Dados da Secretaria de Segurança Pública – SSP/BA – emitidos pelo Centro de Documentação e Estatística Policial – CEDEP – da Polícia Civil, dão conta de que Marcelo Felipe Guerra dos Santos Rocha, morto a tiros, em decorrência da intervenção policial, em Feira de Santana, na noite de 1° de abril, não possui antecedentes criminais.
Isso significa dizer que Marcelinho, como era popularmente conhecido, tinha ficha limpa e que nunca houve, ao longo dos 18 anos que viveu, um registro sequer de crime cometido em seu nome no banco de dados da Polícia Civil da Bahia.
Marcelo Felipe foi morto sob a acusação de ter efetuado disparos de arma de fogo contra uma guarnição da polícia militar, mais precisamente do pelotão Asa Branca, na Avenida Presidente Dutra, em Feira de Santana.
INVESTIGAÇÃO
O caso, que chocou amigos, familiares, conhecidos e clientes da vítima, tanto pela forma que Marcelo Felipe foi morto quanto pelo crime que a Polícia o acusa de ter cometido, está em fase de investigação pela Delegacia de Homicídios, que tem como titular o delegado Rodolfo Faro.
Na segunda-feira seguinte ao fato (04/04) o delegado afirmou, à imprensa, que “após tomar conhecimento desta ocorrência com oitiva específica dos policiais militares envolvidos nesta ação que culminou na morte desta vítima, a delegacia irá realizar as diligências necessárias à apuração e verificação da veracidade de como ocorreu essa ação policial. As primeiras providências já estão sendo tomadas”.
A OITIVA DOS POLICIAIS ENVOLVIDOS NO DIA DO FATO
De acordo com o delegado, “foi registrado que ocorreu uma blitz na avenida Maria Quitéria e de que um veículo teria furado essa blitz e apreendido fuga. Teria acontecido uma perseguição, inclusive com colisão do veículo em outros veículos que se encontravam estacionados na via e, com a parada desse veículo, após danos acarretados nestas colisões, o condutor deste veículo teria desembarcado efetuando disparos contra os agentes públicos que revidaram essa suposta ação criminosa e que alvejou essa vítima que foi socorrida ao hospital Clériston Andrade e morreu em decorrência desses ferimentos”.
Dra. Yasmim Carvalho, especialista na área criminal, advogada contratada pela família da vítima, afirmou que irá recorrer de todas as formas admitidas por lei. “Serei o braço direito nas investigações a fim de elucidar o fato e trazer justiça e limpar a imagem da vítima que foi devidamente manchada pelas acusações dos policiais condutores envolvidos, os quais agiram de forma arbitrária, sem preparo, como ficará provado no curso do inquérito”, afirmou a advogada.
O corpo de Marcelo Felipe foi enterrado sob forte comoção e clamor por justiça na manhã do dia 03/04, no cemitério Jardim Celestial. A mãe e demais familiares estavam inconsoláveis e não conseguiram conceder entrevista.
A trajetória de Marcelinho no ramo do empreendedorismo, apesar de curta, foi aplaudida por centenas de pessoas que acompanharam o sepultamento. “Era um menino promissor”, afirmavam uns. “Tinha um futuro brilhante pela frente, infelizmente mataram um inocente trabalhador”, comentavam outros em tom de lamento e revolta.
Somente em uma de suas redes sociais, Marcelo Felipe era admirado por mais de 18 mil seguidores que acreditavam no trabalho que desenvolvia comercializando Iphone na Felipe Celulares, nome de sua loja virtual no Instagram com a qual estava reescrevendo a sua própria história de superação, já que, ano passado, foi diagnosticado com um transtorno psicótico.
Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro decidiu pelo reajuste de 5% para todos os servidores públicos do Executivo federal a partir de julho. O custo de oferecer esse aumento para todo o funcionalismo é R$ 6,3 bilhões em 2022;
Mais cedo, Bolsonaro se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes no Palácio do Planalto. A equipe econômica sugeriu que o dinheiro para compensar o reajuste aos servidores seja de cortes em emendas de parlamentares, chamadas de bancada (RP2), destinados a vários ministérios, cujo pagamento não é obrigatório e são mais fáceis politicamente de “enxugar” do que as RP9, do orçamento secreto.
