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Decisão do STF sobre emendas parlamentares bloqueou discussão

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reúne-se na noite desta segunda-feira (9) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir o impasse na liberação de emendas parlamentares que pode atrasar a votação do pacote de corte de gastos. O encontro ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negar recurso da Advocacia-Geral da União para revisar as regras definidas pela Corte para o repasse de emendas.

“O presidente Lula já se reuniu com os presidentes das Casas, pactuou um encaminhamento que, do meu ponto de vista, atende os anseios dos parlamentares”, disse o ministro na portaria do Ministério da Fazenda ao sair para o encontro com Pacheco.

Nesta tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com Pacheco e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para discutir uma saída que permita a votação do pacote fiscal antes do recesso parlamentar.

No fim da tarde desta segunda, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com a bancada do PT na Câmara e afirmou acreditar ser possível a aprovação das propostas ainda esta semana. No entanto, não descartou a possibilidade da edição de uma medida provisória das partes do pacote que podem ser resolvidas em projeto de lei, caso o pacote não seja aprovado antes do recesso.

Críticas do PT
Haddad também comentou as críticas que o PT fez, no último fim de semana, à proposta de restringir o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), um dos pontos do pacote de corte de gastos. O partido aprovou uma nota com elogios à taxação de super-ricos, mas criticou as propostas de mudança no benefício social, dizendo ser necessário um debate com o governo para reduzir as resistências ao tema.

Para o ministro, eventuais contestações à mudança no BPC estão sendo resolvidas, à medida que o governo esclarece que não pretende cortar direitos, mas intensificar a revisão de cadastros e apertar os critérios de enquadramento no benefício (como contagem da renda familiar per capita) para evitar fraudes e economizar. Haddad disse que continua contando com o apoio do PT para a aprovação do pacote.

Estimativas
O ministro também disse que o pacote é necessário para “deixar para trás” o clima de desconfiança que se elevou nos últimos meses. Segundo Haddad, alguns bancos revisaram as estimativas de economia, e os cálculos estão se aproximando das projeções da Fazenda, que prevê economia de R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026 e de R$ 327 bilhões até 2030.

“Quem está fazendo contas sabe que as medidas vão na direção correta e não há um impacto pequeno, é um impacto importante que pode, sim, ajudar a ancorar as expectativas”, declarou o ministro. Mais uma vez, Haddad ressaltou que o pacote poupará um nível considerável de recursos para ajustar as estimativas de gastos.

Informações Bahia.ba


Alguns fatores contribuíram para a derrocada das Forças Armadas sírias e sua seguida retirada das batalhas contra os rebeldes.

Considerado um dos mais poderosos dos países árabes, o exército da Síria não resistiu aos avanços dos rebeldes nos últimos dias — Foto: Getty Images/BBC

Considerado um dos mais poderosos dos países árabes, o exército da Síria não resistiu aos avanços dos rebeldes nos últimos dias — Foto: Getty Images/BBC 

Poucas pessoas esperavam pelos rápidos acontecimentos vividos pela Síria nos últimos dias, depois que a oposição armada, liderada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS – Organização para a Libertação do Levante, sediado na província de Idlib, no noroeste do país), anunciou o início da sua ofensiva final contra as forças do governo sírio. 

    Uma semana atrás, o regime de Bashar al-Assadhavia ameaçado “esmagar os terroristas”. Mas a notícia da queda do regime sírio surpreendeu a maior parte dos observadores do país. 

    A rápida sucessão de acontecimentos suscitou muitas perguntas, especialmente em relação aos motivos do colapso do Exército sírio, ocorrido em velocidade assombrosa. 

    Quais fatores terão contribuído para a derrocada das Forças Armadas sírias e sua seguida retirada das batalhas contra os rebeldes? 

    Síria: quem vai governar o país agora? 

    Síria é a sexta maior força militar do mundo árabe — a 60ª maior, em termos internacionais, segundo o Índice Global de Poder de Fogo de 2024, de um total de 145 países analisados. 

    O relatório leva em consideração uma série de fatores, que incluem o número de soldados e os equipamentos das Forças Armadas, além de fatores logísticos. 

    O Exército sírio é formado por um grande número de soldados apoiados por forças paramilitares e milícias. Seu arsenal inclui uma combinação de equipamentos soviéticos em ruínas e outros mais modernos, procedentes de aliados como a Rússia. 

