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Foto: Reprodução/TV Bahia

Um ônibus do transporte público de Salvador foi alvo de tiros e depois queimado por um grupo armado, na noite de terça-feira (26), no bairro de Paripe, em Salvador. Ninguém ficou ferido.

Segundo informações de testemunhas, um grupo formado por homens abordou o veículo, que fazia linha Lapa x Base Naval, obrigou os passageiros a descer e cometeram o crime. O incêndio aconteceu na Avenida São Luís, sentido Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe.

Por causa das chamas, o veículo ficou completamente destruído. Na manhã desta quarta-feira (27), a carcaça do ônibus permanecia no local. Um guincho da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) foi ao local para fazer o trabalho de remoção.

As chamas provocadas pelo ataque ao ônibus atingiram a rede elétrica da região. De acordo com a Neonergia Coelba, concessionária responsável pelo serviço, 96% das casas já tiveram a energia elétrica reestabelecida.

O fogo atingiu uma casa e uma idosa precisou ser retirada por vizinhos, através de uma escada, pelo fundo do imóvel.

Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que o caso aconteceu por volta das 22h50, na Estrada Velha de Paripe. O serviço na região segue mantido. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda posicionamento sobre o caso.

Ao menos nove ônibus do transporte público de Salvador foram queimados neste ano, sendo três deles nos últimos 15 dias.

G1


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou o quinto caso de raiva animal em Feira de Santana, após análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen). Trata-se de um morcego infectado que foi encontrado no bairro do SIM. 

De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o animal infectado não teve contato com pessoas. No entanto, a equipe intensificou a busca ativa na região para evitar a circulação da doença no município.

A equipe do Centro de Zoonose já iniciou o cronograma de prevenção e rastreamento no local. A ação consiste na vacinação de cães e gatos que ainda não foram imunizados contra a doença e a orientação dos moradores em relação aos cuidados necessários. Vale destacar que durante a campanha de vacinação, o CCZ vacinou 33.295 animais. 

A Secretaria de Saúde orienta a população para que, caso encontre um morcego morto, acione o CCZ pelo número (75) 9 9851-8583 para que o animal seja recolhido e submetido a exames, pois podem ser transmissores da raiva caso esteja infectado.

Se uma pessoa entrar em contato direto com morcego ou for mordida por algum animal doméstico ou silvestre, deve procurar imediatamente o setor antirrábico no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda (CSE) para acompanhamento.


Foto: Divulgação

A eleição para escolha dos novos conselheiros tutelares do município acontece neste domingo, 1º de outubro, no Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim, das 08h às 17h.

Dos 28 candidatos que estão concorrendo serão eleitos 20. Feira possui quatro conselhos tutelares, onde cada conselho possui cinco conselheiros. Os candidatos não eleitos ficam na suplência. A posse dos eleitos ocorre em 2024 para um mandato de quatro anos.

O presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente (CMDCA), Caique Lopes, afirma que qualquer pessoa que estiver com o título de eleitor regular e com o domicílio eleitoral na cidade poderá votar. Porém, o comparecimento não é obrigatório. Cada eleitor votará em apenas um candidato dos 28 que estão concorrendo.

“Esse processo acontece simultaneamente em todo o Brasil. É um momento importante em que toda a população pode exercer a cidadania escolhendo aquele que vai resguardar o direito da criança e do adolescente”, destaca.

A apuração vai acontecer logo após a eleição. Caique informa que as urnas já estão sendo preparadas no Fórum Eleitoral, onde serão lacradas, sob a supervisão do Ministério Público, da comissão eleitoral e de servidores da Justiça Eleitoral.


STF decidirá se define “tese geral” sobre furtos de itens de pequeno valor

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a Corte rejeite um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para definir um entendimento fixo na análise de furtos de “pequeno valor”.

A absorção ocorre quando, naquela situação específica, fica demonstrado que o dano provocado pela ação é “inexpressivo” e “não há gravidade”.

O STFusa esse princípioem roubos de alimentos, produtos de limpeza ou pequenas quantidades de dinheiro.

A Corte não costuma usar em casos de reincidência habitual ou em crimes contra a administração pública.

Atualmente,cada caso é avaliado em forma individual pelos magistrados da Suprema Corte.

E, com isso, há casos semelhantes em que o princípio é aplicado ou rejeitado, a depender da avaliação pessoal de cada ministro do STF.

