
Por volta das 13h30 de sábado (21), policiais militares da Rondesp Meio Oeste apreenderam R$ 459.920,00 em espécie e prenderam dois homens em Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia. A informação foi confirmada pelo Coronel Arthur Mascarenhas, comandante do Comando de Policiamento da Região Meio Oeste (CPRMO), ao site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade.
Segundo Mascarenhas, a guarnição estava fazendo patrulhamento na BR-346 quando recebeu informações sobre um veículo Honda Civic branco que estaria transitando com uma grande quantidade de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Ao avistar o veículo, a Rondesp realizou uma abordagem nas proximidades da Vila do Formoso e encontrou a substancial quantia de dinheiro acondicionada em uma caixa de papelão no porta-malas.
Os dois ocupantes do veículo foram conduzidos para a Delegacia Territorial de Bom Jesus da Lapa para as medidas legais cabíveis. Além da quantia em espécie, a Rondesp também apreendeu três telefones celulares e o veículo.
Com André Fufuca no Ministério do Esporte, primeiro escalão do governo conta com mais um político que apoiou publicamente o impeachment da ex-presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perde mais uma oportunidade de chamar de golpe o processo de impeachment que resultou na queda de Dilma Rousseff, em 2016. A acusação se dá mesmo diante de todos os ritos seguidos pelo Senado e o Supremo Tribunal Federal — e, claro, pelas robustas denúncias do que ficou conhecido como “pedalada fiscal”. Na prática, contudo, ele demonstra não crer na alegada conspiração golpista, tanto que ampliou o espaço do primeiro escalão do governo federal àqueles que foram publicamente favoráveis à cassação do mandato da petista. De volta ao poder, Lula tem transformado opositores de Dilma em seus mais novos “companheiros”.
Membro do centrão, conhecido nos bastidores do poder como um dos mais fiéis aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e em seu terceiro mandato como deputado federal, André Luiz Carvalho Ribeiro, o André Fufuca (PP-MA), tornou-se ministro do Esporte. A nomeação dele para o posto foi publicada há um mês, em 13 de setembro, por meio de edição extra do Diário Oficial da União— o que consolidou a demissão da segunda mulher na Esplanada dos Ministérios em menos de dez meses da atual gestão federal.
Mais do que representar a chegada do centrão ao primeiro escalão do governo lulista, a nomeação de Fufuca para função no Executivo amplia o número de ministros que, agora aliados de Lula, votaram a favor do impeachment de Dilma. Atualmente, outros três estão nessa condição: Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Juscelino Filho (Comunicações) e André de Paula (Pesca).
Fufuca foi incisivo ao votar em prol da cassação do mandato da petista, no trâmite de admissibilidade do processo pela Câmara, em abril de 2016. Ele acusou a então presidente da República de enganar milhares de pessoas, que acreditaram na construção de uma refinaria da Petrobras no município maranhense de Barbacena — projeto que nunca foi concluído e que, em 2021, tinha prejuízo estimado em R$ 2 bilhões.
“Diga ao povo maranhense e ao povo do Brasil que voto ‘sim’, a favor do impeachment” (André Fufuca, abril de 2016)
“Em nome da unidade partidária, do Partido Progressista, das milhares de pessoas que foram enganadas pela refinaria premium”, começou Fufuca, na ocasião. “Das milhares de pessoas que choraram as mortes de seus entes queridos na BR-75”, prosseguiu o então deputado, ao mencionar uma rodovia que não existe. “Em nome desse Estado que carrego nas costas e no coração (..), diga ao povo maranhense e ao povo do Brasil que voto ‘sim’, a favor do impeachment.”
Hoje ministro das Comunicações e envolvido em polêmicas, que vão desde gastar R$ 130 mil dos pagadores de impostos para ver corrida de cavalos a alvo de investigação da Polícia Federal em operação sobre desvio de verbas públicas, Juscelino Filho ocupava seu primeiro cargo público em abril de 2016. Assim como Fufuca, ele foi mais um deputado federal pelo Maranhão a votar favoravelmente ao impeachment de Dilma. E o fez de forma efusiva, conforme a transmissão da sessão pelo canal no YouTube da TV Câmara. Ele definiu a cassação do mandato da petista como um “momento histórico”. Para o então parlamentar debutante, a saída do PT do governo representaria a chance de um futuro melhor para o país.
