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Ministros, contudo, decidiram absolver um general da reserva

Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF - 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF
Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF – 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Por unanimidade, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nove membros do núcleo 3 da suposta trama golpista, nesta terça-feira, 18, e absolveu o general da reserva Estevam Theophilo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo é responsável por planejar o assassinato de autoridades.

Além disso, conforme a PGR, o núcleo pressionou o comando do Exército a aderir ao que seria uma tentativa de ruptura institucional para manter Jair Bolsonaro na Presidência, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar a vitória de Lula.

Esse grupo é conhecido por ser o dos “kids pretos”, militares das Forças Especiais do Exército que teriam articulado o “golpe”.

Além dos militares, há um agente da Polícia Federal (PF) inserido.

Voto sobre o núcleo 3

kids pretos
A 1ª Turma do STF, durante o julgamento dos ‘kids pretos’ envolvidos na suposta trama golpista – 12/11/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Para seis militares e um agente da PF, o colegiado defendeu a punição pelos cinco crimes apontados pela PGR:

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • organização criminosa armada;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado.   

São eles:

  1. Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  2. Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  3. Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  4. Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército;
  5. Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
  6. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; e
  7. Wladimir Matos Soares, agente da PF.

Em relação ao tenente-coronel Ronald de Araújo Jr. e o coronel Márcio de Resende, o STF propôs que sejam condenados por incitação ao crime e associação criminosa.

Penas

  • Hélio Ferreira Lima — 24 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Rafael Martins de Oliveira — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Wladimir Matos Soares — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto — 17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros — 17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Fabrício Moreira de Bastos — 16 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado.

Informações Revista Oeste


A Prefeitura de Feira, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO), promove anualmente o Casamento Coletivo, evento já tradicional no município e responsável por celebrar a união de centenas de casais.

Em 2024, 104 casais oficializaram sua união por meio da iniciativa. Neste ano, a tradição se fortalece com ainda mais participantes: no dia 27 de novembro, a partir das 8h, o Olimpo Eventos será palco da 24ª edição do Casamento Coletivo, reunindo 204 casais que irão dizer “sim” em uma grande cerimônia.

A ação tem como objetivo promover a cidadania, fortalecer vínculos familiares e garantir o acesso ao casamento civil de forma gratuita, beneficiando casais que sonham em formalizar sua união, mas encontram dificuldades financeiras ou burocráticas.

Histórias de amor que inspiram

Entre os muitos casais que já participaram da iniciativa está o de Patrícia Vaz, 38 anos, operadora de montagem, e André Lima, que oficializaram sua união no Casamento Coletivo de 2024, após seis anos juntos.

“O Casamento Coletivo é importante para nossa cidade porque muitos têm o sonho de casar, mas não têm condições ou tempo para resolver as questões documentais. A SEDESO providenciou tudo, e foi a melhor experiência que vivemos. Estamos muito felizes com a nossa união e só temos a agradecer pela organização, estrutura e pelo olhar humanizado que vocês têm”, destacou Patrícia.

O marido, André, reafirma o impacto positivo da cerimônia. “Queria poder casar com minha esposa todo ano no Casamento Coletivo. Parabenizo a Prefeitura por proporcionar esse evento não só para nós, mas para todos os casais que participaram. Tudo foi muito bem organizado, impecável. Sem dúvidas, este ano será ainda melhor”.

Compromisso social

A secretária de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, destacou a importância da iniciativa e o compromisso da pasta com a população. “É maravilhoso e gratificante acompanhar relatos de casais que decidiram oficializar sua união por meio do nosso serviço. Estamos empenhados em oferecer sempre o melhor atendimento. Nesta edição, organizamos tudo com muito carinho para proporcionar a melhor experiência possível aos participantes”, afirmou.

Já a chefe da Divisão de Cidadania e Inclusão Produtiva, Ivone Fernandes, ressaltou o aprimoramento constante do evento. “A cada edição, buscamos inovar e melhorar para que cada casal, padrinhos e convidados vivenciem uma experiência única. Este ano, tivemos 288 inscrições, mas devido a pendências documentais, 204 casais confirmaram participação. A expectativa é sempre a melhor, porque trabalhamos para oferecer, ano após ano, um evento ainda mais especial para todos”, disse.

