
A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, reproduziu o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a postura do senador Sergio Moro (União-PR) diante do plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) de assassiná-lo. Ela fez o comentário no sábado 25.
Gleisi chamou o senador de “falso” por supostamente ter associado o PT ao PCC. Segundo relatório da Polícia Federal (PF), um dos e-mails usados pelos bandidos chama “lulalivre1063”.
Investigações preliminares da PF mostram que as contas utilizadas pelos criminosos pertencem a outras pessoas. A ação teria como objetivo dificultar o rastreamento dos suspeitos pelas autoridades policiais.
Ainda de acordo com Gleisi, Moro mente desde a época em que foi juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na época, ele julgou e condenou Lula à prisão.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, saiu em defesa das declarações de Lula e da deputada petista. Ele afirmou que os questionamentos levantados por Moro não passam de “canalhice” e que “não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”.
Nas redes sociais, o senador perguntou por que criminosos do PCC usavam o endereço de e-mail “lulalivre1063”. Os planos foram descobertos pela PF, e nove suspeitos de participação na tentativa de sequestro e assassinato de autoridades e agentes públicos foram presos.
Informações Revista Oeste

Foto: Nyimas Laula/The New York Times.
Durante a maior parte do ano passado, milhares de russos e ucranianos se reuniram na ilha de Bali, na Indonésia, para escapar da guerra.
Lá, eles encontraram refúgio em um paraíso tropical, cujos moradores estenderam o tapete de boas-vindas para os ucranianos que fugiam do bombardeio e os russos que evitavam o recrutamento. Então, um influenciador russo escalou uma árvore sagrada de 700 anos, nu.
Depois disso, um artista de rua russo pintou um mural antiguerra numa casa particular, e um adolescente russo foi pego vandalizando uma escola. Uma série de colisões de motocicletas envolvendo russos e ucranianos levantou questões sobre a segurança do trânsito na ilha.
Agora, o outrora acolhedor povo balinês está farto. Confrontado com uma enxurrada de reclamações, o governador Wayan Koster anunciou no início do mês que pediu ao governo indonésio que revogue o acesso da Rússia e da Ucrânia ao programa de vistos na chegada ao país.
Ele disse que muitos dos que foram a Bali para evitar a guerra não apenas violaram uma série de leis locais, como procuraram empregos tendo vistos de curto prazo, para turistas. A obtenção de um visto na chegada, por uma taxa de US$ 33, geralmente é instantânea e sem burocracia.
Os balineses há muito suportam turistas malcomportados em incidentes isolados. Agora, reclamam regularmente de estrangeiros seminus andando de moto e profanando objetos considerados sagrados na ilha, onde predomina o hinduísmo.
“É como se eles vivessem numa bolha e não se importassem com o que está fora da bolha”, disse I Wayan Pardika, 33, guia de turismo balinês. “Para eles, tudo bem ficar seminu, só de biquíni, e dirigir sem capacete. Mas eles não veem que não é assim para os moradores ao seu redor.”
Os balineses inicialmente simpatizaram com a situação dos emigrados. Muitos concederam crédito para aluguel de carros e casas aos russos, que se viram isolados do sistema internacional de pagamentos por causa das sanções. Depois de ficarem fechados por dois anos durante a pandemia de Covid, eles estavam ansiosos por renda.
Mais tarde, porém, descobriram que muitos russos haviam aceitado empregos na ilha como instrutores de surfe e guias de turismo. Alguns iniciaram seus próprios negócios de aluguel de carros e residências, violando as leis que regem os vistos de turista e diminuindo a renda local.
“Abrimos nossas portas e nossos braços e os recebemos com um grande sorriso”, diz Niluh Djelantik, fundador de uma marca de calçados em Bali. “Mas nossa bondade foi considerada como algo garantido.”
As autoridades estão lutando para lidar com o súbito afluxo de russos, que agora constituem o segundo maior grupo de turistas na ilha, depois dos australianos. No ano passado, 58 mil russos e 7.000 ucranianos visitaram Bali. Somente em janeiro, 22,5 mil russos chegaram à província.
