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A terceira edição da Copa União Médica de Beach Tennis, realizada de 18 a 21 de maio na Arena Beach Tennis-Fsa, em Feira de Santana, foi um verdadeiro sucesso. O evento, que faz parte do Circuito Baiano de Beach Tennis e vale para o ranque baiano, atraiu cerca de 500 duplas de atletas de Feira de Santana e de outros estados, sendo que 250 deles competiram nas categorias amador e profissional. Além das competições, o Arena Beach Tennis-Fsa também oferece um bom espaço para reunir famílias e proporcionar entretenimento. Durante a Copa, houve opções de alimentação e shows ao vivo, tornando o evento ainda mais atrativo para o público. 

*Adriano Dórea*, sócio proprietário do Arena Beach Tennis-Fsa, expressou sua satisfação com o público presente durante os quatro dias de competição. Segundo ele, “a presença do público durante o evento foi bastante positiva, com boas duplas disputando em níveis elevados. A Copa União Médica de Beach Tennis se destaca no cenário nacional, mostrando a força desse esporte que cresce a cada dia.”

O diretor-presidente da União Médica, *Dr. André Guimarães*, também participou do torneio como atleta e afirmou a importância da empresa em promover eventos como a Copa de Beach Tennis. “Como cirurgião cardiovascular, sei da relevância do esporte para a manutenção da saúde e prevenção de doenças, principalmente as cardiovasculares, uma das principais causas de mortes do mundo. A União Médica, com o intuito de promover a saúde, contribui para a prática desse esporte que vem crescendo em nossa cidade. O Beach Tennis é uma boa forma de misturar o bem-estar do corpo e da mente e os benefícios para a saúde, com o lazer e a diversão”, pontuou o médico.

A Arena Beach Tennis-Fsa forneceu uma excelente estrutura para o evento, com 10 quadras disponíveis para os jogos. Durante todos os dias de competição, os jogos ocorreram simultaneamente em todas as quadras, o que deixou os atletas extremamente satisfeitos. *Igor Costa*, professor de Beach Tennis, afirmou: “A estrutura da Arena é fantástica. As 10 quadras permitem que os jogos aconteçam de forma fluida e dinâmica, proporcionando uma excelente experiência para os atletas.”

*Fonte: ASCOM/União Médica*


A voz de Zezé Di Camargo voltou a falhar em uma apresentação - Reprodução/Instagram
A voz de Zezé Di Camargo voltou a falhar em uma apresentação Imagem: Reprodução/Instagram

Zezé Di Camargo, 60, sentiu a voz falhar ao cantar a música “Dois Corações e Uma História” em uma apresentação.

O momento virou assunto e alguns fãs sugeriram que o músico se aposentasse. Em contato com Splash, a assessoria de imprensa da dupla afirmou que “não há nada de errado” com Zezé Di Camargo.

Mas afinal, o que aconteceu com a voz de Zezé Di Camargo?

Splash entrou em contato com uma especialista para responder essa questão.

O sertanejo começou a ter problemas com a voz há quase 14 anos. Ele tinha um cisto congênito em uma corda vocal, que rompeu. O líquido do cisto se dissolveu dentro da corda, criando uma aderência em toda a mucosa. Em 2008, Zezé fez uma cirurgia delicada nas suas cordas vocais para tratar essa aderência.

A fonoaudióloga Glaucia Verena, diretora-geral e fundadora do LabVoz, explica que após uma situação como essa “a voz fica propensa a fatores debilitantes” e que a carga excessiva de shows e o próprio envelhecimento do tecido vocal podem ter um efeito mais acentuado. “Logo, devido à complexidade do quadro o tempo de recuperação pode ser mais longo do que o habitual, e apresenta necessidades mais específicas.”

Verena explica que o tratamento nesses casos inclui uma equipe multidisciplinar. “A indicação de reabilitação fonoaudiológica nesses casos ajuda a compreensão da ação muscular para investigar possibilidades funcionais e adaptativas para a voz que passou por algum processo cirúrgico. No caso de vozes artísticas uma equipe de profissionais, como otorrinolaringologista e professor de canto, fazem grande diferença.”

Ela discorda dos que opinaram que o sertanejo precisa se aposentar.

É muito difícil para um cantor parar de cantar e se aposentar, a conexão que a música cria e o significado dela na vida deles é imensurável. É possível trazer soluções adaptativas e funcionais e repensar repertório, modalidades que tragam mais conforto vocal e uma agenda de shows mais saudável para o processo de recuperação vocal. […] Nem toda limitação deve ser vista como um término, mas abre portas para um novo momento de vida.none Glaucia Verena

E o ovo?

