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Em Feira de Santana, 256 casos de sífilis foram registrados entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período em 2022, 407 foram contabilizados. Conforme os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), a redução foi de 37%. Durante este mês está sendo realizada a campanha Outubro Verde, que visa alertar a população para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis congênita.

De acordo com a enfermeira referência técnica da sífilis, Larissa Gonçalves, a maior queda está relacionada a sífilis congênita, que ocorre quando a gestante transmite a doença para o feto por meio da placenta. No ano anterior, 150 foram identificados, enquanto em 2023, houve uma diminuição para 42.

“A busca ativa, o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno são fundamentais para evitar complicações. A nossa meta é zerar os casos de sífilis congênita e estamos trabalhando para isso, acompanhando e monitorando todas as gestantes que testam positivo”, ressaltou.

A enfermeira explica que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível e tem cura. Segundo ela, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue ou teste rápido.  

“A prevenção ocorre pelo uso do preservativo na relação sexual e também da realização do pré-natal das gestantes, assistência que evita mulheres grávidas de repassarem a doença para os bebês”, destacou. 

O teste para diagnóstico da sífilis é ofertado de maneira gratuita em todas as unidades da rede municipal de saúde. Para ter acesso, basta sinalizar o interesse na recepção do local e apresentar documento de identidade e cartão SUS.


Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Três homens foram assassinados a tiros no fim de semana em Feira de Santana entre a madrugada de sábado (21) e o final da tarde de domingo (22). Com estas mortes sobe para 20 o número de homicídios registrados neste mês, no município, e para 294 no ano. Quando somados aos oito latrocínios (roubo seguido de morte) confirmados de 1º janeiro até esta segunda-feira (23), o total de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) chega a 308.

Mangabeira

Tallison Campos Souza, 28 anos, foi assassinado a tiros por volta das 17h30 de domingo, na Avenida Gracindo de Freitas Medeiros, no bairro Mangabeira. Ele ainda foi socorrido por familiares para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiu. Segundo a Polícia Civil, os familiares relataram que ele foi alvejado dentro da casa onde residia. Outros detalhes ainda não foram divulgados.

Conceição

Homicídio dentro de carro no bairro Conceição
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Por volta das 9h de domingo, foi assassinado a tiros, Marcone da paixão de Jesus Santos, de 36 anos, que residia na Rua São Marcos, no bairro Conceição I, em Feira de Santana. Segundo informações apuradas pelo Acorda Cidade, ele estava dentro de um veículo S10 com o filho de 14 anos, quando foi surpreendido pelo autor do crime ao passar pela Rua Rosário, ao lado do Residencial Nova Conceição, localizado no mesmo bairro onde morava. Marcone foi atingido no ombro e na cabeça.

35º BI

Homicídio no bairro 35º BI
Foto: Delegacia de Homicídios/Polícia Civil

Por volta das 3h40 de sábado, Jorge Fernando Assis dos Santos, de 29 anos, foi assassinado com vários tiros, na Rua Olney São Paulo, situada no bairro 35º BI. O corpo foi encontrado próximo a uma motocicleta, emprestada por um amigo da vítima. 

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade


Foram três anos sem poder realizar a já tradicional caminhada do Studio Bruna Borges Pilates, devido ao longo período de pandemia do coronavírus: 2020, 2021 e 2022. Mas este ano será possível realizar mais uma edição do evento. No dia 29 deste mês, a partir das 7 horas, acontecerá a oitava edição, como sempre ao ar livre, na avenida Fraga Maia, para toda a família, com o intuito de ajudar ao próximo e cuidar da saúde.

A Caminhada Solidária do Studio Bruna Borges Pilates engloba aulão de fitdance, exercícios ao ar livre, caminhada atrás do trio, sorteios e muita música ao vivo que embalam tanto crianças quanto adultos. Este ano o evento acontecerá ao som da cantora Cecília Castelli, com a Banda On, e de Laercio Vieira, com seu aulão de fitdance.

Os interessados em participar do evento podem comprar sua camisa através do contato (75) 99302-9212. A casadinha custa R$40 e é necessário doar 1kg de alimento não perecível.