Em maio de 2022, o governo indonésio adicionou a Rússia e a Ucrânia à lista de países elegíveis para seu programa de visto na chegada. Isso permite que russos, ucranianos e cidadãos de outros 85 países permaneçam por um período inicial de 30 dias e por mais 30 dias se solicitarem prorrogação.
Sandiaga Uno, ministro do Turismo, indicou que o governo não revogaria o programa de vistos como pedido pelo governador de Bali. Em um discurso semanal no início deste mês, ele disse que o número de pessoas que causam problemas “não é muito significativo”.
Em novembro passado, Sandiaga disse ao The New York Times que o governo ajudaria a renovar os vistos de turista dos que fogem da guerra.
Mas as autoridades de Bali se concentraram nas crescentes infrações de trânsito envolvendo russos e ucranianos, que às vezes se tornam fatais. Em resposta, o governador Wayan anunciou na semana passada a proibição a todos os estrangeiros de conduzir motocicletas, decisão que, segundo Sandiaga, deveria ser revertida.
A agência de turismo de Bali disse que colocaria placas em inglês, russo e ucraniano pedindo aos turistas que sigam “regras de bom senso”. “Não poste fotos ofensivas e vulgares nas redes sociais”, dizia um cartaz. “Use roupas de banho reduzidas em locais apropriados.” Os infratores enfrentariam “grandes multas e deportações”.
O embaixador da Ucrânia na Indonésia, Vasil Hamianin, disse que ficou ofendido por Wayan ter misturado russos e ucranianos. Ele pediu ao governador que lhe mostre as estatísticas criminais envolvendo ucranianos e citou dados do governo indonésio que mostram que os russos foram responsáveis por 56 infrações de trânsito em Bali na semana passada, enquanto houve cinco casos ucranianos.
Hamianin disse que os 5.000 ucranianos que vivem atualmente em Bali contribuem para a economia local, pagam impostos e são “cidadãos bons e obedientes”. Explicou que eles estão lá por causa da guerra, mas que “a maioria absoluta diz que quer voltar para casa”.
“Acho que é simplesmente humano permitir que pessoas que fogem da guerra fiquem algum tempo em seu país”, disse Hamianin.
Elena Pozdniakova, 33, uma engenheira de Moscou que chegou a Bali em setembro passado com o marido e a filha de 3 anos, disse que os vários relatos de turistas russos que se comportam mal a deixam “envergonhada”. “Só quero dizer que nem todo russo é assim.”
O marido de Pozdniakova, Sergei Pozdniakov, disse que entende a frustração porque também testemunhou alguns de seus compatriotas se comportando de maneira rude. Apesar da raiva nas redes sociais, ele e sua esposa dizem que continuam emocionados com a hospitalidade. “Nunca conhecemos um balinês que dissesse: ‘Porque você é russo, você é mau’”, disse Pozdniakov.
Silmy Karim, diretor-geral de imigração do Ministério de Justiça e Direitos Humanos, disse que ainda está analisando a proposta de Wayan de revogar o programa de visto na chegada para a Rússia e a Ucrânia.
Ele afirmou que seu foco principal é eliminar os estrangeiros que violam a lei local e que está estudando os exemplos de outros países com grande número de turistas russos, incluindo a Tailândia, onde há mais de 350 mil russos apenas na ilha de Phuket. “Eles podem ser ordeiros”, disse ele. “Cabe a nós vigiá-los e discipliná-los.”
Créditos: Folha de S. Paulo.

Foto: Roberta Aline/MDS.
O Grupo Carrefour, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, vai contratar beneficiários do Bolsa Família. A intenção é que, quando contratados pela empresa, os trabalhadores deixem de ser beneficiários e assim reduzir o número de bolsas concedidas.