1 - Divulgação/TV Globo - Divulgação/TV Globo
Zezé Di Camargo engole ovo cru no Programa do Jô em 2009Imagem: Divulgação/TV Globo

O filme “Dois Filhos de Francisco” (2007) mostra que o pai dos cantores os incentivava a comer um ovo cru toda manhã, para “cantar como um galo”. Zezé manteve o hábito e chegou a consumir o alimento cru em outras ocasiões — no sofá do Jô e ao lado de Galvão Bueno.

Glaucia diz que “não existe nenhuma evidência científica que ovo cru faz bem para voz”. “Nós sabemos das receitas de nossas avós, por exemplo, mas o que de fato funciona para voz é o que funciona para o seu corpo, bom sono, alimentação, atividade regular de exercícios fonoaudiológicos, uma boa higiene vocal e muita hidratação fazem a grande diferença para o cuidado da voz”.

Informações Splash UOL


Sessão na CCJ, que aprovou a PEC da Anistia, liberando partidos a descumprirem regras eleitorais - VInicius Loures/Câmara dos Deputados
Sessão na CCJ, que aprovou a PEC da Anistia, liberando partidos a descumprirem regras eleitorais Imagem: VInicius Loures/Câmara dos Deputados

A PEC que anistia partidos que cometeram crimes eleitorais de 2015 a 2022 avançou na Câmara. Agora vai ser discutida em comissão especial. Líderes tendem a manter no texto o perdão às siglas que não cumprirem as cotas raciais e tirar a liberação para cotas de gênero e gastos ilegais de campanha.

O que aconteceu?

Aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a Proposta de Emenda à Constituição recebeu 45 votos favoráveis contra 10, sendo apoiada por deputados governistas e de oposição.

O perdão amplo às legendas foi alvo de críticas da sociedade civil, ministérios e de especialistas.

Entre as irregularidades que serão liberadas, estão falhas nas prestações de contas, descumprimento das cotas de gênero e raça e propagandas eleitorais fora das regras.

Diante da repercussão negativa, deputados avaliam alterar o conteúdo do projeto, retirando pontos considerados “absurdos”, segundo líderes ouvidos pelo UOL, como a isenção de multas em caso de mau uso dos recursos públicos.

No entanto, ainda traria o perdão por não cumprir o mínimo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para candidatos negros nas siglas, além dos repasses igualitários aos dos candidatos brancos. Esse é o ponto em comum defendido pela maioria das bancadas até o momento.

A legislação atual prevê que cada partido deve destinar ao menos 30% dos recursos do fundo eleitoral para candidatas, além de um valor proporcional à quantidade de candidatos negros e brancos que lançar na disputa.

O perdão se estenderia, inclusive, para a eleição passada. A avaliação dos líderes é que, ao aprovar a regra em 2020, o TSE não teria respeitado o princípio da anualidade, não deixando tempo hábil para as legendas encontrarem candidatos negros competitivos.

A mudança causa constrangimento em partidos com as cotas como bandeira, como PT e PSOL. 

Embora o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda não tenha criado a comissão especial, o assunto já tem sido debatido pelo colégio de líderes.

A deputada Sâmia Bomfim, vice-líder do PSOL na Câmara, foi contrária à proposta na CCJ e deve compor a comissão especial, quando for instalada, nas próximas semanas. 

Mais uma vez, a pauta racial foi secundarizada. Houve tempo suficiente de organização e preparo. Por que alguns partidos conseguiram? Todos tiveram o mesmo tempo. Me parece uma desculpa, principalmente agora que o STF[Supremo Tribunal Federal] está na cola.
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) em entrevista ao UOLnone

Na noite de anteontem, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, determinou que a Câmara preste informações sobre a PEC da Anistia. A decisão atendeu a um pedido da própria Sâmia, que apresentou um mandado de segurança pedindo a suspensão da tramitação.

Informações UOL


Apresentação da maquete do que seria a Cidade da Copa exposta no aeroporto do Recife  - Governo de Pernambuco
Apresentação da maquete do que seria a Cidade da Copa exposta no aeroporto do Recife  Imagem: Governo de Pernambuco

No dia 22 de maio de 2013, a bola rolou pela primeira vez na Arena de Pernambuco. Erguida para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, o projeto tinha algo ainda maior e ousado: fazer no entorno uma cidade inteligente, a primeira da América Latina.