    São mais de 1,5 mil tanques e 3 mil veículos blindados, além de artilharia e sistemas de mísseis, segundo o Índice Global de Poder de Fogo. 

    Em termos de poderio aéreo, a Síria possui caças, helicópteros e aviões de treinamento. E também conta com uma modesta frota naval, vários aeroportos e portos vitais, como Latakia e Tartus. 

    Os baixos salários foram um dos motivos que levaram os militares sírios a fugir — Foto: Getty Images/BBC 

    A posição do Exército sírio, teoricamente, pode parecer favorável, mas ela foi debilitada por muitos fatores. 

    O Exército perdeu uma grande parcela do seu pessoal — estimado em 300 mil soldados — nos primeiros anos da guerracivil. 

    Algumas estimativas afirmam que o exército perdeu a metade das suas fileiras, seja devido aos combates ou porque alguns soldados fugiram ou se uniram aos grupos de oposição. 

    A Força Aérea também sofreu grandes perdas devido à guerra civil e aos ataques aéreos americanos. 

    Mais de 13 anos de guerra civil deixaram as forças aéreas sírias em ruínas — Foto: Getty Images/BBC 

    Salário ‘não dá para três dias’

    Apesar das consideráveis reservas de petróleo e gás da Síria, sua capacidade de exploração foi gravemente limitada pela guerra. 

    As condições econômicas também se deterioraram ainda mais, especialmente nas regiões controladas pelo governo de Assad. 

    Em dezembro de 2019, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a chamada “Lei César”. O texto entrou em vigor em junho de 2020, impondo sanções econômicas a qualquer agência governamental ou indivíduo que fizesse negócios com o governo da Síria

    Diversos relatórios indicam que os salários dos soldados do Exército de Assad são baixos. Eles equivalem a cerca de US$ 15 a US$ 17 mensais (cerca de R$ 91 a R$ 103), um valor tão pequeno que “não dá nem para três dias”, segundo um cidadão sírio. 

    O professor de relações internacionais Fawaz Gerges, da Universidade de Londres, declarou que a situação na Síria mudou drasticamente nos últimos três anos. 

    Um dos motivos, segundo ele, são “as sanções americanas, que empobreceram o povo sírio e os oficiais do exército”. 

    “Segundo informações, os soldados não recebem alimentos suficientes, o que os deixa em estado psicológico difícil e à beira da inanição”, segundo ele.

    Na quarta-feira (4), Assad decretou um aumento salarial de 50% para os soldados, segundo a agência de notícias estatal síria. Aparentemente, o objetivo da medida foi levantar o moral da tropa, em meio ao avanço das forças da oposição. 

    Mas a decisão parece ter chegado tarde demais. 

    Abandonados pelos aliados

    As notícias que davam conta da deserção dos soldados e oficiais – que facilitou o rápido avanço rebelde de Alepo até a capital, Damasco, passando pelas cidades de Hama e Homs – surpreenderam várias pessoas. 

    A correspondente da BBC em Damasco, Barbara Plett Usher, informou que oficiais na capital abandonaram seus veículos, armamentos e até seus uniformes, vestindo-se com roupas civis. 

    “O colapso do Exército sírio se deve, quase totalmente, às políticas e práticas implementadas por Assad, desde que atingiu relativa superioridade sobre a oposição em 2016”, afirma Yezid Sayigh, do Centro Carnegie para o Oriente Médio em Beirute, no Líbano. “Isso minou os pilares fundamentais que o mantinham no poder.”

    “Estas políticas afetaram o exército”, prossegue o pesquisador. 

    “Dezenas de milhares de membros foram dispensados, ao lado da terrível deterioração dos níveis de vida, da corrupção galopante e da escassez de alimentos — até dentro das próprias Forças Armadas, que afastaram a comunidade alauíta [grupo étnico e religioso do Oriente Médio, principalmente da Síria], que domina os estratos superiores da hierarquia militar.”

    “O moral do Exército sírio também foi gravemente abalado pela perda da ajuda militar direta do Irã, do Hezbollah e da Rússia, que não conseguem mais intervir adequadamente — ou não conseguem intervir de maneira nenhuma.” 

    Sayigh acredita que “sem esperança de ajuda externa urgente, o Exército perdeu a vontade de lutar”. 

