes e disse que Marielle se tornou “pedra no caminho” dos mandantes do assassinato. Ronnie também deu detalhes sobre como o crime foi cometido, como o momento do emparelhamento do carro dirigido por Élcio Queiroz no momento em que ele fez os disparos. Posteriormente, também pediu desculpas às famílias das vítimas. 

O segundo réu, ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o Cobalt usado no atentado, contou que não conhecia Marielle Franco antes do assassinato e que só ficou sabendo do plano para matar a vereadora no dia do crime. Élcio também disse que não sabia que participaria de um homicídio até chegar no local do evento onde estava a vereadora, na Lapa. Segundo ele, Lessa o chamou para um “trabalho” e disse que ele precisaria dirigir, mas sem dar detalhes. 

A unica sobrevivente do atentado, Fernanda Chaves, falou em seu depoimento sobre o que viu quando o carro onde ela estava junto com Marielle foi fuzilado. 

“Houve a rajada, eu percebi que o Anderson esboçou dor, falou ‘ai’, mas não foi alto, foi um suspiro. (…) Marielle estava imovel. Eu senti o barço dela em cima de mim, o peso do corpo dela em cima de mim. (…) A minha vida mudou completamente. Embora sejam sete anos quase desse atentado, não há normalidade”, contou Fernanda por vídeo conferência. 

Por volta da meia-noite, a juíza Lúcia Glioche, do 4º Tribunal do Júri da Justiça do RJ, optou por suspender os trabalhos e convocou júri e as partes para retomar o julgamento na manhã de quinta-feira (31). 

Durante o 1° dia, foram quase 14 horas de depoimentos e interrogatórios. Foram ouvidas oito testemunhas, seis de acusação e duas de defesa, e os dois réus. Uma testemunha de acusação, que seria a sétima, não compareceu. A acusação então exibiu aos jurados um trecho do antigo depoimento da perita criminal que participou da reconstituição. 

A sessão desta quinta começou por volta das 9h30 e abriu com a manifestação da acusação, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores entregaram aos jurados um caderno com 207 páginas do processo e um envelope com imagens do local do crime. 

“O objetivo é levar ao conhecimento dos jurados as provas existentes no processo e mostrar que a condenação não é só com base na confissão”, disse o promotor de Justiça Eduardo Morais, que optou por não exibir em plenário as imagens dos corpos. “Não estamos aqui para expor ainda mais as vítimas”, destacou. 

‘Que arrependimento é esse que se pede algo em troca?’, questiona acusação sobre assassinos de Marielle

‘Que arrependimento é esse que se pede algo em troca?’, questiona acusação sobre assassinos de Marielle 

O promotor Eduardo pediu que os jurados condenem a dupla em todos os quesitos e afirmou que ambos só delataram porque sabiam que seriam descobertos e porque queriam algo em troca. Ele também criticou a postura de Lessa, que na quarta-feira pediu perdão à família de Marielle. 

“Que arrependimento é esse com algo em troca? Vocês já pediram arrependimento a alguém e disseram: ‘quero seu perdão se me der alguma coisa em troca’? Porque foi isso que eles fizeram”, disse o promotor. 

“Eles são réus colaboradores. Eles não vieram e se arrependeram. Eles vieram ao Ministério Público e pediram algo em troca para falar o que falaram”, completou.

Ainda de acordo com a acusação, até a delação premiada os réus negavam completamente o crime.

“Até ontem, até outro dia, os dois estavam aqui negando todas as imputações. Negando. [Disseram] ‘Eu não estava no carro’, ‘não era eu’, ‘não fui eu’, ‘eu não tenho motivo para matar’, ‘eu não conheço essas pessoas’, ‘eu nunca ouvi falar de Marielle’, ‘nunca ouvi falar de Anderson’. Então, que arrependimento é esse?”, questionou o promotor. 

Família de Marielle e Anderson assistem o segundo dia de júri de Lessa e Queiroz — Foto: Brunno Dantas/TJRJ 

O promotor de Justiça Fábio Vieira, segundo a falar nesta quinta, disse que sua impressão é que o arrependimento apresentado nas falas de Lessa e Élcio é “uma farsa”. Definindo a dupla que está no banco dos réus como “sociopatas”, Vieira disse que os assassinos “não têm emoção em relação aos outros”, muito menos sentimentos ou empatia. 

