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Deputada afirma que emissora ignorou pedido formal enquanto apresentador manteve manifestações públicas sobre o caso

ratinho sbt erika hilton
Ratinho recebeu críticas de seu empregador, o SBT, por lembrar o fato de que Erika Hilton é biologicamente um homem | Foto: Montagem da Revista Oeste, Lourival Ribeiro/SBT, Divulgação/SBT e Mário Agra/Agência Câmara

A deputada federal Erika Hilton (Psol) acionou a Justiça para cobrar direito de resposta contra o apresentador Ratinho e o SBT. A parlamentar afirma que a emissora não abriu espaço para resposta às declarações do comunicador.

Segundo a ação apresentada pela defesa, o SBT divulgou apenas uma manifestação genérica sobre o episódio e tentou se desvincular das falas de Ratinho. O advogado de Erika Hilton sustenta que a emissora não tomou medidas para conter os efeitos das declarações atribuídas ao apresentador.

No final de abril, o apresentador Ratinho processou a deputada federal Erika Hilton (Psol) por injúria depois de críticas públicas| Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O processo também afirma que Ratinho continuou a comentar o caso em entrevistas, redes sociais e outras manifestações públicas. A defesa cita publicações do comunicador e uma ação por dano moral movida por ele na Justiça do Distrito Federal, revelada no fim de abril.

Defesa pede resposta com mesmo alcance

A ação usa como base a legislação que regula o direito de resposta em veículos de comunicação. Segundo o pedido enviado à Justiça, Erika Hilton pretende gravar um vídeo com texto aprovado judicialmente e duração equivalente ao tempo usado por Ratinho nas declarações contestadas.

Em um trecho anexado ao processo, a deputada afirma que o apresentador questionou sua identidade de gênero em rede nacional e tentou deslegitimar sua atuação política. A ação também sustenta que manifestações desse tipo extrapolam os limites da liberdade de expressão.

O pedido ainda menciona o entendimento do Supremo Tribunal Federal que equiparou a transfobia ao crime de racismo no Brasil.

Informações Revista Oeste


O pré-candidato à Presidência afirma que o contato com o banqueiro ocorreu exclusivamente por causa da produção de um filme sobre Bolsonaro

Flávio Bolsonaro pré-candidato Presidência Brasil
Flávio vai devolver investimento de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/TV Senado 

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL-RJ) confirmou nesta terça-feira ter ido à casa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depois que o empresário passou para a prisão domiciliar. O senador disse que o encontro ocorreu em São Paulo, com o objetivo de encerrar as tratativas relacionadas ao investimento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu estive com ele depois desse evento, quando passou a usar monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo”, explicou. “Fui ao encontro dele para colocar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria ido atrás de outro investidor muito antes e o filme não correria risco.”

Durante conversa com jornalistas depois de reunião com parlamentares do PL, Flávio afirmou que o vínculo com Vorcaro ocorreu exclusivamente em razão da produção cinematográfica sobre o pai. 

Aproximação de Flávio e Vorcaro

Segundo Flávio, a aproximação com Vorcaro começou ainda no fim de 2024, quando buscava investidores para viabilizar o filme Dark Horse, produzido nos Estados Unidos.

“Ainda no fim de 2024, em um jantar com um amigo, eu comentava sobre a dificuldade de conseguir investidores aqui no Brasil”, explicou. “As pessoas tinham medo de colocar o CPF, de colocar a empresa em um simples empreendimento cultural, que é um filme em homenagem ao melhor presidente da República que este país já teve. Foi por essa razão que optamos por fazer esse filme fora do Brasil. É um filme americano.”

Flávio afirmou que Vorcaro foi apresentado por um conhecido e que, naquele momento, o empresário transitava em diferentes círculos de poder em Brasília.

“Esse amigo me apresentou esse investidor, que é o Vorcaro”, disse. “Na época, ele era uma pessoa que circulava em todas as rodas aqui em Brasília, ia a eventos com ministros do Supremo, alta roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão. Portanto, era alguém acima de qualquer suspeita”, disse.”

O senador relatou, no entanto, que os pagamentos ligados ao investimento teriam deixado de ser feitos meses depois. Segundo ele, a última parcela foi paga em maio de 2025: “Foi a última vez que ele honrou os pagamentos”.

De acordo com Flávio, houve tentativas de cobrança e busca de uma definição sobre a continuidade do aporte financeiro para evitar a paralisação do projeto.

