
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, 27, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília.
Divulgado na tarde desta quinta-feira, 26, o comunicado aponta boa evolução clínica e ausência de sinais de infecção aguda. Bolsonaro permanecerá em observação pelas próximas 24 horas. O ex-presidente encerrou hoje o ciclo de antibióticos.
Bolsonaro deu entrada no hospital em 13 de março. Ele estava com febre alta, baixa saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Os médicos diagnosticaram pneumonia bacteriana por broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido estomacal.
Bolsonaro permaneceu na unidade de terapia intensiva. Ele passou para cuidados semi-intensivos na semana passada.
O cardiologista Brasil Caiado estima recuperação total entre 90 dias e seis meses. A equipe médica realizará visitas recorrentes para monitorar a evolução do quadro clínico.
A notícia da alta ocorre depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira 24, o magistrado concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro pelo prazo de 90 dias.
A decisão atende parcialmente a pedido da defesa do ex-presidente. Segundo Caiado, a prisão domiciliar pode beneficiar a recuperação do paciente. “O ambiente domiciliar está em preparação pela família”, afirmou. “Já foi providenciada uma cama mais adequada para o problema quase central dele hoje, que é o refluxo gastroesofágico.”
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ferido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. O primeiro procedimento ocorreu em caráter emergencial em 6 de setembro daquele ano, em Juiz de Fora (MG). Na ocasião, os médicos retiraram parte do intestino.
Ainda em 2018, Bolsonaro passou por nova cirurgia em São Paulo para tratar um quadro de obstrução intestinal.
Em 2019, voltou ao centro cirúrgico para retirar a bolsa de colostomia colocada depois do atentado. Na mesma cirurgia, os médicos corrigiram uma hérnia formada na região da cicatriz.
Em 2020, Bolsonaro foi submetido a dois procedimentos. Um deles retirou um cálculo na bexiga. O outro foi uma vasectomia.
Em 2023, o ex-presidente passou por nova cirurgia para correção de outra hérnia e remoção de aderências.
Em abril de 2025, Bolsonaro foi novamente operado. O procedimento incluiu laparotomia exploradora, liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Em dezembro do mesmo ano, os médicos também realizaram um segundo procedimento para amenizar crises de soluço.
Informações Revista Oeste

O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.
Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.
“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.
Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.
“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.

Pesquisa de preços realizada pelo Procon em Feira de Santana revela uma diferença de até 312,41% nos preços de produtos da Semana Santa praticados entre os supermercados de rede instalados na cidade. A grande variação de preços, conforme o diretor do Departamento de Fiscalização, Alex Santos, é um alerta para a necessidade de os consumidores realizarem pesquisas de preços antes de efetuarem as compras para não saírem no prejuízo.
A maior diferença está entre os preços do leite de coco de 200 ml. Enquanto no Assaí e no Atakarejo está com o menor valor, custando R$ 1,45, no Mineirão o mesmo produto está por R$ 5,98, o que representa uma diferença de 312,41% entre o menor e o maior preço.
O azeite de 200 ml também tem uma diferença de valores entre o menor custo e o maior custo de 258,66%. Enquanto no Atacadão custa R$ 3,29, no Mineirão o mesmo produto está por R$ 11,80.
A farinha pronta de vatapá com 200 g também tem uma variação de preço significativa. Enquanto no São Roque custa R$ 5,69, no Assaí o mesmo produto custa R$ 19,80, o que representa uma diferença de 200,46%.
Já o quiabo com volume de 380 g tem o preço mínimo de R$ 5,80 no Mineirão e o máximo de R$ 16,90 no Atacadão. A diferença representa uma variação de 191,38%.
Outro item essencial para preparar os pratos típicos da Semana Santa, a castanha de 150 g está com o mínimo registrado de R$ 15,90 no Atacadão e o máximo de R$ 37,89 no Mix Mateus, o que representa uma diferença de 138,30% entre o mínimo e o máximo.
*Secom
O aumento dos custos provocado pela guerra no Irã já começa a impactar diretamente o preço dos alimentos no Brasil e pode pesar no bolso do consumidor nos próximos dias. É o que aponta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que informou que itens básicos como ovos, frango e carne suína devem sofrer reajustes em breve.
De acordo com a entidade, a alta no preço do diesel, que é reflexo do conflito, elevou em até 20% o custo do frete rodoviário, afetando toda a cadeia produtiva, desde o transporte de insumos até a distribuição final. Outro fator de pressão vem das embalagens plásticas, derivadas do petróleo, que já registram aumento de até 30%, também influenciadas pelas dificuldades logísticas na região do Estreito de Ormuz.
– Frente a este quadro, é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor tanto de ovos, como de carne de frango e carne suína – diz a ABPA.
O impacto ocorre em um momento de demanda aquecida, especialmente no caso dos ovos. Apesar de acumular queda de 10,79% em 12 meses, segundo o IPCA, o preço do produto já apresentou alta de 4,55% em fevereiro. A elevação está ligada, em parte, ao período da Quaresma, quando há aumento no consumo de alternativas à carne vermelha por tradição religiosa.
Além da influência sazonal, há também uma mudança de comportamento alimentar. O consumo de ovos segue em forte crescimento no país, impulsionado por dietas voltadas à alta ingestão de proteína. Em 2025, cada brasileiro consumiu, em média, 287 ovos, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior e mais de 33% na comparação com 2015.
Os reflexos da crise no Oriente Médio, por sinal, não devem se limitar aos combustíveis e alimentos. Produtos como fertilizantes, medicamentos e eletrônicos também podem sofrer impactos, ampliando o efeito inflacionário no Brasil nas próximas semanas, ou meses, a depender da duração do conflito.
*Pleno.News
Foto: Freepik

