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Sampaoli no comando do Flamengo — Foto: André Durão / ge


A panela de pressão do Flamengo parece não aliviar independentemente dos resultados. Com cobranças internas e externas, o clube chega para o clássico com o Fluminense nas oitavas da Copa do Brasil tentando administrar o vestiário, mesmo que a confiança em Jorge Sampaoli exista.

Antes do treino de hoje, o presidente Rodolfo Landim, vice-presidente de futebol Marcos Braz, o diretor-executivo Bruno Spindel e o membro do Conselhinho Diogo Lemos se reuniram com os jogadores e comissão.

Apesar de alguns enxergarem certo exagero no retrato do momento e a diretoria entenda que não há grandes problemas, existe a sensação de que é preciso haver mais união para vencer a fase conturbada.

Grupos divididos?

Uma possível tensão entre David Luiz e Gabigol como lideranças de vestiário foi exposta nos últimos dias, mas há quem garanta que essa distância entre eles não é recente.

Os dois nunca foram melhores amigos e têm estilos diferentes. Algumas cobranças do zagueiro, por exemplo, soaram como repetitivas dentro do grupo e geraram algum incômodo.

Se fala que David constantemente dá sermões, cobra profissionalismo ou tenta ditar algumas ações. Esse papel de ser voz ativa aumentou ainda mais depois da saída de Diego Ribas.

Alguns jogadores, de fato, têm relacionamento distante, mas se respeitam, apesar da falta de intimidade. Internamente isso é visto como normal em um grupo de mais ou menos 30 atletas.

Em festas de aniversário de alguns atletas, por exemplo, nem sempre todos estão presentes. Antes isso costumava ser mais comum.

Nomes de mais peso, como o capitão Everton Ribeiro, optam por não tomar lados e mantêm a boa relação com todos.

Confiança no trabalho

Com relação a Sampaoli, o grupo não tem uma tensão com o treinador no momento. Pessoas ligadas ao clube e a jogadores garantem que o clima é de paz.

Um ponto de reclamação teve a ver com o longo período sem folgas. A primeira foi apenas 29 dias depois da chegada do argentino ao clube.

Há um entendimento geral de que a carga física aumentou e muito após a contratação de Sampaoli. Neste aspecto específico não há discordância, apenas uma sensação de que isso pode estar ligado ao aumento no número de lesões na temporada.

O que gerou atrito foi viajar com lesionados, como aconteceu no caso de Marinho. Ele não aceitou a recomendação de ir para o Chile e, por isso, acabou afastado e multado.

Indireta

As indiretas em redes sociais também aparecem às vezes. Uma das mais marcantes foi de Gabigol publicando que apenas Arrascaeta o encontrava em campo.

Às vésperas do Fla-Flu pela Copa do Brasil, o uruguaio apareceu nas redes sociais também em tom de desabafo. “Como diz a frase: juntos somos mais fortes, semana de decisão. Vamos fazer tudo de novo”, escreveu.

Informações UOL


Divulgação
Imagem: Divulgação

A venda de carros zero-quilômetro sofreu forte queda nos últimos dias, à espera de detalhes do plano do governo federal para baratear os veículos novos. O relato foi feito ao UOL Carrospor diversas redes de concessionárias que, de forma unânime, observam um forte movimento de desistência e até cancelamento das compras, o que impactou no atingimento das metas estabelecidas para o mês.

Segundo relatos, muitas dessas metas já estavam em vias de serem cumpridas até a véspera do anúncio feito por Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas já se sabe que não serão alcançadas.

“Depois do anúncio começou uma correria de clientes para cancelar as compras. Tínhamos uma meta de 50 carros no mês, que já estava batida, e no fim das contas vamos cumprir 40 com muito esforço. Foram mais de 10 cancelamentos em menos de uma semana. Nós nunca tivemos que lidar com esse tipo de incidente antes”, disse uma das fontes que trabalha também com vendas de carros abaixo dos R$ 120 mil, que é o valor teto do programa.

