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Gabriel Menino celebra gol do Palmeiras contra o Flamengo na Supercopa do Brasil - Mateus Bonomi/AGIF
Gabriel Menino celebra gol do Palmeiras contra o Flamengo na Supercopa do Brasil Imagem: Mateus Bonomi/AGIF

O Palmeiras venceu o Flamengo por 4 a 3 na final da Supercopa do Brasil, disputada entre os vencedores do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. O duelo deste domingo, no Mané Garrincha, teve emoção a todo momento, clima quente e polêmicas de arbitragem. Raphael Veiga e Gabriel Menino, duas vezes cada, marcaram para o Verdão. Os gols do Rubro-Negro foram de Gabigol (2) e Pedro.

O Flamengo só esteve na frente quando fez o primeiro gol. O Palmeiras virou e depois desempatou duas vezes. O título rendeu premiação de R$ 10 milhões e, principalmente, momentos de paz para o Verdão que começou a temporada com questionamentos e cobrança da torcida por reforços.

  • Gabigol abriu o placar, de pênalti, após Arrascaeta roubar a bola de Zé Rafael e ser derrubado na área. Os palmeirenses reclamaram de falta do uruguaio.
  • Ainda no primeiro tempo, o Palmeiras virou com Raphael Veiga e um golaço de Gabriel Menino de fora da área.
  • Logo aos cinco minutos do segundo tempo, Gabigol recebeu assistência de Everton Ribeiro e encobriu Weverton para empatar.
  • Aos 12 da etapa final, Raphael Veiga converteu pênalti cometido por Everton Ribeiro após chapéu de Endrick na área.
  • Logo depois, aos 16 minutos, Ayrton Lucas cruzou e Pedro fez um golaço de calcanhar.
  • O Palmeiras teve força para desempatar novamente. Aos 28 minutos do segundo tempo, Gabriel Menino recebeu de Raphael Veiga na área e fez seu segundo gol na final.
  • Gabigol e Raphael Veiga mostraram mais uma vez o protagonismo pelos seus times. Gabriel chegou a 14 gols em 14 finais pelo Flamengo. Veiga fez 11 gols em 17 decisões.
  • A final foi marcada por homenagens para Pelé. As filhas Flavia e Kely estiveram em Brasília para mostrar taças conquistadas pelo Rei.
  • A final em Brasília teve renda de mais de R$ 11 milhões, para um público de 56.095.

Curiosidade: O meio-campista Gabriel Menino, herói improvável da final, ocupa a posição de Danilo, negociado com o Nottingham Forest (ING). A torcida do Palmeiras cobra da presidente Leila reforços para essa e outras posições.

Jogo eletrizante

A final da Supercopa do Brasil foi alucinante. Mesmo em começo de pré-temporada, Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo intenso, brigado e com chances claras a todo momento.

O clima começou quente antes mesmo da bola rolar. Na entrevista pré-jogo, o técnico Abel Ferreira chamou o Mané de Garrincha de “segunda casa” do Flamengo e contestou a escolha da CBF para a decisão.

  • Com a bola rolando, o próprio Abel ficou na frente da bola em um lateral que Arrascaeta foi cobrar e levou cartão amarelo. Nos minutos finais, ele foi expulso depois de chutar um microfone.
  • O português foi alvo do banco de reservas do Flamengo e esteve inquieto durante todo o tempo.
  • Gabigol, ao abrir o placar de pênalti, tirou a camisa e mostrou para a torcida do Palmeiras.
  • Quando Raphael Veiga empatou, o meia do Verdão comemorou na frente dos flamenguistas e deu uma voadora na bandeirinha de escanteio.
  • No segundo tempo, Weverton e Gabigol se estranharam e trocaram empurrões. O árbitro Wilton Pereira Sampaio tentou a todo tempo acalmar os ânimos, mas precisou dar cinco cartões para os jogadores.

Normalmente com atuações regulares, David Luiz e Zé Rafael destoaram. Ambos cometeram erros individuais em gols dos rivais e tiveram mais erros que o comum. Zé cometeu o pênalti e ainda vacilou na marcação de Everton Ribeiro no segundo gol do Flamengo. David errou na interceptação do primeiro gol do Palmeiras e teve muita dificuldade com Dudu, Rony e Endrick.