Os casos, embora de pequeno valor financeiro, chegam ao STF porque a discussão envolve princípios constitucionais: entre eles, o da proporcionalidade entre a pena e a gravidade do crime.

Para evitar decisões discrepantes, a Defensoria Pública da União (DPU) propôs que o Supremo fixe uma tese geral.Na prática, isso é feito através de uma “súmula vinculante”, segundo o DPU.

Esse tipo de definição sintetiza o entendimento do STF naquele momento e orienta a aplicação dessa tese jurídica, facilitando o encerramento dos processos.

O pedido ainda será julgado pelo STF em data a ser marcada.

Informações TBN


O deputado distrital Daniel de Castro (PP) apresentou um projeto de lei para a redução do expediente do funcionalismo público e das aulas

Foto: Reprodução Internet

De acordo com a coluna Grande Angular do Metrópoles, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o deputado distrital Daniel de Castro (PP) apresentou um projeto de lei para a redução do expediente do funcionalismo público e do horário das escolas públicas em dias quentes, quando a temperatura for igual ou superior a 35ºC. O texto tem como objetivo de “proteger a saúde dos alunos e servidores e promover a economia de gastos”.

A coluna aponta que o documento foi lançado na noite desta terça-feira (26). De acordo com a proposta, a redução deve ocorrer em duas horas por turno nas escolas públicas e com “implementação de horário corrido”, das 08h às 14h, nos órgãos públicos distritais.

Ainda segundo o Metrópoles, para o parlamentar, essa diminuição é suficiente para que os servidores possam se refrescar e descansar, evitando os problemas de saúde causados pela exposição a altas temperaturas. “A exposição a altas temperaturas pode causar diversos problemas de saúde, como insolação, desidratação e fadiga. Para os servidores públicos, que costumam trabalhar em ambientes fechados e com ar-condicionado, a exposição a altas temperaturas pode ser ainda mais prejudicial”, justifica Castro.

O projeto de lei também prevê que os servidores que trabalharem no horário normal em dias de alta temperatura terão direito a compensação de horário, a ser usufruída em até 30 dias. Essa compensação seria necessária para que os servidores não sejam prejudicados em seus rendimentos.

A coluna do Metrópoles acrescenta que o PL ainda afirma: “Além de proteger a saúde dos alunos e servidores, a redução do expediente em dias de alta temperatura também pode representar uma economia de gastos para o Distrito Federal. Isso porque a redução do consumo de energia elétrica e de água pode gerar uma redução nas contas de consumo”.

Informações Bahia.ba


Jairo Marques, que também é editor do jornal, afirma que ‘não dá para passar pano’ para o presidente

lula - colunista da folha chama presidente de capacitista
Lula durante live que associou a beleza à ausência de deficiências físicas | Foto: Reprodução/YouTube/Lula

As recentes falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva renderam críticas até no jornal Folha de S.Paulo. Colunista e editor da publicação paulistana, Jairo Marques afirmou que o petista é “capacitista”.

A afirmação de Lula ser “capacitista” se dá depois de comentário da possível aparência dele depois de passar por cirurgia no quadril. Para corrigir problema de artrose, o presidente será operado, em Brasília, na sexta-feira 29.

Durante o podcast Conversa com o Presidente, que foi ao ar na terça-feira 26, Lula associou a feiura a problemas físicos. O petista avisou que deverá usar andador depois da cirurgia, mas que isso não ganhará registros públicos.

“Vocês não vão me ver de andador, de muleta, vão me ver sempre bonito”, disse Lula, ao mencionar que o fotógrafo oficial da Presidência da República, Ricardo Stuckert, teria dito que não irá filmá-lo nessas condições. “Como se eu não tivesse sequer operado.”

Detalhe: Lula sorriu ao associar a beleza à ausência de problemas físicos.

A fala rendeu crítica por parte do jornalista Jairo Marques. Colunista da Folha, onde também atua como editor de Vida Pública, ele faz questão de avisar: é cadeirante desde a infância.

“Não dá para passar pano, Lula é capacitista”, afirmou Marques no título do texto publicado na versão on-line da Folha de S.Paulo. O artigo com a crítica ao presidente está no ar desde terça-feira.

“Está gasto argumento de que seria pior se fosse no governo Bolsonaro”, prosseguiu o colunista da Folha. “Dores da discriminação não se aliviam com comparativo.”