O governo corre contra o tempo para anunciar o reajuste do funcionalismo e conseguir colocá-lo em prática na folha de pagamento de julho, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede aumentos de salário a menos de 180 dias do fim de um mandato presidencial.
Como o aumento geral de 5% seria abaixo da inflação, não há impedimentos de fazê-lo do ponto de vista da lei eleitoral.
Para se tornar realidade, o aumento cobrado pelos servidores demanda não só aprovação do Congresso Nacional, mas mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Uma operação complexa, na avaliação de técnicos da Casa Civil, preocupados com os prazos definidos em lei.
Na tarde de ontem, Guedes já esteve no Planalto fora da agenda em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A autarquia enfrenta pressão de reajustes por parte dos funcionários da autarquia.
Aos presentes, Campos Neto afirmou que as atividades do Pix estão garantidas, apesar da greve que já afeta a divulgação do boletim Focus, com indicadores de inflação e câmbio acompanhados pelo mercado.
O sindicato dos servidores do Banco Central já ameaçou escalar a greve a ponto de afetar o Pix, ferramenta que será utilizada pela campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), caso o governo atenda exclusivamente os policiais federais na campanha pelo reajuste.
Bolsonaro prometeu às categorias de segurança pública uma reestruturação das carreiras. Além dos servidores do BC, outras categorias também estão em mobilização.
Com remuneração anual entre R$ 341,1 mil (analista do BC) e R$ 380,38 mil (auditores da Receita) e salário médio entre R$ 26,2 mil e R$ 29,3 mil, essa elite do funcionalismo puxou a fila da articulação política de mobilização depois que o presidente acenou com aumento só para categorias policiais.
Como mostrou o Estadão, a operação-padrão dos auditores da Receita atrasa o desembarque de mercadorias e pode afetar os preços de sabão em pó a pãozinho.
A proposta de dar reajuste 5% para todo o funcionalismo foi a preferida para não desagradar nenhuma categoria. Uma segunda ideia era aproveitar o espaço de R$ 1,7 bilhão que existe no Orçamento para contemplar somente as carreiras policiais (federais, rodoviários federais e agentes penitenciários) e as demandas dos servidores da Receita Federal e do Banco Central, a elite do funcionalismo.
Os servidores da Receita teriam o bônus de eficiência com base em metas de produtividade regulamentadas, com custo este ano de cerca de R$ 200 milhões, e os servidores do Banco Central receberiam mais R$ 250 milhões para reajustes.
Uma terceira proposta, rechaçada pelos sindicatos, era dar reajuste apenas no vale-alimentação com o R$ 1,7 bilhão previsto no Orçamento deste ano. A vantagem, segundo integrantes do governo, era que a medida beneficiaria um número maior de servidores que ganham menos, mas essa proposta é rechaçada pelos sindicatos do funcionalismo.
Novos apresentadores e mudança no local de transmissão vão movimentar as atrações
TV Globo anuncia dança das cadeiras a partir de julho Foto: Reprodução/TV Globo
A partir de julho, a programação matinal da Rede Globo estará diferente. Novos apresentadores e mudança no local de transmissão vão movimentar as atrações Mais Você, Encontro, É de Casa e Esporte Espetacular. O Estúdio i, da GloboNews, também passará por alterações.
O programa Encontro vai ser apresentado por Patricia Poeta, que terá a companhia de Manoel Soares. Já Maria Beltrão assume o É de Casa, ao lado de Thiago Oliveira, Rita Batista e Talitha Morete. Andréia Sadi irá para o lugar de Maria como a nova apresentadora do Estúdio i.
Já Fátima Bernardes comandará o The Voice Brasil.