*Secom
Foto: Jorge Magalhães


A Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, preparou uma significativa programação para celebrar o Novembro Negro, mês dedicado à valorização da história e da cultura afro-brasileira, que culminará com um ato cívico e cultural nos dias 19 e 20 de novembro. O ponto alto das celebrações é a Marcha Zumbi dos Palmares e um dia inteiro de atividades no Espaço Marcus Moraes.

As homenagens começam na quarta-feira, 19 de novembro, com a Marcha Zumbi dos Palmares. A concentração está marcada para às 16h na Praça D. Pedro I. O cortejo iniciará seu percurso pelas avenidas Senhor dos Passos e Getúlio Vargas, encerrando no Espaço Marcus Moraes (Lucidata). Este será um ato de grande representatividade, contando com a participação de mais de 15 grupos e entidades de matrizes africanas, incluindo blocos afros, escolas de samba, afoxés e grupos de santo, reforçando o pedido por respeito e a visibilidade da diversidade cultural e religiosa da nossa cidade.

A programação continua na quinta-feira, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, com uma série de atividades no Espaço Marcus Moraes, a partir das 10h. A manhã será dedicada à abertura oficial da programação, seguida por um momento crucial de reflexão e debate com a participação dos palestrantes Gilsam Santana e Hely Pedreira, que abordarão temas relevantes para a luta e a valorização do povo negro.

Diversos grupos e coletivos, como o Coletivo da Baixada, Coletivo de Hip Hop, Coletivo de Reggae, Coletivo de Samba, além de grupos de samba de roda e capoeira. A programação musical promete embalar os presentes com shows de artistas e bandas locais de grande prestígio, incluindo Tambores Urbanos, Banda Monte Sião, Marcionílio Prado, Gilsam Santana, Banda Cativeiro, Nelma Marks e Kbelo Duro. Para enriquecer ainda mais o encerramento, o evento contará com a participação especial de vários vocalistas de bandas de reggae e de bandas percussivas. O encerramento das atividades está previsto para às 22h.

*Secom
Foto: ACM


O uso de linguagem neutra está oficialmente proibido em toda a administração pública brasileira. A restrição foi confirmada com a sanção da Lei nº 15.263/2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo texto foi divulgado no Diário Oficial da União na segunda-feira (17).

A lei integra a política de “linguagem simples”, criada para tornar mais claras e acessíveis as comunicações do poder público. Pelo novo conjunto de regras, documentos, formulários e demais materiais oficiais devem ser escritos de forma direta e compreensível, com frases curtas, preferência pela voz ativa, eliminação de redundâncias e proibição de termos vagos.

Entre as diretrizes está a determinação de que órgãos federais, estaduais e municipais sigam rigorosamente a norma culta do português, o que impede o emprego de expressões como “todes”, “elu” ou outras construções que alterem a flexão tradicional das palavras. O artigo 5º deixa explícita a vedação: “não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008”.

A decisão reacende um debate antigo. Desde os anos 1990, movimentos defendem formas neutras de comunicação como forma de reduzir marcas consideradas sexistas na língua, propondo adaptações na escrita e na fala para incluir homens, mulheres e pessoas não-binárias. Exemplos comuns incluem substituir o “o” de “bem-vindos” por “x” ou “e”, criando palavras sem predominância de gênero e aproximando-as das chamadas expressões “agêneras”.
O tema também já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em fevereiro de 2025, o plenário declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma lei municipal de Uberlândia (MG) que barrava o uso de linguagem neutra e de “dialeto não binário” em material didático. Os ministros concluíram que municípios não podem legislar sobre diretrizes educacionais – atribuição que cabe à União. Dois anos antes, em 2023, a Corte já havia derrubado norma semelhante aprovada em Rondônia.

*Correio
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (17), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do Master para o Banco de Brasília (BRB). A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. Augusto Lima, sócio do Master, também foi preso na ação.

A operação foi batizada pela PF de Compliance Zero e detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central (BC), foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.

Em setembro, o Banco Central reprovou a compra de uma fatia do Banco Master pelo Banco de Brasília. O BC passou cinco meses analisando o processo. Um ponto central da decisão foi o risco de o BRB ser contaminado pelos ativos do Master considerados “podres”.

Na operação desta terça, além de Vorcaro e Lima, diretores do Master também são alvo de mandados de prisão.

LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
O BC decretou nesta terça-feira a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo avançar.

A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a Master SA Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.

A liquidação judicial do Master entrou no radar do mercado desde setembro, quando o BC negou a autorização para o BRB adquirir a companhia. O modelo de negócios do Master era considerado problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pagava taxas muito acima do mercado.

