
O mês de setembro assume um tom especial, tingindo-se de lilás, para iluminar um tema crucial de saúde pública: a doença de Alzheimer. O dia 21 de setembro, celebrado como o Dia Mundial e o Dia Nacional de Conscientização da doença, é uma oportunidade para ampliar o conhecimento e o apoio. Sobre este assunto, a médica neurologista, Dra. Patrícia Schettini, credenciada a rede União Médica, explica sobre a complexidade dessa condição debilitante, o papel vital do diagnóstico precoce e da disseminação de informações. “A educação é nossa melhor ferramenta”, afirma Dra. Schettini. “Precisamos disseminar informações sobre o Alzheimer para que as pessoas compreendam a importância do diagnóstico precoce.”
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Alzheimer é uma forma de demência responsável por 60 a 70% dos casos no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Alzheimer estima que 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, e preocupantemente, 100 mil novos casos surgem anualmente. Esse aumento é impulsionado pelo envelhecimento da população e fatores de risco, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes.
Segundo Dra. Patrícia Schettini, “a demência neurodegenerativa é progressiva, irreversível, de causa desconhecida e com maior frequência entre os idosos. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.” É um desafio grande, mas identificar o Alzheimer no início é a chave para enfrentá-lo.
Os primeiros sintomas são frequentemente sutis, mas merecem atenção. Entre eles, a perda de memória se destaca. Dra. Schettini adverte: “Todo esquecimento deve ser investigado.” Além disso, os pacientes podem enfrentar dificuldade em resolver problemas, desorientação no tempo e espaço, tarefas cotidianas tornam-se desafios, problemas de linguagem, desorganização e alterações comportamentais. Reconhecer esses sinais iniciais é o primeiro passo”.
A médica afirma ainda que cuidar de um ente querido com Alzheimer é uma jornada emocionalmente desgastante. A Dra. Schettini ressalta que “muitas vezes, o núcleo familiar precisa de apoio psicológico.” A doença não afeta apenas o paciente, mas todo o ambiente familiar, e é fundamental buscar auxílio especializado para enfrentar os desafios que surgem ao longo do caminho.
Existem diversos fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da demência e um deles é o aumento da idade. Embora a idade tenha influência no risco de surgimento da doença, a demência não é considerada parte normal do envelhecimento.
Alguns fatores de risco podem ser modificados e outros não. A redução da pressão arterial, por exemplo, diminui o risco de acidente vascular cerebral. Já a idade ou histórico familiar não podem ser alterados.
Embora não seja possível alterar genes, existem mudanças que podem ser feitas e que ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
*Entenda quais são os 12 principais fatores de risco modificáveis*
A Alzheimer’s Disease Internacional (ADI) listou 12 fatores de risco potencialmente modificáveis que podem prevenir ou retardar até 40% dos casos de demência caso haja uma mudança, como a prevenção primária do Alzheimer.
Sedentarismo
A atividade física regular é uma das melhores maneiras de reduzir o risco de demência. Praticar exercício é bom para o seu coração, circulação, peso e bem-estar mental.
Fumar
Fumar aumenta muito o risco de desenvolver demência. Com este hábito, você também está aumentando o risco de outras condições, incluindo diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão e outros.
Álcool em excesso
A ingestão de álcool em excesso aumenta o risco de demência. O consumo nocivo de álcool é fator causal em mais de 200 condições de doenças e lesões.
Poluição do ar
Uma quantidade crescente de evidências e pesquisas mostram que a poluição do ar aumenta o risco de demência.
Ferimento na cabeça
As lesões na cabeça são mais comumente causadas por acidentes de carro, motocicleta e bicicleta; exposições militares; boxe, futebol, hóquei e outros esportes; armas de fogo e agressões violentas e quedas.
Contato social pouco frequente
Está bem estabelecido que a conexão social reduz o risco de demência. O contato social aumenta a reserva cognitiva e encoraja comportamentos benéficos.
Menos educação
Um baixo nível de escolaridade no início da vida afeta a reserva cognitiva e é um dos fatores de risco mais significativos para demência.
Obesidade
Particularmente na meia-idade, a obesidade está associada a um risco aumentado de demência.
