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Família pedirá execução imediata da pena de 21 anos mantida em decisão unânime pelos desembargadores

Fotos: Reprodução

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve, de forma unânime, a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva pelo assassinato do adolescente Lucas Terra, ocorrido em 2001. A decisão foi proferida por três desembargadores nesta quinta-feira (5), em Salvador, após a análise de recurso apresentado pela defesa dos religiosos.

Os réus haviam sido condenados em abril de 2023 a 21 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, ambos aguardavam o julgamento da apelação em liberdade. Com a confirmação da sentença em segunda instância, a legislação brasileira permite o requerimento da execução da pena.

Relembre o caso

Lucas Terra tinha 14 anos quando desapareceu em março de 2001. Segundo os autos, o jovem foi estuprado e queimado vivo. O corpo foi encontrado em um terreno baldio na capital baiana. 

As investigações apontaram que o crime foi motivado pelo fato de a vítima ter presenciado atos de cunho sexual entre os pastores dentro de uma unidade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Prisão

Apesar da manutenção da condenação, a defesa dos pastores ainda pode apresentar recursos, os embargos de declaração. Contudo, a família da vítima informou que formalizará o pedido de prisão imediata dos condenados.

A mãe de Lucas, Marion Terra, que liderou a busca por justiça durante as últimas duas décadas, publicou vídeo nas redes sociais celebrando o resultado do julgamento. Até o fechamento desta edição, a defesa dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido não havia se pronunciado sobre a decisão do Tribunal.

Informações Bahia.ba


E-mails mostram corrida para concluir negócio em SP, enquanto ex-banqueiro se reunia com o Banco Central

E-mails mostram tentativa de vender imóvel de R$ 60 mi no dia da prisão de Vorcaro
Ilustração do Vizcaya Itaim, em São Paulo, onde empresa de Daniel Vorcaro tem imóvel | Foto: Reprodução/Vizcaya Itaim

Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) na caixa de e-mails de Daniel Vorcaro revelam uma tentativa acelerada de vender uma cobertura de luxo ainda em construção em São Paulo por R$ 60 milhões no mesmo dia em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro.

As conversas ocorrem paralelamente a outros movimentos relevantes de Vorcaro naquele dia, como uma reunião com representantes do Banco Central e a divulgação da suposta compra do Banco Master pela gestora Fictor — operação que investigadores consideram uma possível cortina de fumaça para uma tentativa de fuga do empresário.

O imóvel negociado fica no empreendimento Vizcaya Itaim, na Avenida Horácio Lafer. A cobertura triplex projetada pelo arquiteto João Armentano possui 12 vagas de garagem. O complexo é incorporado, construído e administrado pela Lucio Engenharia e pela Bolsa de Imóveis.

O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Guarulhos (SP) | Foto: Divulgação/Esfera Brasil
O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Guarulhos (SP) | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

Como o prédio ainda estava em construção, a transação exigia a intermediação dessas empresas. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

A troca de mensagens começa na sexta-feira anterior, 14 de novembro. Naquela tarde, Regiane Bernardes, da Victorino Imóveis, responsável pela negociação a pedido de Vorcaro, enviou um e-mail à Bolsa de Imóveis para organizar a venda. 

Ela solicitou a confirmação da quitação do imóvel, a guia para pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e encaminhou o CNPJ do comprador. No mesmo e-mail, confirmou o valor da operação: “Informo que o valor da cessão é de R$ 60 milhões”. 

Depoimentos de Daniel Vorcaro à PF revelam sua versão sobre imóveis nos EUA, relações políticas e a crise do Banco Master | Foto: Reprodução/Jornal Grande Bahia

Em seguida, ressaltou a urgência da negociação. “Sabemos que o prazo é curto para concluir ainda hoje, mas seguimos confiantes de que, com o alinhamento entre todos, será possível avançar da melhor forma.”

A mensagem foi respondida ainda naquela tarde por Bruno Bianco, que foi advogado-geral da União no governo Jair Bolsonaro e atuava na negociação para representar o comprador, cujo nome não aparece nas conversas.

“Estamos bem avançados na negociação, mas impedidos de seguir pela ausência do termo de quitação”, escreveu. “Peço a gentileza de nos encaminharem o quanto antes.”

