
Por volta das 9h deste domingo (22), foi assassinado a tiros, Marcone da paixão de Jesus Santos, de 36 anos, que residia na Rua São Marcos, no bairro Conceição I, em Feira de Santana.
Segundo informações apuradas pelo Acorda Cidade, ele estava dentro de um veículo S10 com o filho de 14 anos, quando foi surpreendido pelo autor do crime ao passar pela Rua Rosário, ao lado do Residencial Nova Conceição, localizado no mesmo bairro onde morava.

Marcone foi atingido no ombro e na cabeça. Familiares contaram ao Acorda Cidade que a vítima trabalhava como mestre de obras e saiu de casa com o filho para a feirinha. Para não ser atingido, o adolescente desceu rapidamente do veículo e correu.
O levantamento cadavérico foi coordenado pela delegada Daniele Matias, que levantou as primeiras informações para iniciar a investigação do caso.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Um incêndio atingiu embarcações, uma delas histórica, que estavam atracadas em um cais do Rio São Francisco, em Ibotirama, no Oeste baiano. A tragédia ocorreu na noite do último sábado (21).
Um dos atingidos é o Vapor São Salvador, embarcação que começou a fazer transporte de passageiros no início do século 20.
Segundo a gestão municipal, a embarcação era mantida sob vigilância, mas as chamas começaram durante a troca de turno, o que sugere origem criminosa.
O São Salvador foi construído em 1937, na Bahia, e podia transportar até 63 toneladas de carga e mais de cem pessoas, entre passageiros e tripulantes. O vapor navegou até 1969.
Metro1

O Bahia venceu o Fortaleza na Arena Fonte Nova por 2 x 0 e manteve sequência positiva para deixar a zona de rebaixamento mais distante. Na noite deste sábado (21), Kanu e Rafael Ratão marcaram para dar o triunfo ao Esquadrão, que agora é o 12º colocado com 34 pontos.
Com o resultado positivo na 28ª rodada, o Bahia emplacou sua terceira vitória consecutiva, feito inédito nesta edição da Série A. O time baiano voltou a abrir quatro pontos do Z-4 – maior distância que alcançou até o momento no campeonato – e vai torcer para Santos e Vasco não pontuarem para que a vantagem permaneça.
Na próxima partida, o Tricolor vai até o Mineirão enfrentar o Cruzeiro. A bola rola na quarta-feira (25), às 20h, pela 29ª rodada do Brasileirão.
Metro1

Neste sábado (21), uma operação conjunta envolvendo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) foi desencadeada com o propósito de localizar e recapturar detentos que conseguiram escapar do Complexo Prisional de Mata Escura, situado na capital baiana, Salvador.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP), não informou quantos internos fugiram, mas destacou que as forças de segurança do estado estão empregando ações de inteligência coordenadas, contando com equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Sistema Penal, com o objetivo de localizar e deter os criminosos que conseguiram fugir.
Para atingir esse objetivo, unidades como o Batalhão de Guardas, a Rondesp Central e o Grupamento Aéreo (Graer) estão realizando varreduras intensivas nas imediações do Complexo Prisional.
Farta quantidade de armamentos e munições foram apreendidos durante as buscas. As circunstâncias em que ocorreram as apreensões e detalhes sobre a fuga serão divulgados neste domingo (22) em coletiva de imprensa.

Informações sobre os detentos podem ser enviadas através dos telefones 181 (Disque Denúncia) e 190 (Centro Integrado de Comunicações).

O trabalho de inteligência da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), composta por equipes das polícias Federal, Militar e Civil, resultou na apreensão de aproximadamente 70 kg de cocaína, na noite de sábado (21).
Ocorrência foi iniciada após interceptação de um traficante na Linha Verde, próximo a Arembepe. O criminoso dirigia um veículo modelo Idea, quando foi alcançado. Durante abordagem foram localizados 23 tabletes do entorpecente.
O criminoso, as drogas e os veículos foram apresentados na sede da PF, no bairro de Água de Meninos, em Salvador.
Acorda Cidade

Por volta das 13h30 de sábado (21), policiais militares da Rondesp Meio Oeste apreenderam R$ 459.920,00 em espécie e prenderam dois homens em Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia. A informação foi confirmada pelo Coronel Arthur Mascarenhas, comandante do Comando de Policiamento da Região Meio Oeste (CPRMO), ao site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade.