Passada uma década, o projeto que previa investimento de R$ 1,6 bilhão não saiu do papel, e a área no entorno da arena está deserta e sem perspectiva de uso.

O que era a Cidade da Copa

O projeto foi anunciado com pompa pelo então governador Eduardo Campos, morto em 2014. Ele prometeu tornar aquela região o novo vetor de desenvolvimento de Pernambuco.

Até hoje só a Arena de Pernambuco foi erguida em uma área total do estado de 247 hectares (o equivalente a 228 campos de futebol). O projeto previa a expansão para a cidade inteligente sem precisar indenizar terrenos.

O empreendimento seria feito por meio de PPP (parceria público -privada) e tinha expectativa de gerar 10 mil empregos. O prazo previsto para a obra seria de 15 anos.

A cidade seria erguida em quatro fases. Ao final teria: 4.640 unidades residenciais, comércio, restaurantes, hospital, centro de convenções, hotéis, escolas e faculdade. O projeto previa ainda obras urbanas, com a construção e alargamento de vias de acesso, além da chegada de uma loja gigante do varejo.

Se tivesse saído do papel, o projeto estaria com duas das quatro etapas finalizadas, de acordo com o cronograma — a terceira tinha o término previsto para 2024.

Após anúncio do projeto, a área passou por intensa especulação imobiliária, e muitas pessoas investiram na região e hoje colecionam prejuízos.

O projeto da Arena também é alvo de questionamento por falhas, especialmente por logística. Não há estação de metrô no estádio e as rodovias de acesso são estreitas para comportar o fluxo de um equipamento que cabe 45 mil pessoas.

Área no entorno da Arena da Pernambuco segue sem uso - Google Maps - Google Maps
Área no entorno da Arena da Pernambuco segue sem usoImagem: Google Maps

O que diz o governo

Há muitas coisas na concepção desse projeto que não fazem mais sentido nos dias de hoje, sendo necessária uma readequação e atualização.”
Nota da secretaria de Turismo e Lazer

O atual governo do estado disse que não encontrou orçamento para tocar o projeto da Cidade da Copa e ainda estuda o que fazer com a área.

A gestão passada afirmou à época que o projeto empacou em razão da crise das construtoras e da situação econômica do país, que levou a readequação de gastos

Ricardo Leitão, ex-secretário Extraordinário para a Copa em Pernambuco, não respondeu às tentativas de contato do UOL. A Prefeitura de São Lourenço da Mata, onde foi erguida a arena, também não se manifestou.

Sem uso, a área quase teve um novo dono

Um acordo com o Exército para que a área fosse doada chegou a ser assinado pelo governo do estado em 2022. A ideia era que os militares relocassem os três equipamentos que tem na Grande Recife.

O prazo final para o governo mandar o termo de cessão à Assembleia era fevereiro, o que não aconteceu. O governo informou que ainda analisa o caso.

O Comando Militar do Nordeste informou ao UOL que não comentará o caso. Afirmou ainda que a resposta sobre a doação teria que ser dada pelo estado.

Outra ideia que não se concretizou é que a área fosse destinada para o programa Minha Casa, Minha Vida.

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Arena Pernambuco em maio de 2014 Imagem: Friedemann Vogel – FIFA/FIFA via Getty Images

Prejuízo

A construção do estádio custou R$ 479 milhões. Sem conseguir parceiros da iniciativa privada, a arena tem déficit e deu um prejuízo de R$ 5,6 milhões em 2022.

A previsão do governo é reduzir o prejuízo em R$ 1,8 milhão neste ano, de acordo com a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco informou à coluna que a arena vai reduzir

O estado anunciou o local se tornará um Centro de Formação Esportiva, que deve beneficiar 300 crianças e adolescentes, que vão praticar modalidades coletivas e individuais.

O estado tem se esforçado para que a arena não seja apenas um palco de espetáculos de futebol e grandes eventos, mas também um espaço com ocupação, com uso para esportes de rendimento para a nossa juventude, nossos estudantes”
Daniel Coelho, secretário de Turismo e Lazer

Por que o prejuízo

Inicialmente, a gestão da Arena era feita por uma PPP do estado com a Odebrecht, que fechou acordo para que o Náutico jogasse lá.

Em 2016, na mira da Lava Jato, a construtora teve contrato rescindido, ganhando direito a receber uma indenização de R$ 246,8 milhões pelos investimentos feitos.