“Pela minha família, pelos meus amigos, pelos meus colegas médicos, pelo povo do meu querido Estado do Maranhão, que me deu a oportunidade de representá-lo hoje, neste momento histórico”, contou Juscelino, que na época do processo do impeachment estava filiado ao DEM, que passou a se chamar União Brasil em 2022, quando teve a fusão com o PSL aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Em especial à minha querida Santa Inês e Vitorino Freire, por um futuro melhor para o nosso Brasil, meu voto é ‘sim’.”
Outro então deputado federal favorável à cassação do mandato de Dilma — e que anos mais tarde tornou-se ministro de Lula — foi André de Paula (PSD-PE). Atual titular da pasta da Pesca, ele foi enfático em seu posicionamento contra a então presidente da República. Para ele, o avanço do processo deimpeachment — que se confirmaria por meio do Senado meses depois — serviria como símbolo para o restabelecimento da ética e da decência na política brasileira.
Derrotada na disputa presidencial do ano passado, Simone Tebet não ficou desempregada graças ao empenho em favor de Lula durante o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Com o fim de seu mandato no Senado, a integrante do MDB de Mato Grosso do Sul foi nomeada ministra do Planejamento e Orçamento. Cargo um tanto quanto figurativo, uma vez que costuma ser ignorada na agenda do petista, que, na prática, deixou questões econômicas nas mãos dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão). Apesar de ser uma figurante na Esplanada dos Ministérios, Tebet completa a lista dos hoje “companheiros” de Lula que atuaram como opositores de Dilma no Parlamento.
Durante sessão de julgamento do processo deimpeachment em agosto de 2016, a então senadora confrontou a petista. Ao menos na ocasião, Tebet defendeu firmemente a cassação do mandato de Dilma, chegando a definir como “maquiagem” contábil o que ocorria com as contas gerenciadas pela União.
“Gastou-se o que tinha e o que não tinha”, disse Tebet, ao se dirigir à então presidente da República. “Se vendeu um Brasil irreal. Os números não confiáveis levaram à perda de confiança dos investidores. Temos PIB negativo por três anos, desemprego recorde. Estamos diante da maior crise econômica da história do país e de um gigantesco rombo fiscal.”
“O governo abandonou a responsabilidade fiscal”, prosseguiu a então senadora. “Adotou manobras fiscais como a maquiagem ou a ‘contabilidade criativa’ para ocultar da sociedade e dos investidores a real situação das finanças públicas e a incapacidade de um governo de cumprir a meta fiscal.”
A conta dos apoiadores do impeachment de Dilma e que acabaram como ministros de Lula vai além. Ao menos outros quatro políticos que hoje têm gabinetes na Esplanada fizeram declarações contra a gestão petista de sete anos atrás. Essa lista é composta por Marina Silva, Carlos Fávaro, José Múcio e Geraldo Alckmin.
De volta ao time de aliados de Lula depois de anos de rompimento, com direito a ganhar o cargo de ministra do Meio Ambiente, Marina teceu inúmeras críticas ao governo Dilma. Em entrevista ao portal UOL, ela chamou de “fraude” a eleição de 2014, quando a petista foi reeleita presidente. Além disso, Marina recomendou que o seu partido, a Rede Sustentabilidade, votasse a favor do impeachment. Entendimento que se manteve dois anos depois do processo. Em entrevista ao jornal O Globo em setembro de 2018, Marina se referiu a Lula como corrupto e disse não ter arrependimento por ter defendido a cassação do mandato de Dilma.
Apoiador de Lula desde o primeiro turno das eleições do ano passado, Fávaro foi agraciado com o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária. Certamente, o cargo não foi conquistado por causa de seu posicionamento político de 2016. Vice-governador de Mato Grosso na ocasião, ele chegou a embarcar para Brasília para acompanhar, diretamente do Congresso Nacional, a votação por parte da Câmara dos Deputados sobre a admissibilidade do processo do impeachment de Dilma.
“Este momento será lembrado para sempre no Brasil, estamos vivendo um período histórico”, disse Fávaro, em entrevista ao site RD News, de Cuiabá, em abril de 2026. “E eu, como cidadão mato-grossense, estarei presente por acreditar que uma das saídas para mudarmos a situação de instabilidade econômica e política que o Brasil vive hoje é por meio de mudança de gestão.”
O atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi além de declarar apoio ao impeachment de Dilma. Ele teve papel legal em meio ao processo. Isso porque era ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em relatório divulgado em outubro de 2016, ele recomendou que o Congresso rejeitasse as contas de 2015 do governo Dilma. No material, Múcio afirmou que a então presidente havia cometido pelo menos 12 irregularidades contábeis.