O anúncio e a assinatura do termo de cooperação entre a varejista e o Governo Federal aconteceu nesta sexta-feira, 24, durante uma cerimônia realizada em uma das lojas do Atacadão em Teresina, no Piauí.
Na ocasião, também foi formalizada a contratação de cinco beneficiárias mulheres do Bolsa Família para o quadro de funcionários do Carrefour, sendo duas para uma unidade do Atacadão, duas para o Sam’s Club e uma para o Carrefour Hipermercado.
O Grupo Carrefour é a primeira empresa a integrar o sistema de inclusão socioeconômico por meio do qual o Governo Federal quer conectar os beneficiários do programa de transferência de renda com o setor privado.
Segundo a varejista, não haverá nenhum tipo de incentivo fiscal por parte do governo e a parceria ocorre devido ao alinhamento da pauta com a estratégia de ESG do Carrefour.
“Como maior grupo varejista alimentar, definimos que o combate à fome era um dos pilares da nossa estratégia ESG, então, em fevereiro procuramos o Ministério para entender como participar dessa agenda no novo governo. E foi uma grata surpresa quando soubemos da iniciativa voltada para empregabilidade”, diz Maria Alicia Lima, diretora de relações institucionais, comunicação e engajamento do Grupo Carrefour Brasil.
Como vai funcionar a parceria entre o Carrefour e o MDS para contratação de beneficiários do Bolsa Família
De acordo com a executiva, o Carrefour terá acesso aos beneficiários que estão registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) por meio de uma plataforma da Secretaria Nacional de Inclusão Socioeconômica (Sisec) do Ministério de Desenvolvimento, onde as vagas abertas na varejista serão publicadas. Os interessados devem se inscrever e passar pelo processo seletivo tradicional.
“Entendemos que não basta postar uma vaga no Linkedin ou nos meios tradicionais de recrutamento para chegar a esse público que, muitas vezes, não têm acesso à internet. Nesses primeiros dias já vimos que muitas possuem experiência e até nível superior. Acreditamos que muitas querem, sim, trabalhar. Só precisam de uma oportunidade”, diz Maria Alicia.
A ideia é que, futuramente, os beneficiários cadastrados no CadÚnico também sejam conectados com outros programas do Carrefour voltados para aumentar a empregabilidade de pessoas em situação de vulnerabilidade. Um deles é a Escola Social do Varejo, programa de formação para jovens de 17 a 24 anos que estudaram na rede pública.
“Com o tempo, pretendemos entender e redirecionar melhor as ações. Em conversas com o Ministério, já debatemos que existem regiões que possuem uma necessidade de formação de base maior do que outras”, diz Maria Alicia.
Por enquanto, não há uma meta de contratação de beneficiários nem um planejamento que inclua programas de capacitações específicos para esse público, pensando na retenção dos funcionários dentro do Carrefour. “Mas queremos reter essas pessoas e, no futuro, prestar contas do programa”, diz Maria Alicia.
Em entrevista à EXAME, por e-mail, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reafirmou que pretende tirar 1 milhão de pessoas do CadÚnico por meio de parcerias como as firmadas com o Carrefour. A meta havia sido anunciada pela primeira vez na última segunda-feira, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
“Começamos com o setor de supermercados, mas vamos seguir com mais contratações. A partir da interlocução que fizemos com as empresas na FIESP ampliaremos as parcerias para setores como construção civil, indústrias de alimentos, de energia, hotéis e restaurantes”, disse Dias à EXAME.
Dias também reforçou que, assim como o anunciado durante a cerimônia de relançamento do programa, quem for empregado e ultrassapar o limite de renda para concessão de benefício (de até R$ 282 per capita), deixa de receber o benefício, mas permanece no CadÚnico. Caso o indivíduo seja demitido e perca a renda, volta automaticamente a receber o Bolsa Família.
Créditos: Exame.

Foto: Reprodução/CNN.