    Já o especialista militar britânico Michael Clarke, professor do Departamento de Estudos da Guerra do King’s College de Londres, declarou à BBC que a enorme ajuda militar estrangeira fez com que o governo de Assad ficasse dependente, descuidando do seu próprio Exército

    “Seu treinamento se deteriorou significativamente e o desempenho de liderança dos seus oficiais se tornou medíocre”, explicou ele. 

    “Quando suas unidades enfrentaram os ataques do Hayat Tahrir al-Sham, muitos oficiais aparentemente se retiraram e outros fugiram. Quando os oficiais não conseguem demonstrar sua capacidade efetiva de liderança, não é de se estranhar que os soldados fujam.” 

    Já Sayigh descarta que a retirada do apoio militar do Irã, Hezbollah e Rússia tenha sido intencional. 

    “No passado, a Síria dependia, em grande parte, do Hezbollah para apoio em terra”, explica ele. “Mas, depois das perdas sofridas pelo partido-milícia no Líbano, ele não pôde mais oferecer este apoio.”

    “Houve também uma redução constante de oficiais e assessores iranianos na Síria, em consequência dos ataques israelenses durante a última década. E não foi mais possível enviar grandes reforços por terra ou pelo ar, já que Israel e os Estados Unidos controlam a maior parte do espaço aéreo sírio.” 

    “Ao mesmo tempo, o governo iraquiano e as milícias pró-iranianas decidiram se manter à margem dos combates — o que pode ter ocorrido, em parte, porque o Irã percebeu que passou a ser impossível salvar Assad”, explica Sayigh. 

    Por outro lado, a Rússia retirou uma grande quantidade dos seus aviões e forças da sua base em Latakia, devido à invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. 

    Gerges concorda que a retirada do apoio militar por parte do Irã, Hezbollah e Rússia “foi uma das razões fundamentais que levaram à queda tão rápida das cidades sírias”. 

    “Desta vez, o Exército sírio não lutou, nem defendeu o regime”, explica ele. “Ele decidiu se retirar das batalhas e baixar as armas.” 

    “Isso indica que o apoio russo e iraniano à doutrina de combate do Hezbollah foi um fator importante para ajudar Assad a permanecer no poder, especialmente depois de 2015.”

    Paralelamente à frágil situação do exército sírio, muitos observadores resumem o ocorrido nos últimos dias à unificação das facções armadas da oposição sob um posto de comando único, bem como à sua boa preparação para esta batalha e ao desenvolvimento das suas capacidades militares. 

    O discurso dos rebeldes, especialmente as mensagens tranquilizadoras enviadas aos civis sobre as crenças e promessas de liberdade religiosa, ajudou a obter rápidos avanços sobre as forças do governo de Assad, segundo os especialistas. 

    Todos estes fatores, aparentemente, contribuíram para o rápido colapso do exército sírio e a posterior queda do regime de Assad. Para Fawaz Gerges, foi algo “muito similar ao colapso do regime do xá do Irã em 1979“. 

    “A oposição síria, com suas alas islâmicas e nacionalistas, foi capaz de destruir o regime em menos de duas semanas… O regime de Assad estava com seu tempo esgotado e, quando chegou o ataque de surpresa da oposição, o Exército caiu e o regime se desmantelou, como se fosse um castelo de cartas”, concluiu Gerges.

    Informações G1


    Atriz brasileira foi indicada nesta segunda-feira (9), durante anúncio dos concorrentes da premiação.

    Fernanda Torres foi indicada ao Globo de Ouro 2025 na categoria de Melhor Atriz de Filme (Drama) por seu trabalho como Eunice em “Ainda Estou Aqui”. O filme original do Globoplay também ganhou uma indicação na premiação, na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. 

    Fernanda concorre com Pamela Anderson (“The Last Showgirl”), Angelina Jolie (“Maria”), Nicole Kidman (“Babygirl”), Tilda Swinton (“The Room Next Door”) e Kate Winslet (“Lee”). Algumas delas são fortes concorrentes ao Oscar, segundo alguns sites e revistas internacionais especializados em cinema. 

    Veja quem são as concorrentes de Fernanda Torres na categoria Melhor Atriz de Filme (Drama) do Globo de Ouro 2025:

    Pamela Anderson (“The Last Showgirl”)

    Pamela Anderson em "The Last Showgirl" — Foto: Divulgação

    Pamela Anderson em “The Last Showgirl” — Foto: Divulgação 

    Sete anos depois de fazer uma participação especial em “Baywatch – S.O.S Malibu” (2017), Pamela Anderson voltou às telonas para o trabalho que os críticos têm identificado como o melhor papel da carreira da atriz. 