/nautico-x-sporting.htm - Divulgação - Divulgação
Náutico mandava seus jogos na Arena de PernambucoImagem: Divulgação

Hoje, nenhum dos três grandes times da capital manda seus jogos na arena — apenas o novato Retrô pelo Brasileirão da Série D.

Com um time jovem e sem torcida, as rendas das partidas nem sequer cobre os custos de abertura de portões. No jogo do domingo passado foram 775 presentes e apenas R$ 470 de renda.

Informações UOL


Presidente brasileiro disse que encontro foi marcado, mas que delegação ucraniana se atrasou e não foi: “Ele é maior de idade, sabe o que faz”

Lula durante coletiva em Hiroshima
Lula afirmou que delegação de Zelensky se atrasou e teve outros compromissos, inviabilizando a reunião bilateral entre os 2 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (21.mai.2023) que a reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi marcada, mas que a delegação do país europeu se atrasou e não apareceu. O encontro não foi realizado.

Lula deu a declaração durante entrevista a jornalistas em Hiroshima (Japão), por volta de 8h da manhã de 2ª feira (22.mai) no horário local (20h da noite de domingo no Brasil). O Japão, sede da cúpula do G7, grupo com 7 dos países mais industrializados do mundo, está 12 horas à frente do Brasil no fuso horário.

“O fato é muito simples. Tinha uma entrevista, uma bilateral com a Ucrânia aqui nesse salão, às 15h15 da tarde. Nós esperamos e aí ficamos recebendo a informação que eles tinham atrasado. Enquanto isso, atendi o presidente do Vietnã, e quando o presidente [na realidade, a reunião foi com o primeiro-ministro] do Vietnã foi embora, a Ucrânia não apareceu, certamente teve outro compromisso, não pode vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu”, afirmou Lula.

No entanto, a agenda com os compromissos de Lula enviada a jornalistas na manhã deste domingo mostra que, às 15h15, horário citado pelo presidente, havia uma reunião bilateral marcada. Com o primeiro-ministro do Vietnã, não com Zelensky.

“ZELENSKY É MAIOR DE IDADE”

Antes, em entrevista a jornalistas, foi perguntado a Zelensky se ele havia ficado decepcionado pelo fato de a reunião não ter sido realizada. O ucraniano respondeu em tom irônico: “Eu acho que ele [Lula] que ficou decepcionado”. Afirmou que houve uma incompatibilidade de agendas entre ele e o petista.

“Eu não fiquei decepcionado, fiquei chateado porque eu queria encontrar com ela”, declarou o brasileiro em entrevista a jornalistas. “Ele é maior de idade, sabe o que faz”, disse o petista sobre o ucraniano.

PLANO PARA CONSTRUIR A PAZ

Lula disse continuar com a mesma posição em relação à guerra na Ucrânia: “Estou tentando, com outros países, como Índia, como China, com Indonésia e outros países, construir um bloco para construir uma política de paz no mundo. O mundo não precisa de guerra, precisa de paz”.

Para o brasileiro, só será possível o fim da guerra de forma pacífica quando Rússia e Ucrânia estiverem dispostas a conversar, e não Brasil ou China. Afirmou também que “não faltarão oportunidades” para se encontrar com Zelensky.

LULA SENTADO X ZELENSKY TIETADO

Nas redes sociais, circulou com intensidade um curto vídeo que mostra Lula sentado, sozinho, fazendo anotações, enquanto Zelensky é tietado por autoridades. Na entrevista aos jornalistas, foi perguntado ao petista se ele cumprimentou o ucraniano em algum momento e, se o fez, por que não postou o momento em seus perfis.

Embora o jornalista não tenha citado esse momento, Lula respondeu.

“Eu estava rascunhando no papel algumas ideias do meu discurso, que acrescentei coisas de improviso. Eu não vi a chegada do Zelensky. Depois eu vi, deram a palavra, ele falou, depois me deram, eu falei. Quando terminou, eu já tinha agenda, já tava atrasada. Foi isso que aconteceu”, afirmou o brasileiro.

Informações Poder 360


Uma mulher de 40 anos, faleceu por volta das 14h deste domingo (21) na Fazenda Xavante, localizada às margens do Rio Jacuípe, no município de São Gonçalo dos Campos. Cristiane Santana de Freitas residia na Avenida Iguatemi, bairro Mangabeira em Feira de Santana, veio a óbito após o barco em que ela se encontrava virar.