Cobertura pertence a uma das principais empresas de Vorcaro

De acordo com os e-mails, o imóvel pertence à Viking, uma das principais empresas de Vorcaro. A companhia ficou conhecida por ser proprietária de três aeronaves utilizadas pelo banqueiro, incluindo o jato que ele pretendia usar para viajar ao exterior naquele 17 de novembro.

Vorcaro havia vendido 55% do controle da Viking para um fundo administrado pela Reag em 17 de setembro — dois meses antes da liquidação do banco. Na mesma operação, ele renunciou ao cargo de administrador e transferiu a função para um ex-despachante de Nova Lima (MG), movimento interpretado como uma tentativa de se distanciar formalmente de seu patrimônio.

Apesar disso, as mensagens agora reveladas mostram que Vorcaro ainda mantinha ligação direta com a empresa em novembro. Ele foi incluído na cópia das trocas de e-mails, e a corretora afirmou ter sido designada por ele para conduzir a negociação.

Penitenciária 2 de Potim
A Polícia Federal solicitou a transferência de Daniel Vorcaro e de outros investigados para o sistema prisional estadual de SP | Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Na manhã de segunda-feira, 17 de novembro, antes das 8h, a representante voltou a cobrar agilidade da Bolsa de Imóveis. “Como houve mudança na administração da Viking e precisamos avançar imediatamente, peço com urgência o link digital para que o novo administrador realize a assinatura do compromisso de venda e compra quitado ainda esta manhã”, escreveu.

Uma advogada da incorporadora respondeu com pedido de paciência e explicou que a Lucio Engenharia, parceira no empreendimento, precisava aprovar todos os documentos. A corretora insistiu novamente: “Estamos aguardando o envio e sabemos que o tempo está bem curto e a operação deve ser concluída ainda hoje.”

Bruno Bianco reforçou a cobrança. “Gostaria de reiterar a urgência do termo de quitação. Isso é premissa para a negociação”, afirmou.

Daniel Vorcaro e sua namorada Martha Graeff | Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff
Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff | Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff

Procurado pela Folha, o ex-advogado-geral da União disse que atuou apenas como advogado de um interessado no imóvel, tendo acesso apenas a informações fornecidas pelas partes ou de natureza pública. Ele afirmou ainda que não tinha conhecimento prévio sobre eventual ação do Banco Central, prisão ou bloqueio de bens.

“Nem Bruno Bianco, nem qualquer outro advogado do país com responsabilidade e ética profissional conduziria ou recomendaria a aquisição de um apartamento cujo domínio estivesse sujeito a indisponibilidade previamente conhecida”, declarou.

A Bolsa de Imóveis informou que não pode comentar transações das quais participa sem autorização expressa das partes ou determinação judicial. Regiane Bernardes foi procurada pelo jornal, mas não respondeu.

Na hora do almoço de 17 de novembro, a corretora voltou a pressionar pelo envio do documento e lembrou que Vorcaro a havia incumbido da negociação.

Às 16h35, o dono do Master confirmou por e-mail que ela tinha acesso completo e autonomia para agir em seu nome. Um minuto antes, porém, a Justiça Federal já havia expedido o mandado de prisão contra ele, segundo informações apresentadas pela defesa em um pedido de habeas corpus.

Mais cedo naquele dia, Vorcaro havia se reunido com diretores do Banco Central e, segundo seus advogados, informou que viajaria aos Emirados Árabes Unidos para assinar o contrato de venda do Banco Master à Fictor e a investidores internacionais. A notícia da negociação foi divulgada à imprensa por volta das 17h.

Master Executivo da financeira Fictor durante apresentação a investidores | Foto: Divulgação/Fictor
Executivo da financeira Fictor durante apresentação a investidores | Foto: Divulgação/Fictor

Enquanto isso, a corretora seguia tentando acelerar a venda da cobertura. “Estamos o dia todo no aguardo dos documentos”, escreveu Regina. Quando finalmente recebeu a comprovação de quitação, pediu com urgência o link para assinatura digital do compromisso de compra e venda — que acabou não sendo enviado.

Segundo pessoas próximas à negociação, a venda não foi concluída. Vorcaro foi preso naquela mesma noite, e o Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central na manhã seguinte.

Informações Revista Oeste


Autoridades militares dizem que ofensiva vai atingir infraestrutura do regime e capacidade de produção de mísseis iranianos

EUA anunciam nova fase da guerra contra o Irã com “aumento drástico” do poder de fogo

Os Estados Unidos afirmaram que estão entrando em uma nova fase da guerra contra o Irã, com um “aumento drástico” do poder de fogo e novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e à “infraestrutura do regime” dos aiatolás.