“Como as pessoas envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno, eu tentava cobrá-lo para obter alguma posição”, relatou. “No fim de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma palavra final sobre o que iria acontecer, porque o filme já estava em grande risco.”

O pré-candidato à Presidência ainda explicou que sua ida à casa de Vorcaro ocorreu para “botar um ponto final”.

Informações Revista Oeste


Disseminação do vírus acende alerta da Organização Mundial da Saúde

No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo, um tipo de ebola, em oito do total de amostras colhidas.

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

No dia seguinte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

A OMS explica que o engajamento da comunidade é fundamental para o controle bem-sucedido de qualquer surto.

“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”

As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.

A doença

O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados.

O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos.

A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.

Surtos

A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. 

À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.

Sintomas

O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas.

As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. 

A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.

Tratamento e prevenção

O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente.

Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas.

Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados.

Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola.

O que é o ebola?

É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%.

Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo.

O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros.

Quais os sintomas típicos da doença?

Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:

  • febre;
  • fadiga;
  • dores musculares;
  • dor de cabeça e dor de garganta.

Esses sintomas podem ser seguidos por:

  • vômito;
  • diarreia;
  • feridas na pele;
  • sangramento interno e externo.

Quanto tempo para manifestação dos sintomas?

O intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. As pessoas só se tornam contagiosas após desenvolverem sintomas.
Pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide, dengue ou doença do vírus de Marburg.
Mesmo quando as pessoas desenvolvem sintomas semelhantes aos do ebola, somente um exame laboratorial pode confirmar se a causa é o vírus.

Como o ebola se espalha?

O vírus se espalha mais comumente de pessoa para pessoa por meio da exposição ao sangue ou a outros fluidos corporais (principalmente fezes, vômito, suor e saliva) de uma pessoa infectada, viva ou morta.

Isso ocorre quando o vírus entra no corpo através de pele lesionada ou de membranas mucosas, como olhos, nariz ou boca, geralmente quando alguém está cuidando de um paciente ou tocando o corpo de alguém que morreu da doença.

A transmissão também ocorre pelo contato ou manuseio de objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa doente ou de alguém que morreu de ebola.

Em casos raros, a transmissão de um homem recuperado para sua parceira sexual foi documentada. Isso acontece porque o vírus pode persistir por algum tempo no sêmen de alguns homens recuperados da doença.

Quais medidas para se proteger durante episódios de surto?

  • evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;
  • não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;
  • lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.

O que as pessoas devem fazer para conter infecção por animais?

  • evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;
  • lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;
  • cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.

Quem corre maior risco?

  1. profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;
  2. cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;
  3. pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.

Quais providências tomar, após contato físico com infectados?

Se uma pessoa teve contato físico direto com alguém infectado ou com suspeita de ebola, pode estar sob risco de desenvolver a doença. A orientação é entrar em contato com seu médico ou com o posto de saúde local para entender sobre os próximos passos.

Uma vez que a pessoa é identificada como “contato”, sua saúde será monitorada por 21 dias após a exposição. Autoridades locais ou profissionais de saúde irão orientá-la sobre comportamentos recomendados e incentivá-la a:

  1. aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;
  2. permitir que a temperatura seja aferida;
  3. responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;
  4. relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;
  5. evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;
  6. tomar a vacina, se disponível.

Existe tratamento para o ebola?

Existem dois tratamentos aprovados para adultos e crianças com a doença do vírus ebola: o Ansuvimab e o Inmazeb. Com base nesses fármacos, novos tratamentos potenciais, segundo a OMS, estão sendo avaliados para outros ortoebolavírus, mas ainda não foram totalmente testados.

É possível tratar a doença em casa?

A OMS não recomenda que famílias ou comunidades cuidem de pessoas com ebola em casa. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento em um centro de saúde. O tratamento precoce em um centro de referência é essencial e pode aumentar as chances de recuperação.

Se uma pessoa morrer em casa com suspeita de ebola, a comunidade e os familiares devem evitar manusear ou preparar o corpo para o enterro. A orientação é entrar em contato imediatamente com as autoridades de saúde locais para realizar um sepultamento seguro e digno, de acordo com os desejos da família.

O que fazer se precisar viajar?

A OMS não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou de circulação, como confinamentos ou quarentenas, em áreas afetadas pelo ebola.

No entanto, viagens de pessoas que tiveram contato próximo com casos de ebola devem ser minimizadas ou adiadas sempre que possível, para evitar a propagação do vírus.