O MP ainda exibiu slides sobre a investigação:

  • o histórico de busca no Google de Ronnie, como acessórios para uma submetralhadora MP5 e “morte de Marcelo Freixo”;
  • rastreamento de Marielle, com base nas agendas públicas e nas consultas a um banco de dados pago;
  • o uso do Jammer, equipamento que dificulta a localização de celulares;

Após as 2 horas e 30 minutos de fala dos advogados de acusação, a defesa dos réus também teria o mesmo tempo para expor seus argumentos. Contudo, os advogados de Lessa e Queiroz só utilizaram 48 minutos para suas argumentações. 

Durante a sustentação oral no julgamento, advogado Saulo Carvalho, responsável pela defesa de Ronnie, disse que concorda que o assassino confesso seja condenado, mas disse que a delação do réu foi fundamental para conclusão do caso e que, por isso, pede uma pena justa. 

O advogado discordou que o crime tenha tido motivação torpe porque, segundo ele, não houve crime político mas um interesse financeiro. 

“Ronnie foi denunciado pelo homicídio, por motivo torpe, e esse motivo torpe eu ouso discordar da acusação porque não há nos autos que foi um crime político, por ela ser de esquerda, e sim visando terras. Ele atirou com uma metralhadora no modo rajada e disse que tentou mirar somente na vereadora Marielle. Ele não voltou para checar quem tinha sido atingido”, sustentou. 

A sessão teve um intervalo para almoço e retornou no período da tarde para a réplica do Ministério Público e a tréplica dos advogados de defesa. 

Por volta das 16h50, após o fim das argumentações, a juíza Lúcia Glioche, do 4º Tribunal do Júri da Justiça do RJ, convocou os jurados e os reuniu na Sala Secreta. 

O júri popular que vai decidir sobre o destino dos réus foi formado por 7 homens brancos.

Das 21 pessoas comuns selecionadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo 12 mulheres, foram sorteados 5 homens e 2 mulheres. 

A defesa de Ronnie Lessa, no entanto, se valeu da prerrogativa de dispensar até 3 membros do júri sem critério objetivo para pedir a troca das únicas 2 mulheres. Um novo sorteio para preencher as vagas foi feito, chegando a uma composição 100% masculina e branca.

Informações G1


Luiz Marinho afirmou que não houve pedidos formais para revisar despesas em sua pasta

Lula Luiz Marinho
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não há nenhum pedido de revisão ou corte de gastos em seu ministério | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou na última quarta-feira, 30, que nunca foi consultado por outros integrantes do governo sobre corte ou revisão de gastos, tema que é motivo de pressão exercida pelo mercado financeiro sobre a equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a ausência de uma proposta concreta e até mesmo de um prazo para fazer a revisão dos gastos, o dólar chegou a R$ 5,77 na quarta-feira 30. 

Ao ser questionado sobre eventuais cortes em seu ministério, Marinho disse que não existe debate no Executivo sobre cortar recursos de benefícios, como seguro-desemprego e abono salarial. “Se nunca discutiu comigo, essas medidas não existem. Se eu sou responsável pelo tema trabalho e emprego (esse debate não existe), a não ser que o governo me demita”, disse Marinho.

Segundo ele, o debate sobre corte de gastos nos benefícios está circunscrito entre técnicos. “Esse debate não existe no governo. Se existisse, o presidente Lula teria falado: ‘Marinho, pega leve aí’. Existe esforço, estudo, técnicos tentando adivinhar, olhando”, completou.

Questionado se poderia pedir demissão caso as medidas avancem, o ministro respondeu: “Se eu for agredido, é possível. Uma decisão sem minha participação, em um tema meu, é uma agressão. E não me consta que nenhum ministro de Estado tenha discutido esse assunto (de corte de gastos).”

Recursos serão buscados onde eles existem, teria dito Lula a Marinho

Luiz Marinho disse que, quando o número de empregos cresce, aumenta a ‘demanda de consumo’ | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Luiz Marinho disse que debate sobre corte de gastos no Ministério do Trabalho não existe | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Marinho afirmou que Lula tem repetido que recursos orçamentários serão buscados onde “eles existem, e não no pelo, nas costas, no lombo do trabalhador”.

