
Pai e filha acabaram presos em flagrante após agredirem uma médica no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, no Rio de Janeiro, durante a madrugada do último domingo (16/7).
Segundo informções do G1, o caso ocorreu após ambos exigirem atendimento, o que fez com que uma paciente em estado grave fosse a óbito na sala vermelha do hospital.
De acordo com a polícia, André Luiz do Nascimento Soares, que estava acompanhado da filha Samara Kiffini do Nascimento Soares, 23 anos, chegou ao hospital com um ferimento sem gravidade.
Funcionários pediram que ambos aguardassem atendimento e, insatisfeito com a demora, os dois quebraram a unidade de saúde e agrediram uma médica de plantão, que teve cortes internos na boca e precisou de cinco pontos. Além disso, invadiram a sala vermelha, reservada a pacientes graves.
“Diante dessa confusão, a médica que estava na sala de atendimento foi saber o que estava acontecendo. Foi ofendida, foi agredida, recebeu soco no rosto. Por causa desse soco, ele teve um corte na parte interna da sua boca, onde ela precisou tomar quatro ou cinco pontos. Ela cai no solo, ele chutou ela no chão junto com a sua filha, a Samara”, relatou o delegado Geovan Salomão Omena.
Segundo testemunhas, André ficava com as mãos para trás, supostamente portando uma arma. Um dos pacientes, que estava em estado grave, ficou sem monitoramento da equipe médica por causa do caos no hospital e, quando os profissionais chegaram até ele, já estava morto.
Ambos, pai e filha acabaram presos por homicídio doloso e podem responder por dano ao patrimônio público, além de desacato.
O delegado Geovan Omena considerou a situação inadmissível e chamou o ato de irresponsável. “É inadmissível uma conduta dessa onde, por uma situação banal, onde não houve ausência de atendimento, ele causou um dano patrimonial naquilo que é o pronto socorro das pessoas, onde salvam vidas. Eles tiraram a vida de uma pessoa por conta desse ato irresponsável”, afirmou.
Créditos: Metrópoles.
Milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria há quase uma década; desde então, apesar de esforços para resgatá-las, muitas seguem desaparecidas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/I/w/rQpHUDSTCG4FOCx7EBFw/b38c3f00-1f58-11ee-941e-23d1e9ab75fa.jpg)
Meninas Yazidi em um campo de refugiados — Foto: BBC
Em 2014, milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.
Outros yazidis iniciaram uma operação de resgate quase imediatamente, mas hoje, quase uma década depois, a tarefa não está concluída.
Em novembro de 2015, Bahar e seus três filhos pequenos foram vendidos pela quinta vez.
Ela foi uma das muitas mulheres yazidis que foram feitas prisioneiras pelo EI quando o grupo entrou em seu vilarejo no distrito de Sinjar, no norte do Iraque, 18 meses antes.
Os yazidis são uma minoria religiosa e étnica que vive no Iraque há mais de 6 mil anos, mas foram rotulados como “infiéis” pelo autodenominado Estado Islâmico.
O grupo já havia levado o marido e o filho mais velho dela. Bahar acredita que os dois foram baleados e enterrados em uma vala comum.
A mulher lembra como ela e algumas crianças estavam todas enfileiradas em uma sala, chorando porque pensavam que seriam decapitadas. A realidade é que elas estavam sendo vendidas.
Foi quando o verdadeiro horror começou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/b/K/SLJEioTJSkJ4mPrCKUXA/8ab433c0-1f59-11ee-941e-23d1e9ab75fa.jpg)
Bahar Elias passou 18 meses como prisioneira e escrava do grupo autodenominado Estado Islâmico — Foto: BBC
Bahar diz que teve que servir aos combatentes do EI, tornando-se propriedade deles.
“Eu tinha que agir como se fosse sua esposa, sempre que eles quisessem. Eles poderiam me bater se quisessem.”
Seus filhos tinham menos de 10 anos e também foram espancados. Sua filha foi atingida no rosto com a coronha de um rifle.