De acordo com as informações da polícia, o barco transportava Cristiane, seu filho adolescente de 13 anos, o barqueiro e mais dois homens. Cristiane estava grávida de aproximadamente três meses.

O adolescente encontra-se desaparecido, enquanto o barqueiro e os outros dois homens conseguiram nadar e se salvar. O Corpo de Bombeiros esteve presente no local realizando buscas pelo adolescente, mas as atividades foram suspensas e serão retomadas nesta segunda-feira (21).

O delegado Gustavo Coutinho esteve à frente do levantamento cadavérico e autorizou a remoção para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

*Com informações do repórter Denivaldo Costa


Izinaldo Barreto

Há 4 anos faleceu aos 70 anos o sociólogo, professor universitário e ex-secretário de Estado, Ildes Ferreira. Amigos e familiares participaram de uma missa na Igreja Senhor do Bonfim, no Jardim Cruzeiro, na noite deste domingo, 21, ocasião em que foi lançado o livro “Pequena História de uma Grande Vida”, de autoria do professor João Bosco da Silva. 

O prefeito Colbert Filho destacou a sua relação com Ildes Ferreira e a contribuição do homenageado como uma pessoa que dedicou a vida às questões sociais. 

“Ildes Ferreira foi um grande amigo, tanto meu quanto de meu pai [Colbert Martins da Silva]. Uma pessoa que participou de movimentos sociais, foi professor e meu colega na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana)”, destacou o prefeito.

O chefe do Executivo Municipal ressaltou que teve o prazer em indicar Ildes Ferreira para o cargo de secretário de Ciências e Tecnologia, no Governo do Estado, em 2006, assim como para a função de secretário de Desenvolvimento Social de Feira de Santana. 

Autor do livro, João Bosco falou que levou dois anos para escrevê-lo. Deu início à coleta de dados nos últimos dias de vida do homenageado, que mesmo debilitado – Ildes Ferreira enfrentou um câncer que o levou à morte – se comprometeu em passar informações. Os familiares e amigos também foram fundamentais na construção da obra.

Filha de Ildes Ferreira, a servidora pública Eva Oliveira falou que o livro é um resgate da vida profissional e pessoal do seu pai que não pode ser esquecida.

“Meu pai foi incansável na luta por justiça social. Esta foi a principal herança dele. A gente cresceu vendo ele participando de movimentos sociais, lutando pelos menos favorecidos, por melhores condições de vida em relação”.

Ildes Ferreira também teve uma atuação no semiárido baiano, principalmente na região do sinal, onde participou ativamente. “Devemos recordá-lo por tudo o que ele nos deixou, inspirou e colaborou nas questões sociais”, disse o irmão Ismael Ferreira.

Ainda participaram do lançamento do livro “Pequena História de uma Grande Vida”, os secretários municipais de Governo, Eliene Cerqueira; de Educação, Anaci Paim, de Comunicação, Renata Maia e o titular da Agricultura, Pedro Américo. 

Também compareceram o diretor de Limpeza Pública, João Marcelo Gomes, a primeira dama do município Adenilda Martins e o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Secom


Por J.R. Guzzo para a Revista Oeste

Foto:  Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo


A cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol foi mais um passo em direção ao projeto de poder da frente autoritária liderada pelo PT

O que mais chama a atenção no governo Lula, até agora, não é propriamente a sua ruindade terminal.

Nenhuma surpresa, aí, quando se leva em conta que sempre esteve disponível para qualquer brasileiro de bom senso o conhecimento de que ele iria fazer o pior governo da história do Brasil — pior que o dele mesmo, quando esteve lá durante oito anos, e pior talvez até que o governo da sua criatura Dilma Rousseff

Ele não está na Presidência da República, obviamente, porque a maioria do eleitorado descobriu suas virtudes ocultas, nem porque ficou encantada com a excelência dos seus projetos de governo, mas porque foi colocado lá pelo TSE — nas eleições mais obscuras que o Brasil já teve desde os tempos do “bico de pena”, quando a única coisa que realmente tinha importância era quem contava os votos.

O que não se mediu direito, na contratação dessa calamidade, foi a pressa de Lula e de quase todos os que tem à sua volta em destruir o Brasil como ele é hoje.