“Do mesmo modo que ocorreu ano passado, foram identificados indícios de irregularidades na gestão orçamentária e financeira e possíveis distorções nas informações contábeis e de desempenho”, afirmou Monteiro, no relatório em que o TCU listou 18 questionamentos à gestão do PT. “Pode-se concluir que a ausência de registro das dívidas da União junto BB, BNDES, Caixa e FGTS pode ter comprometido a condução da execução orçamentária, na medida em que possivelmente distorceu o diagnóstico das metas fiscais.”
Agraciado com o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin jogou fora décadas de críticas ao PT ao deixar o PSDB, filiar-se ao PSB e aceitar ser companheiro de chapa de Lula na eleição do ano passado. Agora a serviço da militância lulista, Alckmin foi defensor do impeachment de Dilma. De acordo com ele, o Brasil sairia “mais fortalecido” com a cassação do mandato da petista.
“Precisamos virar a página”, disse Alckmin, em abril de 2016, conforme o site oficial do PSDB. “É preciso retomar a esperança, o emprego, o desenvolvimento, o investimento. É isso que interessa”, prosseguiu o então crítico do PT. “O Brasil não pode adiar mais reformas estruturantes, medidas econômicas necessárias. Para tudo isso precisa ter ação e não inação.”
Meses antes, em dezembro de 2015, o então tucano afirmou, em entrevista coletiva, que o processo de impeachment de um presidente da República está previsto na Constituição Federal. E conforme ressaltou o hoje vice-presidente, a Carga Magna brasileira “não é golpista”. Apesar do discurso, Lula demonstra, cada vez mais, concordar com isso.
Mais do que concordar de que o impeachment de Dilma não foi golpe, o discurso de Lula não é mero ato falho, acredita o analista político e mestre em comunicação e consumo Fábio Bouéri. “Fazem parte de uma estratégia baseada em dois fundamentos”, afirmou a Oeste. De acordo com ele, tais fundamentos seriam, em termos de comunicação, a imprevisibilidade e a propagação de conteúdo desinformativo.
“Quando diz que Dilma sofreu um golpe — mesmo sabendo que isso não é verdade e tendo ao seu lado gente que votou pelo impeachmentda petista —, Lula quer confundir o adversário”, diz Bouéri. “Levando-o à desorientação e ao cansaço decorrente da tentativa de interpretar os movimentos.”
“O segundo fundamento é a desinformação”, observa o mestre em comunicação e consumo. “Lula sabe que o brasileiro é um consumidor impulsivo. Quando ele fala do suposto golpe a Dilma, o faz em um momento pontual (pós-posse) e mobiliza toda a força de uma militância inflamada com a volta ao poder.”
Por fim, Bouéri acredita que esse discurso por parte de Lula ganha força com “ajuda de parte da imprensa do país”. Consequentemente, observa ele, há ausência de questionamentos referentes ao rito processual de umimpeachment — que ocorreu normalmente durante o processo contra Dilma — e à atual composição ministerial do governo petista.
E assim, o atual presidente da República, apesar de reclamar de um fictício “golpe” que nunca ocorreu, vai ampliando o espaço na Esplanada dos Ministérios àqueles que ajudaram a tirar o PT do poder em 2016. Na prática, Lula transformou opositores de Dilma em seus “companheiros”.
Informações Revista Oeste
Presidente dos Estados Unidos atrela o seu futuro ao desfecho da nova crise que incendeia o Oriente Médio

Os Estados Unidos vão implantar sistemas de defesa aérea em Israel e já instruíram a respeito suas forças destacadas para aquela região do Oriente Médio, anunciou o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin. E justificou:
“Após discussões detalhadas com o presidente Joe Biden sobre as recentes escaladas do Irã, orientei uma série de medidas adicionais para fortalecer ainda mais a postura do Departamento de Defesa”.
A principal medida: os Estados Unidos vão colocar a serviço de Israel uma bateria do sistema de defesa antimísseis THAAD e várias baterias de mísseis Patriot “em resposta às tensões”.
Depois de vetar no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução do Brasil que pedia pausas na guerra para permitir o acesso de ajuda a Gaza, os Estados Unidos esboçaram o seu.
O projeto afirma que Israel tem o direito de se defender e exige que o Irã pare de exportar armas para “milícias e grupos terroristas que ameaçam a paz e a segurança em toda a região”.
Pede a proteção dos civis, observa que os estados devem cumprir o direito internacional ao responder a “ataques terroristas”, e insta a “contínua, suficiente e desimpedida” entrega de ajuda a Gaza.