A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema. A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, ou seja, que deixa de funcionar.

*AE
Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money


Brisa Bracchi destinou R$ 18 mil de emendas para evento que celebrou a prisão do ex-presidente

Vereadora Brisa Bracchi Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de Natal

A Comissão Especial Processante da Câmara de Natal aprovou, nesta segunda-feira (17) o parecer que pede a cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). O relator Fulvio Saulo (Solidariedade) concluiu que a parlamentar usou verba pública para financiar um ato político.

O relatório havia sido finalizado na quinta-feira (13). Na reunião desta segunda, a presidente da comissão, Anne Lagartixa (Solidariedade), acompanhou o parecer. Apenas Daniel Valença (PT) votou contra.

O processo foi aberto em agosto, após denúncia do vereador Matheus Faustino (União Brasil). Ele afirma que Brisa destinou R$ 18 mil de emendas impositivas para um evento que comemorou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o autor da denúncia, o ato teve caráter político.

A próxima etapa ocorre nesta terça-feira (18), quando o plenário votará a cassação. A votação será nominal. Brisa e Faustino, por estarem diretamente envolvidos, não poderão participar.

Faustino será substituído pelo suplente, o ex-vereador Albert Dickson. Já a convocação de Júlia Arruda, suplente de Brisa, não é prevista no regimento, mas deve ocorrer conforme interpretação da Procuradoria da Câmara combinada com normas federais sobre processos de responsabilidade.

Fulvio Saulo afirmou que a ilegalidade não é afastada pelo fato de artistas terem recusado o pagamento.

– Já existem julgamentos que entendem dessa forma. O ato ilícito ocorre quando ela convoca para um ato político – declarou.

Para ele, o uso de recursos públicos é o ponto central.

– Se o evento fosse pago com dinheiro próprio, não haveria problema. A falha jurídica aparece quando é custeado com recursos públicos – disse.

Informações Pleno News


A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono da instituição, durante uma operação nacional

Sócios do Banco Master são investigados por fraude no mercado financeiro - brb - cade
A decisão inclui uma ordem de prisão contra o empresário Daniel Vorcaro, principal nome por trás do grupo | Foto: Divulgação/Banco Master

O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida atinge também o Banco Master Múltiplo e determina o bloqueio imediato dos bens de seus donos e antigos administradores.

O BC adota a liquidação extrajudicial quando considera inviável a recuperação de uma instituição financeira. Assim, o banco tem as atividades interrompidas e deixa de operar no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

https://youtube.com/watch?v=_AV2sUWrbyU%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com

Não há prazo fixo para o encerramento da liquidação. O processo só termina por decisão do BC ou por decretação de falência. Com a medida, o Fundo Garantidor de Créditos assume o ressarcimento aos credores, dentro do limite de cobertura previsto em seu regulamento.

PF amplia ofensiva contra crimes financeiros

A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro em São Paulo, durante uma operação nacional contra crimes financeiros. Batizada de Compliance Zero, a investigação apura a suposta emissão de títulos de créditos falsos por instituições integrantes do SFN.

Nesse sentido, a operação da PF inclui cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Informações Revista Oeste


Ministro Alexandre de Moraes pode barrar nova tentativa da defesa e acelerar início da punição

O ex-presidente Jair Bolsonaro: para oposição e especialistas jurídicos, atuação do STF expõe um enredo de perseguição política | Foto: Marcos Corrêa/PR
A nova fase processual antecede a execução das penas | Foto: Marcos Corrêa/PR

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira, 17, o acórdão que negou os recursos de Jair Bolsonaro e outros sete integrantes do chamado “núcleo central” da suposta tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, começa a contagem do prazo de cinco dias para apresentação de novos recursos.

Vinculada ao Diário de Justiça Eletrônico desta terça-feira, 18, a publicação trata do julgamento de embargos rejeitados por unanimidade pela 1ª Turma da Corte.

A nova fase processual antecede a execução das penas. Assim, o cumprimento efetivo das condenações só começa quando o processo atinge o trânsito em julgado — etapa em que não se admite mais nenhum recurso.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve avaliar os próximos movimentos. Ele pode levar os embargos ao plenário da 1ª Turma ou rejeitá-los de forma monocrática, caso os considere apenas uma tentativa de adiar o desfecho do processo.