– Essas mudanças vão trazer frescor para uma programação de sucesso, que é líder de audiência pois já faz parte das manhãs de milhões de brasileiros. A essência se mantém e se renova junto com quem nos assiste. A ideia com essa super manhã repaginada, com novos âncoras, é contribuir cada vez mais com o início do dia do público, entendendo o que faz diferença para ele – explicou o diretor da TV Globo, Amauri Soares.
DANÇA DAS CADEIRAS Em junho, Fátima vai se despedir do Encontro, depois de 10 anos à frente do matinal, para assumir um novo desafio. Em outubro, ela apresentará a décima primeira temporada do The Voice Brasil.
O Encontro passará a ser comandado por Patrícia Poeta, na companhia de Manoel Soares, diretamente de São Paulo. A dupla discutirá assuntos que estão na pauta do dia, promoverá bate-papos e apresentações musicais.
A transferência do programa para São Paulo, onde o time do Mais Você também está instalado, vai garantir maior sinergia entre as produções, segundo a emissora carioca.
Ana Maria Braga, acompanhada de seu novo parceiro de bancada, o filho do Louro José, seguirá à frente do Mais Você, trazendo para o público suas receitas e dicas culinárias, convidados especiais, frases inspiradoras, além da crítica bem-humorada dos assuntos de interesse do público brasileiro.
As manhãs de sábado também estarão diferentes: Maria Beltrão virá da GloboNews para comandar o É De Casa, ao lado de Thiago Oliveira, Rita Batista e Talitha Morete. O time de apresentadores da nova fase do matinal promete entrevistas, muita música boa e dicas valiosas que facilitam a rotina doméstica.
– Estamos renovando, e ao mesmo tempo fortalecendo, um conceito muito bem recebido pelo público e pelo mercado, que mescla atualidades com entretenimento. Os matinais da TV Globo levam ao ar mais de 20 horas de transmissão ao vivo por semana e vão seguir cada vez mais sintonizados com a jornada de quem os assiste no País todo – destacou o diretor de Variedades, Mariano Boni.
No time de apresentadores desde a estreia do É de Casa, André Marques deixará o matinal, assim como Ana Furtado, que conversa com a Globo sobre novos projetos para suas diversas plataformas.
Para o lugar de Maria Beltrão na apresentação do Estúdio i, na GloboNews, foi escalada a jornalista Andréia Sadi. Ela vai para o comando do programa diário que discute os principais acontecimentos do dia, de maneira descontraída e com interatividade.
– É ano de eleição, planejamos uma cobertura especial e agora anunciamos a nossa primeira grande novidade. Experiente e talentosa, muito respeitada na cobertura política, repórter incisiva nos bastidores e na frente das câmeras, a [Andréia] Sadi vai comandar o Estúdio i que o público adora ver: jornal quente, relevante, dinâmico, moderno e descontraído – afirmou Miguel Athayde, diretor da GloboNews.
No domingo, o Esporte Espetacular receberá definitivamente o reforço de Karine Alves, com as notícias do esporte de São Paulo. Totalmente reformulado, o programa passou a ser gravado em março nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, em um amplo cenário, onde Barbara Coelho e Lucas Gutierrez recebem convidados e apresentam novos quadros.
O pré-candidato a deputado estadual Carlos Geilson reafirmou seu apoio ao grupo Força Feminina, durante encontro, na noite desta quarta-feira (13), em Feira de Santana. A reunião ocorreu no bairro Conceição.
O grupo Força Feminina foi criado por mulheres independentes, voltado para a promoção de ações de empoderamento, autoestima, discussão e proposições em torno de temáticas do universo feminino, a exemplo do combate a violência doméstica, emprego, renda, além da participação da mulher feirense na política.
O encontro desta noite reuniu 52 mulheres em um momento de confraternização de Páscoa do grupo. Uma das organizadoras, Iraneide Caribé, aproveitou a oportunidade para fazer um balanço das ações promovidas este ano.
“O grupo tem promovido algumas ações com foco na autoestima da mulher. “Foi assim no 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando realizamos um importante evento de formação e lazer. Assim também tem sido nesta semana da Páscoa”, disse.