Um de seus “proprietários” era um tunisiano chamado Abu Khattab.
“Ficamos na casa dele, mas ele me emprestou para outras pessoas para que eu pudesse trabalhar como faxineira em outras duas bases do EI. Em todos esses lugares, eu fui trabalhar, fui limpar e eles me estupraram.”
“E havia ataques aéreos o tempo todo. Os combatentes do EI corriam por toda parte, pegando armas ou se escondendo dos bombardeios. Foi um caos, foi pior que um pesadelo.”
Um dia, quando Bahar e seus filhos estavam na casa de Abu Khattab, um carro com vidros escuros parou no local. O motorista estava vestido de preto e tinha uma longa barba — não parecia diferente de nenhum dos outros combatentes do EI.
Bahar percebeu que estava sendo vendida novamente, junto com seus filhos.
Oprimida com a situação, Bahar gritou com o homem para matá-la. Ela simplesmente não aguentava mais.
Mas o que aconteceu a seguir mudou tudo.
Enquanto se afastavam, o motorista lhes disse: “Vou levá-los para outro lugar”.
Bahar não sabia o que estava acontecendo e nem se deveria confiar no homem. Ela começou a ficar ansiosa.
O homem passou o telefone para Bahar: era a voz de Abu Shuja, um homem conhecido por coordenar o resgate de muitas mulheres e crianças. Ela percebeu que o motorista comprou ela e seus filhos para que pudessem ser resgatados.
Bahar foi levado para um canteiro de obras em algum lugar perto de Raqqa, na Síria. Eles a deixaram lá e disseram que um homem viria.
A palavra-código seria “Sayeed”, e ela deveria ir embora com o homem.
E assim foi: alguém chegou de moto e pronunciou a palavra.
Ele disse a Bahar para subir na motocicleta com seus filhos e acrescentou: “Ouça, estamos em território do EI, há postos de controle. Se eles perguntarem algo, não diga uma palavra para que eles não reconheçam seu sotaque yazidi.”
Bahar diz que o homem os levou para sua casa: “Eles foram tão gentis conosco lá, pudemos tomar banho, eles nos deram comida e analgésicos e nos disseram ‘Vocês estão seguros agora’”.
Outro homem tirou fotos de Bahar e seus filhos e enviou as imagens para Abu Shuja, para se certificar de que eram as pessoas certas. Então, por volta das 3h da manhã, eles acordaram a família, dizendo que era hora de se mudar novamente.
O dono da casa onde eles estavam hospedados deu a Bahar a carteira de identidade de sua mãe e disse a ela que, se alguém perguntasse algo, ela deveria dizer que estava levando o filho ao médico.
“Passamos por vários postos de controle do EI, mas eles não nos pararam em nenhum deles.”
Por fim, chegaram a uma cidade na fronteira entre a Síria e o Iraque, e Bahar foi recebida por Abu Shuja e seu irmão.
“Eu estava à beira do colapso”, diz ela, “não me lembro de muito além disso.”
Mais de 6.400 mulheres e crianças yazidis foram vendidas como escravas depois que o EI capturou Sinjar. Outros 5 mil yazidis foram mortos no que a ONU chamou de genocídio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/h/4/RYlZRkQpqjAlzpz2aKUA/4d359920-1f5a-11ee-941e-23d1e9ab75fa.jpg)
Abril de 2023: Bahar e seus três filhos seguram fotos de seus parentes desaparecidos — Foto: BBC
Abu Shuja, que coordenou o resgate de Bahar, não era o único a se preocupar com mulheres e crianças sequestradas pelo EI.
O empresário Bahzad Fahran, que vivia fora das áreas controladas pelo EI, montou um grupo chamado Kinyat para resgatar mulheres e crianças yazidis e relatar os crimes dos combatentes do EI.
Kinyat soube que os combatentes do EI estavam comprando e vendendo online mulheres yazidis sequestradas, principalmente por meio do Telegram.
