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Parte dos parlamentares desejam que o patamar da LDO seja parecido com os das emendas de relator, que faziam parte do orçamento secreto

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Congresso Nacional está se movimento para aumentar o valor das emendas parlamentares para 2024. A mobilização está sendo promovida pelo Centrão, que pede para que as emendas de comissão totalizem um valor de R$7,5 bilhões neste ano.

O debate ganhou projeção após a discussão sobre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 no Congresso. Parte dos parlamentares desejam que o patamar da LDO seja parecido com os das emendas de relator, que faziam parte do orçamento secreto. O relator do texto, deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), também defende as emendas obrigatórias e o cronograma de pagamentos.

Quem decide sobre o pagamento das emendas parlamentares tanto as individuais como a de bancada é  o Palácio do Planalto, através da Secretaria de Relações Institucionais.

Até o dia 10, foram R$15,2 bilhões em emendas individuais reservadas, um valor que é 71% do total previsto para 2023 inteiro. Em emendas de bancada, o total carimbado foi de 60%, um quantitativo de R$ 4,6 bilhões.

Informações Bahia.ba


Ação da PM da Bahia nas ruas de Salvador
Ação da PM da Bahia nas ruas de Salvador Imagem: SSP/BA

As polícias da Bahia, estado comandado pelo PT há 16 anos, mataram mais pessoas em supostos confrontos do que todas as forças policiais dos Estados Unidos juntas no ano de 2022. O UOLcomparou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Mapping Police Violence, dos EUA.

As polícias da Bahia mataram 1.464 pessoas em intervenções em 2022. Nessa estatística, o estado não diferencia a Polícia Civil da Militar. Já nos Estados Unidos, as forças de segurança mataram 1.201 pessoas.

Os dados da letalidade baiana são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, enquanto os números dos EUA foram extraídos do Mapping Police Violence, uma organização que reúne e publica as estatísticas dos mortos pelas polícias norte-americanas, que contam com aproximadamente 18 mil corporações em todo o país. Os dados do Mapping Police Violence do ano passado foram divulgados pelo jornal britânico The Guardian.

Ao UOL, a professora e pesquisadora de Harvard Yanilda Gonzales ressalta a confiança no levantamento das duas instituições e indica um cenário assustador no Brasil. 

Em declaração após a chacina, o governo da Bahia classificou os mortos por policiais de bandidos. Procurada pela reportagem na sexta, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia defendeu que as mortes causadas por PMs têm sido reduzidas em 2023 (leia mais abaixo).

Famílias denunciam abusos. Neste ano ainda não há levantamento fechado do primeiro semestre, mas só nas últimas duas semanas pelo menos 29 pessoas foram mortas pela polícia na Bahia.

O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) se opõe, com isso, às promessas da gestão Lula (PT), embora não haja plano concreto do governo federal para solucionar a questão.

Yanilda Gonzales diz que a situação da Bahia deveria entrar no radar das autoridades internacionais por ter uma taxa de letalidade comparável à de um país de 330 milhões de habitantes, embora a população baiana fique em torno de 15 milhões de moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Continua após a publicidade

Deveria ser declarada uma emergência nacional. Um estado do tamanho da Bahia matou mais pessoas que as 18 mil polícias dos Estados Unidos. Um país que tem 330 milhoes de habitantes. Onde está o debate no Brasil sobre essas mortes? Como pode ser possível ter essa magnitude tão grande num estado só? 
Yanilda Gonzales, pesquisadora de Harvard (EUA)

Ao UOL, o fundador do Mapping Police Violence, Samuel Sinyangwe, ressaltou o componente racial no perfil das vítimas das polícias.

Embora as taxas de violência policial nos EUA sejam extraordinariamente altas entre as democracias ricas, nações como Brasil, Venezuela e Filipinas apresentam taxas ainda mais altas. A pesquisa comparativa sugere que nações com histórico de dominação colonial, escravidão e desigualdade racial persistente têm taxas mais altas de violência policial. Expor e erradicar esses sistemas de opressão é a chave para resolver esse problema. 
Samuel Sinyangwe, especialista em segurança pública

Sob qualquer critério de uso da força, estamos falando de uma força policial que produz muita morte, com letalidade muito alta. A mensagem é o quanto é absurdo o que está acontecendo na Bahia.
Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

14.fev.2023 - O presidente Lula (PT) ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT)
14.fev.2023 – O presidente Lula (PT) ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) Imagem: Ricardo Stuckert

Críticas após governador e Lula falarem do tema

Tanto Lula quanto o governo da Bahia, quando comentaram o assunto, foram criticados pelas declarações problemáticas.Continua após a publicidade

Após semanas em silêncio, Lula disse que a polícia tem de saber “diferenciar pobre de bandido”. A prerrogativa das polícias militares, no entanto, é entrar em confronto armado apenas em situações extremas contra criminosos.