Conforme a idealizadora do evento, a fisioterapeuta Bruna Borges, as pessoas já aderiram ao evento e, apesar dos três anos de pausa por conta da pandemia, se diz muito empolgada com esta oitava edição. “Conto com a participação de todos neste evento que é pensado para a família, que reúne amigos onde todos se divertem bastante. É um domingo bem animado e, se você nunca participou, garanta já sua camisa e a sua diversão no dia 29”, declara.

Assim como na sétima edição, em 2019, este ano a organização do evento também vai utilizar o dinheiro das inscrições para comprar utensílios de higiene pessoal e doar para os que mais precisam. Sem contar com as doações que serão feitas dos alimentos não perecíveis. O evento é totalmente filantrópico”, explica Bruna Borges.

SOBRE O STUDIO BRUNA BORGES PILATES

O espaço está situado há alguns anos na avenida Fraga Maia, n° 5630. Este ano alçou novos voos e também instalou um espaço na avenida Noide Cerqueira, n° 5560 (vizinho ao laboratório Ihef). Mais informações podem ser obtidas através do telefone (75) 99122-5356 (whatsapp). Ambas as unidades funcionam das 5:00 às 21:00 e oferecem aulas de pilates, treinamento funcional, pilates para gestantes, pilates kids e treino de alta performance para atletas.


Argentina: Milei vai buscar aliança com Bullrich, que ficou em terceiro lugar

Foto: Reprodução/Redes sociais.

A euforia no bunker de Javier Milei neste domingo (22) esteve longe da vista nas eleições primárias em que saiu vitorioso, em agosto. O ultraliberal, porém, fez questão de se mostrar feliz e esperançoso com o segundo lugar e a possibilidade de ser presidente da Argentina em 19 de novembro. 

“Não deixemos de ter a real magnitude do evento histórico frente ao qual estamos. Em dois anos viemos a disputar o poder ao mais nefasto poder da história da democracia moderna”, disse ele, que teve 30,1% dos votos válidos, contra 36,4% do ministro da Economia e peronista Sergio Massa. 

Ele também indicou que buscará uma aliança com a coalizão Juntos pela Mudança para o segundo turno: “Hoje eu venho a dar por terminado esse processo de agressões e ataques e estou disposto a fazer tábula rasa para terminar com o kirchnerismo”, discursou. 

Já Patricia Bullrich, que está fora da disputa, ecoou o antikirchnerismo e admitiu erros. “Esta noite em que não alcançamos os objetivos que queríamos para a nossa Argentina, viemos para reafirmar com toda a força os valores de nossa causa […] Nossa causa vai além do momento eleitoral e de um momento de derrota. Hoje, a aceitamos.” 

Folha de SP


O PSB viu o presidente Lula (PT) transferir um ministro de seu partido para abrir espaço ao centrão na Esplanada. A mudança significou perda de poder para o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Desde então, o apoio da sigla ao governo diminuiu nas votações na Câmara.

O que aconteceu

Contra sua vontade, Márcio França precisou deixar o Ministério dos Portos e Aeroportos e ir para uma pasta menos prestigiada para que Lula tivesse como abrigar o Republicanos.

O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) tomou posse em 13 de setembro. O comportamento dos 14 deputados do partido de Alckmin mudou a partir desse dia.

Até essa data, 93,1% do PSB seguia a orientação do governo nos projetos apreciados pelo plenário da Câmara. O percentual fazia da legenda a quinta mais alinhada ao governo Lula.

Os dados são da plataforma Power BI montada pela oposição para monitorar a atividade parlamentar, à qual o UOL teve acesso.

Os números são resultado da soma dos votos de cada deputado do PSB nas 60 votações ocorridas do início do ano até 13 de setembro, data em que foi oficializada a troca no Ministério dos Portos e Aeroportos.

O ex-governador Márcio França, que foi para o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
O ex-governador Márcio França, que foi para o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte Imagem: Simon Plestenjak/UOL

PSB menos governista

Nas votações realizadas de 13 de setembro em diante, 74,5% da bancada seguiu a orientação do governo. O partido de Alckmin se tornou apenas o 12º que mais vota de acordo com os interesses do governo Lula.Continua após a publicidade

O alinhamento com a recomendação da oposição subiu para 25,5% a partir da transferência de França. Antes, o índice de infidelidade do PSB era de somente 6,8%.