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), revelou nesta quinta-feira (26) que pretende ser reunir com o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para convidá-lo para ser candidato a vice-governador na chapa da oposição que vai disputar o governo da Bahia nas eleições em 2026. A declaração foi dada em entrevista à rádio Metrópole.
“Vou para Jequié logo mais e vou me reunir com Zé Cocá, Flavinho e os vereadores. Vou fazer o convite formal para que Zé Cocá renuncie à Prefeitura de Jequié e aceite esse desafio. Ele tem o conhecimento do interior, reúne todas as melhores condições e tem articulação política comprovada. É o nome ideal”, disse ACM Neto.
ACM Neto disse ainda que a deve ser anunciada oficialmente ainda em março. Além do ex-prefeito de Salvador e de Zé Cocá, a majoritária da oposição deve contar com Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) disputando o Senado.
O pré-candidato ao governo da Bahia disse ainda que antecipou as articulações políticas para montar uma composição “não apenas competitiva, mas vitoriosa”.
*bahia.ba
Foto: Divulgação/Arquivo

O apresentador baiano Marcelo Castro pode ser condenado a até 17 anos de prisão por envolvimento em um suposto esquema de desvio de doações feitas por telespectadores durante programas de TV.
As informações foram detalhadas em reportagem da Revista Piauí, que reuniu relatos de vítimas e bastidores das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia.
Segundo as apurações, o esquema consistia na exibição de histórias comoventes na televisão, com pedidos de ajuda via Pix. No entanto, parte significativa do dinheiro arrecadado não chegava às pessoas que apareciam nas reportagens.
Em alguns casos, os valores recebidos pelas vítimas foram muito inferiores ao total arrecadado. Há situações em que famílias teriam recebido apenas uma fração das doações feitas pelo público.
Vítimas relatam manipulação e fazem acusações
Os depoimentos reunidos pela reportagem trazem acusações graves sobre a condução das matérias exibidas na TV. Uma das vítimas, Adriana Fonseca de Jesus, desabafou ao comentar o caso. “Para mim, ele é o anticristo”, resumiu.
Ela afirma que buscava ajuda para a filha, mas relata ter sido orientada a alterar sua história durante a gravação. “Ele disse: ‘se te perguntarem, o valor é 10 mil reais’”, contou, referindo-se ao valor que deveria mencionar na reportagem.
Adriana também relatou estranhamento com o uso de uma chave Pix que não era a sua. “Eu achei aquilo muito estranho”, disse.
Outra vítima, Lucileide Maria Andrade dos Santos, afirmou que passou por uma situação que considera degradante durante a participação no programa. “Ele pediu para o meu filho se jogar no chão e se arrastar”, relatou.
Segundo ela, o objetivo inicial era apenas recuperar um triciclo roubado do filho, que tem limitações motoras. “Meu objetivo nem era pedir dinheiro”, afirmou. Após o caso vir à tona, desabafou: “Meu sentimento é de ter sido enganada”.
Já Jucileide Souza contou que sua história também teria sido modificada durante a exibição. “Ele falou que eu estava pedindo ajuda também para medicações e tratamento. Mas eu só queria a cadeira de rodas”, disse.
Apesar de ter recebido um valor maior do que o solicitado inicialmente, ela afirma que o total arrecadado foi bem superior. O sentimento, segundo ela, é de frustração diante do que veio à tona.
