
O cantor Zau O Pássaro morreu na manhã desta segunda-feira (4) após um grave acidente registrado na BR-116, no trecho de Feira de Santana. O artista era conhecido nas redes sociais, onde chamava atenção pela voz semelhante à do cantor Igor Kanário, e já havia participado do arrastão da Micareta de Feira ao lado de Thiago Aquino.
De acordo com informações iniciais, a colisão ocorreu por volta das 7h20, no km 436,9 da rodovia, envolvendo um automóvel modelo SW4 e um caminhão que transportava televisores. O veículo de carga havia saído do Espírito Santo com destino ao Rio Grande do Norte e estava parado no acostamento no momento do impacto.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi classificado inicialmente como colisão lateral. No entanto, relatos preliminares apontam que o carro teria colidido na traseira do caminhão. Zau O Pássaro morreu ainda no local.
Outras três pessoas que estavam no automóvel ficaram gravemente feridas. Elas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhadas ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). O estado de saúde dos sobreviventes não foi divulgado.
O Corpo de Bombeiros Militar também atuou na ocorrência, realizando o resgate de uma das vítimas que ficou presa às ferragens. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia e fazer a remoção do corpo.
Em nota, a PRF informou que, no momento do atendimento, não foi possível identificar as vítimas, pois não foram encontrados documentos pessoais no interior do veículo. Equipes seguem em diligências, inclusive em unidades hospitalares, para confirmar oficialmente as identidades.
A Polícia Civil da Bahia investiga as circunstâncias do acidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quinta-feira (7). O embarque do petista para Washington, capital americana e onde a reunião ocorrerá, será na véspera.
A reunião é tratada pelo governo brasileiro como estratégica para reaproximar os dois países após meses de tensões diplomáticas e comerciais, incluindo tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre os principais temas previstos para a agenda bilateral estão, além de questões de comércio, os minerais críticos, terras raras, cooperação em segurança pública e a situação da Venezuela.
A viagem ocorre em um momento delicado para o Palácio do Planalto. Na semana passada, Lula sofreu duas derrotas importantes no Congresso Nacional: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe de Estado.
Inicialmente previsto para março, o encontro foi adiado em razão do agravamento da crise no Oriente Médio, que alterou prioridades da agenda da Casa Branca. Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou negociações para tentar reverter medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.
Outro tema relevante será a cooperação em segurança pública e combate ao crime organizado. O Brasil tem atuado para evitar que facções criminosas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas pelos EUA como organizações terroristas internacionais, posição contrária a aquela que é encampada pela gestão Trump.
A relação entre os países também atravessou um atrito diplomático recente envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi detido nos Estados Unidos por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Dias depois, o governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que colaborou na detenção.
Em resposta, o Brasil adotou medida semelhante e suspendeu as credenciais de agentes americanos no país com base no princípio da reciprocidade diplomática. Posteriormente, parte das credenciais foi restabelecida. A expectativa do Itamaraty é de que o encontro entre Lula e Trump ajude a destravar pautas econômicas e reduza tensões acumuladas entre Brasília e Washington ao longo dos últimos meses.
*Pleno.News
Fotos: Ricardo Stuckert / PR