Na metade final do segundo tempo e com 3 a 3 no placar, Abel Ferreira tentou dar mais equilíbrio ao Palmeiras com a entrada de Mayke no lugar de Endrick. Lateral-direito de origem, Mayke entrou na ponta pela direita e Rony virou o centroavante.

Mesmo sem Endrick, o Palmeiras encontrou espaço na defesa do Flamengo e fez o gol do título. Gabriel Menino, volante que entrou na área do rival a todo tempo, fez seu segundo gol na decisão e foi o herói improvável. Mayke, quase na linha do gol, ficou perto do goleiro Santos e estaria impedido. O VAR não recomendou a checagem.

Nos minutos finais, o ritmo caiu e o Palmeiras conseguiu defender a vantagem. O Flamengo insistiu, mas finalmente a defesa levou a melhor em algum momento dessa decisão cheia de gols.

No fim das contas, o questionado Palmeiras venceu o Flamengo para voltar a ter paz e diminuir a cobrança da torcida por reforços, que culminou até em pichações no Allianz Parque. Já o Rubro-Negro ganhou uma dor de cabeça antes da disputa do Mundial de Clubes em fevereiro.

Lances importantes

1×0. Aos 22 minutos, Zé Rafael perdeu a bola para Arrascaeta e cometeu pênalti contestado pelos palmeirenses por suposta falta do uruguaio na origem do lance. Gabigol converteu com categoria e abriu o placar para o Flamengo.

1×1. Aos 37 minutos, Endrick chutou fraco e David Luiz rebateu mal antes de Raphael Veiga acertar finalização colocada, de direita, no cantinho.

Virada. Aos 49 minutos, Gabriel Menino acertou um lindo chute de fora da área, com a canhota, quase na forquilha de Santos.

De novo ele. Aos 6 minutos do segundo tempo, Gabigol recebeu assistência perfeita de Everton Ribeiro e encobriu Weverton. 2 a 2.

De novo ele (2). Aos 11 minutos do segundo tempo, Everton Ribeiro tocou com o braço na área numa tentativa de chapéu do Endrick. Raphael Veiga converteu o pênalti e fez o segundo dele na final.

3 a 3. Aos 16 minutos do segundo tempo, Ayrton Lucas driblou Gustavo Gómez e cruzou para Pedro fazer um golaço de calcanhar.

De novo ele (3). Aos 28 minutos do segundo tempo, Raphael Veiga recebeu de Dudu e cruzou para Rony. A bola passou após desvio de Léo Pereira e caiu no pé de Gabriel Menino. Outra vez de canhota, o volante chutou mascado e a bola entrou. 4 a 3 para o Palmeiras.

Colunistas

Juca Kfouri: “Sou um cara feliz por ter visto outra Supercopa inesquecível”
Milton Neves: Num jogaço disputado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Verdão foi melhor que o Flamengo
Menon: Os dois times mandaram um recado claro aos outros 18 clubes da Série A
Vitor Guedes: Espetáculo entre os dois melhores e mais ricos times do país vencido por quem tem, disparado, o melhor treinador

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 x 4 PALMEIRAS

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 28 de janeiro de 2023 (sábado)
Horário: 16h30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Público e renda: 56.095/R$ 11.592.774,70
Cartões amarelos: David Luiz, Everton Ribeiro, Gabigol, Pedro e Marinho (Flamengo) e Abel Ferreira e Gabriel Menino (Palmeiras)
Cartão vermelho: Abel Ferreira (Palmeiras)

GOLS:
Flamengo: 
Gabigol, aos 23 minutos do primeiro tempo e cinco minutos do segundo tempo. Pedro, aos 16 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Raphael Veiga e Gabriel Menino, aos 37 e 49 minutos do primeiro tempo; Raphael Veiga e Gabriel Menino, aos 11 e 28 minutos do segundo tempo.