Investigação aponta divisão de valores
De acordo com a investigação, o dinheiro arrecadado era dividido entre os envolvidos no esquema. O caso envolve acusações como associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.
A Justiça determinou o bloqueio de bens dos réus para garantir o ressarcimento das vítimas, além de impor medidas cautelares, como restrições para deixar o país e manter contato com os envolvidos no processo.
O valor total da fraude, segundo estimativas, pode chegar a centenas de milhares de reais.
Caso segue na Justiça
O processo tramita no Tribunal de Justiça da Bahia e ainda está em fase de instrução, com depoimentos de vítimas já colhidos e novas audiências previstas.
Enquanto isso, o apresentador segue à frente de seu programa policial, mantendo audiência relevante no estado, mesmo diante das acusações.
Informações Bahia.ba

A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) anunciou, nesta terça-feira, 24, que cancelou os planos de implantar um estação espacial na orbita lunar. O plano agora é utilizar seus componentes para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua, enquanto também planeja enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte.
O novo chefe da agência espacial dos Estados Unidos, Jared Isaacman, foi quem emitiu o comunicado. O presidente Donald Trump o indicou, e ele tomou posse do cargo em dezembro.
De acordo com Isaacman, a meta agora é produzir uma infraestrutura que suporte operações sustentadas na superfície lunar.
A estação Lunar Gateway, em grande parte já construída, foi projetada para ser uma estação espacial estacionada na órbita da Lua. Ela é o resultado de trabalhos Northrop Grumman e Vantor, antiga Maxar.

Reaproveitar a nave para uma base na superfície lunar não é simples, mas o dirigente está otimista. “Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros objetivos do programa”, disse Isaacman.
O Japão, o Canadá e a Agência Espacial Europeia concordaram fornecer componentes para a estação orbital e agora encaram um futuro incerto.
Os planos para a base lunar incluíam o objetivo de enviar mais módulos de pouso robóticos, implantar uma frota de drones e lançar as bases para o uso de energia nuclear na superfície lunar nos próximos anos.
A Nasa também divulgou planos para uma missão com uma espaçonave nuclear para Marte antes do fim de 2028. Segundo a agência, o objetivo é demonstrar a propulsão nuclear elétrica avançada no espaço profundo. Ao chegar ao planeta vizinho, a espaço-nave lançará helicópteros para explorar Marte.
Ainda nesta terça-feira, Isaacman delineou, na abertura de um evento na sede da Nasa, em Washington, uma série de mudanças que está fazendo no principal programa lunar da agência, o Artemis. As alterações reformulam contratos no valor de bilhões de dólares.
Artemis tem como peça central o seu programa de pouso lunar tripulado, com a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos competindo para desenvolver módulos de pouso para a Nasa. As duas empresas estão atrasadas em relação ao cronograma.
Iniciado em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, o projeto prevê missões lunares regulares. Artemis mantém viva a esperança de uma continuação das primeiras missões da Nasa à Lua no Programa Apollo, que terminou em 1972.
Informações Revista Oeste