Antes da mudança ministerial, deputados do partido já reclamavam da falta de emendas.Eles argumentavam que são governo e recebem menos verba que parlamentares do centrão.

Imagem

Perda de poder

Márcio França foi o político que sugeriu e azeitou a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin. Integrante de uma sigla de esquerda, aliado do vice-presidente e responsável pela articulação de uma chapa presidencial vencedora, ele ganhou um cargo no primeiro escalão.

O reduto eleitoral de França é a Baixada Santista e ser ministro dos Portos e Aeroportos era importante, já que Santos abriga o principal terminal de cargas marítimas do país.Continua após a publicidade

Além disso, França é contra a privatização do porto da cidade, posição oposta à de uma dos seus maiores adversários, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Ocorre que o substituto de França é do Republicanos, assim como Tarcísio. A situação pode ajudar o atual governador a ganhar pontos na disputa.

Acomodado no Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, França viu sua influência e orçamento minguarem.

O descontentamento com a troca ficou óbvio com a imagem de França na tribuna de honra do desfile de 7 de Setembro. Na ocasião, a transferência já estava sinalizada. Ele nem sequer se aproximou de Lula, prenunciando o que viria nas votações na Câmara.

Informações UOL


Próxima aeronave a regressar ao país será o VC-2 (Embraer 190), da Presidência da República, que aguarda autorização no Cairo (Egito)

Foto: Divulgação/FAB

O oitavo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que buscou repatriados em Tel Aviv (Israel) pousou às 4h (horário de Brasília) desta segunda -feira (23), no Rio de Janeiro (RJ).

A bordo da aeronave KC-30 (Airbus A330 200) estavam 209 pessoas e nove animais de estimação, retirados de áreas de conflitos próximas à Faixa de Gaza. Ao todo, 1.410 brasileiros, três bolivianas e 50 animais pets já foram trazidos de volta ao Brasil desde 10 de outubro, três dias após o Hamas dar início à guerra.

A próxima aeronave a regressar ao país será o VC-2 (Embraer 190), da Presidência da República, que está no Cairo, Egito, aguardando autorização para resgatar brasileiros.

No domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, em nota, que, “tendo em conta as condições locais atuais e a operação regular do aeroporto de Ben Gurion, não se preveem voos adicionais para brasileiros em Israel”.

Segundo o MRE, há um grupo de 30 brasileiros e familiares diretos que aguardam retirada da Faixa de Gaza abrigado nas localidades de Khan Younis e Rafah, nas proximidades da fronteira com o Egito. O governo brasileiro, por meio do Escritório de Representação do Brasil em Ramala, mantém permanente contato com eles.

Informações Bahia.ba


Em São Paulo, extrema esquerda queima bandeira de Israel, pede fim do país judeu e parabeniza terroristas do Hamas

Foto: Reprodução/Instagram/@pstu_oficial.

Militantes da extrema esquerda resolveram protestar neste domingo, 22. Em pauta, a guerra que ocorre no Oriente Médio. 

Na Avenida Paulista, em São Paulo, integrantes do PSTU externaram posição contra Israel, país que desde 7 de outubro virou alvo dos terroristas do Hamas. Na ocasião, lançou-se mísseis contra o território israelense. Além disso, centenas de civis foram sequestrados, estuprados e assassinados. Nem bebês escaparam. 

Apesar disso — e de terroristas do Hamas terem matado, inclusive, três brasileiros —, membros da extrema esquerda marcaram posição contra a nação agredida. E com direito a registros nas redes sociais. 

Pelo Instagram, membros do PSTU mostraram o momento em que as bandeiras de Israel e do “imperialismo” dos Estados Unidos foram queimadas. 

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No Instagram, PSTU mostra bandeiras de Israel e dos Estados Unidos pegando fogo | Foto: Reprodução/Instagram/@pstu_oficial

Fundador e presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, demonstrou que a ideia do nanico partido esquerdista vai além do sentido figurativo de queimar a bandeira israelense. Ele declarou o desejo de riscar do mapa o país judeu. Em contrapartida, o dirigente partidário defendeu a criação de um país árabe, a Palestina, no local em que existe a nação judaica. 