Se a viagem de uma pessoa que teve contato com o vírus for necessária, ela deve ser discutida e supervisionada pelas autoridades de saúde pública para que seja garantido o acompanhamento adequado na área de destino.


No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialista alerta que dores frequentes não devem ser normalizadas e podem indicar alterações neurológicas complexas

Foto: divulgação

Celebrado em 19 de maio, o Dia Nacional de Combate à Cefaleia chama atenção para um problema que afeta milhões de brasileiros e ainda é frequentemente negligenciado: a dor crônica. A data reforça a campanha “3 é Demais”, da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), que alerta para a necessidade de investigação médica quando a pessoa apresenta três ou mais crises de dor de cabeça por mês, durante três meses consecutivos.

Mais do que um sintoma isolado, a ciência vem demonstrando que dores persistentes podem estar relacionadas a alterações neurológicas e processos inflamatórios no próprio sistema nervoso central. Estudos recentes em neuroimunologia apontam que o cérebro pode permanecer em estado de sensibilização, mantendo a dor ativa mesmo após a resolução da lesão inicial.

Segundo a neurocirurgiã Dra. Camila Moura, esse entendimento representa uma mudança importante na forma como a medicina encara pacientes com dores crônicas.

“A dor crônica não é apenas um sintoma físico localizado. Hoje sabemos que ela envolve circuitos cerebrais complexos, mecanismos inflamatórios e alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos. Em muitos casos, o cérebro continua interpretando sinais de ameaça mesmo quando não existe mais uma lesão ativa”, explica a médica.

De acordo com dados da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, cerca de 95% das pessoas terão ao menos um episódio de dor de cabeça ao longo da vida. Já a enxaqueca afeta milhões de brasileiros e figura entre as condições neurológicas mais incapacitantes do mundo.

Quando a dor deixa de ser “normal”?
Embora episódios ocasionais possam ocorrer por fatores como estresse, noites mal dormidas ou tensão muscular, especialistas alertam que dores recorrentes merecem investigação.

“A principal diferença entre a dor aguda e a dor crônica está no tempo e na resposta do organismo. A dor aguda funciona como um alerta do corpo diante de uma lesão ou inflamação. Já a dor crônica persiste por meses e passa a envolver alterações neurológicas mais profundas, impactando sono, memória, humor e qualidade de vida”, afirma Dra. Camila Moura.

Entre os sinais de alerta que exigem avaliação médica estão:
dores frequentes ou progressivamente mais intensas;
necessidade constante de analgésicos;
dor associada a alterações visuais, tonturas ou perda de força;
cefaleias que atrapalham trabalho, sono ou rotina;
crises recorrentes por mais de três meses.

A campanha “3 é Demais” reforça justamente a importância do diagnóstico precoce para evitar a cronificação da dor e o agravamento dos sintomas.

Inflamação cerebral e sensibilização do sistema nervoso
A neuroinflamação é um dos temas mais discutidos atualmente nas pesquisas sobre dor crônica. O processo envolve a ativação de células do sistema imunológico dentro do cérebro, que podem amplificar os sinais dolorosos e tornar o organismo mais sensível aos estímulos.

“Em algumas situações, o sistema nervoso entra em um estado de hipersensibilidade. Isso ajuda a explicar por que determinadas pessoas continuam sentindo dor mesmo após a melhora de exames ou cicatrização de tecidos. O cérebro passa a interpretar estímulos comuns como dolorosos”, destaca a neurocirurgiã.

Segundo ela, fatores emocionais, privação de sono, ansiedade, sedentarismo e estresse crônico também podem contribuir para esse mecanismo de sensibilização cerebral.

Tratamentos evoluíram nos últimos anos

O avanço da neurociência também ampliou as possibilidades terapêuticas. Hoje, o tratamento da dor crônica envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir medicamentos modernos, terapias neuromoduladoras, fisioterapia, mudanças no estilo de vida e acompanhamento psicológico.

“O tratamento atual busca controlar a inflamação, modular a atividade cerebral relacionada à dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. Quanto mais cedo houver diagnóstico e acompanhamento especializado, maiores as chances de evitar a cronificação”, afirma Dra. Camila Moura.

A especialista reforça que sentir dor frequentemente não deve ser encarado como algo normal ou inevitável.

“Muitas pessoas convivem com dores por anos acreditando que precisam apenas suportar. Mas a dor persistente é um sinal de que o organismo precisa de atenção. Procurar ajuda médica precocemente faz diferença não apenas no controle dos sintomas, mas também na saúde cerebral e emocional do paciente”, conclui.