Em voto anterior, Moraes já havia dado sinais de que não deve aceitar recursos com esse perfil. Ele classificou os embargos apresentados por Bolsonaro como mera manifestação de “inconformismo” diante da condenação.

O ex-presidente permanece em prisão domiciliar desde 4 de agosto. A expectativa no STF é que ele comece a cumprir pena ainda em novembro.

Bolsonaro pode optar pelo uso de embargos infringentes

A legislação permite dois tipos de recursos nesta fase. Os embargos de declaração servem apenas para esclarecer pontos do julgamento considerados obscuros, contraditórios ou omissos. Nesse sentido, não têm poder para reverter a sentença.

Nos bastidores, contudo, aliados de Bolsonaro cogitam o uso dos chamados embargos infringentes. Essa modalidade permite discutir o mérito da condenação, desde que tenha havido voto vencido no julgamento anterior.

No caso do ex-presidente, o ministro Luiz Fux votou pela absolvição quando ainda integrava a 1ª Turma. Isso pode abrir caminho para o uso dos infringentes, cujo prazo de apresentação é de até 15 dias.

STF define penas e condenações

Entre os oito nomes condenados pelo STF no processo principal, apenas Mauro Cid não recorreu. O tenente-coronel aceitou os termos do acordo de colaboração premiada e já iniciou o cumprimento da pena.

O STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, além de 124 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos da época.

https://youtube.com/watch?v=7jwmTQGhI3M%3Ffeature%3Doembed

Walter Braga Netto recebeu 26 anos de prisão e cem dias-multa. Alexandre Ramagem recebeu 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, além de 50 dias-multa.

Almir Garnier e Anderson Torres foram sentenciados a 24 anos de prisão, com cem dias-multa cada. Augusto Heleno recebeu pena de 21 anos e 84 dias-multa. Paulo Sérgio Nogueira, por sua vez, terá de cumprir 19 anos de prisão, além de 84 dias-multa.

Mauro Cid recebeu pena de dois anos em regime aberto. Ele também teve seus bens restituídos e garantias de segurança à família, conforme os termos de sua delação premiada.

Informações Revista Oeste


Jogo preparatório para a Copa do Mundo de 2026 acontece nesta terça-feira (18)

Foto: Rafel Ribeiro/CBF

O Brasil entra em campo nesta terça-feira (18), às 16h30 no horário de Brasília, para enfrentar a Tunísia, no jogo amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. O duelo acontece no Decathlon Stadium, em Lille, na França. Este será o último compromisso da Seleção Brasileira na temporada de 2025.

Os dois países se enfrentaram na reta final da preparação para o Mundial de 2022, realizado no Catar. O time canarinho goleou a seleção africana por 5 a 1, também em solo francês, mas no Parque dos Príncipes, em Paris. Raphinha, duas vezes, Neymar, Richarlison e Pedro foram os autores dos gols brasileiros daquele amigável.

A Seleção vem de vitória sobre o Senegal por 2 a 0, no último sábado (15), com uma atuação que deixou o técnico Carlo Ancelotti satisfeito. Para esta partida, o italiano fará mudanças na zaga, já que não pode contar com o zagueiro Gabriel Magalhães, que foi cortado com uma lesão muscular na coxa. Com isso, Wesley entrará na lateral direita, enquanto Éder Militão será deslocado para a zaga formando dupla com Marquinhos.

Tunísia
A Tunísia carimbou o passaporte para a Copa de 2026 como dona da melhor campanha das Eliminatórias Africanas conquistando 28 dos 30 pontos possíveis no grupo que tinha Namíbia, Libéria, Malawi, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. As Águias de Cartago estão indo para a sua sétima participação em mundiais, sendo a terceira consecutiva.

Nesta Data Fifa de novembro, a seleção tunisiana aproveitou para fazer o máximo de jogos possíveis. Na última quarta (12), empatou com a Mauritânia por 1 a 1. Dois dias depois bateu a Jordânia por 3 a 2, e agora encara o Brasil.

Arbitragem
O jogo terá como árbitro principal de campo Jérombe Brisard. Ele será auxiliado pelos assistentes Alexis Auger e Erwan Finjean. Enquanto o VAR ficará sob o comando de Alexandre Castro. Toda a equipe de arbitragem é da França.

Na telinha
A transmissão de Brasil x Tunísia será da Globo (TV aberta), do GE TV (YouTube) e do SporTV (TV fechada). A bola rola às 16h30 (no horário de Brasília), diretamente do Decathlon Stadium.