A declaração foi feita pelo almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), durante coletiva na quinta-feira (5).

“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, disse Cooper.

Segundo ele, forças norte-americanas destruíram mais de 200 alvos no Irã nas últimas 72 horas e já afundaram 30 navios de guerra iranianos desde o início do conflito, incluindo um navio porta-drones destruído na quinta-feira. Na quarta-feira, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, afirmou que mais de 2 mil alvos iranianos já haviam sido atingidos.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a próxima etapa da ofensiva terá bombardeios mais intensos e direcionados à estrutura do governo iraniano.

“O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (…) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã”, declarou.

De acordo com autoridades americanas, a nova fase também deve incluir ataques mais precisos com bombas gravitacionais de alta precisão, com ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg.

Os Estados Unidos também afirmam ter estabelecido superioridade “total” no espaço aéreo iraniano em conjunto com Israel.

Hegseth disse ainda que Teerã comete um erro se acredita que Washington não conseguirá sustentar a guerra.

“O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. (…) Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma”, afirmou.

Informações Metro1


O ministro invalidou a aprovação em bloco de 87 requerimentos da Comissão, repetindo o que já havia feito na quarta-feira 4, ao suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger

Flávio Dino, em sessão no STF - 11/02/2026 | Foto: Victor Piemonte/STF
Flávio Dino, em sessão no STF – 11/02/2026 | Foto: Victor Piemonte/STF

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a votação dos requerimentos da CPMI do INSS, marca um contraste em relação a posicionamentos anteriores do próprio tribunal sobre práticas do Congresso.

Na quinta-feira 5, ao revogar a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, Dino invalidou a aprovação em bloco de 87 requerimentos. Ele repetiu o que já havia feito na quarta-feira 4, ao suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. A medida também abrangeu outros 86 pedidos aprovados durante a mesma sessão.

Contraste com decisões anteriores do STF

O precedente do STF, porém, vai em direção oposta: em 2021, o ministro Dias Toffoli manteve o método de votação em bloco na CPI da Pandemia, ao negar solicitação semelhante feita pela empresa VTCLog contra a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

No dia 24 de agosto de 2023, a CPI do 8 de Janeiro aprovou, por votação simbólica, 57 requerimentos em bloco, incluindo 45 quebras de sigilo, como a da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa em Roma. 

O Rogério Corrêa (PT-MG) — que agora se insurge contra a aprovação da quebra de sigilo em bloco e chegou a partir para a violência durante a votação — apoiou a prática naquele momento, quando era sobre o 8 de janeiro.

O clima de tensão marcou a votação recente na CPMI do INSS. Depois da aprovação dos requerimentos, Rogério Corrêa chegou a agredir fisicamente o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) no plenário.

Histórico das votações em bloco no Congresso

A votação em bloco já havia ocorrido em outras comissões, como na CPI da Pandemia, em 19 de agosto de 2021, quando 187 requerimentos foram aprovados em uma única sessão, incluindo 123 pedidos de quebra de sigilo. Naquele momento, a sugestão partiu do relator Renan Calheiros (MDB-AL) e foi aceita pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM).

“Eu sugiro, para maior celeridade, tendo em vista termos um depoimento importante logo em seguida, que apreciemos os requerimentos em globo”, sugeriu Renan Calheiros na época, conforme as notas da comissão transcritas agora pelo Metrópoles. Em outra reunião, em 3 de agosto de 2021, 128 novos requerimentos foram aprovados de uma só vez, sendo 64 solicitações de quebra de sigilo.

Entre os pedidos de quebra de sigilo estava o da VTCLog, empresa prestadora de serviços ao Ministério da Saúde. A empresa recorreu ao STF, mas o ministro Dias Toffoli, em 25 de agosto de 2021, manteve a decisão da CPI, restringindo o acesso aos dados aos integrantes do colegiado e delimitando o período investigado.

Na fundamentação, Toffoli declarou: “O requerimento (…), é documento público, previamente distribuído aos parlamentares e disponibilizado para acesso geral (…), e, durante a sessão de votação, não se levantou qualquer objeção à sua aprovação, já que a medida, devidamente motivada, mostrou-se essencial aos trabalhos da comissão”.