Não apela, porém, a qualquer trégua nos combates. Apela a todos os Estados para que tentem impedir que “a violência em Gaza se espalhe ou se expanda para outras áreas do Oriente Médio”.
Para ser aprovada pelo Conselho de Segurança, uma resolução carece de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto da Rússia, China, Estados Unidos, França ou Reino Unido.
A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, explicou o veto à resolução do Brasil dizendo que era necessário dar mais tempo para “a diplomacia no terreno”.
No dia do veto, Biden estava em Israel, onde discursou ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. E em conversa reservada com ele, disse como acha que a guerra deve ser conduzida.
Os seguintes pontos fazem parte da receita de Biden para enfrentar a guerra desatada pelo ataque terrorista de surpresa do grupo Hamas a Israel no último dia 7 de outubro:
* A prioridade: resgatar com vida a maioria dos reféns mantidos em cativeiro pelo Hamas em Gaza e compartilhados com outros grupos radicais palestinos. Dois já foram devolvidos;
* Não abrir uma segunda frente de batalha contra o Hezbollah, organização palestina financiada pelo Irã e sediada no Líbano. A guerra em duas frentes pode desencadear um conflito regional;
* A invasão terrestre à Faixa de Gaza deve empregar violência comedida para não se transformar em uma matança generalizada;
* A ocupação de Gaza pelas tropas de Israel não deve ser demorada para evitar o acirramento dos ânimos nos países árabes, a maioria deles retoricamente a favor dos palestinos;
* Por fim, a retomada das negociações para a criação de um Estado palestino deve acontecer de imediato ou a curto prazo.
Temeroso do futuro do seu governo, se é que tem algum, a receita de Netanyahu para a condução da guerra é pouco parecida com a de Biden e está sujeita a condições que ele não controla.
No caso dos reféns: o primeiro-ministro sempre criticou as concessões feitas pelos governos que antecederam ao seu para o resgate de prisioneiros. Não quer pagar um alto preço por isso.
Netanyahu está sob crescente pressão dos falcões do sistema de segurança de Israel para lançar um ataque preventivo contra “os animais”, como o ministro de Defesa denomina os palestinos.
Por mais de uma vez, Netanyahu já prometeu que a invasão a Gaza usará violência extrema. Será algo jamais visto. Quanto a ocupação de Gaza ser demorada ou não, nunca deixou claro o que pensa.
A retomada das negociações para a criação de um Estado palestino, por enquanto ou a perder de vista, está fora do radar do governo israelense. Netanyahu governa Israel há 12 anos.
Biden nunca gostou de Netanyahu, que nunca gostou de Biden. Mas Biden precisa do apoio econômico dos judeus para se reeleger, assim como Netanyahu precisa da proteção americana.
Em silêncio, mas sem disfarçar, Netanyahu torce para que Donald Trump, com quem mais se identifica, derrote Biden nas eleições de 2026. Só espera que seu próprio governo não desabe antes disso.
Informações Metrópoles
Com uma inflação exorbitante, câmbio descontrolado e uma série de déficits fiscais, especialistas afirmam que chefe de Estado eleito precisará ser pragmático para implementar reformas estruturais no país.

Eleições na Argentina: saiba quem são os três candidatos com chances de serem eleitos
O primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina acontece neste domingo (22) – e pode traçar novos direcionamentos para a crise econômica decenária que o país enfrenta.
A leitura de especialistas ouvidos pelo g1 é a de que o novo chefe de Estado do país — seja quem for — terá uma série de desafios a enfrentar pela frente. Em uma pequena lista de principais aspectos da crise econômica que o país enfrenta estão:
E não é só. Parte do desafio do novo presidente também será formar um capital político relevante para lidar com a falta de consenso nacional sobre o quadro inflacionário e de juros no país, e para conseguir implementar as reformas estruturais necessárias.
Antes de aprofundar a questão econômica da Argentina, veja abaixo quem são os principais candidatos à presidência
Os três principais candidatos à presidência da Argentina, que reúnem mais de 80% das intenções de voto, de acordo com o resultado das eleições primárias do país:
Da chapa “A Liberdade Avança”, o economista se autodeclara “anarcocapitalista”. Suas promessas incluem a dolarização da economia (substituir o peso argentino pelo dólar norte-americano) e a extinção do Banco Central local, por exemplo.