FLAMENGO: Santos, Varela (Matheuzinho), David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Matheus França); Thiago Maia, Gerson (Vidal), Everton Ribeiro e Arrascaeta (Everton Cebolinha); Gabigol e Pedro. Técnico: Vítor Pereira

PALMEIRAS: Weverton, Marcos Rocha, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Gabriel Menino (Jailson), Zé Rafael (Luan) e Raphael Veiga; Rony, (Rafael Navarro), Dudu (Breno Lopes) e Endrick (Mayke). Técnico: Abel Ferreira

Informações UOL


Orçamento bilionário da Cultura e retomada de shows incentivam compra de aeronaves por artistas
Foto: Reprodução

Com a retomada de shows, pós- pandemia, e incremento do orçamento da Cultura para este ano, o mercado de aeronaves está aquecido, principalmente com a venda de modelos que oferecem autonomia e baixo custo operacional. O modelo preferido pelos artistas é o Citation CJ, em especial o CJ1 e CJ2.

“Estas aeronaves garantem autonomia para os deslocamentos e conforto para descansar entre as apresentações ”, afirma o CEO da VKN Aviation, Alexandre Macedo. Outros modelos que fazem a cabeça dos cantores são o Hawker 400 e o King Air B200.  O preço das aeronaves varia de US$ 2 a 6 milhões, dependendo do ano de fabricação.

Com o mercado aquecido, estas aeronaves têm de ser buscadas fora do País. Para a importação, o prazo vai de 40 a 60 dias.  

A VKN disponibiliza consultoria de vendas de porta a porta, facilitando a operação para o cliente, e conta com busca internacional para a localização de aeronaves à venda.  “Trabalhamos com exclusividade nas vendas para conseguir o modelo adequado para o comprador. Temos a ajuda dos nossos consultores internacionais, para encontrar as aeronaves que nossos clientes precisam”, afirma o CEO da VKN Aviation, Alexandre Macedo. No último ano, os modelos comercializados vieram da Alemanha, México, Panamá, Suíça e, claro, Estados Unidos.

“A vantagem de se ter uma aeronave própria inclui a certeza de que ela passará por rigorosas inspeções e será de responsabilidade do proprietário a escolha de pilotos e tripulação, o que garante a segurança, o planejamento do voo e o trajeto mais desejável. Além disso, com a agenda intensa, o artista sabe que tem o deslocamento à disposição a qualquer momento que precisar”, afirma Macedo.  

Créditos: R7.


Foto:Divulgação

Polícia realiza cerco para procurar suspeitos de homicídio contra indígenas na Bahia

O suspeito de matar os indígenas Nawir Brito de Jesus, 16 anos, e Samuel Cristiano do Amor Divino, de 21, em Itabela, no extremo sul da Bahia, foi identificado pela polícia, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) divulgadas neste sábado (28).

O homem, que está com prisão decretada, presta serviço de segurança privada na região. Ele é procurado por equipes da Força Integrada (FI) de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública.


Foto: Divulgação Polícia Militar

Trinta criminosos ligados ao tráfico de drogas e a mortes violentas foram localizados, até a noite de sexta-feira (27), na cidade de Feira de Santana, no ano de 2023, durante ampliação das ações ostensivas. Armas usadas pelos criminosos também foram encontradas.Dois homens suspeitos foram encontrados com armas, no bairro Campo, por equipes da Rondesp Leste.

Na primeira captura, um suspeito foi preso em flagrante com uma pistola calibre 40, carregador, munições, celular e pouco mais de R$ 400.

Minutos depois, outro traficante foi localizado. Ele estava com 10 tabletes de crack, cocaína, quatro quilos da mesma droga em pó, 263 porções de ecstasy, porções de cocaína menores, um revólver, calibre 22, duas balanças, cartuchos e anotações sobre o tráfico de entorpecentes.

O último flagrante aconteceu com equipes da 65ª CIPM, no bairro de Feira IX. Um revólver calibre 32, porções de maconha, crack e cocaína prontas para a comercialização, além de uma moto foram apreendidas. O criminoso que guaradava os materiais atacou os militares com disparos de arma de fogo. No confronto ele acabou atingido e não resistiu.

Os materiais e os presos foram apresentados na Central de Flagrantes do bairro Sobradinho.


Foto: Divulgação/Polícia Militar

Policiais militares da 1ª CIPM, durante cumprimento da Operação Força Tática, localizaram e desarticularam um laboratório de drogas na noite de sexta-feira (27), em Pernambués, Salvador.