Perguntado sobre declaração de Lula a respeito de Sergio Moro, o ministro das Comunicações, Paulo Pimenta, questionou Raquel Landim, âncora da CNN Brasil:
“A senhora é jornalista?”, disse, em transmissão ao vivo nesta sexta (24/3), enquanto apontava o dedo para a apresentadora.
Landim havia indagado o ministro sobre Lula ter classificado como “armação” o fato de Moro ser alvo do PCC. Ao abordar a questão, Landim ressaltou que a operação da PF deflagrada esta semana foi respaldada pelo Judiciário e pelo Ministério Público.
Incomodada com a reação de Pimenta, Raquel Landim respondeu na hora:
“Sim, (sou jornalista) formada. Pela Universidade de São Paulo”.
Ao fim da entrevista, Landim escreveu em seu Twitter: “Sou jornalista, sim. Meu papel é fazer as perguntas. O da autoridade pública deveria ser trazer os esclarecimentos”.
Créditos: Metrópoles.

Após presidente Lula ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A, ambulância fica de prontidão no Palácio da Alvorada.

Por orientações médicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (25) que não vai mais viajar para a China neste fim de semana. O adiamento já foi comunicado às autoridades chinesas “com a reiteração do desejo de marcar a visita em nova data”.
Lula fez exames nesta quinta-feira (23) no Hospital Sírio Libanes, em Brasília, onde teve diagnóstico de broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A e iniciou tratamento.
Segundo nota assinada pela médica Ana Helena Germoglio, apesar da melhora clínica, o serviço médico da Presidência da República recomenda o adiamento da viagem para China até que se encerre o ciclo de transmissão viral. A viagem já havia sido adiada deste sábado para o domingo, mas agora, não tem data para ocorrer.
O presidente Lula viajaria amanhã (26) para a China em busca da ampliação das relações comerciais entre os dois países. Na comitiva, estariam centenas de empresários, além de governadores, senadores, deputados e ministros.
Com o cancelamento da ida de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também cancelaram a visita ao país asiático neste momento.
Informações TBN

Levantamento da Quaest mostra que o presidente Lula (foto) perdeu a popularidade nas redes sociais após as declarações sobre o senador Sergio Moro.
De acordo com o monitoramento, divulgado pela CBN, as menções positivas ao petista no Twitter, Facebook e Instagram atingiram o pior índice da série histórica do instituto, e não ultrapassa a marca dos 20% em relação ao total. A média registrada desde o início do mandato era de 53%.
Na terça, o presidente relembrou que, durante os tempos na prisão, em Curitiba, costumava falar para procuradores que iam visitá-lo que iria “foder esse Moro”.
A fala, de acordo com o levantamento da Quaest, gerou mais de 358 mil menções nas redes, “com alcance ultrapassando a casa das centenas de milhões”. Menos de 10% desse total foram citações em defesa de Lula.
Como mostrou a Crusoé, integrantes do Palácio do Planalto e petistas históricos têm manifestado preocupação com as declarações polêmicas do presidente nos últimos dias. Já há um sentimento dentro do PT de que o chefe do Poder Executivo precisa de um “freio”, sob pena de ele perder parte de seu eleitorado.
Créditos: O Antagonista.

Após seis anos de carreira, o jogador de futebol mais rico do planeta, enfim, conseguiu marcar seus primeiros gols como profissional.
O meia-atacante Faiq Bolkiah, dono de uma fortuna estimada em US$ 20 bilhões (R$ 114,4 bilhões), balançou as redes em duas oportunidades na atual edição do Campeonato Tailandês.
O primeiro gol do jogador de 24 anos por um clube adulto aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado e definiu a vitória por 1 a 0 do Chonburi FC sobre o Port. Dois meses depois, ele voltou a movimentar o placar, mas não evitou a derrota por 2 a 1 para o Nongbua.
Muito mais famoso pelo tamanho do seu patrimônio do que pelo nível do futebol que apresenta, Bolkiah tem recebido na Tailândia a primeira oportunidade de realmente ter uma sequência de jogos condizente com um atleta profissional.