Advogado e político, o argentino é membro da “União pela Pátria” e candidato escolhido para representar o governo peronista, a principal força política da Argentina por décadas. Suas promessas giram em torno do combate à inflação e no potencial de negócios internacionais que o país detém, a partir do petróleo, do gás e do lítio.
Ex-ministra da segurança, trabalho e segurança social da Argentina, Bullrich é uma das líderes da coalizão “Juntos Pela Mudança”. Suas propostas incluem estabelecer um novo regime cambial, cortar gastos para combater a inflação e reduzir os impostos sobre as exportações agrícolas.
Com uma inflação exorbitante, altos níveis de pobreza, a falta de reservas e uma forte desvalorização cambial — que leva o país a ter mais de dez cotações vigentes —, o novo chefe de Estado terá uma lista grande de lições de casa.
Para analistas ouvidos pela reportagem, uma postura mais prática, voltada para a eficiência, e que fuja de posicionamentos muito radicais seria desejável para promover as mudanças que o país precisa.
“Depois de eleito, [o novo presidente] precisa necessariamente virar um ser pragmático. Quando você se senta na cadeira da presidência, é muito difícil levar para lados extremados”, diz o economista da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV), Paulo Gala.
Além disso, os especialistas reforçam que o novo presidente precisará enfrentar um Estado ineficiente e ter planos econômicos muito claros. É o caso de uma implementação de reformas fiscal e monetária no país.
Segundo especialistas, parte importante do que explica a atual situação na Argentina é o acúmulo de déficits fiscais. Há mais de 10 anos, os gastos do governo são maiores do que quanto ele consegue arrecadar.
Além dos gastos essenciais, que não podem ser cortados porque garantem o funcionamento do Estado, o governo ainda concedeu uma série de auxílios sociais e subsídios que diminuem, ano a ano, a arrecadação pública.
Sem dinheiro para financiar suas despesas recorrentes, o governo passou a emitir dívida por meio de títulos públicos. Nem assim os recursos foram suficientes.
O Estado que gasta muito não consegue fechar suas contas e, então, passa a imprimir dinheiro. Isso aumenta a inflação e gera uma série de problemas micro e macroeconômicos.
— Alexandre Pires, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais de São Paulo (Ibmec-SP)
Além disso, o maior volume de pesos nas ruas também gerou uma forte desvalorização da moeda local e incentivou a criação de uma série de regimes cambiais alternativos.
De acordo com o professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Roberto Uebel, esse cenário também agravou um problema já visto há anos na Argentina: a forte dependência do dólar norte-americano.
“Escolhas políticas e econômicas feitas nos últimos 30 anos tornaram a economia do país totalmente dependente do dólar, seja para transações simples, como comprar um jornal na esquina, até grandes transações da matriz argentina, como as exportações”, afirma.
“Isso trouxe a existência de várias linhas cambiais, que também acabam minando o poder de compra da população e ajudam a tornar a inflação algo descontrolado”, completa Uebel.
Em agosto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) firmou um acordo com o governo argentino, liberando o desembolso de US$ 7,5 bilhões para o país por meio de um programa assistencial.
Essa foi a sexta revisão do acordo entre as partes — a Argentina já tinha assinado um programa de crédito com o fundo no ano passado, de US$ 44,5 bilhões, tendo se comprometido a aumentar suas reservas internacionais e reduzir seu déficit fiscal. Uma nova revisão do acordo está prevista para depois das eleições presidenciais.
Dentre as consequências do déficit fiscal, ficou evidenciada a necessidade de uma reforma monetária no país.
Na primeira quinzena do mês, o Instituto Nacional de Estatísticas da Argentina informou que a inflação no país subiu 12,7% em setembro. Na janela de 12 meses, o indicador chegou a 138,3%.
Em resposta, o Banco Central da República Argentina (BCRA) elevou novamente a taxa básica de juros do país em 15 pontos percentuais (p.p.) — de 118% para 133% ao ano. E, na leitura dos especialistas, o ciclo de altas de juros está só no começo.
“Qualquer plano de reforma monetária vai implicar em uma taxa de juros mais elevada para tentar estabilizar os preços. Se a meta é controlar a inflação, e essa tem sido a prioridade número um dos argentinos, o movimento de alta de juros será necessário”, diz Gala.
Vale lembrar que Javier Milei, candidato vencedor das eleições primárias na Argentina, tem como uma de suas promessas a dolarização da economia.