Assessoria de Imprensa


A pavimentação asfáltica de pistas de aceleração e desaceleração na avenida de Contorno, trecho das imediações do 35º BI, vai facilitar o acesso ao bairro Subaé e à Unef (Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana), além de proporcionar mais segurança a quem trafega pelo local. As obras, executadas através de Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura de Feira de Santana e o Grupo Nobre/Unef, foram inspecionadas pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, na manhã desta terça-feira (19).

Acompanhado por técnicos da Prefeitura, o prefeito José Ronaldo avaliou o desempenho das obras e ressaltou que a previsão é de conclusão dos serviços na próxima semana. “É mais uma obra de grande importância para Feira de Santana. Estivemos aqui quando o serviço foi iniciado, há 35 dias, e hoje retornamos para verificar o desempenho. Nos próximos dias será concluída e, até a próxima semana, colocada a sinalização necessária”, revelou.

As obras estão sendo executadas através de parceria entre a Prefeitura de Feira de Santana e o Grupo Nobre de Ensino, sendo que a instituição privada é responsável pelo preparo da base, aterramento e colocação de manilhas para drenagem das águas pluviais, enquanto a administração municipal executa obras de pavimentação asfáltica.

Nesta terça-feira (19), os serviços estão concentrados no preparo da base para aplicação do asfalto com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). E o vaivém frenético de máquinas e operários no local reflete o ritmo acelerado para conclusão das obras no menor tempo possível. A execução das obras envolve recursos da ordem de R$ 500 mil por parte da Prefeitura.

Durante a visita às obras, o prefeito José Ronaldo também esteve acompanhado do secretário de Comunicação, Joilton Freitas; do superintendente da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA), João Vianey; do subsecretário de Planejamento, Djavan Aragão; e do subsecretário Matheus Pinheiro, além do diretor de Obras da Prefeitura, Ianco Pinho.

*Secom


A Polícia Federal (PF) transferiu internamente o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal.

Com isso, ele passa a ser submetido às regras do normativo interno da PF para a visita de advogados. Essas regras permitem duas visitas por dia por um período de meia hora.

Antes, ele estava alocado em uma sala de Estado-Maior que havia sido reformada para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro no cumprimento de sua prisão. Vorcaro ficou no local para trabalhar na sua proposta de delação premiada com seus advogados e passava quase o dia inteiro reunido com eles.

A PF já havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio, sob o argumento de que as condições dele na prisão na Superintendência alteravam e afetavam a rotina da administração.

O ministro ainda não proferiu uma decisão sobre essa mudança de endereço, mas autorizou a mudança de celas dentro da PF. Vorcaro está na Superintendência desde o dia 19 de março, quando começou a negociar sua delação premiada.

Como a defesa de Vorcaro já entregou sua proposta de colaboração, a PF decidiu aplicar a ele as regras usadas para todos os demais presos e colocá-lo em uma carceragem comum.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisam a proposta apresentada. A tendência é que essa proposta seja devolvida aos advogados com um pedido para complemento dos temas abordados.

*AE
Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo


A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a 7ª fase da Operação Compliance Zero para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas às apurações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo informações da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o investigado é o perito criminal federal João Cláudio Nabas.

Investigação do vazamento

A operação teve como alvo um perito da PF suspeito de repassar informações obtidas durante as investigações a um profissional da imprensa. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e aplicadas medidas cautelares.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça está o afastamento do servidor de suas funções públicas. As investigações apontam que ele teria compartilhado dados sigilosos relacionados à análise de materiais apreendidos em fases anteriores da operação.

Esquema investigado

A Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e opositores ligados ao grupo investigado. O caso tramita no STF por envolver servidores federais e pessoas com foro privilegiado.

Até o momento, a PF não informou quais conteúdos teriam sido vazados nem detalhou os materiais analisados pelo perito. A defesa do investigado também não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.

*Metro1
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil


Foto: Gustavo Moreno/STF

Num momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem apenas uma ministra entre seus 10 magistrados, 51% dos brasileiros dizem ser muito importante e 18% um pouco importante a escolha de uma mulher para a corte. Outros 27% afirmam não ser nada importante esse critério.
 

Além disso, 46% dizem ser muito importante e 16% um pouco importante a indicação de uma pessoa negra, enquanto 34% afirmam que essa condição não tem importância para a composição do tribunal. Atualmente, só dois ministros do STF se declaram pardos (Kassio Nunes Marques e Flávio Dino) —os demais são brancos.
 