Informações Revista Oeste


Funcionário da fábrica foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e o responsável pela unidade poderá responder a inquérito criminal

Uma operação conjunta entre a Neoenergia Coelba e a Polícia Civil realizada na manhã desta quinta-feira (5) flagrou uma ligação clandestina de energia em uma fábrica de energéticos no bairro de Valéria, em Salvador. Um funcionário do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e o proprietário poderá responder a inquérito criminal. A distribuidora estima que a energia recuperada na ação foi de 200 mil quilowatts/hora, suficiente para abastecer 3.200 residências por 15 dias.

Eletricistas da Neoenergia Coelba, policiais civis e a perícia técnica participaram da operação. No local, foi verificado que a fábrica com os cabos de medição adulterados, impedindo a devida leitura do consumo de energia. O alvo foi previamente mapeado pela equipe de inteligência da Neoenergia Coelba, que verificou que o consumo de energia na unidade não era compatível com a atividade exercida.

As ações de combate ao furto de energia realizadas pela Neoenergia Coelba têm como objetivo garantir a segurança da população e do sistema de energia. Além disso, operações em unidades comerciais evitam concorrências desleais no setor, impedindo que haja vantagem indevida em relação a outros empreendimentos.

A distribuidora reforça que os “gatos” representam riscos para a segurança de quem os realiza e da população. Além disso, o furto de energia prejudica o fornecimento de energia da região, podendo causar graves problemas para a rede elétrica e ocasionar a interrupção do abastecimento.

Crime e denúncias
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até a oito anos de reclusão pela prática ilegal. Por isso é importante a denúncia de fraudes e furtos de energia. O apoio da comunidade é essencial para identificar os desvios e acionar a distribuidora. As denúncias são feitas de forma anônima através do telefone 116 ou pelo site da Neoenergia Coelba (www.neoenergia.com.br) na parte de Serviços, na aba Denúncia de Irregularidade.

Com informações da assessoria de comunicação


Delegada Lorena Almeida reforça importância da denúncia e destaca que DEAM funciona 24 horas por dia

Delegada Lorena Almeida em entrevista ao Programa Rotativo News

A violência doméstica e familiar contra a mulher segue em crescimento em Feira de Santana e preocupa as autoridades. Em entrevista ao Rotativo News, a delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), Lorena Almeida, classificou a situação como uma “outra pandemia”, termo que tem sido utilizado por especialistas em todo o país.

“Não é uma realidade só de Feira de Santana. É uma realidade nacional. A violência doméstica hoje é considerada por muitos especialistas como uma outra pandemia”, afirmou.

600 registros apenas nos dois primeiros meses do ano

Segundo a delegada, somente nos dois primeiros meses deste ano foram registrados cerca de 600 procedimentos na unidade policial do município.

“O que a gente tem observado, a nível nacional, é um aumento do número de casos de violência doméstica, inclusive casos muito graves, com muita violência”, destacou.

O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher (8 de março), traz o tema novamente ao centro do debate. No entanto, Lorena Almeida ressalta que o enfrentamento precisa ser permanente.

“A gente fala muito sobre o tema, mas parece que ainda estamos fazendo pouco, porque a violência só cresce”, pontuou.

Violência não começa com agressão física

Um dos principais alertas feitos pela delegada diz respeito à escalada da violência. Segundo ela, o feminicídio raramente ocorre como um ato isolado.

“A violência acontece em uma escalada. Começa com manipulação, humilhação, chantagem, controle da liberdade da mulher. Evolui para ameaças e depois chega à agressão física”, explicou.

Para a autoridade policial, combater os primeiros sinais é essencial para preservar vidas.

“Se a gente consegue combater a violência nos seus atos iniciais, com certeza estaremos evitando feminicídios.”

Como denunciar e buscar proteção

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana funciona em regime de plantão 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.

“A unidade não fecha nunca. A vítima pode comparecer a qualquer horário para registrar a ocorrência e solicitar medida protetiva de urgência”, explicou a delegada.

O procedimento inclui:

  • Registro do boletim de ocorrência;
  • Oitiva da vítima;
  • Encaminhamento para exame de corpo de delito, quando necessário;
  • Atendimento psicossocial;
  • Solicitação de medida protetiva ao Poder Judiciário.