Novas ações estão sendo programadas pelo grupo. A próxima será no mês de maio com a realização de uma ação social com as mães do bairro Conceição. Na oportunidade serão oferecidas opções de lazer, palestras com vários temas, ações de saúde, a exemplo de aferição de pressão arterial, teste de glicemia, orientação com ginecologista, além de orientação jurídica e sorteio de prêmios.
Carlos Geilson parabenizou a iniciativa do grupo Força Feminina. “Aproveito para me colocar à disposição de vocês para continuar apoiando as ações e iniciativas do Força Feminina que só tem contribuído com Feira de Santana”, disse.
Lucia Maggi, fundadora da Amaggi Imagem: Reprodução/Amaggi
No topo da lista das oito mulheres mais ricas do Brasil, segundo ranking da revista Forbes, está a empresária do agronegócio Lúcia Borges Maggi, de 89 anos, cujo patrimônio líquido gira em torno dos US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 34,6 bilhões).
Natural do Rio Grande do Sul, Lúcia era casada com o também empresário André Maggi. Os dois fundaram juntos, em São Miguel do Iguaçu (PR), em 1977, uma empresa inicialmente chamada de Sementes Maggi, especializada no plantio e comércio de soja.
A família Maggi, que atua no ramo de produção de sojaImagem: Reprodução
Ao longo dos anos, a empresa investiu também em outras commodities e se transformou no Grupo André Maggi, que ficou conhecido posteriormente como Grupo Amaggi, vindo a se tornar uma das maiores empresas produtoras de soja do Brasil.
Em 2001, o seu marido André morreu e Lúcia assumiu como acionista majoritária da empresa. Hoje, ela atua como membro consultivo do conselho de administração da Amaggi.
Além de aparecer liderando as oito maiores bilionárias brasileiras, Lúcia ocupa ainda a 350ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.
Expansão no agronegócio
Em 1979, dois anos após a fundação da empresa de soja, o casal mudou a sede para Rondonópolis, em Mato Grosso, estado-símbolo do cultivo do grão.
A partir daí, o grupo expandiu seus negócios, saindo do simples plantio para o processamento de grãos, venda de fertilizantes, passando por geração de energia elétrica, e operações logísticas e portuárias.
O sucesso colossal no Brasil levou os acionistas a apostarem na internacionalização dos negócios, chegando a expandir as operações por diversos países da América Latina e da Europa, além da China.
O Grupo Amaggi tornou-se uma holding que controla quatro divisões de empresas ligadas ao agronegócio.
Atualmente, a sede da empresa está localizada na capital Cuiabá e possui uma aroeira de dez metros de altura plantada na entrada da sede. Lúcia Maggi, contudo, permanece morando em Rondonópolis.
Do agronegócio para a política
O sobrenome Maggi ganhou destaque também na política nacional, quando o único filho homem de Lucia, Blairo Maggi, decidiu ingressar na política. Na época, Blairo já era um dos acionistas da empresa.
O ex-presidente Michel Temer (à esq.) e o ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (à dir.) em evento de abertura da colheita do algodão, em Lucas do Rio Verde (MT)Imagem: Alan Santos/PR
Ele foi governador do Mato Grosso por dois mandatos (2003 e 2007), além de ser senador e ministro da Agricultura do governo Michel Temer, após o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Em 2013, Blairo chegou a assumir a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado, enfrentando forte resistência de movimentos ambientalistas.
De acordo com a própria Forbes, Blairo já foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo, ganhando inclusive o apelido de “rei da soja”
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar a situação da central da regulação da Bahia e se comprometeu a mudar este cenário caso seja eleito. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Neto disse que quer ser governador “para para acabar com essa pouca vergonha da regulação na Bahia”.
“Quem vive o drama da regulação não quer saber de desculpas. A Bahia precisa de um governador que tenha total compromisso com a saúde”, disse, ao pontuar que a maioria do povo da Bahia não tem dinheiro para pagar médico particular e nem mensalidade de plano de saúde.