Segundo Mascarenhas, a guarnição estava fazendo patrulhamento na BR-346 quando recebeu informações sobre um veículo Honda Civic branco que estaria transitando com uma grande quantidade de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Ao avistar o veículo, a Rondesp realizou uma abordagem nas proximidades da Vila do Formoso e encontrou a substancial quantia de dinheiro acondicionada em uma caixa de papelão no porta-malas.
Os dois ocupantes do veículo foram conduzidos para a Delegacia Territorial de Bom Jesus da Lapa para as medidas legais cabíveis. Além da quantia em espécie, a Rondesp também apreendeu três telefones celulares e o veículo.
Com André Fufuca no Ministério do Esporte, primeiro escalão do governo conta com mais um político que apoiou publicamente o impeachment da ex-presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perde mais uma oportunidade de chamar de golpe o processo de impeachment que resultou na queda de Dilma Rousseff, em 2016. A acusação se dá mesmo diante de todos os ritos seguidos pelo Senado e o Supremo Tribunal Federal — e, claro, pelas robustas denúncias do que ficou conhecido como “pedalada fiscal”. Na prática, contudo, ele demonstra não crer na alegada conspiração golpista, tanto que ampliou o espaço do primeiro escalão do governo federal àqueles que foram publicamente favoráveis à cassação do mandato da petista. De volta ao poder, Lula tem transformado opositores de Dilma em seus mais novos “companheiros”.
Membro do centrão, conhecido nos bastidores do poder como um dos mais fiéis aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e em seu terceiro mandato como deputado federal, André Luiz Carvalho Ribeiro, o André Fufuca (PP-MA), tornou-se ministro do Esporte. A nomeação dele para o posto foi publicada há um mês, em 13 de setembro, por meio de edição extra do Diário Oficial da União— o que consolidou a demissão da segunda mulher na Esplanada dos Ministérios em menos de dez meses da atual gestão federal.
Mais do que representar a chegada do centrão ao primeiro escalão do governo lulista, a nomeação de Fufuca para função no Executivo amplia o número de ministros que, agora aliados de Lula, votaram a favor do impeachment de Dilma. Atualmente, outros três estão nessa condição: Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Juscelino Filho (Comunicações) e André de Paula (Pesca).
Fufuca foi incisivo ao votar em prol da cassação do mandato da petista, no trâmite de admissibilidade do processo pela Câmara, em abril de 2016. Ele acusou a então presidente da República de enganar milhares de pessoas, que acreditaram na construção de uma refinaria da Petrobras no município maranhense de Barbacena — projeto que nunca foi concluído e que, em 2021, tinha prejuízo estimado em R$ 2 bilhões.
“Diga ao povo maranhense e ao povo do Brasil que voto ‘sim’, a favor do impeachment” (André Fufuca, abril de 2016)
“Em nome da unidade partidária, do Partido Progressista, das milhares de pessoas que foram enganadas pela refinaria premium”, começou Fufuca, na ocasião. “Das milhares de pessoas que choraram as mortes de seus entes queridos na BR-75”, prosseguiu o então deputado, ao mencionar uma rodovia que não existe. “Em nome desse Estado que carrego nas costas e no coração (..), diga ao povo maranhense e ao povo do Brasil que voto ‘sim’, a favor do impeachment.”
Hoje ministro das Comunicações e envolvido em polêmicas, que vão desde gastar R$ 130 mil dos pagadores de impostos para ver corrida de cavalos a alvo de investigação da Polícia Federal em operação sobre desvio de verbas públicas, Juscelino Filho ocupava seu primeiro cargo público em abril de 2016. Assim como Fufuca, ele foi mais um deputado federal pelo Maranhão a votar favoravelmente ao impeachment de Dilma. E o fez de forma efusiva, conforme a transmissão da sessão pelo canal no YouTube da TV Câmara. Ele definiu a cassação do mandato da petista como um “momento histórico”. Para o então parlamentar debutante, a saída do PT do governo representaria a chance de um futuro melhor para o país.
