ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Economia

Shein diz que ideia do governo Lula de aumentar imposto para 25% vai atingir os pobres em cheio

A empresa Shein expressou críticas nesta sexta-feira, 12 de abril de 2024, em relação ao aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de...
LEIA MAIS

Política & Economia
Polícia Federal transfere Daniel Vorcaro para cela comum
Brasil Notícias Polícia

Polícia Federal transfere Daniel Vorcaro para cela comum

Perito da PF é alvo de investigação por suposto vazamento em caso do Banco Master
Brasil Notícias Polícia

Perito da PF é alvo de investigação por suposto vazamento em caso do Banco Master

Sorteio da Mega-Sena desta terça-feira é suspenso; entenda
Economia

Sorteio da Mega-Sena desta terça-feira é suspenso; entenda

André Mendonça decreta prisão preventiva do primo de Vorcaro
Brasil Notícias Polícia

André Mendonça decreta prisão preventiva do primo de Vorcaro

Mercado vê inflação e juros maiores em 2026
Economia

Mercado vê inflação e juros maiores em 2026

Entenda como funcionava “A Turma”, grupo alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero
Bahia Notícias Polícia

Entenda como funcionava “A Turma”, grupo alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero

Lula zera ‘taxa das blusinhas’
Economia

Lula zera ‘taxa das blusinhas’

Brasil pode perder quase US$ 2 bilhões por ano com decisão da União Europeia
Economia

Brasil pode perder quase US$ 2 bilhões por ano com decisão da União Europeia

CDL lança campanha São João de Prêmios 2026 com palestra sobre vendas e comportamento do consumidor
Economia Feira de Santana Notícias

CDL lança campanha São João de Prêmios 2026 com palestra sobre vendas e comportamento do consumidor

Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1
Economia

Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1


O Ministério de Relações Exteriores israelense informa que o Hamas está infiltrado na UNRWA

Israel confirma quebra de acordo com órgão da ONU
Placa do escritório regional da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), em Tiro, no sul do Líbano | Foto: RomanDeckert/Wikimedia Commons

Israel comunicou oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o fim do acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). O acordo estava em vigor desde 1967. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do país nesta segunda-feira, 4.

Em outubro, o Parlamento israelense aprovou uma lei que impede a operação da UNRWA em Israel. Essa legislação proíbe a cooperação com a entidade, que fornece assistência a milhões de palestinos na Cisjordânia e em Gaza.

Críticas de Israel à UNRWA

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante uma cerimônia memorial do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 - 27/10/2024 | Gil Cohen-Magen/Pool/Reuters
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante uma cerimônia memorial do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 – 27/10/2024 | Gil Cohen-Magen/Pool/Reuters

Israel critica a UNRWA, criada depois da guerra de 1948, acusando-a de parcialidade contra Israel e de manter os palestinos como refugiados permanentes. Desde o início do conflito em Gaza, Israel alega que o Hamas infiltra a UNRWA no território.

A nova legislação gerou preocupações na ONU e entre aliados ocidentais de Israel. Eles temem o agravamento da situação em Gaza, onde Israel luta contra o Hamas há um ano. 

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse que, mesmo com provas da infiltração do Hamas na UNRWA, a organização internacional não agiu para mudar o cenário.

Impactos da nova legislação

A lei não proíbe diretamente as operações da UNRWA na Cisjordânia nem em Gaza. No entanto, dificultará suas atividades nessas regiões.

O Ministério das Relações Exteriores do país informou que expandirá as atividades de outras organizações internacionais. O órgão explicou que fará “preparativos para encerrar a conexão com a UNRWA e aumentar alternativas à UNRWA”.

Informações Revista Oeste


Empresa pública afirmou que déficit do próximo ano pode superar o dobro em relação a 2024

Telebras assumiu 'pedalada' milionária | Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
Telebras assumiu ‘pedalada’ milionária | Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

A Telebras admitiu ao Tribunal de Contas da União (TCU) ter realizado uma “pedalada fiscal” milionária, revelada pelo portal UOL. 

Em documento acessado pela reportagem, a empresa pública afirmou que o rombo em 2025 — estimado em R$ 184 milhões — pode superar o dobro em relação a este ano.

Depois da reportagem, parlamentares do partido Novo pediram apuração do tribunal. O ministro Antonio Anastasia, relator do processo, cobrou a Telebras e o Ministério das Comunicações, responsável por supervisionar as atividades da estatal.

Na resposta ao TCU, a Telebras confirmou ter usado a ferramenta orçamentária denominada Despesas de Exercícios Anteriores (DEA) para rolar compromissos de 2023 para o orçamento deste ano. O TCU considera esse tipo de procedimento irregular.

A DEA é um instrumento legítimo. No entanto, só deve ser usado em casos excepcionais, delimitados em lei — diferentemente do uso feito pela estatal. Fora das regras, pode:

  • Aumentar artificialmente o orçamento de um órgão;
  • Acumular dívidas para a União;
  • Distorcer resultados fiscais;
  • Consumir recursos dos anos seguintes, impactando negativamente o planejamento do governo.

Sob a influência do senador Davi Alcolumbre (União-AP), a estatal substituiu toda a diretoria e acomodou aliados. 