Hipertensão
A hipertensão (pressão alta) na meia-idade aumenta o risco de demência de uma pessoa, além de causar outros problemas de saúde. A medicação para hipertensão é a única preventiva e eficaz conhecida para a demência.
Diabetes
O diabetes tipo 2 é um fator de risco para o desenvolvimento de demência futura. Não está claro se algum medicamento específico contribuí para isso, mas o tratamento do diabetes é importante por outros motivos de saúde.
Depressão
A depressão está associada à incidência de demência. A depressão faz parte do pródromo da demência (um sintoma que ocorre antes dos sintomas verificados para o diagnóstico).
Não está claro até que ponto a demência pode ser causada por depressão ou o inverso.
Deficiência auditiva
Pessoas com perda auditiva têm um risco significativamente maior de demência. O uso de aparelhos auditivos parece reduzir o risco.
Essa é a primeira publicação de uma série que será divulgada no decorrer do mês de setembro abordando temas importantes relacionados à demência.
*Fonte: ASCOM/União Médica*

Débora Nascimento falou sobre a separação de José Loreto, com quem foi casada por quatro anos, e o polêmico “Surubão de Noronha”. Convidada de Tati Bernardi no videocast “Desculpa Alguma Coisa”, de Universa, a atriz classificou o polêmico boato como uma “cortina de fumaça”.
O escândalo. Na época do surgimento da história, Marina Ruy Barbosa foi acusada de ter um caso com Loreto nos bastidores da novela “O Sétimo Guardião” (TV Globo). Débora falou ao vídeocast da dificuldade em ter de lidar com os boatos enquanto se separava de Loreto e cuidava da filha, então com dez meses — confirmando, assim, a traição.
“Eu ficava observando tudo meio que de longe, inserida naquilo tudo, e aí veio cortina de fumaça, surubão de não sei o que, uma grande cortina de fumaça pras pessoas não verem o óbvio. É uma coisa tão óbvia, fico impressionada que amigos e pessoas tão conscientes, que tem discernimento, ainda tem essa dúvida se houve ou não [traição], mas também não vale eu dizer se teve ou não. (…) Uma mãe com um neném de dez meses sendo exposta… Teve um grande surto coletivo e uma cortina de fumaça gigantesca, um monte de gente exigindo que eu defendesse o indefensável”, disse.

História surgiu em 2019. O termo “surubão de Noronha” viralizou em fevereiro daquele ano, logo após a separação de Débora Nascimento e José Loreto. A hashtag #SurubãoDeNoronha entrou nos Trending Topics do antigo Twitter e ficou entre os assuntos mais comentados da rede social – e da vida dos brasileiros.
Denúncias em perfil anônimo. O boato ganhou força nas redes sociais e virou meme após o perfil do Instagram @joseloretosafado citar, sem provas, supostas orgias que aconteciam entre famosos na pousada dos também atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O dono do tal perfil anônimo dizia ser um ex-funcionário da Globo.
“Destino preferido das celebridades”. A conta anônima afirmou: “Todos sabem que Noronha é o destino preferido das celebridades brasileiras no final de ano. Uma atriz e uma blogueira foram fazer ménage com um ex comprometido que bate ponto todo final de ano na ilha”.
Telefone sem fio. Além de Gagliasso e Ewbank, também estavam incluídos no boato Bruna Marquezine, Neymar, Fernanda Paes Leme, entre outros. A informação nunca foi confirmada, mas a brincadeira escalou, foi comentada por famosos e citada até no “Fantástico”, da TV Globo. De maneira geral, a história se tornou um verdadeiro “telefone sem fio” e muitas celebridades acabaram envolvidas.Continua após a publicidade
Acusação de traição. No mesmo período que a brincadeira surgiu, Marina Ruy Barbosa foi acusada de ter um caso com Loreto nos bastidores de “O Sétimo Guardião” (TV Globo). O rumor cresceu após diversas famosas, como Marquezine, Ewbank, Thaila Ayala e Fiorella Mattheis, pararem de seguir Ruy Barbosa nas redes sociais, como uma forma de tomar partido na defesa de Débora.
Fofocas para despistar? O perfil anônimo do Instagram que espalhou o boato do “surubão” saiu em defesa de Ruy Barbosa.