“Nós nos infiltramos nesses grupos com nomes emprestados ou usando nomes de membros do EI”, diz Bahzad.
Ele aponta para as impressões de conversas do Telegram que pendurou em suas paredes. Um deles está em inglês e promove uma menina à venda: “12 anos, não é virgem, muito bonita”.
Custou U$ 13 mil (cerca de R$ 63 mil) e foi vendida em Raqqa, na Síria. Então ele me mostrou a foto da garota posando sugestivamente em um sofá de couro.
O futuro geral dos yazidis permanece incerto.
“Os yazidis estão sob ataque há muitos séculos, e muitos da população muçulmana ainda acreditam que eles devem se converter ou morrer”, diz Haider Elias, chefe de uma das maiores organizações de apoio aos yazidis, Yazda.
“É por isso que acreditamos que o EI não representa nem o quadro completo nem o fim disso , e isso é um grande temor para os yazidis.”
Dos 300 mil yazidis que fugiram do EI deixando suas casas em Sinjar, quase metade – incluindo Bahar – continua vivendo em acampamentos na região curda do Iraque.
Eles não podem voltar para suas casas no distrito de Sinjar porque ele foi quase completamente destruído. Além disso, sua posição estratégica na fronteira Iraque–Síriatornou-se um território perigoso, onde as milícias que vieram para combater o EI lutam entre si para alcançar a supremacia.
Elias diz que a comunidade tem medo de sofrer outro massacre a qualquer momento e, por isso, muitos yazidis estão emigrando.
“Para eles, a sensação de segurança é muito importante. É um grande tema. Eles não se sentem seguros.”
Comprar a liberdade de Bahar custou cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 97 mil). Ela está agora com 40 anos, mas parece mais velha. A maior parte do cabelo, que fica sob o véu, está grisalha.
Ela vive no acampamento há oito anos desde seu resgate. Sentada em um colchão fino no chão de sua barraca, ela puxa uma pasta de plástico com fotos de seus parentes desaparecidos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/w/U/DqmgAYTKSnF2eKEUgOTQ/ccfca090-1f5a-11ee-941e-23d1e9ab75fa.jpg)
Bahar olha as fotos de seu marido e filho mais velho, supostamente mortos pelo Estado Islâmico — Foto: BBC
Bahar tem estado muito doente – física e mentalmente -, sem saber o que aconteceu com o marido ou o filho mais velho. Ela também está lidando com o trauma de ter sido estuprada em várias ocasiões.
Seus filhos permanecem consigo, mas ela diz que eles ainda estão em estado de choque e ansiosos o tempo todo.
“Minha filha tem ferimentos devido aos espancamentos que sofreu”, diz ela.
“Tenho que continuar lutando e continuar. Mas agora, e do jeito que as coisas estão, somos como mortos-vivos.”
Informações BBC
O acordo – negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia sejam exportados com segurança.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/z/H/cMk6IESGidFmJToNTNaA/2022-08-09t074019z-807690517-rc2vsv9go6le-rtrmadp-3-ukraine-crisis-grain-ship-departure.jpg)
Navio carrega grãos após sair do porto da Ucrânia — Foto: Serhii Smolientsev/REUTERS
Um acordo que reduziu os preços de alimentos em mais de 20% globalmente deve expirar na terça-feira (18), informou a Rússia.
O pacto – negociado em julho de 2022 – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia fossem transportados pelo Mar Negro com segurança.
A invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços globais dos grãos disparassem. Dessa forma, o pacto buscava reduzir o preço dos produtos, segundo a Organização das Nações Unidas.
A parceria é importante porque a Ucrânia e a Rússia estão entre os maiores exportadores de commodities do mundo e impactam no preço de produtos mundialmente.
Quase 33 milhões de toneladas métricas de milho, trigo e outros grãos foram exportados pela Ucrânia. Sob o acordo, o último navio deixou a Ucrânia no domingo.