    Em “The Last Showgirl”, Pamela interpreta Shelley, uma veterana dançarina, que precisa planejar seu futuro quando seu show é encerrado após 30 anos. 

    O filme será lançado em 10 de janeiro de 2025 e terá uma exibição especial em Los Angeles nesta sexta-feira (13). Mas sua estreia oficial aconteceu no Festival de Toronto, em setembro, quando Pamela foi apontada como uma possível candidata ao Oscar de Melhor atriz. 

    “Maior desempenho de sua carreira”, “incrível no papel” e “ela provou que pode ser uma ótima atriz” foram alguns dos comentários de críticos e espectadores, que colocaram Pamela na lista de indicados do Globo de Ouro. 

    A própria atriz já comentou em uma entrevista que o filme foi como uma espécie de experimento para ela, já que seus trabalhos foram sempre voltados para a parte física. 

    Angelina Jolie (“Maria”)

    Angelina Jolie em "Maria Callas" — Foto: Divulgação

    Angelina Jolie em “Maria Callas” — Foto: Divulgação 

    A indicação de Angelina Jolie ao Globo de Ouro aumenta ainda mais a expectativa para que a atriz seja indicada ao Oscar. Jolie já foi indicada por nove vezes ao Globo de Ouro, levando a melhor em três delas (George Wallace (1998), Gia (1999) e “Garota, interrompida” (2000)). 

    Para conquistar esta indicação mais recente, Jolie transformou seu corpo e sua voz para dar vida à cantora de ópera Maria Callas em “Maria”. 

    Além da atuação impecável, Jolie tem dois pontos a seu favor: as premiações costumam valorizar papéis biográficos. E, além disso, o filme é dirigido pelo premiado cineasta chileno Pablo Larraín, dos filmes “Jackie” e “Spencer”, respectivamente sobre Jacqueline Kennedy e Lady Di. 

    Nicole Kidman (“Babygirl”)

    Nicole Kidman com Harris Dickinson em “Babygirl” — Foto: Divulgação 

    Nicole Kidman já levou seis prêmios no Globo de Ouro. O último deles, em 2022, por seu trabalho em “Apresentando os Ricardos”. 

    A atriz pode garantir sua sétima estatueta com “Babygirl”. A atriz de 57 anos já contou que esse foi o filme mais ousado da sua carreira e chegou a dizer que teve uma espécie de burnout após as várias cenas de orgasmo. Por esse papel, ela

    já levou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza. 

    Tilda Swinton (“O quarto ao lado”)

    Julianne Moore e Tilda Swinton numa cena do drama ‘O quarto ao lado’, de Pedro Almodóvar — Foto: Divulgação 

    Tilda Swinton já foi indicada cinco vezes ao Globo de Ouro, mas não venceu nenhuma delas. Com seu trabalho em “O Quarto Ao Lado”, a atriz pode garantir sua primeira estatueta. 

    No filme de Pedro Almodóvar, a atriz entrega uma atuação comovente. Tilda interpreta Martha, uma mulher que está com uma doença terminal. 

    O filme do diretor espanhol já levou o Leão de Ouro em Veneza. 

    Kate Winslet em “Lee” — Foto: Divulgação 

    Kate Winslet já é uma veterana no Globo de Ouro. A atriz já foi indicada 14 vezes e levou cinco prêmios. Nesta última indicação, Winslet vem sendo super elogiada por sua atuação impressionante como a fotógrafa de guerra, Elizabeth “Lee” Miller no filme “Lee”. 

    Lee era uma top model, que também fez um importante trabalho documentando imagens da Segunda Guerra Mundial. 

    Assim como Jolie, Kate Winslet tem a seu favor (além de todo o talento e diversos prêmios, claro) o fato de a obra ser um filme biográfico. 

    Informações G1


    Lula machucou a cabeça após um acidente doméstico em outubro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido a uma cirurgia de emergência na madrugada desta terça-feira (10) para drenagem de uma hemorragia intracraniana após sentir dor de cabeça.

    Lula foi examinado na unidade de Brasília do Hospital Sírio-Libanês, sendo posteriormente transferido para a unidade de São Paulo da complexo hospitalar, onde foi realizado o procedimento.

    Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, a cirurgia aconteceu sem intercorrências, e o presidente passa bem. Ele segue sendo monitorado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital.