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comemorou nesta segunda-feira (4) o desempenho da capital baiana na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, divulgado na última quarta-feira (29), a taxa de desocupação em Salvador reduziu de 14,3% para 8,2%, entre 2022 e 2025, enquanto o número de pessoas em empregos formais aumentou de 1,224 milhão para 1,253 milhão.
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (4), Bruno Reis destacou que Salvador vem “puxando” os números da Bahia para cima
“Estamos batendo recordes na geração de empregos. Nós estamos puxando a Bahia. Os empregos que Salvador gera, é que estamos puxando a Bahia. Nós que éramos a capital nacional dos empregos, agora, todo mês, batendo recordes na geração de empregos”, disse.
“Você vê aí, nesse primeiro trimestre, o recorde de turistas visitando a nossa cidade. Isso significa o quê? Os bares, os restaurantes, os hotéis, toda a cadeia do trade de turismo, com todo mundo trabalhando, ganhando seu dinheirinho”, completou.
O prefeito ainda comemorou o fato de Salvador ter conquistado a nota máxima no índice de Capacidade de Pagamento (Capag A+), divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
“Semana passada, mais uma vez, em 2025, que a Capag A+. A nota máxima da Secretaria de Tesouro Nacional, do PT, do governo do PT, que atribui a Salvador essa nota, mostra o que é eficiência na aplicação dos recursos públicos. É isso que nos permite a autonomia e dependência”, declarou.
Dívidas do governo do estado com a prefeitura
Bruno Reis ainda acusou o Governo da Bahia de acumular dívidas milionárias com a Prefeitura de Salvador. De acordo com o prefeito, a gestão estadual deve mais de R$ 20 milhões para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O chefe do Executivo soteropolitano ainda rebateu às críticas sobre a nova maternidade, inaugurada em abril no bairro da Federação.
“O que mais mata esse povo de raiva é porque eles queriam que a gente dependesse deles. Cadê? Manda eles pagarem 75% dos recursos da maternidade municipal e 65% dos pacientes do interior. Cadê que eles pagam? Manda pagar o que está devendo da SAMU. Deve mais de 20 milhões de reais à prefeitura. Manda pagar o que está devendo da Casa da Mulher Brasileira, responsável pela redução do número de feminicídios. Deve 6 milhões de reais”, disparou.
“Nem as transferências obrigatórias eles fazem, do que está pactuado nos programas e projetos. E aí, quer vir ter autoridade ou querer falar alguma coisa? Vai trabalhar, rapaz, porque o povo está cansado de enrolação de ação há 20 anos”, finalizou.
Informações Bahia.ba

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal aguarda inclusão na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
De autoria do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), a proposta já tem parecer favorável do relator, Marcio Bittar (PL-AC), desde fevereiro de 2025.
Resumidamente, o texto altera o artigo 228 da Constituição para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
Além disso, prevê responsabilização a partir dos 14 anos em casos de crimes graves.
Entre os delitos estão crimes hediondos, como homicídio e estupro, assim como tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
De acordo com a justificativa da proposta, a medida busca adequar a legislação penal à realidade de crimes praticados por adolescentes, especialmente em situações que envolvem violência grave.

No parecer, Bittar afirma que a proposta não viola cláusulas pétreas da Constituição e pode ser analisada pelo Congresso Nacional.
Conforme ele, a maioridade penal não se enquadra como direito e garantia fundamental, o que permitiria sua alteração por meio de emenda constitucional.
O senador também sustenta que a mudança é “conveniente e oportuna”, ao considerar a evolução social e o acesso precoce de adolescentes à informação.
Segundo o texto, “não é verdadeiro que os adolescentes não possuam capacidade para reconhecer o caráter ilícito de seus atos hoje em dia”.
Informações Revista Oeste
Dia Mundial reforça alerta para diagnóstico precoce e controle da doença