Eles estão convencidos de que, tendo chegado lá do jeito que chegaram, têm toda a possibilidade de não sair nunca mais — e para não sair nunca mais terão de mudar o regime. Tem de acabar esse que está aí, com regras básicas de democracia, um sistema econômico capitalista e mais um monte de outros estorvos. Em seu lugar, querem impor alguma coisa que ainda não sabem direito o que é, mas é muito parecida com isso aí que estão fazendo todos os dias — e com Lula na posição de presidente vitalício.

A esquerda, os intelectuais e o Brasil “que pensa” acham um absurdo quando ouvem isso — exagero, dizem, “bolsonarismo”, coisa de direita. Mas não é mais sobre Bolsonaro, e já faz tempo que não é. É sobre a criação de uma ditadura no Brasil, e os exemplos concretos estão aí todos os dias e na frente de todo o mundo.
O último, e um dos mais violentos até agora, foi a cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol, promotor-chave na Operação Lava Jato, pela polícia eleitoral de Lula e do PT.

É a prova mais recente de que eleições não são mais um problema para o projeto de ditadura; enquanto existir TSE, a “Justiça Eleitoral” vai funcionar como um serviço de atendimento aos extremistas de esquerda que mandam no governo. A oposição elegeu alguém que incomoda para o Congresso? E daí? o TSE cassa o seu mandato. É o pé de cabra mais utilizado pelas tiranias — a anulação da vontade do povo, expressa nas eleições. Não há, para eles, a possibilidade de perder; não há a hipótese de aceitarem que o cidadão tem o direto da escolha livre com o voto. A cassação de Dallagnol é isso.
O deputado não teve um julgamento, e o seu caso não teve um juiz. A sessão do TSE que cassou o seu mandato durou um minuto — um deboche intencional e vulgar, para mostrar que a ditadura em construção no Brasil não apenas anula qualquer eleição que quiser, mas também faz questão de humilhar quem é levado para a frente de seus pelotões de fuzilamento.
O que é isso — julgamento de um minuto? É justiça de Idi Amin. O juiz também não foi juiz.

O autor da cassação é o mesmo que recebeu tapinhas no rosto de Lula, no festival de comemorações montado em Brasília para saudar os resultados do TSE para as eleições presidenciais de 2022.

É o mesmo, igualmente, que disse para o ministro Alexandre de Moraes, na diplomação de Lula como presidente: “Missão dada, missão cumprida”.