Folha: Lula é chamado de “capacitista” em jornal marcado por ofensas a Bolsonaro

Banheiro com Gênero
O presidente Lula durante entrevista ao podcast Flow Podcast| Foto: Reprodução/YouTube

A critica sobre Lula ser “capacitista”, o que significa alguém com preconceito com pessoas com deficiência, chama a atenção por ter sido publicada na Folha. Nos últimos anos, o jornal acumulou ofensas, inclusive via colunistas, direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em julho de 2020, por exemplo, Hélio Schwartsman assumiu a torcida para Bolsonaro morrer em decorrência da covid-19. Meses depois, ele, além de colunista, ganhou o cargo de conselho editorial do jornal.

Em maio deste ano, Giovana Madalosso publicoufake news ao tentar — equivocadamente — associar ao nazismo uma cidade do interior de Santa Catarina. No texto, ela se referiu ao ex-presidente como “fascista”. Apesar da acusação contra o povo catarinense e Bolsonaro, ela seguiu como contratada da Folha.

Informações Revista Oeste


Estrela com Hollywood escrito e roteiristas com placas de protesto ao fundo

E está para acabar a greve mais longa da história de roteiristas dos EUA. O sindicato da categoria (WGA, sigla em inglês) anunciou, nesta terça-feira (26), que aceitou o acordo proposto pelos estúdios de forma unânime.

Dessa forma, os roteiristas devem voltar ao trabalho a partir de 4h01 (horário de Brasília – 0h01, hora local) desta quarta-feira (27), conforme o g1.

Como foi o acordo

  • O acordo foi previamente aceito pelo WGA na noite de domingo (24), em reunião com a Aliança dos Produtores de Filmes e Televisão (AMPTP, sigla em inglês);
  • Já nesta terça (26), o Comitê de Negociação e os Conselhos da WGA do Oeste e do Leste, recomendaram que seus 11 mil associados aceitem o acordo;
  • A votação geral será realizada entre 2 e 9 de outubro.

Podemos dizer, com grande orgulho, que este acordo é excepcional – com ganhos significativos e proteções para roteiristas em todos os setores de nossa filiação.WGA, em e-mail enviado a seus associados no domingo (24)

Segunda maior greve da história

Essa foi a segunda maior greve da história do WGA, tendo começado em maio e obtido apoio do Sindicato dos Atores (SAG, sigla em inglês) – este, por sua vez, paralisou suas atividades em julho, em apoio aos roteiristas e também buscando melhorias em suas condições trabalhistas.

O SAG parabenizou o WGA por obter o acordo provisório, mas ressaltou que segue em greve até concluir suas negociações com a AMPTP.

Barbie continua em alta nas bilheterias após dez semanas

Barbie, dirigido por Greta Gerwig e co-escrito com Noah Baumbach, continua a atrair o público após dez semanas consecutivas nas telonas internacionais. No último fim de semana, segundo o Collider, o filme arrecadou cerca de US$ 3,4 milhões. A receita global desde o lançamento é estimada em US$1,427 bilhão.

Informações Olhar Digital


Shein diz trabalhar com estoque praticamente zero, o que reduz custos
Shein diz trabalhar com estoque praticamente zero, o que reduz custos Imagem: Cezaro De Luca/Europa Press via Getty Images

O modelo de negócio da Shein permite que a empresa saiba o que o cliente quer, enquanto outras do setor tentam “adivinhar”. É o que diz Marcelo Claure, CEO da Shein na América Latina. Segundo ele, é esse modelo que garante o sucesso da gigante chinesa, e não a questão tributária. Varejistas brasileiros reclamam que os e-commerces estrangeiros pagam menos imposto que as empresas nacionais.

O modelo da Shein

O tempo entre desenho da peça e a fabricação é de 7 dias. A Shein usa algoritmos e inteligência artificial para entender o que o consumidor quer comprar. A partir desse mapeamento, ela produz as peças mais promissoras de forma rápida. “Nós só fabricamos o que o consumidor final quer”, disse Claure em entrevista ao UOL.

A produção segue a demanda e a empresa não tem estoque. A Shein produz inicialmente um lote pequeno, de 50 a 100 unidades, e mede a procura pelo produto. Ela só faz mais peças se a demanda for alta. Assim trabalha com praticamente zero estoque. 