À reportagem, a Telebras afirmou que vai se manifestar no processo do TCU.

Segundo apurou o UOL, a Telebras declarou ao TCU ter informado a “todas as partes interessadas” sobre o uso da DEA, mas não mencionou quais foram esses órgãos ou ministérios.

Dois ofícios de fevereiro de 2024, obtidos pelo portal, revelam que a Telebras relatou ao Ministério das Comunicações “um saldo” de R$ 80 milhões em DEA para este ano.

A pasta comandada por Juscelino Filho disse ao TCU ter feito “reuniões ministeriais em articulação com os órgãos centrais” para “tratar da situação da Telebras”. O ministério contou à Corte ter discutido, nas ocasiões, “implicações e riscos decorrentes desse cenário adverso”.

A pasta citou duas reuniões ocorridas neste ano sobre a questão. Uma em 19 de março, com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Comunicações, Juscelino Filho, integrantes das pastas e um representante da Receita.

Outra no dia 9 de abril, com os mesmos ministros, seus assessores e o presidente da Telebras, Frederico de Siqueira.

A Fazenda disse à reportagem que “não tem competência para administrar questões orçamentárias, operacionais e administrativas de outros ministérios ou de empresas estatais”.

Informações Revista Oeste


Foto: Pixabay

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realizará no próximo sábado, dia 9, o I Simpósio Brasileiro sobre Alimentos Funcionais e Terapêuticos Baseados em Produtos da Meliponicultura. O evento abordará à produção de mel, sambura e própolis.

De acordo com a organização, o simpósio contará com a participação dos principais especialistas do setor. Esta será uma oportunidade única para aprender sobre as melhores práticas, inovações tecnológicas e as perspectivas futuras da nutrição e terapia com produtos da meliponicultura.

Faça aqui a sua inscrição!


Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Os torcedores do Bahia poderão participar de uma partida junto a grandes ídolos do clube dentro da Fonte Nova. O projeto “ Vou jogar na Fonte” foi anunciado pelo time e acontecerá no dia 11 de dezembro. 

Dentre os jogadores que marcaram a trajetória do clube, participarão o ex-volante Bebeto Campos, o ex-goleiro Jean e os ex-atacantes Fernandão e Zé Carlos. Outros dois jogadores devem ser anunciados nesta semana. 

Cada um deles fará parte de uma equipe diferente, e estão previstas partidas entre os times de Zé Carlos x Jean e Fernandão x Bebeto Campos. Cada jogo terá 40 minutos de duração, dividido em dois tempos de 20 minutos.

“O Vou Jogar na Fonte é uma oportunidade para o torcedor vivenciar a experiência de estar em campo na Arena Fonte Nova, como jogador do Bahia por um dia. Esse é mais um produto criado para oferecer um dia que certamente entrará para a história de todos os que participarem”, disse Rafael Soares, Diretor de Marketing e Comercial do Esporte Clube Bahia.

Para participar, o sócio torcedor pagará R$ 1.988,00, enquanto o torcedor que não é sócio desembolsará  R$ 2.088,00. Além do jogo, o participante receberá um kit que inclui camisa, calção e meião do Bahia modelo torcedor 2023 e um pacote de fotos profissionais. A inscrição é feita através do site Vou jogar na Fonte.

Metro1


Foto: João Souza/g1

Marleide Soares, de 51 anos, e a filha Amanda Soares, de 17, pretendem realizar o sonho de iniciar a vida acadêmica juntas, em 2025. As duas se preparam e fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (3), no Colégio Estadual Deputado Henrique Brito, no bairro de Brotas, em Salvador.

Moradoras do bairro de Luís Anselmo, as duas vivem fases distintas de vida: Marleide tem uma loja que vende materiais esportivos há 20 anos em Camaçari, cidade da Região Metropolitana de Salvador. Já Amanda termina o Ensino Médio neste ano.

A mãe quer cursar Administração para gerir melhor a empresa. A filha tem o sonho de se tornar arquiteta.

Em entrevista ao g1, a adolescente disse que se esforçou bastante durante a preparação do Enem, principalmente para a redação.

“Tem um peso maior para a nota. Inclusive acho que o mil vem”, disse Amanda, empolgada e confiante.

A estudante contou que ouviu falar na possibilidade do tema deste ano ser os desafios da alfabetização das crianças no Brasil, mas ela acreditava que seria algo relacionado à tecnologia e meio ambiente.

A confiança em um bom desempenho no exame parte da preparação que ela teve com a mãe. “É uma inspiração, porque me passa uma confiança em saber que ela está ali do lado. Me deixa mais calma”, contou.

Essa é a terceira vez que Marleide fará o Enem. Na primeira vez, ela zerou a redação.

“Fui um fracasso, mas na segunda já fui bem melhor e agora quero encarar esse desafio de conseguir um bom desempenho”, disse a empreendedora.

“Também vou fazer a prova para ajudar minha filha. Esse contato nos deixou mais próximas, criou uma ligação muito legal e eu sinto a confiança dela e ela a minha”.