Outra entrevistada disse que até as vendas de carros de categoria superior caíram, além de que nem os seminovos ficaram de fora do prejuízo. Isso levou a loja a colocar uma faixa no lado de fora dizendo que estão praticando “descontos antecipados” de 2% do valor de tabela.

O mercado está parado. Por enquanto, nem a fabricante e nem o lojista sabem o que fazer. Muita gente aguardava o anúncio para fechar negócio e agora vai esperar até a divulgação de todas as informações, que deveriam ter saído no máximo em até 24 horas após o pronunciamento”none Cassio Pagliarini da Bright Consulting.

Na última quinta-feira (25), Alckmin anunciou a intenção do governo de, através da redução de tributos como IPI e PIS/Cofins, baratear os preços de carros zero-quilômetro de até R$ 120 mil. Os descontos implicariam em redução de até 10,96% no preço final dos veículos, mas a definição do programa ainda passará pelo ministério da Fazenda, que dará um parecer em até 15 dias após o anúncio do vice-presidente.

Os reflexos dessa decisão impactaram as projeções sobre o desempenho do mercado, em linha com a realidade do chão de loja. Cassio traz números que ajudam a dar maiores dimensões dos danos, que mesmo antes do fechamento do mês, já configuram os resultados.

“No início do mês, a projeção para o mês era de 181 mil vendas, entre automóveis e comerciais leves. A primeira quinzena foi muito boa e seguiu esse número. A partir do momento que foi anunciado que no dia 25 teria uma reunião, o número de vendas começou a cair. A gente foi vendo isso e rebatendo com os nossos estudos, que são feitos diariamente. A gente projeta que, no fim das contas, o mês vai fechar em 166 mil”, explica.

Medo do desconhecido

Seguramente, qualquer desconto é bem-vindo. Mas resta saber se será suficiente para atingir o objetivo pretendido. Além disso, ainda desconhecemos o que as montadoras pretendem fazer para oferecer automóveis mais acessíveis, considerando que a margem de lucro de carros de entrada já é baixa e não dá para retirar itens de segurança obrigatórios nem aumentar o nível atual de emissões”noneRicardo Bacellar da Bacellar Advisory Boards.

Para o especialista, a recuperação da indústria automotiva brasileira, que há três anos sofre com baixas vendas e elevada capacidade ociosa das fábricas, não passa apenas por corte de impostos e linhas de financiamento mais acessíveis: é preciso recuperar o poder de compra dos cidadãos.

“Apenas subsídio não resolve o problema. Precisamos de projetos estruturantes, que incluem aumento na renda média, mais empregos e menos tributos”, afirma.

A reportagem procurou também a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que afirmou que não iria se pronunciar sobre o tema antes do dia 2, quando divulgará seus próximos resultados.

Informações UOL Carros


Miriam Leitão diz que governo Lula está “entre ruim e o pior”

Foto: Reprodução/GloboPlay

Com histórico de simpatia ao petista e à agenda de esquerda, jornalista se tornou crítica contumaz de Lula

A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna no jornal O Globo, nesta quarta-feira (31), criticou o senso de ocasião do presidente Lula e a falta de percepção política do petista, que “deixou para a última hora a negociação em torno da medida provisória de reestruturação”.

– (…) E quando isto acontece, o Congresso tem uma arma a mais para apontar em relação ao Planalto, que é o fantasma de cair a medida provisória. Ou seja, de voltar a estrutura do mandato anterior. O governo está assim entre o ruim e o pior – disse Leitão, evidenciando mais um fracasso da articulação política deste atual governo.

A colunista destacou o substitutivo do deputado Isnaldo Bulhões, que foi aprovado em comissão mista, na última semana, e que derreteu as atribuições do Ministério do Meio Ambiente, e retirou poderes do Ministério dos Povos Indígenas – mais uma derrota aviltante do governo Lula.

– Pior ainda é cair a MP, que a um dia de caducar, precisa passar nas duas casas – observou Miriam, que admitiu que “o governo está com a faca no peito porque não fez articulação”.

– Este erro é um resumo das atitudes errôneas que o governo Lula tem cometido, de não se envolver na articulação, de não dar poderes a quem articula, de ser dúbio – criticou.