Ele disse ainda que seguro-desemprego e abono salarial não podem ser considerados “gastos”. “O que é gasto? Coisa desnecessária, se tiver coisa desnecessária tem que cortar”, avaliou. O ministro reforçou que o combate às fraudes em políticas públicas é obrigação de qualquer gestor.

Redação Oestecom informações da Agência Estado


Voto de Diana Mondino é uma ‘traição’ para o presidente argentino; o atual embaixador em Washington assume a chancelaria

Voto de Diana Mondino é uma 'traição' para o presidente argentino, Javier Milei; o atual embaixador nos EUA assume a chancelaria
Voto de Diana Mondino é uma “traição” para o presidente argentino; o atual embaixador nos EUA assume a chancelaria | Foto: Reprodução/Redes Sociais 

A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, deixou o cargo nesta quarta-feira, 30. Isso ocorreu depois de o presidente Javier Milei pedir a renúncia da chanceler, que votou contra o embargo dos Estados Unidos e outros países do Ocidente contra Cuba, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

O porta-voz da Presidência confirmou, em publicação no Twitter/X, que Gerardo Werthein, atual embaixador em Washington, é o novo chanceler da Argentina.

https://twitter.com/madorni/status/1851728795872415800?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1851728795872415800%7Ctwgr%5E4c1be86d762624144a6cc8bbd21e6f2d584d90b6%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fmundo%2Fmilei-pede-renuncia-de-chanceler-apos-voto-na-onu%2F

O texto da ONU pedia “pelo fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. O governo da ilha apresentou a proposta hoje.

Além dos EUA, Israel votou contra a proposição, enquanto a Moldávia se absteve. Os outros 187 países integrantes da assembleia votaram a favor. 

Milei caracteriza voto da chanceler como “traição”

A congressista norte-americana Maria Elvira Salazar, do Partido Republicano, conversou com Javier Milei sobre a assembleia. O presidente argentino, segundo ela, definiu o voto do país como “uma traição à Argentina”. 

Em concordância, a conta oficial do gabinete presidencial argentino publicou no Twitter/X que o país “atravessa um período de mudanças profundas, e esta nova etapa exige que nosso corpo diplomático reflita em cada decisão os valores de liberdade, soberania e direitos individuais que caracterizam as democracias ocidentais”. 

Neste sentido, prossegue o comunicado, o governo “se opõe categoricamente à ditadura cubana e se manterá firme na promoção de uma política exterior que condene a todos os regimes que perpetuam a violação dos direitos humanos e as liberdades individuais”. 

O Poder Executivo do país vai começar uma auditoria dos funcionários de carreira da chancelaria, com o objetivo de identificar apoiadores de “agendas inimigas da liberdade”, conclui o documento. 

Informações Revista Oeste


Julgamento é presidido pela juíza Lucia Glioche

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, réus confessos dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, será retomado às 8h desta quinta-feira (31), no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O julgamento foi iniciado nessa quarta-feira (30), com os depoimentos de nove testemunhas e dos dois réus.

O crime foi cometido em 14 de março de 2018. Nesse dia, Marielle participou de um compromisso na Casa das Pretas, na Lapa, centro da cidade. Quando o encontro terminou, a vereadora saiu com a assessora Fernanda Chaves, em carro dirigido pelo motorista Anderson. Quando passavam pelo bairro do Estácio, na Zona Norte, foram atingidos por treze disparos. Apenas Fernanda sobreviveu.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz estão presos desde 12 de março de 2019, e foram interrogados hoje por videoconferência. Lessa está no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, e Queiroz, no Complexo da Papuda, em Brasília.

Os acusados de serem mandantes dos crimes são os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, respectivamente, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e deputado federal. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na época do crime, é acusado de ter prejudicado as investigações. Os três estão presos desde 24 de março desse ano, depois das delações premiadas de Élcio e Ronnie.

Há um processo paralelo contra eles no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, por causa do foro. Também são réus no processo o ex-policial militar Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão, que teria ajudado a se livrar da arma do crime, e o major Ronald Paulo Alves Pereira, que teria monitorado a rotina de Marielle.

A motivação do assassinato de Marielle Franco, segundo os investigadores, envolve questões fundiárias e grupos de milícia. Havia divergência entre Marielle e o grupo político do então vereador Chiquinho Brazão sobre o Projeto de Lei (PL) 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste da capital fluminense.