Primeiro dia de Enem

Mais de 4,3 milhões de candidatos estão inscritos para fazer o Enem, no Brasil, que começa com as provas de Linguagens e Ciências Humanas, além da redação, neste domingo. No dia 10 de novembro, será a vez das questões de Matemática e Ciências da Natureza.

Fonte:G1 Bahia


Votação para a abertura de duas vagas para professor doutor no departamento gerou discórdia entre Eduardo Cesar Silveira Vitta Marchi e José Fernando Simão

O Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
O Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Uma reunião entre professores de Direito Civil da Universidade de São Paulo (USP) quase acabou em pancadaria. A situação não chegou a esse ponto graças à intervenção de dois ou três docentes, que impediram o chefe do departamento, Eduardo Cesar Silveira Vitta Marchi, de atacar um dos colegas, José Fernando Simão.

O incidente está nas mãos da Justiça e da Polícia Civil de São Paulo. Simão pediu a abertura de um inquérito por ameaça e processou Marchi por danos morais, ao alegar que sofreu insultos e ameaças.

Na Justiça, Simão conseguiu uma medida protetiva: no dia 6 de outubro, o juiz Felipe Poyares Miranda, da 16ª Vara Cível, determinou que Marchi “mantivesse a urbanidade e se abstivesse de qualquer comportamento que pudesse ofender a integridade física ou psicológica da parte autora [Simão]”, sob pena de uma multa de R$ 10 mil por cada infração.

A confusão ocorreu em junho, e o portal UOL teve acesso aos registros e às gravações da reunião.

A briga entre os professores de Direito da USP

A discórdia entre os professores da USP começou quando Simão pressionou para que Marchi colocasse em votação a abertura de duas vagas para professor doutor no departamento. Essa insistência irritou o chefe do departamento: “Você pode ficar quieto? Senão vou pedir para você se retirar”.

Simão respondeu: “Ninguém mais se manifesta. Só você está falando. Vai continuar assim?”

Marchi respondeu: “Vou continuar, sim”.

Os descontentamentos com Marchi já vinham de antes, principalmente por ele ter aberto e fechado uma vaga para professor titular sem consultar o colegiado.

Marchi, não disposto a perder a discussão, anunciou que retiraria o assunto de pauta e o levaria à reitoria. Simão, contudo, insistiu: “Não, o conselho é soberano, vamos votar”.

A insistência de Simão despertou a fúria de Marchi: “Vou abrir uma sindicância para investigar seus afastamentos para Portugal nos últimos dois anos! Nunca pediu afastamento! Isso é comportamento de um docente sério?”

Ao ver o colega perder a compostura, a professora Giselda Hironaka exclamou: “Ai, meu Deus!”. Em um depoimento posterior, ela relatou que todos ficaram “atônitos” diante do descontrole de Marchi.

Docentes tentam apaziguar

Outros presentes tentaram apaziguar a situação, mas o professor Eneas de Oliveira Matos também foi confrontado por Marchi: “Vá devagar, porque você também tem telhado de vidro. Não me force a tomar providências sobre você”.

Marchi então se voltou novamente para Simão: “É a última vez que você fala desse jeito comigo! Não vou agir como o professor Alcides Tomazetti [falecido em 2021], que disse que iria te matar! Vi o Tomazetti, depois de uma reunião, colocando a mão no seu nariz e dizendo que ia te matar!” “Nunca mais”, gritou Marchi, para logo depois ouvir pedidos de calma.

Ele mesmo pediu tranquilidade: “Espere aí, vou terminar isso. Quero conversar cara a cara com você, se for macho! Não precisa do Gavião para você vir… Covarde! Nunca mais fale assim, senão você vai se dar mal comigo! E se eu te encontrar na rua, saia da minha frente!”

Simão questionou: “É para mim isso?”

“É, sim! Qual é o problema?”, retrucou Marchi, exaltado. “É pra você mesmo, seu mal-educado! Ofensivo! Criminoso!”

Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, por volta de 1860 | Foto: Wikimedia Commons
Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, por volta de 1860 | Foto: Wikimedia Commons

“Gavião” refere-se ao desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Luiz Gavião de Almeida, que é vice-chefe do Departamento de Direito Civil. Ele também prestou depoimento a pedido de Simão, por ter visto Marchi se inflamar. Gavião destacou que Simão foi expulso da sala, mesmo sem ter se levantado ou respondido às ofensas.

Depois dos gritos, dois professores da USP pediram calma. “Já chega, Eduardo!”. Marchi, então, mudou de assunto e começou a relatar uma conversa que teve com a viúva de Tomazetti, sua vizinha.

Informações Revista Oeste


Eliane Giardini afirmou que a emissora tem diversos autores etaristas, que não gostam de escalar idosos para atuar nas produções da empresa

Foto de Eliane Giardini, atriz da Globo
Eliane Giardini falou sobre a relação da Globo com artistas idosos | Foto: Reprodução/Multishow 

Eliane Giardini afirmou que alguns autores da Globo têm “problema grave” de etarismo. Segundo ela, esses autores não criam personagens para atores veteranos. A discussão ocorreu ao lado de Marcos Caruso no programa Lady Night

“Existem autores, produtos que têm problema grave com etarismo”, afirmou. A veterana destacou que a Globo não é uma entidade única, mas composta por autores e produtores que enfrentam esse problema de etarismo. 