A cronista política se mostra decepcionada com o rumo do governo petista e adverte para um erro gravíssimo que prospera ante a inércia de Lula e seus asseclas na articulação política: ter a própria base governista votando contra projetos de interesse do Planalto.

– (…) No caso do marco temporal, Lula foi derrotado pela oposição e também por parte da própria base, com partidos como MDB e União Brasil votando contra a posição do governo. Quando se fala da votação da MP na comissão mista, com o esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente, o próprio PT votou a favor da proposta do deputado Isnaldo Bulhões – completou.

Pleno News 


Ministro também afirmou que crime de associação criminosa prescreveu. Julgamento continua.

STF condena Collor por esquema de corrupção

STF condena Collor por esquema de corrupção 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (31) para condenar o ex-senador Fernando Collor de Mello a oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro (veja abaixo os votos até a publicação desta reportagem). 

Em relação a um terceiro crime, alvo de divergência entre os ministros, o de associação criminosa, Moraes considerou que houve prescrição, ou seja, já se esgotou o prazo para punir o delito.

O Supremo retomou o julgamento da ação penal contra o ex-senador Fernando Collor e outros dois réus (entenda mais abaixo). É o sétimo dia de sessão. 

Na quinta-feira (25), por 8 votos a 2, a Corte condenou Collor e os outros dois envolvidos. Agora, os ministros definem a chamada dosimetria da pena. 

Até a publicação desta reportagem, os ministros votaram da seguinte forma: 

Pena de 8 anos e 6 meses

  • André Mendonça 
  • Nunes Marques
  • Dias Toffoli 
  • Gilmar Mendes 
  • Alexandre de Moraes 
  • Luiz Fux
  • Luís Roberto Barroso 
  • Cármen Lúcia

A posição de Moraes diverge do entendimento do relator da ação, ministro Edson Fachin, que propôs que Collor seja condenado a 33 anos de prisão. 

  • Collor – 8 anos e 10 meses no regime fechado
  • Luis Pereira Duarte de Amorim – 3 anos no regime aberto
  • Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos – 4 anos e 6 meses no semiaberto

Em penas superiores a oito anos de prisão, o regime prisional é fechado. Mas a definição da pena não significa que Collor será preso imediatamente. Isso porque, no Supremo, os ministros costumam determinar o início do cumprimento da pena após os chamados segundos embargos, que são recursos que pedem esclarecimentos sobre o julgamento, caso sejam apresentados. 

O caso – que é um desdobramento da Lava Jato – envolve Collor e outros dois réus, os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos. Amorim é apontado na denúncia como administrador de empresas do ex-senador. Ramos segundo seria o operador particular do ex-parlamentar. 

Inicialmente, na denúncia do Ministério Público, Collor foi acusado de receber R$ 29,9 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. No entanto, para os ministros, a propina seria de R$ 20 milhões.

Informações G1


Valor foi empenhado de segunda para terça, quando governo buscava aprovar MP que reorganiza ministérios. Lento ritmo de liberação de emendas é uma das queixas de parlamentares contra o governo.

Câmara aprova texto-base do marco temporal sobre demarcação de terras indígenas

Em apenas um dia, o governo liberou R$ 1,7 bilhão de reais em emendas parlamentares. Os valores foram empenhados nesta terça-feira (30), data da votação do projeto do marco temporal e quando havia a expectativa de votar a medida provisória que reorganiza a Esplanada dos Ministérios. Os dados são do portal do Orçamento Federal. 

Até a segunda-feira (29), o governo tinha liberado R$ 3,16 bilhões em emendas. Até o dia 30, a soma chegou a R$ 4,87 bilhões. 

Em relação ao fim da semana passada, houve uma liberação de R$ 100 milhões para a bancada do PT na Câmara. 

Grande parte dessa verba foi para os partidos do chamado Centrão. 

Os deputados do PSD foram beneficiados com R$ 190 milhões. Já a bancada do PL recebeu mais de R$ 250 milhões de reais. 

Deputados do PP, o partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), obtiveram mais de R$ 175 milhões. E os do União Brasil, R$ 98 milhões. 