“Pela minha família, pelos meus amigos, pelos meus colegas médicos, pelo povo do meu querido Estado do Maranhão, que me deu a oportunidade de representá-lo hoje, neste momento histórico”, contou Juscelino, que na época do processo do impeachment estava filiado ao DEM, que passou a se chamar União Brasil em 2022, quando teve a fusão com o PSL aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Em especial à minha querida Santa Inês e Vitorino Freire, por um futuro melhor para o nosso Brasil, meu voto é ‘sim’.”
Outro então deputado federal favorável à cassação do mandato de Dilma — e que anos mais tarde tornou-se ministro de Lula — foi André de Paula (PSD-PE). Atual titular da pasta da Pesca, ele foi enfático em seu posicionamento contra a então presidente da República. Para ele, o avanço do processo deimpeachment — que se confirmaria por meio do Senado meses depois — serviria como símbolo para o restabelecimento da ética e da decência na política brasileira.
Derrotada na disputa presidencial do ano passado, Simone Tebet não ficou desempregada graças ao empenho em favor de Lula durante o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Com o fim de seu mandato no Senado, a integrante do MDB de Mato Grosso do Sul foi nomeada ministra do Planejamento e Orçamento. Cargo um tanto quanto figurativo, uma vez que costuma ser ignorada na agenda do petista, que, na prática, deixou questões econômicas nas mãos dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão). Apesar de ser uma figurante na Esplanada dos Ministérios, Tebet completa a lista dos hoje “companheiros” de Lula que atuaram como opositores de Dilma no Parlamento.
Durante sessão de julgamento do processo deimpeachment em agosto de 2016, a então senadora confrontou a petista. Ao menos na ocasião, Tebet defendeu firmemente a cassação do mandato de Dilma, chegando a definir como “maquiagem” contábil o que ocorria com as contas gerenciadas pela União.
“Gastou-se o que tinha e o que não tinha”, disse Tebet, ao se dirigir à então presidente da República. “Se vendeu um Brasil irreal. Os números não confiáveis levaram à perda de confiança dos investidores. Temos PIB negativo por três anos, desemprego recorde. Estamos diante da maior crise econômica da história do país e de um gigantesco rombo fiscal.”
“O governo abandonou a responsabilidade fiscal”, prosseguiu a então senadora. “Adotou manobras fiscais como a maquiagem ou a ‘contabilidade criativa’ para ocultar da sociedade e dos investidores a real situação das finanças públicas e a incapacidade de um governo de cumprir a meta fiscal.”
A conta dos apoiadores do impeachment de Dilma e que acabaram como ministros de Lula vai além. Ao menos outros quatro políticos que hoje têm gabinetes na Esplanada fizeram declarações contra a gestão petista de sete anos atrás. Essa lista é composta por Marina Silva, Carlos Fávaro, José Múcio e Geraldo Alckmin.
De volta ao time de aliados de Lula depois de anos de rompimento, com direito a ganhar o cargo de ministra do Meio Ambiente, Marina teceu inúmeras críticas ao governo Dilma. Em entrevista ao portal UOL, ela chamou de “fraude” a eleição de 2014, quando a petista foi reeleita presidente. Além disso, Marina recomendou que o seu partido, a Rede Sustentabilidade, votasse a favor do impeachment. Entendimento que se manteve dois anos depois do processo. Em entrevista ao jornal O Globo em setembro de 2018, Marina se referiu a Lula como corrupto e disse não ter arrependimento por ter defendido a cassação do mandato de Dilma.
Apoiador de Lula desde o primeiro turno das eleições do ano passado, Fávaro foi agraciado com o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária. Certamente, o cargo não foi conquistado por causa de seu posicionamento político de 2016. Vice-governador de Mato Grosso na ocasião, ele chegou a embarcar para Brasília para acompanhar, diretamente do Congresso Nacional, a votação por parte da Câmara dos Deputados sobre a admissibilidade do processo do impeachment de Dilma.
“Este momento será lembrado para sempre no Brasil, estamos vivendo um período histórico”, disse Fávaro, em entrevista ao site RD News, de Cuiabá, em abril de 2026. “E eu, como cidadão mato-grossense, estarei presente por acreditar que uma das saídas para mudarmos a situação de instabilidade econômica e política que o Brasil vive hoje é por meio de mudança de gestão.”
O atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi além de declarar apoio ao impeachment de Dilma. Ele teve papel legal em meio ao processo. Isso porque era ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em relatório divulgado em outubro de 2016, ele recomendou que o Congresso rejeitasse as contas de 2015 do governo Dilma. No material, Múcio afirmou que a então presidente havia cometido pelo menos 12 irregularidades contábeis.
“Do mesmo modo que ocorreu ano passado, foram identificados indícios de irregularidades na gestão orçamentária e financeira e possíveis distorções nas informações contábeis e de desempenho”, afirmou Monteiro, no relatório em que o TCU listou 18 questionamentos à gestão do PT. “Pode-se concluir que a ausência de registro das dívidas da União junto BB, BNDES, Caixa e FGTS pode ter comprometido a condução da execução orçamentária, na medida em que possivelmente distorceu o diagnóstico das metas fiscais.”
Agraciado com o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin jogou fora décadas de críticas ao PT ao deixar o PSDB, filiar-se ao PSB e aceitar ser companheiro de chapa de Lula na eleição do ano passado. Agora a serviço da militância lulista, Alckmin foi defensor do impeachment de Dilma. De acordo com ele, o Brasil sairia “mais fortalecido” com a cassação do mandato da petista.
“Precisamos virar a página”, disse Alckmin, em abril de 2016, conforme o site oficial do PSDB. “É preciso retomar a esperança, o emprego, o desenvolvimento, o investimento. É isso que interessa”, prosseguiu o então crítico do PT. “O Brasil não pode adiar mais reformas estruturantes, medidas econômicas necessárias. Para tudo isso precisa ter ação e não inação.”
Meses antes, em dezembro de 2015, o então tucano afirmou, em entrevista coletiva, que o processo de impeachment de um presidente da República está previsto na Constituição Federal. E conforme ressaltou o hoje vice-presidente, a Carga Magna brasileira “não é golpista”. Apesar do discurso, Lula demonstra, cada vez mais, concordar com isso.
Mais do que concordar de que o impeachment de Dilma não foi golpe, o discurso de Lula não é mero ato falho, acredita o analista político e mestre em comunicação e consumo Fábio Bouéri. “Fazem parte de uma estratégia baseada em dois fundamentos”, afirmou a Oeste. De acordo com ele, tais fundamentos seriam, em termos de comunicação, a imprevisibilidade e a propagação de conteúdo desinformativo.
“Quando diz que Dilma sofreu um golpe — mesmo sabendo que isso não é verdade e tendo ao seu lado gente que votou pelo impeachmentda petista —, Lula quer confundir o adversário”, diz Bouéri. “Levando-o à desorientação e ao cansaço decorrente da tentativa de interpretar os movimentos.”
“O segundo fundamento é a desinformação”, observa o mestre em comunicação e consumo. “Lula sabe que o brasileiro é um consumidor impulsivo. Quando ele fala do suposto golpe a Dilma, o faz em um momento pontual (pós-posse) e mobiliza toda a força de uma militância inflamada com a volta ao poder.”
Por fim, Bouéri acredita que esse discurso por parte de Lula ganha força com “ajuda de parte da imprensa do país”. Consequentemente, observa ele, há ausência de questionamentos referentes ao rito processual de umimpeachment — que ocorreu normalmente durante o processo contra Dilma — e à atual composição ministerial do governo petista.
E assim, o atual presidente da República, apesar de reclamar de um fictício “golpe” que nunca ocorreu, vai ampliando o espaço na Esplanada dos Ministérios àqueles que ajudaram a tirar o PT do poder em 2016. Na prática, Lula transformou opositores de Dilma em seus “companheiros”.
Informações Revista Oeste
Presidente dos Estados Unidos atrela o seu futuro ao desfecho da nova crise que incendeia o Oriente Médio

Os Estados Unidos vão implantar sistemas de defesa aérea em Israel e já instruíram a respeito suas forças destacadas para aquela região do Oriente Médio, anunciou o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin. E justificou:
“Após discussões detalhadas com o presidente Joe Biden sobre as recentes escaladas do Irã, orientei uma série de medidas adicionais para fortalecer ainda mais a postura do Departamento de Defesa”.
A principal medida: os Estados Unidos vão colocar a serviço de Israel uma bateria do sistema de defesa antimísseis THAAD e várias baterias de mísseis Patriot “em resposta às tensões”.