O camisa 11 desembarcou no Chonburi em dezembro de 2021. E, desde então, já disputou 29 partidas. Apesar de raramente ser escalado como titular, ele vem sendo bastante utilizado nesta temporada e só não participou de três dos últimos 16 jogos do seu time (nesses compromissos, ficou o tempo todo no banco).
A minutagem de Bolkiah no futebol tailandês é maior do que à da sua rotina nos outros dois clubes que defendeu depois que se profissionalizou. Tanto no Leicester quanto no Marítimo, o meia-atacante jamais jogou pelo time principal.
Na Inglaterra, ele só atuou em partidas da equipe sub-19 (chegou a participar da Uefa Youth League, a versão para garotos da Champions). O contato que teve com o elenco que joga a Premier League se limitou a treinamentos.
Já em Portugal, o jogador de futebol mais rico do planeta atuou uma vez na Liga Revelação (um campeonato de aspirantes), foi relacionado para ficar no banco em um compromisso do time principal e nada mais.
Pelo pequeno número de jogos disputados ao longo da carreira, não chega a ser uma grande surpresa que o atacante ainda perseguisse seu primeiro gol no futebol de clubes quando se transferiu para a Tailândia -balançou as redes uma vez pela seleção de Brunei, apenas.
A fortuna de Bolkiah equivale a mais ou menos 40 vezes a grana acumulada durante a carreira por Cristiano Ronaldo, segundo colocado no ranking dos jogadores em atividade mais ricos do mundo.
Só que, diferentemente do astro português do Al-Nassr, da Arábia Saudita, seu dinheiro não veio dos gramados, mas sim do fato de fazer parte da família real de Brunei, um minúsculo país insular localizado no sudeste asiático, que tem população de apenas 460 mil habitantes e enormes reservas de petróleo e gás natural.
O maior bilionário da bola é sobrinho de Hassanal Bolkiah, monarca que é famoso pela ostentação em que vive. Além da famosa coleção particular de carrões que possui, ele chegou a contratar Michael Jackson para cantar no seu aniversário de 50 anos, um evento público que reuniu 60 mil pessoas.
O pai do meia-atacante também é poderoso. O jogador é filho do príncipe Jefri, que foi ministro da Economia do seu irmão mais velho durante mais de uma década.
Bolkiah aproveitou as ótimas conexões familiares para ter a melhor formação que um jogador de futebol pode conseguir. Durante o período em que estava nas categorias de base e antes de assinar com o Leicester, passou por Southampton, Arsenal e Chelsea, todos da primeira divisão inglesa.
Mesmo com uma carreira de pouco brilho, o meia-atacante também joga eventualmente pela seleção de Brunei. Ele já disputou seis partidas pelo país que escolheu defender, mas sua última convocação aconteceu em 2018.
Informações UOL

Cerca de 800 funcionários dos bares do Lollapalooza, responsáveis por entregar as bebidas aos mais de 100 mil frequentadores diários do evento, estão com seus direitos trabalhistas”gravemente violados”.
Esta foi a conclusão de uma nova fiscalização no multimilionário festival de música, em seu primeiro dia de atrações, sexta-feira (24). Auditores fiscais do trabalho encontraram uma série de infrações cometidas pela empresa terceirizada Team Eventos, que substituiu a Yellow Stripe depois que a organização da festa rompeu o contrato em razão do flagrante de que cinco trabalhadores eram mantidos em condições análogas à escravidão, conforme revelado em primeira mão pela Repórter Brasil.
Procurada pela Repórter Brasil, a Team Eventos informou que “em menos de 24 horas tivemos que mobilizar grande contingente de pessoal e promover ajustes em nossa operação a fim de realizar o serviço” e disse estar “trabalhando nas adequações cabíveis”.