“Vamos derrotar o Estado sionista de Israel”, disse Zé Maria, ao discursar em cima de trio elétrico posicionado na Praça Oswaldo Cruz, entre as avenidas Paulista e Bernardino de Campos, na região central da cidade de São Paulo. “Não podemos aceitar que classifiquem qualquer ato de resistência do povo palestino como terrorismo.” 

Na sequência, o presidente do PSTU fez questão de enfatizar: está ao lado dos terroristas. “Neste momento, estamos na trincheira militar do Hamas”, disse Zé Maria. “Todo ato de força, todo ato de violência do povo palestino contra o sionismo é legítimo.” 

Ao declarar apoio ao Hamas, esquerdista chama Israel, país invadido, de “terrorista” 

Assim como outros militantes do partido da extrema esquerda, Zé Maria criticou diretamente Israel, país invadido e atacado por membros do Hamas. “Terrorista é o Estado sionista e colonialista de Israel”, afirmou. “É preciso colocar uma vez por todas um ponto final no Estado sionista de Israel, para que possa florescer o Estado palestino, laico, democrático, do Rio Jordão ao mar.” 

Por fim, o presidente do PSTU pediu para o governo brasileiro romper relações diplomáticas e econômicas com Israel. 

Revista Oeste


Javier Milei e Sergio Massa disputarão 2º turno na Argentina

Javier Milei e Sergio Massa disputarão 2º turno na Argentina

Foto: Fotos: Foto de Tomas Cuesta/Agustín Marcarian/Pool/Getty Images.

A eleição presidencial na Argentina está oficialmente marcada para um segundo turno, que ocorrerá no dia 19 de novembro. Com mais de 88% das urnas apuradas até o momento, Sergio Massa, o candidato peronista da coalizão Unión por la Patria, lidera a corrida presidencial com 36.26% dos votos. Ele competirá pelo cargo de presidente contra Javier Milei, que representa a ala ultraliberal de direita conhecida como Libertad Avanza, somando 30.20%. 

Patricia Bullrich, candidata de centro-direita da coalizão Juntos por el Cambio, encontra-se em terceiro lugar, com 23,8% dos votos, enquanto Juan Schiaretti, da coligação Hacemos por Nuestro País, está na quarta posição com 7% dos votos. 

Para evitar um segundo turno, um dos candidatos precisaria obter mais de 45% dos votos válidos ou mais de 40% com uma diferença de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. 

As eleições realizadas neste domingo (22) registraram a maior taxa de abstenção em eleições presidenciais desde 198. 

De acordo com a Direção Nacional Eleitoral, apenas 74% dos eleitores aptos compareceram às urnas. Em contraste, nas eleições de 2019, 80% dos eleitores exerceram seu direito de voto para escolher o presidente do país. 

Conexão Política


Votação na Argentina é encerrada com quase 75% de comparecimento

Foto: El Caminante/Pixabay.

A Câmara Eleitoral da Argentina informou há pouco que 74% dos eleitores aptos do país compareceram às urnas para registrar os votos na eleições gerais do país. 

O acesso aos locais de votação foi fechado às 18h. A partir de agora, será iniciada a contagem de votos. 

Os primeiros resultados parciais devem sair por volta das 22h. A expectativa é saber se haverá ou não segundo turno. 

Fonte: O Antagonista.

Artigo: O veneno antissemita
22 de Outubro de 2023

A esquerda mundial, como o PT, se uniu para acusar Israel de ter reagido aos atos de barbárie que sofreu