Polêmica desmentida. Porém, anos depois, alguns famosos já se posicionaram e desmentiram a polêmica. Em entrevista ao podcast “Quem Pode, Pod”, o próprio Gagliasso afirmou que o rumor foi uma “cortina de fumaça” para o possível caso de traição entre os colegas de elenco da novela.
O ‘surubão de Noronha’ nada mais é que uma cortina de fumaça para uma polêmica que aconteceu durante a novela. Essa é a verdade. Quer que eu fale quem soltou? O que organizava, né? O organizador, quem recebia as pessoas. Era na minha pousada, não era? Era Fernanda, Giovanna, eu, Neymar, Bruna [Marquezine], João Vicente — que nunca foi para Noronha. Entrou a Fiorella Mattheis, Thaila [Ayala]
Bruno GagliassoContinua após a publicidade
Além disso, ele também já falou sobre a polêmica em uma rede social. “Eu tenho muita dificuldade de negar o surubão de Noronha porque é uma história muito divertida se fosse real. Mas devo frustrá-los. Sou um pai de família apaixonado pela Giovanna sem tempo pra farra. Não me cancelem”, brincou.
Marquezine também comentou. Em participação no “Quem Pode, Pod”, a atriz se manifestou e contou que vivia fase na vida em que “nem tinha energia para transar”.
Era uma época que nem tinha energia para transar. Quem dirá para suruba. Tive essa fase que eu achava que era meio assexuada (sic), eu achei.
Marquezine

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (21), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, rebateu a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que defendeu o fim da Justiça Eleitoral.
A defesa foi feita pela petista ao contestar multas milionárias impostas ao seu partido durante discussão na Câmara sobre a PEC da Anistia. O PT foi multado pelo não cumprimento das cotas de gênero.
“Eu queria falar das multas dos tribunais eleitorais, os valores ditos aqui, R$ 750 milhões, R$ 23 milhões, isso não é multa exequível, não tem como pagar, nós não temos dinheiro. Elas (as multas) trazem a visão subjetiva da equipe técnica do tribunal, que sistematicamente entra na vida dos partidos políticos, querendo dar orientação, interpretando a vontade de dirigentes, a vontade de candidatos”, disse Gleisi na comissão.
“Isto inviabiliza os partidos […] Não pode ter uma Justiça Eleitoral… Aliás o único país do mundo que tem Justiça Eleitoral é o Brasil, o que já é um absurdo. E custa três vezes mais do que o financiamento de campanha. Talvez precisemos olhar aí para mudar”, afirmou a petista.
“O Tribunal Superior Eleitoral repudia afirmações errôneas e falsas realizadas no intuito de tentar impedir ou diminuir o necessário controle dos gastos de recursos públicos realizados pelos partidos políticos, em especial aqueles constitucional e legalmente destinados às candidaturas de mulheres e negros.
Lamentavelmente, a própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político, fruto do total desconhecimento sobre sua importância, estrutura, organização e funcionamento.
O Tribunal Superior Eleitoral atua em conjunto com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais, com 2637 juízes eleitorais e o mesmo número de promotores eleitorais, com aproximadamente 22 mil servidores e 2,2 milhões de mesários, verdadeiros agentes da cidadania.
A Justiça eleitoral não tem como única função a fiscalização da utilização de dinheiro público pelos partidos políticos, competindo-lhe, principalmente, o cadastramento – inclusive biométrico – e constantes atualizações de nossos 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores, a organização e realização das eleições e o processo e julgamento de todas as causas eleitorais.
Somos a única Democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional e não para agressões infundadas.
A vocação pela Democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e aos valores republicanos de respeito à vontade popular permanecem nesses 91 anos de existência da Justiça Eleitoral, como demonstrado nas eleições de 2022.
A Justiça Eleitoral atua com competência e transparência, honrando sua histórica vocação de concretizar a Democracia e a autêntica coragem para lutar contra as forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito e pretendem obstar que atue no sentido de garantir o cumprimento da Constituição Federal e da legislação.
ALEXANDRE DE MORAES
Presidente do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL”
Gazeta Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) emitiu uma nota após parte do conteúdo da delação de Mauro Cid, e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, ter sido revelada pelo UOL —o ex-presidente teria consultado militares sobre uma minuta do golpe entregue a ele.