Já o governo da Bahia, primeiramente, chamou os suspeitos que foram mortos por policiais de “homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros criminosos”. 

Segundo o governador, ele e o goveno federal estão em “diálogo permanente” e ele “apura eventuais excessos cometidos pelas corporações”. Por enquanto, foi o que falaram sobre o assunto. Foram procurados pelo UOLpara comentar sobre a comparação com os EUA, mas ainda não enviaram resposta.

Chacina mata jovens e destrói famílias

A letalidade policial deixa pelo caminho famílias destruídas. No ano passado, a chacina da Gamboa, na Bahia, matou Alexandre dos Reis, 20, filho de Silvana dos Santos, 42.

Ela conta que o filho foi levado para uma casa abandonada antes de ser morto.Continua após a publicidade

A polícia já tinha matado outros dois e levou meu filho ainda vivo. Eu cheguei lá e me apresentei como mãe dele. Eles me destrataram e apontaram a arma para a minha cabeça. Quando virei, eles dispararam três tiros contra meu filho.
Silvana dos Santos, mãe de jovem morto pela polícia da Bahia

Ela e outras mães e moradores da comunidade lutam até hoje por Justiça. O caso está ainda na fase judicial, à espera do julgamento dos PMs envolvidos.

Eu me sinto até hoje desprotegida. O policial é uma pessoa que deveria me proteger, não me matar. Se a polícia matou meu filho, ela me matou também.”

Herança de Rui Costa, hoje ministro

A gestão de Rui Costa (PT) como governador ficou marcada pela explosão de mortes praticadas por policiais na Bahia.

Chefe do Executivo entre 2015 e 2022, ele viu as mortes por membros das forças de segurança saltarem 313% e baterem recorde no ano passado. Hoje, ele é ministro da Casa Civil e um dos mais próximos interlocutores de Lula.Continua após a publicidade

Durante sua gestão na Bahia, Costa deu declarações defendendo as polícias em episódios de morte.

Há na Bahia uma articulação político-jurídica de não deixar responsabilizar a Polícia Militar. Eles têm um acordo de letalidade, que vem apresentando um resultado que, para nós, é de um genocídio.
Wagner Moreira, coordenador do grupo Ideas e articulador do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste

Segundo ele, os movimentos sociais que lutam contra a violência policial denunciaram em várias ocasiões Rui e sua gestão pela falta de ações para reduzir a letalidade e pela falta de transparência dos dados.

O governo Rui Costa implementou um controle social da população preta por meio da força. Não existe política pública de segurança na Bahia. A polícia está solta, matando para dar uma falsa proteção à elite, mas ela não encontra respostas positivas nos resultados.”

10.04.23 - O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião com ministros no Palácio do Planalto
10.04.23 – O presidente Lula (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião com ministros no Palácio do Planalto Imagem: REUTERS/Adriano Machado

Em seu plano de governo, Lula prometeu “amplo conjunto de políticas públicas” para combater, entre outros problemas, “a política atual de genocídio e perseguição à juventude negra, com superencarceramento, e que combatam a violência policial”.Continua após a publicidade

É imprescindível a implementação de um amplo conjunto de políticas públicas de promoção da igualdade racial e de combate ao racismo estrutural, indissociáveis do enfrentamento da pobreza, da fome e das desigualdades, que garantam ações afirmativas para a população negra e o seu desenvolvimento integral nas mais diversas áreas. Construiremos políticas que combatam e revertam a política atual de genocídio e a perseguição à juventude negra.
Proposta de governo apresentada em 2022 pela chapa de Lula e Alckmin

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou até a publicação da reportagem. Caso um posicionamento seja enviado, o texto será atualizado.

Bahia aponta diminuição de mortes

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que mortes por intervenção policial reduziram 5,8% em 2023. O governo não informou os números usados para o levantamento.

A pasta ressaltou trabalhos positivos da corporação, como apreensão de armas de fogo e de toneladas de drogas, além de ações contra o tráfico de drogas. 