No ritmo acelerado das grandes cidades e sob a influência de fatores ambientais cada vez mais complexos, a asma permanece como uma das doenças crônicas mais comuns e subestimadas do mundo. Com o Dia Mundial da Asma, celebrado na próxima terça-feira (5), especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo para evitar agravamentos e mortes evitáveis.
De acordo com estimativas globais, mais de 260 milhões de pessoas vivem com asma no mundo, com cerca de 400 mil mortes anuais relacionadas à doença, principalmente em países de baixa e média renda. No Brasil, o cenário também preocupa: são cerca de 20 milhões de asmáticos, com aproximadamente 350 mil internações por ano no SUS, o que coloca a doença entre as principais causas de hospitalização no país, segundo o Ministério da Saúde.
“Apesar de ser uma condição controlável, a asma ainda é negligenciada por muitos pacientes. O acompanhamento adequado pode evitar crises graves e melhorar significativamente a qualidade de vida”, afirma a pneumologista Fernanda Aguiar, coordenadora do serviço de medicina respiratória do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS). “Não existe dificuldade de tratar a asma no Brasil, seja no SUS seja na saúde suplementar. O que precisamos é combater o subdiagnóstico, ou seja, identificar corretamente os pacientes que ainda convivem com sintomas sem acompanhamento adequado”, completa.
Impacto no Brasil e na Bahia – Estudos indicam que a asma pode afetar entre 10% e 20% da população brasileira, com maior prevalência entre crianças e adolescentes. Ainda assim, o controle da doença é um desafio: apenas uma parcela dos pacientes mantém acompanhamento adequado, o que contribui para internações e óbitos evitáveis. Além disso, a doença provoca cerca de duas mil mortes por ano no país, muitas delas associadas à falta de informação ou ao uso incorreto de medicamentos. Desde os casos mais leves até os mais graves, há tratamento disponível pelo SUS, com diferentes abordagens conforme a necessidade clínica.
Na Bahia, assim como em outras regiões do Nordeste, fatores como clima, poluição, condições habitacionais e acesso desigual aos serviços de saúde contribuem para a persistência dos casos. Segundo Fernanda Aguiar, o acompanhamento especializado é fundamental, principalmente em quadros moderados e graves, com acesso a tratamentos modernos e protocolos clínicos adequados. “A atenção primária tem papel decisivo nesse cenário, desde que haja diagnóstico correto, adesão ao tratamento e orientação contínua ao paciente”, explica.

Foto: dibulgação
Diagnóstico e controle – A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no tórax. Embora não tenha cura, o controle é possível com medicação adequada, principalmente por meio de inaladores e acompanhamento médico regular.
“A adesão ao tratamento ainda é o maior desafio. Muitos pacientes abandonam o uso contínuo da medicação quando os sintomas melhoram, o que aumenta o risco de crises”, alerta a especialista do HMDS.
Conscientização e acesso – O tema global do Dia Mundial da Asma para 2026, “Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente”, definido pela Global Initiative for Asthma, reforça a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos eficazes, especialmente os inaladores, considerados fundamentais para o controle da doença.
Mais do que uma data simbólica, o 5 de maio se consolida como um chamado à ação para gestores, profissionais de saúde e população. Afinal, com informação, diagnóstico precoce e tratamento adequado, a asma pode deixar de ser uma ameaça silenciosa para se tornar uma condição controlada, inclusive na Bahia.
Com informações da assessoria de comunicação.

Três passageiros morreram e ao menos outras três pessoas apresentaram sintomas após a suspeita de um surto de hantavírus em um cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A informação foi divulgada no domingo (3) pela Organização Mundial da Saúde.
As mortes ocorreram a bordo do navio MV Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions. A embarcação está ancorada em Praia, onde, até a noite de domingo (horário de Brasília), as autoridades locais ainda não haviam liberado o desembarque dos passageiros para atendimento médico.
Segundo a empresa, equipes de saúde do país visitaram o navio e avaliaram dois tripulantes com sintomas que necessitavam de cuidados urgentes. O caso segue sob monitoramento enquanto se aguarda a definição das autoridades sanitárias.
O hantavírus é responsável por uma infecção que pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, uma condição grave e com alto risco de morte. A transmissão para humanos ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções de roedores, como urina, fezes e saliva, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention.
A transmissão entre pessoas é considerada rara e está associada, sobretudo, ao vírus Andes, identificado principalmente no Chile e na Argentina, países ligados à rota do navio. A embarcação partiu de Ushuaia há cerca de sete semanas, fez paradas na Antártica e em Santa Helena antes de chegar a Cabo Verde, conforme dados da plataforma MarineTraffic.
Informações Metro1

Conforme o prazo oficial da Justiça Eleitoral, os eleitores brasileiros têm até esta quarta-feira 6 para regularizar pendências, solicitar o primeiro título, transferir domicílio eleitoral ou atualizar dados cadastrais. O encerramento do cadastro habilita apenas quem estiver em dia para participar das eleições gerais de outubro. Nesse mês, os brasileiros escolhem presidente, governadores, deputados e senadores.
Os brasileiros podem fazer grande parte dos procedimentos no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela seção de “Autoatendimento Eleitoral”. No entanto, quem for tirar o primeiro título ou realizar procedimentos que envolvem biometria deve comparecer presencialmente a um cartório eleitoral ou posto da Justiça Eleitoral.