“Então depende do serviço público. O que acontece é que as pessoas esperam meses, quando não mais de ano, até conseguir uma vaga por conta da tal regulação em nosso estado. Eu quero ser governador para cuidar da saúde das pessoas, para acabar com essa pouca vergonha da regulação na Bahia”, salientou.
O possível candidato a vice-governador e ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), esteve em Ipirá nesta quarta-feira (13) ao lado do deputado federal Paulo Azi, que entregou a comunidade diversos equipamentos, tratores, carro pipa, ambulância e veículo para o conselho tutelar. “Sem dúvidas, um dia de muitas conquistas para o povo de Ipirá”, disse Ronaldo
Estiveram presentes, o deputado estadual Luciano Simões, o ex-prefeito Marcelo Brandão, o presidente da Câmara, Joilton, os vereadores Suíta e André da Saúde e o prefeito Dudy.
De acordo com levantamento PoderData, distância do petista sobre o presidente caiu para 5 pontos
Pesquisa aponta queda da vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR // EFE/Mario Guzmán
A distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral atingiu o menor patamar registrado pelo PoderData em 2022: diferença de 5 pontos porcentuais.
Segundo a última rodada da pesquisa, realizada entre os dias 10 e 12 de abril, o petista tem 40% das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022, seguido por Bolsonaro, com 35%.
Na rodada de novembro de 2021, Lula tinha 34% e Bolsonaro, 29%.
A diferença entre as pesquisas foi a retirada do nome do ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) da lista de pré-candidatos testados. Segundo o levantamento, a saída do ex-juiz da disputa favoreceu Bolsonaro, que variou 3 pontos para cima em 15 dias, enquanto Lula oscilou 1 para baixo.
Moro deixou a disputa eleitoral no final de março quando trocou Podemos pelo União Brasil. Para ser recebido na nova sigla, o ex-juiz teve que abrir mão da pré-candidatura ao Planalto.
A pesquisa ainda mostra que os candidatos da terceira via continuam distantes de Lula e de Bolsonaro. Na terceira posição, Ciro Gomes (PDT) atingiu 5%, seguido de João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) com 3% cada e Simone Tebet (MDB), com 2%
A pesquisa PoderData é realizada pelo grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios, e usou ligações celulares e de telefones fixos para contatar os 3 mil entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o registro no TSE é BR-00368/2022.
Frank James, o homem suspeito de abrir fogo dentro de um vagão do metrô do Brooklyn, em Nova York, foi preso na tarde de hoje após passar um dia sendo procurado pela polícia norte-americana. Em coletiva de imprensa, a Polícia de Nova York contou que, o homem foi detido no bairro East Village, a mais de 7 km de distância do Brooklyn, onde o crime foi registrado.
“Nós pegamos ele. Não consigo agradecer o suficiente aos homens e mulheres do Departamento de Polícia, assim como aos agentes federais e aos socorristas”, disse o prefeito da cidade, Eric Adams, em um comunicado em vídeo. Adams foi diagnosticado com covid-19 no fim de semana. Por isso, não fez qualquer aparição pública após o crime.
“Momentos atrás, Frank Robert James foi parado na rua e detido por membros do Departamento de Polícia de Nova York. Oficiais que seguiam informações de uma denúncia pararam o senhor James às 13h42 na esquina da rua Saint Marks Place com a 1ª Avenida”, disse a comissária da polícia, Keechant Sewell.
Segundo ela, o suspeito não reagiu. Um vídeo que mostra ele sendo detido por policiais na frente de uma adega foi divulgado nas redes sociais. Pelo menos três viaturas acompanharam a ação.
James foi preso outras nove vezes na cidade de Nova York entre os anos de 1992 e 1998. Entre os crimes pelos quais ele foi detido estão receptação de joias roubadas e estupro de vulnerável. Apesar das prisões, que também foram registradas em outros estados, James não tinha qualquer condenação pelos crimes, o que permitiu a compra da arma usada por ele no crime.