Os militares realizavam a intensificação de patrulhamento no bairro, quando receberam denúncias de que haviam pessoas gritando por socorro em uma casa, nas imediações, localizada na rua dos bioquímicos. Ao chegarem, os pms flagraram dois indivíduos em atitude suspeita que, ao avistarem a chegada das guarnições, fugiram pelo fundo do imóvel.

Durante a busca no local, os militares encontraram 43 tabletes de crack, 16 tabletes de cocaína, 15 tabletes e sete sacos grandes com maconha, embalagens, vasilhames e panelas, maquinários e utensílios para o preparo e acondicionamento de drogas, além de uma balança de precisão, sendo constatado que, no local, funcionava um laboratório para a produção e distribuição de entorpecentes.


Foto: Reprodução

Com aumento do valor da testosterona desde setembro de 2022 em até 380%, homens transexuais se viram obrigados a interromper o tratamento hormonal e acompanham retrocessos em seus corpos, como queda de pelos e retorno do ciclo menstrual.

A alta no preço ocorreu devido uma liminar do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que permitiu à farmacêutica brasileira EMS reajustar o valor de comércio do medicamento Deposteron (cipionato de testosterona), de fabricação própria.

A substância é utilizada em casos de hipogonadismo masculino, doença relacionada ao mau funcionamento dos testículos que causa deficiência de testosterona, e por homens trans para terapia hormonal —nessa situação, a recomendação é que o hormônio seja aplicado a cada 21 dias.

Para 2022, a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) estabeleceu ajuste máximo de 10,89% nos preços de produtos farmacêuticos.

De acordo com a tabela de preços ao consumidor divulgada em abril pelo grupo, o Deposteron deveria custar em torno de R$ 52,55 em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, considerando o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) de 18%.

A tabela de dezembro, no entanto, mostra R$ 252,49. Não há previsão de que a decisão seja revista, segundo as partes, o que gera problemas imediatos para os usuários do medicamento.

É o caso de Aron Giovanni de Oliveira, 22. Formado em ciências sociais, ele vive em Goiânia e está desempregado. Afirma que a última dose de testosterona que recebeu foi em setembro, quando teve de interromper o tratamento hormonal devido à alta no preço do medicamento.

De lá para cá, ele percebeu mudanças em seu corpo, como o retorno da menstruação. Oliveira diz que reconhece que é uma situação temporária, mas lamenta que impacte não apenas seu bem-estar como seu trânsito na cidade.Segundo ele, essa é segunda vez que precisa parar o tratamento porque o valor não cabe no seu orçamento. Na primeira, lembra que enfrentou um processo depressivo forte. Agora, enfrenta a situação de forma mais confiante devido a ganhos na sua identidade visual, como pelos no rosto —que ficaram mais finos, mas não desapareceram. A volta da menstruação, porém, tem sido difícil.“Perceber que eu estou regredindo nas minhas características sexuais me traz medo, além de desconforto comigo mesmo, porque eu não me sinto seguro”, diz ele. Oliveira conta que, devido ao tratamento, não consegue mais entrar em um banheiro feminino porque é considerado um corpo estranho nem em um masculino porque é um corpo vulnerável.

“Além de lidar comigo mesmo e minha autoestima, o meu maior medo são as questões de segurança”, diz Oliveira. Ele defende que o acesso ao medicamento é uma demanda coletiva, que se refere a direitos humanos. “Vivemos no país que mais assassina pessoas trans. Esse é um direito básico, se trata de vidas e de querer estar vivo.”As mudanças no corpo de Oliveira são semelhantes às de outras pessoas transexuais que tiveram que interromper o tratamento hormonal.De acordo com o médico ginecologista Sérgio Okano, professor na Universidade de Ribeirão Preto e médico-assistente do Ambulatório de Incongruência de Gênero da USP, há pioras nos sintomas de disforia de gênero, o sofrimento provocado pela discordância entre seu sexo biológico de nascimento e sua identidade de gênero.

Além da questão da saúde mental, Okano diz que nem todos os pacientes apresentam o retorno do sangramento quando o período de interrupção da terapia é curto. Porém, quanto maior o tempo sem tomar o hormônio, maior a probabilidade do retorno do ciclo menstrual.