Caso a medida seja concedida, o agressor é intimado e fica proibido de manter contato ou se aproximar da vítima. O descumprimento pode resultar em prisão em flagrante ou decretação de prisão preventiva.

“A medida protetiva funciona, sim. Além da decisão judicial, a mulher passa a integrar toda a rede de proteção”, reforçou.

Rede de apoio em Feira de Santana

Após a concessão da medida protetiva, a vítima passa a ser acompanhada pela Ronda Maria da Penha e também pelo Centro de Referência Maria Quitéria (CRAM), que oferece suporte psicológico, social e jurídico.

“Ela passa a ter acompanhamento constante e pode acionar a polícia a qualquer momento em caso de descumprimento”, afirmou.

Segundo Lorena Almeida, a atual gestão tem priorizado o cumprimento de mandados de prisão por descumprimento de medidas protetivas. “Já cumprimos recentemente mandados de prisão preventiva nesses casos. A efetividade dos instrumentos de proteção é prioridade.”

Março terá agenda de conscientização

Durante o mês de março, a DEAM intensificará ações educativas e palestras em empresas, escolas, faculdades e instituições públicas e privadas.

“Levar informação é fundamental. Precisamos conscientizar mulheres e também homens sobre a gravidade da violência doméstica e sobre os direitos das mulheres”, disse.

Os eventos abertos ao público serão divulgados ao longo do mês.

A importância de não julgar

A delegada também fez um apelo à população, especialmente a familiares, amigas e vizinhas de mulheres em situação de violência.

“Não julgue. Não critique. Muitas mulheres deixam de pedir ajuda porque já tentaram sair da relação antes e voltaram, e sentem vergonha de procurar apoio novamente.”

Ela reforça que o ciclo da violência é complexo e que o apoio deve ser contínuo.

“Todas as vezes que uma mulher pedir ajuda, a gente precisa estar lá. Uma hora ela vai conseguir sair. Muito pior será negar apoio e depois essa mulher se tornar vítima de feminicídio.”

A orientação é que qualquer suspeita ou confirmação de violência seja levada à autoridade policial. A denúncia pode ser feita diretamente na DEAM ou por meio da Polícia Militar.

“O que a gente quer é salvar vidas”, concluiu.

Da Redação do Rotativo News.


com Frei Jorge Rocha
tema: vocábulos


Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicaram críticas feitas por ele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma publicação do líder conservador nas redes sociais sobre o Banco Master. O conteúdo foi obtido a partir das investigações contra Vorcaro e divulgado por diversos veículos de imprensa.

Em uma conversa com sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro reclamou da repercussão provocada por uma postagem de Bolsonaro relacionada a uma reportagem sobre operações financeiras do banco. No diálogo, o empresário afirmou ter recebido mais de mil mensagens no Instagram depois da publicação e chamou o ex-presidente de “beócio”, termo usado para se referir a alguém considerado ignorante.

– O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado – escreveu o banqueiro.

– Postou aonde? – perguntou Martha.

– No Twitter dele. Idiota – respondeu Vorcaro.

A postagem mencionada por Vorcaro, feita por Bolsonaro, fazia referência a uma reportagem do jornal O Globo que relatava a demissão de gerentes da Caixa Econômica Federal após eles barrarem uma operação de aproximadamente R$ 500 milhões envolvendo compra de títulos ligados ao Banco Master. Segundo a matéria, a transação foi classificada internamente como atípica e arriscada.

– Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram demitidos. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações – escreveu o ex-presidente na postagem, feita em 12 de julho de 2024.

Nas mensagens trocadas com Martha, Vorcaro comenta que, após a repercussão, recebeu ligações de aliados políticos, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele também afirmou que não havia como retirar a reportagem do ar e sugeriu que Bolsonaro teria feito a postagem por acreditar que o assunto envolvia interesses do PT. Em resposta, Martha comentou que o Twitter seria um ambiente sem controle.

– Mas não tinha como tirar. Cara é um beócio. Alguém falou que era coisa [do] PT [e] ele postou – declarou Vorcaro.

– Ah, entendi. Twitter é terra de ninguém – respondeu Martha.

Outros trechos de conversas com Martha também mencionaram Bolsonaro. Em uma troca de mensagens de agosto de 2024, Vorcaro relata que seu cunhado, Fabiano Zettel, decidiu fechar os comentários do próprio perfil no Instagram por causa de discussões relacionadas ao ex-presidente.