O prazo desta quarta-feira, 6, vale para todos os seguintes serviços: emissão do primeiro título, transferência de domicílio, atualização de informações cadastrais, regularização de pendências com a Justiça Eleitoral e cadastramento biométrico.
Ressalta-se que a coleta da biometria não é obrigatória para votar, desde que o eleitor esteja regular e apresente documento oficial com foto no dia da votação.
Para solicitar o primeiro título, é necessário levar um documento de identidade com foto e comprovante de residência atualizado. No caso dos homens que completam 19 anos em 2026, também pede-se o comprovante de quitação do serviço militar.
A consulta de pendências eleitorais pode ocorrer no site do TSE, ao acessar “Consultas” e depois “Situação do título”. Basta informar o número do título, CPF ou nome e data de nascimento. Caso existam irregularidades, o sistema orienta como proceder para resolvê-las.
No Brasil, cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos têm o voto como obrigatório. Jovens de 16 e 17 anos, pessoas acima de 70 e quem não sabe ler nem escrever podem escolher votar. Contudo, sem a obrigatoriedade de participar das eleições.
Caminhão com a droga ia com destino a São José do Rio Preto

© Polícia Federal/divulgação
Mais de uma tonelada de maconha são apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante uma abordagem a um caminhão que trafegava pela Rodovia Feliciano Sales Cunha (SP-310), no município de Monte Aprazível, neste domingo (3). A carga total da droga pesou aproximadamente 1.098 quilos.

A ação ocorreu após trabalho de inteligência indicar que o veículo com a droga se deslocava com destino à região de São José do Rio Preto. “Diante das informações, equipes de policiais federais realizaram diligências e conseguiram localizar e interceptar o veículo”, informou a PF.
“Durante a abordagem, foi constatado que a droga, oriunda do estado de Mato Grosso do Sul, estava oculta junto a uma carga de fécula de mandioca, na carroceria do caminhão”, diz ainda a nota.
Segundo a PF, o motorista foi preso em flagrante e levado à unidade da Polícia Federal, onde a prisão foi ratificada pela autoridade policial. O investigado permanecerá à disposição da Justiça paulista.
AGÊNCIA BRASIL

O Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Banco Central, mostra uma projeção de alta da inflação para 2026 e queda do crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) em 2027.
Os analistas de mercado que participam do boletim estimam que o IPCA vai fechar neste ano em 4,89%, ante a projeção de 4,86% na semana passada. É a oitava semana seguida de estimativa de alta da inflação.
Para 2027, o mercado projeta inflação de 4%, mesmo porcentual da semana passada; já para 2028, a perspectiva é de alta: o IPCA deverá fechar o ano em 3,64%, ante a projeção de 3,61% na semana passada.

Já a perspectiva de crescimento do PIB para 2026 ficou estável em relação à semana passada, em 1,85%. Para 2027, os analistas projetam queda para 1,75%, ante 1,8% na semana passada. Para 2028, manteve-se o índice de 2%.
As projeções para os juros ficaram estáveis em relação à semana passada: 13% em 2026; 11% em 2027; e 10% em 2028.
Em relação ao câmbio, o Focus projeta estabilidade em 2026, com fechamento anual da moeda norte-americana em R$ 5,25. Para 2027 e 2028, há projeção de queda em relação à semana anterior: fechará em R$ 5,30 em 2027, ante a estimativa de R$ 5,35 há sete dias, e em R$ 5,39 em 2028, ante a estimativa de R$ 5,40 na semana anterior.
Divulgado toda segunda-feira, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas ao considerar as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.
O boletim traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
Informações Revista Oeste
Redução da jornada pode beneficiar 37 milhões de trabalhadores

© Tomaz Silva/Agência Brasil
O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”. 

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.
“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).
A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.
O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.
“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.
O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.
No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.
Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.
O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.
Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.
O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.
A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.
Agência Brasil