Os russos ameaçaram sair do pacto porque suas demandas para melhorar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. A Rússia também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres.
A Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e as Nações Unidas de que é contra a extensão do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, informou a agência de notícias RIA nesta segunda-feira, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou a repórteres que os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje.
Ele disse que a decisão de não renovar o acordo não está relacionada a um ataque noturno na ponte entre a Rússia e a Crimeia, que ele chamou de “ato terrorista” e culpou a Ucrânia.
Os militares ucranianos sugeriram que o ataque poderia ser algum tipo de provocação da própria Rússia, mas a mídia ucraniana citou fontes não identificadas dizendo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estava por trás do incidente.
“Assim que a parte russa dos acordos for cumprida, o lado russo retornará à implementação deste acordo, imediatamente”, acrescentou Peskov.
Informações G1

Duas pessoas morreram no início da noite deste domingo (16), após se envolverem em um acidente de trânsito na BA-120, trecho que liga os municípios de Valente e Santaluz.
De acordo com o Portal Calila Notícias, parceiro do Acorda Cidade, as vítimas estavam a bordo de uma motocicleta, quando foram atingidas por um veículo modelo RAV4 da Toyota.
Ainda segundo o Portal, o condutor do veículo é um médico que estava seguindo para a cidade de Santaluz, onde daria plantão.
Uma das vítimas foi identificada como ‘Roque Pisos’, que trabalhava como pedreiro. Já a segunda pessoa, era a irmã, que não teve o nome divulgado.
*Acorda Cidade

Uma cobertura com quase 4 mil metros quadrados de área, anunciada como a “maior do Brasil”, está à venda por R$ 59 milhões. O imóvel fica na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro e, segundo o anúncio, está em fase de registro no Guinness Book.
Aos interessados, a imobiliária aceita ofertas, segundo Henrique Martins, responsável pela venda do imóvel. Já sobre as dívidas de IPTU, que chegam a quase R$ 1 milhão, ele disse que não tem autorização para comentar.
Com vista à beira-mar, o imóvel se assemelha a um palacete dos anos 50. Os 3.900m² são divididos em quatro andares, cinco suítes, 12 banheiros, jardim suspenso com piscina, saunas seca e a vapor, spa, churrasqueira, sala de jogos, pub, galerias e salões interligados por uma escadaria de mármore.
Os pisos de mármores italianos e espanhóis ornam com as obras de artes e móveis franceses, italianos e tapeçarias árabes. O local foi palco de inúmeras festas da alta sociedade carioca com ilustres visitas de membros da sociedade internacional.
De acordo com o corretor, o imóvel não tem um giro de visitas comum comparado aos outros e explica o preço de R$ 59 milhões: “são várias razões. A vista, o tamanho, a nobreza dos materiais construtivos do imóvel e o valor histórico da propriedade”, diz Henrique Martins, ao UOL.
O local foi residência dos Guinle nos anos 50, uma tradicional família da elite carioca desde o século 19. Atualmente, pertence à família Fragoso Pires, que vive até hoje no imóvel, mas decidiu colocar à venda há cerca de 10 anos.
Cinco pessoas moram no imóvel. Uma delas é Angela Fragoso Pires, a proprietária. Para manter o local, são necessários quatro funcionários fixos, fora empresas de jardinagem e manutenções.
“O patriarca faleceu e não faz sentido uma viúva morar num palácio desses, sozinha e com empregados”, explicou Martins.Continua após a publicidade

De acordo com o jornal O Globo, a cobertura do edifício Tucumã tem uma dívida acumulada de IPTU desde 2019, com débitos de R$ 674.896,11 inscritos na Dívida Ativa da Procuradoria-Geral do Município (PGM).
Existe também uma cobrança administrativa, de R$ 121.567,59, do carnê de 2022, e R$ 66.092,49 até junho deste ano, já vencidos e não pagos, com incidência de juros e correção. A soma da dívida ultrapassa R$ 862 mil.