FICHA TÉCNICA
Brasil x Tunísia
Amistoso Internacional
Local: Decathlon Stadium, em Lille (FRA)
Data: 18/11/2025 (terça-feira)
Horário: 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jérombe Brisard (FRA)
Assistentes: Alexis Auger e Erwan Finjean (ambos da FRA)
VAR: Alexandre Castro (FRA)
Transmissão: Globo, SporTV e GE TV

Brasil: Ederson; Welsey, Marquinhos, Militão e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Rodrygo, Vini Jr., Matheus Cunha e Estêvão. Técnico: Carlo Ancelotti.

Tunísia: Dahmen; Valery, Talbi, Bronn e Abdi; Skhiri; Layouni, Gharbi, Mejbri e Saad; Mastouri. Técnico: Sami Trabelsi.

Informações


Um indígena de 36 anos levou um tiro na testa e morreu no local

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) identificou dois suspeitos de participar de um ataque armado a um grupo de indígenas Guarani Kaiowá, em Iguatemi (MS), a cerca de 394 quilômetros (km) da capital do estado, Campo Grande. Um indígena morreu no ataque.

Segundo a superintendência estadual da PF, um dos suspeitos foi reconhecido por um dos quatro indígenas feridos com armas de fogo ou balas de borracha. Ele foi preso em flagrante.

Conforme a reportagem apurou, o homem detido é de nacionalidade paraguaia e se declara indígena. Casado com uma indígena brasileira, ele chegou a morar na ocupação chamada Pyelito Kue, alvo do ataque registrado na madrugada deste domingo (16).

A PF não divulgou as identidades dos dois suspeitos, nem informou se o segundo deles chegou a ser detido, mas revelou que chegou até eles após equipes da PF e do Instituto de Criminalísticas deslocadas para atender a ocorrência apreenderem duas espingardas calibre 12 “utilizadas por seguranças privadas de uma fazenda” e coletarem cápsulas e material biológico que acharam no local do ataque. As armas ainda vão ser periciadas.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos 20 homens fortemente armados atacaram os guarani kaiowá que participam da retomada de Pyelito Kue, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, em Iguatemi.

Ainda de acordo com o órgão indigenista vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb), o ataque ocorreu por volta das 4h da madrugada, pegando de surpresa parte dos indígenas que dormiam, incluindo crianças e mulheres.

O indígena Vicente Fernandes Vilhalva, 36 anos, foi alvejado na cabeça. Ele não resistiu à gravidade do ferimento e morreu no local.

Segundo testemunhas, os atiradores ainda tentaram levar seu corpo, sendo impedidos por outros indígenas. Outros quatro Guarani Kaiowá foram feridos, entre eles dois adolescentes e uma mulher.

As autoridades policiais estão apurando se uma segunda morte, de um vigilante, funcionário de uma empresa de segurança privada que atua na região, tem relação com o ataque a Pyelito Kue.

No domingo, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública chegou a relacionar, em uma nota oficial, a morte de Silva ao ataque contra os Guarani Kaiowá, mas a responsável pela empresa para a qual o vigilante trabalhava garantiu à reportagem que ele morreu em outras circunstâncias, conforme consta do atestado de óbito.

Em nota, a empresa se referiu a um “grave incidente ocorrido durante uma operação de escolta armada”.

Já a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) cobrou, em nota, “uma investigação rigorosa e uma ação conjunta para combater os grupos de pistoleiros que atuam na região” e que “fortaleça a proteção dos indígenas e de seus territórios”.

“É inaceitável que indígenas continuem perdendo suas vidas por defender seus territórios”, destacou a fundação, acrescentando que o ataque a Pyelito Kue se insere em um contexto de retomada de áreas reivindicadas como territórios tradicionais indígenas.

“As retomadas dos indígenas Guarani Kaiowá na região se intensificaram nos últimos meses com o objetivo de frear a pulverização de agrotóxicos, que vem causando adoecimento e gerando insegurança hídrica e alimentar”, sustenta a Funai.

A fundação lembra que o crime ocorre justamente no momento em que pessoas de todo o mundo estão reunidas para tratar da importância dos povos indígenas na mitigação climática, em debate na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

A área de Pyelito Kue integra a Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, sobreposta à Fazenda Cachoeira. A região foi retomada pelos indígenas em 3 de novembro. 

A comunidade afirma esperar há cerca de 40 anos pela conclusão do processo demarcatório.