Câmara aprova texto-base do marco temporal sobre demarcação de terras indígenas 

Liberações até 30 de maio

Deputados por bancada:

  • PT: R$ 496, 4 milhões
  • PSD: R$ 402,5 milhões
  • PL: R$ 424,1 milhões
  • PP: R$ 375,2 milhões
  • União: R$ 310, 8 milhões
  • MDB: R$ 281,9 milhões
  • REP: R$ 310, 8 milhões 

Liberações até 26 de maio

Deputados por bancada:

  • PT: R$ 346,1 milhões
  • PSD: R$ 234, 8 milhões
  • União: R$ 212 milhões
  • PP: R$ 199, 2 milhões
  • MDB: R$ 176, 5 milhões

Informações G1


Foto: Reprodução

Feira de Santana é um dos municípios no país que será contemplado com o programa + Pecuária Brasil [busca o melhoramento genético para bovinocultura tanto pra leite quanto pra corte], cuja iniciativa é da CONAFER (Conferência Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais).

O lançamento ocorre nesta quarta-feira (31), às 10h, em Brasília (DF), e será transmitido pelo canal da CONAFER no YouTube. Técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura foram convidados a participar do evento. 

O programa +Pecuária Brasil consiste no melhoramento genético por meio de inseminação artificial. Será implantado em Feira de Santana através de acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura e a CONAFER com duração de até 4 anos – é renovado a cada 12 meses através de termo aditivo – sem custos a Prefeitura. 

“Com essa iniciativa vamos melhorar a produtividade da região com alta performance animal. Isso vai resultar em ganho na produção leiteira e na carcaça animal, potencializando cortes nobres nas carnes bovinas, além de agregar valor imensurável aos produtores no âmbito final do programa”, afirma o engenheiro agrônomo da Prefeitura, Joedilson Freitas.

A Prefeitura ficará responsável em cadastrar os pequenos e médios produtores rurais e disponibilizar o técnico responsável para acompanhar o andamento dos trabalhos. Já a CONAFER vai fornecer os insumos e executar o programa. 

“Nesta etapa estamos atendendo todos os produtores rurais que já receberam treinamento no SENAR. Mas a ideia é expandir a todos que tenham interesse e que se enquadrem nos critérios da CONAFER” , informa o engenheiro agrônomo. Para isso deverão se dirigir até a Seagri para agendamento da visita dos técnicos na propriedade. 

Entre os requisitos para o produtor participar é do rebanho estar vacinado contra a aftosa e brucelose, além dos animais vermifugados, em atividade pecuária e a propriedade com curral em condições de uso e pasto que supra as necessidades nutricionais do animal principalmente em períodos de seca.

Secom


Foto: Reprodução

A Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri) está realizando o recadastramento de tanques e cisternas na zona rural. A iniciativa busca mapear a quantidade de reservatórios existentes e definir os períodos de abastecimento.

O recadastramento é feito à medida que vai chegando as solicitações de abastecimento. Para isso, o morador deve entrar em contato pelo Whatsapp (75) 9 9919-6153, ou aplicativo Fala Feira 156 ou por ligação através da central 156. É preciso informar nome completo, CPF, telefone para contato, endereço e ponto de referência. Vale destacar que é importante enviar fotos do reservatório e a localização fixa – quando o contato é feito pelo Whatsapp.

Conforme o último mapeamento da Seagri, havia 1.054 reservatórios cadastrados distribuídos nos distritos de São José/Maria Quitéria (453), Jaguara (439), Bonfim de Feira (120), Governador João Durval Carneiro/Ipuaçu (28) e Tiquaruçu (14). 

O secretário de Agricultura, Pedro Américo, observa que o recadastramento vai contribuir para atender a demanda real, uma vez que muitos locais já possuem abastecimento por água encanada, além de avaliar as condições sanitárias adequadas do reservatório.

“Isso vai ajudar a definir na programação do abastecimento quais são as prioridades, a exemplo de pessoas acamadas, com deficiência, entre outras. Vai evitar que os moradores fiquem sem água e garantir o reabastecimento em data fixa”, explica.