A medida substituiria o peso argentino pelo dólar norte-americano — e, com isso, o país não apenas precisaria da Casa da Moeda dos Estados Unidos para a importação da moeda, como deixaria as decisões de política monetária dependentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Outro ponto é a crise no balanço de pagamentos. O termo em “economês” significa que mais dinheiro sai do que entra na Argentina. Parte da sua origem está também nas dívidas externas que o país contraiu ao longo das décadas, mas principalmente na incapacidade de a Argentina atrair capital estrangeiro.
Como se fosse pouco, a Argentina vive um momento de seca histórica em 2023. A falta de chuvas atingiu a última safra de milho, soja e trigo, além de derrubar a produção do país e matar milhares de cabeças de gado.
As tentativas de manipulação do câmbio foram gerando problemas para o comércio exterior e para a inflação. Tem um impacto interno — com empobrecimento da população, complicação das tomadas de decisão para investimentos e redução da produtividade – e externo, que reverberou na capacidade de exportação.
— Alexandre Pires, professor do Ibmec-SP
Atualmente, há mais de dez cotações de dólar vigentes no país. Isso porque houve um aumento do uso da moeda norte-americana pela população, em meio à perda da credibilidade do peso argentino. Sem reservas suficientes para atender a demanda, o governo impôs um limite de compra por pessoa, criando um comércio paralelo.
Os meios não oficiais de compra e venda de dólar têm cotações próprias, e que fogem da fiscalização. Nesse contexto, surgiu a principal cotação paralela do país, o “dólar blue”, que opera em quase o triplo do valor do câmbio oficial argentino.
“O presidente eleito precisará lidar com a raiz dos problemas econômicos da Argentina […] que é a excessiva dependência do dólar. Não há fórmula mágica e a perspectiva é preocupante. É preciso traçar medidas para recuperar a segurança dos investidores e atrair capital”, diz Uebel.
Já para Gala, da FGV, é preciso lembrar que a situação pela qual o país passa é grave – e sua solução demandará tempo.
“É um horizonte de pelo menos dois anos, não é algo que dê para resolver em questão de meses. A Argentina precisa de uma reforma econômica drástica, e infelizmente essa não parece ser uma perspectiva de curto prazo”, completa.
Informações G1
Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977

A dipirona é uma substância muito utilizada para aliviar sintomas de febre e dor. No entanto, em vários países no mundo, a dipirona é proibida de ser comercializada.
Antigamente, a dipirona era comercializada e altamente consumida em várias partes do mundo. Porém, isso mudou na década de 1960, quando surgiu um uma publicação científica alegando riscos de agranulocitose, uma condição no sangue que reduz células de defesa e prejudica nosso sistema imunológico.
Esses estudos foram realizados com o consumo de aminopirina, uma substância com semelhanças químicas quase idênticas à da dipirona.
Após essas comprovações, não demorou muito para começar as primeiras proibições ao longo do mundo. Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977.
Em seguida, outros países seguiram o mesmo caminho, do qual foram incluídos Japão, Reino Unido e boa parte das nações pertencentes à União Europeia. Contudo, outras contraprovas surgiram ao longo dos anos. Um bem importante é o Estudo Boston, que mostrou resultados que, a cada 1 milhão de indivíduos que tomaram a dipirona, somente 1,1 teve alguma variação para agranulocitose.
Em contrapartida, alguns países que resolveram voltar atrás com a proibição, detectou uma grande quantidade de pessoas que desenvolveram alterações sanguíneas após o uso da dipirona.
Informações Bahia.ba

João*, 9, havia chegado no Rio há 10 dias quando foi abandonado pela tia, dependente química, no centro da cidade, em junho deste ano. Os dois vieram da Bahia — os pais dele, também usuários de drogas, ficaram no estado. Encontrado por adolescentes que faziam um trabalho escolar, o menino foi deixado aos cuidados de guardas municipais, que o levaram para o Conselho Tutelar.
Em setembro de 2022, Lucas*, 9, saiu para jogar bola com os amigos e, ao voltar para casa, no Rio, se deparou com a casa vazia: a mãe havia se mudado com os irmãos mais novos e o deixou para trás.
Situações de abandono como a de João e Lucas acontecem pelo menos oito vezes por dia no Brasil, segundo dados do SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento), do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), e obtidos pelo UOL via Lei de Acesso à Informação.
O Brasil registrou 27.059 acolhimentos de crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos com o motivo “abandono pelos pais ou responsáveis” de 2015 até julho deste ano. É uma média de 262 casos por mês.