“O que é a Globo hoje? Ela não é uma senhora… Existem autores, produtos que têm um problema grave com etarismo”, afirmou, enfatizando que o foco deveria ser na criação de papéis para atores mais velhos.

Marcos Caruso complementou a discussão, mencionando que a redução da idade dos protagonistas afeta também o elenco de apoio, como pais e avós. “Na medida em que você baixa a idade dos protagonistas, você tem que baixar a idade das mães protagonistas, dos avós protagonistas. Eu, por exemplo, nem para bisavô sirvo mais”, declarou.

Foto de Marcos Caruso e Eliane Giardini
Marcos Caruso e Eliane Giardini desabafaram em entrevista ao Lady Night | Foto: Reprodução/Multishow

Veteranos defendem a importância de idosos em produções da Globo

A importância de manter atores veteranos no elenco foi reforçada por Eliane Giardini, que destacou a experiência e o reconhecimento do público. “Eu acho uma loucura isso, porque [ator veterano] segura muito, a gente tem expertise que não dá para jogar fora”, disse ela. 

Marcos Caruso acrescentou que a presença de rostos conhecidos é crucial para a fidelidade dos telespectadores. “O público quer ver as pessoas que eles conhecem… Eu acho que tirar do ar essas pessoas que são muito conhecidas do público é uma forma de você desfidelizar, não é bom”, afirmou.

Informações Revista Oeste


Sanções, mudança de ambiente político, cassação de vistos de ministros do STF, nova agenda programática para Bolsonaro, as expectativas de bolsonaristas radicados nos EUA

Trump recebeu camisa do Brasil com seu nome em visita de Bolsonaro aos EUA em 2019 — Foto: Getty Images via BBC

Trump recebeu camisa do Brasil com seu nome em visita de Bolsonaro aos EUA em 2019 — Foto: Getty Images via BBC 

O retorno do republicano Donald Trump ao salão oval da Casa Branca — de onde tradicionalmente despacham os presidentes americanos — poderá ter efeitos políticos de ordens práticas e filosóficas a quase sete mil quilômetros de Washington, a capital dos Estados Unidos. 

Ao menos é o que acreditam expoentes da direita bolsonarista radicados atualmente no país, como o ex-comentarista da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, e o ex-chanceler de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo. Ambos conversaram com a BBC News Brasil poucos dias antes das eleições americanas, agendadas para 5/11, e indefinidas entre Trump e sua adversária, a democrata e atual vice-presidente Kamala Harris, segundo as pesquisas de intenção de votos. 

Em diferentes graus, Araújo e Figueiredo estão convencidos de que, no poder, Trump exerceria pressão — direta ou indiretamente — no Brasil de modo a colocar em evidência o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível até o fim de 2030, alterar o modo como o país combate fake news em mídias sociais, especialmente à luz do caso do bloqueio pelo Supremo Tribunal Federal do X (ex-Twitter) e impulsionar um retorno do foco do bolsonarismo a uma agenda mais programática de direita radical, com a chance de retomar e aprofundar intercâmbios com outros grupos políticos da mesma vertente internacionalmente, impulsionados pela força política e econômica do trumpismo instalado na Casa Branca. 

A avaliação, no entanto, não é exclusividade de simpatizantes do ex-presidente Bolsonaro. “Se o Trump vencer, (…) muda (o cenário doméstico brasileiro). Se o Trump perder, desinfla muito o (líder argentino Javier) Milei, a extrema direita mundial. Se ele ganha, sempre dá um incentivo (ao bolsonarismo)”, disse o líder petista José Dirceu em entrevista à Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, no fim de setembro passado. 

Já o ex-subsecretário do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, que serviu também como embaixador dos EUA no Brasil, vê a possível volta de Trump ao poder como o provável início de um novo capítulo da recente história espelhada que Brasil e EUA têm escrito. 

Nos últimos dez anos, os dois países viveram o desgate dos políticos tradicionais, a ascensão ao poder de modelos populistas de direita, a derrota nas urnas dos representantes desse modelo (Trump e Bolsonaro), as contestações ao modelo democrático que culminaram em ataques físicos às instituições pelos apoiadores desses líderes, como a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, e a depredação da Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. 

“Se o Trump for reeleito agora, isso deve ajudar Bolsonaro, porque mostra que é possível perder e ainda assim voltar ao poder quatro anos depois”, disse Shannon à BBC News Brasil.

No 8 de janeiro, golpistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília 

Influencers junto à diáspora brasileira nos EUA

Paulo Figueiredo teve suas redes sociais bloqueadas no Brasil — Foto: BBC News Brasil

Paulo Figueiredo teve suas redes sociais bloqueadas no Brasil — Foto: BBC News Brasil 

Tanto Figueiredo quanto Araújo se juntam, com diferente intensidade, a um esforço de brasileiros na campanha online pró-Trump. Fazem também a interface entre representantes da direita dos dois países e têm consolidado sua influência com a diáspora brasileira nos EUA. 

Araújo soma quase 900 mil seguidores em sua conta do X e, atualmente licenciado do Itamaraty, vende cursos online de formação política à direita, que ele admite ter criado sob “inspiração” do guru Olavo de Carvalho, morto há dois anos. 