Bolsonaro nega ter compactuado com “qualquer movimento ou projeto que não tivesse respaldo em lei”. O comunicado, assinado pelos advogados Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser e Fábio Wajngarten, repete que Bolsonaro “jogou dentro das quatro linhas da Constituição” —frase comumente utilizada pelo ex-presidente.
Ex-presidente “jamais tomou qualquer atitude que afrontasse os limites e garantias” da Constituição e da democracia, alega a defesa.
A defesa afirma que não teve acesso à delação e menciona ação contra “toda e qualquer manifestação caluniosa” que extrapole “o conteúdo de uma colaboração que corre em segredo de Justiça”.
Leia a íntegra do posicionamento:
A defesa do Presidente Jair Bolsonaro, diante das notícias veiculadas pela mídia na data de hoje sobre o suposto conteúdo de uma colaboração premiada, esclarece que:
1. Durante todo o seu governo jamais compactuou com qualquer movimento ou projeto que não tivesse respaldo em lei, ou seja, sempre jogou dentro das quatro linhas da Constituição Federal;
2. Jamais tomou qualquer atitude que afrontasse os limites e garantias estabelecidas pela Constituição e, via de efeito, o Estado Democrático de Direito.
3. Reitera que adotará as medidas judiciais cabíveis contra toda e qualquer manifestação caluniosa, que porventura extrapolem o conteúdo de uma colaboração que corre em segredo de Justiça, e que a defesa sequer ainda teve acesso.
Mauro Cid afirmou que Bolsonaro recebeu das mãos do assessor Filipe Martins uma minuta de decreto para convocar novas eleições, que incluía a prisão de adversários.
O então presidente submeteu o teor do documento em conversa com militares de alta patente e obteve apoio do então comandante da Marinha, almirante Almir Garnie, segundo Cid.
Investigadores vão realizar diligências para verificar a veracidade das informações apresentadas e podem chamar Cid para esclarecimentos complementares, afirma Aguirre Talento, colunista do UOL.
Informações UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje (21), por nove votos a dois, o marco temporal para demarcação de terras indígenas.
A tese do julgamento (o entendimento da Corte sobre o tema), porém, deve ser firmada na próxima quarta-feira (27) uma vez que ainda há divergências nos pontos sobre indenizações a proprietários de terra que ocuparam as áreas de boa-fé.
Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia seguiram a ala contrária ao marco temporal, já composta pelo relator, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli, que votou ontem. Para eles, a proteção dos direitos indígenas sobre as terras independe de um marco temporal.
Primeiro a votar, Fux afirmou que as terras indígenas devem ter a proteção do Estado, mesmo que ainda não tenham sido demarcadas. Cármen Lúcia afirmou que o Supremo discute um tema que envolve a “dignidade de um povo”.
As áreas ocupadas pelos indígenas e aquelas áreas que guardam ainda uma vinculação com a ancestralidade, ainda que não estejam demarcadas, elas têm proteção constitucional
Luiz Fux, ministro do STF
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo, também votou contra o marco temporal, mas fez diversas ressalvas ao tema. Afirmou que era preciso estabelecer limites e defendeu a discussão sobre a exploração das terras indígenas, apontando que é preciso distinguir os interesses dos indígenas dos interesses de “tutores”.
A mim me parece que há uma concepção segundo a qual uns ficam com direito a bastante terra, e o direito também de viverem empobrecidos neste país rico
Gilmar Mendes, decano do STF
Apenas Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro (PL), se manifestaram favoráveis à tese. A discussão do tema é criticada pelo ex-presidente.
O marco temporal é uma tese jurídica que estabelece que povos indígenas só podem reivindicar as terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição, em outubro de 1988. Para os povos originários, a norma valida invasões e usurpações de seus territórios. Já ruralistas a defendem como um mecanismo de segurança jurídica.
Apesar da maioria, os ministros ainda divergem sobre as indenizações que podem ser pagas a proprietários que ocuparam terras indígenas de boa-fé, ou seja, sem histórico de esbulho (usurpação) ou conflito.
Fachin propôs que a indenização deve ser paga somente pelas benfeitorias no terreno.Cármen acompanhou o colega neste ponto, mas disse estar aberta a discutir outros modelos.