Segundo o CEO é esse modelo, e não a questão tributária, que garante o sucesso da empresa. “A mensagem para o varejista brasileiro é muito forte: a vantagem competitiva da Shein não são os impostos. Se eles acreditam que essa é a única vantagem, nunca vão poder concorrer. Senão a Shein não seria a empresa fashion mais importante do mundo, crescendo mês a mês”, diz. 

Marca planeja duas lojas temporárias no Brasil em 2023. Para o modelo funcionar, a Shein só vende pela internet, e não tem planos de abrir lojas físicas permanentes. Afinal, para ter loja é necessário ter estoque. “Se abrirmos lojas, teremos os mesmos problemas que os outros varejistas”, diz Claure. Mas a Shein planeja abrir ao menos duas lojas pop-ups (temporárias) no Brasil ainda em 2023, para se aproximar do consumidor. A empresa ainda não divulgou os locais e as datas. 

Varejo tradicional tem maior dificuldade para saber o potencial de venda de cada peça. Por isso, elas já consideram que uma parcela da produção será vendida na liquidação, diz Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores. “O trabalho mais tradicional exige que eu desenhe as peças hoje para vender daqui meses. Aí precisa adivinhar quanto aquela tendência vai pegar no Brasil e o quanto vai vender daquela peça”, diz.

O grande problema do varejo no mundo todo é que, seis meses antes, ele tenta adivinhar o que o consumidor final quer. Isso se traduz em altos níveis de estoque. Estoque que não vende. Nós só fabricamos o que o consumidor final quer. E fabricamos quantidades muito pequenas até encontrar o ponto ótimo de demanda. Então temos zero estoque, e dessa maneira o nosso custo é muito, muito menor.
Marcelo Claure, CEO da Shein na América Latina

O que dizem os varejistas brasileiros?

Varejistas reclamam que a Shein e outros e-commerces estrangeiros pagam menos imposto. No programa Remessa Conforme, do governo federal, as compras internacionais até US$ 50 ficam isentas de imposto de importação, mas pagam 17% de ICMS. As compras acima desse valor pagam 60% de imposto de importação, além do ICMS.Continua após a publicidade

Os itens produzidos no Brasil têm carga tributária média de 110%. O cálculo é de um levantamento feito a pedido do IDV, que considerou os tributos pagos em toda a cadeia, da produção à distribuição no varejo. “Mesmo considerando os 17% do ICMS, para fazer frente a essa carga, o imposto de importação já deveria ser mais do que 60%”, diz Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV.

Setor quer discutir o tema com o governo. O IDV apresentou o estudo sobre a carga tributária do varejo no país ao Ministério da Fazenda e espera se reunir com representantes do governo para tratar do tema. A entidade participou da elaboração do programa Remessa Conforme, mas considera um erro a decisão de isentar as compras até US$ 50 do imposto de importação. Marcelo Claure, da Shein, questiona os números apresentados pelo varejo brasileiro e defende “uma mesa de trabalho conjunta” para debater o tema.

Para analista, regras precisam ser iguais para todos. Segundo Tozzi, da AGR Consultores, o modelo da Shein é mesmo “uma revolução” no mercado de moda. Porém, as regras tributárias precisam ser as mesmas para todos. “Se essas são as regras do jogo que vão ser dadas para a Shein, elas têm que ser dadas para todo mundo”, diz.

É fácil falar que é competitivo pelo modelo de negócio quando se tem uma vantagem tributária imensa que está levando ao fechamento de empresas no país. O modelo deles pode ter sucesso. Mas queremos ver esse mesmo modelo aplicado com produção nacional. Temos empresas aqui com velocidade muito boa de lançamentos. Não é algo fácil, mas conseguimos competir. Basta que tenha uma produção nacional e pague todos os impostos e encargos trabalhistas.
Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV

‘Faz muito sentido ter fabricação local’

Remessa Conforme não altera o plano de produzir no Brasil, diz Shein. Em abril, a Shein anunciou investimento de R$ 750 milhões para produzir roupas no Brasil. O plano continua, mesmo com as vantagens tributárias do Remessa Conforme para compras internacionais, disse Claure ao UOL. A intenção é que, até o final de 2026, 85% das peças vendidas no Brasil sejam produzidas aqui. Hoje a maior parte vem da China. A Shein passou a operar no Remessa Conforme na semana passada, e anunciou que vai bancar o ICMS das compras até US$ 50.