Apesar da polícia de Nova York informar que não investigava a ação de James como terrorismo, as autoridades do país norte-americano informaram hoje que vão autuar o homem por crime federal de terrorismo. A informação foi confirmada pelo promotor federal para o Brooklyn, Breon Peace, que afirmou que ele pode ser condenado à prisão perpétua.
O norte-americano de 62 anos foi identificado pela polícia poucas horas após o ataque. Chaves de uma caminhonete alugada por ele foram encontradas na cena do crime e ele foi definido como um “homem perigoso” pelo Governo de Nova York.
Frank teria entrado no vagão com um colete amarelo similar ao de trabalhadores do metrô e colocado uma máscara de gás antes de abrir fogo contra passageiros. A motivação do ataque ainda não foi esclarecida pela polícia.
Segundo o jornal The New York Post, James foi apontado pelos policiais como um homem problemático, que havia chamado a atenção anteriormente por ter disseminado discursos de ódio e ameaças em vídeos contra o prefeito de Nova York, Eric Adams. O infrator, que alegou ser diagnosticado com doença mental, disse que estava insatisfeito com os serviços de saúde pública direcionados às pessoas com os mesmos problemas.
Desde então, as autoridades passaram a monitorar as ações de James.
Relembre o caso
A Polícia de Nova York foi acionada para uma ocorrência de pessoa baleada por volta das 8h30 no horário local (9h30 no horário de Brasília) em uma estação no Brooklyn localizada na rua 36.
Chegando ao local, onde passam as linhas D, N e R do metrô de Nova York, eles foram informados por testemunhas de que um homem vestido com colete de construção verde, com uma calça cinza e uma máscara de gás entrou no metrô e teria acionado uma bomba de fumaça. Quando o veículo parou na estação, ele teria começado a atirar nas pessoas, aparentemente sem alvo definido.
Muitos passageiros afirmaram que ouviram sons de explosão de várias bombas, mas o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) declarou que, após uma longa varredura no local, não foram encontrados explosivos ativos. Contudo, informações da rede NBCconfirmaram que, dentro da mochila do responsável pelo tiroteio, havia uma arma e fogos de artifício.
A emissora também divulgou que a arma usada no incidente acabou travando, o que provavelmente evitou uma tragédia maior.
10 pessoas continuam internadas
Em um pronunciamento na tarde de hoje, o prefeito de Nova York, Eric Adams, afirmou que 23 pessoas ficaram feridas no incidente e precisaram ser encaminhadas a hospitais. Dez delas foram atingidas por disparos de arma de fogo e quatro delas permaneciam internadas. Nenhuma corre risco de morte.
Governo Bolsonaro negou acesso a registro de entrada e saídas de pastores a Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters
O governo federal negou acesso a dados sobre entradas e saídas dos pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura ao Palácio do Planalto, em Brasília, sede do Executivo federal. Em resposta a pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) feito pelo jornal O Globo, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) diz que as informações têm caráter sigiloso e, se divulgadas, poderiam comprometer a segurança do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na solicitação enviada ao governo, a reportagem de O Globo requeria registros sobre eventuais encontros entre Bolsonaro e os dois religiosos no Planalto. Segundo consta na agenda pública do governante, ele esteve ao menos três vezes com os dois pastores —ambos são investigados pela Polícia Federal por suspeita de cobrança de propina em troca de favores no Ministério da Educação destinados a prefeituras. A dupla atuaria para liberar recursos da pasta chefiada pelo então ministro Milton Ribeiro, exonerado do cargo em 28 de março.
O GSI disse em nota que “a solicitação não poderá ser atendida” porque há risco de exposição de “dados pessoais coletados” (“no caso, nome e data de entrada, na Presidência da República”), e essas informações “cumprem a finalidade específica de segurança”. A pasta informou ainda que é de sua competência “zelar pela segurança pessoal” do presidente e do vice-presidente, pela segurança dos palácios presidenciais e residências oficiais.
“Do exposto, fica clara a impossibilidade do fornecimento dos dados pessoais solicitados para outros fins que não a segurança na Presidência da República.”