Moraes, por sua vez, sugeriu que a indenização também deve alcançar a terra nua e deve ser paga previamente ao processo de demarcação.
O voto de Moraes foi visto com preocupação por lideranças indígenas, que temem atraso nas demarcações se o pagamento da indenização for critério prévio ao processo.
A AGU (Advocacia-Geral da União) também demonstrou temor e afirmou que os pagamentos poderiam levar a um “gasto incalculável”, como mostrou o UOL.
Cristiano Zanin, por sua vez, deu um voto semelhante ao de Moraes, defendendo, porém, que a indenização não deve ser vinculada à demarcação e que o pagamento não caberá somente à União, mas também aos estados e municípios que tenham promovido a titulação indevida. Toffoli acompanhou o colega.

Para Nunes Marques, o marco temporal é a solução que “concilia” os interesses dos indígenas e dos proprietários de terras. Mendonça afirmou que a tese é um critério objetivo que “imuniza” riscos de conflitos e garante segurança jurídica.Continua após a publicidade
Posses posteriores à promulgação da Constituição Federal não podem ser consideradas tradicionais, porque isso implicaria o direito de expandi-las ilimitadamente para novas áreas já definitivamente incorporadas ao mercado imobiliário nacional
Nunes Marques
Não se trata de negar as atrocidades cometidas, mas antes compreender que o olhar do passado deve ter a perspectiva, a possibilidade de uma reconstrução do presente e do futuro.
André Mendonça
Na contramão do entendimento da maioria da Corte, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado começou a discutir um projeto de lei que fixa o marco temporal como critério para demarcação de terras indígenas.
Ontem (20), a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu vista (mais tempo de análise) e os governistas assinaram coletivamente o pedido. Com isso o texto será apreciado na próxima quarta (27).
O secretário dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou ao UOL que vê a possibilidade da proposta do Congresso cair, mesmo se aprovado.
É uma questão que mesmo que o Congresso aprove esse projeto, ele vai, querendo ou não, ser judicializado e decidido no âmbito do STF.
Eloy Terena, secretário dos Povos Indígenas
A decisão do Supremo sobre marco temporal servirá para solucionar disputas judiciais em todas as instâncias do país. Há 226 processos parados aguardando a solução da Corte.
O caso específico envolve uma disputa entre o governo de Santa Catarina e indígenas do povo xokleng, que reivindicam um território na região central do estado.
Em janeiro de 2009, cerca de cem deles ocuparam uma área onde hoje está a reserva biológica do Sassafrás, uma área de proteção ambiental. O governo pediu a reintegração de posse, e obteve em primeira instância, mas a Funai recorreu, e o caso chegou ao Supremo em 2016.
Informações UOL

O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo para derrubar o sigilo do cartão corporativo do petista.
Na peça, Marinho diz que Lula gastou R$ 8 milhões no cartão entre janeiro e julho, mais do que os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, mas não detalhou cada gasto alegando risco à segurança do presidente.
“Lula celebra que o Brasil ‘está de volta’, mas o que vemos são os R$ 8 milhões gastos abusivamente com o cartão corporativo, um recorde do PT. Diante da falta de transparência e responsabilidade com o dinheiro público, entrei com uma representação no TCU para exigir o fim do sigilo e apurar possíveis irregularidades. O povo não pode pagar pelas irresponsabilidades do governo” escreveu o senador no X, antigo Twitter.
O líder da oposição no Senado ainda disse que o sigilo “dificulta o controle social dessas despesas realizadas com dinheiro público”, diz um trecho da peça.
Portal 98FM

O Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ) tem atendido mulheres de outros estados, que se encontram no contexto de violência. Pelo menos uma vez por ano, desde 2021, o órgão atende esse tipo de caso.
As mulheres, geralmente, já residem na Bahia há algum tempo e têm conhecimento da rede de proteção em Feira de Santana. Sendo assim, mudam de cidade ou estado com o objetivo de sair desse contexto.
Os tipos de violência mais comuns são a física, a psicológica e a ameaça de morte. A coordenadora do CRMQ, Ivone Nobre, destaca quais encaminhamentos são dados a depender de qual risco a vítima apresenta no momento do atendimento.