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, 25, limitar as verbas remuneratórias, conhecidas como “penduricalhos”, pagas a magistrados e integrantes do Ministério Público (MP). A economia dos gastos com esse tipo de pagamento é avaliada em R$ 7,3 bilhões ao ano.
Segundo a tese aprovada, ficam proibidas as remunerações de auxílio moradia, alimentação, vale natalinos e outras verbas que não sejam previstas. O julgamento teve repercussão geral e é válido para todo o Judiciário.
O entendimento dos ministros foi pelo reconhecimento da equiparação dos valores destinados aos magistrados e integrantes do MP. O texto aprovado não altera as atuais condições da remuneração dos ministros do Supremo.
O plenário acolheu um voto conjunto dos ministros relatores dos processos relacionados aos penduricalhos e à equiparação de verbas de remuneração para juízes e servidores do MP.
Os relatores são os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Todos os ministros da Corte acataram a proposta.
A tese de repercussão geral apresentada reafirma o atual valor do teto constitucional, mantido em R$ 46 mil.
O STF permitiu as seguintes verbas remunatórias:
Gilmar Mendes, decano da Corte, apresentou o voto conjunto e salientou que a criação de verbas remuneratórias não previstas em leis é ilegal. O ministro classificou a instituição desses recursos como manobras “criativas”.
Segundo o ministro, apesar de já ter realizado uma reunião com o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), constatou-se que, no momento, não se vislumbra uma norma em debate para solucionar o caso dos supersalários e penduricalhos.
Por sua vez, Moraes ressaltou que, em muitos casos analisados, foram verificados abusos, seja por leis estaduais ou medidas administrativas. O ministro sustentou que a tese construída teve como base a legislação vigente.
Moraes também destacou que a proposta encaminhada prevê uma economia de R$ 560 milhões por mês, ou R$ 7,2 bilhões ao ano, considerando a média bruta do recebimento dos magistrados e do MP no ano passado, que chegou a R$ R$ 95 mil.
No fim do julgamento, o ministro presidente Edson Fachin disse que a medida tomada em conjunto está “longe de ser o ideal, mas se apresentando como factível nesse momento de transição”.
Segundo Fachin, as regras definidas terão validade até a aprovação de nova norma pelo Congresso Nacional, por lei ordinária.
No julgamento, os ministros também decidiram que os honorários advocatícios devidos à advocacia pública não poderão superar o teto remuneratório fixado pela Constituição.
“Os fundos de gestão dos honorários advocatícios têm natureza pública, sujeitos aos controles internos e externos previstos constitucionalmente, e não podem custear o pagamento de nenhuma outra parcela remuneratória ou indenizatória, salvo a relativa aos honorários advocatícios”, diz a tese.
Informações Revista Oeste
A operação “De Olho no Preço” visa coibir práticas abusivas no setor, ocasionadas pela alta cotação do petróleo, e garantir a proteção dos direitos dos consumidores

Com a alta dos preços dos combustíveis nas bombas, o Procon-BA (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), intensificou a Operação “De Olho no Preço”. Até o momento, 230 postos foram fiscalizados, e a ação notificou também 10 distribuidoras, localizadas em Salvador, Região Metropolitana e interior do estado.
Na lista de empresas fiscalizadas constam as distribuidoras Vibra Energia, Hora, Raízen, Petrobahia, Ypiranga, Petro Serra, Soll, Larco, Danpetro e Maxxi que terão o prazo de cinco (5) dias para explicar os reajustes aplicados nas tarifas de gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum, diesel S-10 e etanol. Já a Refinaria de Mataripe S.A. tem até esta quarta-feira (25) para apresentar informações complementares ao Procon-BA, após análise preliminar das justificativas encaminhadas anteriormente.
Fiscalização no Interior
Equipes do Procon-BA estiveram nos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Candeias e São Francisco do Conde, na Região Metropolitana; Amélia Rodrigues, Feira de Santana, Santo Estevão e Itatim, na região do Portal do Sertão; Seabra, Iraquara, Lençóis e Palmeiras, na Chapada Diamantina; Brumado, Tanhaçu, Maracás, Planaltino e Nova Itarana, no Sudoeste Baiano; Brejões e Milagres, no Vale do Jiquiriçá. Em Luís Eduardo Magalhães, foram fiscalizados 34 postos; em Barreiras, 31; em Juazeiro, 44; em Ilhéus, 2; e em Feira de Santana, 20 postos.
Com o apoio dos Procons Municipais de Juazeiro, Barreiras e Vitória da Conquista, a fiscalização foi ampliada para garantir maior capilaridade e transparência no monitoramento do mercado de combustíveis. As distribuidoras e revendedores que forem flagradas em situação irregular serão autuados administrativamente pelo órgão com as sanções e penalidades aplicadas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). A população também pode contribuir com as ações de fiscalização por meio dos canais de denúncia: denuncia.procon@sjdh.ba.gov.br ou ba.gov.br.
A operação “De Olho no Preço” segue em andamento pelos próximos dias e visa coibir práticas abusivas no setor, ocasionadas pela alta cotação do petróleo, e garantir a proteção dos direitos dos consumidores.