O UOL procurou Angela e seu advogado José Guilherme Romano para comentarem sobre as dívidas do imóvel, mas, até a conclusão da reportagem, não tivemos retorno.

Informações UOL

O Vitória está de volta ao G-4 da Série B após bater o Novorizontino, em mais um “jogo de seis pontos”, na noite deste domingo (16). Osvaldo e Camutanga foram os heróis da partida que terminou em 2 x 1, no Barradão, pela 17ª rodada da competição. Com o resultado positivo, o Leão subiu para o quarto lugar, com 31 pontos.
Os donos da casa abriram 2 x 0 no primeiro tempo. Em contra-ataque, Mateus Gonçalves avançou pela direita e cruzou rasteiro para Osvaldo. Com calma, o camisa 11 dominou e empurrou para o gol aos 33. Menos de 10 minutos depois, o Rubro-Negro mostrou a força da bola parada. Wellington Nem cobrou falta na área e Camutanga subiu mais que todo mundo para ampliar o placar com uma bela cabeçada.
Já na etapa final, o Novorizontino pressionou e diminuiu aos 23, com um gol de Geovane. Marlon cobrou escanteio na cabeça do volante, que desviou para o fundo da rede. Do outro lado, o Leão, fechado, conseguiu segurar o resultado.
A Segundona continua e o Vitória terá mais um confronto direto na próxima quarta-feira (19), quando visita o Sport na Ilha do Retiro, às 21h30. A partida é válida pela 18ª rodada – a penúltima do primeiro turno da competição.

O Bahia acumula mais um jejum indigesto de triunfos. Com a derrota por 2 x 0 para o Athletico-PR, neste domingo (16), o Tricolor somou seis partidas consecutivas sem vencer e ainda pode terminar a 15ª rodada do Brasileirão na zona de rebaixamento após estacionar nos 13 pontos.
O técnico Renato Paiva admitiu a queda de rendimento do Tricolor, na Arena da Baixada, que deu oportunidade para o Furacão fazer dois gols ainda no primeiro tempo. “Um cenário ruim. Jogamos em um campo muito difícil, contra uma boa equipe. Nos primeiros 20 minutos jogamos bem, incomodamos. Em dois lances sofremos dois gols. Na segunda etapa, criamos, mas não fizemos o gol”, analisou.
No entanto, o treinador defendeu o seu trabalho no Esquadrão e disse estar “confiante” mesmo diante da temporada em baixa. “Renato Paiva não é o problema. Se fosse o problema, o time não jogava tão bem vários jogos que tem jogado.” De acordo com ele, sete meses de trabalho não são suficientes para fechar um elenco.
“Eu não faço milagre. Para um elenco com 20 jogadores novos, muitos torcedores acham que sete meses é muito tempo. Qualquer treinador gostaria de ter um elenco fechado no primeiro dia de trabalho. É continuar trabalhando e tendo paciência, tirar as coisas boas e ruins e continuar.”
O Bahia volta a entrar em campo no próximo sábado (22), quando recebe o Corinthians na Arena Fonte Nova. O confronto, marcado para as 18h30, é válido pela 16ª rodada da Série A.
*Metro1

Três homens foram presos suspeitos de sequestrar um motorista de um caminhão e roubar o veículo, na tarde de domingo (16), na BR-116, entre as cidades de Araci e Tucano, a cerca de 250 quilômetros de Salvador
Segundo o comandante do 16⁰ Batalhão de Polícia Militar (BPM/ Serrinha), tenente-coronel Antônio Batista de Macedo Júnior, as equipes da unidade foram acionadas pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), seguiram o veículo e fizeram a abordagem.
Os três suspeitos estavam dentro do caminhão. Uma pistola calibre 380 usada para ameaçar a vítima foi apreendida com o trio.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que a vítima foi deixada pelos homens na cidade de Araci. O grupo, o veículo e a arma apreendida foram apresentados na Delegacia Territorial (DT) de Serrinha.