Testemunhas

Foram listadas nove testemunhas no julgamento que começou nessa quarta-feira. Oito delas depuseram presencialmente: Fernanda Chaves, assessora de Marielle; Marinete Silva, mãe de Marielle; Mônica Benício, viúva de Marielle; Ágatha Arnaus, viúva de Anderson; Carlos Alberto Paúra Júnior, policial civil que investigou o carro usado no crime; Luismar Cortelettili, agente da Polícia Civil do Rio; Guilhermo Catramby, delegado da Polícia Federal; e Marcelo Pasqualetti, policial federal. Carolina Rodrigues Linhares, perita criminal, não compareceu, e foi exibido um vídeo da oitiva em que participou nas fases iniciais do processo.

Nos depoimentos, os familiares de Marielle e Anderson destacaram o impacto causado pelos assassinatos na época e como eles continuam repercutindo em suas vidas. A fala de Ágatha Arnaus foi uma das mais emotivas, ao indicar como a morte do marido prejudicou o desenvolvimento do filho, que possui uma condição rara de saúde.

Informações Bahia.ba


Brasil garante mais uma vaga no torneio da Fifa com Atlético-MG e Botafogo na final da Libertadores

Foto: Fifa/Divulgação

O Brasil será o país com o maior número de representantes no Mundial de Clubes de 2025. Finalistas da Libertadores, Atlético-MG e Botafogo garantirão mais uma vaga brasileira e um dos dois se juntará ao Flamengo, Fluminense e Palmeiras entre os classificados.

Palmeiras, Flamengo e Fluminense carimbaram o passaporte para o Mundial por terem conquistado a Libertadores de 2021, 2022 e 2023, respectivamente. Faltava apenas mais uma vaga destinada à América do Sul que será o campeão do principal torneio do contente deste ano, cuja decisão será entre Atlético-MG e Botafogo. Os argentinos Boca Juniors e River Plate fecham os representantes sul-americanos no torneio da Fifa.

O último dos 32 classificados para o Mundial de Clubes será conhecido no dia 30 de novembro, às 17h no horário de Brasília. Atlético-MG e Botafogo decidirão o título da Libertadores no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Informações Bahia.ba


Adversário da Raposa sairá do confronto entre Racing e Corinthians

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Cruzeiro garantiu vaga na final da Copa Sul-Americana marcada para o dia 23 de novembro, em Assunção, no Paraguai. Na noite desta quarta-feira (30), a Raposa bateu o Lanús por 1 a 0, no La Fortaleza, pelo jogo de volta da semifinal. O gol foi marcado por Kaio Jorge, no final do primeiro tempo. O time mineiro ganhou o confronto pelo placar agregado de 2 a 1.

Na etapa inicial, os donos da casa começaram pressionando e chegaram a abrir o placar com Macelino Moreno encobrindo Cássio aos quatro minutos. Mas a arbitragem apontou impedimento na jogada e o gol foi anulado. Depois, a Raposa cresceu e finalizou a primeira aos 23. Os argentinos ainda carimbaram o travessão novamente com Moreno e o time mineiro respondeu também parando na trave no chute de Gabriel Verón. Até que no apagar das luzes da primeira metade, Kaio Jorge aproveitou o rebote do goleiro Losada para fazer 1 a 0. Nos 45 minutos finais, o Cruzeiro acertou a marcação. Os argentinos ainda pediram dois pênaltis em ambos os lances envolvendo Lucas Romero, mas o árbitro mandou seguir. No último lance do jogo, Bou quase empatou ao receber sozinho na área e finalizar firme, mas a bola desviou em Marlon e tocou no travessão.

O Cruzeiro seu adversário na final na noite desta quinta (31), a partir das 21h30, com Racing e Corinthians, no Presidente Perón. O primeiro jogo terminou empatado em 2 a 2 e quem vencer avança na competição. A decisão acontece no estádio La Nueva Olla.

Informações Bahia.ba


Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A partir desta sexta-feira (1º), o gás de cozinha vai ficar mais caro na Bahia. O aumento no valor do GLP será 10,5% para as distribuidoras, que vai recair no orçamento do consumidor final. A Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, já confirmou o novo reajuste.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) da Bahia, o reajuste deve causar um impacto de aproximadamente R$ 8,00 ao bolso do consumidor.