Ressalta ainda que são constantes os investimentos em capacitação, tecnologia e inteligência para as forças de segurança do estado, buscando sempre, como principal objetivo, a preservação de vidas, bem como a legalidade das ações policiais. 
Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em nota enviada ao UOL

Informações UOL


O jornalista Christian Zurita passa a ter a condição de presidenciável

bandeira do equador - estado de exceção - eleição presidencial
Equador: calendário eleitoral mantido mesmo depois de assassinato de presidenciável | Foto: Freepik

O partido de Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador morto a tiros na semana passada, anunciou uma mudança nos planos para as eleições do próximo domingo, 27. O jornalista Christian Zurita, de 53 anos, agora vai assumir o lugar do amigo na disputa.

O movimento Construye chegou a nomear no sábado12 a candidata a vice-presidente Andrea González como substitua do companheiro de chapa assassinado. Entretanto, mudou de ideia com receio de a candidatura ser invalidada pelas normas eleitorais.

A lei permite que os partidos políticos escolham um substituto em caso de morte de um candidato antes da eleição. No entanto, a regra diz que, depois de inscrita, as candidaturas são irrenunciáveis e que ninguém pode concorrer a mais de um cargo.

Sendo assim, González não poderia deixar a candidatura à vice-presidência para assumir a cabeça da chapa. Dessa forma, ela segue na disputa junto com Christian Zurita.

fernando villavicencio
O então deputado Fernando Villavicencio, durante uma sessão no Parlamento do Equador; candidato a presidente ele foi assassinado – 8/12/2021 | Foto: Christian Medina/Assemblea Nacional

Partido de candidato assassinado consultou conselho eleitoral para definir substituto

O movimento alega que consultou o Conselho Nacional Eleitoral sobre as possibilidades, mas não obteve resposta. “Até o momento, não temos clareza de como podemos nem devemos proceder”, afirmou Iván González, secretário do Construye.

O partido chegou a levantar a possibilidade de González aparecer como vice na cédula no momento da votação e assumir o poder em caso de vitória. Em entrevista coletiva, ela disse que a mudança tinha o objetivo de evitar que os prazos sejam “motivo de desqualificação” da chapa.

Revista Oestecom informações da Agência Estado


O presidente embarca para o Paraguai nesta segunda-feira, 14, para o 16º destino no exterior

Lula e Janja
O presidente Lula (esq), a primeira-dama Janja e o vice-presidente Geraldo Alckmin, na ocasião da viagem do casal presidencial à Europa – 19/06/2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta segunda-feira, 14, para mais uma viagem internacional. Ele irá ao Paraguai, onde participará, na terça-feira 15, da cerimônia de posse do novo presidente paraguaio, Santiago Peña.

Segundo o Palácio do Planalto, a ida de Lula faz parte dos esforços para a “retomada da política externa” do governo brasileiro, com destaque aos países parceiros da América do Sul.publicidade

O Paraguai será o 16º destino internacional de Lula em sete meses e meio de governo. Isso corresponde a mais de duas viagens por mês.

Apenas nos cinco primeiros meses  do ano, em seis viagens a nove países, Lula e sua comitiva já tinham gastado mais de R$ 7,3 milhões apenas com hospedagem. Os gastos internacionais também incluem contratação de intérpretes e locação de veículos, por exemplo.

Veja a lista de viagens de Lula até agora

1ª viagem

  • Argentina (23 e 24 de janeiro)
  • Uruguai (25 de janeiro)

2ª viagem

  • Estados Unidos (9 a 11 de fevereiro)

3ª viagem

  • China (11 a 14 de abril)
  • Emirados Árabes Unidos (15 e 16 de abril)

4ª viagem

  • Portugal (21 a 25 abril)
  • Espanha (25 e 26 de abril)

5ª viagem

6ª viagem

  • Japão (18 a 21 de maio)

7ª viagem

  • Itália (21 a 22 de junho)
  • Vaticano (21 de junho)
  • França (22 a 24 de junho)

8ª viagem

  • Argentina (3 e 4 de julho)

9ª viagem

  •  Colômbia (8 de julho)

10ª viagem

  • Cabo Verde (19 de julho)

Na viagem ao Paraguai, Lula tem agenda com o presidente eleito Santiago Peña

Lula Peña Paraguai
O presidente Lula recebeu o presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, em maio | Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Membro do partido que domina a política paraguaia desde os anos 1950, Santiago Peña foi eleito em abril. Ministro da Fazenda durante o governo de Horácio Cartes (2013 a 2018), Peña fez uma visita ao Brasil depois da eleição, em maio.