SECOM


Foto: Divulgação


O aeroporto de Salvador registrou, em abril, a taxa média de 79,7% de ocupação em voos nacionais, a maior entre os principais aeroportos do país. Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que a capital baiana superou São Paulo (Guarulhos), que ficou com média de 78,7%; Rio de Janeiro (Galeão), com 77,3%; Belo Horizonte (Confins), que registrou 75,5%; Brasília, na marca de 73%; e Recife, onde a taxa foi de 78,5%. 

No mesmo período, o número de passageiros em voos internacionais no estado baiano foi o maior da região Nordeste, conforme números também da Anac. O aeroporto de Salvador recebeu 21.287 estrangeiros, deixando para trás Recife, com 20.510 passageiros vindos do exterior, a segunda melhor colocação entre os aeroportos nordestinos. 

Para o gerente de Marketing e Negócios do Salvador Bahia Airport (Rede Vinci), Marcus Campos, “o aeroporto de Salvador se consolida como protagonista na recuperação do tráfego aéreo, no pós-pandemia, fazendo com que, além de estratégico, ele seja um eixo de conexão com todo o Brasil e destinos do exterior”. 

De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), os resultados estão em sintonia com o trabalho desenvolvido pelo órgão, para o incremento do setor. “Esse bom desempenho, na ocupação de voos domésticos e atração de turistas internacionais, demonstra que o trabalho conjunto de todos os agentes que fazem o turismo baiano, tendo à frente o Governo do Estado, está no caminho certo. É um esforço diário, que tem feito a Bahia ocupar posições de liderança”, comemorou o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar.  

Informações Bahia Notícias


Foto: Pixabay


De fato, algumas pessoas são mais atrativas para os pernilongos do que outras. Isso é explicado por um fator: os odores expelidos pelo corpo.

Os insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) reconhecem o cheiro de suas “presas” através das antenas. A diferença de cheiros de cada um depende de diversos fatores:

Dióxido de carbono (CO2): os mosquitos, assim como outros insetos hematófagos, são atraídos pelo CO2 emitido durante a nossa respiração. Consequentemente, pessoas que exalam mais CO2 geralmente são mais atrativas. No entanto, não existem condições que façam uma pessoa exalar mais CO2 do que outras, então não dá para saber quem está mais em risco.

Suor e temperatura corporal: substâncias expelidas durante a transpiração, tais como ácido lático, ácido úrico e amônia, são atrativas para os mosquitos. Além disso, o aumento da temperatura corporal durante exercícios físicos também pode atrair mais pernilongos.

Bactérias presentes na pele: um estudo demonstrou que pessoas com grande abundância e baixa diversidade de bactérias na pele são mais atrativas para os mosquitos.

Gestação: as gestantes são bastantes atrativas para os mosquitos, simplesmente porque elas exalam mais CO2 e apresentam um aumento da temperatura corporal.

Fatores genéticos: cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine chegaram à conclusão de que os genes de cada indivíduo têm forte influência no quanto as pessoas são picadas por mosquitos. A partir de testes em gêmeos univitelinos (que possuem material genético idêntico) e bivitelinos (com genes divergentes), os pesquisadores encontraram uma nítida correlação quanto ao comportamento dos mosquitos: nos gêmeos idênticos, os insetos distribuíram suas picadas igualmente. Nos fraternos, tinham sempre um preferido.

Cheiro: pesquisadores concordam que os insetos escolhem suas vítimas baseados no cheiro do corpo.

Fator hereditário: outro estudo porém argumenta que a atração aos mosquitos é tão hereditária quanto a altura ou a inteligência. Agora, novos experimentos precisam definir qual parte dos cromossomos determina o que os mosquitos mais gostam nas vítimas —e se de fato eles acham o sangue doce.