As opiniões foram coletadas em pesquisa Datafolha realizada na semana passada, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça (12) e na quarta (13).
 

O STF está com a vaga de seu 11º ministro em aberto desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
 O presidente Lula (PT) indicou Jorge Messias, advogado-geral da União para substituí-lo, mas sofreu no mês passado uma derrota histórica no Senado —a primeira rejeição, desde 1894, de um escolhido pelo presidente da República para a corte.
 

Segundo a pesquisa Datafolha, 59% das pessoas não ficaram sabendo que Messias foi rejeitado. Entre os que souberam, 53% afirmam que isso deixou o governo mais fraco, enquanto 7% dizem que ficou mais forte. Para 36%, o episódio não interferiu na força da gestão Lula.
 

O levantamento do Datafolha aponta que 46% dos brasileiros dizem ser muito importante e 20% um pouco importante que a pessoa escolhida seja religiosa, característica que era apontada como um dos ativos de Messias, evangélico cuja indicação também era vista como aceno do atual presidente a esse segmento.
 Agora, diante da rejeição dele pelo Senado, há mais uma vez a cobrança de algumas entidades em defesa da indicação de uma mulher negra para o STF. Como mostrou a Folha, porém, Lula manifestou a aliados a intenção de reenviar o nome de Messias, apesar de entraves como uma norma do próprio Senado.
 

Entre quem pretende votar em Lula, 64% dizem ser muito importante a indicação de uma mulher e 60% de uma pessoa negra. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), esses índices caem para 41% e 35%, respectivamente.
 A partir de uma lista com oito itens, o Datafolha perguntou se os entrevistados avaliavam determinadas características como muito, um pouco ou nada importantes para a pessoa escolhida para uma cadeira no Supremo.
 

O item que teve maior taxa de concordância foi o de conhecimento jurídico. Para 85%, é muito importante que os indicados tenham ótimo saber sobre o direito. Mas 6% avaliaram tal ponto como apenas um pouco importante e outros 6% como nada importante. A Constituição exige “notável saber jurídico” e “reputação ilibada” para ser ministro do STF.
 Os resultados da pesquisa expõem a valorização de algumas características que não seriam necessárias ou recomendáveis para magistrados do tribunal —diante do papel que devem desempenhar, com imparcialidade e equidistância entre as partes.
 Para 51%, é muito importante que o indicado ao Supremo tenha lealdade total ao presidente da República que o indicou, enquanto 25% dizem que tal item não é nada importante.

Além disso, 47% veem como muito importante que o nome escolhido para o tribunal tenha afinidade política com deputados federais e senadores.
 Ao mesmo tempo, em uma aparente contradição, 64% dizem esperar que os ministros do STF sejam independentes de políticos e partidos.
 Por fim, são 53% aqueles que veem como de muita importância o apoio dos atuais magistrados do Supremo a quem tiver que ocupar a próxima cadeira.
 No início de seu terceiro mandato, Lula tinha em seu horizonte a perspectiva de indicar dois integrantes ao STF. Diante da aposentadoria antecipada de Barroso, teve esse número elevado para três.
 A derrota do presidente com a rejeição de Messias ocorreu num contexto em que tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quanto uma ala do Supremo tinham outro nome favorito: o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Ao optar por Messias, Lula se contrapôs tanto a esses grupos como aos pleitos de parte de seus aliados por uma mulher na mais alta corte do país.
 Assim como nas suas duas últimas indicações, o petista também priorizou um nome de sua confiança, em sintonia com seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que chegou a dizer, à época da escolha de Kassio Nunes Marques, que seu indicado precisava ser alguém que tomasse “uma cerveja” ou “uma tubaína” com ele.
 Para a primeira vaga aberta, em 2023, Lula nomeou seu advogado pessoal Cristiano Zanin. Na sequência, indicou Flávio Dino, seu aliado e à época ministro da Justiça de seu governo, para o posto até então ocupado pela ministra Rosa Weber. Com isso, a corte que tinha duas mulheres passou a ter apenas Cármen Lúcia.
 Quanto à pergunta sobre ter lealdade total ao presidente da República que fez a indicação, 63% dos eleitores de Lula avaliam que tal ponto é muito importante, ante 45% dos que preferem Flávio Bolsonaro.

Como mostrou a Folha, caso a indicação de Messias fosse confirmada pelo Senado, o Supremo seguiria com maioria de ministros homens ao menos por quase duas décadas, mesmo que todas as próximas vagas sejam preenchidas por mulheres. Isso considerando a permanência dos ministros na corte até a idade de aposentadoria obrigatória, de 75 anos.
 