    Informações UOL


    Cesar

    Com César Oliveira

    Tema: A cultura em Feira de Santana

    Ouça o Podcast completo:


    Foto: Equipe DENARC/ DTE

    Policiais Civis do Departamento Especializado de Investigado e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) / Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Feira de Santana prenderam em flagrante três homens suspeitos de tentativa de latrocínio, nesta segunda-feira (9), na BR 116/Norte. Na ação, três veículos roubados foram recuperados.

    As equipes policiais receberam a informação de um roubo ocorrido na cidade de Alagoinhas e que os suspeitos fugiram no sentido da cidade de Feira de Santana. No momento do crime, uma das vítimas foi atingida por um disparo de arma de fogo pelos criminosos.

    “Os investigadores da DENARC/DTE estavam realizando diligências, quando receberam a notícia indicando a passagem de três veículos roubados pela BR-116 Norte, na altura do bairro Novo Horizonte. Os policiais realizaram a abordagem e prenderam em flagrante três criminosos.”, explicou o titular da DTE, delegado Deivid Lopes.

    A vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar na cidade de Alagoinhas. Já os presos estão à disposição do Poder Judiciário.

    Fonte: Ascom Polícia Civil


    Foto: Jorge Magalhães – Arquivo

    A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso) de Feira de Santana tem registrado um aumento significativo na prática da mendicância durante o período de final de ano, especialmente com a chegada das festividades natalinas. Segundo o secretário Denilton Brito, este é um fenômeno recorrente nesta época, impulsionado pela maior circulação de pessoas e pelo espírito solidário característico da temporada.

    Denilton destaca que, embora a Sedeso mantenha uma política ativa de assistência social para atender essa população, muitos indivíduos em situação de rua recusam o suporte oferecido. “Eles relatam que o objetivo é arrecadar doações feitas por cidadãos, que geralmente aumentam nessa época”, explica.

    Um exemplo recente envolve um casal que montou uma barraca no canteiro central da avenida Presidente Dutra, uma das principais vias da cidade. O homem, de 59 anos, sofreu um acidente e utiliza parafusos em uma das pernas, enquanto a mulher, de 49 anos, o acompanha na situação.

    A Sedeso e o Consultório de Rua têm monitorado o caso, oferecendo suporte e buscando encaminhamentos adequados. Entretanto, o casal recusou atendimento médico e qualquer tipo de assistência social. “Alegam para a equipe de abordagem social que os parafusos na perna do homem provocam pena nas pessoas, o que aumenta as doações financeiras que recebem”, informa o secretário.

    De acordo com relatos dos próprios envolvidos, a mudança para o canteiro central resultou em um aumento no “faturamento” diário. Contudo, durante a abordagem mais recente, o casal afirmou que retirará a barraca do local e se comprometeu a comparecer ao médico nesta semana.

    A Sedeso reforça que, além de oferecer suporte, realiza ações educativas e preventivas para conscientizar a população sobre a importância de direcionar ajuda às iniciativas formais de assistência social. “Precisamos de um esforço coletivo para minimizar esse problema, garantindo que as pessoas em situação de vulnerabilidade sejam atendidas adequadamente e de maneira digna”, conclui Denilton Brito.

    Secom


    Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

    A 33ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) encerrou suas atividades no último domingo (8), consolidando-se como um dos maiores eventos agropecuários do Norte e Nordeste. Realizada pelo Grupo A Tarde, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, a feira superou todas as expectativas, reunindo produtores, criadores, expositores e visitantes em um ambiente de negócios e celebração da cultura e do agronegócio do estado.

    A retomada da Fenagro após a pandemia foi marcada por uma intensa nostalgia e um sentimento de renovação. O público, ávido por reencontrar a tradição e a força do campo, compareceu em massa ao Parque de Exposições de Salvador, movimentando a economia local e demonstrando o grande potencial do agronegócio baiano.

    Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

    Os números oficiais da feira são expressivos: 150 mil visitantes circularam pelos pavilhões, gerando um volume de negócios diretos de R$ 120 milhões. Os leilões de animais, um dos destaques da programação, movimentaram R$ 8,1 milhões, evidenciando a qualidade dos animais expostos e o interesse dos compradores.

    “A Fenagro é muito importante para nós, criadores, porque aqui a gente mostra o nosso trabalho, o resultado do nosso investimento. E para o consumidor, é uma oportunidade de conhecer de perto a lida no campo e a qualidade dos animais de elite criados aqui na Bahia”, afirmou Reginaldo Batista, expositor de caprinos.

    Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, Wallison Tum, o sucesso da Fenagro é resultado de uma parceria de sucesso com o Grupo A Tarde e do compromisso do governador Jerônimo Rodrigues em fortalecer o setor agropecuário. “A determinação do governador foi fundamental para a retomada da feira com toda a sua força. Os números demonstram o quanto esse evento é importante para a economia baiana e para a vida das pessoas do campo”, destacou o secretário.

    A diversidade de serviços e atrações oferecidas pela Fenagro 2024 também foi um destaque. O Espaço +Bahia, coordenado pela Secretaria da Agricultura, reuniu mais de 30 secretarias e instituições de governo, oferecendo serviços gratuitos e atividades para todos os públicos. A programação incluiu palestras, workshops, demonstrações tecnológicas, além de uma ampla variedade de produtos e serviços relacionados ao agronegócio.

    Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

    Nove stands foram dedicados às cadeias produtivas da agropecuária baiana, demonstrando o processo do campo à mesa de produtos como o chocolate, mel, carnes, leite, vinhos, uvas, sisal e algodão. A Cozinha Show, com 20 horas de programação, apresentou as mais diversas receitas da culinária baiana, utilizando ingredientes produzidos no estado. Já a Arena Agrocultural, com três atrações por dia, contou com shows de grandes nomes da música sertaneja, como Targino Gondim e Adelmario Coelho, além de apresentações de artistas locais.

    A Fenagro 2024 também foi marcada pela realização de diversos cursos e formações, com o objetivo de qualificar os profissionais do setor e promover a transferência de tecnologia. Foram mais de 40 horas de atividades em dois auditórios do Espaço +Bahia, abordando temas como gestão de propriedades rurais, produção de alimentos saudáveis e sustentabilidade.

    “A Fenagro é muito mais do que uma feira. É um espaço de encontro, de negócios e de aprendizado. Estamos muito satisfeitos com os resultados desta edição e agradecemos a todos os parceiros que contribuíram para o seu sucesso”, afirmou o presidente do Grupo A Tarde, João Mello Leitão.

    Fonte: De Olho Na Cidade


    Dados da inflação, Copom, divulgação de dados do consumo nos Estados Unidos e tensões geopolíticas no mundo impulsionam a moeda

    Imagem colorida de notas de dólar e de real - Metrópoles

    dólar encerrou esta segunda-feira (9/12) em alta de 0,18%, cotado a R$ 6,08, renovando o recorde histórico da moeda americana. Nesta semana, os investidores estão de olho nas decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Ambas serão definidas na quarta-feira (11/12), em reuniões dos integrantes dos bancos centrais dos dois países.

    Por aqui, o mercado também está de olho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ser divulgado na terça (10/12). Segundo o Boletim Focus, as estimativas para a inflação de 2024 subiram para 4,84%. Com isso, a projeção segue acima do teto da meta para este ano, que é de 4,50%.

    Lá fora, investidores acompanham a divulgação de dados do consumo nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas na Síria e a nova decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), prevista para esta semana.

    Por volta das 17h, o Ibovespa avançava 1,04%, aos 127.250,46 pontos. Esse movimento ao longo do dia vem sendo impulsionado pela alta das ações da Vale, que avançam mais de 3%. Nesta segunda, a China sinalizou estímulos mais fortes em 2025 e implantação de uma política fiscal mais proativa, para aumentar a demanda interna e estabilizar o mercado imobiliário.

    Os papéis da Petrobras estão sendo beneficiados com o avanço nos preços do petróleo diante de incertezas no Oriente Médio após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad. Por volta das 16h, as ações PN subiam 2,56%, a R$ 40,03, e as ON tinham alta de 2,61% a R$ 43,21.

    Impactos na alta do dólar

    Um levantamento recente, conduzido por especialistas em economia e finanças do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), revelou que os brasileiros, de todas as rendas, estão expostos aos impactos das variações cambiais no seu padrão de consumo, o que torna essencial a diversificação internacional de investimentos para preservar o poder de compra.

    Segundo a pesquisa Impacto Cambial no Consumo dos Brasileiros e a Necessidade de Diversificação Internacional, o efeito do câmbio sobre a cesta de consumo dos brasileiros varia de 16% a 18% conforme a faixa de renda. Entre as razões está o fato de que as importações brasileiras representam 10% do PIB do país, e esse percentual depende integralmente do câmbio.