“A mulher que é enviada para o Programa Acolhe é vítima de violência, mas que não esteja em risco iminente de morte. Já a mulher que é vítima de violência e está em risco de morte é encaminhada para a Casa Abrigo Regional Estadual, onde a localização dessa mulher é totalmente sigilosa para obter uma segurança maior”, pontuou.
O Programa Acolhe – iniciativa do Instituto Avon em parceria com a Secretaria da Mulher – e a Casa Abrigo Regional são alguns dos programas de acolhimento que dão suporte a mulheres vítimas de violência que não tenham um vínculo familiar fortalecido ou um local seguro quando é necessário o distanciamento de suas casas.
Em alguns casos, após passar um período em Feira de Santana, a mulher deseja retornar à sua família. Para isso, é feito um trabalho em rede com a Secretaria de Desenvolvimento Social para a solicitação de benefício eventual de auxílio passagem, bem como, com a rede de atendimento do município ao qual a mulher deseja retornar para a continuidade da assistência. A viagem é monitorada por um técnico do CRMQ, que a acompanha até o embarque no transporte que a levará à cidade ou estado em que deseja ficar.
O CRMQ possui uma equipe multiprofissional e atua assegurando as condições necessárias para a conquista dos seus direitos e o exercício da cidadania.

Com a proximidade do Mês das Crianças, o Boulevard Shopping deu início a uma campanha para arrecadação de brinquedos, em bom estado de conservação para doação a crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social em Feira de Santana.
Qualquer pessoa pode deixar sua doação no ponto de arrecadação em frente à loja Reserva. A campanha segue até o dia 3 de outubro. A iniciativa conta com a parceria do Instituto da Criança, Instituto Devolver e da Polícia Militar.
No local, poderão ser doados diversos brinquedos, incluindo bonecas, carros, bolas de futebol, ursos, livros, entre outros em bom estado. Ao final do período de arrecadação, as doações serão direcionadas para as instituições que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social.
“A ação em prol do Dia das Crianças reforça o nosso compromisso com a sociedade. Iniciativas como essa são fundamentais para promover e incentivar, junto aos nossos clientes, um impacto positivo em toda comunidade”, reforça André Serra, gerente de marketing do Boulevard Shopping.
Iniciativa é do Boulevard Shopping em parceria com o Instituto da Criança e a Polícia Militar; donativos podem ser entregues no ponto de arrecadação em frente à loja Reserva até o dia 3 de outubro.
Serviço:
O que: Campanha do Dia das Crianças
Quando: Até 03 de outubro
Local: Boulevard Shopping, em frente à loja Reserva.

O motociclista Wheliton Bento dos Santos, de 23 anos, morreu por volta das 3h30 da madrugada desta quinta-feira (21) na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), no bairro Calumbi em Feira de Santana.
O acidente ocorreu próximo à entrada do Conjunto Feira IX. A motocicleta em que Wheliton estava colidiu com um cavalo que estava solto na pista e que também morreu.
O jovem teve hemorragia interna e morreu no local. O delegado José Guimarães realizou o levantamento cadavérico.
Acorda Cidade

Todos os leitos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Queimadinha, estão ocupados. Motivo: 18 pessoas aguardam vaga em hospitais, na terrível fila da Regulação, uma tortura para pacientes e familiares.
De acordo com números da Secretaria Municipal de Saúde, 34 pessoas aguardavam transferência para uma unidade hospitalar na quarta-feira (20). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
Situação mais grave na UPA da Queimadinha, onde 18 pacientes esperam por transferência. Devido à lotação neste local, que possui 14 leitos, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população, em situação de urgência e emergência, dê prioridade na procura de outras UPAs e policlínicas.
No momento, seis pacientes aguardam na UPA Mangabeira e 10 nas policlínicas municipais: Rua Nova (2), George Américo (4) e Parque Ipê (4).
Entre os casos que chamam a atenção está o de um homem de 35 anos com síndromes de dores na cabeça que está há 10 dias na UPA da Queimadinha. Já na Policlínica do Parque Ipê, um homem de 59 anos que sofre com doença no aparelho digestivo espera há 19 dias a remoção para um local de alta complexidade a fim de receber o tratamento adequado.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
O Protagonista