*G1

O advogado João Vitor Rossi, de 26 anos, viu o próprio rosto ser usado por um perfil estranho e diferente do dele no WhatsApp para pedir dinheiro. Um tio quase emprestou R$ 1.450.
O caso ocorrido no início do ano não passava de um golpe. Mesmo avisado, o WhatsApp manteve no ar a conta, que já mudou a foto para a de outra pessoa – provavelmente, para continuar a aplicar fraudes. Condenados na Justiça a suspender o perfil, os responsáveis pelo aplicativo ignoraram a decisão. Agora, terão de pagar R$ 5 mil a Rossi.
O golpe que usou a foto de Rossi é comum: um criminoso coleta imagens da pessoa nas redes sociais, finge ser ela no WhatsApp e passa a acionar parentes e amigos da para obter dinheiro.
O principal problema é ter a sua imagem e nome vinculados ao golpe/crime. Você fica refém da situação, não pode parar por conta própria o perfil que está usando o seu nome indevidamente para cometer crimes. João Vitor Rossi, advogadonone
Após contato da reportagem, o WhatsApp afirma que não se pronuncia sobre casos específicos.
Rossi conta a Tilt que tentou de tudo para evitar que conhecidos caíssem no estelionato. Conseguiu. Não teve a mesma sorte com o WhatsApp.
Após dois contatos com o serviço de atendimento do app, recebeu como resposta uma mensagem automática, que não solucionava a questão.
O que me deixou mais impactado foi o fato de empresa ser omissa. Mesmo sendo confeccionado o Boletim de Ocorrência, o suporte do aplicativo nada fez para colocar um ponto final nisso, inclusive a minha imagem foi utilizada por mais de um mês. João Vitor Rossinone

Indignado, Rossi entrou na Justiça para pedir que a conta do golpista fosse deletada e que ele recebesse indenização por danos morais.
Em resposta ao processo, o WhatsApp argumentou que não poderia atender ao pedido porque “inexiste falha na prestação dos serviços que oferece por ausência de provas de acesso a dados a partir do aplicativo”.
Informou ainda que Rossi confirmou que “os criminosos utilizaram uma outra linha telefônica que é estranha e distinta, sem qualquer relação com sua linha”.
Em janeiro, a Justiça decidiu a favor do advogado e concedeu uma tutela de urgência para que o app bloquear o número do golpista, mas a ordem não foi cumprida.
Em junho, em nova decisão, o juiz Felipe Ferreira Pimenta, do Juizado Especial Cível e Criminal de Santa Adélia (SP), condenou o Facebook por não cumprir a ordem de bloqueio do contato telefônico que aplicava golpes no WhatsApp.
Apesar de atualmente o WhatsApp estar debaixo do guarda-chuva da Meta, o alvo da ação foi o Facebook por existir um precedente do STJ destacando que a rede social responde pelos atos do aplicativo de mensagens.
Para o juiz Pimenta, há uma relação de consumo entre as partes e, por isso, o Código de Defesa do Consumidor deve ser aplicado.
Não se pode esquecer, ainda, de que o nome e a imagem do autor foram utilizados indevidamente, violação que gera o direito à reparação, decorrente do desrespeito a seus direitos de personalidade. E, por fim, que o requerido (Facebook) descumpriu cláusula contratual que ele mesmo propaga. Felipe Ferreira Pimenta, juiznone
O magistrado entendeu ainda que a indenização é devida, pois houve falha na prestação de serviços e violação de direitos de personalidade. A empresa foi condenada a pagar R$ 5 mil a João, mas já recorreu da decisão.
Enquanto isso, a conta do golpista no WhatsApp segue ativa. Tanto que a foto de Rossi já deu lugar à de outra pessoa.