Depois de vetar no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução do Brasil que pedia pausas na guerra para permitir o acesso de ajuda a Gaza, os Estados Unidos esboçaram o seu.
O projeto afirma que Israel tem o direito de se defender e exige que o Irã pare de exportar armas para “milícias e grupos terroristas que ameaçam a paz e a segurança em toda a região”.
Pede a proteção dos civis, observa que os estados devem cumprir o direito internacional ao responder a “ataques terroristas”, e insta a “contínua, suficiente e desimpedida” entrega de ajuda a Gaza.
Não apela, porém, a qualquer trégua nos combates. Apela a todos os Estados para que tentem impedir que “a violência em Gaza se espalhe ou se expanda para outras áreas do Oriente Médio”.
Para ser aprovada pelo Conselho de Segurança, uma resolução carece de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto da Rússia, China, Estados Unidos, França ou Reino Unido.
A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, explicou o veto à resolução do Brasil dizendo que era necessário dar mais tempo para “a diplomacia no terreno”.
No dia do veto, Biden estava em Israel, onde discursou ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. E em conversa reservada com ele, disse como acha que a guerra deve ser conduzida.
Os seguintes pontos fazem parte da receita de Biden para enfrentar a guerra desatada pelo ataque terrorista de surpresa do grupo Hamas a Israel no último dia 7 de outubro:
* A prioridade: resgatar com vida a maioria dos reféns mantidos em cativeiro pelo Hamas em Gaza e compartilhados com outros grupos radicais palestinos. Dois já foram devolvidos;
* Não abrir uma segunda frente de batalha contra o Hezbollah, organização palestina financiada pelo Irã e sediada no Líbano. A guerra em duas frentes pode desencadear um conflito regional;
* A invasão terrestre à Faixa de Gaza deve empregar violência comedida para não se transformar em uma matança generalizada;
* A ocupação de Gaza pelas tropas de Israel não deve ser demorada para evitar o acirramento dos ânimos nos países árabes, a maioria deles retoricamente a favor dos palestinos;
* Por fim, a retomada das negociações para a criação de um Estado palestino deve acontecer de imediato ou a curto prazo.
Temeroso do futuro do seu governo, se é que tem algum, a receita de Netanyahu para a condução da guerra é pouco parecida com a de Biden e está sujeita a condições que ele não controla.
No caso dos reféns: o primeiro-ministro sempre criticou as concessões feitas pelos governos que antecederam ao seu para o resgate de prisioneiros. Não quer pagar um alto preço por isso.
Netanyahu está sob crescente pressão dos falcões do sistema de segurança de Israel para lançar um ataque preventivo contra “os animais”, como o ministro de Defesa denomina os palestinos.
Por mais de uma vez, Netanyahu já prometeu que a invasão a Gaza usará violência extrema. Será algo jamais visto. Quanto a ocupação de Gaza ser demorada ou não, nunca deixou claro o que pensa.
A retomada das negociações para a criação de um Estado palestino, por enquanto ou a perder de vista, está fora do radar do governo israelense. Netanyahu governa Israel há 12 anos.
Biden nunca gostou de Netanyahu, que nunca gostou de Biden. Mas Biden precisa do apoio econômico dos judeus para se reeleger, assim como Netanyahu precisa da proteção americana.
Em silêncio, mas sem disfarçar, Netanyahu torce para que Donald Trump, com quem mais se identifica, derrote Biden nas eleições de 2026. Só espera que seu próprio governo não desabe antes disso.
Informações Metrópoles
Com uma inflação exorbitante, câmbio descontrolado e uma série de déficits fiscais, especialistas afirmam que chefe de Estado eleito precisará ser pragmático para implementar reformas estruturais no país.

Eleições na Argentina: saiba quem são os três candidatos com chances de serem eleitos
O primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina acontece neste domingo (22) – e pode traçar novos direcionamentos para a crise econômica decenária que o país enfrenta.
A leitura de especialistas ouvidos pelo g1 é a de que o novo chefe de Estado do país — seja quem for — terá uma série de desafios a enfrentar pela frente. Em uma pequena lista de principais aspectos da crise econômica que o país enfrenta estão:
E não é só. Parte do desafio do novo presidente também será formar um capital político relevante para lidar com a falta de consenso nacional sobre o quadro inflacionário e de juros no país, e para conseguir implementar as reformas estruturais necessárias.