Brasil e Paraguai têm longo histórico nas relações diplomáticas e comerciais. Dados do Banco Central paraguaio mostram que o Brasil é o principal destino das exportações do país e o segundo no ranking de importações.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro listou como pontos das conversas o combate a crimes transnacionais, as relações com o Mercosul e a parceria dos países na gestão da usina hidrelétrica de Itaipu.

Informações Revista Oeste


'Bolsonaro da Argentina' tem arrancada arrasadora nas primárias e dispara na frente; VEJA NÚMEROS

Foto: Natacha Pisarenko/ AP.

Com 97,23% dos votos apurados, Javier Milei, o candidato à Presidência de extrema direita, surpreendeu sendo o mais votado nas eleições primárias da Argentina, realizada neste domingo (13), de acordo com a contagem oficial. 

Javier Milei contava com 30,05% dos votos, ante 21,40% de Sergio Massa 21,40% e 16,98% de Patricia Bullrich. 

Javier Gerardo Milei é economista, professor e deputado, líder da coalizão política conservadora e libertária de direita La Libertad Avanza, fundada por ele em 2021. Milei defende uma mudança radical no país ao propor um plano de ajuste fiscal de 15% do PIB, privatização de empresas públicas, eliminação de controles cambiais, dolarização da economia e extinção do Banco Central, entre outras propostas. 

Milei disse a repórteres, ao votar no domingo cedo, que membros da “casta de políticos entrincheirados” estão tentando estigmatizá-lo e que a Argentina tem uma chance de mudar após décadas de fracasso. 

As prévias definem as chapas que vão concorrer na eleição presidencial de outubro. Milei concorre sozinho dentro da sua coalizão, mas tanto o governismo como a oposição tem mais de um candidato. Além de liderar o voto por chapas, Milei foi o candidato mais votado, com 7 milhões de votos. 

O ministro da Economia, Sergio Massa, ligado aos peronistas pelo “União pela Pátria”, contava com 21,40% dos votos. 

A ex-ministra da Segurança, Patricia Bullrich, lidera as primárias da coalizão de oposição “Juntos pela Mudança”, com 16,98%. No total, “Juntos pela Mudança” conta com 28,26% dos votos e o “União pela Pátria”, 27,26% – considerando os votos de seu outro candidato, Juan Grabois. 

A Argentina realiza regularmente dois tipos principais de eleições: i) eleições nacionais, para eleger autoridades federais: o Poder Executivo, composto pelo Presidente e Vice-Presidente, e o Congresso Nacional, composto por senadores (72) e deputados (257); ii) Eleições provinciais e da cidade de Buenos Aires ou locais, para eleger as autoridades de cada província: os poderes executivos das províncias e seus legislativos. Em todos os casos, o voto é universal, secreto e obrigatório para os cidadãos a partir dos 16 anos. 

A realização de segundo turno, em 19 de novembro, depende de algum candidato atingir ou não 45% dos votos, ou mais de 10 pontos de diferença em relação ao segundo colocado, superando 40% dos votos. O primeiro debate presidencial será realizado em 1º de outubro e o segundo em 8 de outubro. Caso haja segundo turno, haverá debate final em 9 de novembro. O mandato presidencial é de quatro anos, com possibilidade de uma única reeleição imediata. 

InfoMoney


Bolsonaro diz que operação da PF contra Cid tem objetivo de 'forçar delação premiada'

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste domingo (13), que as prisões de seus ex-auxiliares tiveram o objetivo de forçar delações premiadas e atingi-lo. As declarações foram dadas durante entrevista que ele concedeu a um canal no YouTube. Sorridente e descontraído, o ex-presidente não mencionou diretamente a operação da Polícia Federal deflagrada na sexta-feira (11), que investiga venda de joias que recebeu enquanto ocupava a Presidência. 

Na sexta-feira, a corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados a seus aliados em busca de provas de um suposto esquema internacional de venda de joias e bens de alto valor com que Bolsonaro foi presentado em agendas oficiais. Para a PF, o ex-presidente estaria diretamente envolvido no esquema e teria recebido dividendos das transações em dinheiro vivo. 