    O estudo revela ainda as consequências no IPCA, que variam entre 11% para a faixa de renda mais elevada e a 14% para a mais baixa. Há também gastos no exterior que afetam as rendas mais altas, com impacto estimado em 2,65% do seu consumo. Por fim, temos a volatilidade do câmbio, que tem de ser neutralizada, o que influencia todas as faixas de renda em valor próximo de 3%.

    De acordo com o levantamento, as taxas de inflação repercutem no consumo, em diferentes segmentos. No setor de alimentos e bebidas, por exemplo, as famílias de baixa renda são afetadas em 37%, enquanto as de média e alta renda sofrem com índices de 20,9% e 13,1%, respectivamente. Já no ramo da habitação, o impacto é de 21,9% para baixa renda, 16,2% para média e 9% para alta. Os dados contrariam a perspectiva de que apenas indivíduos ricos ficam expostos à variação cambial e evidenciam que, inclusive, muitas vezes são as classes D e E que sofrem mais com essa instabilidade.

    Claudia Emiko Yoshinaga, Francisco Henrique Figueiredo, Ricardo Ratner Rochman e William Eid Junior, autores do estudo, defendem que uma diversificação internacional adequada é crucial para mitigar esses riscos e proteger o poder de compra dos brasileiros. Eles recomendam que, para neutralizar os efeitos das variações cambiais, os brasileiros devem ter, no mínimo, 16% de seus portfólios aplicados em ativos no exterior. Para famílias de maior renda, o percentual sugerido é de 18%. Isso apenas para proteger o consumo.

    “A volatilidade cambial tem efeito direto sobre o preço de muitos bens de consumo essenciais no Brasil. Quando o real se desvaloriza, o custo desses produtos, que muitas vezes são importados ou contêm componentes importados, aumenta significativamente”, explicam os autores da pesquisa. “Isso reflete em uma inflação elevada para o consumidor, principalmente para as famílias de baixa e média renda, que são as mais impactadas pela alta nos preços de bens básicos”, comenta o professor William Eid Junior da FGV.

    Além disso, o levantamento garante que a diversificação internacional não apenas protege contra a volatilidade cambial, mas oferece aos investidores brasileiros a oportunidade de acessar mercados e setores não disponíveis na bolsa de valores local. Por exemplo, tecnologia e biotecnologia, que têm apresentado crescimento significativo em bolsas internacionais, não têm boas representações no Brasil, o que limita as opções de ativos de alto retorno disponíveis aos investidores locais.

    “Investir no exterior permite que o investidor brasileiro tenha acesso a novas oportunidades e setores em crescimento, além de proteger seu portfólio das oscilações da moeda local”, afirmam os autores. “Essa é uma estratégia fundamental para manter o poder de compra e garantir a estabilidade do portfólio em tempos de incerteza econômica.”

    Informações Metrópoles


    Luigi Mangione é suspeito de ter assassinado Brian Thompson em frente a um hotel de luxo em Manhattan

    Polícia dos EUA prende suspeito de matar CEO de seguradora

    A polícia da Pensilvânia prendeu, nesta segunda-feira (9), Luigi Mangione, 26, suspeito de matar Brian Thompson, CEO da seguradora UnitedHealthcare, em Nova York. O crime ocorreu na quarta-feira (4), quando Thompson,50, foi baleado em frente a um hotel de luxo em Manhattan. Mangione foi detido em um McDonald’s em Altoona, a 375 km de Nova York, portando uma arma similar à usada no homicídio, documentos falsos e roupas semelhantes às do atirador.

    A investigação revelou que Mangione havia chegado a Nova York no final de novembro. Após o crime, o suspeito fugiu da cidade, e a polícia encontrou uma mochila abandonada no Central Park, além de imagens do homem em estações de ônibus. Durante a prisão, foram encontrados documentos e um manifesto criticando empresas de saúde dos EUA, sugerindo uma possível motivação ideológica.

    O CEO Brian Thompson, que trabalhava há 20 anos na UnitedHealth Group, estava em Nova York para um evento corporativo quando foi assassinado. Thompson liderava a divisão de seguros da empresa, que oferece cobertura de saúde para milhões de norte-americanos. A UnitedHealth, que atua também no Brasil, cancelou a conferência após a morte do executivo. A polícia de Nova York acredita que o suspeito agiu sozinho.

    Informações Metro 1