Outras mudanças que podem ocorrer é a perda de massa magra, principalmente para aqueles que se dedicam a atividades físicas e adquiriram musculatura. Em relação aos pelos, o que acontece é a diminuição do crescimento e possível afinamento. A voz, no entanto, não fica menos grave, explica o médico.

Segundo Okano, faltam pesquisas e dados referentes aos possíveis danos físicos que a interrupção do tratamento pode acarretar. “A chance de o paciente desenvolver complicações são superiores em quem faz suspensões intermitentes em relação àqueles que já fazem o uso mais contínuo”, explica.

O medicamento não é distribuído pelo SUS, afirma o ginecologista, que relata que algumas cidades conseguem comprar o hormônio por meio de parcerias com empresas ou em pregões. “É uma briga que precisa acontecer porque esse tratamento é essencial para a pessoa trans adquirir essas características. Não há outra forma de se fazer isso.”

Estagiário na área de recursos humanos de uma empresa em Paranapiacaba (SP), Rafael Silva Pinto, 38, recebe uma bolsa de R$ 900 mensais, o que torna o tratamento inviável. Ele fazia a hormonização regularmente havia nove anos.

Apesar do incômodo com o sangramento, ele diz que hoje tenta lidar melhor com a situação graças à terapia. “Tenho plena consciência que sou uma pessoa que menstrua, mas não deixo de ser homem. É bem chatinho, mas acho que vai melhorar”, diz ele, que considera que a falta de acesso ao remédio é mais uma das violências sofridas pela população transexual.

Nicholas Iqueda, 23, se viu sem recursos para obter o hormônio e acabou deixando de tomá-lo por oito meses, após quatro anos de tratamento.

“Mexeu com meu emocional estar com essa falta de hormonização”, conta. “Não achei que poderiam voltar a acontecer algumas coisas, como sangrar. Eu tinha prometido para mim mesmo que eu nunca mais iria passar por isso porque eu vivia momentos horríveis durante o meu ciclo.”

Porém, em novembro, o ciclo menstrual retornou. “Fiquei dias sem falar com a minha namorada, falei coisas absurdas, me diminuindo como homem e me sentindo inferior. Comecei a duvidar de mim mesmo, se eu era homem o suficiente”, relembra.

Em dezembro, ele conseguiu comprar um hormônio mais concentrado que o Deposteron, o undecilato de testosterona, que possui intervalo de três em três meses. Mesmo que continue desempregado, ele diz que não vai deixar mais de tomar o medicamento.

“Vou conseguir outro emprego, mesmo se não conseguir, vou me virar para conseguir tomar o remédio”, diz ele, que ainda está pagando parcelado a dose do hormônio que tomou em dezembro.

Sobre o aumento de preços, a farmacêutica EMS, fabricante do Deposteron, diz que o medicamento obteve registro sanitário em 1992, período anterior à criação da CMED. “Por causa disso, o Deposteron possuía um teto inicial de precificação que seguiu defasado por todo esse período. Somente em agosto de 2022, para estar de acordo com as condições e os mesmos critérios da atual legislação, o preço do Deposteron passou por uma adequação junto aos órgãos competentes”, afirmou em nota em setembro.

Créditos: Folha de S. Paulo.


Brasil está ao lado de nações como Níger, Gabão, Burkina Faso, Togo, Sérvia e Malásia

Lista de liberdade de expressão 2023 Foto: Reprodução

Um índice global que analisa a liberdade de expressão em 174 países do mundo colocou o Brasil em sexto lugar, entre dez classificações, por ter a liberdade de expressão “limitada”.

O rank Index Index, lançado nesta quarta-feira (25), coloca o Brasil na mesma classificação que países como México, Bolívia, Níger, Gabão, Burkina Faso, Togo, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Nepal e Malásia.

O projeto é da organização Index on Censorship que usa análise de dados para acompanhar como a liberdade de expressão é protegida e quais os países com maiores riscos à esse direito.

Participam desse estudo especialistas em machine learning e jornalismo da Liverpool John Moores University (LJMU).