Ao todo, o país tem hoje 32.869 menores em 6.580 locais — a maioria são instituições, mas também há programas de acolhimento familiar. A ida para esses centros pode ocorrer por várias razões além do abandono. Há casos de negligência, violência (física, psicológica ou sexual), situação de rua e outros cenários que colocam esses menores em perigo.
O acolhimento é determinado pela Justiça da Infância e da Juventude e solicitado pelo Conselho Tutelar. “[O menor] vai para o abrigo e, no período de 30 dias, fazemos a busca pela família. Se a gente não encontra esses familiares ou se encontrando eles não têm condições de cuidar da criança, ela é encaminhada para a adoção”, explica a juíza Katy Braun do Prado, da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande.
O abandono ocorre em diferentes faixas etárias. “No caso de bebês e recém-nascidos, geralmente ocorre por causa de mulheres que enfrentam uma gravidez indesejada e, num estado de muita vulnerabilidade emocional, não veem outra alternativa e abandonam o bebê em locais que expõem a perigo inicialmente, mas com a expectativa de que alguém vai encontrar e cuidar dele”, explica a magistrada. Continua após a publicidade
Um bebê de um mês que precisou ficar internado na UTI foi abandonado pela família em Goiânia. O caso ocorreu no mês passado. A conselheira Alba Dourado, responsável pelo caso, explicou que o menino precisou ser transferido para outra unidade de saúde logo após o nascimento em razão de problemas que demandavam cuidados intensivos. Ele recebeu alta, mas ninguém da família apareceu para buscá-lo.
A mãe não apareceu durante um mês. É um abandono de incapaz, porque nem a mãe, nem a família, nem ninguém apareceu na maternidade. Então, a assistente social ligou para o Conselho Tutelar. Procuramos os familiares, mas não encontramos. Eu levei para o abrigo e a última notícia que tive é que uma avó estava buscando por ele. ” Alba Dourado, conselheira tutelar
O ato de abandonar incapaz é crime. As penas variam de seis meses a três anos de detenção, mas podem ser aumentadas para de quatro a doze se essa ação resultar em morte. Segundo Alba, um boletim de ocorrência foi feito contra a genitora e um relatório sobre o caso foi encaminhado à Vara de Infância e Juventude de Goiânia.
Segundo a juíza Katy Braun do Prado, o abandono de crianças e adolescentes também são comuns. “Há casos de crianças que são encontradas sozinhas em casa. Os pais saem, deixam elas sem nenhuma supervisão de adulto. E às vezes isso se prolonga por dias, a criança chora, os vizinhos descobrem e acionam as autoridades”, diz.
Outros motivos citado pelos familiares que recorrem ao abandono são mau comportamento ou em casos de doença mental, conta a juíza.
As famílias não encontraram no serviço público de saúde um apoio para aquela criança ter o mínimo de condições de habitar com ela, e aí elas vêm e procuram o Poder Judiciário. Do mesmo modo, são os adolescentes usuários de substâncias psicoativas. Eles passam a praticar pequenos delitos para adquirir as drogas, se tornam violentos com os pais e, na maioria das vezes, também subtraem objetos de casa para poder comprar drogas. Chega um momento que a família não suporta mais essa convivência, é uma outra situação que a gente enfrenta com muita regularidade. ” Katy Braun do Prado, juíza da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande

Diretora do abrigo Vivendas da Fé, no Rio, para onde Lucas* foi levado após ser deixado pela mãe, Verônica Abreu, diz que o impacto do abandono reflete na saúde física e mental das crianças.
É um trauma, porque é um abandono emocional e físico. A criança chega no abrigo arrebentada. Não quer comer, às vezes fica com febre, saem erupções na pele. [No caso do Lucas] a gente conversou muito antes do desligamento dele [o menino foi acolhido por uma família há cerca de dois meses], foi uma situação muito difícil. A criança quando sofre esse abandono fica num casulo ou extravasa, bate nos colegas, quebra coisas. ” Verônica Abreu, diretora do abrigo Vivendas da Fé
Sara (o sobrenome foi omitido para preservar a entrevistada), 20, viu a mãe pela última vez quando tinha 5 anos. A mulher deixou a filha sob os cuidados de uma conhecida, disse que voltaria logo, mas nunca mais foi vista. “Não sei o motivo [do abandono], até tentei conseguir contato com ela, mas como eu era muito pequena e cheguei sem documentos na casa da mulher que me adotou, não sei o sobrenome dela e isso dificulta a busca”, conta.