O Governo da Bahia publicou, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (24), o Decreto nº 24.441/2026, que disciplina os procedimentos de apuração de irregularidades no serviço público, define parâmetros para aplicação de penalidades e os requisitos, condições e critérios para celebração do Termo de Compromisso Disciplinar (TCD) como instrumento de solução consensual, alternativa a instauração de processo disciplinar.
A norma regulamenta dispositivos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado (Lei nº 6.677/1994) e representa um avanço na modernização do sistema correcional, ao criar mecanismos mais eficientes, proporcionais e pedagógicos para o tratamento de infrações disciplinares.
Entre as principais inovações está a regulamentação do TCD, que é um acordo entre a Administração e o servidor investigado ou sindicado, nos casos de infrações de menor potencial ofensivo — aquelas sujeitas a advertência ou suspensão de até 30 dias. Este acordo poderá ser proposto ao servidor denunciado após investigação preliminar ou sindicância, evitando, nesses casos, a instauração de processo administrativo disciplinar, desde que cumpridos critérios e requisitos indicados neste decreto regulamentar.
A iniciativa busca conferir maior racionalidade e celeridade à atuação das corregedorias, ao mesmo tempo em que fortalece a cultura de integridade e responsabilidade no serviço público. O decreto também detalha as formas de apuração — investigação preliminar, sindicância e processo administrativo disciplinar — e estabelece critérios objetivos para a dosimetria das penalidades, considerando a gravidade da infração, os antecedentes do servidor e os danos para o serviço público.
Outro destaque é o caráter pedagógico do TCD, que prevê obrigações como reparação de danos, participação em capacitações e compromisso de não reincidência, promovendo a reeducação funcional e a melhoria da prestação dos serviços à sociedade.
A elaboração do decreto contou com atuação direta da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), por meio do Núcleo de Controle Administrativo e Disciplinar (NCAD), da Procuradoria Administrativa (PA). A minuta foi redigida pela Procuradora Assistente Fabiana Maria Farias Santos Barretto, consolidando as propostas dos procuradores do núcleo, bem como da corregedora da PGE-BA, Aline Solano, e da colaboração dos corregedores dos órgãos estaduais — em especial da Corregedoria Geral da Secretaria da Administração. O texto passou ainda por revisão final conduzida em conjunto com a procuradora do Estado Sissi Andrade Macedo.
Para a procuradora Fabiana Barreto, a nova regulamentação inaugura um modelo mais eficiente e alinhado às boas práticas de gestão pública. “O decreto consolida uma mudança de paradigma ao priorizar soluções consensuais em casos de menor gravidade, garantindo maior eficiência na atuação correcional, sem abrir mão da responsabilidade e da preservação da ordem jurídica administrativa”, destacou.
Com a nova norma, o Estado da Bahia avança na estruturação de um sistema disciplinar mais ágil, transparente e orientado por resultados, reforçando a confiança na Administração Pública e a qualidade dos serviços prestados à população.