Fontes: Filipe Dantas-Torres, veterinário especialista em parasitologia e pesquisador do Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz); e Reginaldo Peçanha Brazil, doutor em parasitologia pela Universidade de Liverpool e pesquisador titular da Fiocruz no Rio de Janeiro

Informações Viva Bem UOL


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto - 29.mai.2023 - Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto Imagem: 29.mai.2023 – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tortura, espancamento, asfixia, violência sexual, prisões arbitrárias, censura, repressão e violações de direitos humanos. Num informe produzido por uma missão criada pela ONU, é refutada a tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a situação na Venezuela seria apenas uma “narrativa” criada contra Nicolas Maduro. Segundo as conclusões do inquérito independente, crimes contra a humanidade ocorreram no país.

Nesta semana, o presidente brasileiro contestou a pressão internacional contra o venezuelano e alertou que uma “narrativa” havia sido criada para abalar o governo Maduro. A frase de Lula causou polêmica, com governos sul-americanos rebatendo a forma pela qual Lula descreveu a situação.

Se retomar a relação diplomática com Caracas era vista como um gesto importante por parte do Brasil, o entusiasmo de Lula com Maduro criou constrangimentos, mesmo entre diplomatas.

Na comunidade internacional, ninguém nega que a pressão sobre Maduro existiu e fazia parte de uma operação liderada por Donald Trump e seus aliados. Mas, diante da necessidade hoje de seu petróleo, governos estrangeiros reavaliam como retomar a relação com Caracas, inclusive por parte dos europeus.

Entre ativistas de direitos humanos e organismos internacionais, o temor é de que a repressão dos últimos anos seja ignorada, em nome de um “novo capítulo” na normalização da relação com os venezuelanos.

Para esses ativistas, os crimes já estão registrados.

Num informe detalhado sobre as operações de repressão na Venezuela contra a oposição, uma missão estabelecida pela ONU alertou no final de 2022 que as agências de inteligência militares e civis do estado funcionam para implementar um “plano orquestrado nos mais altos níveis do governo para reprimir a dissidência através de crimes contra a humanidade”.

Antes, em 2020, a mesma missão alertou que o presidente Nicolas Maduro e outros membros do alto escalão do governo estavam cientes das violações e deram apoio e ordens aos grupos que levaram adiante tais atos. O inquérito sugeriu que o Tribunal Penal Internacional considerasse ações legais contra os responsáveis.

De acordo com o inquérito, Maduro e outros líderes sabiam, coordenaram ou contribuíramnos atos criminosos. Desde 2014, 3,4 mil opositores políticos teriam sido presos e a repressão era “uma política de estado”. Segundo o inquérito, Maduro chegava a saltar a cadeia de comando dos militares para dar ordens diretas em certos casos.

Dois anos depois, no novo informe, a missão apontou que Maduro “orquestrou” o plano e constatou o papel de indivíduos em diferentes níveis nas cadeias de comando para suprimir a oposição ao governo.

Tais atos envolveram a prática de atos de tortura extremamente graves que equivalem a crimes contra a humanidade. O documento foi produzido pela Missão Internacional Independente de Investigação de Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela (FFMV). A missão foi proposta no Conselho de Direitos Humanos da ONU e aprovada pela maioria dos países.

“De acordo com a análise da Missão e as informações recebidas, dissidentes reais e supostos e opositores do governo foram alvos de detenção com base em critérios que incluíam sua suposta participação em conspirações contra o governo, seus papéis de liderança ou potencial de liderança, seus papéis dentro da oposição política, suas críticas públicas ao governo e, em alguns casos, seu potencial de serem submetidos a atos de extorsão”, disse o informe.

“Em certos casos, o presidente Nicolás Maduro e outras pessoas de seu círculo íntimo, bem como outras autoridades de alto nível, estavam envolvidos na seleção dos alvos”, denunciam.

Entre as medidas de tortura realizadas pelo estado venezuelano, a missão criada pela ONU identificou:

  • Espancamento de vários detentos, inclusive com objetos como um bastão
  • Asfixiar detentos com sacos plásticos ou granadas de fumaça;
  • Aplicação de “señorita”, um dispositivo de tortura para colocar corpos em tanques de água;
  • Aplicar choques elétricos contra os detentos, inclusive nos testículos dos detentos;
  • Cometer atos de violência sexual, inclusive estupro de detentos com varas de madeira;
  • Ameaçar os detentos de estuprar e matar membros de suas famílias se eles não fornecessem determinadas informações;
  • Colocar alfinetes nas unhas dos detentos;

No documento, o grupo detalha os papéis e contribuições de vários indivíduos em diferentes níveis das cadeias de comando dentro dessas agências e pede às autoridades que investiguem suas responsabilidades.