*Pleno.News
Fotos: Reprodução/YouTube Esfera Brasil e EFE/Andre Borges


Investigadores da Polícia Federal (PF) avaliam que a nova fase da Operação Compliance Zero, que mira o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem um ponto central que ainda não veio totalmente à tona: a possível participação de integrantes do alto escalão da República no esquema investigado.

A menção aparece na própria decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. No documento, ele cita indícios de que a organização criminosa investigada teria conseguido captar servidores públicos “dos mais altos escalões da República”. Apesar da referência, até agora os nomes que surgiram publicamente estão ligados a cargos de segundo ou terceiro nível.

Esse detalhe é considerado relevante por investigadores. A presença de autoridades com foro privilegiado poderia explicar a razão pela qual o inquérito continua tramitando no STF. Até o momento, Mendonça não indicou a possibilidade de enviar o caso para a primeira instância nem de desmembrar a investigação, o que reforça a suspeita de que nomes de maior peso político ou institucional ainda possam aparecer.

Além desse ponto, a operação tem dois focos principais. Um deles é revelar como funcionava a estrutura montada por Vorcaro para monitorar adversários e acessar informações sensíveis e o segundo trata da suspeita de corrupção envolvendo servidores do Banco Central.

Nos bastidores, outro tema que ganhou força é a possibilidade de delação premiada. Ao assumir a relatoria do caso, Mendonça tem atendido aos pedidos apresentados pela Polícia Federal, diferentemente de momentos anteriores do processo, quando havia embates com o então relator, ministro Dias Toffoli.

Uma das decisões recentes foi determinar que Daniel Vorcaro seja transferido para o sistema prisional estadual, em vez de permanecer em uma carceragem da Polícia Federal. Para investigadores, a medida pode aumentar a pressão sobre o empresário e abrir espaço para negociações de colaboração com a Justiça.

Caso isso aconteça, a expectativa é que uma eventual delação traga informações justamente sobre quem estaria acima na hierarquia do esquema, o que poderia revelar, de fato, quais integrantes do chamado alto escalão da República teriam ligação com o caso.

*Pleno.News
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF


Prefeitura de Feira de Santana deu início à regularização fundiária de cerca de 800 imóveis residenciais no bairro Campo do Gado Novo, um dos mais afastados do centro comercial. A ordem de serviço foi anunciada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, na noite desta quarta-feira (04), durante reunião com a comunidade, que não pagará nada pela documentação dos imóveis.

A regularização fundiária faz parte de um programa promovido pelo governo do prefeito José Ronaldo desde gestões anteriores, contemplando moradores de bairros periféricos com a emissão gratuita do registro dos imóveis. É uma medida que, além de elevar a autoestima dos proprietários, também garante segurança jurídica.

Ao autorizar o início dos serviços de regularização fundiária, o prefeito José Ronaldo ressaltou que esse trabalho terá prosseguimento, contemplando também outras comunidades. Na terça-feira (03), a ação contemplou a comunidade da Agrovila, no bairro Mangabeira. Já na quarta-feira (04), foi a vez do Campo do Gado Novo, e nesta quinta-feira (05) será a vez do conjunto José Ronaldo, no bairro Campo Limpo.

Durante o encontro com os moradores do Campo do Gado Novo para anunciar a regularização fundiária, José Ronaldo explicou todos os trâmites até a emissão definitiva dos registros dos imóveis pelos cartórios. Informou que o primeiro passo começa a partir desta quinta-feira (05), com o levantamento do georreferenciamento dos imóveis, com as medidas de cada terreno realizadas por meio de drones. Em seguida, serão feitas a filmagem e o registro fotográfico das ruas e fachadas das residências, a coleta de documentos dos proprietários das casas e, por fim, o encaminhamento para os cartórios de registro de imóveis.

A reunião com os moradores do Campo do Gado Novo, realizada em um imóvel na praça principal da comunidade, contou com as presenças dos secretários de Comunicação, Joilton Freitas; de Habitação, Valdivan Nascimento; de Agricultura, Silvaney Araújo; do diretor de Obras da SOMA, Ianco Pinho; do superintendente da SMT, Ricardo Cunha; do empresário Zé Chico; e dos vereadores Lulinha da Conceição e Marcus Carvalhal, além do pastor Gilvan Gonçalves.

*Secom