Enquanto o Brasil está como liberdade “limitada”, outras nações foram classificadas como “aberta”, “parcialmente aberto”, “fortemente restrito”, “fechada”, entre outros. Cada uma delas é classificada de quatro formas: índice geral, acadêmica, digital e de mídia/imprensa.

Os países mais abertos à liberdade de expressão são Austrália, Áustria, Bélgica, Costa Rica, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Letônia, Lituânia, Holanda, Nova Zelândia , Noruega, Portugal, Suécia e Suíça.

Já os mais fechados são China, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Confira a lista completa aqui.

Informações Pleno News


Bomba: Ex-diretor do Jornal Estado S. Paulo prevê cenário caótico para o Brasil se Senado reeleger Pacheco, VEJA VÍDEO
Foto: Facebook/Fernão Lara Mesquita

O ex-diretor do grupo jornalístico Estado de S. Paulo, Fernão Lara Mesquita, faz um comentário duro em relação a eleição par presidência do Senado da República e diz que votar para reeleição do atual presidente seria um desastre.
O jornalista resume em vídeo sua opinião acerca do pleito e causa preocupação quando retrata um cenário caótico para o Brasil com Pacheco novamente a frente da Câmara Alta das casas legislativas. Veja o vídeo:


Informações TBN


Justiça determina recontratação de médicos cubanos do programa Mais Médicos

Foto: AP Photo/Antonio Calanni.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou, em decisão na noite desta sexta-feira (27) obtida pela CNN, a recontratação de profissionais cubanos do Programa Mais Médicos. A medida terá que ser cumprida pelo governo federal.

No fim de 2018, os médicos tiveram que retornar a seu país de origem depois que Cuba decidiu interromper o contrato com o Brasil, como reação a declarações do então recém-eleito presidente, Jair Bolsonaro, de que iria revisar as regras do programa.

Eles integravam a 20ª turma do Mais Médicos, a única desde o início do programa que não foi contemplada com a prorrogação. Na ocasião, Bolsonaro chegou a acusar o governo cubano de cometer irresponsabilidade.

O novo governo já havia manifestado interesse de recomeçar o Mais Médicos. Agora, a decisão judicial acelera etapas porque permite que todos os 1.789 cubanos demitidos no último ciclo sejam recontratados e tenham que retornar ao Brasil

O pedido foi apresentado pela Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições Estrangeiras e Intercambistas. A decisão é assinada pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do TRF-1.

Ele entendeu que a liberação é tão importante para os médicos cubanos que terão de ser recontratados, quanto para a saúde pública brasileira, especialmente de regiões de mais difícil acesso.

Uma das características do programa é destinar o efetivo de médicos para áreas mais vulneráveis onde, em via de regra, muito profissional de saúde prefere não trabalhar devido à precariedade, de equipe e insumos.

Crise Yanomami
Exemplo de área assim, de acordo com o magistrado, é a comunidade indígena dos Yanomami, que enfrenta fome e desnutrição.

“Há um outro fato a recomendar esta urgente medida judicial. O Programa Mais Médicos para o Brasil permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena Yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde”.

O magistrado lembra que o programa foi instituto em 2013 e teve a constitucionalidade reconhecida pelo Congresso.

“Não se pode deixar de reconhecer que o programa reflete um especial esforço do Governo Federal, com apoio de Estados e Municípios, em proporcionar acréscimos de médicos no âmbito de geográficas caracterizadas por escassez ou mesmo ausência desses profissionais”, ressaltou.

“Há questões humanitárias levantadas nos autos a exigir posicionamento judicial neste momento. Em todo esse contexto de inação pública, com a interrupção do Programa Mais Médicos, atinge-se, principalmente, as camadas mais vulneráveis da população. Não se pode negar que esse programa prioriza a ocupação de vagas nos municípios mais carentes, inclusive com a função de combater os efeitos deletérios da pandemia do coronavírus.”

O desembargador destaca também a situação dos médicos que não tiveram seus contratos renovados. Segundo ele, a maioria já havia estabelecido família no Brasil.

“Os médicos cubanos então contratados, e agora frustrados na recontratação, encontram-se em contexto que lhes restringe o mínimo existencial, por inação exclusiva da União, com ofensa direta a estatutos de direitos humanos, já internalizados no Brasil. Cabe ressaltar que questões humanitárias também se materializam em torno do núcleo familiar dos profissionais envolvidos. Mostra-se evidente a quebra de legítima expectativa desses médicos, que, em sua ampla maioria, já constituíram famílias em solo brasileiro”, afirma.

