Descoberta reforça hipótese de ambiente habitável no passado do planeta

O rover Curiosity, da Nasa, identificou novos compostos orgânicos em Marte. Cientistas investigam se o planeta já reuniu condições para abrigar vida.
O equipamento detectou entre cinco e sete compostos orgânicos em rochas formadas no leito seco de um lago próximo ao equador marciano. Pesquisadores não haviam registrado esse tipo de material anteriormente nessas formações.
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O experimento também encontrou outro composto com estrutura semelhante à de precursores do DNA, molécula responsável por armazenar informações genéticas em organismos vivos.
Evidências ampliam debate sobre vida no Planeta Vermelho
Com as novas descobertas, o total de compostos orgânicos identificados em Marte chega a dezenas. Os cientistas ressaltam, no entanto, que esses materiais podem ter origem em processos não biológicos.
A equipe estima que a rocha analisada tenha ao menos 3,5 bilhões de anos.
Em em entrevista para revista Nature Communications, a astrobióloga Amy Williams afirmou que os dados não comprovam a existência de vida no planeta. Segundo ela, as evidências indicam que Marte reuniu condições habitáveis no período em que a vida surgiu na Terra.
A confirmação de vida passada exigiria o envio de amostras para análise em laboratório terrestre.
O Curiosity pousou na cratera Gale em 2012. Em 2020, o rover realizou a coleta na região de Glen Torridon, área com alta concentração de minerais argilosos, indicativo da presença de água no passado.
O equipamento perfurou uma rocha no ponto chamado “Mary Anning” e armazenou o material em um recipiente com substância química capaz de decompor compostos orgânicos complexos em fragmentos menores. O instrumento SAM (sigla em inglês para Análise de Amostras de Marte) realizou a análise.
Informações Revista Oeste
