Ditador Miguel Díaz-Canel acusou Washington de criar pretextos para ampliar a pressão contra Havana

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira, 18, que o regime do país tem o direito “legítimo” de responder a um “eventual ataque” dos Estados Unidos em meio ao aumento das tensões entre Havana e Washington.
A declaração ocorreu depois de o site Axios publicar que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e avaliado possíveis cenários de uso nas proximidades da base naval norte-americana de Baía de Guantánamo.
Segundo a publicação, autoridades norte-americanas consideram a movimentação uma ameaça crescente à segurança dos EUA.

Em publicação na rede X, Díaz-Canel afirmou que Cuba possui o “direito absoluto e legítimo” de se defender contra uma eventual ofensiva militar norte-americana. O ditador também acusou Washington de tentar construir justificativas políticas para uma possível intervenção na ilha comunista.
Segundo ele, uma ação militar poderia provocar “um banho de sangue com consequências incalculáveis”. O ditador cubano ainda alegou que Havana “não representa ameaça” e não possui intenções hostis contra outros países.
Governo Trump amplia pressão sobre Havana
O governo do presidente Donald Trump intensificou nos últimos meses a pressão sobre o regime cubano. Além do embargo econômico, mantido desde 1962, Washington adotou novas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha, ao aprovar em maio um novo pacote de sanções.
Trump também voltou a classificar Cuba como uma “ameaça excepcional” à segurança nacional norte-americana e ameaçou ampliar a presença militar dos EUA na região do Caribe.
Na última semana, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para reuniões com integrantes da cúpula cubana. O encontro ocorreu em meio à escalada das tensões diplomáticas entre os dois países.
Informações Revista Oeste