Já Figueiredo, cuja conta do X está atualmente bloqueada no Brasil por determinação do STF, reúne 1,3 milhão de seguidores ali. Nos EUA, ele consegue operar seu perfil normalmente, sem restrições legais. Figueiredo é alvo de investigação da Polícia Federal, que o acusa de ter participação na tentativa de golpe de Estado arquitetada por expoentes do governo de Bolsonaro depois da derrota eleitoral de 2022. 

Segundo o relatório do Ministro Alexandre de Moraes, que determinou medidas contra Figueiredo (como o cancelamento de seu passaporte brasileiro) no começo deste ano, ele fazia parte de uma ação coordenada para expor e pressionar comandantes militares que não concordaram em aderir aos planos golpistas. À época, ele mantinha um influente programa na emissora Jovem Pan. Figueiredo nega que tenha cometido crime, diz que realizou trabalho meramente jornalístico junto às suas fontes das Forças Armadas, que jamais tomou parte em conversas cujo objetivo fosse declaradamente um golpe de Estado e que tem sido vítima de censura prévia, já que seus perfis em redes sociais estão bloqueados. 

No conteúdo produzido por Figueiredo e Araújo, o Brasil é atualmente descrito como um país “com déficit democrático”, sob o jugo de ordens que ambos veem como abusivas do STF contra a liberdade de expressão. Quando o X foi bloqueado no Brasil, depois que o bilionário Elon Musk, dono da plataforma, optou por descumprir decisões anteriores do STF, esta rede de opinião bolsonarista nos EUA passou a impulsionar uma narrativa de que, se Kamala Harris vencesse o pleito de 2024, o X viria a ser bloqueado nos EUA também. A candidata democrata jamais comentou o assunto. “Não acho que a Kamala esteja ouvindo o Alexandre (de Moraes), mas ambos tem essa visão, que foi fomentada em boa parte por profissionais desse ‘Deep State’, nas universidades, nos veículos de mídia, uma visão de que esse movimento Nacional-Populista (de Trump e Bolsonaro) precisa ser freado, e isso é feito através da censura”, argumenta Figueiredo, usando o termo em inglês adotado por Trump e por conspiracionistas de grupos como QAnon para descrever uma suposta burocracia financiada por multimilionários para impulsionar agendas de esquerda. 

Em parte foi esse o argumento que Figueiredo apresentou a um grupo de congressistas americanos durante audiência no Capitólio em maio passado. Diante de nomes da direita brasileira, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o blogueiro Allan dos Santos, o ex-comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino e o deputado federal cassado e ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, Figueiredo ouviu da deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, co-presidente da Comissão sobre Brasil, que aquela “audiência é uma tentativa de minar a democracia brasileira ao dar uma plataforma para os mesmos indivíduos que espalharam mentiras sobre as eleições” . 

Há ecos dos argumentos de Figueiredo e seu grupo na manifestação de uma brasileira que parou seu carro diante da janela de drive through da lanchonete McDonalds na qual Trump servia batatas, em um ato de campanha recente. “Senhor presidente, por favor, não deixe os Estados Unidosvirarem o Brasil”, disse ela. 

Em suas redes, Figueiredo a endossou: “É sequer controverso que nós da diáspora brasileira não queiramos que os EUA se tornem um Brasil? É sequer controverso que a eleição da Kamala Harrisempurraria a América nesta direção? Esta não é nem a primeira nem a última brasileira a dizer isso ao Trump, posso garantir”, escreveu o comentarista, sugerindo que ele mesmo já teria feito apelo semelhante ao republicano. Figueiredo afirmou à reportagem que mantém proximidade com Trump, Musk e integrantes da campanha democrata. 

Afeto a Bolsonaro e cassação de vistos ao STF

Alexandre de Moraes determinou o bloqueio da plataforma X, do bilionário Elon Musk — Foto: Rosinei Coutinho/STF, Getty, Reuters 

“O ex-presidente Donald Trump tem um enorme carinho pessoal pelo ex-presidente Bolsonaro, eu já testemunhei interlocução entre os dois, conheço pessoalmente razoavelmente bem Donald Trump, talvez não tão bem quanto conheço o presidente Bolsonaro, e vejo a forma afetuosa como eles lidam um com o outro. Há também uma relação de afeto grande da família do Trump com a família do Bolsonaro, especialmente com o Eduardo Bolsonaro, então há uma simpatia, há um carinho pessoal. Algumas conversas que eu testemunhei eu não posso reportar, mas posso dizer a impressão que eu tive de carinho e de preocupação com o Brasil”, afirmou Figueiredo quando questionado sobre como um governo Trump poderia alterar a situação da direita brasileira. Tanto Jair Bolsonaro quanto Eduardo Bolsonaro foram procurados para comentar, mas suas assessorias não responderam à reportagem da BBC News Brasil até a publicação desta reportagem. 