Antes de aprofundar a questão econômica da Argentina, veja abaixo quem são os principais candidatos à presidência
Os três principais candidatos à presidência da Argentina, que reúnem mais de 80% das intenções de voto, de acordo com o resultado das eleições primárias do país:
Da chapa “A Liberdade Avança”, o economista se autodeclara “anarcocapitalista”. Suas promessas incluem a dolarização da economia (substituir o peso argentino pelo dólar norte-americano) e a extinção do Banco Central local, por exemplo.

Advogado e político, o argentino é membro da “União pela Pátria” e candidato escolhido para representar o governo peronista, a principal força política da Argentina por décadas. Suas promessas giram em torno do combate à inflação e no potencial de negócios internacionais que o país detém, a partir do petróleo, do gás e do lítio.
Ex-ministra da segurança, trabalho e segurança social da Argentina, Bullrich é uma das líderes da coalizão “Juntos Pela Mudança”. Suas propostas incluem estabelecer um novo regime cambial, cortar gastos para combater a inflação e reduzir os impostos sobre as exportações agrícolas.
Com uma inflação exorbitante, altos níveis de pobreza, a falta de reservas e uma forte desvalorização cambial — que leva o país a ter mais de dez cotações vigentes —, o novo chefe de Estado terá uma lista grande de lições de casa.
Para analistas ouvidos pela reportagem, uma postura mais prática, voltada para a eficiência, e que fuja de posicionamentos muito radicais seria desejável para promover as mudanças que o país precisa.
“Depois de eleito, [o novo presidente] precisa necessariamente virar um ser pragmático. Quando você se senta na cadeira da presidência, é muito difícil levar para lados extremados”, diz o economista da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV), Paulo Gala.
Além disso, os especialistas reforçam que o novo presidente precisará enfrentar um Estado ineficiente e ter planos econômicos muito claros. É o caso de uma implementação de reformas fiscal e monetária no país.
Segundo especialistas, parte importante do que explica a atual situação na Argentina é o acúmulo de déficits fiscais. Há mais de 10 anos, os gastos do governo são maiores do que quanto ele consegue arrecadar.
Além dos gastos essenciais, que não podem ser cortados porque garantem o funcionamento do Estado, o governo ainda concedeu uma série de auxílios sociais e subsídios que diminuem, ano a ano, a arrecadação pública.
Sem dinheiro para financiar suas despesas recorrentes, o governo passou a emitir dívida por meio de títulos públicos. Nem assim os recursos foram suficientes.
O Estado que gasta muito não consegue fechar suas contas e, então, passa a imprimir dinheiro. Isso aumenta a inflação e gera uma série de problemas micro e macroeconômicos.
— Alexandre Pires, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais de São Paulo (Ibmec-SP)
Além disso, o maior volume de pesos nas ruas também gerou uma forte desvalorização da moeda local e incentivou a criação de uma série de regimes cambiais alternativos.
De acordo com o professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Roberto Uebel, esse cenário também agravou um problema já visto há anos na Argentina: a forte dependência do dólar norte-americano.
“Escolhas políticas e econômicas feitas nos últimos 30 anos tornaram a economia do país totalmente dependente do dólar, seja para transações simples, como comprar um jornal na esquina, até grandes transações da matriz argentina, como as exportações”, afirma.
“Isso trouxe a existência de várias linhas cambiais, que também acabam minando o poder de compra da população e ajudam a tornar a inflação algo descontrolado”, completa Uebel.
Em agosto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) firmou um acordo com o governo argentino, liberando o desembolso de US$ 7,5 bilhões para o país por meio de um programa assistencial.
Essa foi a sexta revisão do acordo entre as partes — a Argentina já tinha assinado um programa de crédito com o fundo no ano passado, de US$ 44,5 bilhões, tendo se comprometido a aumentar suas reservas internacionais e reduzir seu déficit fiscal. Uma nova revisão do acordo está prevista para depois das eleições presidenciais.
Dentre as consequências do déficit fiscal, ficou evidenciada a necessidade de uma reforma monetária no país.
Na primeira quinzena do mês, o Instituto Nacional de Estatísticas da Argentina informou que a inflação no país subiu 12,7% em setembro. Na janela de 12 meses, o indicador chegou a 138,3%.