O fato de o perfil continuar no ar me deixa preocupado porque ele pode a qualquer momento utilizar novamente a minha imagem e o meu nome. João Vitor Rossi
Informações UOL

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos Deputados, e Jullyene Lins viveram um relacionamento por dez anos, desde 1996. No dia 5 de novembro de 2006, seis meses após terem se separado, Jullyene diz ter sido agredida e estuprada pelo parlamentar depois de ele saber que ela estaria se encontrando com um homem. “Ele dizia: ‘Sua puta, sua rapariga, você quer me desmoralizar?’, enquanto puxava meu cabelo e me batia. Quando me deu uma rasteira, eu caí, e ele começou a me chutar”, contou Jullyene, 48, a Universa, repetindo o depoimento dado à polícia de Alagoas há 17 anos e que consta no boletim de ocorrência, registrado no dia da agressão relatada e ao qual a reportagem teve acesso.
Universa também teve acesso ao processo que ela moveu na Justiça alagoana contra Lira por violência doméstica, aos depoimentos de quatro testemunhas e ao laudo médico que atestou hematomas nas pernas e nos braços. O caso se estendeu até 2015, quando o Lira já era deputado federal e deveria ser julgado pelo STF(Supremo Tribunal Federal). Foi absolvido após Jullyenne mudar seu depoimento. Hoje, ela diz que foi ameaçada por ele: se não retirasse a queixa, perderia a guarda dos dois filhos, hoje com 17 e 23 anos.
A reportagem procurou o deputado Arthur Lira e pediu uma entrevista, assim como a que foi feita com Julyenne. Por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “não está respondendo a qualquer veículo sobre esse assunto de ordem familiar”. Mesmo após insistência e envio de perguntas e das declarações de Jullyene que seriam publicadas, a resposta foi de que, por decisão dele e de seus advogados, não haveria manifestação.
No boletim de ocorrência, Jullyene disse que foi ameaçada de morte. Consta no documento que ele batia nela “dizendo que ia matá-la para ficar com os filhos”. O caso ocorreu após ele ter tido “ciúme por a mesma estar almoçando com outra pessoa”, ainda segundo o B.O.
Em janeiro de 2021, quando Lira era candidato à presidência da Câmara, Julyenne revelou as agressões ao jornal “Folha de S.Paulo”. Em junho deste ano, em uma entrevista para a Agência Pública, Jullyene falou pela primeira vez sobre a violência sexual que diz ter sofrido naquele mesmo dia. O relato foi confirmado a Universa e complementado com a informação de que ela demorou para entender que havia sofrido um estupro.
“Tive o entendimento há uns três ou quatro anos, vendo reportagens e divulgações na internet sobre o assunto. Me senti enojada, suja, horrível”, diz.
Segundo Julyenne, o presidente da Câmara telefonou para ela e questionou o fato de ela estar em um barzinho, falando que ia até sua casa para que eles conversassem pessoalmente. “Quando abri a porta, ele já me deu um soco. Começou a me chutar. Foi muito humilhante”, conta. A violência, segundo ela, escalonou.
Arthur Lira teria empurrado ela contra a parede, a esganado e dito: “Você está procurando homem? Não quer homem? Tá, vadia? Tá atrás de homem pra fu***?”. Nesse momento, diz, foi violentada.
“Ele ficou por cima de mim. Eu esperneava, gritava, pedia socorro, enfim. Ele fez o ato e eu não consegui me desvencilhar. Só escapei no momento em que ele foi se arrumar. Mas já estava muito machucada. Corri para a cozinha. Vi a babá do meu filho e pedi para ligar para minha mãe. Mas ele me puxou pelo braço e continuou as agressões”, relata. Ela afirma que era agredida com tapas também na hora da violência sexual.
A mãe e o irmão de Jullyene foram até sua casa. “Minha mãe o tirou de cima de mim”, conta.
O relato da babá à polícia confirma a versão de Jullyene, assim como os do irmão e da mãe dela, que dizem tê-la encontrado caída no chão.