Sem falar especificamente na operação de sexta, Bolsonaro mencionou as prisões de pessoas de seu entorno, nomeando os ex-ajudantes de ordens, Mauro Cesar Barbosa Cid e Luis Marcos dos Reis. Os dois foram presos no dia 3 de maio no bojo da Operação Venire, que investiga fraudes nos cartões de vacinação do ex-presidente e sua filha. 

“Eu tenho dois auxiliares diretos meus presos há 90 dias. Tenho dois que não eram diretos meus que estão presos ainda, são da ativa, que são o Cid (Mauro Cesar Barbosa Cid) mais o sargento Reis (Luis Marcos dos Reis).” 

Em seguida, Bolsonaro disse que o objetivo das prisões seria forçar delações premiadas. “O objetivo é sempre uma delação premiada. Vai delatar o quê? E o outro (objetivo) é me atingir.” 

Na entrevista, ele não deu detalhes sobre quem seriam os outros dois auxiliares diretos. Além de Mauro Cid e Reis, a Polícia Federal prendeu Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal na última sexta, e Ailton Barros, militar expulso do Exército, que na campanha passada se identificava como o “01” de Bolsonaro no Rio. 

Antes de mencionar os aliados presos, Bolsonaro disse que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro “está indo muito bem” e falou dos manifestantes que também estão encarcerados. “Logicamente não esqueço o sofrimento das 200 e poucas pessoas. São seis meses presos.” 

Vaquinha de R$ 17 milhões, isenções fiscais e inelegibilidade

Bolsonaro lembrou o episódio da vaquinha feita por seus apoiadores, que lhe rendeu mais de R$ 17 milhões em doações. A entrevistadora disse “o senhor é um fenômeno, é quase pop”, e o ex-presidente interrompeu “até o Pix revelou isso aí. Eu não pedi, mas agradeço. Foi uma iniciativa de muita gente”. 

Por quase 30 minutos, o tema da conversa foram as medidas fiscais e as isenções tributárias concedidas na sua gestão. O ex-presidente reforçou que continuará atuando nos bastidores da política e nas próximas eleições. “O grande jogo vai ser em 2026. Vamos ter pelo menos um nome em cada estado. Uns 222”, disse, em referência ao número do Partido Liberal, ao qual é filiado. “Eu inelegível acho que posso trabalhar muito mais do que elegível.” 

A entrevista encerrou com comentários sobre a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal e a suposta pretensão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por uma vaga na Corte. Bolsonaro relembrou a “medalha dos três ‘is'” — imbrochável, incomível e imorrível, que usou para se referir a si mesmo — e disse “tira um e deixa infalível para Deus”. 

R7


Foto: Bruno Queiroz/ECC Bahia

Em partida disputada na manhã deste domingo (13), o Bahia foi derrotado por 1 a 0 para o Atlético Mineiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória atleticana aconteceu aos 3 minutos do 2° tempo, com o atacante Paulinho, após assistência de Hulk.

Com o resultado, o Esquadrão estacionou nos 18 pontos e pode ser ultrapassado na rodada pelo Santos, que enfrenta o Fortaleza, no Castelão. Se a equipe santista ao menos empatar, o Bahia cai da 16ª para a 17ª colocação e entra na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-MG foi aos 27 pontos e assumiu momentaneamente o 9º lugar. Em 12 jogos até agora, essa foi apenas a segunda vitória de Felipão no comando do Atlético-MG.Na próxima rodada, o Bahia recebe o RB Bragantino, no próximo domingo (20), às 16h, na Arena Fonte Nova. Fora de casa, o próximo compromisso do Esquadrão é contra o líder Botafogo, no dia 27, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

Fonte: Bahia Notícias


Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O Vitória fez valer a ótima campanha como mandante na Série B ao vencer a quinta partida seguida em casa. Na noite deste domingo (13), o Rubro-Negro se segurou diante do volume de jogo do Ceará e retomou a vice-liderança na 23ª rodada do campeonato.Léo Gamalho que marcou – de pênalti – o único gol da partida no começo do primeiro tempo e Lucas Arcanjo – dono de defesas providenciais – foram os nomes no Barradão. O jogo foi dramático até o fim, quando o Leão ainda perdeu dois jogadores por expulsão.Com o resultado positivo, o time comandado por Léo Condé chegou aos 44 pontos na tabela, atrás do Sport, que lidera com um a mais. A 24ª rodada do campeonato chega para o Vitória na próxima sexta-feira (18). Desta vez, o Leão recebe o Botafogo-SP, às 19h, no Barradão.