O governo também negou outro pedido no qual foi solicitado o acesso a todos os emails, cartas e outros tipos de documentos enviados pela Presidência aos pastores ou recebidos destes entre janeiro de 2019 a 24 de março deste ano. A solicitação foi feita no final de março e negada na última segunda-feira (11). O governo alegou impossibilidade de atender ao pedido por não conter “especificação de forma clara e precisa, da informação requerida”.
Além disso, a Secretaria-Geral da Presidência da República argumentou que “existe risco de divulgação de informações pessoais sensíveis” caso os emails institucionais solicitados não passem por uma “análise de conteúdo”. Já em relação a outros documentos – como ofícios e cartas – o órgão alegou que encontra “limitações e imprecisões no rastreamento de documentos” no sistema interno.
Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da entidade. Os dois participariam de um suposto gabinete paralelo no MEC, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
Em áudio divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, Milton Ribeiro afirmou que o governo federal prioriza a liberação de verbas a municípios que eram indicados por Santos e Moura —os recursos eram direcionados a obras de creches, escolas e quadras e para a compra de equipamentos eletrônicos.
“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, disse o ministro no áudio obtido pela Folha de S. Paulo.
Inicialmente, Ribeiro admitiu ter encontrado os líderes religiosos, mas isentou Bolsonaro. Uma semana depois, ele pediu exoneração. Em carta, defendeu a investigação do caso. “As suspeitas de que uma pessoa, próxima a mim, poderia estar cometendo atos irregulares devem ser investigadas com profundidade”, afirmou.
O pastor Santos negou ter recebido ou contribuído para o recebimento de propina. Pelas redes sociais, Santos também eximiu Bolsonaro de culpa. “Gostaria de externar que nenhum pedido fora feito ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República”, disse. Ailton Moura não se manifestou.
‘Cadê as suas demandas?’
De acordo com os depoimentos dos prefeitos à Comissão de Educação do Senado Federal, os encontros com os pastores teriam ocorrido entre março e abril de 2021 e o modus operandi era parecido.
Primeiro, os gestores municipais eram recebidos em um encontro com o MEC, com a presença de Ribeiro, e, depois, levados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura para restaurantes onde as propostas eram feitas.
Ele [Moura] virou para mim e disse: ‘Cadê suas demandas?’. Eu apresentei minhas demandas para ele e ele falou rapidamente: ‘Você vai me arrumar R$ 15 mil para protocolar suas demandas e, depois que o recurso tiver empenhado, como sua região é de mineração, você vai me trazer 1 kg de ouro’. Eu não disse nem que sim nem que não e me afastei.”Gilberto Braga (PSDB), prefeito de Luís Domingues (MA), em depoimento no Senado
O prefeito Kelton Pinheiro (CD), de Bonfinópolis (GO), disse que, primeiro, foi procurado pelos pastores para a compra de 50 bíblias por R$ 1 mil cada. Como negou, depois, foi levado a um restaurante em Brasília, onde os dois pastores pediram uma “contribuição” para a liberação de obras.
Quando chegou na minha mesa, o pastor Arilton me abordou de forma muito abrupta e direta, dizendo: ‘Olha, prefeito, vi aqui que seu ofício está pedindo escola de 12 salas. Essa escola deve custar R$ 7 milhões, o recurso. Mas, é o seguinte, eu preciso de R$ 15 mil na minha mão hoje. Você faz uma transferência para a minha conta, porque esse negócio de paga depois não cola comigo não. Vocês políticos são um bando de malandros, que se não pegar antes, depois não paga ninguém’. Aquilo me deu ânsia de vômito.”Kelton Pinheiro, prefeito de Bonfinópolis (GO)
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a conduta de Ribeiro e as denúncias de favorecimento e corrupção. A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de investigação.
À PF, o ex-ministro Ribeiro confirmou que o presidente Jair Bolsonaro lhe pediu para receber o pastor Santos, mas negou “tratamento privilegiado” e a existência de um “gabinete paralelo” na pasta.
O prazo para conclusão das primeiras diligências é de 30 dias. As suspeitas são de crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e tráfico de influência.