Para ele, essa proximidade naturalmente transbordaria para ações de Trump na direção cara ao grupo de Bolsonaro. Ainda no argumento de Figueiredo, some-se ao afeto de Trump não apenas os interesses de Musk, atualmente o maior doador de campanha do republicano, que cerrou embates públicos com Moraes, como o histórico do assessor de Trump Jason Miller, interrogado por ordem de Moraes no aeroporto de Brasília, onde foi mantido por agentes da PF ao longo de quase 4 horas, no âmbito do inquérito das Fake News, em setembro de 2021. 

À época, Miller, que era CEO de uma rede social usada majoritariamente pela direita, chamou os agentes da Polícia Federal de “Gestapo”, a polícia secreta da Alemanha Nazista. 

“Musk vai ter influência no governo Trump e o Brasil está no mapa mental do Musk, então eu acho que ele vai influenciar a percepção sobre Brasil num novo governo Trump”, concorda Ernesto Araújo. “ O grande tema do momento no mundo é a liberdade de expressão e o Musk vê o Brasil como uma das principais frentes de batalha no assunto, por tudo o que aconteceu com o X. Então é alguém que pode influenciar a administração do Trump em medidas que sejam, de certa forma, mais críticas da ausência de liberdade de expressão no Brasil, mais favoráveis a uma pressão”, diz Araújo.

Como ex-chanceler do Brasil, ele disse não querer “entrar tanto em especulação sobre essa coisa de sanções”. “Porque isso depende, há coisas que são da alçado do Executivo, alguma investigação do Departamento de Justiça, mas é preciso ver se essa mudança de entendimento ficará só na Casa Branca, porque nem tudo depende só do presidente”, explicou Araújo, que como chanceler empreendeu alinhamento total do Brasil com a gestão Trump, mas não conseguiu aprovar um acordo de livre comércio com os EUA, uma meta da gestão Bolsonaro, travada no Congresso americano. 

O mesmo congressista republicano que levou Figueiredo para a audiência no Congresso americano, o deputado Chris Smith, introduziu em setembro um projeto de lei que tem feito brilhar os olhos dos bolsonaristas nos EUA. Batizado de No Censors on our Shores Act, ou algo como Ato sem censores em nossa área de jurisdição, o projeto prevê a cassação de vistos ou mesmo a deportação de “qualquer autoridade estrangeira envolvida em atos de censura” contra cidadãos americanos que, se estivessem nos EUA, violariam a primeira emenda da Constituição (que garante liberdade de expressão). Tanto Figueiredo como Ernesto admitem que o alvo da lei são os ministros do STF

“O projeto já está pronto para ser votado agora depois das eleições, a gente vai trabalhar para que seja votado ainda por essa legislatura na Câmara (de maioria republicana) e na próxima legislatura pelo Senado (quando a expectativa é que a maioria seja republicana). Não só os ministros ficariam impedidos de entrar nos Estados Unidos, mas também os delegados da Polícia Federal, juízes auxiliares, outras figuras que certamente a gente tem trabalhado para identificar. E aí a gente vai depender da sanção presidencial, e eu sou muito mais otimista com uma sanção presidencial do Donald Trump”, diz Figueiredo, para quem Trump exerceria pressão sobre a base republicana em prol do projeto de lei. “É um otimismo informado”, acrescenta. 

Um segundo projeto de lei, que prevê a proibição de que agências governamentais americanas financiem ações ou deem assistência com dinheiro público a entidades estrangeiras que “promovam censura” de entes americanos poderia seguir o mesmo caminho legislativo e foi igualmente criada pensando em punir o Brasil pelo caso com o X. 

Já Ernesto Araújo se mostra menos seguro de um caminho legislativo tão certo para as medidas – embora as considere também as medidas mais duras disponíveis. E tenta também reduzir expectativas: “não é que o Trump vai invadir o Brasil, precisa ver a estratégia que eles terão pro país, que instrumentos táticos estarão disponíveis, mas eu não espero nada dramático.” 

Ele aposta que Trump poderia exercer algum protecionismo econômico e constranger empresas brasileiras ao abrir investigações por corrupção via Departamento de Justiça, como aconteceu com a Lava-Jato. Ou mesmo focar em empresas chinesas atuando no Brasil. O republicano tem prometido distribuir tarifas a produtos importados pelos EUA, o que também poderia afetar o Brasil. 

Tanto Araújo como Figueiredo são categóricos em dizer que Trump “não se envolveria na política interna do Brasil” quando perguntados sobre como o governo do republicano poderia influenciar a aprovação de um projeto de anistia ao ex-presidente Bolsonaro e a seus aliados, que tem sido discutido no Congresso brasileiro. Mas não descartam que Trump seja capaz de promover uma mudança de atmosfera que faça as autoridades brasileiras repensarem suas ações. 

Em setembro, no auge da batalha judicial com o STFElon Musk tuitou: ”Espero que Lula goste de voo comercial. A menos que o governo brasileiro devolva os bens ilegalmente apreendidos do X e da SpaceX, buscaremos a apreensão recíproca dos ativos do governo também”. 