O resto da história é pior ainda. Num país em que o presidente da República tem a ficha mais suja de todos os que já passaram pelo cargo — ninguém, como ele, foi condenado pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro —, Dallagnol foi cassado com base na “Lei da Ficha Limpa”. Pode? Mais: o deputado não foi condenado por crime nenhum. Sua ficha é limpa — mais limpa que a de pelo menos um terço dos deputados e senadores que estão hoje no Congresso Nacional e respondem a processos na Justiça. É tudo uma trapaça primitiva. Quem pediu a cassação não foi o Ministério Público, ou algo assim — foi o PT, por ordem de Lula, que prometeu em público que iria “se vingar” do juiz Sergio Moro e de “toda essa gente”, o que evidentemente inclui Dallagnol.
A desculpa para a cassação foi uma alegação falsa — a de que o deputado teria renunciado ao cargo de promotor para não responder a “procedimento administrativo disciplinar” no MP, conduta vetada pela lei eleitoral.
Não houve isso. Dallagnol não estava respondendo a nenhum “procedimento” quando registrou a sua candidatura. Mas o TSE achou que era “inevitável” que ele viesse a responder no futuro, e que ele agiu de maneira “capciosa” quando renunciou a seu cargo.
Ou seja: ele foi condenado antes de cometer a infração e antes de ser julgado pela Justiça, algo que vai contra todas as decisões anteriores que o próprio TSE já havia tomado.
É tão demente que o TRE do Paraná, a quem o caso foi inicialmente encaminhado, decidiu por unanimidade que a candidatura era 100 por cento legal. Mas o sistema Lula-PT não manda nos TREs dos Estados; levou sua exigência, então, ao TSE, onde o ministro da “missão cumprida” resolveu tudo — em um minuto.
É um escândalo grosseiro. O deputado federal mais votado do Paraná foi cassado por uma assinatura num pedaço de papel, em obediência a uma demanda do governo — um insulto não só aos eleitores do Paraná, mas a todo eleitor brasileiro que tem o direito constitucional de votar nos candidatos da sua escolha. Não foi punido por algo que tenha feito, mas por irregularidades que provavelmente “iriam acontecer” mais adiante — mais uma criação do processo de desmanche da democracia que está em execução no Brasil, como o “flagrante perpétuo”, os julgamentos por “lotes” de réus ou as multas de R$ 1 milhão por hora a quem desagrada ao governo Lula e aos seus sócios no alto Judiciário.
É assim, justamente, que querem matar o Estado de direito e as instituições — com escândalos que, em vez de serem combatidos, são objeto de discussões sobre “engenharia política”, aceitos como parte da “legalidade” imposta pelos STFs e TSEs e tratados como “defesa da democracia” pela maioria da mídia e do Brasil “civilizado”.
A edificação da ditadura no Brasil está acontecendo, passo a passo, por decisões como a cassação do deputado Dallagnol; é um regime que querem construir com decretos-leis, portarias e despachos do STF, TSE e repartições públicas do mesmo tipo.
A democracia, na concepção em vigor no governo, será desmontada com a destruição dos princípios básicos da economia, da sabotagem ao sistema de produção e da anulação do poder do Congresso.
É o que se vê pela supressão de leis que já foram legitimamente aprovadas, como a Lei das Estatais, ou a reforma do ensino, ou a projetada volta do imposto sindical — ou, então, pela imposição de leis que o Congresso não quer aprovar, como é o caso da censura nas redes sociais. É o que se está vendo pelas prisões políticas e pelos inquéritos ilegais que o STF conduz contra inimigos do governo — até agora, em quatro anos de ação e milhares de brasileiros perseguidos, nenhum militante de esquerda, nem um, foi incomodado pelas investigações. É o que se vê pela violação sistemática da lei por parte do alto Judiciário, e pelo rebaixamento do Ministério Público à condição de serviço de atendimento às ordens do governo.
A cassação do deputado Dallagnol é mais um prego no caixão. Para os que têm dúvidas sobre o enterro da democracia que está acontecendo à luz do dia, é instrutivo ouvir o ministro da Justiça, numa reunião com dirigentes das plataformas de comunicação social há cerca de um mês, dizendo que “esse tempo da liberdade de expressão como um valor absoluto, que era uma fraude, acabou, acabou, foi sepultado”. Podia ser uma palestra do chefe da KGB. Falando na “Polícia Federal que eu comando”, ameaçou as redes, disse que vão “arcar com as consequências” pela prática de crimes não especificados e informou que os estatutos internos das redes “não lhe interessam”, e não valem mais nada.
O ministro afirmou que o objetivo da censura às redes sociais é acabar com o “massacre em série de crianças nas nossas escolas” — isso quando a lei que quer aprovar à força na Câmara fala em punir a “desinformação”, as “fake news”, as conclusões “enganosas”, “distorcidas ou fora de contexto”, ou seja, todo um balaio que atinge diretamente a livre expressão do pensamento. Pouco depois, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o aplicativo Telegram de publicar sua opinião sobre o projeto de censura em debate na Câmara — e obrigou que publicasse um texto do STF, dizendo o contrário do que dizia a postagem proibida. Que diabo isso tem a ver com massacre de crianças?

O PT e a esquerda brasileira estão convencidos, e dizem isso em público, de que terem aceitado sair do governo, em 2016, depois de terem entrado pela primeira vez no Palácio do Planalto, foi o maior erro de toda a sua história; não deveriam ter topado nunca, e não estão dispostos a topar agora, quando têm o STF, as Forças Armadas e a direção do Congresso a seu serviço. É o seu único objetivo visível. Quem acha que não é bem assim, ou que não é assim, pode responder a um teste fácil.

Esqueça Lula, seu programa de turismo com a mulher através do mundo e a sua convicção de que, se na Venezuela o presidente pode ficar no cargo pelo resto da vida, por que não aqui? Há mais uma multidão que quer ficar lá para sempre. Alguém acha, por exemplo, que o ministro da Justiça e os defensores do comunismo que fazem parte da sua corte estão dispostos a aceitar, mansamente, uma derrota em eleições limpas e voltar à escassez da vida na oposição?

Para acreditar em jogo limpo é preciso acreditar que eles possam dizer algo assim: “Pôxa, que pena, perdemos a eleição… Chato, não? Vamos ter de começar tudo de novo”. Os proprietários do MST vão aceitar, de boa, a devolução das diretorias que ganharam no Incra, ou a ausência de seis ministros de Estado em suas “feiras”? E as viagens ao exterior? E o resto da manada que está ganhando mais de R$ 70 mil por mês em conselhos de estatais e desfrutando das demais maravilhas da máquina estatal?