Manifestantes fazem ato pró-Palestina, na Cinelândia, no Rio de Janeiro (19/10/2023) | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os judeus são “o câncer da humanidade”, escreveu um militante do movimento de apoio à “Palestina” e à eliminação do Estado de Israel. “Já foi tarde”, comentou a palestrante de uma “aula pública” na Universidade de São Paulo ao dar sua opinião sobre o assassinato da jovem brasileira Bruna Valeanu, de origem judaica, na chacina terrorista contra Israel. “Nenhum judeu, em nenhum lugar do mundo, vai estar seguro a partir de agora”, ameaçou um comentarista de noticiário sobre o ataque terrorista que matou 1,4 mil civis israelenses até agora — incluindo a decapitação de bebês, o sequestro de inocentes, estupros em massa e tortura pública. Fazendo sua análise sobre esses fatos, um blogue da extrema esquerda lulista escreveu: “Não importa a cor dos gatos, o que importa é que cacem os ratos”. Eis aí, sem nenhum disfarce e sem nenhuma preocupação com as leis que proíbem o ódio racial no Brasil, os judeus sendo chamados de “câncer”, de “ratos” e de inimigos públicos a serem exterminados — o quanto antes melhor, como diz a palestrante da USP. Há uma palavra que descreve com exatidão isso tudo: “antissemitismo”, ou o ódio aos judeus pelo fato de serem judeus. Antes da atual “causa palestina”, foi a marca mais perversa da ditadura nazista na Alemanha.

https://twitter.com/IDF/status/1711491075016159304?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1711491075016159304%7Ctwgr%5E6ce7c0ae65fa3654f6790753e55b077a6a471468%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Frevista%2Fedicao-187%2Fo-veneno-antissemita%2F

Você não ouviu nenhuma observação, de crítica ou de simples registro, sobre a erupção de antissemitismo explícito no Brasil que acompanhou desde o primeiro momento a agressão terrorista do Hamas, a organização criminosa que controla o território de Gaza, na fronteira com Israel. É claro que não: é proibido utilizar a palavra “antissemitismo” na mídia, na vida pública e na esfera intelectual brasileiras de hoje. Desde que o ódio aos judeus emigrou da extrema direita para a esquerda, os antissemitas e os seus simpatizantes passaram a praticar o antissemitismo nazista de sempre dizendo que defendem a “causa palestina” — ou que são apenas “antissionistas”. Sustentam que o Estado de Israel não tem o direito de existir. Dizem que o seu governo pratica o “apartheid” racista, embora todos os muçulmanos israelenses sejam cidadãos plenos e tenham os mesmos direitos dos judeus. Israel é “terrorista”, “colonialista” e comete “crimes contra a humanidade” nos territórios “ocupados” — e por aí afora. É um alvará universal que autoriza o antissemita brasileiro, dos pontos de vista social, político e moral, a cometer o delito de discriminação racial antijudaica sem correr nenhum risco.

O sonho proibido da esquerda

O antissemitismo é o sonho proibido da esquerda brasileira. Querem odiar os judeus, mas não podem dizer que odeiam, e nem podem odiar em público — comportam-se, na vida prática, como nazistas, mas querem ficar no “campo progressista”. A “causa palestina”, aí, é o disfarce ideal. Permite que o sujeito chame os judeus de “câncer” e de “ratos”, ao mesmo tempo em que se exibe como combatente de esquerda, intelectual civilizado e devoto do presidente Lula. Permite que se escandalize com a “morte de civis” em Gaza, nos bombardeios de Israel para reagir aos terroristas que acabam de cometer o pior massacre em seu território desde os grupos de extermínio de judeus na Alemanha de Hitler. Mas o horror, para ele, fica limitado à Gaza. Para o antissemita brasileiro não há civis em Israel; só na “Palestina”. Permite que se acusem os judeus de “crimes de guerra”, de “crise humanitária” e de “genocídio”, ao agirem em legítima defesa de suas vidas e do seu país. Permite dizerem, com teores extremos de indignação, que Israel não poderia reagir ao ataque selvagem que sofreu do Hamas; tem de “negociar”, ou algo assim, e ficar esperando o próximo massacre.

Quer ser antissemita e escrever em jornal, fazer conferência na Fundação Getulio Vargas e falar na Rede Globo? Diga que você é “antissionista” — e estará liberado para praticar o seu racismo em público e com toda a segurança