Naquele momento, o governo americano de Biden tinha recém confiscado um avião do líder venezuelano Nicolás Maduro, que havia descumprido acordos eleitorais e reprimia a oposição. Para Figueiredo, a reação de Musk foi apenas uma “brincadeira de um cidadão”, e não a antecipação de ações que Trump poderia tomar. Apesar disso, Figueiredo ressalva: 

“É plenamente possível (sanções) e eu acho até que este é o rumo natural caso o Brasil insista nas políticas que está insistindo, inclusive a prisão do presidente Bolsonaro que está sendo projetada. Acho que se o Brasil continuar violando os acordos internacionais do qual é signatário, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, se o Brasil continuar nessa flagrante violação (do direito à liberdade de expressão), a política externa americana, que eles são soberanos pra decidir, pode ser que leve a administração Trump ao ponto de, se necessário, aplicar sanções diretamente ao Brasil”, opina Figueiredo. 

Trump sem Valdemar e Foro de Madrid

Ernesto Araújo vende cursos online de formação política de direita inspirado em Olavo de Carvalho — Foto: BBC News Brasil 

Araújo e, em menor grau, Figueiredo, expressaram certa expectativa de que o retorno de Trump ao poder pudesse levar Bolsonaro a retomar uma agenda mais ideológica e programática em direção à direita radical. 

“Se o Trump vier com determinadas políticas que seriam semelhantes provavelmente às do mandato anterior, isso nos anima no Brasil, quem acredita nessas políticas de ideário conservador, até porque mostra que há viabilidade eleitoral nelas”, diz Araújo.

Para ele, “o Bolsonarismo se aproximou do Centrão, não o Centrão que se aproximou do Bolsonarismo, mas o exemplo de Trump, que volta ao poder sem ter se aliado a um Valdemar (da Costa Neto, presidente do PL), faz também ressurgir programas e discussões que estavam enterradas”. 

Trump foi capaz de colonizar completamente o Partido Republicano, enquanto que Bolsonaro falhou em criar o seu Aliança Brasil e acabou abrigado na legenda de Valdemar. “Eu acho um erro”, diz Figueiredo. 

“Nos EUA foi a liderança que absorveu o partido, no Brasil foi o contrário”, critica Araújo, que diz que a emergência de Pablo Marçal é exemplo da “demanda que existe por um líder populista de direita”.

O ex-chanceler, que atualmente trabalha na assessoria internacional do partido de direita radical espanhol Vox, diz esperar que a chegada de Trump ao poder possa impulsionar o Foro de Madrid, uma espécie de internacional dos ideários conservadores e anticomunista criada em 2020. 

Ele se entusiasma com as ideias de gestão que Musk possa trazer para o grupo, imagina que os países possam replicar as estratégias de rede do bilionário e demonstra a expectativa de que a chegada de Trump ao poder signifique injeção de dólares a esse intercâmbio internacional, que também contaria com a participação dos húngaros ligados ao governo de Viktor Orban, italianos do grupo de Georgia Meloni, poloneses ligados ao presidente do país Andrzej Dudah, além de latinos dos movimentos de Javier Milei, na Argentina, e José Antônio Kast, no Chile.

Informações G1


Estudantes fizeram a primeira etapa do teste, que consiste em responder a perguntas sobre ciências humanas e linguagens

enem2024
O presidente Lula, durante reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana, no Palácio do Planalto, Brasília – 27/02/2024 | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os estudantes que fizeram a primeira etapa do Enem 2024, neste domingo, 3, se depararam com uma variedade de temas, entre eles, “mudanças climáticas”, “pobreza menstrual” e críticas ao capitalismo.

Por fim, os alunos do Ensino Médio tiveram de fazer uma redação a respeito da “valorização da herança africana”.

A Revista Oeste consultou o caderno verde divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). No total, são seis cores. Conforme o MEC, há ainda provas em azul, amarelo, branco, laranja (em braile) e roxo (em libras).

Críticas ao capitalismo no Enem 2024

A questão 49 apresenta o trecho de um texto que diz: “Uma fábrica na qual os operários fossem, efetiva e integralmente, simples peças de máquinas executando cegamente as ordens da direção pararia em quinze minutos. O capitalismo só pode funcionar com a contribuição constante da atividade propriamente humana de seus subjugados que, ao mesmo tempo, tenta reduzir e desumanizar o máximo possível”.

Na sequência, o teste exige que o estudante apresente “a contradição interna do capitalismo”. De acordo com o gabarito extraoficial analisado por professores do Colégio Anglo, em uma live do portal g1, a alternativa correta é a letra C), cuja resposta é “alienação decorrente da organização do trabalho”.

Black Lives Matter

Em outro trecho da prova, na página 25, os alunos do Ensino Médio tiveram de lidar com uma questão sobre o movimento de esquerda Black Lives Matter (BLM), apresentado de maneira positiva.

“O BLM vai para além do nacionalismo estreito que pode prevalecer no seio das comunidades negras, que se limita a apelar aos negros a amar os negros, viver como os negros e comprar produtos dos negros e mantém à frente do movimento homens negros heterossexuais, enquanto as nossas irmãs e as pessoas homossexuais, transexuais e incapacitadas se veem marginalizadas”, informa trecho do enunciado. “Black Lives Matter estima as vidas dos negros e negras homossexuais e transexuais, pessoas incapacitadas, negros sem documentos ou com antecedentes criminais, das mulheres e as vidas de todos os negros de todo o espectro de gêneros.”