Essa gente toda está disposta a ficar lá por toda a eternidade, como acontece nos regimes que lhe servem de modelo, e tem os meios materiais para isso — só precisa continuar a fazer o que está fazendo.

O Brasil tem um deserto pela frente. No momento não há oásis à vista.

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Tenso: Lula parte para cima dos EUA e rebate o presidente Biden; ENTENDA

Foto: Divulgação/G7 

No encerramento do G7, em Hiroshima, no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom em relação a Joe Biden, dizendo que o discurso do presidente americano não fala em paz, mas em “ir para cima do [presidente da Rússia Vladimir] Putin” e que isso, segundo ele, não ajuda na resolução do conflito no Leste Europeu.

O presidente brasileiro disse ainda que países do chamado Sul Global, os emergentes, querem encontrar a paz que o Norte, se referindo aos países ricos, não está conseguindo alcançar.

Lula questionou se os jornalistas tinham acompanhado o discurso de Biden em dois momentos. No primeiro, afirmou que o presidente americano exige da Rússia abandonar a guerra.

“Ontem, vocês viram o discurso do presidente Biden? Sabe, que não fala em paz. Ele fala que a Rússia tem que abandonar, sabe? Eu não sei se ela vai abandonar. Eu acho que é preciso, então, ter gente que possa construir uma saída para que se encontre a paz”, afirmou Lula.

Na segunda vez em que repetiu a pergunta sobre a fala do presidente americano foi mais enfático e disse que a exigência de Biden, de rendição russa, não ajuda a encerrar o conflito.

“Ontem vocês viram o discurso do Biden? De que tem que ir para cima do Putin até ele se render e pagar tudo que estragou? Esse discurso não ajuda. Na minha opinião, o que ajuda é um discurso que diz, ‘vamos sentar primeiro, vamos esfriar a cabeça, vamos começar a conversar’, e às vezes leva tempo”, disse o presidente brasileiro.

Lula tinha amenizado o tom sobre os americanos depois da declaração feita em abril, nos Emirados Árabes Unidos, de que Europa e Estados Unidos contribuem para prolongar a guerra. A fala levou a Casa Branca a dizer que Lula “‘papagueia’ propaganda russa”.

Na cúpula do G7, portanto, Lula voltou a criticar a posição dos americanos sobre a guerra.

CNN


New York Times chama Lula de “aliado da Rússia”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Reportagem do jornal New York Times publicada neste domingo, 21, chama o presidente Lula de “aliado próximo da Rússia”. Na notícia, a repórter Motoko Rich observa que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tentou se encontrar com o petista, em uma reunião bilateral. Lula, contudo, “fugiu”.

“Zelensky continuou esses esforços no Japão, onde se encontrou com o primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia, um país que aprofundou os laços econômicos com a Rússia à medida que os aliados da Ucrânia se distanciavam”, constatou a jornalista. “O presidente Lula, do Brasil, um aliado próximo da Rússia, também está em Hiroshima.”

A reunião entre Lula e Zelensky não teria ocorrido por causa da “incompatibilidade” com a agenda do petista. Um dos objetivos da ida de Zelensky à cúpula do G7 era aproveitar o evento para se reunir com os líderes de países que se manifestaram neutros em relação ao conflito, como o Brasil e a Índia.

“Encontrei-me com quase todo mundo, quase todos os líderes, e todos eles têm suas próprias agendas, então acho que foi por isso que não pudemos nos encontrar com o presidente brasileiro”, disse Zelensky, em uma entrevista coletiva.

Perguntado se estava triste com o que ocorreu com Lula, Zelensky respondeu em tom irônico: “Eu acho que ele ficou decepcionado”.

Visita de Celso Amorim
A Ucrânia teve agendas anteriores com o governo brasileiro para tratar do conflito. Em 2 de março, Zelensky e Lula conversaram por telefone. Na ligação, o petista reiterou a disposição do Brasil para se alcançar um acordo de paz e o presidente ucraniano convidou Lula para uma visita a Kiev.

Depois, em 10 de maio, o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, viajou à capital ucraniana e se reuniu com Zelensky. Amorim afirmou que “o diálogo foi positivo, de criação de confiança, visando a explicar nossos objetivos para a paz”.

O presidente ucraniano, no entanto, afirmou querer continuar o diálogo com o governo brasileiro.

Créditos: Revista Oeste.