Já a T4F (Time for Fun) afirmou ter o “firme compromisso com o respeito às pessoas e à legislação” e que a conduta da empresa está ” expressa em normativos” que são divulgados a colaboradores, fornecedores e prestadores de serviço. “Logo que chegou ao nosso conhecimento as determinações do Ministério do Trabalho com relação a uma de nossas prestadoras de serviço, solicitamos a imediata regularização e o encaminhamento das comprovações”, disse a a T4F.
Os contratados da Team Eventos realizavam jornadas irregulares de 12 horas, sem remuneração por hora extra e sem o descanso adequado previsto em lei, tinham o valor do exame médico admissional descontado de seu salário e não recebiam vale-transporte.
A ação foi realizada pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado de São Paulo, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego — a mesma equipe que resgatou os funcionários escravizados no início da semana.
São violações graves. A empresa já foi notificada, exigimos que a situação seja regularizada imediatamente”
Rafael Brisque Neiva, auditor fiscal do Trabalho que participou das fiscalizações.
Segundo ele, a Team Eventos terá que comprovar que se adequou à legislação e que realizou os pagamentos dos direitos devidos aos trabalhadores.
A empresa Team Eventos foi contratada pela T4F, dona do Lollapalooza no Brasil, de forma emergencial após a Yellow Stripe, outra terceirizada, ser flagrada usando trabalho escravo na terça-feira — e ter seu contrato rescindido. “A T4F continua omissa, deixando de fiscalizar e verificar o cumprimento da legislação trabalhista pela nova empresa contratada, uma falha no seu processo de devida diligência”, diz Neiva.
A Team Eventos havia combinado com os trabalhadores o pagamento de diárias de R$ 160 e jornadas de 12 horas, sem o pagamento das quatro horas extras adicionais ao turno regular, de oito horas. Além desse problema, de acordo com a legislação, é obrigatória uma folga de 36 horas após essa jornada estendida, mas os trabalhadores do Lollapalooza tinham direito a um descanso inferior a 11 horas depois de cada dia de trabalho.
O Lollapalooza começou na sexta-feira, com um público estimado em 103 mil pessoas, e vai até amanhã (26). O ingresso para um dia de evento custa R$ 1.300, mas pacotes luxuosos chegam a R$ 5.300 — para os três dias de shows e acesso às áreas VIPs, com cadeira de massagem e outros benefícios. Dentre as atrações deste ano estão Billie Eilish, Lil Nas X e Drake. No ano passado, o festival movimentou mais de R$ 400 milhões, segundo a prefeitura paulistana.
Na terça-feira uma fiscalização resgatou cinco trabalhadores em condições análogas à escravidão no autódromo de Interlagos, sede do festival. Eles trabalhavam como carregadores de bebidas em jornadas de 12 horas diárias: “Depois de levar engradados e caixas pra lá e pra cá, a gente ainda era obrigado pela chefia a ficar na tenda de depósito, dormindo em cima de papelão e dos paletes, para vigiar a carga”, afirmou J.R, um dos resgatados, à Repórter Brasil.
A Yellow Stripe, terceirizada responsável pela contratação dos trabalhadores, informou em nota que “cumpriu as determinações do Ministério do Trabalho, sendo que os empregados em questão foram devidamente contratados e remunerados”. Já a T4F afirmou tratar-se de um “fato isolado”, e disse repudiar “veementemente o ocorrido”.
Duas deputadas e uma vereadora de São Paulo protocolaram na sexta-feira uma medida cautelar pedindo o veto a novas edições do festival de música Lollapalooza pelo uso de mão de obra em condições análogas à de escravo. O pedido, assinado pela deputada federal Sâmia Bonfim, pela deputada estadual Mônica Seixas e pela vereadora Luana Alves, todas do PSOL, tem como base a reportagem da Repórter Brasil.
O documento foi enviado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao secretário da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita. Pede que seja aplicada a Lei Paulista de Combate à Escravidão (14.946/2013), que prevê que empresas que façam uso de trabalho escravo tenham o registro do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) suspenso por dez anos.