Vivendo com uma nova família, Sara viveu uma rotina de violência. “Ela bebia e me batia muito, me jogava da escada. Na escola percebiam, mas eu mentia que tinha caído. Com 10 anos eu cozinhava, sabia fazer tudo, porque tinha que cuidar de outras crianças”, relembra. Numa tentativa de morar com um tio na Bahia, foi abusada. Aos 11, fugiu de casa e passou por vários abrigos.Continua após a publicidade
Hoje, ela mora no Celeiro Vó Tunica, em São Paulo, uma república que acolhe jovens em processo de desligamento desses serviços.Sara cursa o ensino médio, faz cursos de capacitação e planeja fazer faculdade de design de interiores.
Se uma pessoa tem notícia de algum fato que coloque alguma criança ou adolescente em risco, deve denunciar ao Conselho Tutelar, à polícia ou no Disque 100, canal de denúncia anônima do governo federal, que funciona 24 horas, todos os dias da semana.
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos menores
Informações UOL

O Bahia venceu o Fortaleza, por 2 a 0, na noite deste sábado (21), em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, e ganhou respiro na luta contra o rebaixamento.
Kanu, no primeiro tempo, e Rafael Ratão, nos acréscimos da etapa final, marcaram os gols do jogo na Fonte Nova.
Com o resultado, o Bahia chegou aos 34 pontos, quatro a mais que o Vasco, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Tricolor de Aço agora ocupa o 12° lugar de maneira momentânea.
Equipes que estão abaixo do Bahia na tabela, Inter, Corinthians e Cruzeiro ainda jogam na rodada e podem alcançar o time baiano. Vasco e Santos também entram em campo ainda e podem encurtar distância.
O Fortaleza, por sua vez, segue com 42 pontos na tabela e termina a noite no oitavo lugar na tabela da competição.
O Bahia volta a campo na próxima quarta-feira (25), quando visita o Cruzeiro, no Mineirão, às 20h (de Brasília). O Fortaleza, por sua vez, encara o Botafogo, em casa, na terça-feira (24), às 19h.
No primeiro tempo, o Bahia dominou a partida e abriu o placar com Kanu aos 22 minutos. Após o gol, o Fortaleza melhorou e teve duas oportunidades de empatar, ambas com Marinho.
A segunda etapa foi equilibrada e travada, com poucas chances de gol para ambos os times. Nos últimos minutos do jogo, aos 50 do segundo tempo, Rafael Ratão marcou o segundo gol do Bahia, garantindo a vitória.Continua após a publicidade
O triunfo foi o terceiro seguido do Tricolor de Aço no Campeonato Brasileiro. Com Rogério Ceni, a equipe tem quatro vitórias e duas derrotas.
Informações UOL

Conheça alguns dos principais fatos ocorridos em 22 de outubro na história. Veja algumas curiosidades sobre ciência, história, cultura geral, literatura e — por que não? — política.

“Quando eu preciso julgar uma arte, eu levo minhas pinturas e as deixo próximas a um objeto feito por Deus, como uma árvore ou uma flor. Se ambos os lados combatem, elas não são arte”. Paul Cézanne.
Informações Revista Oeste

O Bahia tem a chance de emplacar o terceiro triunfo consecutivo pela primeira vez nesta edição da Série A. Neste sábado (21), o Esquadrão recebe o Fortaleza na Arena Fonte Nova, às 18h30, na abertura da 25ª rodada do campeonato.
Para a partida, o técnico Rogério Ceni terá a maioria dos jogadores à disposição. Apenas o volante Rezende, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, ficará fora. Além disso, o zagueiro Vitor Hugo é dúvida após sofrer uma cotovelada na última partida contra o Internacional.
Na 14º posição, o Tricolor soma 31 pontos. Os cearenses estão em oitavo, com 42 na tabela.
Metro1

Um vereador da cidade de Novo Horizonte, na região da Chapada Diamantina, foi atingido por quatro disparos de arma de fogo na noite de sexta-feira (21), na zona rural do município.
Gean Carlos Santos de Oliveira seguia para a casa da namorada, quando foi interceptado por homens que dispararam ao menos 17 vezes contra o carro do vereador. Gean teria fugido, mas foi perseguido pelos homens, que o encontraram caído e acharam que ele estava morto.
O vereador foi encontrado por policiais militares e encaminhado o Hospital Regional da Chapada onde segue internado. As primeiras informações dão conta de que um dos tiros perfurou o tórax e as outras o atingiram de raspão.
Os autores do crime fugiram em uma caminhonete branca. O caso está sendo investigado como tentativa de homicídio.
Metro1