Como em outros comportamentos politicamente patológicos, o racismo antissemita no Brasil de 2023 usa as ferramentas clássicas da falsificação dos fatos e dos argumentos sem base racional para se exibir sob a máscara da ação política legítima. Uma das acusações mais repetidas nas redes sociais, na mídia e na militância de esquerda, por exemplo, é que Israel pratica o “genocídio” contra o “povo palestino” — o assassinato de bebês, por esse entendimento, seria a reação natural dos “oprimidos” contra os “opressores”. O problema, aí, não é só a demência da justificativa. Além disso, existe a ofensa à realidade — como Israel poderia estar cometendo genocídio se a população palestina era de 750 mil pessoas quando o Estado israelita foi fundado, e hoje é de 4 milhões? Se há genocídio, por que estão todos vivos? É o único caso na história humana em que a população exterminada aumenta, em vez de sumir. Virou uma palavra de ordem, também, dizer que a Faixa de Gaza é uma “prisão aberta”, porque Israel não permite que os moradores locais entrem livremente no seu território. Existe algum país de fronteira aberta — sobretudo para terroristas que têm como objetivo oficial a destruição física desse mesmo país?

Com a mesma qualidade de raciocínio acusa-se Israel de cortar a energia elétrica, a água corrente e a entrada de alimentos em Gaza, como medida de reação contra o Hamas. Se cortou é porque fornecia isso tudo até agora — e se fornecia, onde está o tratamento desumano em relação aos “palestinos”? Quem se dispõe, num conflito armado, a oferecer meios de subsistência ao inimigo e agressor? Alguém reclamou, entre os que denunciam Israel, dos bombardeios russos contra as centrais elétricas da Ucrânia? Em nenhum momento, na presente onda de antissemitismo humanitário no Brasil, foi observado que Israel só atacou a Faixa de Gaza porque foi atacado; nenhum “civil palestino” seria morto se o Hamas não tivesse cometido os assassinatos em massa que cometeu. Há indignação contra os mísseis que atingem escolas ou hospitais, mas não se diz que os terroristas montam ali as suas centrais de operação — justo para permitir que se acuse Israel, na sua resposta à agressão, de atingir escolas e hospitais. Denuncia-se que a maioria dos moradores de Gaza vive na miséria, por culpa dos judeus; não se diz que 80% da população local não trabalha, e não trabalha porque o Hamas impede que haja qualquer tipo de atividade econômica na região. Existe no mundo alguém disposto a investir na Faixa de Gaza?

A esquerda se refere ao Hamas como se o grupo fosse o governo legal da “Palestina”. É objetivamente falso. O Hamas só representa a si mesmo, ou a seus chefes — tomou o controle pela violência, em 2007, jamais permitiu uma eleição depois disso e usa o crime sistemático para mandar em Gaza, como se fosse uma quadrilha de favela. Não há oposição, nem direitos civis; os adversários políticos são presos e torturados. O Hamas fica com todas as verbas, em dólar, de ajuda internacional aos “palestinos”. Fica, também, com todo o material médico, os alimentos e demais recursos do apoio humanitário à região; vende em benefício direto dos chefes, ou então distribui à conta-gotas para os que obedecem às suas ordens. A corrupção em Gaza é considerada uma das piores do mundo subdesenvolvido — mas dizer isso, ou lembrar que Israel é a única democracia de toda a região, vale acusações automáticas de “sionismo”. Essa, por sinal, é outra palavra-chave nos sistemas de pensamento do antijudaísmo brasileiro. Quer ser antissemita e escrever em jornal, fazer conferência na Fundação Getulio Vargas e falar na Rede Globo? Diga que você é “antissionista” — e estará liberado para praticar o seu racismo em público e com toda a segurança.

Pichação de Estrela de Davi na entrada de um prédio em Berlim, na Alemanha | Foto: Reprodução/X
Boicote antissemita em Berlim, na Alemanha, em 1º de abril de 1933. Um soldado de choque nazista está ao lado de um cartaz, postado na loja judaica Tietz, que diz: “Alemães, defendam-se, não comprem dos judeus” | Foto: Everett Collection/Shutterstock.