“Nossas investigações e análises mostram que o Estado venezuelano conta com os serviços de inteligência e seus agentes para reprimir a dissidência no país”, constata.

“Ao fazê-lo, crimes graves e violações dos direitos humanos estão sendo cometidos, incluindo atos de tortura e violência sexual”, disse. “Estas práticas devem cessar imediatamente, e os indivíduos responsáveis devem ser investigados e processados de acordo com a lei”, disse Marta Valiñas, presidente da missão.

No mesmo documento, o grupo destaca ainda a situação no estado Bolívar do sul do país, onde atores estatais e não estatais cometeram uma série de violações e crimes contra as populações locais em áreas de mineração de ouro.

Para chegar às conclusões, a missão realizou 246 entrevistas confidenciais, presenciais e remotas. Além disso, analisou arquivos de casos e outros documentos legais. Devido a uma contínua falta de acesso ao território venezuelano desde sua criação em 2019, a Missão realizou visitas a áreas ao longo das fronteiras do país.

“A Venezuela ainda enfrenta uma profunda crise de direitos humanos, e nossos relatórios de hoje destacam apenas dois aspectos desta situação. Exortamos a comunidade internacional a continuar a acompanhar de perto os desenvolvimentos na Venezuela e a monitorar se estão sendo feitos progressos confiáveis no avanço da justiça, da prestação de contas e do respeito aos direitos humanos”, disse Valiñas.

Entre os responsáveis pelos crimes, a missão destacou o papel da Direção Geral de Contra-espionagem Militar (DGCIM) e o Serviço Nacional de Inteligência Bolivariana (SEBIN) – na prática de violações dos direitos humanos desde 2014. Algumas dessas violações equivalem a crimes contra a humanidade.

No total, a missão internacional registrou 122 casos de vítimas que foram submetidas a tortura, violência sexual ou outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, perpetrados por agentes do estado. A tortura foi praticada na sede dos órgãos em Caracas e em uma rede de centros de detenção secretos em todo o país.

Já a inteligência venezuelana tem torturado ou maltratado detentos – incluindo políticos da oposição, jornalistas, manifestantes e defensores dos direitos humanos – principalmente no centro de detenção El Helicoide em Caracas. “A missão investigou pelo menos 51 casos desde 2014. O relatório detalha como as ordens foram dadas por indivíduos nos mais altos níveis políticos a funcionários de nível inferior”, constata. Tanto o SEBIN quanto a DGCIM fizeram amplo uso da violência sexual e de gênero para torturar e humilhar seus detentos.

Plano colocado em ação por Maduro

Uma das queixas da missão da ONU é de que as autoridades venezuelanas não conseguiram responsabilizar os autores dos crimes e nem reparar as vítimas em um contexto em que as reformas judiciais anunciadas a partir de 2021 não conseguiram resolver a falta de independência e imparcialidade do sistema judiciário.

“As violações e crimes cometidos pelo SEBIN e DGCIM continuam até hoje. As mesmas estruturas, dinâmicas e práticas permanecem em vigor, enquanto funcionários relevantes continuam a trabalhar para as agências, e em alguns casos foram até promovidos. A análise da Missão detalha ainda como estes esforços foram colocados em ação pelo Presidente Maduro e outras autoridades de alto nível como parte de um plano deliberado do Governo para suprimir as críticas e a oposição”, destacou.

“As violações dos direitos humanos pelas agências de inteligência do Estado, orquestradas nos mais altos níveis políticos, ocorreram em um clima de quase completa impunidade. A comunidade internacional deve fazer tudo para garantir os direitos das vítimas à justiça e às reparações”, disse Francisco Cox, membro da missão.

Informações UOL