Com produção local, empresa ganha agilidade e economiza em logística, diz o CEO. “Para o modelo de negócios que nós temos, de fabricação ágil, faz muito sentido ter fabricação local e entrega local”, diz Claure. “O Brasil é um grande produtor de algodão. Então não faz nenhum sentido comprar algodão do Brasil, mandar para fazer roupa na China e importar para o consumidor final”, continua.

Desafios para a produção incluem questões trabalhistas. Uma das dificuldades para a Shein chegar a esse volume de produção no Brasil é conseguir que a indústria local dê conta da demanda, diz Tozzi. Há também a dificuldade de trabalhar na velocidade exigida pelo modelo da chinesa com remuneração e carga horária adequadas. “O desafio é como deixo isso saudável para a cadeia como um todo”, afirma.

A Shein diz que faz auditorias nas fábricas parceiras. Também afirma que fornecedores que não seguem seu código de conduta têm seu contrato rescindido. Para os parceiros já contratados no Brasil – cerca de 200 – a empresa diz que exige adequação às práticas recomendadas pela ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil).

Informações UOL


A indústria farmacêutica está abandonando as pesquisas de novos antibióticos ao mesmo tempo em que salta de 700 mil para 1,2 milhão o número de mortes relacionadas às superbactérias resistentes aos medicamentos tradicionais, alerta a OMS (Organização Mundial de Saúde) em seu relatório “Incentivando o Desenvolvimento de Novos Tratamentos Antibacterianos 2023”.

O micro-organismo pode causar pneumonia, infecção urinária e da corrente sanguínea. Seus efeitos vão de taquicardia, febre e inchaço até a falência múltipla dos órgãos.

Farmacêuticas não investem

O número de pesquisas de novos antibióticos é “insuficente” diante “da crescente propagação da resistência antibacteriana”, diz a OMS. Hoje, porém, a maioria dos antibióticos no mercado são variações de medicamentos desenvolvidos ainda na década de 1980.

Apenas 77 novos tratamentos estão em desenvolvimento clínico [no mundo], a maioria é derivada das classes de antibióticos já existentes (…) e é improvável que cheguem ao mercado.
Relatório da OMS

Como as bactérias se tornam resistentes cada vez mais cedo, os medicamentos ficam obsoletos rapidamente e deixam de interessar à indústria farmacêutica.

“Não existe mercado viável para novos antibióticos. O retorno financeiro não cobre os custos do seu desenvolvimento, produção e distribuição”, diz o relatório. “Como resultado, as principais empresas farmacêuticas recuaram no desenvolvimento de antibióticos.”

Gigantes do setor —como Norvatis, AstraZeneca, Sanofi, Allergan e Medicines— encerraram suas pesquisas antibacterianas na última década.

Os pesquisadores afirmam que o setor privado prefere investir em “áreas mais lucrativas, como a oncologia”. Só nos Estados Unidos, essa diferença foi de 17 vezes na última década: US$ 1,6 bilhão contra US$ 26,5 bilhões.

Caberá ao setor público financiar novas pesquisas. Enquanto as empresas investem US$ 1,8 bilhão por ano em pesquisas do tipo, governos do G7 —grupo dos países mais ricos do mundo— passaram a gastar valor equivalente após compromisso assinado em 2022. A meta é colocar no mercado quatro novos antibióticos até 2030.

E no Brasil? Procurado, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) reforça a necessidade de investimento estatal para “frear o avanço das superbactérias”. Seu presidente executivo, Nelson Mussolini, celebrou o relançamento do Geceis, o Complexo Econômico e Industrial da Saúde que pretende produzir no Brasil 70% da matéria-prima de novos medicamentos

Um arranjo focado nos laboratórios públicos, em colaboração com organismos de fomento e iniciativa privada, pode abrir caminho para que o país se torne protagonista na solução dessa grande questão mundial.
Nelson Mussolini, da Sindusfarma

Superbactérias já matam 1 milhão

A OMS cita no relatório uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, em 2022, sobre o aumento de mortes atribuídas a bactérias resistentes. Com dados de 204 países, o estudo estimou em 1,27 milhão as mortes diretamente relacionadas às superbactérias em 2019, além de 4,95 milhões de óbitos indiretos.