Caso a cadeira deixada vaga por Barroso não seja preenchida neste mandato, quem ganhar as eleições presidenciais deste ano poderá indicar até quatro nomes para o tribunal.


Sorteio da Mega-Sena desta terça-feira é suspenso; entenda

O sorteio da Mega-Sena previsto para esta terça-feira (19) foi suspenso pela Caixa Econômica Federal devido à realização do concurso especial de 30 anos da modalidade, marcado para o próximo domingo (24). Os concursos de quinta-feira (21) e sábado (23) também não ocorrerão.

O sorteio comemorativo terá prêmio estimado em R$ 300 milhões e seguirá regras específicas das Loterias Caixa, sem possibilidade de acumulação. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor será dividido entre os ganhadores da faixa seguinte, com cinco acertos, e assim sucessivamente.

Apesar de a Mega-Sena ter completado 30 anos oficialmente em 11 de março, o concurso especial será realizado neste fim de semana. As apostas já podem ser feitas nas lotéricas e canais oficiais da Caixa.

Segundo estimativas da instituição, caso um único apostador ganhe sozinho o prêmio principal e aplique o valor na poupança, o rendimento mensal poderá ultrapassar R$ 1 milhão, dependendo das regras vigentes da aplicação e das condições econômicas do período.

Informações Metro1


Dona do WhatsApp corta 10% da força de trabalho mundial e transfere outros 7 mil empregados para novos projetos tecnológicos

Logo da Meta, empresa que lidera como maior fornecedor das eleições de 2024
O CEO Mark Zuckerberg decidiu que o futuro da empresa depende exclusivamente do avanço da inteligência artificial | Foto: Artapixel/Pixabay 

A Meta vai demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira, 20. O corte atinge 10% de toda a força de trabalho da gigante da tecnologia, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp. O anúncio dos cortes ocorreu por meio de um comunicado interno enviado aos trabalhadores pela chefe de recursos humanos da companhia, Janelle Gale.

A onda de demissões coincide com uma reformulação profunda no modelo de negócios da corporação. O CEO Mark Zuckerberg decidiu que o futuro da empresa depende exclusivamente do avanço da inteligência artificial. A Meta planeja gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões este ano para erguer centros de dados e enfrentar concorrentes de peso como o Google e a OpenAI.

Madrugada de cortes e transferência para IA

A direção da empresa ordenou que todos os funcionários trabalhem em regime de home office no dia das demissões. Os avisos de dispensa chegarão por e-mail a partir das 4 horas da manhã, no horário local de cada região. Os demitidos nos Estados Unidos terão direito a 16 semanas de pagamento base, além de duas semanas extras de salário para cada ano de serviço prestado na firma.

Ao mesmo tempo em que enxuga o quadro de pessoal, a Meta vai transferir 7 mil empregados sobreviventes para novas funções operacionais. O grupo vai integrar quatro novas divisões internas focadas na criação de aplicativos nativos de IA. Essa mudança esvazia de vez o metaverso, aposta anterior de Zuckerberg que naufragou e gerou demissões em massa no ano passado.

Protestos internos e o ‘elefante na sala’

As decisões da diretoria acenderam uma crise interna com os trabalhadores nos escritórios. Empregados espalharam panfletos de protesto e tomaram a rede interna Workplace com críticas pesadas à liderança. Os funcionários acusam a cúpula da Meta de esconder os planos de demissão por mais de um mês e reagiram postando imagens de elefantes nas mensagens dos chefes, em alusão ao problema ocultado.

Mais de mil colaboradores assinaram uma petição contra os novos métodos de vigilância da Meta. A empresa adotou softwares que rastreiam o movimento do mouse dos funcionários para treinar sistemas de inteligência artificial a imitarem o comportamento humano. A Meta também cancelou 6 mil vagas de emprego que estavam abertas e incluiu o uso de IA na avaliação de desempenho do pessoal.

Tendência esvazia o setor de tecnologia

O movimento da Meta acompanha uma faxina corporativa que assombra o Vale do Silício. As grandes marcas do setor de tecnologia justificam os cortes de pessoal como uma necessidade para aumentar a eficiência na era dos algoritmos. Na semana passada, a Cisco demitiu 4 mil trabalhadores para injetar mais dinheiro em IA, caminho já trilhado por Microsoft, Block e Coinbase.

Informações Revista Oeste