Em resposta, o Banco Central da República Argentina (BCRA) elevou novamente a taxa básica de juros do país em 15 pontos percentuais (p.p.) — de 118% para 133% ao ano. E, na leitura dos especialistas, o ciclo de altas de juros está só no começo.
“Qualquer plano de reforma monetária vai implicar em uma taxa de juros mais elevada para tentar estabilizar os preços. Se a meta é controlar a inflação, e essa tem sido a prioridade número um dos argentinos, o movimento de alta de juros será necessário”, diz Gala.
Vale lembrar que Javier Milei, candidato vencedor das eleições primárias na Argentina, tem como uma de suas promessas a dolarização da economia.
A medida substituiria o peso argentino pelo dólar norte-americano — e, com isso, o país não apenas precisaria da Casa da Moeda dos Estados Unidos para a importação da moeda, como deixaria as decisões de política monetária dependentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Outro ponto é a crise no balanço de pagamentos. O termo em “economês” significa que mais dinheiro sai do que entra na Argentina. Parte da sua origem está também nas dívidas externas que o país contraiu ao longo das décadas, mas principalmente na incapacidade de a Argentina atrair capital estrangeiro.
Como se fosse pouco, a Argentina vive um momento de seca histórica em 2023. A falta de chuvas atingiu a última safra de milho, soja e trigo, além de derrubar a produção do país e matar milhares de cabeças de gado.
As tentativas de manipulação do câmbio foram gerando problemas para o comércio exterior e para a inflação. Tem um impacto interno — com empobrecimento da população, complicação das tomadas de decisão para investimentos e redução da produtividade – e externo, que reverberou na capacidade de exportação.
— Alexandre Pires, professor do Ibmec-SP
Atualmente, há mais de dez cotações de dólar vigentes no país. Isso porque houve um aumento do uso da moeda norte-americana pela população, em meio à perda da credibilidade do peso argentino. Sem reservas suficientes para atender a demanda, o governo impôs um limite de compra por pessoa, criando um comércio paralelo.
Os meios não oficiais de compra e venda de dólar têm cotações próprias, e que fogem da fiscalização. Nesse contexto, surgiu a principal cotação paralela do país, o “dólar blue”, que opera em quase o triplo do valor do câmbio oficial argentino.
“O presidente eleito precisará lidar com a raiz dos problemas econômicos da Argentina […] que é a excessiva dependência do dólar. Não há fórmula mágica e a perspectiva é preocupante. É preciso traçar medidas para recuperar a segurança dos investidores e atrair capital”, diz Uebel.
Já para Gala, da FGV, é preciso lembrar que a situação pela qual o país passa é grave – e sua solução demandará tempo.
“É um horizonte de pelo menos dois anos, não é algo que dê para resolver em questão de meses. A Argentina precisa de uma reforma econômica drástica, e infelizmente essa não parece ser uma perspectiva de curto prazo”, completa.
Informações G1
Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977

A dipirona é uma substância muito utilizada para aliviar sintomas de febre e dor. No entanto, em vários países no mundo, a dipirona é proibida de ser comercializada.
Antigamente, a dipirona era comercializada e altamente consumida em várias partes do mundo. Porém, isso mudou na década de 1960, quando surgiu um uma publicação científica alegando riscos de agranulocitose, uma condição no sangue que reduz células de defesa e prejudica nosso sistema imunológico.
Esses estudos foram realizados com o consumo de aminopirina, uma substância com semelhanças químicas quase idênticas à da dipirona.
Após essas comprovações, não demorou muito para começar as primeiras proibições ao longo do mundo. Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977.
Em seguida, outros países seguiram o mesmo caminho, do qual foram incluídos Japão, Reino Unido e boa parte das nações pertencentes à União Europeia. Contudo, outras contraprovas surgiram ao longo dos anos. Um bem importante é o Estudo Boston, que mostrou resultados que, a cada 1 milhão de indivíduos que tomaram a dipirona, somente 1,1 teve alguma variação para agranulocitose.
Em contrapartida, alguns países que resolveram voltar atrás com a proibição, detectou uma grande quantidade de pessoas que desenvolveram alterações sanguíneas após o uso da dipirona.
Informações Bahia.ba