A epidemia de antissemitismo que saiu agressivamente do armário com os ataques terroristas a Israel não pode ser descrita como uma expressão da vontade popular no Brasil. Não rende voto; não faz parte das preocupações normais da população brasileira, não é levada a sério por quem precisa trabalhar e não mobilizou mais do que 150 militantes do MST, ou coisas parecidas, na única manifestação de rua “pró-Palestina” que fizeram até agora. Trata-se, mais do que qualquer outra coisa, de uma doença privativa do baixo clero da elite nacional — professores de universidade, grêmios estudantis, jornalistas, simuladores de conhecimento, influencers e mais do mesmo. Há, é claro, o PT, que até hoje não conseguiu condenar as ações terroristas do Hamas; mas aí é coisa que está no DNA do partido, dos seus serviços de apoio e do presidente Lula, e não há como ser diferente. O foco principal de infecção está na universidade, e mais nos professores do que nos alunos. “O que acontece na região de Israel e Palestina é brutal”, escreve um comunicado do Diretório Central dos Estudantes da PUC do Rio de Janeiro. “A opressão do estado [assim mesmo, com “e” minúsculo] de Israel, apoiado pelo Bolsonaro, sobre o povo palestino acontece a anos [assim, mesmo, em vez de “há”], promovendo assassinatos, prisões, invasões de casas, roubos de terras e outros crimes de violação dos direitos humanos.” É esse o nível, e é esse o pensamento da maioria dos centros acadêmicos brasileiros; para eles, não houve os crimes do Hamas, e Israel é um país que não existe.

O problema é que o nível dos textos que os professores escreveram a respeito da questão, ou expuseram nas salas de aula, não é muito melhor do que isso. “Tecnicamente, Israel viola todas as normas possíveis do direito humanitário”, escreveu um professor que dá aulas numa faculdade tida como top de linha em São Paulo — num manifesto que poderia servir de síntese para o que a maior parte da universidade brasileira está pensando neste momento. “Os governantes e militares israelenses são criminosos de guerra e culpados de crimes contra a humanidade inclusive aquele de apartheid.” O professor diz que o “conceito técnico” de terrorismo “não existe”. Argumenta que, se o Hamas é chamado de organização terrorista, a definição correta para Israel seria “estado terrorista”; seus governantes também deveriam ser descritos como “terroristas”. Fala na “motivação” do Hamas para seus ataques contra bebês, crianças, mulheres e gente indefesa em Israel. Afirma que “é verdade” o que o Hamas diz. “A verdade pode não justificar o ataque”, escreveu, “mas não deixa de ser verdade”. Alunos da faculdade pediram que a sua direção, pelo menos, comunicasse ao público que o artigo do professor não representa a opinião da escola. Não receberam resposta. O surto de antissemitismo que se espalhou com a agressão terrorista a Israel, obviamente, está longe de se limitar ao Brasil; em outros países, aliás, é muito mais perverso do que aqui. Na Alemanha foram colocadas estrelas de David na porta de lojas operadas por judeus — uma repetição das sinistras estrelas amarelas que a Gestapo colava nas fachadas da Alemanha nazista, para indicar que aquele estabelecimento podia ser depredado sem riscos. A Universidade de Harvard e suas congêneres viraram quartéis-generais do Hamas — estão, agora, ameaçadas de perder parte das doações que recebem, por prática de antissemitismo declarado. A esquerda mundial, como o PT, se uniu para acusar Israel de ter reagido aos atos de barbárie que sofreu. Mas o Brasil, que sempre esteve distante do ódio ao povo israelita, se vê empurrado cada vez mais para a fogueira antissemita. É de graça, e tem a benção silenciosa do governo, suas polícias e seus tribunais. Da mesma forma como não houve, em mais de quatro anos de inquérito sobre as “fake news”, nenhum indiciado de esquerda, não há, em 15 dias de manifestações públicas de antissemitismo, nenhum gesto de reação, por mínimo que seja, por parte de qualquer autoridade. Não há surpresa, assim, que uma militante do “Partido Comunista Operário” tenha escrito nas redes sociais, sem nenhuma restrição: “Toda a violência perpetrada pelo Hamas é justificada”. São os argumentos que a esquerda, com o apoio ativo ou passivo do centro-democrático-liberal-civilizado-equilibrado-etc. tem para apresentar. Não é uma novidade. O doutor Goebbels também tinha argumentos.

Judeus húngaros depois de desembarcarem dos trens em Auschwitz II, na Polônia ocupada, em maio de 1944. Os que eram enviados para a direita iam para os campos de trabalho forçado; os que iam para a esquerda eram assassinados nas câmaras de gás. Os prisioneiros do campo são visíveis em seus uniformes listrados | Foto: Wikimedia Commons

Informações Revista Oeste