Segundo o gabarito extraoficial, a alternativa correta é: “Integrar a diversidade do grupo identitário”.

Mudanças climáticas

Nas páginas 20 e 23, há questões que tratam da necessidade de se preocupar com as “mudanças climáticas”. A pergunta 47 afirma que o fenômeno “é um desafio de adaptação e equidade”. “Inundações, alagamentos e ondas de calor são cada vez mais frequentes e intensas”, observou o Enem. “Cidades precisam se adaptar com urgência, a começar pelas áreas e populações mais vulneráveis.”

A alternativa correta para a questão é que a “implantação de parques públicos” e áreas verdes ajudará a minimizar os efeitos do aquecimento global.

Pobreza menstrual

Bandeira levantada por partidos de esquerda, a pobreza menstrual apareceu na página 16 do Enem.

A pergunta de interpretação de texto mostra uma pesquisa da Organização das Nações Unidas segundo a qual uma entre quatro estudantes já deixou de ir à escola por não ter absorventes.

Adiante, o teste informa que “o ato biológico de menstruar acaba por virar mais um fator de desigualdade de oportunidades entre os gêneros”.

A resposta que garante assertividade ao estudante é a C), a qual diz que é preciso informar sobre o “impacto da pobreza menstrual” na vida das mulheres.

Game of Thrones, Rita Lee e Bob Marley

O Enem 2024 trouxe outros assuntos, como a rainha do rock Rita Lee, a série Game of Thrones e o cantor Bob Marley.

Informações Revista Oeste


Times abrem decisão da competição nacional às 16h (de Brasília), no Maracanã

Flamengo e Atlético-MG fazem a terceira decisão de um confronto cercado de rivalidade com 95 anos de história. Em 1980, os rubro-negros conquistaram seu primeiro título brasileiro após derrotarem os mineiro por 3 a 2 num Maracanã que tinha mais de 150 mil pessoas. Quarenta e dois anos depois, em Cuiabá, o Galo levou a Supercopa do Brasil nos pênaltis após o empate por 2 a 2 no tempo normal. 

Neste domingo, às 16h (de Brasília), os eternos rivais abrem a inédita decisão de Copa do Brasil, no Maracanã. 

O Flamengo chega à decisão com o foco completo na Copa do Brasil, principalmente após ter perdido a chance de aproximar dos líderes do Campeonato Brasileiro ao ceder empate ao Inter de Porto Alegre nos minutos finais do duelo no Beira-Rio, na última quarta-feira. O time chega com duas baixas importantes por suspensão: Bruno Henrique e Pulgar não jogam. 

Tetracampeão, o Rubro-Negro conquistou a Copa do Brasil em 1990, 2006, 2013 e 2022. Foi vice-campeão em 1997, 2003, 2004, 2017 e 2023. 

O Atlético passa por grande momento nas copas. É finalista também da Conmebol Libertadores, após eliminar o River Plate com vitória por 3 a 0, em BH, e empate sem gols, em Buenos Aires, na terça-feira passada. No Campeonato Brasieiro, o time não engrenou e está distante do G-6. Dois importantes jogadores não enfrentam o Flamengo: Fausto Vera e Deyverson, por força do regulamento. 

Bicampeão, o Atlético ergueu a taça da Copa do Brasil em 2014 e 2021. Na edição de 2016, o time ficou com o vice-campeonato. 

Copa do Brasil 2024

Final

Flamengo – técnico: Filipe Luís

O Flamengo chega para a decisão com uma importante mudança tática caso Filipe Luís mantenha o que ensaiou durante a semana. Terá um trio de atacantes, com Gabigol, Plata e Michael. Outra informação importante é o retorno de Alex Sandro, ausência nos jogos com Juventude e Internacional devido a um desconforto no músculo posterior da coxa direita.

 

  • Quem está fora: Cebolinha (tornozelo esquerdo), Viña (joelho direito), Pedro (joelho esquerdo), Luiz Araújo (joelho direito), De la Cruz (coxa direita). Carlinhos, também indisponível por lesão (coxa direita), não poderia jogar por ter defendido o Nova Iguaçu na competição. Bruno Henrique e Pulgar, suspensos, completam a lista de desfalques.
  • Pendurados: Ninguém

Atlético-MG – técnico: Gabriel Milito

O treinador relacionou todos os jogadores disponíveis no elenco para a partida. As principais novidades são os meias Zaracho e Bernard, recuperados de lesão. Sem contar com Fausto Vera e Deyverson (já defenderam outros times na atual edição do torneio), Gabriel Milito tem a possibilidade de repetir o time que passou pelo Vasco na semifinal da competição. 

  • Quem está fora: Cadu (joelho esquerdo), Fausto Vera e Deyverson (não inscritos na Copa do Brasil).
  • Pendurados: Gustavo Scarpa, Junior Alonso, Lyanco e Matheus Mendes.

  • Arbitro: Rafael Rodrigo Klein (FIFA)-RS
  • Assistente 1: Bruno Raphael Pires (FIFA)-GO
  • Assistente 2: Bruno Boschilia (FIFA)-PR
  • VAR: Caio Max Augusto Vieira