Ao chegar à delegacia, em Maceió, Jullyene diz ter “travado”. “Era um lugar cheio de homens, eu ia falar de uma pessoa conhecida, que era deputado estadual”, diz, referindo-se ao cargo que Lira ocupava na Assembleia Legislativa de Alagoas. “Eu ia falar que tinha sido violentada sexualmente e me responderiam: ‘Mas ele é seu marido. Qual o problema?'”, conta. No depoimento dado à Justiça, Jullyene diz que ouviu de Arthur Lira outra ameaça: “Onde não há corpo, não há crime.”
No laudo do exame de corpo de delito realizado em Jullyene, ao qual Universa teve acesso, os peritos atestaram que houve “ofensa à integridade corporal e à saúde da paciente”. Ela apresentava hematomas nas seguintes regiões: lombar, glúteo, rosto, coxas, antebraços e parte posterior das pernas.
Arthur Lira foi intimado duas vezes a prestar depoimento sobre a denúncia, mas não compareceu à 1ª Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos das Mulheres, de acordo com documento assinado pela titular, Fabiana Leão Ferreira.
O desembargador Orlando Monteiro Cavalcanti Manso relatou no processo o desprezo de Lira pela justiça de Alagoas. Em declaração, disse que um oficial de Justiça ouviu do político: “Eu recebo já essa merda”, ao tentar lhe entregar uma intimação. Arthur Lira chegou a ser afastado de suas funções como deputado após esse comportamento e, apesar de Manso ter dado voz de prisão por coação do curso do processo, não houve punição.
O magistrado disse, ainda, que no curso do processo, “tornou-se clarividente a personalidade violenta do réu, não só com sua ex-esposa”.
Manso não julgou o caso. Em 2011, quando Lira assumiu seu primeiro mandato como deputado federal, o processo foi transferido para o STF.
Arthur Lira foi julgado e absolvido em 2015, nove anos após a denúncia, quando já estava exercendo seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. A decisão coube ao STF —o placar da votação foi de 5 a 3. Tanto Jullyene quanto seus familiares e a babá mudaram seus depoimentos no processo. Ela detalha o motivo:
“Ele foi à minha casa, me ameaçou. Não sei nem como conseguiu entrar no condomínio. Bateu na mesa e eu até assustei. Perguntei o que estava fazendo ali, e ele falou que eu ia mudar meu depoimento, falar que me enganei, que estava medicada, alguma coisa, ou iria tirar meus filhos de mim”, conta Jullyene.
A reportagem questionou a equipe do deputado sobre essa acusação especificamente, mas não houve resposta.
“Ele dizia: ‘Vou tirar os meninos de você e vou acabar com a sua vida. E você vai me pagar se não fizer isso. Acabo com a sua vida. Dentro de Alagoas, do Brasil, você não vai ser ninguém’. Jullyene conta que ficou com medo e pediu à mãe, ao irmão e à babá que também mudassem o depoimento.
“Sou responsável por isso e não me isento da minha culpa.” Hoje, ela não tem mais contato com os filhos e chora ao falar deles.
Jullyene não sabe se vai abrir outro processo contra Arthur Lira por violência sexual. “Tenho que falar com meus advogados. Eles estão vendo como podemos proceder, porque ele já foi inocentado. Então não se ainda dá ou se vai valer a pena”, disse a Universa.
Questionada sobre por que voltar a falar sobre o que viveu, ela diz que tomou a decisão “para encorajar outras mulheres” a denunciarem.
Se você está sofrendo violência doméstica, seja ela física ou psicológica, ou conhece alguém que esteja passando por isso, pode ligar para o número 180, a Central de Atendimento à Mulher. Funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo Whatsapp no número (61) 9610-0180.
Para denunciar formalmente, procure a delegacia próxima de sua casa ou então faça o boletim de ocorrência eletrônico, pela internet.
Outra sugestão, caso tenha receio em procurar as autoridades policiais, é ir até um Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) da sua cidade. Em alguns deles, há núcleos específicos para identificar que tipo de ajuda a mulher agredida pelo marido precisa, se é psicológica ou financeira, por exemplo, e dar o encaminhamento necessário.
Informações UOL