*Metro1


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O idoso Arnaldo Lourenço de Macedo, de 73 anos, morreu no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) em Feira de Santana, por volta de 22h55 de sábado (12), após 27 dias de internação.

Ele estava hospitalizado após sofrer uma queda de uma carroça na cidade de Capela do Alto Alegre. Segundo a requisição do relatório de necrópsia do HGCA ele sofreu múltiplas lesões pelo capotamento da carroça, teve complicações e não resistiu.

A delegada Maria Clécia Vasconcelos realizou o levantamento cadavérico.


Atual presidente, Alberto Fernandez, não irá tentar a reeleição. Sergio Massa, Patrícia Bullrich, Horácio Larreta e Javier Milei surgem como os principais nomes.

Argentinos formam fila para votar nas primárias presidenciais em Buenos Aires — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

Argentinos formam fila para votar nas primárias presidenciais em Buenos Aires — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS 

A Argentina encerrou às 18h (locais; mesmo horário em Brasília) a votação que vai definir, entre outros cargos, os candidatos presidenciais que disputarão as eleições gerais de 22 de outubro. 

Os centros de votação abriram neste domingo (13) para as primárias abertas e obrigatórias. As eleições começaram às 8h e terminaram às 18h. Segundo o governo do país, até às 19h, a participação dos cidadãos no processo foi de 68%, um pouco mais alta que em 2021 (67%). 

Os primeiros resultados são esperados para a partir das 21h30, mas no início da noite de domingo o secretário-geral da presidência da Argentina, Julio Vitobello, pediu paciência para a divulgação da votação. “Não podemos especificar um horário”, disse ele. 

O atual presidente do país, Alberto Fernandez, afirmou em abril que não irá se candidatar à reeleição. 

Patrícia Bullrich e Horácio Larreta são os principais nomes da direita-conservadora.

Patricia Bullrich durante evento em Buenos Aires em 7 de agosto de 2023 — Foto: Matias Baglietto/REUTERS

Patricia Bullrich durante evento em Buenos Aires em 7 de agosto de 2023 — Foto: Matias Baglietto/REUTERS 

Bullrich propõe remover rapidamente os controles de capital, cortar gastos para combater a inflação e reduzir os impostos sobre as exportações agrícolas, o principal motor econômico da Argentina. 

Já Larreta promete a desregulamentação dos mercados e o equilíbrio do orçamento público, embora prefira uma abordagem mais gradual e liderada pelo diálogo para evitar desencadear mais crises econômicas. 

Candidato às primárias da Argentina, Horácio Larreta, aparece durante evento em Buenos Aires em 7 de agosto de 2023 — Foto: Mariana Nedelcu/REUTERS

Candidato às primárias da Argentina, Horácio Larreta, aparece durante evento em Buenos Aires em 7 de agosto de 2023 — Foto: Mariana Nedelcu/REUTERS 

A esquerda deve ser representada por Sérgio Massa.

O atual ministro da Economia, Massa, é o principal candidato de ‘unidade’ para o grupo Union por la Patria da coalizão peronista e o distante favorito para ganhar sua nomeação. 

Massa representa a ala centrista do peronismo, a principal força política da Argentina por décadas, embora tenha uma relação mista com a poderosa ala esquerda da coalizão. 

Massa é o candidato mais popular na maioria das pesquisas de opinião. 

Sergio Massa durante evento em Buenos Aires em 19 de julho de 2023 — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

Sergio Massa durante evento em Buenos Aires em 19 de julho de 2023 — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS 

Entretanto, especialistas analisam que a crise econômica (116% de inflação) deixou muitos desiludidos com os principais partidos políticos, a coalizão governista peronista e a oposição conservadora Juntos pela Mudança. 

Isso abre portas para uma possível vitória de um candidato libertário de extrema direita que vem crescendo nas pesquisas, Javier Milei

Conhecido pelos cabelos despenteados e a típica jaqueta de couro, o economista de 52 anos propõe dolarizar a economia, fechar o banco central e erradicar vários ministérios para encolher o estado.

Javier Milei durante evento político em Buenos Aires no dia 7 de agosto de 2023 — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

Javier Milei durante evento político em Buenos Aires no dia 7 de agosto de 2023 — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

Informações G1