“A média preço do gás de cozinha hoje, em Salvador e Região Metropolitana é de R$ 142,00. Com este aumento, ele deve passar a custar cerca de R$ 150,00”, informou o sindicato.

*Com informações Bahia.ba


Foto: Valdenir Lima

Jovens de 14 a 24 anos participaram, na quarta-feira (30), de um curso de orientação profissional gratuita promovido pela Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Juventude (SEJUV), em parceria com o Instituto Brasileiro Pró-Educação, Trabalho e Desenvolvimento (ISBET). O evento, realizado no auditório da Universidade Salvador (UNIFACS), teve como objetivo preparar os jovens para o mercado de trabalho.

A secretária de Juventude, Suelen Assis Moreira, destacou a importância da iniciativa. “Com esse curso nós estamos garantindo a execução das políticas públicas para os jovens, abordando temas como o programa ‘Jovem Aprendiz’, comportamento em entrevistas, postura e outros conhecimentos essenciais para a construção de um futuro profissional sólido para eles”. Todos os participantes do curso recebem certificado, que pode ser incluído no currículo.

O programa Jovem Aprendiz, também conhecido como “Aprendiz Legal”, é uma porta de entrada para o primeiro emprego e desenvolvimento de habilidades, com direito a remuneração e benefícios. 

“O curso também visa captar currículos e encaminhar os jovens para entrevistas. Assim, o jovem que se posicionar bem hoje já poderá sair com uma chance no mercado de trabalho”, pontua Suelen.

A grande procura pelo curso levou a um número de inscrições que ultrapassou a capacidade do auditório. Apesar do sucesso das inscrições, Suelen faz um apelo para que todos os inscritos compareçam aos próximos encontros. “Este é um momento importante para o desenvolvimento do jovem e agrega valor ao currículo. A quem se inscrever para o próximo curso, pedimos que realmente compareça e traga mais jovens para aproveitar essa oportunidade”. 

Uma nova edição do curso está programada para o dia 27 de novembro, com inscrições a serem abertas em breve. O próximo encontro trará temas como gestão do tempo e o impacto das telas na vida dos jovens, buscando ampliar a preparação para os desafios do mercado de trabalho. 


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Feira de Santana alerta a população sobre uma nova modalidade de golpe que vem sendo direcionada a empresas da cidade. Utilizando o nome da secretaria, golpistas estão enviando mensagens por um e-mail não oficial, alegando supostas “irregularidades no Alvará de Funcionamento”. O objetivo é enganar proprietários e responsáveis por empresas, induzindo-os a fornecer dados ou clicar em links suspeitos.

A secretária de Desenvolvimento Urbano, Katia Petillo, informou que a Sedur não realiza esse tipo de notificação por e-mail. “As notificações oficiais da Sedur são sempre feitas de maneira presencial. Um fiscal vai até a empresa e entrega a notificação impressa, solicitando que o proprietário compareça à sede da secretaria para regularizar a situação, se necessário”, reforça Kátia.

As mensagens falsas seguem um padrão, incluindo o nome de uma pessoa que não faz parte do quadro de servidores da Sedur e anexando um link suspeito. O texto da mensagem apresenta um tom formal e é assinado por um suposto “gestor de licenciamento e fiscalização”, mas trata-se de um golpe. 

A secretária alerta que, ao receber qualquer mensagem suspeita com esse conteúdo, as pessoas não cliquem em links e, em caso de dúvida, entrem em contato diretamente com a Sedur pelos canais oficiais. “Estamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida. Esse tipo de golpe utiliza o medo da irregularidade para forçar uma resposta rápida, mas é fundamental que as pessoas se informem antes de tomar qualquer ação”, conclui Kátia.


Nesta quinta-feira (31), a Associação Bahiana de Medicina (ABM) realizará uma cerimônia especial em homenagem ao Dia do Médico. O evento, que acontecerá às 19h na sede da ABM, localizada na Rua Baependi, 162, em Ondina, contará com a entrega dos Títulos de Mérito Médico 2024.

Entre os homenageados, destaca-se o médico feirense Dr. João Batista de Cerqueira, com uma trajetória exemplar e dedicada à medicina. Além dele, outros médicos serão agraciados, incluindo Ilsa Prudente, José Carlos Raimundo Brito e Luiz Antônio Rodrigues de Freitas. O evento também prestará uma homenagem póstuma ao Dr. Augusto Márcio Coimbra Teixeira.