Superbacterias analisadas em laboratório
Superbacterias analisadas em laboratório Imagem: iStock

O número representa um salto em relação à conta anterior. Em 2016, estudo do economista britânico Jim O’Neill estimou eme 700 mil os mortos anuais por infecções bacterianas.

Seu prognóstico era de que a resistência aos antibióticos mataria 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050. Se a previsão se confirmar, esses óbitos ultrapassarão a 8,2 milhões de pessoas que morrem anualmente por algum tipo de câncer. “Já estamos muito mais próximos desse número do que pensávamos”, lamenta Chris Murray, coautor do estudo na Lancet.

Muitos morreram após infecções que poderiam ser tratadas. Cerca de 400 mil pessoas, por exemplo, tiveram problema respiratório, como pneumonia. Além disso, uma em cada cinco vítimas das superbactérias tinha menos de cinco anos.

Como as bactérias ficam resistentes?

Os médicos precisam receitar a quantidade suficiente de antibiótico pelo tempo necessário para matar todas as bactérias de um organismo doente. Quando mal receitado, o remédio mata apenas as bactérias mais sensíveis, enquanto as que sobrevivem por seleção natural ganham mais resistência quando expostas novamente ao remédio.

Superbactérias também se proliferam em hospital; unidade do RN teve surto de superbactérias e mortes em 2012
Superbactérias também se proliferam em hospital; unidade do RN teve surto de superbactérias e mortes em 2012 Imagem: Carlos Madeiro/UOL

“Antibiótico salva vidas, mas precisa ser bem indicado”, afirma Thaís Di Gioia, médica microbiologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Só um exame pode dizer se determinada infecção é causada por bactéria (quando o antibiótico é indicado) ou vírus, mas nem sempre o exame está disponível ao médico, que pode receitar errado”, diz Gioia.

E tem muita automedicação. A pessoa tem rinite, pensa que é sinusite e já toma aquele antibiótico guardado em casa.
Thaís Di Gioia, médica microbiologista

Ela recomenda que o paciente não se medique nem descarte antibiótico no lixo comum. “Há bactérias resistentes nos esgotos que chegam ao solo e, depois, ao alimento que a gente ingere”, alerta.

Muitas bactérias também se tornam resistentes devido ao uso de antibióticos na cadeia alimentar: 70% do consumo da droga se dá no agronegócio. Apenas 20% do remédio servem para tratar doenças, enquanto 80% são usados para prevenção de doenças e engorda.

Além de o micro-organismo super-resistente chegar aos esgotos pelas fezes de animais como galinhas, bois e porcos, alimentos mal cozidos infectam o homem e se reproduzem no intestino.

Penicilina, o primeiro antibiótico

O primeiro antibiótico de que se tem registro é a penicilina, criada em 1928 pelo farmacologista britânico Alexander Fleming. Foi a solução para doenças que castigavam populações, como a peste negra, a tuberculose, a peste bubônica e a febre tifoide. 

Mas já no final da década de 1930 o próprio Fleming alertava sobre as mutações que as bactérias vinham sofrendo. Ao receber o Prêmio Nobel pela sua descoberta, em 1945, Fleming fez um discurso profético:

Existe o perigo de que um homem ignorante possa facilmente se aplicar uma dose insuficiente de antibiótico, e, ao expor os micróbios a uma quantidade não letal do medicamento, os torne resistentes.
Alexander Fleming, inventor da penicilina

Informações UOL


Foto: Felipe Oliveira/ Divulgação /EC Bahia

O Bahia retomou as atividades na manhã desta terça-feira (26), no CT Evaristo de Macedo. Com o perigo da presença na zona de rebaixamento, a equipe tricolor vai voltar a jogar no próximo sábado (30), contra o Flamengo, pela 25ª rodada da Série A.

Os meio-campistas Cauly e Cittadini, em processo de recuperação, participaram de parte da atividade com o grupo e na sequência continuaram os seus trabalhos físicos e técnicos na sequência.

Toda a equipe passou por um trabalho físico na academia e no campo, seguido de uma atividade com bola em campo reduzido, com testes em formações. Na sequência, o auxiliar Charles Hembert comandou as bolas paradas, enquando Ceni focou nas triangulações e finalizações.

Para o próximo jogo, o Esquadrão de Aço vai contar com o retorno do volante Rezende, que estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A equipe tricolor retoma os trabalhos nesta quarta-feira (27), novamente pela manhã.

Bahia Notícias