“A decisão do desembargador foi técnica, precisa e consciente. O direito à saúde não pode ser afastado em hipótese alguma. O Brasil é um país que necessita de atenção especial na área de saúde. Não podemos fechar os olhos para questões humanitárias. Vivemos em um país desigual. O Programa Mais Médicos é política pública desenhada para atender enfrentar problema concreto dos brasileiros na área de saúde. Não se trata de questão partidária. Trata-se de questão de saúde do povo brasileiro, que inclui os Yanomami”, afirmou à CNN, neste sábado (28), o advogado Rafael Papini, que representa os médicos cubanos.

Créditos: CNN.


Urgente: Interventor da segurança Pública no DF afasta os termos golpismo e terroristas dos vândalos que atacaram os 3 poderes

Foto: Reprodução Redes Sociais.

Só consegui ler agora o relatório do interventor-jornalista Ricardo Cappelli sobre os atos golpistas, ops, quero dizer, sobre as manifestações do 8 de janeiro. Não, não estou relativizando a invasão bolsonarista à sede dos Três Poderes, mas apenas usando os mesmos termos de Cappelli, que, para minha absoluta surpresa, não citou as palavras golpe ou terrorismo e suas derivações uma única vez ao longo do documento de 62 páginas.

Ou seja, há o Capelli político, do Twitter e das entrevistas, e o Capelli técnico, dos autos.

Enquanto o primeiro sustenta publicamente a narrativa da frente de esquerda que pretende usar o vandalismo do 8 de janeiro para criminalizar qualquer oposição, o segundo atua de forma cautelosa na missão de “analisar e esclarecer as ações de segurança pública antes, durante e após a eclosão dos atos de vandalismo e de ataques à democracia”.

A propósito, a expressão “ataques à democracia” é usada com bastante parcimônia e apenas 5 vezes, uma lição à histeria da imprensa festiva.

Capelli se refere às ações de perturbação da ordem pública do dia 8 como “ações de perturbação da ordem pública”, relata a depredação e diz que o “acampamento” na Praça dos Cristais, em frente ao QG do Exército, era um “acampamento” e que os “manifestantes” lá acampados eram “manifestantes”, inclusive “vândalos”.

“Haviam estruturas montadas para apoio de refeições e carro de som para disseminação de informações e coordenação dos manifestantes, evidenciando que o acampamento, desde sua instalação, foi elemento crucial para o desenvolvimento das ações de perturbação da ordem pública que culminaram nos atos do dia 8 de janeiro de 2023”, escreve o Capelli técnico.

O interventor chega a reproduzir trecho de um inconclusivo relatório de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, entregue ao gabinete de Anderson Torres no dia 6, sobre mensagens publicadas por bolsonaristas nas redes sociais que falavam em “tomada do poder” com invasão do Congresso.

Capelli, por sua vez, fala em “potencial lesivo da manifestação”. E descreve os materiais carregados pelos manifestantes: “Foram identificadas pessoas portando rojões, gás de pimenta, pedras, estilingue e outros objetos.”

Por fim, relaciona várias ocorrências ligadas ao acampamento instalado na Praça dos Cristais, como hostilização da imprensa, de policiais e outros agentes públicos, pichações em prédios da Esplanada, posse de rádios de transmissão, bolas de gudes e arma branca (faca).

Com razão, conclui que, a despeito das informações existentes, o quantitativo de militares dispostos no terreno foi insuficiente para conter o acesso dos manifestantes, permitindo que rompessem o dispositivo de segurança e entrassem com materiais proibidos na Esplanada e na linha de contenção na Avenida das Bandeiras — como todos vimos, diga-se.

“Não foi identificado um documento que demonstre a determinação prévia do número exato de policiais militares empregados na área.” Ou seja, a falta de planejamento para lidar com centenas de manifestantes, vários predispostos à violência, contribuiu para que a manifestação desbordasse para atos de depredação e vandalismo como nunca se viu.

Créditos: O Antagonista.