Além disso, seus sócios ficariam impedidos, por igual período de tempo, de exercer o mesmo ramo de atividade econômica ou abrir nova empresa no setor em São Paulo. Na prática, a medida inviabilizaria novas edições do festival no estado.
Contudo, de acordo com a regulamentação da lei, o processo administrativo que pode levar ao banimento não se inicia com o flagrante da fiscalização, mas após a decisão em segunda instância na Justiça, ou seja, de um colegiado de juízes.
Informações Splash UOL
Área em exoplanetas rochosos têm possível ‘clima habitável’

Uma equipe de astrônomos acredita na provável existência de vida alienígena em “zonas de crepúsculo” de planetas distantes. O estudo foi feito por cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI) e publicado na revista The Astrophysical Journal na quinta-feira 16.
Essa área, presente em exoplanetas rochosos que orbitam estrelas anãs vermelhas e com possíveis condições climáticas habitáveis, é uma faixa que separa o lado iluminado e o lado escuro de um corpo celeste.
De acordo com a líder da pesquisa e pós-doutorando Ana Lobo, do Departamento de Física e Astronomia da UCI, “estes planetas têm um lado diurno e um lado noturno constantes”.
A cientista disse que os planetas são bem comuns, pois existem em torno das estrelas anãs vermelhas. Elas representam cerca de 70% dos astros vistos no céu noturno e são relativamente mais escuras que o Sol.
Segundo informações do site Phys.org, as zonas de crepúsculo podem estar nesta faixa de temperatura constante, entre o muito quente e o muito frio. “Você precisa de um planeta que esteja no ponto ideal da temperatura para ter água líquida”, disse Ana. A água líquida, conforme os cientistas, é um ingrediente essencial para a vida.
Nos lados escuros dos exoplanetas, a noite criaria temperaturas extremamente baixas, o que resultaria ema água congelada. O lado do planeta que está sempre voltado para sua estrela pode formar um clima quente e não permitir que a água permaneça em estado líquido por muito tempo.
Acredita-se que esta é a primeira vez que os astrônomos conseguiram demonstrar que os exoplanetas podem possuir condições climáticas habitáveis, restritas à zona de crepúsculo.
Informações Revista Oeste

Kim Jong-un, o ditador da Coreia do Norte, supervisionou uma simulação de ataque de um potente drone subaquático nas águas do país. O equipamento é capaz de transportar ogivas nucleares que podem causar uma espécie de “tsunami radioativo”.
O dispositivo explodiu depois de navegar do Mar do Japão, a uma profundidade de 80 a 150 metros. Ele percorreu um percurso oval, em forma de oito, durante 59 horas e 12 minutos. A explosão ocorreu naquele que seria o alvo inimigo.
O exercício simulou como funcionará uma infiltração em águas inimigas e as consequências de um “tsunami radioativo”. O objetivo é destruir navios e portos inimigos. A Coreia do Norte apelidou o sistema de drones de “Haeil”, ou tsunami.
Segundo Hong Min, membro do Instituto Coreano para Unificação Nacional, o drone subaquático é semelhante aos torpedos nucleares “Poseidon”, da Rússia, e podem criar explosões radioativas sobre as águas do mar.
“A Coreia do Norte está avançando com uma nova arma, que pode não apenas atingir os recursos navais dos Estados Unidos e de seus aliados, mas também causar danos a civis”, disse Hong.
Kim atribuiu aos EUA a responsabilidade dos testes militares norte-coreanos. Segundo o ditador, os constantes exercícios militares conjuntos de Washington e seus aliados na Península Coreana podem aumentar as tensões na região.
Os EUA e a Coreia do Sul realizaram exercícios de pouso anfíbio nesta semana. Pyongyang chamou os exercícios conjuntos de “preparativos para uma invasão do Norte”.
Os norte-coreanos exibiram uma gama diversificada de armas, que podem representar ameaças nucleares aos EUA e seus aliados. A lista de armamentos inclui mísseis de um silo subaquático e submarinos.
Informações Revista Oeste